Grupo Gen (279)
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8 AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA

Darido, Suraya Cristina Grupo Gen PDF Criptografado

Avaliação em Educação

Física na Escola

8

SURAYA CRISTINA DARIDO

8.1 Avaliação em Educação Física: percurso ao longo das tendências pedagógicas

8.2 Avaliação em Educação Física: a prática dos professores

8.3 Questões da avaliação escolar em Educação Física

8.3.1 Por que avaliar?

8.3.2 Quem avalia?

8.3.3 Como avaliar?

8.3.4 O que avaliar?

8.3.5 Quando avaliar?

8.4 Avaliação e as dimensões dos conteúdos

8.4.1 Avaliação na dimensão conceitual

8.4.2 Avaliação na dimensão atitudinal

8.4.3 Avaliação na dimensão procedimental

8.5 Nota/conceito nas aulas de Educação Física

8.6 Referências bibliográficas

Por que temos que avaliar? Talvez esta seja a melhor questão para iniciarmos um debate que aborda o tema da avaliação, sem dúvida um dos mais polêmicos na área da

Educação e também da Educação Física.

Em uma perspectiva mais tradicional de ensino, a avaliação teve uma função bastante seletiva, pois consistia em separar os que tinham condições de superar os obstáculos da nota e do vestibular daqueles que não chegavam lá. Para isso, avaliavam-se quase que exclusivamente os resultados obtidos pelos alunos, em especial as suas capacidades cognitivas.

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3 OS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA

Darido, Suraya Cristina Grupo Gen PDF Criptografado

Os Objetivos da

Educação Física na Escola

3

IRENE CONCEIÇÃO ANDRADE RANGEL

LUCIANA VENÂNCIO

LUIZ HENRIQUE RODRIGUES

LUIZ SANCHES NETO

SURAYA CRISTINA DARIDO

3.1

3.2

3.3

3.4

3.5

3.6

Democratizar o acesso à Educação Física – todos os alunos têm direito

A busca pela autonomia

Reflexão crítica enquanto uma das possibilidades da Educação Física na escola

A saúde enquanto uma das possibilidades da Educação Física na escola

O lazer enquanto uma das possibilidades da Educação Física na escola

Referências bibliográficas

Vivemos um desafio histórico, de avançarmos na concepção de uma escola para poucos, para a concepção de uma escola para todos e cuja garantia de direitos se fundamente em uma escola com qualidade social, que permita e garanta o acesso e a permanência aos que nela ingressam. Democratizar o acesso à educação básica é resgatar o conceito de cidadania como eixo norteador das práticas educativas e sociais.

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13 GINÁSTICA

Darido, Suraya Cristina Grupo Gen PDF Criptografado

Ginástica

LUCIANA VENÂNCIO

EDUARDO AUGUSTO CARREIRO

13

13.1 Ginástica na escola

13.1.1 Ginástica: conceitos e significados das práticas corporais

13.1.2 Ginástica na história

13.1.3 Movimento ginástico europeu

13.1.4 Ginástica e a Educação Física no Brasil

13.2 A ginástica e as dimensões dos conteúdos

13.3 Metodologia: possibilidades e sugestões

13.3.1 A ginástica na escola hoje

13.3.2 O que os alunos devem saber sobre a ginástica como conteúdo da cultura de movimento

13.3.3 As representações da ginástica e das práticas corporais

13.3.4 Ginástica e algumas de suas possibilidades

13.3.5 Materiais alternativos

13.3.5.1 Exemplo de utilização de materiais alternativos nas aulas

13.3.5.2 Materiais oficiais da ginástica rítmica

13.3.6 Proposta de aplicação

13.3.7 Ginástica e inclusão

13.3.8 A questão de gênero na ginástica

13.3.9 Ginástica presente na mídia

13.4 Avaliação

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9 CONHECIMENTO SOBRE O CORPO

Darido, Suraya Cristina Grupo Gen PDF Criptografado

Conhecimento Sobre o Corpo

LUIZ SANCHES NETO

LUIZ ALBERTO LORENZETTO

9

9.1 Conceitos

9.1.1 O que é conhecer o próprio corpo?

9.1.2 O que se espera que o aluno saiba?

9.2 Relação com a Educação Física

9.2.1 Saúde coletiva e hábitos saudáveis

9.2.2 Qualidade de vida e gerenciamento autônomo da atividade corporal

9.2.3 Interação ambiental, aspectos pessoais e interpessoais

9.3 Os conteúdos relacionados com o conhecimento sobre o corpo e suas dimensões

9.3.1 Possibilidades de trabalhar com a dimensão conceitual dos conteúdos

9.3.2 Possibilidades de trabalhar com a dimensão procedimental dos conteúdos

9.3.3 Possibilidades de trabalhar com a dimensão atitudinal dos conteúdos

9.4 Como se trabalha o conhecimento sobre o corpo na prática?

9.5 Considerações sobre a avaliação

9.6 Integrando conceitos, atitudes e procedimentos

9.7 Referências bibliográficas

Neste capítulo, apresentamos a importância do conhecimento sobre o corpo, iniciando com os conceitos atribuídos ao corpo em diferentes épocas. Analisamos as dicotomias e a relação do corpo com a Educação Física. Propomos vários conteúdos referentes ao corpo que podem ser elaborados e consideramos como suas dimensões podem ser trabalhadas nas aulas.

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4 ASPECTOS LEGAIS DA EDUCAÇÃO FÍSICA E INTEGRAÇÃO À PROPOSTA PEDAGÓGICA DA ESCOLA

Darido, Suraya Cristina Grupo Gen PDF Criptografado

Aspectos Legais da

Educação Física e Integração à

Proposta Pedagógica da Escola

4

EDUARDO VINÍCIUS MOTA E SILVA

LUCIANA VENÂNCIO

4.1 Aspectos legais da Educação Física na escola

4.1.1 O sistema escolar

4.1.2 Legislação educacional brasileira básica

4.1.3 A LDB

4.1.4 Estrutura didática da educação nacional

4.1.5 Estrutura administrativa da educação nacional

4.1.6 Projeto pedagógico da escola

4.1.7 A Educação Física na LDB

4.1.8 A Educação Física na rede estadual paulista

4.1.9 Turmas de treinamento

4.2 Integração da Educação Física à proposta pedagógica da escola

4.3 Referências bibliográficas

Neste capítulo, apresentaremos a legislação educacional brasileira básica, procurando mostrar o quanto esses conhecimentos são importantes para uma boa ação do professor. Além disso, destacaremos a importância de a Educação Física estar integrada ao projeto pedagógico da escola.

4.1 Aspectos legais da Educação Física na escola

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Grupo A (38)
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Medium 9788584290840

Capítulo 3 - Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

3

Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

JOSÉ A. CASTORINA E RICARDO J. BAQUERO

>> Identificar as semelhanças e as diferenças entre a concepção dialética de Piaget e a de Vygotsky.

>> As ideias e os enfoques metodológicos de Piaget e Vygotsky.

>> A dialética na explicação genética de Piaget e na explicação psicológica de Vygotsky.

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psicologia da educação

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem por objetivo reexaminar as principais ideias de Piaget e Vygostky sobre a dialética, estabelecendo uma comparação crítica entre as concepções e identificando semelhanças e diferenças. Antes, contudo, vale a pena retomar dois aspectos importantes.

Em primeiro lugar, Piaget tematizou explicitamente – em particular na última parte de sua obra – o significado da categoria para a discussão epistemológica e realizou pesquisas empíricas especialmente dedicadas a reconstruir a dialética do conhecimento.

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Medium 9788584290840

Capítulo 4 - Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

4

Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem*

JOHN HERON

>> Conhecer uma teoria contemporânea sobre a aprendizagem, percebendo uma interação dinâmica entre vida e mente.

>> Os ciclos básico e reverso de aprendizagem do ego e de aprendizagem da pessoa.

* N. de E.: Capítulo originalmente publicado no livro ILLERIS, K. et al. Teorias contemporâneas da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2012. 280p.

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100 psicologia da educação

INTRODUÇÃO

Neste capítulo, apresento minha abordagem aos processos de vida e aprendizagem, derivada de minha teoria da pessoa (HERON, 1992). Ela leva a uma série de modelos e mapas – conjecturas estruturais – que o leitor é convidado a conhecer, como um conjunto de lentes para olhar diferentes aspectos da vida e da aprendizagem.

Como essas lentes proporcionam uma visão seletiva, por mais que possam esclarecer, elas também limitam. Elas não representam a realidade; não oferecem mais do que maneiras possíveis de interpretar nossa experiência. Elas se concentram em apenas um tipo de história, entre muitas outras concebíveis, sobre como vivemos e aprendemos. Contudo, creio que seja uma história proveitosa.

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Capítulo 2 - A teoria bioecológica do desenvolvimento humano

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

2

A teoria bioecológica do desenvolvimento humano1

URIE BRONFENBRENNER

>> Analisar as perspectivas atuais e futuras da teoria bioecológica do desenvolvimento humano.

>> As proposições de trabalho e pesquisa derivadas do modelo bioecológico.

1 BRONFENBRENNER, U. The bioecological theory of human development. In: SMELSER, N. J.; BALTES, P.

B. (Ed.). International encyclopedia of the social and behavioral sciences (Vol. 10, pp. 6963–6970). New

York: Elsevier, 2001. Reimpresso com a permissão da editora Elsevier Science Ltd.

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psicologia da educação

INTRODUÇÃO

O modelo bioecológico, juntamente com seus respectivos delineamentos de pesquisa, é uma evolução do sistema teórico para o estudo científico do desenvolvimento humano ao longo do tempo. Dentro da Teoria Bioecológica, o desenvolvimento

é definido como o fenômeno de continuidade e de mudança das características biopsicológicas dos seres humanos como indivíduos e grupos. Esse fenômeno se estende ao longo do ciclo de vida humano por meio das sucessivas gerações e ao longo do tempo histórico, tanto passado quanto presente.

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Capítulo 5 - A inteligência como um espectro de competências

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

5

A inteligência como um espectro de competências

KATIA SMOLE

>> Debater as teorias que levaram ao conceito atual de inteligências múltiplas.

>> Definir o conceito de inteligências múltiplas criado por Gardner e seus espectros de competência.

>> As diversas teorias relacionadas à inteligência até o conceito atual criado por Gardner.

>> Os espectros de competências e a complementação do espectro pictórico ao musical.

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128 psicologia da educação

A VISÃO PSICOMÉTRICA DA INTELIGÊNCIA

Existem diferentes concepções e tentativas de definir e caracterizar a inteligência. No entanto, a concepção hegemônica ainda está atrelada a um ponto de vista psicométrico ou ao enfoque de testes de inteligência que, como o nome indica, foram elaborados e construídos em torno do intento de medir o rendimento intelectual da maneira mais exata e confiável possível.

Pensar numa forma de classificar as pessoas a partir de suas capacidades intelectuais é uma ideia antiga. Segundo Gould (1991), a tese de que o valor dos indivíduos e dos grupos sociais pode ser determinado por meio da medida da inteligência como quantidade isolada apoia-se em dados provindos inicialmente da craniometria − ou medida do crânio −, cujas bases remontam ao século XII.

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Capítulo 1 - Educação e aprendizagem no século XXI

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

1

Educação e aprendizagem no século XXI

Novas ferramentas, novos cenários, novas finalidades

CÉSAR COLL E CARLES MONEREO

>> Discutir o impacto das tecnologias da informação e da comunicação

(TICs) e das novas ferramentas tecnológicas na aprendizagem.

>> O surgimento e o desenvolvimento das TICs, e as consequentes mudanças no cenário social.

>> A transformação na forma de pensar a educação a partir das possibilidades oferecidas pelas TICs.

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2

psicologia da educação

TECNOLOGIA, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: UMA

ENCRUZILHADA DE INFLUÊNCIAS

AS FORÇAS DA MUDANÇA

Tentar entender e valorizar o impacto educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) considerando apenas sua influência sobre as variáveis psicológicas do aprendiz que opera com um computador e que se relaciona, por seu intermédio, com os conteúdos e tarefas de aprendizagem, com seus colegas ou com seu professor seria, do nosso ponto de vista, uma abordagem tendenciosa e míope da questão. O impacto das TICs na educação é, na verdade, um aspecto particular de um fenômeno muito mais amplo, relacionado com o papel dessas tecnologias na sociedade atual.

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Grupo A (2125)
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Medium 9788573076646

7. Reforma, conhecimento pedagógico e administração social da individualidade: a educação escolar como efeito do poder

Imbernón, F Grupo A PDF Criptografado

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Reforma, conhecimento pedagógico e administração social da individualidade: a educação escolar como efeito do poder

Thomas S. Popkewitz

Wisconsin-Madison University

Uma das preocupações dos educadores e dos pesquisadores é a de pensar nas reformas educativas como atividades de princípios que proporcionem as mudanças necessárias para acomodar o sistema educativo de um país aos objetivos nacionais e aos compromissos sociais adquiridos1. Qualquer que seja a posição ideológica, considerou-se a educação como uma atividade de princípios com a qual se pode promover, entre outras coisas, a justiça, a eqüidade, a formação de cidadãos democráticos ou a de trabalhadores mais precisos e competentes. Minha discussão sobre a questão da reforma vai por caminhos muito diferentes dos anteriores. Nela adoto a posição segundo a qual a reforma (e a escolarização) é um problema de administração social2 e que essa administração pretende constituir (e reconstituir) a alma do indivíduo. Na modernidade, o problema liberal da administração social é “fazer” o indivíduo em prol da liberdade, com um significado do termo liberdade construído através de conceitos, tais como os de automotivação, autorealização, capacitação pessoal e voz. Todavia, a liberdade pretendida não é um princípio absoluto sobre a emancipação individual ou coletiva que existe como tal, fora de uma forma específica de sociedade e de sociabilidade, mas uma “liberdade” construída socialmente dentro das

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8. A escola crítico-democrática: uma matéria pendente no limiar do século XXI

Imbernón, F Grupo A PDF Criptografado

8

A escola crítico-democrática: uma matéria pendente no limiar do século XXI

Luis Rigal

Universidad Nacional de Jujuy (Buenos Aires)

Na história se faz o que se pode e não o que se gostaria de fazer.

Uma das grandes tarefas políticas que se deve observar é a perseguição constante de tornar possível amanhã o impossível de hoje.

(Paulo Freire, 1992)

FIM DE SÉCULO, INÍCIO DE SÉCULO: CELEBRAÇÕES E PREOCUPAÇÕES

Levantar o olhar

O início do século convoca à celebração de uma aposta no futuro e à reflexão sobre o tempo ido nos diversos âmbitos da vida da humanidade.

Porém, fundamentalmente, leva a iludir-se com projetos distintos dos vigentes.

Naturalmente, e também miticamente, há nessa situação algo de passagem, de necessidade de olhar de maneira simultânea para trás em busca de chaves que permitam calibrar o presente e levantar o olhar, tratando de esboçar e, se fosse possível, de definir um horizonte do futuro.

Este momento de corte e de passagem no mundo da cultura e, portanto, da educação pode ser caracterizado como momento de crise. E remete-nos ao sentido que Gramsci atribuía-lhe: momento no qual o velho está agonizando, ou morto, e o novo ainda não acabou de nascer. Momento, portanto, de incerteza (a morte do velho também aniquila as já velhas certezas) e de fragmentação (o vigente está em pedaços e não se sabe como recompô-lo).

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6. Pedagogia revolucionária em tempos pós-revolucionários: repensar a economia política da educação crítica

Imbernón, F Grupo A PDF Criptografado

6

Pedagogia revolucionária em tempos pós-revolucionários: repensar a economia política da educação crítica

Peter McLaren

Faculdade de Educação e Estudos sobre a

Informação da California University (Los Angeles)

A globalização (do trabalho e do capital), acompanhada pela inovação tecnológica e sua promessa de igualdade e garantia “paramística” de um consumismo fácil e ilimitado, causou mudanças materiais nas práticas culturais e na proliferação de novas contradições entre capitalismo e trabalho; frente a elas, os educadores e as educadoras progressistas que trabalham nas escolas, ao invés de saberem reagir satisfatoriamente (McLaren, 1995; McLaren e

Farahmanpur, 1996), têm dificuldades para responder.

O fenômeno atual da globalização foi descrito pela economia (Adda,

1996, p.62) como a canibalização do social e do político e como “o grande fim da explosão da modernidade ocidental” (Engelhard, 1993, citado em

Benoist, 19961). O capitalismo cleptocrático anda livre, roubando os pobres para dar ao ricos. O bem-estar social para os oprimidos foi substituído por subvenções ao capital por parte do governo em forma de empresariado mundial. A ideologia destes tempos está legitimando uma supressão traumática dos ganhos laborais.

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1. Desafios e saídas educativas na entrada do século

Imbernón, F Grupo A PDF Criptografado

22 / FRANCISCO IMBERNÓN (ORGANIZADOR)

da comunidade é imprescindível para superar os processos de exclusão que podem ocorrer na sociedade informacional em todos os níveis e, mais concretamente, no âmbito educativo.

QUE CRISE?

Da sociedade industrial à sociedade da informação

O ceticismo, que durante algum tempo ocasionou nas ciências sociais a definição das mudanças socioculturais dos últimos 30 anos, vem contraposto por duas questões principais: a primeira, o fato de que a sociedade informacional é uma realidade econômica e cultural, e não uma abstração intelectual; e a segunda, o fato de que estamos teorizando plausivelmente as mudanças que, em todos os níveis, estão acontecendo (Beck, 1998b;

Castells, 1997; Flecha, 1997).

A sociedade da informação surge na década de 70 devido a uma revolução tecnológica sem precedentes. Embora estejamos nos acostumados a falar desse momento como de uma crise, deveríamos falar de mudança.

Vejamos por quê.

Na sociedade industrial, havia um predomínio do setor secundário

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3. Pedagogia crítica como projeto de profecia exemplar: cultura e política no novo milênio

Imbernón, F Grupo A PDF Criptografado

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Pedagogia crítica como projeto de profecia exemplar: cultura e política no novo milênio

Henry Giroux

State University of Pennsilvania

Estes são tempos difíceis para educadores e educadoras e defensores e defensoras da educação democrática nos Estados Unidos. Pressionados pelas crescentes forças do profissionalismo e pelas guerras culturais, os futuros professores e professoras encontram-se em uma encruzilhada ideológica quanto às responsabilidades cívicas e políticas que assumem ao se considerarem não só professores críticos comprometidos, mas também teóricos culturais. Quanto mais é pedido a eles que se definam, por meio de uma linguagem corporativa ou de um discurso que tire a política do domínio da cultura ou da esfera do social, mais e mais estão sendo pressionados para que se tornem ou escravos de um poder corporativo, ou especialistas não-comprometidos irmanados com a essência de um profissionalismo acadêmico renascente e degradante. Essas duas posturas requerem maior explicação.

Conforme a defesa direitista das associações de escolas profissionais, estas deveriam ser entendidas como um bem privado mais do que como um bem público; estarem unidas aos ditames do mercado e serem dirigidas como qualquer outro negócio. Para muitas pessoas partidárias de tal opinião, as escolas deveriam ser entregues a corporações com capacidade de gerar benefícios (exercendo controle absoluto sobre sua organização, seu currículo e suas práticas escolares), ou organizar-se por meio de estratégias que favorecessem a escolha escolar, as provas e as escolas privadas.

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Editora Manole (79)
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Medium 9788520433133

1. Os impasses do Humanismo e a “crise da educação”

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

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Os impasses do Humanismo e a “crise da educação”

Paulo Ghiraldelli Jr.

O que é que está mesmo em crise?

Dos estudantes do ensino superior brasileiro, 38% não sabem

ler e escrever de modo satisfatório. Esse dado, de julho de 2012,

é alarmante e caracteriza uma crise da educação brasileira. Ou-

tros países populosos, mesmo em fase de melhoria de vida da população, já tiveram crises da educação no passado. Os Estados

Unidos detectaram uma crise assim no ensino básico, na década

de 1950, em plena época de ouro de sua economia. Eles saíram

dessa situação e hoje o estudante norte-americano rivaliza com

o europeu. Talvez o Brasil saia dessa crise, talvez não. Pode ser até que entre de cabeça nisso de modo irrecuperável em médio

prazo. Não sabemos. O que sabemos é que essas crises que apon-

tam as deficiências dos estudantes estão circunscritas a tempos

e lugares, e vão e voltam. É importante prestar atenção nelas,

1

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Medium 9788520433133

4. Moralidade e moralismo

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

4

Moralidade e moralismo

Paulo Ghiraldelli Jr.

As religiões elaboraram nossos primeiros códigos morais. Criamos os deuses justamente para que eles nos dissessem como

fazer de modo melhor o que vínhamos fazendo, ou ao menos

ensaiando. Eles foram nossos primeiros educadores, para o bem e para o mal. As histórias dos deuses deveriam nos dar bons

exemplos a serem seguidos, mas também apresentariam situa-

ções embaraçosas, que deveríamos evitar, e personagens ataba-

lhoados, que teríamos de observar bem para rechaçar e condenar.

Essa pedagogia tinha de nos ensinar a viver de forma coleti-

va, em situações públicas, fazendo com que não perdêssemos o nosso ethos, ou seja, nossos costumes e hábitos, principalmente

quando deixamos de ser nômades. Demos valor a isso. Daí nas-

ceu a ética. A pedagogia divina também nos ensinou a reproduzir costumes e hábitos não para o convívio público, na cidade,

65

mas para a vida em nossos lares, em especial quando fizemos de nossas casas um ambiente privado, deslocado do ambiente

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Medium 9788520433133

10. Filosofia do horror e o ensino de filosofia

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

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Filosofia do horror e o ensino de filosofia

Susana de Castro

O termo “filosofia do horror” foi cunhado pelo filósofo Noël

Carroll. Em The philosophy of horror, or paradoxes of the heart (Filosofia do horror ou paradoxos do coração, 1990), Carroll descreve sua atividade na filosofia do horror como atividade semelhante

à de Aristóteles quando descreveu a filosofia do trágico em sua

Poética. Como bem apontado por inúmeros autores, a começar por Peter Szondi (2004), ainda que Aristóteles não estivesse

preocupado com a delimitação geral da condição trágica do ser

humano, como os românticos, foi, no entanto, o primeiro autor de uma filosofia do trágico, se entendermos que foi o primeiro

a sistematizar esse gênero dramático segundo a estrutura de sua

narrativa: peripécia, reconhecimento e catástrofe; e segundo as

emoções que provoca em seus espectadores, a catarse da piedade e do medo/terror. Tal qual a tragédia, o horror possui uma

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2. Infantilização, filisteísmo e indústria cultural

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

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Infantilização, filisteísmo e indústria cultural

Paulo Ghiraldelli Jr.

É fácil ver que os jovens hoje ficam mais tempo jovens, até crian-

ças. Não sob aspectos morais muito específicos, mas intelectual­

mente, tomando isso de modo amplo e geral. Falta-lhes capacidade intelectual para se colocarem no lugar do outro e saírem

de certo egocentrismo. Carecem daquela percepção pós-adoles-

cência que permite a nós todos vermos que o que sabemos não

é mais nem talvez melhor do que o que os mais velhos sabem.

No passado recente, a ampliação de números de anos do que

se entendia por infância ou adolescência tinha uma causa nos

países do Ocidente ou ocidentalizados. Falávamos de certo es-

forço das classes médias de protegerem seus rebentos, até mesmo

mimá-los, dando-lhes condições de se integrarem ao trabalho

só tardiamente. O trabalho, então, seria o fator de “maturidade”.

Essa tese não se sustenta mais. Em vários países emergentes, o

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Medium 9788520433133

8. Interesse e educação

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

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Interesse e educação

Susana de Castro

A pedagogia filosófica de John Dewey

Em suas obras fundamentais sobre educação, John Dewey aponta para a importância de o educador criar um ambiente de

aprendizagem estimulante que seja capaz de provocar o interesse do educando. O seu diagnóstico é claro, a fim de atingir as

camadas mais profundas do entendimento do aluno, e é preciso

engajá-lo na sua educação, torná-lo um sujeito ativo desse pro-

cesso. Ao despertarem o interesse do educando por sua formação, os educadores os estarão formando não só para sua inserção

futura no mercado de trabalho, mas, e principalmente, para a

vida; para serem, por um lado, cidadãos socialmente atuan­tes em

suas comunidades e, por outro, indivíduos senhores de suas von-

tades, capazes de traçar metas de vida enriquecedoras e cumulativas, isto é, relacionadas a experiências anteriores. Os aspectos

101

filosóficos e psicológicos da experiência educacional estão intrinsecamente associados na pedagogia deweyana.

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Artmed (95)
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3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

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O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

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7 Tecendo os sentidos atribuídos por professores do ensino fundamental ao médio profissionalizante sobre a construção de valores na escola

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

Crise de valores ou valores em crise? 153

um processo de transformação dos referidos valores, mas não em sua ausência ou progressivo desaparecimento.

Esse movimento de discussão tem estimulado uma vasta gama de iniciativas, seja na esfera da produção acadêmica, no âmbito das práticas pedagógicas, seja, ainda, no terreno das políticas públicas (Aquino e

Araújo, 2000). Os Temas Transversais, contidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, representam uma mostra de tal vigor temático – mesmo considerando as polêmicas que marcaram sua proposição e as dificuldades, por parte da escola e de seus profissionais, de efetuarem a transversalização desses temas no cotidiano escolar.

Compactuamos com a compreensão desses autores, pois verificamos nas queixas dos indivíduos representantes de diferentes estratos sociais, nas posturas assumidas por eles e no encaminhamento de questões do cotidiano que os valores, normalmente aceitos pela sociedade, demandam processos de reflexão e de ressignificação. Evidenciamos com relação a essa questão um saudosismo dos valores clássicos e universais, bem como das grandes figuras que possuíam autoridade suficiente para liderar e encaminhar as situações-problema da comunidade, como os padres, os pais, os professores, o poder público. É importante ressaltar, ainda, as hierarquias de valores, representativas das comunidades onde estão inseridos os indivíduos, que nem sempre são coincidentes com as de outras pessoas. Ao que parece, houve um enfraquecimento dessa base de princípios, regras que norteiam o comportamento. Analisar essa rede de elementos não é algo fácil, transitamos por um campo de conceitos, de representações, movediço e arenoso. Entretanto, estamos sendo constantemente convidados, enquanto educadores, pesquisadores e, também, pessoas comuns, a refletirmos e construirmos uma relação crítica com esse tema complicado.

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5 Valores evocados nos posicionamentos referente sàs cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

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Valores evocados nos posicionamentos referentes

às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Maria Suzana De Stefano Menin

Alessandra de Morais Shimizu

Divino José Silva

INTRODUÇÃO

Crise de valores ou valores em crise? No decorrer deste texto propomo-nos enfrentar o desafio que é pensar, com base em uma pesquisa, o tema “cotas para alunos negros e alunos de escola pública no ensino superior público brasileiro”, no registro dessa pergunta, a qual La Taille denominou enigmática. Mesmo a denominando enigmática, La Taille já nos adiantou um comentário que retira dela seu caráter de mistério, pois não se trata de um enigma como aquele proposto pela Esfinge a Édipo, “decifra-me ou te devoro!”, mas de refletirmos a respeito de valores presentes em nossas práticas e discursos contemporâneos, que não sabemos, ainda, de que polo da pergunta acima enfrentá-los. Enfim, a discussão que hoje presenciamos no Brasil a respeito das cotas no ensino superior, trata-se de crise de valores ou de valores em crise? Como esclarece La

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1 Valores em crise: o que nos causa indignação?

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

16 La Taille, Menin & cols.

Antes dessa apresentação, todavia, é preciso que nos questionemos: por que a indignação? A resposta a essa pergunta remete-nos a pensar na complexidade dos estudos sobre moral e ética e suas fontes. Em outras palavas, para entender o papel desse sentimento – indignação – na formação de um valor moral, será preciso, primeiro, supor que este participa efetivamente dessa construção. Essa mesma discussão nos ajudará, mais tarde, a pensar na tarefa da escola ao tratar da formação moral e ética de seus alunos.

A COMPLEXIDADE DOS ESTUDOS SOBRE MORAL E ÉTICA

Na história da filosofia clássica, por muito tempo a moral foi compreendida enquanto um conjunto de normas a serem seguidas. O bem e o mal, nessa concepção, são pensados exatamente como normas que vêm de fora, da religião, por exemplo. E se nos perguntarmos o que, ainda segundo essas premissas, define ou classifica tais condutas como boas ou ruins, poderemos ter como resposta: a razão.

Mas a mesma história aponta-nos o contrário: Shaftesbury (Taylor,

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