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Medium 9788520461303

Conclusão: completando um ciclo

Eric R. Kandel Editora Manole ePub Criptografado

Aprendemos mais sobre o cérebro e seus distúrbios no século passado do que durante todos os anos anteriores da história humana juntos. A decodificação do genoma humano nos mostrou como os genes determinam a organização do cérebro e como as mudanças nos genes influenciam os distúrbios. Adquirimos novos conhecimentos sobre as vias moleculares associadas a funções cerebrais específicas, como a memória, assim como os genes defeituosos que contribuem para distúrbios dessas funções, como a doença de Alzheimer. Além disso, sabemos mais sobre a forte interação de genes e meio ambiente na causa dos distúrbios cerebrais, como o papel do estresse nos transtornos do humor e no transtorno de estresse pós-traumático.

Igualmente notáveis são os recentes avanços na tecnologia de neuroimagem. Hoje os cientistas podem rastrear determinados processos mentais e transtornos mentais em regiões cerebrais específicas e suas combinações com a pessoa alerta, método no qual as células nervosas ativas reluzem e geram mapas coloridos das funções cerebrais. Por fim, modelos animais de distúrbios têm nos direcionado para novas linhas de pesquisa em pacientes humanos.

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Medium 9788520453827

46. Glaucoma congênito

Maria Aparecida Onuki Haddad, Marcos Wilson Sampaio, Remo Susanna Jr. Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 46

Glaucoma congênito

Vinícius Balbi Amatto

O glaucoma congênito é uma neuropatia

óptica decorrente de uma trabeculodisgenesia

(mau desenvolvimento do ângulo camerular) associada ao aumento da pressão intraocular

(PIO) que, se não for diagnosticada e tratada precocemente, pode levar a cegueira irreversível e comprometer de forma significativa a qualidade de vida e a inclusão social.

O glaucoma infantil ocorre em 1:10.000 nascidos vivos; sua forma mais comum, o glaucoma congênito primário (GCP), ocorre em aproximadamente 1:30.000 nascidos vivos.1,2

Bilateral em 75% dos casos,3-5 mais comum no sexo masculino,3 configura-se como uma das principais causas de baixa visão e cegueira em crianças.6,7

A maioria dos casos é esporádica, porém, de 10 a 40% deles podem apresentar padrão de transmissão familiar, principalmente herança autossômica recessiva.8

Considerando a idade de início da doença, o glaucoma pode ser dividido em: congênito

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Medium 9788598416908

Capítulo 2 – Escolas Hermenêuticas

Marcelo Mazotti Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 2

Escolas Hermenêuticas

1. Escola bíblica

Os estudos de interpretação da Bíblia foram os primeiros a utilizar o termo hermenêutica para descrever a atividade de investigação de sentido a partir do estudo de um texto. Não se deve olvidar, todavia, que os clássicos já haviam pensado em formas de se apreender o sentido de um discurso, mas davam a isto o nome de interpretação, e, muitas vezes, a estudavam junto com a poesia e a retórica.

A Escola Exegética, por sua vez, criou uma forma de leitura da Escritura

Sagrada que se diferenciava dos modelos conhecidos em seu tempo: o uso de comentários reais (exegese).

Devido a esse fato, alguns autores acreditam que deva ser feita uma separação técnica fundamental entre a hermenêutica e a exegese. Isto porque, apesar da primeira ter originado a segunda, o modelo exegético se realiza por meio de comentários, ao contrário da hermenêutica que se traduz em métodos e técnicas de interpretação (revelação de sentido). Para esses estudiosos, a criação de instrumentos que permitem interpretar é claramente diverso daquilo que se considera meio, mas na verdade se constitui como fim. Em outras palavras, não se poderia confundir a técnica de interpretação, com o texto já interpretado.

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Medium 9788520461358

6. CARDIONCOLOGIA INFANTOJUVENIL

HERON R. S. RACHED, MIGUEL ANTONIO MORETTI, MARCELO DANTAS TAVARES DE MELO, MARIA VERÔNICA CÂMARA DOS SANTOS, RODRIGO SANTUCCI Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 6

CARDIONCOLOGIA INFANTOJUVENIL

M A R I A V E R Ô N I CA CÂ M A R A D O S SA N TO S

R O D R I G O SA N T U C C I

F R A N C I A N E G O N ÇA LV E S B E N I CÁ

C L AU D I A C O S E N T I N O G A L L A F R I O

INTRODUÇÃO

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Atualmente, o índice de cura encontra-se em torno de 80% na população infantojuvenil, desde que os pacientes sejam diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria dos pacientes curados terá uma boa qualidade de vida após o tratamento adequado.1

Vários tipos de câncer podem ocorrer nessa faixa etária. As leucemias representam o maior percentual de incidência, com 26%, seguida dos linfomas, com 14%, e tumores do sistema nervoso central (SNC), com 13%. Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (tumor que afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (tumores de células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).2

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Medium 9788520461105

13. Intervenção da terapia ocupacional na doença de Crohn: um caso de superação, amor e esperança

Luma Carolina Câmara Gradim, Tamara Neves Finarde Pedro, Débora Couto de Melo Carrijo Editora Manole ePub Criptografado

13

Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não podem ler e escrever, e sim aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender.

Alwin Toffler

Primeira fase

Ana, 37 anos, casada, tem um filho chamado Bernardo (nome fictício), hoje com 8 anos. A primeira internação dela, mediante diagnóstico de doença de Crohn (DC), ocorreu em 2010. Trata-se de uma doença inflamatória intestinal (DII) crônica, que afeta predominantemente o intestino delgado (íleo) e o intestino grosso (cólon), podendo atingir outras áreas do trato gastrintestinal por uma desregulação do sistema imunológico.1 Ana respondeu bem aos antibióticos, recebeu alta dessa internação e compreendeu tratar-se de uma doença sem cura, mas que permitia manter a qualidade de vida com a medicação e os devidos cuidados.

Ainda em 2010, após algumas perdas familiares e o diagnóstico de uma doença crônica, Ana engravidou de Bernardo. “A gravidez foi um grande presente depois de tudo que havíamos passado”.

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