Artmed (87)
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Capítulo 10 - Filosofia para crianças

Anitra Vickery Artmed PDF Criptografado

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Filosofia para crianças

Darren Garside

[...] a mente não é vasilhame que precisa ser preenchido, mas madeira que precisa ser inflamada.

Plutarco

Panorama do capítulo

Este capítulo introduz a prática da filosofia para crianças. Embora as melhores práticas exijam o contínuo treinamento para o desenvolvimento profissional, o capítulo indica como os docentes podem desenvolver técnicas que sejam úteis em sala de aula. Pitadas contextuais são fornecidas para entender o movimento da filosofia para crianças, e, a partir disso, é salientado que a atitude do professor é tão importante quanto a sua habilidade. Dois estudos de caso são fornecidos com base em cenários contrastantes. Uma escola na extremidade leste de Londres começa a filosofia para crianças a partir do maternal e a considera crucial na construção de uma aspiração comunitária e individual. A outra escola, situada em um cenário rural, ao sul da Inglaterra, considera que a filosofia para crianças está no âmago da produção de cidadãos do futuro. O capítulo conclui com referências e sugestões de leituras complementares.

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Capítulo 11 - Falando e aprendendo por meio da linguagem e do letramento

Anitra Vickery Artmed PDF Criptografado

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Falando e aprendendo por meio da linguagem e do letramento

Carrie Ansell e Tor Foster

O pensamento é o botão floral; a linguagem, o desabrochar; a ação, o fruto que vem depois.

Ralph Waldo Emerson, 1803-1882, poeta, ensaísta, filósofo

Panorama do capítulo

O capítulo explorará os princípios e os recursos de ensino dialógico e o contexto da fala em salas de aula. Conexões serão feitas com iniciativas-chave no domínio da fala, desde o Projeto Nacional de Oracia (National

Oracy Project) até progressos na natureza da fala exploratória e do interpensamento. Vamos argumentar que a fala é a base da aprendizagem do letramento e que, para os professores, é essencial criar uma cultura de sala de aula que coloque as crianças no centro da aprendizagem. Por fim, examinaremos o papel da fala na aprendizagem bilíngue e na leitura, na escrita e na ortografia. Dois estudos de caso, em que as escolas adotaram a filosofia de educação infantil em toda a escola, serão usados para demonstrar como um foco no diálogo e na escuta tem o potencial de transformar as práticas de letramento.

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Capítulo 1 - Estruturas de pensamento

Anitra Vickery Artmed PDF Criptografado

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Estruturas de pensamento

Anitra Vickery

Não posso ensinar nada a ninguém; só posso fazê-los pensar.

Sócrates

Panorama do capítulo

Durante muitos anos, o currículo dos anos iniciais enfatizou a aprendizagem passiva, e a criança era considerada um recipiente vazio que precisava ser preenchido com conhecimentos por meio de uma abordagem didática.

Incentivar as crianças a serem ativas em relação à própria aprendizagem e ao desenvolvimento da cognição e da metacognição exige uma pedagogia muito diferente, uma pedagogia que saliente as habilidades de pensamento gerais.

O desenvolvimento explícito das habilidades de pensamento pode ser oferecido de maneiras diferentes: por meio de programas concebidos especificamente e acrescentados ao currículo normal, do direcionamento do pensamento e do raciocínio a disciplinas específicas e de permear o currículo normal com a identificação e a criação de oportunidades em todas as aulas. Seja qual for a abordagem escolhida, o objetivo será permitir que as crianças participem ativamente no pensamento e na aprendizagem de alta qualidade. Esforços para tornar a habilidade de pensamento uma característica central do currículo têm encontrado resistência. Existem opiniões rivais quanto a se as habilidades de pensamento podem ser ensinadas ou se elas são mais bem desenvolvidas por meio do conteúdo das disciplinas, e certos setores questionam se o ensino das habilidades de pensamento é um objetivo curricular legítimo.

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Capítulo 9 - Desenvolvendo as habilidades de pensamento e aprendizagem em ciências

Anitra Vickery Artmed PDF Criptografado

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Desenvolvendo as habilidades de pensamento e aprendizagem em ciências

Chris Collier e Rebecca Digby

Jamais se fez uma grande descoberta sem um palpite ousado.

Isaac Newton

Panorama do capítulo

O capítulo introduz as habilidades de pensamento e aprendizagem que se situam no âmago da ciência. Abordagens que preconizam uma experiência prática, com a aplicação de braços e cérebros na busca do desenvolvimento dessas habilidades, são discutidas com referência às pesquisas e à literatura atuais. Em seguida, um estudo de caso sobre duas turmas distintas permite uma análise sobre certas atividades exploradas no contexto da sala de aula. Por fim, são apresentadas sugestões de atividades para o leitor experimentar, exemplificando a aprendizagem e o desenvolvimento das habilidades em ciências. O capítulo encerra com um resumo e uma lista com referências para leitura adicional e com recursos, incluindo materiais e pesquisas com base na internet.

INTRODUÇÃO

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Capítulo 2 - Aprendizagem ativa na educação infantil

Anitra Vickery Artmed PDF Criptografado

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Aprendizagem ativa na educação infantil

Mary ffield

Por que não transformar as escolas em lugares em que as crianças sejam permitidas, incentivadas e (se e quando elas pedirem) ajudadas a explorar e a compreender o mundo ao seu redor [...] de maneiras que levem em conta os interesses delas?

John Holt

Panorama do capítulo

Este capítulo explora algumas das características distintivas da aprendizagem das crianças pequenas. Examina o papel da motivação intrínseca na aprendizagem ativa e o papel exercido pelas pessoas envolvidas na educação infantil em sustentar a motivação das crianças, apoiar o seu desenvolvimento e, ao mesmo tempo, capacitá-las a seguir as suas próprias linhas de interesse. Utiliza um estudo de caso para exemplificar como as escolas e os professores podem trabalhar criativamente com espaços e recursos, a fim de otimizar a aprendizagem ativa da criança, além de incluir algumas sugestões de estratégias práticas para os profissionais em seus próprios locais de trabalho. Junto com as referências, o capítulo traz sugestões de leituras complementares para esclarecer e ampliar alguns dos temas explorados no capítulo.

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Editora Manole (79)
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Medium 9788520434802

1. O futuro do oprimido

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

1.

O futuro do oprimido

O

que nos diz a palavra “oprimido”? Essa palavra se associou de modo umbilical ao nome de Paulo Freire. O livro Pedagogia do oprimido tornou-se mundialmente famoso.

Nos Estados Unidos, em menos de duas décadas, ultrapassou a casa de 25 edições. Uma vez nas livrarias, saltou das prateleiras da área de educação para se reproduzir também nas ciências sociais e filosofia. E isso para o bem e para o mal das relações entre Paulo Freire e a palavra “oprimido”. Qual o papel da palavra “oprimido” no discurso de Paulo Freire? O que ocorreu de ruim e de bom com o ganho de popularidade dessa palavra?

Primeiro, aponto o bom. Durante muito tempo, a educação foi desatenta a uma crença que agora nos parece simples: as relações políticas, ou seja, as relações de poder atravessam nossas vidas e também toda a educação, seja ela escolar ou não. A pedagogia ganhou muito ao ver que estudantes (e professores) podiam ser tomados antes como aprendizes-oprimidos do que simplesmente como aprendizes. Um banho freireano de socio-

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Medium 9788520438404

1. Comunicação: por um licenciamento ambiental sustentável

BUENO, Wilson da Costa Editora Manole PDF Criptografado

1

Comunicação:     por  um  licenciamento   ambiental  sustentável

Backer  Ribeiro  Fernandes

INTRODUÇÃO

O  Licenciamento  Ambiental  é  uma  exigência  legal  para  a  implantação  e  instalação  de  qualquer  empreendimento  ou  atividade  potencialmente  poluidora  ou  degradadora  do  meio  ambiente.   Para   que   os   projetos   se   viabilizem,   é   necessário   que   as   em  presas  empreendedoras  desenvolvam  um  Estudo  de  Impacto  Ambiental  (EIA)  e  um  Relatório  de  Impacto  ao  Meio  Ambiente  (Rima),  e  os  apresentem  aos  órgãos  licenciadores  para  análise   dos  estudos  ambientais  e  emissão  dos  pareceres  técnicos  e  das   licenças   ambientais.   No   contexto   dos   EIAs,   inserem-se   os   planos  ou  programas  de  comunicação  que  os  empreendedores  devem  desenvolver  como  forma  de  garantir  a  divulgação  das  informações,   participação   e   debate   do   empreendimento   com   a   sociedade,  conforme  previsto  na  legislação  ambiental  brasileira.

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2. Planejamento, comunicação e sustentabilidade: relato de uma experiência a partir do surgimento de uma nova praga na agricultura brasileira

BUENO, Wilson da Costa Editora Manole PDF Criptografado

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Planejamento,  comunicação   e  sustentabilidade:  relato  de   uma  experiência  a  partir  do   surgimento  de  uma  nova  praga   na  agricultura  brasileira

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INTRODUÇÃO

Em  uma  organização  como  a  Empresa  Brasileira  de  Pesquisa  

Agropecuária  (Embrapa),  em  que  o  principal  produto  é  o  desenvolvimento   de   conhecimentos,   que   se   transformam   em   tecnologias,  serviços,  produtos  e  recomendações  técnicas  para  os  sistemas  produtivos,  a  palavra  sustentabilidade  não  tem   apenas  efeito  de  discurso.  Ela  é  a  alma  da  empresa.  É  um  valor   que   inspira   e   orienta   o   desenvolvimento   de   cada   tecnologia   que  é  levada  ao  campo.  Há  quarenta  anos,  o  país  era  importador   de   alimentos   e   o   que   se   viu   desde   então   foi   uma   intensa   transformação,   que   gerou   benefícios   econômicos   e   sociais.  

Hoje,  o  Brasil  detém  uma  das  agriculturas  mais  sustentáveis  e   competitivas  do  planeta.

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3. Cartografia dos sentidos de sustentabilidade de premiados no Guia Exame de Sustentabilidade 2012

BUENO, Wilson da Costa Editora Manole PDF Criptografado

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0N_a\T_NºN�Q\`�`R[aVQ\`�   de  sustentabilidade   premiados  no  Guia  Exame  de  

Sustentabilidade  20121

Rudimar  Baldissera  e  Cristine  Kaufmann

APROXIMAÇÕES E ALINHAVOS

Como  prosseguir?  Durante  muito  tempo  essa  questão  traduziu-se,   por   um   lado,   em   pesquisas   e   inovações   tecnológicas   e,   por  outro,  na  construção  da  cultura  do  consumismo  materializado  na  máxima  do  “consuma  tudo  o  que  puder,  mesmo  que  não   necessite”.  Esse  consumir  tornou-se  sinônimo  de  viver  bem,  de   progredir,  de  prosperar,  enquanto  a  natureza  foi  percebida  como   algo  a  ser  dominado,  subjugado,  explorado  e  mesmo  expropriado   pela   sociedade.   Porém,   essa   mesma   pergunta,   hoje,   parece   estar  assumindo  novos  contornos,  pois  o  meio  ambiente,  cada   vez  mais,  dá  sinais  de  esgotamento.1

Os  problemas  ambientais  do  presente  e  seus  prováveis  desdobramentos  assumem  a  configuração  de  uma  crise  civilizatória   que  questiona  o  conhecimento  do  mundo  e  o  comportamento  

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4. Comunicação, jornalismo e sustentabilidade: apontamentos críticos

BUENO, Wilson da Costa Editora Manole PDF Criptografado

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Comunicação,  jornalismo   e  sustentabilidade:   apontamentos  críticos1

Wilson  da  Costa  Bueno

ENTENDENDO O CONCEITO

A  comunicação,  vista  sob  uma  perspectiva  ampla,  tem  um  papel  importante  a  desempenhar  no  processo  de  conscientização   e  de  mobilização  para  a  sustentabilidade.  1

De  imediato,  podemos  reconhecer  que  ela  pode  cumprir  três   funções  básicas,  todas  elas  articuladas  e  complementares.

Em  primeiro  lugar,  a  comunicação  competente  pode  contribuir  para  a  consolidação  do  conceito  de  sustentabilidade,  buscando  eliminar  equívocos  como  os  que  a  associam  a  ações  meramente  pontuais  ou  que  a  reduzem  à  simples  dimensão  ambiental.

A  sustentabilidade  deve  ser  percebida  de  maneira  abrangente  e   incorporar  aspectos  ambientais,  socioculturais,  políticos  e  econômicos,  porque,  ao  contrário  do  que  entendem  alguns  gestores,  in1  

Estes  apontamentos  resultam,  originalmente,  de  anotações  de  aula,  posts   e  partes  de  textos  inseridos  em  portais  de  comunicação  que  foram  aqui   reunidos  e  sistematizados  com  o  objetivo  de  permitir  uma  visão  crítica   com  respeito  a  alguns  temas  emergentes  e  relevantes  que  envolvem  o  debate  atual  sobre  comunicação,  jornalismo  e  sustentabilidade.

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Editora Saraiva (28)
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2.5 design thinking em diferentescontextos educacionais

Andrea Cristina Filatro, Carolina Costa Cavalcanti Editora Saraiva PDF Criptografado

DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

2.5 �design thinking em diferentes contextos educacionais

Neste capítulo, tratamos das três principais aplicações do DT no campo da educação: abordagem de inovação, metodologia para solução de problemas e estratégia de ensino-aprendizagem.

De fato, o modo de pensar, o processo e as estratégias do DT são aplicáveis a uma ampla variedade de situações no campo da educação: para solucionar problemas complexos (como evasão escolar, bullying, gravidez precoce, consciência ambiental, participação comunitária, conflito geracional, fraudes em exames, para citar alguns exemO MODO DE PENSAR, O PROCESSO E AS plos), para definir novos produtos educacionais

ESTRATÉGIAS DO DT SÃO APLICÁVEIS A UMA AMPLA

(como cursos, materiais didáticos, metodologias

VARIEDADE DE SITUAÇÕES NO CAMPO DA EDUCAÇÃO de trabalho, modelos pedagógicos), para subsidiar o trabalho de equipe técnica e/ou administrativa das instituições (na criação de fluxo de trabalho, no desenvolvimento de projetos etc.) e para colocar em prática o protagonismo discente (no projeto integrador e trabalho em grupo). Nos tópicos seguintes serão apresentadas algumas das especificidades e aplicações do DT na educação presencial, a distância e corporativa.

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1.1 significado da expressão design thinking

Andrea Cristina Filatro, Carolina Costa Cavalcanti Editora Saraiva PDF Criptografado

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Este capítulo inicial apresenta, em linhas gerais, o conceito de design thinking

(DT), recuperando a origem da expressão, suas características gerais e principais vertentes de pesquisa e prática.

Situa o conceito nas áreas de educação presencial, a distância e corporativa.

1.1  significado da expressão design thinking

N

as palavras de Tim Brown,1 um dos maiores defensores do design thinking, esta é uma abordagem que usa a sensibilidade e os métodos dos designers para conciliar as necessidades das pessoas com o que é tecnologicamente exequível, visando converter oportunidades que agregam valor em soluções para um contexto específico. Literalmente, o autor afirma que:

O Design Thinking começa com habilidades que os designers têm aprendido ao longo de várias décadas na busca por estabelecer a correspondência entre as necessidades humanas com os recursos técnicos disponíveis considerando as restrições práticas dos negócios. Ao integrar o desejável do ponto de vista humano ao tecnológico e economicamente viável, os designers têm conse­guido criar os produtos (processos, serviços e estratégias) que usufruímos hoje.2

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Design como profissão

Andrea Cristina Filatro, Carolina Costa Cavalcanti Editora Saraiva PDF Criptografado

DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

Essa brevíssima retomada do conceito é insuficiente para entendermos a complexidade do conceito de design. Por essa razão, nos tópicos seguintes, analisaremos o termo em algumas de suas muitas dimensões – design como profissão, processo, produto e modo de pensar – como destaca a figura a seguir.

figura i.1  As várias dimensões do design

Modo de pensar

Produto

Processo

Profissão

Fonte: elaborada pelas autoras.

Design como profissão

A despeito da recente democratização do design entre as pessoas sem formação específica, essa área só se tornou objeto de uma profissão a partir da crise econômica de 1929 nos Estados Unidos, quando os fabricantes perceberam a relevância do design de produtos para atingirem o sucesso comercial.

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Introdução

Os primeiros designers eram contratados pela indústria como colaboradores autônomos com o objetivo de criar produtos que fossem funcionais e esteticamente atraentes aos consumidores. De lá para cá, o design se desdobrou em uma série de vertentes profissionais, como as que seguem.

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3.3 stakeholders – as partes interessadas

Andrea Cristina Filatro, Carolina Costa Cavalcanti Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 3  •  Quem faz o design thinking?

Brenner e Uebernickel15 indicam que a heterogeneidade é fundamental para que a inovação ocorra, mas também pode ser uma grande geradora de conflitos durante o desenvolvimento de um projeto. Por isso, o professor deve ficar atento para que as diferenças entre as visões e o perfil dos

HETEROGENEIDADE É FUNDAMENTAL PARA QUE A membros de um grupo não sejam tão grandes a

INOVAÇÃO OCORRA, MAS TAMBÉM PODE SER UMA ponto de se tornarem um impeditivo para a geração de soluções criativas. Os grupos devem ser

GRANDE GERADORA DE CONFLITOS DURANTE O constantemente lembrados de que trabalhar em

DESENVOLVIMENTO DE UM PROJETO equipe requer disposição dos participantes para aceitar as diferenças e exige tolerância para lidar com visões contrastantes – a propósito, competências a serem almejadas em qualquer ação educativa e desejáveis em qualquer trabalho em equipe.

Por fim, cabe destacar que o princípio de grupos heterogêneos se aplica igualmente a projetos desenvolvidos por grupos inteligentes de especialistas e pode ser o parâmetro usado por um líder para escolher os design thinkers que formarão as equipes.

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2.3 design thinking como metodologiapara solução de problemas

Andrea Cristina Filatro, Carolina Costa Cavalcanti Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 2  •  Para que serve o design thinking?

2.3 �design thinking como metodologia para solução de problemas

O DT É ESPECIALMENTE

INTERESSANTE PARA A EDUCAÇÃO

JUSTAMENTE PELO FATO DE

AJUSTAR-SE BEM À SOLUÇÃO

DOS CHAMADOS WICKED

PROBLEMS (OU “PROBLEMAS

COMPLEXOS”, “DIFÍCEIS”,

“CAPCIOSOS”,

“MAL DEFINIDOS”)

Para fins didáticos, procuramos distinguir neste livro o DT como abordagem de inovação e o DT como metodologia para solução de problemas. Como vimos anteriormente, a inovação pode ser definida como a criação de algo totalmente novo (inovação descontínua, radical ou disruptiva) ou como a reorganização de ideias e a melhoria de produtos, processos, serviços e políticas (inovação incremental e sintética). Esse tipo de inovação não considera, necessariamente, a aprendizagem que ocorre durante o processo de inovar; o enfoque está centrado nos resultados da implementação de uma ou mais inovações.

A solução de problemas, por sua vez, pode apoiar-se em abordagens tradicionais, cujo enfoque é a solução eficiente de um problema. Dessa maneira, determinado problema pode ser resolvido sem que uma inovação resulte do processo. E é pela avaliação dos resultados da solução implementada que se pode determinar se o problema foi realmente resolvido de forma eficaz.

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Grupo A (2903)
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Capítulo 4. Uma revisão sistemática do uso de brinquedos de programar e kits robóticos: pensamento computacional com crianças de 3 a 6 anos

Rodrigo Barbosa e Silva, Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

pensamento computacional com crianças de 3 a 6 anos

André Luiz Maciel Santana, André Raabe

A criança inicia na educação infantil um processo de socialização, por meio do relacionamento com outras crianças da mesma faixa etária e com seus educadores. Sua inserção nesse espaço também propicia a aquisição de estratégias diferenciadas, que possibilitam novas formas de socialização e construção de conhecimentos.

Ao brincar, os envolvidos manuseiam objetos e, sem perceber, desenvolvem habilidades que são propiciadas por essa interação. Nesse contexto, brinquedos programáveis e kits robóticos podem ser utilizados como objetos de apoio para a resolução de problemas de forma lúdica, pois a criança se diverte e, ao mesmo tempo, desenvolve sua cognição. A relação entre a criança e a tecnologia e o resultado dessa interação vem sendo chamado de pensamento computacional (CT, do inglês computational thinking), expressão cunhada por Janette Wing em 2006. CT é comumente referido como um conjunto de habilidades e competências comuns à área de ciência da computação. Tais competências podem ser utilizadas para estimular a capacidade de resolver problemas, em diferentes níveis de abstração, em qualquer área do conhecimento e em qualquer fase da vida, explorando a criatividade e a construção do saber ao longo do tempo (WING, 2006).

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Capítulo 10. Avaliação de projetos de tecnologias digitais na educação pública brasileira: experiência do programa Escolas Rurais Conectadas

Rodrigo Barbosa e Silva, Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

experiência do programa Escolas Rurais Conectadas

Gustavo Giolo Valentim, Juliano Bittencourt, Mariana Pereira da Silva

A inovação no sistema escolar tem sido um desafio para a comunidade que advoga o potencial transformador da tecnologia nos ambientes de aprendizagem. Na primeira década dos anos de 2000, Papert (2001), ao refletir sobre por que os sistemas educacionais assimilavam as inovações às práticas antigas, em vez de se transformarem frente às novas possibilidades abertas pela tecnologia, aponta para a necessidade de uma estratégia mais sistêmica e desenvolvimentista para a introdução do computador nas escolas.

Cavallo e colaboradores (2004) aprofundam essa reflexão ao apresentar um framework para se refletir sobre o processo de inovação em sistemas educacionais, trazendo como ideia central o conceito de que a transformação em escala macro é constituída por inúmeras transformações micro que progressivamente se agregam, chegando a um momento em que colocam o sistema vigente em contradição, tornando a mudança de paradigma inevitável e posicionando novos modelos como alternativas.

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Capítulo 14. Um modelo de oficinas de IoT para estudantes do ensino médio

Rodrigo Barbosa e Silva, Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

Cassia Fernandez, Leandro Coletto Biazon, Alexandre Martinazzo, Irene Karaguilla Ficheman, Roseli de Deus Lopes

Atividades relacionadas com programação, computação física, robótica e, mais recentemente, com a internet das coisas (IoT, do inglês internet of things) vêm sendo oferecidas a estudantes da educação básica devido ao desenvolvimento e disseminação de novas ferramentas adequadas para uso por crianças e jovens. O trabalho com esses temas possibilita o engajamento em atividades de aprendizagem interativa, dinâmica e multidisciplinar, que podem contribuir para o aumento da motivação e para a assimilação de conceitos científicos, tecnológicos, matemáticos, artísticos e de engenharia na resolução de problemas da vida real.

A conexão de sensores e atuadores a redes e a dispositivos móveis tem estado cada vez mais presente no cotidiano, trazendo à tona discussões a respeito da IoT. Ferramentas vêm sendo desenvolvidas pela indústria para tal integração, despertando novas possibilidades para a criação de objetos inteligentes.

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Capítulo 16. Sobre experiências, críticas e potenciais: computação física educacional e altas habilidades

Rodrigo Barbosa e Silva, Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

computação física educacional e altas habilidades

Marília A. Amaral, Nicollas Mocelin Sdroievski, Leander Cordeiro de Oliveira, Pricila Castelini

As diferenças são construções sociais históricas situadas culturalmente, e cada indivíduo, com altas habilidades (AH) ou não, possui experiên­cias e formas distintas de aprender e compreender, bem como dificuldades e capacidades que precisam ser consideradas no processo de ensino e aprendizagem.

Este capítulo descreve uma parceria desenvolvida com o Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto (IEPPEP) que partiu de uma demanda docente do IEPPEP por maneiras diferenciadas de trabalhar temáticas que vão além das concepções curriculares tradicionais. Por meio desse engajamento, docentes da instituição estabeleceram um contato com o grupo Programa de Educação Tutorial – Computando Culturas em Equidade (PET-CoCE).

O grupo PET-CoCE, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), tem como proposta integrar a computação com outras áreas por meio do ensino, da pesquisa e da extensão. Esta última foi base para o desenvolvimento de atividades voltadas a estudantes com AH que participam da Sala de Recursos de Altas Habilidades (SRAH) do IEPPEP.

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Capítulo 5. Jabuti Edu: uma plataforma livre de acesso à robótica educacional

Rodrigo Barbosa e Silva, Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

uma plataforma livre de acesso à robótica educacional

Eloir José Rockenbach, Daniele da Rocha Schneider, Enoque Alves, Léa Fagundes, Patrícia Fernanda da Silva

A robótica vem ganhando espaço em sala de aula como uma estratégia pedagógica inova­dora. Caracteriza-se por ambientes de aprendizagem enriquecidos por dispositivos robóticos que permitem aos alunos explorarem e criarem suas teo­rias e hipóteses por meio de observações e da própria prática.

Isso envolve um processo de construção e reconstrução do próprio conhecimento por meio da motivação, dando sentido ao processo de aprendizagem, no qual “[...] o tempo e o espaço são o da experimentação e da ousadia em busca de caminhos e de alternativas possíveis [...]” (KENSKI, 2003, p.47), permitindo ao aluno a análise, a comparação e a exploração de forma autônoma.

Por meio do fazer, colocar a “mão na massa”, o aluno tem a oportunidade de criar soluções por conta própria, facilitando, assim, o desenvolvimento do conhecimento. Para Piaget (1976), esse conhecimento não está no sujeito nem no objeto, mas na interação do sujeito com o objeto – na medida em que o aluno estabelece relações com o objeto, vai construindo seu próprio conhecimento.

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Grupo A (38)
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Capítulo 5 - A inteligência como um espectro de competências

César Coll Salvador, Carles Monereo, Urie Bronfenbrenner, José A. Castorina, Ricardo J. Baquero, John Heron, Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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A inteligência como um espectro de competências

KATIA SMOLE

>> Debater as teorias que levaram ao conceito atual de inteligências múltiplas.

>> Definir o conceito de inteligências múltiplas criado por Gardner e seus espectros de competência.

>> As diversas teorias relacionadas à inteligência até o conceito atual criado por Gardner.

>> Os espectros de competências e a complementação do espectro pictórico ao musical.

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128 psicologia da educação

A VISÃO PSICOMÉTRICA DA INTELIGÊNCIA

Existem diferentes concepções e tentativas de definir e caracterizar a inteligência. No entanto, a concepção hegemônica ainda está atrelada a um ponto de vista psicométrico ou ao enfoque de testes de inteligência que, como o nome indica, foram elaborados e construídos em torno do intento de medir o rendimento intelectual da maneira mais exata e confiável possível.

Pensar numa forma de classificar as pessoas a partir de suas capacidades intelectuais é uma ideia antiga. Segundo Gould (1991), a tese de que o valor dos indivíduos e dos grupos sociais pode ser determinado por meio da medida da inteligência como quantidade isolada apoia-se em dados provindos inicialmente da craniometria − ou medida do crânio −, cujas bases remontam ao século XII.

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Capítulo 4 - Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem

César Coll Salvador, Carles Monereo, Urie Bronfenbrenner, José A. Castorina, Ricardo J. Baquero, John Heron, Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem*

JOHN HERON

>> Conhecer uma teoria contemporânea sobre a aprendizagem, percebendo uma interação dinâmica entre vida e mente.

>> Os ciclos básico e reverso de aprendizagem do ego e de aprendizagem da pessoa.

* N. de E.: Capítulo originalmente publicado no livro ILLERIS, K. et al. Teorias contemporâneas da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2012. 280p.

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100 psicologia da educação

INTRODUÇÃO

Neste capítulo, apresento minha abordagem aos processos de vida e aprendizagem, derivada de minha teoria da pessoa (HERON, 1992). Ela leva a uma série de modelos e mapas – conjecturas estruturais – que o leitor é convidado a conhecer, como um conjunto de lentes para olhar diferentes aspectos da vida e da aprendizagem.

Como essas lentes proporcionam uma visão seletiva, por mais que possam esclarecer, elas também limitam. Elas não representam a realidade; não oferecem mais do que maneiras possíveis de interpretar nossa experiência. Elas se concentram em apenas um tipo de história, entre muitas outras concebíveis, sobre como vivemos e aprendemos. Contudo, creio que seja uma história proveitosa.

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Capítulo 3 - Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

César Coll Salvador, Carles Monereo, Urie Bronfenbrenner, José A. Castorina, Ricardo J. Baquero, John Heron, Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

JOSÉ A. CASTORINA E RICARDO J. BAQUERO

>> Identificar as semelhanças e as diferenças entre a concepção dialética de Piaget e a de Vygotsky.

>> As ideias e os enfoques metodológicos de Piaget e Vygotsky.

>> A dialética na explicação genética de Piaget e na explicação psicológica de Vygotsky.

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psicologia da educação

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem por objetivo reexaminar as principais ideias de Piaget e Vygostky sobre a dialética, estabelecendo uma comparação crítica entre as concepções e identificando semelhanças e diferenças. Antes, contudo, vale a pena retomar dois aspectos importantes.

Em primeiro lugar, Piaget tematizou explicitamente – em particular na última parte de sua obra – o significado da categoria para a discussão epistemológica e realizou pesquisas empíricas especialmente dedicadas a reconstruir a dialética do conhecimento.

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Capítulo 2 - A teoria bioecológica do desenvolvimento humano

César Coll Salvador, Carles Monereo, Urie Bronfenbrenner, José A. Castorina, Ricardo J. Baquero, John Heron, Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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A teoria bioecológica do desenvolvimento humano1

URIE BRONFENBRENNER

>> Analisar as perspectivas atuais e futuras da teoria bioecológica do desenvolvimento humano.

>> As proposições de trabalho e pesquisa derivadas do modelo bioecológico.

1 BRONFENBRENNER, U. The bioecological theory of human development. In: SMELSER, N. J.; BALTES, P.

B. (Ed.). International encyclopedia of the social and behavioral sciences (Vol. 10, pp. 6963–6970). New

York: Elsevier, 2001. Reimpresso com a permissão da editora Elsevier Science Ltd.

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psicologia da educação

INTRODUÇÃO

O modelo bioecológico, juntamente com seus respectivos delineamentos de pesquisa, é uma evolução do sistema teórico para o estudo científico do desenvolvimento humano ao longo do tempo. Dentro da Teoria Bioecológica, o desenvolvimento

é definido como o fenômeno de continuidade e de mudança das características biopsicológicas dos seres humanos como indivíduos e grupos. Esse fenômeno se estende ao longo do ciclo de vida humano por meio das sucessivas gerações e ao longo do tempo histórico, tanto passado quanto presente.

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Capítulo 1 - Educação e aprendizagem no século XXI

César Coll Salvador, Carles Monereo, Urie Bronfenbrenner, José A. Castorina, Ricardo J. Baquero, John Heron, Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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Educação e aprendizagem no século XXI

Novas ferramentas, novos cenários, novas finalidades

CÉSAR COLL E CARLES MONEREO

>> Discutir o impacto das tecnologias da informação e da comunicação

(TICs) e das novas ferramentas tecnológicas na aprendizagem.

>> O surgimento e o desenvolvimento das TICs, e as consequentes mudanças no cenário social.

>> A transformação na forma de pensar a educação a partir das possibilidades oferecidas pelas TICs.

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psicologia da educação

TECNOLOGIA, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: UMA

ENCRUZILHADA DE INFLUÊNCIAS

AS FORÇAS DA MUDANÇA

Tentar entender e valorizar o impacto educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) considerando apenas sua influência sobre as variáveis psicológicas do aprendiz que opera com um computador e que se relaciona, por seu intermédio, com os conteúdos e tarefas de aprendizagem, com seus colegas ou com seu professor seria, do nosso ponto de vista, uma abordagem tendenciosa e míope da questão. O impacto das TICs na educação é, na verdade, um aspecto particular de um fenômeno muito mais amplo, relacionado com o papel dessas tecnologias na sociedade atual.

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