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Medium 9788580556025

Capítulo 47. Dor e edema articulares

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 3

ApresentAções comuns do pAciente

Piúria

Pode acompanhar a hematúria nas doenças glomerulares inflamatórias. A piúria isolada é observada com mais frequência em associação com uma infecção do trato urinário superior ou inferior. A piúria pode ocorrer também com nefrite intersticial alérgica (geralmente com preponderância de eosinófilos), rejeição de transplante, bem como doenças tubulointersticiais não infecciosas e não alérgicas, como a doença renal ateroembólica. O achado de piúria “estéril” (i.e., leucócitos urinários sem bactérias) em um cenário clínico apropriado deve despertar a suspeita de tuberculose renal.

Para uma discussão mais detalhada, ver Lin J, Denker BM: Azotemia e anormalidades urinárias, Cap. 61, p. 289, do Medicina Interna de Harrison

Harrison, 19ª edição, AMGH Editora.

47

Dor e edema articulares

As queixas musculoesqueléticas são extremamente comuns na prática ambulatorial e estão entre as principais causas de incapacidade e absenteísmo no trabalho. A dor articular deve ser investigada de forma lógica, uniforme e abrangente para que haja maior chance de se obter um diagnóstico preciso e para o planejamento apropriado dos exames de acompanhamento e do tratamento. A dor e o edema articulares podem ser manifestações de distúrbios primários do sistema musculoesquelético ou constituir reflexos de doenças sistêmicas.

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Medium 9788582714072

Capítulo 14 - Alterações cervicais e colposcopia

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Alterações cervicais e colposcopia

Paulo Naud

Débora C. Junqueira

Valentino Magno

Jean Carlos de Matos

A colposcopia é um procedimento diagnóstico que utiliza colposcópio para prover iluminação e visão magnificada do colo uterino, da vagina, da vulva ou do ânus. O objetivo é identificar as lesões pré-malignas e os cânceres para posterior tratamento.

Não há nenhuma contraindicação absoluta à colposcopia, porém, sempre é aconselhável tratar processos inflamatórios e infecciosos prévios para evitar falsos-positivos.

As principais indicações da colposcopia são:

Classificação

Resultados de testes de rastreamento cervical alterado (exame citopatológico e testes de identificação do papilomavírus humano [HPV, do inglês human papilloma virus]);

Alteração grosseira ao exame do colo uterino.

A classificação atual de colposcopia foi elaborada pelo Comitê de Nomenclatura da

International Federation of Cervical Pathology and Colposcopy (IFCPC) e foi definida em 5 de julho de 2011, no 14º Congresso

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Medium 9788582712757

Capítulo 33. Elaboração abreviada ou interminável

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

33

ELABORAÇÃO

ABREVIADA OU

INTERMINÁVEL

E, por lidar com as palavras, a análise pode não terminar.

Do autor

Há mais proximidade entre religião e psicanálise do que a nossa vã consciência imagina. A amizade entre Sigmund Freud e Oscar Pfister é hoje bem conhecida. O cientista Freud tentava provar ao pastor Pfister o quanto a ciência que ainda inventava era distante da religião já conhecida.

O interlocutor as considerava meio próximas na forma e no conteúdo.

O resultado foi uma discussão frutífera, religiosa e científica a um só tempo.

Hoje são muitos os estudos que aproximam as duas áreas, pinçando na obra de Freud momentos no mínimo sagrados, se não religiosos, como quando a leitura repetida e constante dos textos psicanalíticos (sagrados?) evoca o trabalho dos talmudistas, lendo e relendo toda semana a Torá em busca de alguma iluminação.

De fato, vivemos tempos em que certas fronteiras parecem abolidas, como as da ciência e da arte ou as do popular e do erudito. Assim, retomamos religião e psicanálise para pensarmos, sobretudo, que hoje são tempos de pouco tempo. Tempos de pouco tempo, ouso repetir, tentando ganhar um tempo precioso.

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Medium 9788580556001

Capítulo 41. Cirugia plástica e reconstrutiva

Gerard M. Doherty Artmed PDF Criptografado

41

Cirurgia plástica e reconstrutiva

Henry C. Vasconez, MD

Jason Buseman, MD

A cirurgia plástica, embora seja considerada uma especialidade multirregional e orientada para a técnica, é, em sua essência, um campo de resolução de problemas. O treinamento de um cirurgião plástico permite que ele veja os problemas cirúrgicos sob outro ângulo, selecionando a partir de várias opções, a mais adequada para resolver esses problemas cirúrgicos. Os cirurgiões­ plásticos recebem treinamento amplo, e muitos completam a residência em outras áreas, como cirurgia geral, otorrinolaringologia, ortopedia, urologia ou neurocirurgia. Recentemente, outras modalidades de treinamento integraram essas e outras subespecialidades cirúrgicas em um programa de treinamento mais abrangente.

Os princípios básicos da cirurgia plástica são a análise cuidadosa do problema cirúrgico, o planejamento meticuloso dos procedimentos, a técnica precisa e a manipulação atraumática dos tecidos. Alteração, cobertura e transferência de pele e tecidos associados são os procedimentos mais comumente realizados. A cirurgia plástica pode lidar com o fechamento de feridas operatórias – particularmente feridas recalcitrantes como aquelas que ocorrem após radiação ou feridas com cicatrização precária em pacientes imunocomprometidos. A cirurgia plástica também lida com a remoção de tumores cutâneos, reparo de lesões de tecidos moles, incluindo queimaduras, correção de deformidades adquiridas ou congênitas ou melhora de características estéticas indesejáveis. A cirurgia craniofacial e da mão, também dentro do campo de cirurgia plástica, podem necessitar de treinamento cirúrgico adicional.

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Medium 9788580556025

Capítulo 134. Doença pulmonar intersticial

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Doença pulmonar intersticial

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CAPÍTULo 134

Doença pulmonar intersticial

As doenças pulmonares intersticiais (DPIs) são um grupo de > 200 entidades patológicas caracterizadas por anormalidades difusas no parênquima pulmonar. As DPIs podem ser classificadas em dois grupos principais: (1) doenças com predominância de inflamação e fibrose associadas, e (2) doenças com reação predominantemente granulomatosa em áreas intersticiais ou vasculares (Quadro 134.1). As DPIs não são malignas nem infecciosas, sendo em geral crônicas. O diagnóstico diferencial das

DPIs costuma incluir infecções (p. ex., micobactérias atípicas, fungos) e doenças malignas (p. ex., carcinomatose linfangítica). A sarcoidose, uma das DPIs mais comuns associadas a reação granulomatosa, é abordada no Capítulo 166. Muitas DPIs são de etiologia desconhecida; contudo, algumas estão sabidamente associadas a exposições ambientais específicas, como asbesto, radioterapia e poeiras orgânicas.

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