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Medium 9788582715802

Capítulo 35. Por que a crítica dói tanto?

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Pois é, aqui está uma das grandes questões de nossa existência. Desde cedo, somos ativamente educados pelos nossos pais e cuidadores a respeito dos mais variados aspectos de nossas vidas. Somos orientados a praticamente tudo, por exemplo, como nos portar à mesa, como agir com os nossos familiares e com estranhos, como lidar com nossas emoções, etc. E, como bem sabemos, esse processo segue firme e forte, se intensificando nos períodos escolares.

Essa orientação contínua que nos é destinada desde a infância diminui aos poucos, mas, na adolescência, volta a atingir os níveis anteriores, ou mesmo superá-los. Isso nos leva a enfrentar uma fase bastante delicada, marcada pelos grandes antagonismos comportamentais com nosso entorno.

Alguns podem passar ilesos pela adolescência, mas são raras exceções; o sentimento de inadequação, devido aos julgamentos constantes e inevitáveis, trará consequências que poderão ser sentidas ao longo de boa parte de nossa vida adulta.

Na infância, como nosso cérebro ainda não está muito desenvolvido e nosso raciocínio ainda está em processo de construção, as orientações que ouvimos dos mais velhos ficam marcadas em nossa memória de várias formas. Uma delas está relacionada ao registro das “sensações” que experimentamos simultaneamente às dicas que recebemos. Assim, se você teve a sorte de crescer em um ambiente familiar razoavelmente equilibrado, terá experimentado uma alternância entre elogios e reprimendas, por exemplo. Terá também conseguido viver uma alternância de sensações que foram do conforto ao desconforto, criando, possivelmente, um continuum de experiências neutras e até mesmo positivas. Em certos ambientes, contudo, a hostilidade familiar é uma tônica, colaborando para que uma sensação (ou uma marca contínua) de mais desconforto emocional seja experimentada.

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Medium 9788582715710

Capítulo 8. Preparo de medicamentos

Alba Lucia Bottura Leite de Barros, Juliana de Lima Lopes, Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

8

8.1

Ana Paula Dias de Oliveira

Dayana Souza Fram

Introdução

Erros de medicação têm recebido destaque a partir de publicações que divulgaram a elevada mortalidade,1 o aumento dos custos e a repercussão para o paciente, para as instituições de saúde e para a sociedade.2,3 Além disso, incidentes desse tipo podem resultar em processos e ações ético-moral-legais.4

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, erros de medicação são definidos como falhas no processo do tratamento medicamentoso que podem conduzir ou que têm potencial para conduzir a danos ao paciente.5

Erros de medicação podem ocorrer em qualquer etapa do sistema, sendo classificados em: erros de prescrição, erros de dispensação e erros de administração.6

Apesar de se tratar de eventos preveníveis e previsíveis, estudos revelam números expressivos de erros de medicação na etapa de administração.7-9

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Medium 9788582715802

Capítulo 36. A perda de peso e a mudança nos relacionamentos afetivos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

É de conhecimento geral o impacto da obesidade em todo o mundo. Considerada uma epidemia global, afeta uma em cada dez pessoas. No Brasil, a obesidade chega a 53,9% da população em geral, levando-se em conta crianças e adultos. Entre os adultos, pouco mais de 50% já são obesos.1, 2

Ao criar desdobramentos em praticamente todas as esferas de nossa existência, a obesidade interfere nas relações sociais, impacta a economia e se faz notar de maneira expressiva em nossa saúde e em nosso bem-estar mais imediato.3 De todas as tentativas de controle, a cirurgia bariátrica tem sido uma das opções mais discutidas quando o assunto é o alto índice de massa corporal (IMC).4

Para saber seu IMC, divida seu peso pela sua altura, depois divida o resultado novamente pela altura. Se o resultado estiver entre 18,5 e 24,9, seu IMC está dentro da normalidade. IMC ≥ 25 indica sobrepeso; ≥ 30 indica obesidade. Com um IMC ≥ 35, você pode ser um candidato para cirurgia bariátrica, caso tenha diabetes; com um resultado ≥ 40, porém, a cirurgia seria recomendada mesmo sem nenhuma doença.

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Medium 9788582714706

Capítulo 45 - Incontinência anal

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Tiago Leal Ghezzi

Daniel C. Damin

Incontinência fecal (IF) é definida como a eliminação involuntária de fezes (sólidas ou líquidas) durante pelo menos 1 mês em um indivíduo com mais de 4 anos de idade.1 Incontinência anal refere-se à perda involuntária não apenas de fezes, mas também de gases.2 Ambas as condições clínicas são debilitantes e tem graves repercussões na qualidade de vida, podendo determinar absenteísmo no trabalho, isolamento social, ansiedade e depressão.3

As diferentes taxas de prevalência relatadas na literatura (2-24%) são atribuídas, sobretudo, à falta de consenso de critérios diagnósticos da IF.4,5 Não obstante, há tendência à subnotificação da IF em consequência do constrangimento dos pacientes para relatar os sintomas e da subestimação do problema por parte dos médicos.6 Além disso, a prevalência da IF depende da faixa etária (quanto maior a idade, maior a taxa) e do tipo de população estudada (comunidade vs. clínicas ginecológicas vs. clínicas geriátricas).4 A IF é uma das principais causas de institucionalização de pacientes em clínicas geriátricas, e a prevalência da IF nessa população varia de 14 a 45%.7,8

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Medium 9786581335052

8 - Emoções e regulação emocional

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Anthony Papa, PhD

Emerson M. Epstein, MA

Department of Psychology, University of Nevada, Reno

A reação e a desregulação emocional subjazem ou exacerbam a maioria dos problemas que são o foco da intervenção clínica. Neste capítulo, definimos o que é uma emoção, como ela se origina, como se torna desregulada e as implicações que esses entendimentos apresentam para a prática clínica.

As definições de emoção variam. Para alguns, emoções são construções, significados culturalmente definidos atribuídos a estímulos antecedentes e impostos às respostas afetivas de base neurofisiológica. Segundo essa perspectiva, a valência simples e as dimensões da excitação caracterizam essas respostas afetivas e, quando combinadas com um processo atribucional motivado pelo social, dão origem à percepção de distintas emoções (Barrett, 2012). Para outros, emoções são tendências de ação discretas que representam adaptações selecionadas naturalmente nos mamíferos. Essas tendências à ação fornecem uma estrutura básica para a resposta rápida a antecedentes historicamente recorrentes, específicos da espécie, visando a promover o sucesso evolutivo individual (Keltner & Haidt, 1999; Tooby & Cosmides, 1990). Outros ainda procuram chegar a um equilíbrio entre essas perspectivas e encaram as emoções como estados distintos, como na visão evolucionista básica, mas processos de avaliação evocados por situações específicas típicas da espécie são mediadores de sua emergência (Hofmann, 2016; Scherer, 2009).

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Medium 9786581335076

Capítulo 10 - Métodos computacionais aplicados à saúde

Tiago Kuse Colicchio Grupo A ePub Criptografado

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>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Definir processamento de linguagem natural, big data e ciência de dados.

■Discutir a importância do processamento de linguagem natural em saúde.

■Discutir os principais usos e técnicas do processamento de linguagem natural em saúde.

■Discutir os principais desafios na aplicação do processamento de linguagem natural em saúde.

■Definir os objetivos da descoberta de conhecimento e mineração de dados em saúde.

■Discutir as competências do profissional especializado em métodos computacionais em saúde.

>> RESUMO

Este capítulo introduz o leitor ao conjunto de métodos computacionais aplicados à saúde, popularmente conhecidos como inteligência artificial em saúde. São discutidos em particular os métodos de processamento de linguagem natural (PLN) e de descoberta de conhecimento e mineração de dados (KDDM, do inglês knowledge discovery and data mining); estes últimos são componentes da ciência de dados, que recentemente tem sido incorporada aos treinamentos de informática em saúde. O PLN é uma área de pesquisa que viabiliza a extração de informações contidas em textos narrativos, e os métodos de KDDM são utilizados para a condução de análises de grandes volumes de dados conhecidos como big data. O presente capítulo discute os principais métodos, aplicações e desafios da utilização de PLN e KDDM em saúde, bem como as competências necessárias para profissionais especializados em métodos computacionais em saúde.

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Medium 9788582714706

Capítulo 4 - Cirurgia do baço

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Vinicius von Diemen

Eduardo Neubarth Trindade

Márcia Vaz

Manoel R. M. Trindade

As indicações mais comuns para esplenectomia eletiva são púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), púrpura trombocitopênica trombótica (PTT), esferocitose hereditária e anemia hemolítica autoimune. A cirurgia também está indicada, embora com menor frequência, para o tratamento de cistos esplênicos, tumores, linfomas, leucemias e outras doenças. A melhor resposta clínica com a esplenectomia ocorre no tratamento da PTI, quando se atinge remissão da doença em cerca 80% dos casos. A PTI é a responsável pela indicação de 44 a 76% das esplenectomias. A indicação de cirurgia nas doenças hematológicas ocorre devido a falhas no tratamento clínico.

O baço é um órgão do sistema linfático que participa da defesa contra infecções por microrganismos por meio de detecção e filtração de células alteradas na sua estrutura. A asplenia – ausência congênita do baço ou sua retirada cirúrgica – está associada a um aumento da ocorrência de sepse fatal ou muito grave, causada por bactérias encapsuladas. Recentemente foram reconhecidas funções do baço além da imunidade, e a ausência desse órgão parece ser um fator de risco para complicações vasculares, como trombose e hipertensão pulmonar, devido à alteração gerada na coagulação e na resposta inflamatória. Além disso, a substância vermelha do baço facilita a fagocitose de eritrócitos infectados com parasitas, como a babesiose e a malária; portanto, pacientes asplênicos apresentam essas doenças com maiores gravidade e mortalidade.1

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Medium 9788582715802

Capítulo 24. O que as notícias ruins estão fazendo com a nossa cabeça

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Recentemente, eu assistia a um documentário na TV, em que o entrevistado, um cientista político, de maneira categórica, afirmava: “nunca vivemos em tempos de tanta paz mundial”. O repórter, assim como eu, exibiu uma reação de espanto.

E ele, o entrevistado, rapidamente completou: “a diferença do momento presente, em oposição ao passado, é que hoje, diferentemente de outras épocas, tão logo alguma coisa de ruim aconteça em qualquer lugar, em alguns poucos minutos, já somos informados”. E, concluiu: “durante a primeira grande guerra, por exemplo, as notícias levavam semanas para serem transmitidas de um lugar para outro”. Assim, “quando a população era notificada dos acontecimentos, possivelmente, eles já haviam acabado”, o que nos fazia sentir mais seguros.

A lógica do especialista era, então, a de que, quanto mais avança e progride a tecnologia, maior será a rapidez da propagação das informações, o que, portanto, colabora com o aumento de nossa sensação de viver, digamos, em tempos menos estáveis.

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Medium 9788584290482

Apresentação do Instituto Península — Ana Maria Diniz

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

O Instituto Península acredita que é possível transformar a realidade da educação brasileira por meio de um professor que acredite de verdade em seu potencial de catalisador para fazer seus alunos aprenderem. Que possa despertar neles a curiosidade, por meio da qual cada um será guiado pelo interminável mundo do aprender e do conhecimento. Que confie em si a ponto de aceitar que não é o único detentor de conhecimento no processo de ensino e aprendizagem.

Quando isso acontecer, o Brasil será de fato um país diferente. Somente nesse dia estaremos no caminho seguro para extinguir a principal barreira que nos separa dos países ricos: a barreira do conhecimento. Nossos professores serão bem preparados, cheios de entusiasmo para ensinar, aprender e estimular cada criança e adolescente a se interessar pelo aprendizado contemplando os diversos olhares: da vida, da natureza e da arte.

Com esses ideais, o Instituto Península foi constituído, com a missão de contribuir para a educação básica de qualidade de crianças e adolescentes no Brasil a partir da formação, da valorização e do fortalecimento de professores como agentes multiplicadores de modernos métodos de ensino e aprendizagem.

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Medium 9788584291854

Capítulo 7 Vá à fonte

Ken Robinson, Lou Aronica Grupo A ePub Criptografado

Quem foram seus professores favoritos quando você estava na escola? Não me recordo de todos, mas alguns ainda permanecem após todos esses anos; alguns por suas excentricidades, outros por seu ensino inspirador, alguns, por ambos. No meio do ensino médio, Davis era o nosso professor de latim, um homem pálido e de rosto fino, na casa dos 60 anos, que parecia um irmão mais velho do Mr. Bean. Ele era desgrenhado como muitos acadêmicos e impressionantemente erudito. Quando ele falava, embalava a bochecha em sua mão levantada, como se estivesse se consolando, o que ele provavelmente estava. Ele o fazia quando estava sentado, com seu cotovelo apoiado sobre a mesa. O que me intrigava era que ele continuava fazendo isso mesmo quando se levantava e andava pela sala, parecendo uma manobra ainda mais desajeitada.

Ele sempre segurava um pequeno bastão, como a varinha de um mágico, que apontava para qualquer lugar de seu interesse, alguma coisa no quadro ou para um aluno desatento. Quando ele fazia uma pergunta, ficava em pé em frente a você e tocava o bastão ameaçadoramente em sua mesa enquanto esperava, como um louva-a-deus, pela resposta. Era uma técnica própria, mas ele concentrava a turma maravilhosamente. Eu aprendi muito de latim desse modo.

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Medium 9788582715864

17 – Bases biológicas dos transtornos relacionados ao uso de substâncias

João Quevedo, Ivan Izquierdo Grupo A ePub Criptografado

C A P Í T U L O  [ 17 ]

FELIPE ORNELL

LISIA VON DIEMEN

FELIX HENRIQUE PAIM KESSLER

Os transtornos por uso de substâncias (TUSs) estão entre as psicopatologias mais prevalentes no mundo.1-4 De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população dos centros urbanos consome substâncias psicoativas (SPAs) de forma nociva, independentemente de sexo, idade e nível socioeducacional,5 e 5% da população adulta (247 milhões de pessoas) faz uso de drogas ilícitas. E, entre essas pessoas, 11,74% (29 milhões) apresentam critérios para dependência. Isso torna os TUSs um problema de saúde pública desafiador em todo o planeta.6-9 Historicamente, observa-se que essa condição foi contemplada por muito tempo sob uma ótica moralista, gerando a percepção errônea de que a continuidade do uso estava relacionada à falta de vontade ou a algum tipo de fraqueza. Por algumas décadas, isso moldou a visão dos TUSs como uma questão social ou mesmo criminal, e não como um problema de saúde, o que contribuiu para a desassistência histórica a essa população.10,11

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Medium 9788582716045

34 - Transtornos do envelhecimento e demência

Daniel Martins de Barros, Gustavo Bonini Castellana Grupo A ePub Criptografado

Débora Pastore Bassitt

Cássio Bottino (In memorian)

Neste capítulo, vamos discorrer sobre a demência, o transtorno mental mais comumente associado a implicações legais em idosos. Serão abordados os seguintes tópicos: quadro clínico, diagnóstico, epidemiologia e características das principais doenças que causam demência e seu tratamento. Na segunda metade do capítulo, comentaremos sobre as implicações legais desses quadros.

A demência é uma síndrome caracterizada pelo desenvolvimento de diversos déficits cognitivos e alterações da personalidade. O quadro é, em geral, de natureza crônica e progressiva, e os sintomas interferem sensivelmente nas atividades pessoais, sociais e laborais dos pacientes. Entre as alterações consideradas essenciais, incluem-se o comprometimento da memória e de, ao menos, outra função cognitiva, como apraxia, agnosia, afasia ou déficit de funções executivas. O esquecimento é o sintoma que tende a ocorrer mais precocemente, mas as alterações de memória podem ser difíceis de detectar nos estágios iniciais da doença, bem como de distinguir das alterações observadas no envelhecimento normal. A memória para eventos recentes apresenta-se, sobretudo no início, mais comprometida que a memória para eventos remotos. Outras dificuldades cognitivas incluem déficits de atenção e concentração. Alterações do comportamento (agressividade, vagar sem sentido) e outros sintomas e sinais psiquiátricos (apatia, anedonia, desinteresse, delírios autorreferentes, alucinações visuais e auditivas, falsos reconhecimentos) ocorrem com frequência durante a evolução da doença.1

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Medium 9788582714706

Capítulo 21 - Tumores benignos do esôfago

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Guilherme S. Mazzini

André Ricardo Pereira da Rosa

Richard Ricachenevsky Gurski

Carlos Cauduro Schirmer

Os tumores benignos do esôfago são raros, com prevalência de menos de 0,5%, e representam cerca de 20% de todos os tumores do órgão. Aproximadamente 60% dos casos são leiomiomas, 20% são cistos e 5% são pólipos. A maioria é assintomática e exige apenas observação e seguimento. O tratamento normalmente é indicado quando há sintomas associados. Esses tumores têm sido diagnosticados com mais frequência, na medida em que exames radiológicos e endoscópicos estão sendo realizados em maior quantidade.

Os tumores benignos do esôfago podem ser classificados de acordo com a sua localização, sendo intraluminais quando se apresentam na mucosa esofágica, intramurais (ou subepiteliais) quando se originam na parede esofágica sem envolver a mucosa, ou extraesofágicos (QUADRO 21.1). O leiomioma é o tumor benigno mais comum, sendo sempre intramural. Os cistos congênitos extraesofágicos e as duplicações estão em segundo lugar, embora não sejam verdadeiras neoplasias. A maioria desses tumores está localizada nos terços médio e inferior do esôfago. Os tumores originados do esôfago cervical são menos comuns, exceto os pólipos fibrovasculares.

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Medium 9788582715314

Capítulo 10 - Motoristas adolescentes e distrações digitais mortais: prevenção e políticas

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

David Strayer

Uma fatalidade adolescente em nossas estradas é inaceitável; seis fatalidades todos os dias é ultrajante.

Por volta das 21 horas do dia 14 de janeiro de 2012, Taylor Sauer, estudante universitária de 18 anos, estava dirigindo da Universidade Estadual de Utah, onde fazia especialização em educação fundamental primária, para a casa de seus pais, em Caldwell, no Estado de Idaho, a 4 horas de distância pela estrada interestadual I-84. O futuro de Taylor era brilhante. Ela tinha acabado de se formar no Marsing High School, onde foi a segunda melhor da turma e bolsista pela National Merit Scholarship. Ela tinha aspirações de “ir mais longe e ganhar o mundo”. Enquanto dirigia, ela estava usando o telefone celular para enviar mensagens de texto e fazer postagens no Facebook a cada mais ou menos 90 segundos, para passar o tempo. Muitas de suas postagens eram sobre seu time de futebol americano favorito, o Denver Broncos. Segundos depois de postar “Não posso falar agora. Dirigir e postar no Facebook não é seguro! Haha”, seu carro bateu em um caminhão-tanque que viajava devagar pela faixa da direita. No momento do impacto, seu carro estava a 128 km/h, e não havia evidências de ela ter freado ou feito qualquer manobra evasiva antes do impacto. Depois do impacto inicial, seu veículo foi abalroado por trás por outro caminhão semipesado. Taylor foi declarada morta no local do acidente. Em uma entrevista após o acidente, sua mãe disse que Taylor era uma “adolescente comum que ficou presa no mundo multitarefa da modernidade”.

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Medium 9788582715802

Capítulo 18. Não se vitimize, esse é o maior erro do processo de mudança psicológica

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Após três décadas de trabalho como profissional da psicoterapia, inevitavelmente se aprende bastante a respeito do sofrimento humano. Estar tão próximo de pessoas que chegam em diferentes estágios de aflição emocional, faz com que um olhar mais atento possa revelar aspectos importantes daqueles que são, continuadamente, assolados pelas mazelas da vida, tão comum a todos, não respeitando idade, nem condição social.

Eu e você, portanto, fazemos parte desse grupo.

Assim, uma coisa é certa: independentemente de seu grau de instrução ou fase da sua vida, você terá de manejar as turbulências afetivas que lhe atingem a todo momento. E, dependendo da maneira que você se posicionar diante desse sofrimento, seguramente, ele poderá ser suavizado e, em muitos casos, abreviado.

Sim, é exatamente isso que você entendeu.

De acordo com sua destreza pessoal, transitar pelos sentimentos ruins é algo que também pode ser aprendido e, caso você ainda não saiba, é exatamente isso que fazemos em uma boa psicoterapia: ajudar as pessoas de maneira técnica e efetiva no desenvolvimento de várias formas de resiliência psicológica e na criação de habilidades de enfrentamento.

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