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Medium 9788582715840

11 - Personalidade, transtornos da personalidade e esquizofrenia

Mario Rodrigues Louzã, Táki Athanássios Cordás Grupo A ePub Criptografado

Yara Azevedo Prandi, Gamaliel Coutinho de Macedo, Mario Rodrigues Louzã

Psiquiatras europeus, no início do século XX, observaram diferentes gradações nos transtornos mentais relacionados à esquizofrenia, principalmente a presença de sintomas leves, similares aos sintomas psicóticos, em parentes dos pacientes.

Eugen Bleuler,1 no livro Dementia Praecox oder Gruppe der Schizophrenien, usou o termo “esquizofrenia latente” e afirmava que a psicose no geral apenas aumentava quantitativamente as características de caráter presentes nos parentes ou na personalidade pré-psicótica do próprio paciente.

Esses sintomas leves, similares aos psicóticos, foram chamados de “esquizoides” por Ernst Kretschmer,2 que estabeleceu uma relação entre estes e a esquizofrenia. Ele propôs uma relação entre tipo físico (leptossômico), características de personalidade (esquizotimia), transtorno da personalidade (esquizoide) e esquizofrenia, considerando haver um continuum entre eles.3

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Medium 9788582715963

5 - Agressividade e agitação psicomotora

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

LEONARDO BALDAÇARA

A agitação pode ser definida como um estado de atividade psicomotora excessiva sem necessariamente ter um propósito, podendo ser acompanhado por inquietação, aumento da atividade cognitiva, irritabilidade e até agressividade.1,2 Trata-se de uma das complicações mais comuns das doenças mentais, sendo que a conduta e o treinamento adequados permitem melhor prognóstico e previnem complicações. Além disso, a correta abordagem da agitação pode, inclusive, diminuir o tempo de crise do paciente, assim como sua permanência em um pronto-socorro ou hospital.1,3 Reconhecer rapidamente a situação, manejar o ambiente, promover postura profissional adequada, realizar diagnóstico diferencial prontamente e intervir de forma apropriada são medidas cruciais para reverter esses estados.1,3

Agitação psicomotora é todo estado de aumento de atividade, com ou sem propósito, e de diversas gravidades.

Agressividade é o aumento da atividade motora com o intuito de causar dano a algo (objeto ou pessoa).

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Medium 9788582714706

Capítulo 86 - Trauma do reto extraperitoneal

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Carlos Alberto Fagundes

Entre os grandes desafios relacionados à doença “trauma”, estão as lesões que comprometem o reto extraperitoneal, pelas particularidades anatômicas e fisiológicas envolvidas.

As séries de levantamento estatístico são compatíveis e uniformes em relação à baixa incidência, quando comparadas a outros segmentos do tubo digestivo como alvo da doença, representando 3 a 5% de todos os traumas abdominais. Lesões de reto extraperitoneal exigem do cirurgião de trauma conhecimento acerca não só dos detalhes anatômicos e fisiológicos, mas também do mecanismo de trauma envolvido, demandando alto índice de suspeição e lançamento de propedêutica específica capaz de identificar o problema de maneira precoce, com o objetivo de diminuir o índice de complicações e sequelas.

O reto inicia ao nível da 3ª vértebra sacral e estende-se por 15 a 17 cm até a linha pectínea, que representa seu limite inferior (distal). Porém, é relevante salientar que cerca de dois terços dessa extensão estão abaixo da reflexão peritoneal (FIG. 86.1).

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Medium 9788582714706

Capítulo 21 - Tumores benignos do esôfago

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Guilherme S. Mazzini

André Ricardo Pereira da Rosa

Richard Ricachenevsky Gurski

Carlos Cauduro Schirmer

Os tumores benignos do esôfago são raros, com prevalência de menos de 0,5%, e representam cerca de 20% de todos os tumores do órgão. Aproximadamente 60% dos casos são leiomiomas, 20% são cistos e 5% são pólipos. A maioria é assintomática e exige apenas observação e seguimento. O tratamento normalmente é indicado quando há sintomas associados. Esses tumores têm sido diagnosticados com mais frequência, na medida em que exames radiológicos e endoscópicos estão sendo realizados em maior quantidade.

Os tumores benignos do esôfago podem ser classificados de acordo com a sua localização, sendo intraluminais quando se apresentam na mucosa esofágica, intramurais (ou subepiteliais) quando se originam na parede esofágica sem envolver a mucosa, ou extraesofágicos (QUADRO 21.1). O leiomioma é o tumor benigno mais comum, sendo sempre intramural. Os cistos congênitos extraesofágicos e as duplicações estão em segundo lugar, embora não sejam verdadeiras neoplasias. A maioria desses tumores está localizada nos terços médio e inferior do esôfago. Os tumores originados do esôfago cervical são menos comuns, exceto os pólipos fibrovasculares.

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Medium 9788582715888

Capítulo 16 - Dor e sedação: cuidados ante o quinto sinal vital

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Maria Aparecida Oliveira Batista

Desde os primórdios, a dor é uma das grandes preocupações do homem, que sempre procurou esclarecer as razões que justificassem sua ocorrência e os procedimentos destinados ao seu controle.¹ A dor está quase sempre presente na pessoa em situação crítica, e a condição está relacionada com sua patologia de base, que motivou sua internação no serviço de cuidados intensivos, ou com procedimentos invasivos e não invasivos a que é sujeita.2

Embora os profissionais de unidades de terapia intensiva (UTIs) saibam que fatores ligados ao ambiente, somados às particularidades do paciente crítico, podem influenciar a evolução do quadro clínico, ainda existem falhas em relação ao controle da dor e do estresse no paciente crítico.3,4 Por isso, a avaliação da dor e da sedação é um cuidado importante para a segurança do paciente na UTI.

Na tentativa de ampliar a conscientização sobre a importância da valorização da dor no paciente e habilitar os profissionais para identificarem sua ocorrência, a Agency of Health Care Research and Quality e a American Pain Society descreveram-na como o quinto sinal vital,¹ a ser registrado à semelhança dos parâmetros vitais avaliados em todos os pacientes, como temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial. Nesse contexto, competem ao enfermeiro a mensuração, a avaliação e o registro deste importante sinal vital: a dor.

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