Grupo Gen (199)
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22 - Auditoria de imagem na mídia

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Auditoria de imagem na mídia

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Auditoria de imagem na mídia

Wilson da Costa Bueno

... Alguém viu Nasrudin procurando alguma coisa no chão. �O que é que você perdeu, Mullá�?, perguntoulhe. �Minha chave�, respondeu o Mullá.

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A imagem corporativa

A Comunicação Empresarial brasileira experimentou, na última década, um grande desenvolvimento, caminhando em direção a novos patamares de excelência. Esta realidade se deve a inúmeros fatores, dentre os quais o reconhecimento da importância da comunicação para as organizações e a qualificação dos profissionais da área. É necessário, também, destacar a contribuição da Academia e do mercado no sentido de propor e construir novas metodologias para a avaliação da eficácia das ações e estratégias de comunicação empreendidas pelas organizações modernas.

Neste cenário remodelado, os chamados ativos intangíveis passaram a ocupar o primeiro plano, agora entendidos como atributos importantes para mensurar o valor de uma empresa, distintos dos tradicionais vinculados a fatores eminentemente físicos (número de funcionários, prédios, equipamentos etc.).

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15 - Auditoria da comunicação organizacional

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Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação

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Auditoria da comunicação organizacional

Margarida Maria Krohling Kunsch

... Alguém viu Nasrudin procurando alguma coisa no chão. �O que é que você perdeu, Mullá�?, perguntoulhe. �Minha chave�, respondeu o Mullá.

O propósito fundamental deste capítulo é descrever como se processa a aplicação de uma auditoria de comunicação organizacional. Antes, porém, é preciso destacar que este instrumento de estudo e análise para a construção de diagnósticos do sistema de comunicação nas organizações faz parte de um conjunto maior de pesquisas e auditorias aplicado ao campo das relações públicas e constitui uma das primeiras etapas do processo de planejamento desta área, conforme já destacamos em obra de nossa autoria (KUNSCH, 2003, p. 277-314). A auditoria da comunicação organizacional, portanto, não acontece fora de um contexto mais amplo e está sempre vinculada a organizações.

Quando se fala em auditoria, a primeira coisa que vem à mente é aquela percepção de que se trata de algo que tem a ver com levantamentos para detectar desvios, disfunções e problemas de determinado setor no âmbito organizacional.

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10 - Pesquisa de opinião

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Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação

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Pesquisa de opinião

Ana Lucia Romero Novelli

�Conhecimento e poder são um.� F. BACON

(Aforisma iii)

(GRANGER, 1967, p. 21)

A

pesquisa de opinião tem se mostrado instrumento tão valioso para a sociedade contemporânea, que, muitas vezes, deixa de ser compreendida como técnica de medição da opinião pública para tornar-se a própria expressão desta.

Sua aplicação extrapolou os limites do campo político, no qual despontou com maior intensidade, e, hoje, tornou-se reconhecido método de investigação científica para a maioria dos campos de conhecimento, inclusive para a Comunicação Social.

Como método quantitativo, a pesquisa de opinião ou survey, como também é conhecida, possibilita a coleta de vasta quantidade de dados originados de grande número de entrevistados. Dentre seus aspectos positivos, podem-se destacar a possibilidade de que a investigação do problema ocorra em ambientes reais, sem a necessidade de se lançar mão de recursos de laboratório; a viabilidade de realização de análises estatísticas de variáveis como dados sociodemográficos, de atitude, dentre outras; a quase inexistência de barreiras geográficas para a realização das entrevistas e o baixo custo de aplicação ao se considerar a quantidade de informações recolhidas.

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8 - Observação participante e pesquisa-ação

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Observação participante e pesquisa-ação

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Observação participante e pesquisa-ação

Cicilia Maria Krohling Peruzzo

�Conhecimento e poder são um.� F. BACON

(Aforisma iii)

(GRANGER, 1967, p. 21)

A

pesquisa participante causou impacto nos estudos de comunicação social nos anos de 1980 e no início da década de 1990, para em seguida passar a ser menos prestigiada no universo da pesquisa acadêmica na área da Comunicação no Brasil. A crise dos paradigmas marxistas certamente contribuiu para tal ocorrência. Passados alguns anos, há indícios de que se reacende o interesse por esta metodologia de pesquisa.

A metodologia da pesquisa participante não tem sido amplamente apresentada e discutida nos manuais e em outras obras que se ocupam de métodos e técnicas de pesquisa no Brasil, o que dificulta o conhecimento sobre suas potencialidades, métodos e limitações. Quando o tema é tratado teoricamente, não é raro que o seja feito com vieses de cunho preconceituoso. Há ainda uma dificuldade no que se refere a discrepâncias conceituais e no uso nas expressões observação participante, pesquisa participante e pesquisa-ação, o que procuraremos elucidar.

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4 - Entrevista em profundidade

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Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação

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Entrevista em profundidade

Jorge Duarte

�Conhecimento e poder são um.� F. BACON

(Aforisma iii)

(GRANGER, 1967, p. 21)

�E

ntrevista é uma das mais comuns e poderosas maneiras que utilizamos para tentar compreender nossa condição humana�, dizem Fontana &

Frey (1994, p. 361). Ela tornou-se técnica clássica de obtenção de informações nas ciências sociais, com larga adoção em áreas como sociologia, comunicação, antropologia, administração, educação e psicologia. Embora antes utilizada em jornalismo, etnografia, psicologia e pesquisas de mercado e de opinião, seu surgimento como tema metodológico pode ser identificado na década de 1930 no

âmbito das publicações de assistência social americana, recebendo grande contribuição na década de 1940 nos estudos de Carl Rogers sobre psicoterapia orientada para o paciente (SCHEUCH, 1973, p. 171-172). A partir da Segunda

Guerra Mundial, as entrevistas passam a possuir orientações metodológicas próprias.

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Grupo A (5)
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Capítulo 3 - Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

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Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

JOSÉ A. CASTORINA E RICARDO J. BAQUERO

>> Identificar as semelhanças e as diferenças entre a concepção dialética de Piaget e a de Vygotsky.

>> As ideias e os enfoques metodológicos de Piaget e Vygotsky.

>> A dialética na explicação genética de Piaget e na explicação psicológica de Vygotsky.

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psicologia da educação

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem por objetivo reexaminar as principais ideias de Piaget e Vygostky sobre a dialética, estabelecendo uma comparação crítica entre as concepções e identificando semelhanças e diferenças. Antes, contudo, vale a pena retomar dois aspectos importantes.

Em primeiro lugar, Piaget tematizou explicitamente – em particular na última parte de sua obra – o significado da categoria para a discussão epistemológica e realizou pesquisas empíricas especialmente dedicadas a reconstruir a dialética do conhecimento.

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Capítulo 4 - Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem

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Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem*

JOHN HERON

>> Conhecer uma teoria contemporânea sobre a aprendizagem, percebendo uma interação dinâmica entre vida e mente.

>> Os ciclos básico e reverso de aprendizagem do ego e de aprendizagem da pessoa.

* N. de E.: Capítulo originalmente publicado no livro ILLERIS, K. et al. Teorias contemporâneas da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2012. 280p.

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INTRODUÇÃO

Neste capítulo, apresento minha abordagem aos processos de vida e aprendizagem, derivada de minha teoria da pessoa (HERON, 1992). Ela leva a uma série de modelos e mapas – conjecturas estruturais – que o leitor é convidado a conhecer, como um conjunto de lentes para olhar diferentes aspectos da vida e da aprendizagem.

Como essas lentes proporcionam uma visão seletiva, por mais que possam esclarecer, elas também limitam. Elas não representam a realidade; não oferecem mais do que maneiras possíveis de interpretar nossa experiência. Elas se concentram em apenas um tipo de história, entre muitas outras concebíveis, sobre como vivemos e aprendemos. Contudo, creio que seja uma história proveitosa.

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Capítulo 2 - A teoria bioecológica do desenvolvimento humano

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A teoria bioecológica do desenvolvimento humano1

URIE BRONFENBRENNER

>> Analisar as perspectivas atuais e futuras da teoria bioecológica do desenvolvimento humano.

>> As proposições de trabalho e pesquisa derivadas do modelo bioecológico.

1 BRONFENBRENNER, U. The bioecological theory of human development. In: SMELSER, N. J.; BALTES, P.

B. (Ed.). International encyclopedia of the social and behavioral sciences (Vol. 10, pp. 6963–6970). New

York: Elsevier, 2001. Reimpresso com a permissão da editora Elsevier Science Ltd.

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psicologia da educação

INTRODUÇÃO

O modelo bioecológico, juntamente com seus respectivos delineamentos de pesquisa, é uma evolução do sistema teórico para o estudo científico do desenvolvimento humano ao longo do tempo. Dentro da Teoria Bioecológica, o desenvolvimento

é definido como o fenômeno de continuidade e de mudança das características biopsicológicas dos seres humanos como indivíduos e grupos. Esse fenômeno se estende ao longo do ciclo de vida humano por meio das sucessivas gerações e ao longo do tempo histórico, tanto passado quanto presente.

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Capítulo 5 - A inteligência como um espectro de competências

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A inteligência como um espectro de competências

KATIA SMOLE

>> Debater as teorias que levaram ao conceito atual de inteligências múltiplas.

>> Definir o conceito de inteligências múltiplas criado por Gardner e seus espectros de competência.

>> As diversas teorias relacionadas à inteligência até o conceito atual criado por Gardner.

>> Os espectros de competências e a complementação do espectro pictórico ao musical.

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A VISÃO PSICOMÉTRICA DA INTELIGÊNCIA

Existem diferentes concepções e tentativas de definir e caracterizar a inteligência. No entanto, a concepção hegemônica ainda está atrelada a um ponto de vista psicométrico ou ao enfoque de testes de inteligência que, como o nome indica, foram elaborados e construídos em torno do intento de medir o rendimento intelectual da maneira mais exata e confiável possível.

Pensar numa forma de classificar as pessoas a partir de suas capacidades intelectuais é uma ideia antiga. Segundo Gould (1991), a tese de que o valor dos indivíduos e dos grupos sociais pode ser determinado por meio da medida da inteligência como quantidade isolada apoia-se em dados provindos inicialmente da craniometria − ou medida do crânio −, cujas bases remontam ao século XII.

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Capítulo 1 - Educação e aprendizagem no século XXI

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Educação e aprendizagem no século XXI

Novas ferramentas, novos cenários, novas finalidades

CÉSAR COLL E CARLES MONEREO

>> Discutir o impacto das tecnologias da informação e da comunicação

(TICs) e das novas ferramentas tecnológicas na aprendizagem.

>> O surgimento e o desenvolvimento das TICs, e as consequentes mudanças no cenário social.

>> A transformação na forma de pensar a educação a partir das possibilidades oferecidas pelas TICs.

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psicologia da educação

TECNOLOGIA, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: UMA

ENCRUZILHADA DE INFLUÊNCIAS

AS FORÇAS DA MUDANÇA

Tentar entender e valorizar o impacto educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) considerando apenas sua influência sobre as variáveis psicológicas do aprendiz que opera com um computador e que se relaciona, por seu intermédio, com os conteúdos e tarefas de aprendizagem, com seus colegas ou com seu professor seria, do nosso ponto de vista, uma abordagem tendenciosa e míope da questão. O impacto das TICs na educação é, na verdade, um aspecto particular de um fenômeno muito mais amplo, relacionado com o papel dessas tecnologias na sociedade atual.

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Grupo A (1948)
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Capítulo 4. O jogo no currículo da educação infantil

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Aprendizagem através do jogo

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O jogo no currículo da educação infantil

VIRGINIA VICIANA GARÓFANO

JOSÉ LUIS CONDE CAVEDA

INTRODUÇÃO

Para determinar a importância do jogo no currículo da educação fundamental, é necessário realizar uma análise preliminar partindo de duas perspectivas: por um lado, começaremos justificando a importância da motricidade na etapa de educação fundamental a partir de sua fundamentação psicopedagógica e dos argumentos que expõem autores de prestígio tanto no terreno da psicologia como no da pedagogia (argumentos que giram em torno da necessidade de uma educação baseada no tratamento corporal para essa etapa educativa), que vamos abordar a partir de um conceito metodológico lúdico, no qual a educação física será vista tanto como uma finalidade em si mesma, destinada ao desenvolvimento das habilidades expressivas e motrizes da criança, como um meio para trabalhar os demais conteúdos curriculares dessa etapa.

Nessa mesma ordem, justificaremos a importância do tratamento corporal em tal etapa educativa, conforme o currículo de educação infantil tratado no Decreto Real 1.330/1991, de 6 de setembro no B.º E., 7 de setembro de

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Capítulo 13. Atingindo a comunidade

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ATINGINDO A COMUNIDADE

PROMOVENDO COMUNIDADES

QUE APRENDEM

O superintendente Roland Chevalier, de St. Martin

Parish, no estado de Louisiana, conta a história de um diretor de uma pré-escola que, ao chegar na escola um dia pela manhã, encontrou um garoto de 6 anos sentado na escada, esperando o prédio abrir. Quando o diretor perguntou: “Há quanto tempo você está aí?”, o garoto respondeu que não sabia, pois ainda não sabia ver as horas. Ele estava apenas na pré-escola. Sua mãe era uma mãe solteira que começava a trabalhar às 5 horas da manhã em uma fábrica, e deixava o alarme para a hora dele ir para a escola. Naquela manhã, antes do alarme disparar, acordou sem saber a hora, vestiu-se e foi para a escola e estava esperando que alguém aparecesse.

Até onde vai a responsabilidade da escola por essa criança? Será que a escola fez o suficiente quando ensinou o garoto a ver as horas? Será que deve dizer para a mãe conseguir uma rede de apoio de pessoas que possam ajudar o garoto a despertar e ir para a escola? Será que a escola deveria ter creche cedo da manhã para todos os pais que trabalham? Será que deve se envolver em lidar com as razões pelas quais uma mãe solteira precisa trabalhar em um emprego que comece às 5 horas? Ou será que a responsabilidade da escola se concentra mais adiante, no futuro do garoto, em oposição a suas necessidades imediatas?

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Capítulo 14. Identidade

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ESCOLAS QUE APRENDEM

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IDENTIDADE

APROPRIANDO-SE DAS

CONEXÕES NA COMUNIDADE

Tim Lucas, Janis Dutton,

Nelda Cambron-McCabe, Bryan Smith

Você está prestes a inovar – experimentar algo novo para os alunos de sua escola ou organização. Está pensando grande e sabe que não pode fazer tudo sozinho. Quem você deve envolver? Ou – para simplesmente desenvolver sua capacidade de forjar novos

Propósito: relacionamentos ao longo do

Para líderes escolares (ou outempo, sem saber antecipadatros líderes comunitários) adquirirem uma melhor compremente aonde isso irá levar – ensão da comunidade ao seu quem você deve envolver em redor e dos recursos disponíveis na comunidade para as uma discussão contínua? Este crianças. exercício pode abrir você a uma

Participantes: possibilidade que talvez nunca

Um grupo preparado para fazer tenha considerado. conexões, que pode incluir educadores, pais, agentes do governo, comerciantes, o clero, grupos sem fins lucrativos e prestadores de serviços.

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Capítulo 2. As cinco disciplinas para iniciantes: Uma introdução

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AS CINCO DISCIPLINAS PARA

INICIANTES: UMA INTRODUÇÃO

DP

DOMÍNIO PESSOAL

Cultivando as aspirações individuais e a consciência da realidade

Quando as pessoas que trabalham com educação começam a aprender sobre as cinco disciplinas, muitas vezes são atraídas para o domínio pessoal. Consideram seu potencial na sala de aula, na escola e na comunidade. Sabem que a aprendizagem não ocorre de forma duradoura, a menos que seja motivada pelo próprio interesse e pela curiosidade do aprendiz – o que significa que os aprendizes precisam ter claro aonde querem ir e avaliar onde estão.

Aqueles que lidam com crianças estão sempre envolvidos com a disciplina do domínio pessoal, mesmo que não saibam disso. Eles se tornam, no decorrer de cada dia, instrutores de domínio pessoal para muitos estudantes. Essa instrução começa com a forma como você olha as crianças. Você está aberto ao potencial delas? Você vê como podem alcançar suas aspirações, independentemente de seus limites, seu histórico familiar ou dos obstáculos perante

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Capítulo 8. Entrando na escola

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ENTRANDO NA ESCOLA

CRIANDO ESCOLAS

QUE APRENDEM

Joan leciona para a 1a série do ensino médio há 25 anos. É conhecida em sua pequena região escolar como uma educadora dedicada e eficaz. Um dia, um vizinho a questionou sobre a escola. “Não acho que os professores do ensino médio sejam muito motivados”, disse o vizinho.

“Já tentei me reunir com eles para encontrar maneiras de ajudar minhas filhas a se entusiasmarem mais com a escola, mas as reuniões parecem não levar a nenhum lugar. Alguns deles agem como se estivessem em tocas, com medo de sair, outros parecem pensar que os problemas de nossas filhas são nossa culpa e que eles não têm responsabilidade de nos ajudar a consertá-los. E eu não sei o que fazer.”

Alguns anos antes, os próprios filhos de Joan haviam tido problemas semelhantes no ensino médio. “Não acho que sejam os professores”, ela disse, e falou para seu vizinho sobre um projeto que havia iniciado há alguns anos com dois outros professores para redesenhar o currículo de matemática. Simplesmente por contar a história, Joan revive parte da animação que sentia. Seus olhos se iluminam, suas mãos tocam um dueto vívido no ar enquanto ela fala. Conta ao vizinho que o diretor havia apoiado bastante, e contribuído com algumas ideias próprias. Então, ele disse que precisavam de permissão do superintendente.

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Editora Manole (79)
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1. Os impasses do Humanismo e a “crise da educação”

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Os impasses do Humanismo e a “crise da educação”

Paulo Ghiraldelli Jr.

O que é que está mesmo em crise?

Dos estudantes do ensino superior brasileiro, 38% não sabem

ler e escrever de modo satisfatório. Esse dado, de julho de 2012,

é alarmante e caracteriza uma crise da educação brasileira. Ou-

tros países populosos, mesmo em fase de melhoria de vida da população, já tiveram crises da educação no passado. Os Estados

Unidos detectaram uma crise assim no ensino básico, na década

de 1950, em plena época de ouro de sua economia. Eles saíram

dessa situação e hoje o estudante norte-americano rivaliza com

o europeu. Talvez o Brasil saia dessa crise, talvez não. Pode ser até que entre de cabeça nisso de modo irrecuperável em médio

prazo. Não sabemos. O que sabemos é que essas crises que apon-

tam as deficiências dos estudantes estão circunscritas a tempos

e lugares, e vão e voltam. É importante prestar atenção nelas,

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4. Moralidade e moralismo

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Moralidade e moralismo

Paulo Ghiraldelli Jr.

As religiões elaboraram nossos primeiros códigos morais. Criamos os deuses justamente para que eles nos dissessem como

fazer de modo melhor o que vínhamos fazendo, ou ao menos

ensaiando. Eles foram nossos primeiros educadores, para o bem e para o mal. As histórias dos deuses deveriam nos dar bons

exemplos a serem seguidos, mas também apresentariam situa-

ções embaraçosas, que deveríamos evitar, e personagens ataba-

lhoados, que teríamos de observar bem para rechaçar e condenar.

Essa pedagogia tinha de nos ensinar a viver de forma coleti-

va, em situações públicas, fazendo com que não perdêssemos o nosso ethos, ou seja, nossos costumes e hábitos, principalmente

quando deixamos de ser nômades. Demos valor a isso. Daí nas-

ceu a ética. A pedagogia divina também nos ensinou a reproduzir costumes e hábitos não para o convívio público, na cidade,

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mas para a vida em nossos lares, em especial quando fizemos de nossas casas um ambiente privado, deslocado do ambiente

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10. Filosofia do horror e o ensino de filosofia

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Filosofia do horror e o ensino de filosofia

Susana de Castro

O termo “filosofia do horror” foi cunhado pelo filósofo Noël

Carroll. Em The philosophy of horror, or paradoxes of the heart (Filosofia do horror ou paradoxos do coração, 1990), Carroll descreve sua atividade na filosofia do horror como atividade semelhante

à de Aristóteles quando descreveu a filosofia do trágico em sua

Poética. Como bem apontado por inúmeros autores, a começar por Peter Szondi (2004), ainda que Aristóteles não estivesse

preocupado com a delimitação geral da condição trágica do ser

humano, como os românticos, foi, no entanto, o primeiro autor de uma filosofia do trágico, se entendermos que foi o primeiro

a sistematizar esse gênero dramático segundo a estrutura de sua

narrativa: peripécia, reconhecimento e catástrofe; e segundo as

emoções que provoca em seus espectadores, a catarse da piedade e do medo/terror. Tal qual a tragédia, o horror possui uma

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2. Infantilização, filisteísmo e indústria cultural

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Infantilização, filisteísmo e indústria cultural

Paulo Ghiraldelli Jr.

É fácil ver que os jovens hoje ficam mais tempo jovens, até crian-

ças. Não sob aspectos morais muito específicos, mas intelectual­

mente, tomando isso de modo amplo e geral. Falta-lhes capacidade intelectual para se colocarem no lugar do outro e saírem

de certo egocentrismo. Carecem daquela percepção pós-adoles-

cência que permite a nós todos vermos que o que sabemos não

é mais nem talvez melhor do que o que os mais velhos sabem.

No passado recente, a ampliação de números de anos do que

se entendia por infância ou adolescência tinha uma causa nos

países do Ocidente ou ocidentalizados. Falávamos de certo es-

forço das classes médias de protegerem seus rebentos, até mesmo

mimá-los, dando-lhes condições de se integrarem ao trabalho

só tardiamente. O trabalho, então, seria o fator de “maturidade”.

Essa tese não se sustenta mais. Em vários países emergentes, o

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8. Interesse e educação

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Interesse e educação

Susana de Castro

A pedagogia filosófica de John Dewey

Em suas obras fundamentais sobre educação, John Dewey aponta para a importância de o educador criar um ambiente de

aprendizagem estimulante que seja capaz de provocar o interesse do educando. O seu diagnóstico é claro, a fim de atingir as

camadas mais profundas do entendimento do aluno, e é preciso

engajá-lo na sua educação, torná-lo um sujeito ativo desse pro-

cesso. Ao despertarem o interesse do educando por sua formação, os educadores os estarão formando não só para sua inserção

futura no mercado de trabalho, mas, e principalmente, para a

vida; para serem, por um lado, cidadãos socialmente atuan­tes em

suas comunidades e, por outro, indivíduos senhores de suas von-

tades, capazes de traçar metas de vida enriquecedoras e cumulativas, isto é, relacionadas a experiências anteriores. Os aspectos

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filosóficos e psicológicos da experiência educacional estão intrinsecamente associados na pedagogia deweyana.

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Artmed (60)
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Apêndice A

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Apêndice A

Exercícios de práticas cooperativas

TORNANDO OS ALUNOS SENSÍVEIS ÀS

NECESSIDADES DOS OUTROS EM UM GRUPO

CÍRCULOS PARTIDOS

As instruções aos participantes e a discussão sugerida a seguir foram feitas pelos criadores de “Círculos Partidos”, Nancy e Ted Graves (1985). Os “Círculos Partidos” se baseiam no jogo “Quadrados Partidos”, criado pelo Dr. Alex Bavelas (1973).

A turma é dividida em grupos de três a seis pessoas. Cada pessoa recebe um envelope com diferentes peças do círculo. O objetivo é que cada uma complete um círculo. Para que esse objetivo seja alcançado, algumas peças devem ser trocadas.

Não é permitido que os membros do grupo conversem ou peguem as peças do envelope de outra pessoa. É permitido apenas que eles doem suas peças (uma de cada vez).

Instruções para os participantes

Cada um de vocês receberá um envelope contendo duas ou três peças de um quebra-cabeça, mas não abram o envelope até que eu lhes autorize. O objetivo do exercício

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Capítulo 7. Trabalho em grupo e desenvolvimento da linguagem

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Trabalho em grupo e desenvolvimento da linguagem

Rachel A. Lotan

Neste capítulo, a ênfase na linguagem serve para lembrar que o desenvolvimento da proficiência oral e escrita dos alunos nas línguas é parte da manutenção das interações igualitárias. A introdução de novos padrões e de novas avaliações com exigências desafiadoras tornam o envolvimento em um discurso significativo e a produção de um trabalho escrito de alta qualidade atividades necessárias para a aprendizagem. Adotar esse procedimento é imperativo para alunos que ainda se encontram no processo de aprendizagem da língua em que as aulas são ministradas.

O que seus alunos saberão e serão capazes de fazer utilizando as línguas de ensino como resultado do seu trabalho em grupos? O que os alunos precisam saber e ser capazes de fazer do ponto de vista acadêmico e linguístico para realizar a tarefa em grupo e participarem ativamente de grupos pequenos e com toda a turma?

Como os alunos demonstrarão o que aprenderam e o que realizaram? Como você irá desenvolver suas capacidades e habilidades de escutar, falar, ler e escrever? Como apresentado no Capítulo 5, essas perguntas orientam o planejamento, a implantação e a avaliação do trabalho em grupo em sua sala de aula.

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Capítulo 1. Trabalho em grupo como estratégia pedagógica

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Trabalho em grupo como estratégia pedagógica

“As crianças aprendem falando e trabalhando juntas? Gostaria que alguém tivesse me mostrado como de fato eu poderia implementar isso na minha sala de aula” foi o comentário de uma professora do 3º ano que tentava trabalhar com as crianças em estações, mas sem conseguir bons resultados. Você já notou que aprende mais sobre conceitos e ideias quando fala com alguém sobre eles, explica ou discute com outras pessoas, mais do que quando ouve uma palestra ou lê um livro? Apesar de muitos de nós, adultos, entendermos isso, é frequente encontrarmos salas de aula que não reservam tempo suficiente para que os alunos conversem e trabalhem juntos. Este

é um livro para professores que querem saber como esse princípio da aprendizagem funciona com os alunos de todas as idades. Se um professor quer construir uma aprendizagem ativa, então o trabalho em grupo, planejado intencionalmente, é uma ferramenta poderosa, que oferece oportunidades simultâneas para todos.

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Capítulo 6. Treinamento para região inferior do corpo

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CAPÍTULO

6

Treinamento para a região inferior do corpo

As minhas perspectivas sobre o treinamento para membros inferiores mudaram drasticamente desde a publicação da primeira edição deste livro. Durante a última década, passamos de um programa bem convencional orientado ao agachamento livre (back squat) para um programa orientado ao agachamento pela frente (front squat) e, por fim, a um programa centrado, principalmente, em torno de levantamento terra unilateral e variações de agachamento unilateral. Em determinadas situações, primeiro usamos agachamentos bilaterais e levantamentos terra bilaterais, mas a ênfase passou para exercícios mais unilaterais quando se trata de desenvolver a força nos membros inferiores.

A razão primária para essa evolução na estratégia de treinamento da região inferior do corpo é nosso desejo de atingir, com mais objetividade, estas três metas:

■ Ausência de lesões no treinamento. Quase todas as dores nas costas de nossos atletas

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Capítulo 4. Montagem de um programa

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CAPÍTULO

4

Montagem de um programa

Com frequência, converso com treinadores sobre programas de desempenho no esporte. Em geral, a conversa inicia com algo do tipo “Eu uso um pouco do teu método, eu pouco do método de Mark Verstegen e uma combinação de...”. Isso quase sempre soa como um elogio, mas sai de um modo diferente.

Quando se trata de desenvolver novos programas de desempenho ou adotar a totalidade ou partes de programas coexistentes, uma analogia da área da culinária se aplica.

Algumas pessoas conseguem realmente cozinhar; outras precisam de livros e receitas.

Algumas pessoas escrevem livros de receita; outras os leem. Mesmo no mundo dos restaurantes, existem cozinheiros e existem chefes de cozinha. Cozinheiros seguem receitas, chefes as criam.

Então, você é um cozinheiro ou um chefe de cozinha? Se você está montando seu primeiro programa para si mesmo ou para uma equipe, você é um cozinheiro. Ache uma boa receita que satisfaça suas necessidades e siga-a com exatidão. Além disso, na culinária, todo ingrediente em uma receita tem um propósito. A maioria das comidas assadas requer farinha, por exemplo. Você não assaria um bolo e deixaria a farinha de fora, deixaria?

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