Artmed (60)
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Medium 9788536321714

Capítulo 2 - A atuação eficiente das competências em um determinado contexto

Antoni Zabala; Laia Arnau Artmed PDF Criptografado

Como aprender e ensinar competências 27

A atuação eficiente das competências em um determinado contexto

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A competência, no âmbito da educação escolar, identificará o que qualquer pessoa necessita para responder aos problemas que enfrentará ao longo de sua vida. Sendo assim, a competência consistirá na intervenção eficaz nos diferentes âmbitos da vida, mediante ações nas quais são mobilizados, ao mesmo tempo e de maneira inter-relacionada, componentes atitudinais, procedimentais e conceituais.

Em busca de uma definição de competência

No capítulo anterior vimos que a utilização do termo “competência” apresenta-se como alternativa a modelos formativos que, tanto no mundo do trabalho quanto no da escola, são insuficientes para responder às necessidades laborais e aos problemas que a vida apresenta.

Dessa forma, o conceito de competência surge de posições basicamente funcionais, ou seja, com relação ao papel que devem cumprir para que as ações humanas sejam o mais eficiente possível. No entanto, ao mesmo tempo tenta-se definir suas características e sua estrutura, ou seja, seus componentes, e de que forma estes se relacionam, e isso ocorre de tal modo que atualmente existem diversas maneiras de descrever o que se deve entender por competência. Dessa forma, podemos propor diferentes questionamentos com diferentes respostas, nem sempre coincidentes, desde as mais gerais: para que devem servir as competências?, quais são seus campos de intervenção?, em quais situações devem ser aplicadas?; às mais específicas: são capacidades ou talvez habilidades?, e caso seja alguma dessas possibilidades, outros componentes intervêm, qual é a diferença entre competência e atuação competente?

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Medium 9788584291106

Introdução

Ronice Müller de Quadros Artmed PDF Criptografado

Introdução

Língua de herança é uma língua usada pelas comunidades locais (étnicas ou de imigrantes) em uma comunidade na qual outra língua é utilizada de forma mais abrangente. Língua de herança é, normalmente, a língua da família, em um contexto no qual outra língua é falada nos demais espaços sociais, tais como a escola e a mídia. “Herança” significa transmissão de bens culturais e materiais de uma geração para a outra. Nesse sentido, os falantes de herança herdam um patrimônio cultural que inclui uma língua em seu berço familiar. No entanto, o termo é usado aqui para se referir especificamente àqueles que nascem em uma família e herdam uma língua que carrega uma bagagem cultural diferente da que está disposta no local onde vivem. São aqueles que têm contato com a língua de herança antes ou paralelamente com a língua usada na comunidade. Dessa forma, esse falante tem a oportunidade de compartilhar duas experiências culturais e linguísticas diferentes. O falante de herança cresce com uma língua de herança e com a língua usada em sua comunidade mais geral, portanto, é supostamente um bilíngue com duas (ou mais) línguas nativas. No entanto, apesar de estarem expostos à língua de herança de forma intensa no período da infância, esses falantes podem não ter a fluência de seus pais. Nesse caso, os falantes de herança podem ser bilíngues com mais ou menos fluência em uma e outra língua (desbalanceados). Fishman (2001) os identifica como aqueles que contam com uma herança cultural, em vez de uma herança linguística.

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Medium 9788536321714

Capítulo 5 - As competências escolares devem abarcar o âmbito social, interpessoal, pessoal e profissional

Antoni Zabala; Laia Arnau Artmed PDF Criptografado

As competências escolares devem abarcar o âmbito social, interpessoal, pessoal e profissional

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As competências escolares devem abarcar o âmbito social, interpessoal, pessoal e profissional

Educar para a vida, mas com quais competências?

A revisão anterior das declarações institucionais permite comprovar que existe um acordo generalizado sobre a educação contribuir para o pleno desenvolvimento da personalidade em todos os âmbitos da vida. Vimos, também, que a definição das finalidades da educação compromete os poderes públicos, no que tange a agir com vistas a reestruturar um sistema educacional que garanta a obtenção dessas finalidades e que inclua um sistema escolar que assuma, em boa medida, a responsabilidade em seu desenvolvimento.

Dessa forma, sabemos que os fins da escola, do sistema escolar, devem estar dirigidos ao desenvolvimento de todas as competências necessárias ao ser humano para responder aos problemas que a vida apresenta, mas com uma delimitação de responsabilidades em função dos meios disponíveis e de suas possibilidades reais.

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Medium 9788584290680

Capítulo 5 - Professores reflexivos, crianças reflexivas

Anitra Vickery Artmed PDF Criptografado

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Professores reflexivos, crianças reflexivas

Anitra Vickery

Sê a mudança que queres ver no mundo.

Mahatma Gandhi

Panorama do capítulo

Este capítulo examina a maneira pela qual os professores podem desenvolver uma prática reflexiva, pessoalmente motivadora e valorizadora, que, por sua vez, influencie positivamente a qualidade da experiência educacional que eles são capazes de fornecer às crianças. Apresenta informações sobre estruturas reflexivas estabelecidas e sugere maneiras de os professores se tornarem mais reflexivos. Explora caminhos para ajudar as crianças a se tornarem reflexivas para que consigam se tornar mais ativas em relação ao desenvolvimento de sua aprendizagem. Atividades abrem um leque de oportunidades para reflexão sobre pedagogia e também sobre a aprendizagem e o envolvimento das crianças. Estudos de caso citam como alunos do PGCE1 usaram o processo reflexivo para desvendar preocupações e dilemas e também para demonstrar como o processo pode mudar e se desenvolver durante o primeiro ano da docência.

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Medium 9788584290680

Capítulo 4 - Desenvolvendo as habilidades de questionamento de professores e alunos

Anitra Vickery Artmed PDF Criptografado

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Desenvolvendo as habilidades de questionamento de professores e alunos

Anitra Vickery

À arte de propor uma pergunta deve ser atribuído maior valor do que à de respondê-la.

George Cantor

Panorama do capítulo

Este capítulo explora o papel do questionamento no desenvolvimento da aprendizagem ativa. Ao longo do capítulo, consideramos o desenvolvimento da arte do questionamento tanto para professores quanto para alunos, por meio da discussão dos fatores que, de acordo com as pesquisas e as opiniões publicadas, influenciam a eficácia do questionamento. Os fatores analisados incluem tipos de perguntas, desenvolver as crianças como questionadores, assuntos afetivos e habilidades e estratégias dos professores. O leitor é incentivado a experimentar e refletir sobre as diferentes abordagens e técnicas. Um breve estudo de caso descreve a abordagem que uma escola está adotando para desenvolver seu uso de questionamento eficaz. O capítulo termina com o resumo, as sugestões para leituras complementares e as referências.

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Editora Manole (79)
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Medium 9788520433133

1. Os impasses do Humanismo e a “crise da educação”

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

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Os impasses do Humanismo e a “crise da educação”

Paulo Ghiraldelli Jr.

O que é que está mesmo em crise?

Dos estudantes do ensino superior brasileiro, 38% não sabem

ler e escrever de modo satisfatório. Esse dado, de julho de 2012,

é alarmante e caracteriza uma crise da educação brasileira. Ou-

tros países populosos, mesmo em fase de melhoria de vida da população, já tiveram crises da educação no passado. Os Estados

Unidos detectaram uma crise assim no ensino básico, na década

de 1950, em plena época de ouro de sua economia. Eles saíram

dessa situação e hoje o estudante norte-americano rivaliza com

o europeu. Talvez o Brasil saia dessa crise, talvez não. Pode ser até que entre de cabeça nisso de modo irrecuperável em médio

prazo. Não sabemos. O que sabemos é que essas crises que apon-

tam as deficiências dos estudantes estão circunscritas a tempos

e lugares, e vão e voltam. É importante prestar atenção nelas,

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Medium 9788520433133

4. Moralidade e moralismo

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

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Moralidade e moralismo

Paulo Ghiraldelli Jr.

As religiões elaboraram nossos primeiros códigos morais. Criamos os deuses justamente para que eles nos dissessem como

fazer de modo melhor o que vínhamos fazendo, ou ao menos

ensaiando. Eles foram nossos primeiros educadores, para o bem e para o mal. As histórias dos deuses deveriam nos dar bons

exemplos a serem seguidos, mas também apresentariam situa-

ções embaraçosas, que deveríamos evitar, e personagens ataba-

lhoados, que teríamos de observar bem para rechaçar e condenar.

Essa pedagogia tinha de nos ensinar a viver de forma coleti-

va, em situações públicas, fazendo com que não perdêssemos o nosso ethos, ou seja, nossos costumes e hábitos, principalmente

quando deixamos de ser nômades. Demos valor a isso. Daí nas-

ceu a ética. A pedagogia divina também nos ensinou a reproduzir costumes e hábitos não para o convívio público, na cidade,

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mas para a vida em nossos lares, em especial quando fizemos de nossas casas um ambiente privado, deslocado do ambiente

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Medium 9788520433133

10. Filosofia do horror e o ensino de filosofia

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

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Filosofia do horror e o ensino de filosofia

Susana de Castro

O termo “filosofia do horror” foi cunhado pelo filósofo Noël

Carroll. Em The philosophy of horror, or paradoxes of the heart (Filosofia do horror ou paradoxos do coração, 1990), Carroll descreve sua atividade na filosofia do horror como atividade semelhante

à de Aristóteles quando descreveu a filosofia do trágico em sua

Poética. Como bem apontado por inúmeros autores, a começar por Peter Szondi (2004), ainda que Aristóteles não estivesse

preocupado com a delimitação geral da condição trágica do ser

humano, como os românticos, foi, no entanto, o primeiro autor de uma filosofia do trágico, se entendermos que foi o primeiro

a sistematizar esse gênero dramático segundo a estrutura de sua

narrativa: peripécia, reconhecimento e catástrofe; e segundo as

emoções que provoca em seus espectadores, a catarse da piedade e do medo/terror. Tal qual a tragédia, o horror possui uma

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Medium 9788520440186

2. Como adaptar a ginástica à sua situação de ensino

WERNER, Peter H.; WILLIAMS, Lori H.; HALL, Tina J. Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo

2

Como adaptar a ginástica à sua situação de ensino

Após ler e compreender este capítulo, você será capaz de:

• discutir fatores que sejam similares no ensino de educação física nas escolas, independentemente do local ou da escola em que você lecione;

• discutir fatores que sejam diferentes e exclusivos a cada escola e a cada situação de ensino;

• discutir ideias que orientem a tomada de decisões ao planejar o ensino da ginástica; e

• aplicar conhecimentos sobre conteúdo, pedagogia e conteúdo pedagógico, de modo a implementar efetivamente um programa de ginástica.

E

nsinar seria muito mais fácil se todas as escolas e todos os níveis fossem idênticos. Nesse caso, um currículo-padrão com planos de aulas detalhados funcionaria em qualquer lugar. O fato, no entanto, é que nossas situações de ensino possuem algumas similaridades – mas algumas enormes diferenças! As similaridades incluem a necessidade de planejar, de estabelecer normas para o uso de equipamentos, de proporcionar uma prática ampla e desenvolver um ambiente de aprendizado positivo, promover um ambiente seguro, trabalhar com várias faixas etárias, diferentes habilidades e com necessidades especiais dentro de um mesmo grupo de alunos, e atuar como defensor da ginástica. As diferenças incluem o tamanho da sala de aula, a frequência e a duração das aulas, as instalações e os tipos de equipamento.

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Medium 9788520438404

10. Entre desenvolvimento e sustentabilidade: o discurso da propaganda oficial na Amazônia

BUENO, Wilson da Costa Editora Manole PDF Criptografado

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Entre  desenvolvimento     e  sustentabilidade:     o  discurso  da  propaganda  

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Danielle  Tavares  Teixeira

INTRODUÇÃO

A  problemática  ambiental  emergiu  nas  últimas  décadas  como   uma  crise  de  civilização.  Os  problemas  produzidos  pela  devastação  dos  ecossistemas  se  tornaram  globais,  dissolvendo  fronteiras  rígidas  entre  as  nações  e  questionando  a  racionalidade  econômica  e  tecnológica  dominantes.  Ao  mesmo  tempo,  a  relação   homem/natureza  entrou  no  campo  da  cultura  (Leff,  2001).  Nesse  contexto,  sobressai  o  conceito  de  desenvolvimento  sustentável,  fruto  de  processos  objetivos  e  subjetivos  que  levaram  à  consciência  do  esgotamento  do  modelo  vigente  e  da  necessidade  de   uma  nova  concepção  de  desenvolvimento.

Propõe-se,   neste   trabalho,   verificar   como   a   comunicação,   e   mais  especificamente  a  propaganda  oficial,  contribui  para  construir  no  imaginário  popular  a  imagem  da  Amazônia  como  uma   região  de  terra  em  abundância,  fértil,  cheia  de  belezas  e  fartura,   distante  e  inóspita,  e  como  essas  concepções  modificam-se  historicamente  com  a  inserção  de  novos  conceitos  como  o  de  desenvolvimento  sustentável.  

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Grupo A (1948)
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Medium 9788584290482

Capítulo 10. Planejando a mudança — Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello Trevisani

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

LILIAN BACICH
ADOLFO TANZI NETO
FERNANDO DE MELLO TREVISANI

A seguir, apresentaremos alguns planos de aulas que foram elaborados e aplicados pelos professores do nosso Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido. Os planos estão comentados e envolvem cada um dos modelos citados ao longo do livro: rotação por estações, laboratório rotacional, sala de aula invertida, rotação individual e flex.

Ao final, são apresentados outros planos de aula, mas sem comentários. O objetivo é que você se baseie nos comentários e observações realizados nos primeiros planos para refletir sobre todos os aspectos envolvidos em um modelo de ensino híbrido. Algumas questões norteadoras serão apresentadas, porém não se restrinja a elas! Pense sobre todos os pontos abordados e discutidos no decorrer desta obra para refletir e construir o modelo de ensino híbrido mais adequado à sua realidade. Boa leitura!

Para ver esta tabela como imagem, clique aqui.

PLANO DE AULA: Modelo de rotação por estações

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Medium 9788584290482

Capítulo 3. Otimização do espaço escolar por meio do modelo de ensino híbrido — Fernanda Schneider

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

FERNANDA SCHNEIDER

É trivial discutirmos a necessidade de readequação de nosso sistema de ensino no Brasil. A partir da elaboração dos Planos Curriculares Nacionais (PCNs), em 1998, e, posteriormente, com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (2000), os professores tiveram a oportunidade de refletir sobre a necessidade de um ensino que valorize o pensamento crítico, desenvolvido a partir da interação entre os alunos, permitindo-lhes o contato com diferentes formas de pensar e ampliando sua autopercepção como cidadãos no contexto em que estão inseridos. A partir de então, podemos dizer que algumas modificações ocorreram em sala de aula; entretanto, parece-nos que essas mudanças estão mais atreladas ao conteúdo em si, não abordando, assim, a forma de ensinar. Isso não significa que esse fato não tenha sido importante: pensamos que a elaboração dos PCNs é um marco, mas é preciso ir além. Nesse sentido, este capítulo apresenta algumas considerações voltadas de modo mais específico para o aluno. Para isso, partimos da constatação de que as modificações no sistema educacional, como as proporcionadas pelos PCNs (1998a, 1998b), ainda não foram suficientes para que de fato tivéssemos um impacto altamente positivo na aprendizagem. Isso pode ser observado nas muitas pesquisas que têm sido realizadas e que envolvem ensino e aprendizagem: muitas delas têm apontado o fato de que os resultados, em muitas instituições de ensino, não satisfazem as expectativas em relação ao desempenho dos alunos. Entre esses trabalhos, podemos citar os estudos de Martinelli e Genari (2009), Silva e Brandão (2011), Souza e Zibetti (2011) e Bragagnolo e Souza (2011), que abordam o fracasso escolar a partir de causas como falta de motivação e de análise subjetiva do aluno, fatores biológicos, emocionais, familiares e culturais (PINHEIRO; WEBER, 2012). Além das pesquisas, podemos observar todos os anos os resultados das provas sistemáticas realizadas nas diferentes esferas educacionais. Para entender de fato o problema, certamente, pesquisas são necessárias, pois colaboram para o entendimento das necessidades e lançam luz a novos caminhos. No entanto, é preciso um olhar mais de perto, associando estudos e pesquisas ao mesmo tempo em que se questiona, discute e abre ­espaço a quem está em sala de aula no dia a dia: professores e alunos. Qual é a realidade das escolas no Brasil? O que o docente pode fazer? Como se sente o aluno? Como se sente o professor? É possível transformar a educação utilizando os recursos disponíveis? Que importância tem o desenvolvimento da autonomia do aluno para a aprendizagem? Como desenvolver a autonomia do estudante? Essas questões serão abordadas no decorrer do capítulo, e as noções a serem apresentadas são fruto de leituras, discussões e aplicações do modelo de ensino chamado híbrido em sala de aula. Para isso, baseamo-nos em autores como Fantin e Rivoltella (2012), Moran, Masetto e Behrens (2013), Rohrs (2010) e Lévy (1997). ­Primeiramente, na seção “Personalização do ensino: o que é, onde ocorre e quais são seus benefícios?”, abordamos a personalização e procuramos responder às questões propostas; em seguida, na seção “O desafio de promover a aprendizagem do aluno”, apresentamos aspectos que envolvem o desenvolvimento de todos os alunos; e, por fim, em “De mero espectador a protagonista da aprendizagem: o desenvolvimento da autonomia do aluno em diferentes contextos educacionais – relato de experiências”, apresentamos relatos de atividades e depoimentos, com o objetivo de compartilhar observações e de exemplificar questões práticas.

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Medium 9788584291816

3. Colaboro com os colegas e alunos sobre minhas concepções de progresso e meu impacto

John Hattie; Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…economizar tempo dividindo o trabalho com outros professores.

…compartilhar responsabilidades em equipe.

Sei perfeitamente bem...

…que falhas podem ser superadas em equipe.

…que a responsabilidade pode ser compartilhada em equipe.

Meu objetivo é sempre...

…consolidar forças por meio do trabalho em equipe.

…superar falhas na minha equipe.

Estou plenamente convencido...

…de que os pontos fortes podem ser consolidados em equipe.

…de que é importante cooperar com os colegas.

Cenário

Como um advogado lida com um caso que parece não ter mais salvação? Quais opções tem um jornalista cujas investigações levam a fatos aparentemente contraditórios? O que um cientista faz quando sua pesquisa chega a um beco sem saída? O que pessoas bem-sucedidas fazem nesses casos é dialogar e tentar resolver seus problemas cooperando com os outros.

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Medium 9788584291816

7. Envolvo-me tanto em diálogo quanto em monólogo

John Hattie; Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…incentivar os alunos a falar sobre o conteúdo.

…levar os alunos a alcançar o sucesso por meio da cooperação com os outros.

Sei perfeitamente bem...

…que as instruções precisam ser claramente formuladas.

…os benefícios dos métodos de aprendizagem cooperativa, como o princípio think-pair-share.

Meu objetivo é sempre...

…incentivar os alunos a se comunicar mais uns com os outros.

…incentivar os alunos a apresentar seus processos de reflexão e solução com mais frequência.

Estou plenamente convencido...

…de que os alunos devem se comunicar uns com os outros.

…de que é importante fazer os alunos participarem com mais frequência.

Cenário

Um dos principais momentos do ensino é observar os alunos se envolverem em uma discussão sobre o conteúdo de aprendizagem, para vê-los usar argumentos significativos e fazer críticas construtivas uns aos outros. Nesses momentos, quando eles se tornam professores, não há nada melhor do que simplesmente sentar e ouvir. O poder dos colegas entra em jogo, e os indivíduos experimentam o benefício do diálogo.

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Medium 9788584291854

Capítulo 3 Conheça seu filho

Ken Robinson; Lou Aronica Grupo A ePub Criptografado

Você sabe que seu filho é diferente. Nunca o confundiria com outra criança que more na mesma rua. Evitaremos analogias de flocos de neve aqui, mas o fato é que nenhuma criança é igual a qualquer outra no planeta, ou até na mesma casa. Se você tem dois ou mais filhos, sabe que eles não nasceram como páginas em branco. Cada um tem seu próprio caráter inato, talentos e personalidades únicas e são geneticamente destinados a viver de maneiras diferentes. Claro, algumas crianças são parecidas, mas suas personalidades são inconfundíveis. O que significa para você educá-las?

QUEM SÃO ESSAS PESSOAS?

Você provavelmente já ouviu a discussão sobre “inato versus adquirido” (nature versus nurture). As crianças são moldadas por sua herança genética ou por suas experiências culturais? Se você é o pai biológico, fez uma grande contribuição para a natureza genética de seu filho. Ele pode ter seus olhos e sua intolerância à comida picante; pode ter o nariz de seu parceiro, a altura e a tendência para espirrar sob luz solar intensa. Ele também pode ter o seu fascínio por bandas de rock da década de 60 e a aversão do seu parceiro a romances de mistério com gatos. Esse provavelmente é o lado “experiencialista” em jogo. Então, o que é mais importante para seu filho e o que ele pode se tornar?

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Grupo A (5)
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Medium 9788584290840

Capítulo 3 - Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

JOSÉ A. CASTORINA E RICARDO J. BAQUERO

>> Identificar as semelhanças e as diferenças entre a concepção dialética de Piaget e a de Vygotsky.

>> As ideias e os enfoques metodológicos de Piaget e Vygotsky.

>> A dialética na explicação genética de Piaget e na explicação psicológica de Vygotsky.

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psicologia da educação

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem por objetivo reexaminar as principais ideias de Piaget e Vygostky sobre a dialética, estabelecendo uma comparação crítica entre as concepções e identificando semelhanças e diferenças. Antes, contudo, vale a pena retomar dois aspectos importantes.

Em primeiro lugar, Piaget tematizou explicitamente – em particular na última parte de sua obra – o significado da categoria para a discussão epistemológica e realizou pesquisas empíricas especialmente dedicadas a reconstruir a dialética do conhecimento.

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Medium 9788584290840

Capítulo 4 - Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem*

JOHN HERON

>> Conhecer uma teoria contemporânea sobre a aprendizagem, percebendo uma interação dinâmica entre vida e mente.

>> Os ciclos básico e reverso de aprendizagem do ego e de aprendizagem da pessoa.

* N. de E.: Capítulo originalmente publicado no livro ILLERIS, K. et al. Teorias contemporâneas da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2012. 280p.

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INTRODUÇÃO

Neste capítulo, apresento minha abordagem aos processos de vida e aprendizagem, derivada de minha teoria da pessoa (HERON, 1992). Ela leva a uma série de modelos e mapas – conjecturas estruturais – que o leitor é convidado a conhecer, como um conjunto de lentes para olhar diferentes aspectos da vida e da aprendizagem.

Como essas lentes proporcionam uma visão seletiva, por mais que possam esclarecer, elas também limitam. Elas não representam a realidade; não oferecem mais do que maneiras possíveis de interpretar nossa experiência. Elas se concentram em apenas um tipo de história, entre muitas outras concebíveis, sobre como vivemos e aprendemos. Contudo, creio que seja uma história proveitosa.

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Medium 9788584290840

Capítulo 2 - A teoria bioecológica do desenvolvimento humano

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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A teoria bioecológica do desenvolvimento humano1

URIE BRONFENBRENNER

>> Analisar as perspectivas atuais e futuras da teoria bioecológica do desenvolvimento humano.

>> As proposições de trabalho e pesquisa derivadas do modelo bioecológico.

1 BRONFENBRENNER, U. The bioecological theory of human development. In: SMELSER, N. J.; BALTES, P.

B. (Ed.). International encyclopedia of the social and behavioral sciences (Vol. 10, pp. 6963–6970). New

York: Elsevier, 2001. Reimpresso com a permissão da editora Elsevier Science Ltd.

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psicologia da educação

INTRODUÇÃO

O modelo bioecológico, juntamente com seus respectivos delineamentos de pesquisa, é uma evolução do sistema teórico para o estudo científico do desenvolvimento humano ao longo do tempo. Dentro da Teoria Bioecológica, o desenvolvimento

é definido como o fenômeno de continuidade e de mudança das características biopsicológicas dos seres humanos como indivíduos e grupos. Esse fenômeno se estende ao longo do ciclo de vida humano por meio das sucessivas gerações e ao longo do tempo histórico, tanto passado quanto presente.

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Medium 9788584290840

Capítulo 5 - A inteligência como um espectro de competências

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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A inteligência como um espectro de competências

KATIA SMOLE

>> Debater as teorias que levaram ao conceito atual de inteligências múltiplas.

>> Definir o conceito de inteligências múltiplas criado por Gardner e seus espectros de competência.

>> As diversas teorias relacionadas à inteligência até o conceito atual criado por Gardner.

>> Os espectros de competências e a complementação do espectro pictórico ao musical.

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A VISÃO PSICOMÉTRICA DA INTELIGÊNCIA

Existem diferentes concepções e tentativas de definir e caracterizar a inteligência. No entanto, a concepção hegemônica ainda está atrelada a um ponto de vista psicométrico ou ao enfoque de testes de inteligência que, como o nome indica, foram elaborados e construídos em torno do intento de medir o rendimento intelectual da maneira mais exata e confiável possível.

Pensar numa forma de classificar as pessoas a partir de suas capacidades intelectuais é uma ideia antiga. Segundo Gould (1991), a tese de que o valor dos indivíduos e dos grupos sociais pode ser determinado por meio da medida da inteligência como quantidade isolada apoia-se em dados provindos inicialmente da craniometria − ou medida do crânio −, cujas bases remontam ao século XII.

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Medium 9788584290840

Capítulo 1 - Educação e aprendizagem no século XXI

César Coll Salvador; Carles Monereo; Urie Bronfenbrenner; José A. Castorina; Ricardo J. Baquero; John Heron; Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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Educação e aprendizagem no século XXI

Novas ferramentas, novos cenários, novas finalidades

CÉSAR COLL E CARLES MONEREO

>> Discutir o impacto das tecnologias da informação e da comunicação

(TICs) e das novas ferramentas tecnológicas na aprendizagem.

>> O surgimento e o desenvolvimento das TICs, e as consequentes mudanças no cenário social.

>> A transformação na forma de pensar a educação a partir das possibilidades oferecidas pelas TICs.

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2

psicologia da educação

TECNOLOGIA, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: UMA

ENCRUZILHADA DE INFLUÊNCIAS

AS FORÇAS DA MUDANÇA

Tentar entender e valorizar o impacto educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) considerando apenas sua influência sobre as variáveis psicológicas do aprendiz que opera com um computador e que se relaciona, por seu intermédio, com os conteúdos e tarefas de aprendizagem, com seus colegas ou com seu professor seria, do nosso ponto de vista, uma abordagem tendenciosa e míope da questão. O impacto das TICs na educação é, na verdade, um aspecto particular de um fenômeno muito mais amplo, relacionado com o papel dessas tecnologias na sociedade atual.

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Grupo Gen (199)
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Medium 9788521621881

Capítulo 3 - O Ambientalismo e a Abordagem Behaviorista

GAMEZ, L Grupo Gen ePub Criptografado

Observe a história em quadrinhos a seguir e repare na diferença de estímulos para cada personagem.

Embora ambos tenham observado os mesmos estímulos, podemos perceber que os processos de atenção variam de pessoa para pessoa e são sempre seletivos, ou seja, dependem das contingências de reforço, que pode ser positivo ou negativo. Em outras palavras, você percebe que um mesmo contexto pode ser percebido de forma diferente pelas pessoas e é totalmente dependente da subjetividade humana, mesmo diante da mesma situação?

Cenas como essa se repetem diariamente em nossos cotidianos, em diferentes contextos, com diferentes estímulos, proporcionando diferentes respostas. Pode-se dizer, então, que o comportamento humano, além de ser influenciado pelos estímulos provenientes do meio externo, é também resultado dos processos de privação ou saciação a que os indivíduos estão submetidos? Seria então o comportamento influenciado, sobretudo, pelas características provenientes do meio e resultante dos estímulos dele provenientes?

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Medium 9788521636250

Capítulo 9 Tecnologia na Educação: Novos Desafios para a Didática

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen ePub Criptografado

Contextualizando

A Viúva Simões (excerto, de Júlia Lopes de Almeida)

A rua tinha trechos menos tumultuosos de feição aristocrática, onde as casas não se abriam tão burguesmente à poeira e à curiosidade de fora; mas logo em outro quarteirão, tudo mudava, aspecto de pessoas e de coisas, como se se tivesse dado um salto para outro bairro. Então, em vez de prédios grandes, de cortinas cerradas e plantas ornamentais nas entradas, eram as casas apertadas, desiguais; e, de vez em quando, ou um frege tresandando a azeite e sardinhas, ou uma quitanda apertada, cheirando a fruta apodrecida e a hortaliça murcha. Nesse ponto andavam crianças aos magotes pela calçada, de mãos dadas, embaraçando os transeuntes. À porta de um barbeiro ou de outra qualquer casa de negócio, sufocada por prédios maiores, conversavam algumas pessoas com muitos gestos e poucas risadas.

No trecho extraído do livro de Almeida, é possível perceber que ela faz uma leve, mas objetiva, crítica às mudanças, principalmente pelo fato de estas acontecerem tão próximas ao diferente.

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Medium 9788521636250

Capítulo 2 A Didática na Formação do Educador

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen ePub Criptografado

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A Criança, da obra Poemas Inconjuntos, de Alberto Caeiro

A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas

Age como um deus doente, mas como um deus.

Porque embora afirme que existe o que não existe

Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,

Sabe que existir existe e não se explica,

Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,

Sabe que ser é estar em um ponto

Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.

O poema de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) fala sobre como algumas coisas existem, mesmo que não se perceba com clareza sua existência, utilizando o ponto de vista da criança como início desta reflexão. O ato de ensinar faz com que muitas vezes acreditemos que seja necessário exclusivamente dominar o conteúdo a ser ensinado, esquecendo que o método de ensino é fundamental para que se atinja o objetivo maior: fazer com que o outro aprenda.

Com base neste poema, reflita:

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Medium 9788521621881

Capítulo 6 - Contribuições da Psicanálise à Educação

GAMEZ, L Grupo Gen ePub Criptografado

Você já ouviu a expressão “Freud explica”? O que ela realmente quer dizer? Observando a charge acima, será que podemos facilmente identificar que papel exerce a família no desenvolvimento da personalidade? E na geração de conflitos psicológicos que resultam dessa relação familiar? Será que é possível termos uma consciência exata de quem somos? Como justificar determinados atos quando agimos por impulso, ou de forma aparentemente inconsciente? E será que as ações inconscientes não eram, no fundo no fundo, exatamente a maneira como gostaríamos de agir? Todas essas questões, e muitas outras, podem ser explicadas pela Psicanálise. Mas será que Freud explicava tudo mesmo?

O foco restrito deste capítulo-ensaio sobre Psicanálise e as suas contribuições na área da educação se dará através da ótica de seu fundador. Aqui você conhecerá os principais pressupostos da teoria psicanalítica postulada por Sigmund Freud (1856-1939), um médico que, em consequência do seu interesse pela Neurologia, desenvolveu várias formulações teóricas envolvendo a análise da consciência humana, que considerava limitada e inadequada. Para ele, a compreensão dos motivos fundamentais do comportamento humano deveria se dar à luz do inconsciente.

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Medium 9788521636250

Capítulo 10 Avaliação da Aprendizagem Escolar

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen ePub Criptografado

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Dizes-me, de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

(...)

Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.

Sim, faço ideias sobre o mundo, e a planta nenhuma.

Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;

E as plantas são plantas só, e não pensadores.

Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,

 

Como que sou inferior.

Mas não digo isso: digo da pedra, “é uma pedra”,

Digo da planta, “é uma planta”,

Digo de mim, “sou eu”.

E não digo mais nada. Que mais há a dizer?

No trecho de Caeiro, o autor discute a questão da superioridade do ser humano em relação a pedras e plantas. Em sua conclusão, parece ficar claro que não há uma relação hierárquica de importância entre as coisas que existem; há somente o fato de elas existirem. Com base neste texto, reflita:

• As pessoas tendem a avaliar as situações cotidianas com frequência?

• Por que, sempre que se quer avaliar, atribui-se um valor de julgamento?

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