Artmed (87)
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Capítulo 5. Brincar, explorar e interagir nos espaços externos das instituições de educação infantil

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Brincar, explorar e interagir nos espaços externos das instituições de educação infantil

A

s crianças hoje, em sua grande maioria, veem-se privadas de desfrutar do espaço ao ar livre e de conviver com a natureza.

Muitas são as razões que corroboram tal evidência: uma sociedade que impõe uma infância que se distancia cada vez mais do brincar com a terra, com a água e com o fogo, elementos que estão presentes na vida ao ar livre; a violência dos centros urbanos; o pouco espaço deixado pelas construções; a identidade da escola infantil com um modelo tradicional que, para ser concebida como local que

“ensina”, deve ter prioritariamente mesas, berços, cadeiras e crianças que “aprendem passivamente”.

Cada vez mais se colocam lajes nos pátios, encurtando-se os horários de se estar nesses locais, com a desculpa de que o fato de as crianças encherem os sapatos com areia, sujarem-se com o barro ou se molharem com a água causa “transtornos e trabalho”.

Também existe a crença de que, para realmente aprenderem o que a escola tem de ensinar, as atividades com lápis e papel, realizadas em mesas, devem ser as mais importantes. Espera-se que a escola aposte na organização de contextos que sejam significativos para as crianças, que as coloquem em relação umas com as outras, que desafiem sua interação com diferentes materiais, que postulem o princípio de que todos os espaços são potencialmente promotores da brincadeira e da interação. Como já afirmamos, tal premissa legitima os eixos das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil − o brincar e o interagir −, que poderão nortear as propostas pedagógicas das instituições de educação infantil, concebendo a criança como protagonista capaz e competente, com muita energia e necessidade de exercitá-la. Isso também deverá acontecer nos espaços externos.

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Capítulo 1. A organização dos espaços e dos materiais e o cotidiano na educação infantil

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A organização dos espaços e dos materiais e o cotidiano na educação infantil

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onforme já afirmamos anteriormente, as Diretrizes Curriculares da Educação Infantil (BRASIL, 2010), no item 7: organização de tempo, espaço e materiais, destacam que, para a efetivação de seus objetivos, as propostas pedagógicas das instituições de educação infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos.

Nessa perspectiva, entende-se que o espaço não é simplesmente um cenário na educação infantil. Na verdade, ele revela concepções da infância, da criança, da educação, do ensino e da aprendizagem que se traduzem no modo como se organizam os móveis, os brinquedos e os materiais com os quais os pequenos interagem. Sua construção, portanto, nunca é neutra, pois envolve um mundo de relações que se explicitam e se entrelaçam. A organização do espaço na educação infantil tem como premissa, portanto, o entendimento do espaço como parte integrante do currículo escolar e como parceiro pedagógico do educador infantil, profissional que exerce o importante papel de mediador nesse processo. Para compreender essa dinâmica, é crucial adentrar nos ambientes das creches e pré-escolas para, a partir dessa imersão, construir solidariamente um espaço que reflita a cultura, as vivências e as necessidades dos adultos e das crianças que nele habitam.

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Capítulo 20 - O Centro Internacional Loris Malaguzzi

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O Centro Internacional

Loris Malaguzzi

Carlina Rinaldi e Sandra Piccinini

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oris MalaguzziEstamos trabalhando em tempos difíceis e em constante mudança ... além da nossa habilidade de previsão, pois o futuro tornou-se difícil de governar. Acredito que national Center o desafio diante das crianças de hoje seja ... pensar em como se interconectar – esse é

o lema do presente e do futuro –, uma palavra que precisar ser compreendida em profun­ e em todas as suas formas. Precisamos fazer isso tendo em mente que vivealdi and Sandra didade

Piccinini mos em um mundo composto não de ilhas separadas, mas de redes ... nessa metáfora está contida a construção do pensamento das crianças e a construção do nosso próprio pensamento, que pertence a um largo arquipélago em que interferência, interação e interdependência es, ever changing and shifting

. . . beyond ourestão abilityconstantemente presentes, mesmo quando não as vemos (Loris Macome difficult to govern. laguzzi, 1993)1

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Capítulo 11 - A comunidade inclusiva

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A comunidade inclusiva1

Ivana Soncini

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Nota dos editores: A Itália é um líder reconhecido no movimento geral pela inte­ gração e inclusão de pessoas com deficiências físicas e mentais. Desde meados da década de 1970, as organizações internacionais apontaram a educação de crianças com deficiências na Itália como a mais inclusiva de todos os países da Europa (Begeny; Mar­ tens, 2007; Gobbo, Ricucci; Galloni, 2009; Philips, 2001; Vitello, 1991). Esse pela integração e inclusão começou na década de 1960, quando instituições

Ivana Soncinimovimento para pessoas com deficiência foram fechadas e todos os serviços de saúde foram reorgani­ zados em unidades descentralizadas para cada região. Reggio Emilia nunca ficou isolada desse movimento, mas sempre manteve contato e respondeu às necessidades desses tempos.

O movimento de desinstitucionalização na saúde mental criou um percurso paralelo den­ ognized leader in the general integration tro damovement educação for contra a segregação de alunos com deficiências e, hoje, está entrando em h mental and physical disabilities. uma novaSince fase the na mid-1970s, formação do pensamento sobre o trabalho inclusivo com famílias e have pointed to Italian crianças educationimigrantes. for children with disve of all the countries of Europe

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Capítulo 11 - Avaliar competências é avaliar processos na resolução de situações-problema

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Avaliar competências é avaliar processos na resolução de situações-problema

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Conhecer o nível de domínio que os alunos adquiriram de uma competência é uma tarefa bastante complexa, pois implica partir de situações-problema as quais simulem contextos reais e dispor dos meios de avaliação específicos para cada um dos componentes da competência.

A avaliação de competências é substancialmente diferente da avaliação de outros conteúdos de aprendizagem?

Analisar as consequências da avaliação em uma educação baseada em qualquer aprendizagem de competências representa uma revisão de todas as competências relacionadas a ela. Para que deve servir a avaliação e quem, e quais, devem ser os sujeitos e objetos de estudo? A avaliação dever servir para punir o aluno segundo os objetivos adquiridos ou para valorizá-los? Ou talvez, deva servir para auxiliar o aluno, estimulá-lo, conhecer de que forma aprende ou quais são suas dificuldades ou suas melhores estratégias de aprendizagem, melhorar o processo de ensino, conhecer a conveniência de alguns conteúdos sobre outros ou a metodologia utilizada, ou para tudo isso ao mesmo tempo?

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Editora Manole (79)
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21. Construção de núcleo de pesquisa interdisciplinar e o exemplo Incline

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capítulo

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Construção de núcleo de pesquisa interdisciplinar e o exemplo Incline

Tércio Ambrizzi | Meteorologista, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências

Atmosféricas, USP

Cintia Barcellos Lacerda | Linguista, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências

Atmosféricas, USP

Lívia Márcia Mosso Dutra | Meteorologista, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências

Atmosféricas, USP

INTRODUÇÃO

A busca por práticas interdisciplinares vem crescendo ao longo dos anos de forma bastante expressiva, conforme a necessidade em responder aos pro‑ blemas complexos atuais demanda novas formas de abordagem que vão além da produção de conhecimento particionado. O trabalho em conjunto de di‑ ferentes áreas, quando executado de forma adequada, propicia alcançar resul‑ tados mais efetivos e inovadores, transpondo o saber alcançado em pesquisas individuais. A interdisciplinaridade pode ser entendida como uma perspec‑ tiva alternativa, complementar e inovadora para compreender os problemas contemporâneos que nos rodeiam. O avanço da ciência e da tecnologia na sociedade moderna está inegavelmente vinculado à consolidação de novos modos de se pensar e gerar conhecimento dentro de um âmbito interdisci‑ plinar. Nesta conjuntura, observa‑se na Universidade de São Paulo a criação de núcleos de pesquisa com características e objetivos interdisciplinares, que buscam contribuir para a emergência de um novo paradigma disciplinar. Os conhecimentos gerados por um núcleo de pesquisa interdisciplinar enrique‑ cem atividades de ensino e pesquisa. Estes núcleos necessitam fazer uso de processos e metodologias interdisciplinares para somar o conhecimento dos diversos atores que os compõem. Entretanto, cabe destacar que não basta ape‑ nas seguir algum roteiro metodológico para se instituir um grupo de ­pesquisa

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7. Experiências de aprendizagem de rotação

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Capítulo

Experiências de aprendizagem de rotação

Este capítulo apresenta 11 experiências de aprendizagem do tema de habilidade motora de rotação.

Desenvolvemos as experiências de aprendizagem para as três categorias de rotação, que incluem as características e os princípios de rotação e movimento nos eixos longitudinal, transversal e anteroposterior.

O quadro a seguir apresenta a breve definição do foco de cada experiência de aprendizagem e uma sugestão das turmas em que elas podem ser desenvolvidas. Ao final do capítulo, apresentamos outras sugestões para estimular o desenvolvimento de outras experiências de aprendizagem na ginástica para crianças.

Experiências de aprendizagem deste capítulo

Foco

Nome

Turmas sugeridas

Características da rotação: balanço, rolamento

Bolas, ovos e lápis

Iniciais

Características da rotação: balanço, rolamento para trás

Tudo para trás

Iniciais

Princípios da rotação: raio da rotação

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13. Bullying

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13.

Bullying

H

á uma distinção entre bullying e mobbing que é antes europeia que americana. Ambos apontam para a prática da intimidação que varia da conversa ameaçadora à agressividade física. O bullying é mais americano; diz respeito às ameaças de um indivíduo “fortão” ou poderoso a algum menos musculoso ou sem qualquer poder. Não é uma prática incentivada nos Estados Unidos, mas guarda uma característica que, enfim, tem relação com um modo americano antigo de vida. O cultivo da individualidade e de certa “bravura” foram práticas próprias da maneira como a colonização se fez sentir na América.

O mobbing é, antes de tudo, o comportamento agressivo grupal contra um indivíduo. Está relacionado à intimidação mafiosa, é claro, mas, em determinadas situações, não fica longe do que, no limite, em uma situação de acirramento ideológico de

ânimos, pode levar à intimidação de tipo nazista. Nos Estados

Unidos, talvez fosse tomado por alguns praticantes do bullying como covardia – e o covarde e o looser, na América, têm igual

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2. Planejamento, comunicação e sustentabilidade: relato de uma experiência a partir do surgimento de uma nova praga na agricultura brasileira

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Planejamento,  comunicação   e  sustentabilidade:  relato  de   uma  experiência  a  partir  do   surgimento  de  uma  nova  praga   na  agricultura  brasileira

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INTRODUÇÃO

Em  uma  organização  como  a  Empresa  Brasileira  de  Pesquisa  

Agropecuária  (Embrapa),  em  que  o  principal  produto  é  o  desenvolvimento   de   conhecimentos,   que   se   transformam   em   tecnologias,  serviços,  produtos  e  recomendações  técnicas  para  os  sistemas  produtivos,  a  palavra  sustentabilidade  não  tem   apenas  efeito  de  discurso.  Ela  é  a  alma  da  empresa.  É  um  valor   que   inspira   e   orienta   o   desenvolvimento   de   cada   tecnologia   que  é  levada  ao  campo.  Há  quarenta  anos,  o  país  era  importador   de   alimentos   e   o   que   se   viu   desde   então   foi   uma   intensa   transformação,   que   gerou   benefícios   econômicos   e   sociais.  

Hoje,  o  Brasil  detém  uma  das  agriculturas  mais  sustentáveis  e   competitivas  do  planeta.

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5. O olhar da mídia sobre economia e consumo

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O  olhar  da  mídia  sobre   economia  e  consumo

Adalberto  Wodianer  Marcondes  (Dal  Marcondes)

INTRODUÇÃO

Movimentar  a  economia  por  meio  do  consumo  foi  uma  decisão  tomada  após  a  Segunda  Guerra  Mundial,  e  serviu  apenas  para  acelerar  o  uso  e  a  degradação  dos  recursos  naturais  e  econômicos  do  planeta.  O  consumo  foi,  então,  eleito  como  o  principal   vetor  de  desenvolvimento,  o  indicador  de  resultados  sem  o  qual   as  economias  modernas  estariam  fadadas  ao  fracasso.  A  mídia   tornou-se   parceira   privilegiada   desse   modelo   de   desenvolvimento;  em  alguns  casos,  uma  irmã  siamesa  do  consumo,  uma   vez  que  tem  na  publicidade,  principalmente  dos  bens  de  consumo,  a  principal  fonte  de  financiamento  para  manter  essa  enorme   indústria   em   operação.   Esse   padrão   está   se   esgotando,   o   consumo  não  pode  mais  ser  o  principal  vetor  e  indicador  da  economia  e  os  meios  de  comunicação  já  estão  repensando  seus  modelos  de  negócios.  No  entanto,  não  estão  ainda  oferecendo  ao   público  uma  visão  crítica  sobre  o  consumo  e  seus  impactos  sobre   o   uso   de   matérias-primas,   energia   e   descarte   de   resíduos,   entre  outros.

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Editora Saraiva (17)
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A G R A D E C I M E N T O S

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AGRADECIMENTOS

Ao pesquisador Manuel Meireles, pelo incentivo e intenso envolvimento e colaboração com as minhas pesquisas. Até o momento, nossas pesquisas resultaram em um livro e em trinta artigos publicados em revistas científicas internacionais e nacionais. Neste livro, o professor Meireles desenvolveu os conteúdos pertinentes às técnicas para análise quantitativa de dados, presentes nas seções 5.4 e

6.8 (nos Capítulos 5 e 6, respectivamente). A ele, os meus mais sinceros agradecimentos e reconhecimento pela sua criatividade e engenhosidade intelectual.

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C A P Í T U L O 9 - SEÇÕES DE APÊNDICESE ANEXOS

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CAPÍTULO 9

SEÇÕES DE

APÊNDICES

E ANEXOS

“Se importante à compreensão, mas prejudicial à fluidez da leitura, trate-o como anexo ou apêndice.”

J O S É O S VA L D O D E S O R D I

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Saberá como inserir textos importantes e extensos sem dificultar a fluidez da leitura do projeto de pesquisa.

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O conteúdo de um apêndice ou anexo geralmente abrange informação não essencial para explicar o conhecimento científico, o procedimento de pesquisa realizado ou a importância da pesquisa, porém traz informações adicionais que apoiam, respectivamente, o entendimento da análise realizada, do procedimento realizado ou da amplitude e seriedade do problema de pesquisa associado ao projeto.

São informações que auxiliam, mas que não são essenciais, podendo ser subtraídas a qualquer momento sem perdas ao entendimento.

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S O B R E O A U T O R

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SOBRE O AUTOR

José Osvaldo De Sordi é bacharel em Análise de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), mestre em Gerenciamento de Sistemas de

Informação pela PUC-Campinas, doutor em Administração de Empresas na área de Sistemas de Informação pela

Escola de Administração de Empresas de São Paulo da

Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e pós-doutor em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP). É docente-pesquisador permanente do Programa de Mestrado em Administração das

Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e colaborador do Programa de Doutorado em Administração da

Faculdade Campo Limpo Paulista (FACCAMP). Dedica-se há 30 anos ao desenvolvimento de pesquisas científicas e a projetos de consultoria associados ao tema Gestão da Informação no Contexto das Organizações. Publicou

8 livros e mais de 50 artigos em revistas científicas internacionais e nacionais. Atuou como gerente de projetos em empresas de consultoria internacionais, como Ernst

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C A P Í T U L O 11 - AVALIAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA

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CAPÍTULO 11

AVALIAÇÃO

DO PROJETO

DE PESQUISA

“Todo mundo adora uma boa estória, mas ninguém confia muito em estória como prova de algo.”

PAUL VOGT

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Entenderá quais são os aspectos relevantes da avaliação do projeto de pesquisa.

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Ao elaborarmos o projeto de pesquisa, é importante que tenhamos ciência dos aspectos que geralmente são considerados pelos avaliadores em suas análises. Os aspectos descritos a seguir foram selecionados por estarem associados a pelo menos uma de duas justificativas: a) serem importantes para a qualidade do projeto; b) estarem costumeiramente equivocados nos projetos de pesquisadores principiantes, em função de serem contrários ao senso comum e à força do hábito.

A sugestão é que a lista a seguir seja utilizada como um check-list antes de se considerar o projeto como concluído.

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C A P Í T U L O 5 - SEÇÃO DE REVISÃO DA LITERATURA

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CAPÍTULO 5

SEÇÃO DE REVISÃO

DA LITERATURA

“Na ciência, leia os trabalhos mais novos; na literatura, os mais antigos.”

E D WA R D G E O R G E B U LW E R - LY T TO N

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Saberá identificar os principais autores e revistas científicas associados ao tema.

Aprenderá a desenvolver a malha teórica para análises e discussões dos resultados.

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A seção de revisão da literatura tem o propósito de evidenciar que o autor do projeto de pesquisa está atualizado com os avanços científicos mais recentes no tema ou temas associados à sua pesquisa. Projetos de pesquisa associados à obtenção de títulos, como os que ocorrem no TCC, mestrado e doutorado, requerem a definição dos conceitos, modelos e demais abstrações teóricas empregadas na pesquisa. Isso está em conformidade com o propósito da “formação do autor”, como destacado na

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Grupo A (2917)
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Capítulo 17 - Mutismo seletivo

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17

MUTISMO

SELETIVO

O

mutismo seletivo (anteriormente

ROSA ANGELA LAMEIRO PORCIUNCULA

EVA REGINA COSTA LIMA DUARTE

SANDRA LIMA DUARTE

mutismo eletivo) é uma condição rara da infância em que um indivíduo com linguagem fluente deixa de falar em situações sociais específicas nas quais a linguagem é esperada, como, por exemplo, na escola. Alguns indivíduos só conseguem se comunicar com pessoas mais próximas e íntimas. Bons resultados podem ser obtidos mediante uma adequada avaliação e intervenção médica (envolvendo pediatria, psiquiatria e neurologia) e/ou psicológica (terapia cognitivo-comportamental), fonoaudiológica e psicopedagógica.

A primeira descrição do mutismo seletivo foi feita em 1877 pelo médico

Adolf Kussmaul, que o chamava de “afasia voluntária”, ressaltando que a criança voluntariamente não falava em determinadas situações. Em 1934, o psiquiatra suíço

Moritz Tramer criou o termo “mutismo eletivo”, considerando que a criança elegia o momento de ficar quieta.1

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8. A Filosofia como Bricolagem

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○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

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A FILOSOFIA COMO

BRICOLAGEM

Ed Brandon

O interesse acadêmico por bricolagem e por bricoleurs deve-se a LéviStrauss, que os usou para caracterizar o processo de criação de mitos em sociedades pré-industriais. Seu tradutor para o inglês comenta que os termos não têm um equivalente preciso – um bricoleur “é um homem que faz serviços avulsos e é um verdadeiro faz-tudo”,1 mas para Lévi-Strauss o termo carrega conotações de arte ingênua* que estão ausentes no inglês.

Isso pode ter sido relevante no contexto das elaborações bizarras dos mitos que estava estudando, mas para os meus propósitos “faz-tudo”** é perfeitamente suficiente – bricoleur está aí mais pelo prestígio do pensamento parisiense outrora chique.2 Trata-se por ora da idéia do faz-tudo, servindo-se do que tem à mão, em vez de esperar por respostas finais ou ferramentas e materiais feitos sob medida. Esse servir-se do que há pode muito bem vir conjugado a uma tendência de ignorar o senso comum e encontrar soluções que o rejeitem. Outro elemento importante que invocarei é a habilidade de inventar as próprias ferramentas em vez de depender apenas das que são produzidas em série.

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5. Estratégia em Nível Empresarial

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Parte III • Escolhas Estratégicas

5.1

INTRODUÇÃO

Este capítulo fala sobre as estratégias competitivas das organizações e as escolhas que podem ser feitas para ganhar vantagem competitiva. As questões equivalentes nos serviços públicos são as escolhas que sustentam o melhor valor na prestação de serviços. Os três capítulos anteriores revisaram as muitas forças que atuam no ambiente empresarial, as capacidades internas das organizações e as expectativas e influências dos stakeholders. Todas são influências potencialmente importantes no desenvolvimento da estratégia em nível empresarial.

É importante lembrar que a estratégia competitiva numa organização é criada em unidades de negócios separadas da organização. A maioria das organizações tem diversas unidades de negócio, que competem em diferentes mercados, com clientes que têm necessidades diferentes e exigem produtos ou serviços diferentes. Assim, entender a estratégia em nível empresarial é importante para conseguir identificar as UENs em uma organização. O capítulo começa com essa questão. Porém, devemos lembrar que uma UEN é parte de uma organização para fins de elaboração de estratégia e que a organização pode não ser estruturada em torno das UENs. A Figura 5.1 mostra os três

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Capítulo 6 - Compromisso e reconhecimento social dos professores: alguns paradoxos de uma profissão na encruzilhada

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Compromisso e reconhecimento social dos professores: alguns paradoxos de uma profissão na encruzilhada

Alejandra Montané López

Resumo

A escolha de ser professor é fortemente determinada por elementos pessoais e subjetivos, biográficos e coletivos e, principalmente, por um senso de compromisso que se mantém e modifica durante o exercício da profissão e que, além das políticas formativas, continua sendo a base para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento profissional. A paixão por ensinar, a dedicação de tempo fora do horário letivo, o envolvimento com os meninos e as meninas e a participação nas instituições de ensino configuram, junto com a ideologia e o envolvimento com os temas de índole social, uma concepção multidimensional do compromisso profissional docente.

Esse compromisso não é proporcional à percepção ou à vivência de reconhecimento social por parte dos professores e das profes-

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110  Sancho Gil & Hernández-Hernández (orgs.)

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Capítulo 5. O desejo de separação: as competências nas universidades

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O desejo de separação

As competências nas universidades1

Félix Angulo Rasco

Porque o costume, na verdade, é um mestre violento e traidor. Estabelece em nós, pouco a pouco, às escondidas, sua autoridade; no entanto, por meio desse suave e humilde início, uma vez assentado e implantado com a ajuda do tempo, imediatamente descobre em nós um rosto furioso e tirânico, contra o qual não nos resta sequer a liberdade de levantar os olhos.

Michel de Montaigne. Ensaios

Não deixa de me assombrar como algumas ideias ou algumas tendências se agarram, com bastante profundidade, nas práticas, pelo menos superficiais, de certas instituições e de seus membros responsáveis. Não importa o nível intelectual dos grupos e indivíduos ou da força, digamos assim, “burocrática” de sua estrutura organizacional; uma vez introduzida se estende e chega a ser adotada como um pensamento e uma prática comum. Quando isso ocorre não se costuma ir à origem da ideia, nem sequer se analisa com detalhe seu substrato racional e muito menos nos questionamos sobre o que tem de razoável. Não apenas aderimos à ideia, e a aderimos a nosso vocabulário e nossa ação, como também esperamos que novas propostas nos ajudem a melhorar a maneira como devemos adotá­‑la. Um desses casos é, a meu entender, o movimento em prol das competências em educação e, especialmente, na educação superior.

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Grupo A (38)
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Apresentação

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Apresentação

Diante dos desafios atuais interpostos à educação de distintos níveis, modalidades e contextos, é premente retomar o significado, o sentido, as teorias e as possibilidades de desenvolvimento da prática pedagógica por meio de metodologias ativas, evidenciando a relevância deste livro cuidadosamente organizado por Lilian Bacich e José Moran.

A intensa expansão do uso social das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) sob a forma de diferentes dispositivos móveis conectados à internet sem fio, utilizados em diferentes espaços, tempos e contextos, observada na segunda década do século XXI, gerou e continua gerando mudanças sociais que provocam a dissolução de fronteiras entre espaço virtual e espaço físico e criam um espaço híbrido de conexões. Na convergência entre espaços presenciais e virtuais surgem novos modos de expressar pensamentos, sentimentos, crenças e desejos, por meio de uma diversidade de tecnologias e linguagens midiáticas empregadas para interagir, criar, estabelecer relações e aprender. Essas mudanças convocam participação e colaboração, requerem uma posição crítica em relação à tecnologia, à informação e ao conhecimento, influenciam a cultura levando à emergência da cultura digital.

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Sumário

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Sumário

Parte I ..................................................................................................................

Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda

1

José Moran

Capítulo 1 ...........................................................................................................

A sala de aula invertida e a possibilidade do ensino personalizado: uma experiência com a graduação em midialogia

26

José Armando Valente

Capítulo 2 ..........................................................................................................

O leitor como protagonista: reflexões sobre metodologias ativas nas aulas de literatura

45

Marcelo Ganzela

Capítulo 3 ..........................................................................................................

Sala de aula compartilhada na licenciatura em matemática: relato de prática

59

Marta de Oliveira Gonçalves

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Capítulo 5. Mediação e educação na atualidade: um diálogo com formadores de professores

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Mediação e educação na atualidade: um diálogo com formadores de professores

Jordana Thadei

A ação mediadora do professor há alguns anos ocupa as pautas de discussões acadêmicas de cursos de formação inicial ou continuada de professores, sobretudo da educação básica. Diferentes correntes teóricas, entre elas a sócio-histórico-cultural, que embasa este artigo, estudaram a mediação na educação e são responsáveis por importantes contribuições às práticas pedagógicas.

Atualmente, (re)afirmar que a postura do professor transmissor de informações deve dar lugar à postura de mediador entre o sujeito e o objeto de conhecimento parece ser redundante e insuficiente aos anseios daqueles que estão se tornando professores ou cuja formação acadêmica não favorece a prática pedagógica, sobretudo quando se trata do aprendiz do mundo contemporâneo. É comum e quase um jargão pedagógico a expressão professor mediador (ou apenas mediador) vinculada a relatos de práticas que se distanciam do verdadeiro sentido de mediação ou revelam uma compreensão rasa do conceito.

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Capítulo 1 - Educação e aprendizagem no século XXI

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1

Educação e aprendizagem no século XXI

Novas ferramentas, novos cenários, novas finalidades

CÉSAR COLL E CARLES MONEREO

>> Discutir o impacto das tecnologias da informação e da comunicação

(TICs) e das novas ferramentas tecnológicas na aprendizagem.

>> O surgimento e o desenvolvimento das TICs, e as consequentes mudanças no cenário social.

>> A transformação na forma de pensar a educação a partir das possibilidades oferecidas pelas TICs.

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2

psicologia da educação

TECNOLOGIA, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: UMA

ENCRUZILHADA DE INFLUÊNCIAS

AS FORÇAS DA MUDANÇA

Tentar entender e valorizar o impacto educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) considerando apenas sua influência sobre as variáveis psicológicas do aprendiz que opera com um computador e que se relaciona, por seu intermédio, com os conteúdos e tarefas de aprendizagem, com seus colegas ou com seu professor seria, do nosso ponto de vista, uma abordagem tendenciosa e míope da questão. O impacto das TICs na educação é, na verdade, um aspecto particular de um fenômeno muito mais amplo, relacionado com o papel dessas tecnologias na sociedade atual.

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Untitled

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Design thinking na formação de professores: novos olhares para os desafios da educação

Julciane Rocha

Design thinking (DT) é o nome dado à apropriação por outras áreas do conhecimento da metodologia e sistemática utilizada pelos designers para gerar, aprimorar ideias e efetivar soluções. O DT tem características muito particulares que visam facilitar o processo de solução dos desafios cotidianos com criatividade e de forma colaborativa. Graças a elas, pode-se dizer que o DT provoca a inovação e a ação prática.

Essa abordagem ficou conhecida mundialmente pelas publicações da empresa de design IDEO, que apostou no seu potencial para provocar transformações em diferentes espaços da sociedade. Embora algumas experiências tenham sido mapeadas em anos anteriores, foi em 2009 que a designer Kiran Bir Sethi (Índia) tornou pública a sua inspiração no design thinking para a transformação das diretrizes de sua escola, criando um movimento denominado Design for Change.1

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