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Medium 9789724416748

CARTA SOBRE A TOLERÂNCIA

Locke, John Grupo Almedina PDF Criptografado

CARTA SOBRE A TOLERÂNCIA ad

Clarissimum Virum

T.A.R.P.T.O.L.A.

Scripta a

P.A.P.O.I.L.A.

[ad Clarissimum Virum Theologiae Apud Remonstrantes Professorem

Tyrannidis Osorem Limburgium Amstelodamensem Scripta a Pacis

Amico Persecutionis Osore Ioanne Lockio Anglo.]

Ilustríssimo Senhor,

Já que me pedis a opinião sobre a tolerância recíproca entre os cristãos, eis a minha breve resposta: é para mim o principal critério da verdadeira Igreja. Podem uns vangloriar-se da antiguidade dos lugares e títulos ou do esplendor do culto, outros da reforma de sua disciplina, e todos em geral da ortodoxia da sua fé (com efeito, cada qual é ortodoxo a seus próprios olhos); estas e outras coisas do mesmo género são mais características da luta dos homens pelo poder e autoridade do que sinais da Igreja de Cristo. Quem tudo isto possui, mas carece de caridade, de mansidão e de benevolência para com todos os homens em geral, mesmo que não professem a fé cristã, ainda não é cristão. «Os reis das nações dominam sobre elas; quanto a vós, não será assim» (Luc. XXII), diz o nosso Salvador aos seus discípulos. É outro o objectivo da verdadeira religião, que não foi instituída para a pompa exterior, nem para o poder eclesiástico, nem finalmente para a violência, mas para viver recta e piedosamente. Antes de mais, deve combater os seus próprios vícios, o orgulho e amor ao prazer, quem deseja combater na Igreja de

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Medium 9789724421810

CAPÍTULO I – Primeiros Princípios Metafísicos da Foronomia.

Kant, Immanuel Grupo Almedina PDF Criptografado

/ CAPÍTULO I

Primeiros Princípios Metafísicos da Foronomia

Definição 1

A matéria é o que é móvel no espaço. O espaço, que é também móvel, chama-se o espaço material, ou ainda o espaço relativo; aquele em que, por fim, se deve pensar todo o movimento (por conseguinte, ele é em si absolutamente imóvel) chama-se o espaço puro ou também absoluto.

Observação 1

Visto que na foronomia há que falar apenas do movimento, nenhuma outra propriedade se atribuirá aqui ao sujeito da mesma, a saber, à matéria, exceto a mobilidade. Ela pode,

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PR IMEIROS PR INCÍPIOS META FÍSICOS DA CIÊNCI A DA NATUR EZ A

pois, passar, todo este tempo, por um ponto e, na foronomia, abstrai-se de toda a constituição interna, por conseguinte, também da grandeza do móvel, e tem apenas a ver com o movimento e com o que neste se pode considerar como grandeza /

(velocidade e direção). – Se, no entanto, há aqui que utilizar por vezes a expressão de corpo, isso acontece unicamente para antecipar de certa maneira a aplicação dos princípios da foronomia aos conceitos seguintes melhor definidos da matéria, a fim de a exposição ser menos abstrata e mais apreensível.

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Medium 9789724419268

CAPÍTULO VII. 1840–1870Breve exposição do resto da minha vida

Stuartmill, John Grupo Almedina PDF Criptografado

CAPÍTULO VII

1840–1870

Breve exposição do resto da minha vida

É bem pouco aquilo que, desta época em diante, vale a pena ser contado. Já não tenho a mencionar mudanças de grande profundidade no meu pensamento; só tenho de descrever um progresso intelectual contínuo, cujos melhores resultados — se existem — devem ser procurados nas minhas obras. Resumirei muito, portanto, a história dos anos seguintes.

O primeiro tempo livre de que dispus, desde que deixei a revista, apliquei-o na redacção da Lógica. Em Julho e Agosto de

1838 pude acabar a parte do terceiro livro que não estava ainda completa. Elaborando a teoria lógica das leis da natureza, que não são leis de causalidade nem corolários dessas leis, fui levado a reconhecer nas espécies realidades da natureza, e não simples distinções de conveniência. Esta descoberta, que ainda não tinha feito na época em que revi o primeiro livro, obrigou-me a modificá-lo e a acrescentar-lhe diversos capítulos: os que dizem respeito à linguagem e à tipologia da classificação, assim como o referente à classificação dos sofismas, foram escritos no Outono do mesmo ano, os restantes no Verão e no Outono de 1840.

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Medium 9789724420141

Por detrás da batalha da Europa

Farago, Ladislas Grupo Almedina PDF Criptografado

VIIIPor detrás da batalha da EuropaEntre a queda da Polónia e o início da invasão da Noruega, decorreu um dos mais estranhos períodos da História – os meses da «guerra falsa». Sobre os escombros de Varsóvia, em setembro de 1939,Hitler parecia satisfeito com a carnificina que causara, mas no íntimo estava perplexo. O que fazer agora?Ele considerava tanto a hipótese de paz como de guerra. A 6 de outubro de 1939, convidou a Grã-Bretanha e a França para dis­ cutirem a paz, mas foi rejeitado. Na procura hesitante de algo mais, manteve os seus generais na expectativa, enquanto pensava em meia dúzia de ideias; para cada uma, os generais tinham de conceber uma possível campanha. «Girassol» seria o nome de uma hipotética campanha no Norte de África, com Trípoli como destino. «Alpe Violeta» teria por alvo a Albânia. «Felix» contemplava atravessar a Espanha para tomar Gibraltar; e a «Operação Amarelo» destinar-se-ia a conquistar os Países Baixos.Os mercadores acorriam a Berlim – conspiradores oriundos da

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Medium 9789724417134

Obra da natureza e obra de arte. I

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Obra da natureza e obra de arte. IA concepção moderna da relação entre natureza e artes plásticas é dominada de uma ponta à outra pela noção de evolução.Foi precedida pela concepção idealista que descortinava o objectivo das artes plásticas numa correcção da natureza, e acreditara que este objectivo fora alcançado na Antiguidade Clássica. Todas as restantes realizações humanas que se viriam a suceder nas artes plásticas seriam de entender apenas como obscurecimentos e imperfeições perante a ideia artística, pura e antiga, e o nosso objectivo prático seria hoje em dia atingir novamente essa correcção da natureza na obra de arte, se possível, na igual medida em que isso acontecera na Antiguidade Clássica.A ideia de evolução, a que até as orientações artísticas não clássicas concedem uma razão de ser histórica, começou, em meados do século XIX, a ser compreendida pelo pensamento do homem moderno como património comum. Introduziu-se na história da arte, primeiramente, em nítida oposição à concepção idealista anterior, que recusava ao homem toda a capacidade de determinar o género da sua própria criação artística segundo a sua livre opinião. A concepção deste primeiro período da visão moderna da

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