881 capítulos
Medium 9788580556025

Capítulo 146. Obstrução do trato urinário

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Obstrução do trato urinário

146

CAPÍTULo 146

933

obstrução do trato urinário

A obstrução do trato urinário (OTU) é uma causa potencialmente reversível de insuficiência renal (IR) e deve ser considerada em todos os casos de insuficiência renal aguda ou piora abrupta de IR crônica. As consequências dependem da duração e do grau de obstrução e de sua localização unilateral ou bilateral. Pode ocorrer OTU em qualquer nível, desde o túbulo coletor até a uretra. Predomina em mulheres (tumores pélvicos), homens idosos (doença prostática), pacientes diabéticos (necrose papilar), naqueles com doença neurológica (lesão da medula espinal ou esclerose múltipla, com bexiga neurogênica) e em indivíduos com linfadenopatia ou fibrose retroperitoneais, refluxo vesicoureteral, nefrolitíase ou outras causas de retenção urinária funcional (p. ex., agentes anticolinérgicos).

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

A dor pode ocorrer em algumas circunstâncias (obstrução causada por cálculos), porém é incomum. Em homens, costuma haver uma história de sintomas do trato urinário inferior, por exemplo, hesitação, urgência ou noctúria frequente. O exame físico pode revelar aumento da bexiga à percussão da parede abdominal inferior; o exame com ultrassom à beira do leito pode ser útil para avaliar o volume vesical pós-miccional. Outros achados dependem do quadro clínico. A hipertrofia prostática pode ser determinada por toque retal. O exame bimanual em mulheres pode revelar massa pélvica ou retal. A investigação dos pacientes com IR, em que se suspeita de

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714249

Capítulo 9 - Educação médica centrada no educando

Moira Stewart; Judith Belle Brown; W. Wayne Weston; Ian R. McWhinney; Carol L McWilliam; Thomas R.Freeman Artmed PDF Criptografado

9

Educação médica centrada no educando

W. Wayne Weston e Judith Belle Brown

Fico meio envergonhado de dizer que eu costumava querer levar o crédito por todos os ensinamentos inteligentes na minha sala de aula. Eu trabalhava duro para aprender todos aqueles fatos... Secretamente, queria que meus alunos me olhassem com veneração. Hoje, acredito que o efeito oposto deve ocorrer: que o oráculo, o local e a posse do conhecimento devem estar em cada aluno, e nossa meta principal como professores tem que ser ajudar nossos educandos a descobrirem as respostas mais importantes e duradouras para os problemas da vida dentro de si mesmos. Só então eles poderão verdadeiramente ter o conhecimento que somos pagos para ensiná-los. (Flachmann,

1994, p. 2)

Neste capítulo, descrevemos uma abordagem de educação médica centrada no educando, um modelo conceitual para o ensino que é paralelo ao método clínico centrado na pessoa. Da mesma forma que as relações entre as pessoas que buscam cuidado e os médicos se alteraram, também mudaram as relações entre aprendizes e professores. Esses paralelos fornecem a base para o entendimento das mudanças nos papéis de ambos na educação médica. Essa base também serve como ferramenta: as experiências que os educandos têm nas relações com seus professores os ajudam a entender suas relações com as pessoas. Por exemplo, quando os professores interagem com os educandos e os veem como adultos autônomos que têm um papel-chave em decisões importantes sobre sua educação, ilustram o tipo de relações que esperam que os aprendizes desenvolvam com as pessoas que buscam cuidado.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580556025

Capítulo 163. Ostepoatrite

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

osteoartrite

163

CAPÍTULo 163

1025

osteoartrite

DEFINIÇÃO

A osteoartrite (OA) é um distúrbio caracterizado por falência articular progressiva na qual todas as estruturas da articulação sofrem alterações patológicas. A alteração patológica característica da OA é a perda da cartilagem articular hialina acompanhada por aumento da espessura e esclerose da placa óssea subcondral, crescimento excessivo de osteófitos na margem articular, estiramento da cápsula articular e fraqueza dos músculos que se ligam à articulação. Existem vários caminhos que levam à OA, porém a etapa inicial mais frequente é a lesão articular na vigência de falência dos mecanismos protetores.

EPIDEMIOLOGIA

A OA é o tipo mais comum de artrite. A prevalência da OA correlaciona-se fortemente com a idade, sendo muito mais comum em mulheres do que em homens. Vulnerabilidade articular e carga articular são os dois principais fatores que contribuem para a OA. Eles são influenciados por fatores que consistem em idade, sexo feminino, raça, fatores genéticos, fatores nutricionais, traumatismos articulares, lesão prévia, desalinhamento, deficiências proprioceptivas e obesidade.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604465

Capítulo 6. Entrada e saída

Simon Monk Artmed PDF Criptografado

CAPÍTULO 6

Entrada e saída

O Arduino trata da chamada computação física. Isso significa ligar circuitos eletrônicos à placa do Arduino. Portanto, é necessário que você compreenda a usar as várias opções de conexão dos seus pinos.

As saídas podem ser digitais, apresentando valores de 0 volts ou 5 volts, ou analógicas, apresentando qualquer valor entre 0 e 5 volts – embora não seja tão simples assim, como veremos. Por outro lado, as entradas podem ser digitais

(verificar se um botão foi apertado ou não) ou analógicas (verificar o valor medido por um sensor luminoso).

Em um livro que trata basicamente de software e não de hardware, procuraremos não nos envolver com discussões aprofundadas de eletrônica. Neste capítulo, entretanto seria útil se você pudesse dispor de um multímetro e de um pedaço de fio rígido para compreender melhor o que está acontecendo.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Entender como funcionam as saídas e as entradas digitais.

Aprender a estabelecer a comunicação entre o Arduino e um computador PC.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580556001

Capítulo 36. Neurocirugia

Gerard M. Doherty; MD Artmed PDF Criptografado

Neurocirurgia

Aditya S. Pandey, MD

B. Gregory Thompson, MD

//

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

DE ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA

Kyle Sheehan, MD; George A. Mashour, MD, PhD

As alterações da consciência e as condições relacionadas de delírio, estado confusional agudo e encefalopatia aguda estão entre os distúrbios mentais mais comuns em pacientes cirúrgicos ou clínicos. A prevalência de alteração do sensório em pacientes hospitalizados é alta, com taxas relatadas de até 50%. Essas condições estão associadas com aumento das taxas de mortalidade, variando de 10 a 65%, e com excesso de gastos anuais em cuidados de saúde na faixa dos bilhões. Considerando a elevada incidência de alterações do sensório, há necessidade de uma compreensão, pelo menos básica, de fisiopatologia, diagnóstico e tratamento das etiologias comuns por todos os médicos.

DEFINIÇÕES

A consciência costuma ser definida como a experiência subjetiva do ambiente e da própria pessoa. Ela compreende dois componentes: alerta, que é o estado de vigília, e estado consciente, que é o estado de percepção dos fenômenos. Essa distinção é útil, pois os dois processos são dissociáveis. Por exemplo, um estado vegetativo se caracteriza por um paciente que está acordado (i.e., o córtex está alerta), mas que não está necessariamente acordado.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos