CASAIS

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Capítulo 7. Estratégias e técnicas para mudança em terapia do esquema

Kelly Paim, Bruno Luiz Avelino Cardoso Grupo A ePub Criptografado

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Presságio

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Fernando Pessoa

A terapia do esquema (TE) com casais visa o rompimento do ciclo destrutivo da relação, focando na compreensão e no enfraquecimento dos esquemas iniciais desadaptativos (EIDs). Para isso, o terapeuta utiliza ferramentas técnicas (cognitivas, experienciais, comportamentais e interpessoais) a fim de ajudar os parceiros a identificar e reprocessar as emoções relacionadas aos EIDs. O objetivo principal é o desenvolvimento de estratégias saudáveis para suprir necessidades emocionais infantis e adultas na relação conjugal (Behary & Young, 2011).

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Capítulo 2. Teoria do apego e esquemas conjugais

Kelly Paim, Bruno Luiz Avelino Cardoso Grupo A ePub Criptografado

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Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.

Belchior – Como nossos pais

A teoria do apego é, atualmente, o grande paradigma da psicologia do desenvolvimento. Construída a partir das ideias do psicanalista e psiquiatra John Bowlby, que contou com o apoio precioso da psicóloga Mary Ainsworth, essa teoria vem colaborando para pesquisas e estudos em diferentes áreas: neurociências (Buchheim, George, Gündel, & Viviani, 2017), psicoterapia (Young, Klosko, & Weishaar, 2008), psicologia social (Grossman, Grossman, & Waters, 2005), bem como orientação de pais, famílias e relacionamentos conjugais (Mendes & Pereira, 2018; Ramsauer et al., 2014). Poucas propostas na psicologia, área repleta de subjetividade, de opiniões e visões tão distintas, conseguiram atingir o consenso alcançado pela teoria do apego.

Dentre suas principais contribuições, destacam-se 1) a propensão dos seres humanos a formar vínculos afetivos com figuras especiais desde o início da vida, 2) a tendência à formação de padrões estáveis de relacionamento interpessoal a partir dessas relações iniciais e 3) a utilização das relações sociais como forma de regulação emocional (Bowlby, 1984a; Mikulincer & Shaver, 2016). Essas conclusões impactaram a compreensão das relações conjugais como uma extensão dos vínculos do início da infância, bem como do tipo de comportamento de apego formado na vida adulta, em função da qualidade desses mesmos laços afetivos. Assim como as relações vinculares iniciais, as conjugais também são governadas pelo mesmo sistema comportamental, o sistema de apego. As emoções centrais para o sistema de apego, como o medo intenso da perda da conexão afetiva e o prazer e a satisfação quando do restabelecimento dos vínculos, aparecerão também nas relações conjugais, tornando a compreensão dos conceitos da teoria do apego um ponto de partida para aqueles que pretendem conhecer a dinâmica das emoções em casais.

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Capítulo 3. A química esquemática e as escolhas amorosas

Kelly Paim, Bruno Luiz Avelino Cardoso Grupo A ePub Criptografado

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Nos naufrágios que o destino
Vem tentando me pregar
Vou nadando meus caminhos devagar
Desde os tempos de menino
Aprendi a navegar
Com as bússolas que eu mesmo inventar
Hoje eu sei as armadilhas
E os segredos desse mar...

Kleiton & Kledir – Navega coração

Os modelos mentais de como amar e ser amado são construídos a partir das experiências com os cuidadores e com outras figuras representativas no desenvolvimento do sujeito. Tais modelos são utilizados como base para vivenciar as futuras relações íntimas. De acordo com Young e Klosko (1994), a busca do indivíduo pela manutenção de padrões aprendidos nas relações primárias é um componente fundamental na escolha amorosa.

As escolhas amorosas e a permanência em relacionamentos danosos tendem a estar baseadas na sensação que é experimentada pela ativação de um ou mais esquemas iniciais desadaptativos (EIDs), e ocorre em um nível mais emocional e pouco racional (Atkinson, 2012). Essa sensação é chamada de química esquemática e pode estar relacionada a problemas como: 1) escolhas amorosas tendenciosas e padronizadas, 2) repetição de sensações esquemáticas de manutenção e transgeracionalidade dos EIDs e 3) deterioração dos relacionamentos (Behary & Young, 2011; Paim, 2016; Simeone-DiFrancesco, Roedger, & Stevens, 2015).

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