EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE BUCAL

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Parte 1 - Capítulo 1 - O Método Epidemiológico de Investigação e sua Contribuição para a Saúde Bucal

José Leopoldo Ferreira Antunes, Marco Aurélio de Anselmo Peres Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 1

O Método Epidemiológico de

Investigação e sua Contribuição para a Saúde Bucal

Marco Aurélio Peres

José Leopoldo Ferreira Antunes

Introdução

Epidemiologia tem sido conceituada de múltiplas formas ao longo do tempo, por diferentes autores. Porta1 editou em 2008 a quinta edição de um conhecido dicionário de termos epidemiológicos e definiu epidemiologia como

“o estudo da ocorrência e distribuição dos eventos relacionados à saúde em populações específicas, incluindo o estudo dos determinantes que influenciam tais eventos e a aplicação desses estudos no controle dos problemas de saúde”. Dois pressupostos fundamentam esta definição e, portanto, a epidemiologia: i) as doenças, condições de saúde e seus determinantes não se distribuem ao acaso na população; ii) o conhecimento desses fatores tem uma aplicação prática no controle e prevenção das doenças e agravos à saúde.

A história registra contribuições importantes da epidemiologia na elucidação das causas de doenças e no seu enfrentamento. A investigação de John Snow em busca das causas das epidemias de cólera em Londres, em meados do século XIX, configura exemplo célebre e precursor de contribuição do método epidemiológico para a resolução de problemas de saúde. Valendo-se de conhecimentos médicos e estatísticos, além de uma notada preocupação

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Parte 1 - Capítulo 2 - Levantamentos Epidemiológico sem Saúde Bucal - Recomendações para os Serviços de Saúde

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Capítulo 2

Levantamentos Epidemiológicos em Saúde Bucal – Recomendações para os Serviços de Saúde

Marco Aurélio Peres

Karen Glazer Peres

Introdução

Levantamentos epidemiológicos em saúde bucal são definidos como estudos que fornecem informações básicas sobre a situação de saúde bucal e/ou as necessidades de tratamento odontológico de uma população, em um determinado tempo e local. Seus principais objetivos são: conhecer a magnitude dos problemas odontológicos e monitorar mudanças nos níveis e nos padrões das doenças ao longo do tempo.1

Conhecer a metodologia básica para a realização de um levantamento epidemiológico em saúde bucal é especialmente útil para os técnicos dos serviços de saúde. Os levantamentos servem como um instrumento importante para definição, implementação e avaliação de ações coletivas e individuais, preventivas e assistenciais. Não deve ser, portanto, um fim em si mesmo, mas uma forma de conhecer a realidade epidemiológica de determinada população, devendo ser realizado periodicamente.

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Parte 1 - Capítulo 3 - Levantamentos Epidemiológicos em Saúde Bucal no Brasil

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Capítulo 3

Levantamentos Epidemiológicos em Saúde Bucal no Brasil

Angelo Giuseppe Roncalli

Tatyana Maria Silva de Souza

Introdução

Os estudos transversais, também conhecidos como seccionais, de prevalência, inquéritos ou levantamentos epidemiológicos são ferramentas importantes no campo da vigilância em saúde. Fazem parte de um conjunto mais amplo das estatísticas de saúde, elementos fundamentais nos processos de monitoramento das condições de saúde e do desempenho do sistema de saúde.1

Além disso, conforme ressalta Barros,2 os inquéritos têm um papel importante no monitoramento das desigualdades sociais em saúde, tendo em conta a realidade da concentração de renda no país. Para a autora, isso tem implicações nas definições e escolhas de variáveis e indicadores.

Cesar e Tanaka3 entendem a avaliação em saúde como uma composição de estrutura, processo e resultado; determinadas dimensões do processo e do resultado só são plenamente abordadas valendo-se de estudos com base populacional. Isso ocorre, pois as informações que são obtidas a partir da demanda de serviços de saúde são, na maioria dos casos, “altamente seletivas, ocultando um dos aspectos mais importantes da avaliação de serviços de saúde nos

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Parte 1 - Capítulo 4 - Cárie Dentária

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Capítulo 4

Cárie Dentária

José Leopoldo Ferreira Antunes

Marco Aurélio Peres

Paulo Frazão

Maria da Luz Rosário de Sousa

A cárie dentária continua sendo o principal problema de saúde bucal na maioria dos países de alta e média rendas, afetando cerca de

60 a 90% dos estudantes e praticamente todos os adultos.48 Sua ocorrência é importante causa de dor, perda dentária, problemas na escola e absenteísmo no trabalho. No Brasil, a análise das estimativas disponíveis revela que o declínio da cárie dentária na população infantil está ocorrendo de forma desigual na população brasileira. Estudos prospectivos que acompanharam a incidência da doença em coortes de nascimentos possibilitam avaliar o efeito da exposição precoce a fatores sociobiológicos, e nos permitem compreender os determinantes da cárie dentária.45 A perda dentária precoce entre adultos e o edentulismo entre idosos são muito altos.11

No plano individual, a cárie dentária é uma doença multifatorial de natureza infecciosa, na qual predominam as formas crônicas. As formas agudas, caracterizadas por períodos de latência e de curso assintomático não prolongado, ocorrem numa pequena proporção das pessoas acometidas pela doença, em especial durante a fase de erupção dentária, na infân-

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Parte 2 - Capítulo 1 - Medidas de Condições Socioeconômicas em Estudos Epidemiológicos de Saúde Bucal

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Capítulo 1

Medidas de Condições

Socioeconômicas em Estudos

Epidemiológicos de Saúde Bucal

Antonio Fernando Boing

Douglas Francisco Kovaleski

Roger Keller Celeste

José Leopoldo Ferreira Antunes

Saúde e Desigualdade Social

Os fatores sociais têm sido considerados os mais importantes determinantes de saúde1,43,67,81 e o aparente aumento relativo das desigualdades sociais em saúde, apesar das melhorias gerais na saúde, tornam ainda mais importante o estudo dos determinantes sociais.49,52

O processo de exclusão social exerce um efeito devastador sobre a saúde, desde piora na qualidade de vida até maior carga de doenças e mortes prematuras. O prejuízo à saúde conjuga a privação de bens e serviços necessários à reprodução material das condições de existência aos problemas de ordem psicossocial que acompanham a vida em pobreza. Muitas vezes, a adversidade, o desabrigo, o desemprego, associam-se ao estigma social vivenciado por moradores de rua, ex-presidiários, grupos étnicos e de migrantes, grupos minoritários, portadores de deficiências, de AIDS, de doença mental e outras condições historicamente associadas à exclusão social. A comunidade frequentemente rejeita e marginaliza as pessoas mais pobres, aqueles que portam doenças ou deficiências, os mais vulneráveis do ponto de vista emocional.

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Parte 2 - Capítulo 2 - A Saúde Bucal no Ciclo Vital - Acúmulos de Risco ao Longo da Vida

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Capítulo 2

A Saúde Bucal no Ciclo Vital –

Acúmulos de Risco ao

Longo da Vida

Marco Aurélio Peres

Karen Glazer Peres

Flavio Fernando Demarco

Introdução

As doenças bucais mais prevalentes são consideradas, em todo o mundo, como problemas de saúde pública gerando graves consequên­ cias econômicas e sociais.1

Dados do Brasil indicam que em 1996 foram gastos, pelo Sistema Único de Saúde

(SUS), em torno de US$ 164,7 milhões para custear a realização de 135 milhões de procedimentos odontológicos no país.2 Em 1998, 5,24% do investimento em saúde destinavam-se a procedimentos odontológicos.3 Entre 2003 e

2006, foram investidos mais de R$ 1,2 bilhão na

Política Nacional de Saúde Bucal, alcançando investimentos de mais de R$ 2,7 bilhões entre

2007 e 2010.4

Yee e Sheiham5 estimaram entre US$ 1.618 e US$ 3.513 o custo de tratamentos odontológicos de restaurações de amálgama, para cada grupo de 1.000 crianças e adolescentes de 6 a

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Parte 2 - Capítulo 3 - Impacto das Condições de Saúde Bucal na Qualidade de Vida

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Capítulo 3

Impacto das Condições de Saúde

Bucal na Qualidade de Vida

Andreia Morales Cascaes

Anna Thereza Leão

David Locker

Neste capítulo descrevemos as motivações que levaram ao desenvolvimento e uso de medidas subjetivas de saúde bucal. É enfatizado que o uso desses instrumentos vem crescendo em volume e importância, sendo esperado que essa tendência continue no futuro próximo. É também de se esperar que usos diversos continuem sendo encontrados para essas medidas.

Após um breve levantamento das motivações e necessidades que levaram ao desenvolvimento de medidas subjetivas de saúde bucal, são descritas as principais medidas existentes, assim como o foco específico que orientou o desenvolvimento de cada uma delas. O texto conclui com a descrição das diferentes maneiras como essas medidas vêm sendo utilizadas, indicando os benefícios obtidos com suas aplicações.

O capítulo está dividido em seis seções. Na primeira seção, é discutida a necessidade do uso de indicadores sociodentários para um melhor conhecimento do impacto da saúde bucal na qualidade de vida dos indivíduos e planejamento de serviços. Adicionalmente, também é apresentado um modelo baseado na Classificaçào Internacional de Deficiência, Incapacidade e Desvantagem Social, proposto por Locker,1 que identifica aspectos físicos, sociais e psicológicos associados à doença bucal. Na segun-

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Parte 2 - Capítulo 4 - Teorias e Práticas na Epidemiologia - A Diferenciação e a Integração dos Níveis Molecular, Individual e Ecológico

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Capítulo 4

Teorias e Práticas na

Epidemiologia – A Diferenciação e a Integração dos Níveis

Molecular, Individual e Ecológico

Samuel Jorge Moysés

Simone Tetu Moyses

Epidemiologia: Campo de

Disputas de Ideias e Métodos?

A busca de conhecimento científico ancora­

‑se em referenciais teóricos e metodológicos que governam o campo da ação investigativa. Desta ancoragem decorre a proposição de modelos explicativos para tentar responder a perguntas desafiadoras ou para a busca de solução de problemas. Operando com modelos explicativos, há uma inevitável redução da realidade complexa, porém, busca-se compensar as eventuais perdas de conhecimento totalizado em favor de um ganho de precisão e maior refinamento sobre as parcelas dos fenômenos estudados; assim, o ciclo do processo de pesquisa avança, por meio de definições concisas e rigorosas, conceitos sustentáveis, objetivos ou hipóteses férteis, com implicações para a escolha dos métodos robustos de pesquisa e para os resultados e conclusões que sejam relevantes para a realidade investigada.

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Parte 2 - Capítulo 5 - Doenças Periodontais e Doenças Sistêmicas

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Capítulo 5

Doenças Periodontais e

Doenças Sistêmicas

Cristine da Silva Furtado Amaral

Abelardo Nunes Lunardelli

Diego Bassani

Joana Cunha Cruz Silva

Paulo Nadanovsky

Mario Vianna Vettore

Introdução

As associações entre doenças periodontais e doenças sistêmicas envolvem uma questão epidemiológica bastante utilizada, mas nem sempre interpretada de maneira correta: o conceito de associação entre variáveis.

Uma associação epidemiológica entre duas variáveis A e B está sujeita a pelo menos três interpretações plausíveis: A leva a B; B leva a

A; ou A e B não interagem diretamente, mas estão ligadas por algum mecanismo que não foi considerado no estudo e que resulta na associação observada. Para que se possa distinguir corretamente entre uma ou outra dessas interpretações, deve-se delinear o estudo de modo adequado a um modelo teórico que considere a constelação de eventos envolvidos no processo em análise. Além disso, a constatação de causalidade requer que alguns critérios (isto é, força da associação, consistência, efeito dose-resposta, relação temporal e plausibilidade biológica) sejam observados, o que nem sempre é verdadeiro ou possível, principalmente durante os primeiros anos da investigação de uma nova hipótese epidemiológica.

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Parte 2 - Capítulo 6 - Vigilância da Saúde Bucal

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Capítulo 6

Vigilância da Saúde Bucal

Helenita Corrêa Ely

Kátia Teresa Cesa

Denise Aerts

Paulo Capel Narvai

Introdução

Na área da saúde bucal, as práticas de vigilância em saúde abrangem uma série de ações que se expressam na saúde dos indivíduos, da coletividade e no meio ambiente. Neste sentido, é importante a formulação de políticas de vigilância que se proponham não apenas à redução de riscos à saúde como também à redução das desigualdades de acesso aos serviços e bens de consumo.

Este capítulo aborda as características desse agir em saúde, tendo como base o modelo de atenção conhecido como “vigilância da saúde”, considerando sua organização em nível local e central e as práticas da vigilância em saúde.

São incluídas algumas possibilidades de implementação de ações de vigilância específicas no campo da saúde bucal, com o objetivo de facilitar a implantação de sistemas abrangentes e resolutivos. Por fim, apresenta-se a legislação pertinente à área de vigilância na Odontologia, que deve ser levada em conta ao operacionalizar as ações.

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Parte 2 - Capítulo 8 - Aspectos Éticos na Pesquisa Epidemiológica em Saúde Bucal

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Capítulo 8

Aspectos Éticos na Pesquisa

Epidemiológica em Saúde Bucal

Maria Gabriela Haye Biazevic

Edgard Michel-Crosato

Introdução

O desenvolvimento de pesquisa permite a evolução da ciência, à medida que novas técnicas e terapêuticas são produzidas na área da saúde, com o objetivo de fornecer melhor assistência ao paciente. Quando se desenvolve um novo fármaco, ou quando se propõe um procedimento alternativo ao tradicional para o tratamento de determinada doença, testes são realizados para verificar a efetiva possibilidade de uso da novidade para o melhor atendimento do paciente.

Mudanças diversas no panorama mundial da prática médica e na sociedade têm motivado a discussão a respeito do surgimento dessa pauta nas investigações: o estudo da bioética.

Assim, Vidal1 cita três aspectos que deveriam ser considerados nesse contexto: (1) avanço científico e tecnológico, onde podem ser destacadas novas formas de nascer e de morrer; (2) aparecimento dos direitos dos pacientes, alterando em muito a relação médico-paciente; e

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Parte 2 - Capítulo 9 - Epidemiologia, Política e Saúde Bucal Coletiva

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Capítulo 9

Epidemiologia, Política e

Saúde Bucal Coletiva

Paulo Capel Narvai

Paulo Frazão

Introdução

Saber é poder, assevera o adágio popular.

Há muitas razões para essa convicção humana que não conhece fronteiras. Ao longo dos séculos, o senso comum foi consolidando a noção de que estar bem informado é condição sine qua non para acumular e manter poder. Mas estar

“bem informado” não equivale a “saber das coisas” apenas no plano do senso comum. Ao contrário, implica conhecer para além do senso comum, lançando mão, para isso, de todas as formas de saber. Busca-se, desse modo, não se deixar iludir pelas aparências ou por “obviedades”. Aquele que pretende saber não deve desprezar sua intuição, mas também não pode se limitar a ela. A experiência humana mostra que, em inúmeras situações – no exemplo extremo da guerra e em situações do cotidiano

–, a diferença entre saber e não saber pode corresponder a viver ou a morrer. A formulação

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Parte 2 - Capítulo 10 - O Ensino da Epidemiologia na Educação Odontológica

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Capítulo 10

O Ensino da Epidemiologia na Educação Odontológica

Flávio Fernando Demarco

Isabela Almeida Pordeus

Introdução

O Brasil ao longo das últimas décadas e, particularmente nos últimos anos (2005-2011), tem apresentado quadro significativo de melhoras em seus indicadores sociais, destacando-se redução na mortalidade infantil,1 aumento da expectativa de vida2 e uma mudança considerável nas causas de mortes, com a principal causa de mortalidade passando das doenças infecciosas, típicas de países subdesenvolvidos, para as doenças crônicas não transmissíveis, mais características de países desenvolvidos.3 Parte desta mudança no quadro da saúde deve-se ao desenvolvimento econômico coadunado com o desenvolvimento social. As mudanças profundas implementadas no sistema de saúde, notadamente a partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), com a Constituição de 1988, tiveram impacto importante nesta evolução do quadro epidemiológico.2

Em relação à Odontologia, os levantamentos epidemiológicos de saúde bucal nacionais demonstraram notável melhoria da situação de saúde bucal da população, com redução significativa da prevalência de cárie dentária, por exemplo, mas ainda apresentando um quadro de demandas bastante amplo a ser atendida.4-6

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Parte 3 - Capítulo 1 - Instrumentos de Coleta de Dados em Epidemiologia da Saúde Bucal

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Capítulo 1

Instrumentos de Coleta de Dados em Epidemiologia da Saúde Bucal

Maria do Carmo Matias Freire

Simonne Almeida e Silva

Introdução

A pesquisa epidemiológica baseia-se na coleta sistemática de informações sobre eventos relacionados à saúde na população e na quantificação destes eventos. Uma das etapas importantes na elaboração do protocolo de pesquisa

é a seleção dos métodos e das técnicas a serem utilizados na pesquisa de campo, os quais devem ser adequados aos objetivos e delineamento de cada projeto. O objetivo da coleta de dados é obter informações sobre a realidade, utilizando-se instrumentos apropriados ao tipo de informação que se deseja obter. Neste capítulo são apresentados os diversos instrumentos de coleta de dados que podem ser úteis para a pesquisa epidemiológica em saúde bucal.

Instrumentos de

Coleta de Dados

Segundo Rudio,1 os instrumentos mais úteis

à pesquisa são os que, além de assinalar a presença ou ausência de um fenômeno, são ainda capazes de quantificá-los, dando-nos uma

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Parte 3 - Capítulo 2 - Desenvolvimento e Validação de Instrumentos de Coleta de Dados

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Capítulo 2

Desenvolvimento e Validação de

Instrumentos de Coleta de Dados

Paulo Sávio Angeiras de Goes

Lecy Maria de Araújo Fernandes

Luciana Barbosa Sousa de Lucena

Solena Kusma

Simone Tetu Moyses

Samuel Jorge Moysés

Introdução

Um dos principais aspectos a serem considerados em estudos epidemiológicos refe­ re-se à precisão dos dados coletados. Partindo do princípio de que a Epidemiologia envolve necessariamente a mensuração, torna-se um desafio o uso de instrumentos válidos para a coleta de dados. Para a consistência dos estudos epidemiológicos, a validade dos dados coletados representa um dos aspectos de maior relevância.

Numa primeira situação, a avaliação da validade de uma escala ou instrumento para coleta de dados consiste em desenvolver uma nova escala, quando já existem outras escalas disponíveis que medem o mesmo atributo ou atributos semelhantes aos que se pretende medir. Em uma segunda situação, procura-se construir uma escala para medir determinados atributos para os quais não existem outras formas de medida.1

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Parte 3 - Capítulo 3 - Reprodutibilidade e Validadede Testes Diagnósticos

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Capítulo 3

Reprodutibilidade e Validade de Testes Diagnósticos

Antonio Carlos Pereira

Andréa Videira Assaf

Marcelo de Castro Meneghim

Renato Pereira da Silva

Introdução

A saúde coletiva, em uma concepção administrativa, pode ser considerada um sistema organizacional compreendido por um conjunto de atividades convergentes, desempenhadas por um grupo de profissionais, apresentando, como meta principal, a melhoria da saúde e da qualidade de vida de uma determinada população. Essa organização, por sua vez, somente alcançaria sua meta principal, de modo eficaz e eficiente, se suas atividades fossem desempenhadas sob a configuração de um sistema aberto, composto basicamente por “entradas”

(inputs), “processos” (aplicação de tecnologias e realização dos procedimentos em condições de campo) e “saídas” (outputs) (Fig. 3.1), o qual

“modifica” e ao mesmo tempo “aprende” (feedback) com o ambiente.9

A informação em saúde, portanto, desempenha importância crucial em dois momentos deste sistema aberto, nas “entradas”, ou seja, no momento inicial (planejamento) de ações em saúde, e nas “saídas”, onde as ações realizadas são avaliadas para que possíveis e necessários ajustes sejam realizados pelos gestores do sistema de saúde (retroação) (Fig. 3.1).

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Parte 3 - Capítulo 4 - Criação de Bancos de Dados

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Capítulo 4

Criação de Bancos de Dados

Angelo Giuseppe Roncalli

Introdução

As pesquisas epidemiológicas, assim como todas as pesquisas de caráter quantitativo, pressupõem uma sequência de etapas, que vão do planejamento da pesquisa até a elaboração do relatório final, passando pela coleta e pelo processamento dos dados. Uma atribuição precípua da estatística aplicada aos estudos epidemiológicos é a consolidação de dados obtidos de amostras ou populações de modo que estes possam ser lidos e interpretados em seu conjunto.

Desse modo, a etapa subsequente à coleta de dados é a construção de um banco em que tais dados sejam organizados de forma a facilitar as tarefas de análise. Existem diversos programas de computador em que esta tarefa pode ser realizada, alguns mais sofisticados e outros menos, outros mais caros e outros gratuitos. No

Brasil, dentre os mais utilizados pelas Universidades e institutos de pesquisa, temos o SPSS®

(Statistical® Package for the Social Sciences)1 e o

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Parte 3 - Capítulo 5 - Apresentação Tabular e Gráfica de Dados Epidemiológicos em Saúde Bucal

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Capítulo 5

Apresentação Tabular e Gráfica de Dados Epidemiológicos em Saúde Bucal

Karen Glazer Peres

João Luiz Bastos

Introdução

A investigação epidemiológica em saúde bucal implica a produção de séries de registros sobre as questões de interesse dos pesquisadores. Quase sem exceção, é necessário organizar e resumir as informações produzidas, de modo a facilitar a compreensão, análise e divulgação dos resultados de sua investigação. A estatística constitui, nestes casos, ferramenta de uso obrigatório. Em particular, os conhecimentos advindos deste campo disciplinar permitem, tanto ao pesquisador quanto ao profissional clínico, a quantificação da frequência, intensidade, ou seja, da variabilidade dos fenômenos de saúde bucal estudados. Porém, o uso da estatística não se limita a examinar a variabilidade, à medida que seu uso também permite a identificação dos possíveis fatores associados

à variação dos fenômenos de interesse. Isto é importante, tendo em vista que estes conhecimentos possibilitam determinar a magnitude dos problemas de saúde bucal investigados, suas possíveis causas e, com isso, planejar e avaliar estratégias que visem sua redução.

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