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Capítulo 95. Doença de Lyme e outras infecções por espiroquetas não sifilíticas

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 7

DOENÇAS INFECCIOSAS

• A doença extrapulmonar por MNTs de crescimento rápido costuma ser tratada com sucesso utilizando-se um macrolídeo e outro fármaco (com a escolha baseada na suscetibilidade in vitro). A doença pulmonar por M. abscessus é difícil de curar e costuma necessitar de cursos repetidos que incluem um macrolídeo junto com um agente de administração IV, como amicacina, um carbapenêmico, cefoxitina ou tigeciclina.

• A infecção por M. marinum é efetivamente tratada com qualquer combinação de um macrolídeo, etambutol e uma rifamicina por 1 a 2 meses após a resolução clínica de doença isolada em tecidos moles; o envolvimento de tendões e ossos pode exigir tratamentos mais longos conforme a evolução clínica.

• O tratamento de infecções causadas por outras MNTs não é tão bem definido, mas macrolídeos e aminoglicosídeos costumam ser efetivos com a adição de outros agentes conforme indicado.

Para uma discussão mais detalhada, ver Raviglione MC: Tuberculose, Cap. 202, p. 1102; Gelber RH: Hanseníase, Cap. 203, p. 1122;

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Capítulo 56. Doença de Parkinson

Barbara G. Wells; Joseph T. DiPiro; Terry L. Schwinghammer; Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

56

CAPÍTULO

Doença de Parkinson

•• A doença de Parkinson (DP) está associada a achados neuropatológicos e manifestações clínicas altamente característicos, incluindo déficits motores e, em alguns casos, deterioração mental.

FISIOPATOLOGIA

•• A

perda de neurônios e a presença de corpúsculos de Lewy constituem duas características essenciais na parte compacta da substância negra. O grau de perda de dopamina nigroestriatal correlaciona-se de modo positivo com a gravidade dos sintomas motores.

•• A ativação reduzida dos receptores d1 e d2 de dopamina2 resulta em maior inibição do tálamo e redução da atividade do córtex motor. A obtenção de uma melhora clínica pode estar ligada a uma restauração maior da atividade no receptor d2 de dopamina do que no receptor d1.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

•• A DP desenvolve-se de modo insidioso e evolui lentamente. É relativamente assintomática até a

ocorrência de uma depleção profunda (70-80%) dos neurônios da parte compacta da substância negra.

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Medium 9788582712757

Capítulo 47. A psicanálise como arte

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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A PSICANÁLISE COMO ARTE

No meio da tormenta, o sujeito melancólico tem razão. Não é a razão fácil e democrática de Pirandello, em que cada um tem a sua, independentemente da verdade absoluta. Parece mais sólida. Quando o sujeito melancólico chora, é de chorar mesmo. Quando ele conta o seu choro, é de entender.

Quando ele diz que tudo está horrível e há de piorar, basta olhar pela janela, tudo indica que vai, a hora caminha na direção do seu fim, o dia ruma para a noite, a vida anda, corre até a morte, e rebatê-lo poderia ser hipocrisia. O sujeito melancólico diz a verdade dos dias: “a morte virá” – ele completa – “e com morte, a rigor, não se discute”. Seguido o sujeito melancólico permanece sem dizer palavra, e está mais certo ainda. Afinal, sem perdermos o rigor adquirido há algumas linhas, o que se pode dizer, de fato, diante de tudo que há e deixará de ser?

O sujeito crítico, no meio de seus argumentos, tem uma razão profunda.

A arte é uma tarefa difícil, se não impossível. Vindo à tona, chega aquém, incompleta como a vida que tentou ultrapassar, fiapo da vastidão imaginada antes de ser concebida. Cobrindo a expressão, não há o telhado sem furos a que aludiu Tom Jobim. Em Lígia, canção perfeita na harmonia entre letra e melodia, salta (no mínimo) aos ouvidos a interferência enfadonha de uma penosa respiração do intérprete. Ela auxilia no quadro expressivo, costumam dizer alguns críticos, mas já entra no campo do debate. E o que

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Capítulo 144. Infecções do trato urinário e cistite intersticial

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Infecções do trato urinário e cistite intersticial

CAPÍTULo 144

925

Para uma discussão mais detalhada, ver Beck LH, Salant DJ: Doenças tubulointersticiais do rim, Cap. 340, p. 1856, do Medicina Interna de Harrison

Harrison, 19ª edição.

144

Infecções do trato urinário e cistite intersticial

INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO

Definições

O termo infecção do trato urinário (ITU) abrange uma variedade de entidades clínicas: cistite (doença sintomática da bexiga), pielonefrite (doença sintomática do rim), prostatite (doença sintomática da próstata) e bacteriúria assintomática (BA). ITU não complicada refere-se à doença aguda em mulheres não gestantes em nível ambulatorial sem anormalidades anatômicas ou instrumentação do trato urinário; ITU complicada refere-se a todos os outros tipos de ITU.

Epidemiologia

A ITU ocorre com frequência muito maior em mulheres, embora a obstrução por hipertrofia prostática faça com que os homens > 50 anos tenham uma incidência de

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Capítulo 79. O milagre de salvador celia

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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O MILAGRE DE

SALVADOR CELIA

O psiquiatra Salvador Celia sempre me impressionou pela sua falta de noção do impossível. Certa vez, ele estava organizando a Semana do Bebê, em Canela, e me disse:

– Vou trazer a Luíza Brunet para ser madrinha da festa. Ela vai trazer alegria para os adultos. Adultos alegres alegram crianças.

Ela estava no auge, mas ele também, e a trouxe. Como trouxe Renato

Aragão, Regina Duarte, seu Francisco, pai de Zezé de Camargo e Luciano – que só não vieram porque, no fundo, o Salvador não quis. Mais comovente era quando duvidava da noção do impossível nas crianças. Elas vinham com várias deficiências, mas ele já tinha decidido:

– Serão cidadãs felizes.

Para quem via de fora, nem pensar. Mas Salvador era daqueles que não via de fora. Olhava por dentro, sentindo junto, e não se deixava contaminar pela opinião alheia ou pelo preconceito (vindos de fora). Era uma de suas armas. Lembro-me de outras duas. Uma, jamais fazia o trabalho sozinho.

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