Editora Manole (16)
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1. Origens – Alex Atala, Fernando e Humberto Campana

NACCACHE, Andréa Editora Manole PDF Criptografado

1

ORIGENS

ALEX ATALA,

FERNANDO E HUMBERTO CAMPANA

Criativos-comunicadores 4

/Aprender do

puro contato 6 /Sutilezas sem palavras 7

/Toda origem é permitida 8 /Linhas cruzadas 10 /Historia naturalis 12

/O trabalho (ou não) da angústia 13

/Os primeiros jovens do século 21 14

/A emergência das ideias 15 /O nascimento dos irmãos 16 /O partido do erro: andando fora da linha (de produção) 18

/Profissões sensoriais 18 /Punk! Sobre

quando o espelho desenquadrou o Alex 21

/Um vão, uma janela 22 /Brasileiros, com residência criativa 23 /Livre-docência sem cátedra nem beca 25 /O vazio entre atos 27 /Ponto de partida: ensinar e aprender criação 29 /O futuro: jogar xadrez com a vida 30 /O número 1 não

é eterno 33 /Tradução da Amazônia 35

/Concorrências 36 /Uma pausa 37

4

CRIATIVOS-COMUNICADORES

A conversa inaugural aconteceu no D.O.M.

Restaurante, à rua Barão de Capanema, nos

Jardins, em São Paulo, endereço do chef Alex

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3. Intermezzo: convívio – Jum Nakao e colaboradores

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INTERMEZZO:

CONVÍVIO

JUM NAKAO E COLABORADORES

Década de 1970: abaixo o pudor de

/O paraíso e o inferno da experimentação digital 81 /Jum Nakao:

criar! 80

a criação não está no desenho 83

/Impacto. Porque a referência comercial é pouco comercial 84 /Quem quer ser

Pablo Picasso? A busca (ou não) da ruptura histórica 85

/Estamos mais

/A tese da explosão de criatividade 91 /Um corte e uma costura pessoais 92 /“Os criativos” não existem

96 /Malcriação? 97 /O talento insiste 98 /A questão é de convívio 99

/Esses “bichos criativos” 101 livres? 88

80

DÉCADA DE 1970: ABAIXO

O PUDOR DE CRIAR!

É nosso último encontro. Uma noite agitada pela abertura de exposições e eventos na cidade deixa a agenda dos convidados movimentada. Alex virá para a conversa com Jum algumas horas mais tarde – direto da cozinha, vestido em seu dólmã branco.

Iniciamos com Jum um debate livre, em que se revelam especialmente os conhecimentos profissionais e as preocupações dos convidados. Enrique Lipszyc, que fundou a Panamericana – Escola de Arte e Design em São Paulo, abre a conversação:

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4. Destinos – Alex Atala e Jum Nakao

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DESTINOS

ALEX ATALA E JUM NAKAO

A criação de pés no chão: técnica e

/Alex Atala: da imaginação à mesa 111 /Similaridade

112 /O ingrediente racionalidade 113

/Preguiça: o tempo de fazer nada 115 /Os tempos e seus pesos 117

/Manteiga de cacau! À exaustão, e utilidade 108

de novo, de novo, de novo... 118

/O que simboliza? Para que serve?

Por que gostamos? 119 /As lições de criação 119 /Jogos de espelhos 122 /Lindo! Delicioso!

Inesquecível! Bravo! Silêncio 124

/Autocrítica e autopromoção 125

/E agora, acabou? 127 /A imagem

do homem e a imagem do criador 129

/Repercussão 130

108

A primeira rodada de conversas desta noite durou duas horas, encerrada com o atrelamento, defendido pelo Jum, de limite e criatividade. Logo, Alex entra na sala – apressado, agitado, ritmado como a cozinha de restaurante exige. São 22 horas e todos querem ouvi-lo também. Alceu Baptistão reinicia o debate.

Brasília, com Cardozo contratado pela empresa de engenharia responsável. Foi ele quem conseguiu fazer a cúpula da Câmara Federal ficar elevada sobre o prédio do Congresso; são seus os números da curvatura que mantém em pé a

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2. Presente – Fernando e Humberto Campana e Jum Nakao

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PRESENTE

FERNANDO E HUMBERTO CAMPANA

E JUM NAKAO

Nakao: “A Costura do Invisível” 44

/Campana: para mostrar a rua 47

/Da ideia ao objeto ou do objeto à ideia 50

/Egoísmo e generosidade 52 /Para si

ou para o outro, para si e para o outro 54

/O máximo: um trabalho de dar raiva! 56

/Entre o “outro” e o “eu” 57 /Inventores de convívios 59 /Maleável como o ar 59

/Resultados diferentes 61 /O tempo da dúvida 63 /O começo e o fim 64 /De porta em porta: sorte e persistência 65

/Coffee break 66 /A qualquer hora: a inspiração 67 /Extimidade 69

/Parcerias comerciais 70 /Educação

criativa: liberdade compartilhada 71

/Fama e reconhecimento 72 /O futuro:

o alcance econômico e social da criação 73

/De mãos dadas 73

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NAKAO: “A COSTURA DO INVISÍVEL”

É nosso primeiro encontro aberto a convidados. A proposta foi reunir debatedores de diversas áreas, diferentes bases culturais, para investigarem juntos, em uma edição ao vivo, as histórias que os autores nos contariam sobre suas vidas, seus trabalhos, sua visão da criação atual. Quem estava na sala

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6. Um pouco de história

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223

UM POUCO

DE HISTÓRIA

224

DESIGN

UMA RESPOSTA À

“ARTE DE SALÃO”

Humberto lembra da escola de Walter Gropius, a Bauhaus, quando pensa no alcance popular da criação.

A Bauhaus foi o instituto de arquitetura e design criado por Gropius na cidade alemã de

Weimar, no início do século 20, com o desejo de que muitas das coisas que pareciam ser luxo se tornassem “normais entre as pessoas em um futuro próximo”. Design acessível.

Naquela época, despontavam endereços de arquitetura moderna ao redor do planeta. As formas geométricas, os materiais de escolha e outras características da Bauhaus – cimento, vidro, madeira sem adornos, ângulos retos, amplos ambientes abertos – deixavam para trás os detalhes rebuscados, os cantos em rococó, as marchetarias coloridas e os veludos e sedas decorativos, que vestiam objetos e compunham estilos com nomes em homenagem aos reis da França.

A chegada da modernidade ao design aconteceu no curso da Revolução Industrial e contou com o trabalho de duas figuras distintas: de um lado, o artesão-artista e, de outro, o artesão-máquina, operário de fábrica.

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Grupo A (157)
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Medium 9788536321318

Capítulo 13 - TRANSTORNOS DO CONTROLE DOS IMPULSOS

Landeira-Fernandez, J. Grupo A PDF Criptografado

capítulo 13

TRANSTORNOS

DO CONTROLE

DOS IMPULSOS

O conceito de impulso vem da física e está relacionado ao esforço necessário para colocar um corpo em movimento. Matematicamente, um impulso “I” pode ser expresso pela fórmula “I = F.t”, onde “F” é a força aplicada sobre o corpo e “t”, o tempo de atuação da força. Em neurofisiologia, utiliza-se o termo impulso nervoso para descrever um sinal elétrico que é transmitido ao longo de um neurônio. Em psicologia, impulso representa uma força motivacional capaz de dar origem a um comportamento. Além do impulso, processos relacionados com a volição (ou vontade) são importantes para a ocorrência de uma ação.

Dentro desse modelo, o impulso representa o aspecto emocional relacionado à força que impele o indivíduo à ação. A volição, por sua vez, representa o componente cognitivo responsável pelo processo de escolha entre várias possibilidades de ação. Assim, embora a ausência de um impulso impossibilite uma ação, são as etapas do processo volitivo que determinam como o indivíduo irá agir.

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Medium 9788577807826

7. DESIGN E ESTRATÉGIA: TRANSFORMAÇÃO POR MEIO DO DESIGN

Mozota, Brigitte Borja de Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 7

DESIGN E ESTRATÉGIA: TRANSFORMAÇÃO POR

MEIO DO DESIGN

Gerenciar o design em um nível estratégico é administrar sua contribuição para o processo de formulação da estratégia: para definir a responsabilidade e a liderança atribuídas ao design e sua contribuição à cultura organizacional, buscar oportunidades de inovações em design e multiplicar demonstrações de identidade por meio do design.

Esse terceiro nível de gestão do design estabelece elos entre design, comunicação corporativa e alta administração.

INTRODUÇÃO: OS DOIS MODELOS DE POSICIONAMENTO

ESTRATÉGICO DO DESIGN

Há dois modelos de posicionamento estratégico do design: o “inato” e o “adquirido”.

O modelo “inato”

Este modelo surge em organizações que consideram o design uma competência central desde o nascimento da empresa. O design é parte da base empresarial do fundador. Exemplos desse papel estratégico “inato” do design incluem todas as empresas que foram fundadas por um designer-empreendedor em setores como moda, têxtil, distribuição ou mobiliário, como Marimekko, Habitat, Ikea, Herman Miller, Cassina e

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Medium 9788536321318

Capítulo 8 - TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

Landeira-Fernandez, J. Grupo A PDF Criptografado

TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

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Fenômenos dissociativos podem ocorrer em pessoas normais e são comuns em nosso cotidiano. Eles ocorrem quando estamos devaneando e quando estamos tão concentrados em uma atividade – como ler um livro – que ficamos totalmente alheios ao ambiente. Da mesma forma, o estado de transe induzido por hipnose constitui, também, um fenômeno dissociativo. O indivíduo hipnotizado fica tão aderido à voz e às instruções do hipnotizador que ignora tudo mais que está ao redor.

Dessa forma, a impressão que temos de que nossa consciência é um fenômeno unitário e de que nossa atividade mental se expressa por meio de um processamento em série – ou seja, uma atividade mental de cada vez, ao longo de um processo contínuo – é relativamente falsa. Diversas funções mentais podem se manifestar concomitantemente. Nossa atividade mental funciona de forma paralela. Somos capazes de realizar várias tarefas de forma simultânea, embora grande parte dessas tarefas não sejam necessariamente agregadas a um sistema único de consciência ou de identidade.

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Capítulo 2 - TRANSTORNOS COGNITIVOS

Landeira-Fernandez, J. Grupo A PDF Criptografado

capítulo 2

TRANSTORNOS

COGNITIVOS

O termo cognição deriva da palavra latina cognitione, que significa conhecer. Representa o conjunto das funções mentais responsáveis pela aquisição, organização, interpretação e armazenamento de informações do mundo externo que possuem algum valor significativo para o indivíduo. São as habilidades cognitivas que nos permitem representar o mundo à nossa volta, prevendo e alterando o curso de eventos futuros. Dentre o grande número de funções cognitivas, destacam-se a consciência, a atenção, a orientação, a sensopercepção, a memória, o pensamento, a inteligência e as funções executivas. A seguir, discutiremos algumas dessas funções cognitivas.

A consciência é, sem dúvida, a mais complexa de todas as funções mentais. A própria palavra consciência é utilizada em nossa língua para expressar, pelo menos, dois processos mentais relativamente distintos. Assim, o termo consciência pode ser empregado para indicar a vivência subjetiva da atividade mental, o dar-se conta das vivências internas (pensamentos, sentimentos, recordações), dos estímulos corporais e do mundo externo (a sensopercepção). Nesse sentido, ela representa a integração de todos os processos psíquicos em determinado momento.

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Capítulo 10 - TRANSTORNOS DA SEXUALIDADE

Landeira-Fernandez, J. Grupo A PDF Criptografado

TRANSTORNOS DA SEXUALIDADE

164 to de interações sociais durante a infância e a adolescência. Assim, a sexualidade humana só se expressa de forma plena após sua completa maturação, com o advento da puberdade.

Três aspectos são importantes no desenvolvimento psicossexual: orientação sexual, identidade de gênero e papel do gênero. A orientação sexual está relacionada ao objeto ao qual se dirige a atração ou excitação sexual. Ou seja, o indivíduo pode ter uma orientação heterossexual

(atração pelo sexo oposto), homossexual (atração pelo mesmo sexo), bissexual (atração por ambos os sexos) ou assexual (indiferença à prática sexual). O termo orientação sexual é considerado mais apropriado que opção sexual ou preferência sexual, uma vez que a tendência sexual começa a se desenhar na infância, período em que a criança ainda não possui capacidade plena de avaliar e definir sua preferência sexual.

A identidade de gênero, por sua vez, representa a autoconsciência ou convicção que a pessoa tem quanto a ser homem ou mulher. Desenvolve-se durante os três primeiros anos de vida e está diretamente relacionada tanto ao sexo da criança quanto ao ambiente em que ela

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Grupo Almedina (21)
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Medium 9789724417134

Sobre os amadores de arte: antigos e modernos

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Sobre os amadores de arte: antigos e modernos(*)Um dos fenómenos mais marcantes da vida moderna é o associativismo. Qual é o seu móbil, donde vem o ímpeto urgente para tal? A resposta imediata reza: a comunidade de interesses.Um dado número de pessoas consagra-se à mesma actividade, segue as mesmas tendências, e cada qual crê que sai a ganhar, se todos unirem esforços para atingir um e o mesmo objectivo. Mas acresce a isto uma segunda coisa. Aqueles que se unem com uma determinada finalidade crêem assim que estão a ser úteis não só a si próprios mas também à colectividade, na medida em que desempenham uma tarefa determinada como que numa espécie de divisão do trabalho no seio da colectividade. O egoísmo em estado puro nunca pode ser o princípio da sociedade; há, sem dúvida, sociedades que parecem estar dele imbuídas a um ponto extremo, mas ainda assim é-lhes inerente uma necessidade interna, pois de outro modo não subsistiriam: o todo ameaçado por elementos(*) Conferência proferida na Sociedade vienense dos amadores de arte(nota do editor alemão).

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Medium 9789724418933

ANEXO – PORQUÊ CONCRETO?

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

ANEXOPORQUÊ CONCRETO?Por: ALEXANDRE KOJÈVEINTRODUÇÃOEste texto foi publicado em dezembro de 1966 no n.º 27 da revistaXX. Siècle, destinado a celebrar o centenário do nascimento deKandinsky.Tem o mérito de ter sido redigido em 1936, a pedido de Kandinsky, pelo filósofo Alexandre Kojève, seu sobrinho. É o resultado das discussões mútuas, nessa época, e o artista, depois de ter feito algumas anotações com a sua própria mão, declarou-se de acordo com o seu conteúdo.Nele encontramos um certo número de definições simples que esclarecem o seu pensamento: é a pintura tradicional que é abstrata, uma vez que ela extrai (daí abstrata) o Belo encarnado de maneira visível na natureza. A pintura não-figurativa, essa, é concreta e não abstrata, uma vez que ela cria um objeto e que, consequentemente, o Belo não existe nela abstraído da natureza, sendo diretamente produzido pelos seus próprios meios, A pintura não-figurativa é tão concreta e tão objetiva como o Belo que encarna na natureza.

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Medium 9789724417134

Uma nova história da arte

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Uma nova história da arteQuando Bramante foi incumbido pelo Papa Júlio II (21) de executar a construção da cúpula de São Pedro, no seu entusiasmo impulsivo, conseguiu fazer avançar a obra com uma celeridade tal que, alguns anos depois, aquando da morte do primeiro empreiteiro e construtor, os quatro poderosos pilares da cúpula erguiam-se prontos. Ora, a isso seguiu-se um longo intervalo de reflexão até que se tomou a decisão de avançar para a abóboda da cúpula e terminar assim a construção; conta-se que se examinou a capacidade de carga dos pilares e que ela foi considerada insuficiente, de tal modo que foi preciso proceder ao reforço substancial dos alicerces, antes de se continuar a construção. Foi necessário meio século, até Miguel Ângelo e Giacomo della Porta (22), para que a(21) Donato d’Angelo Lazzari, dito Bramante da Urbino (1444-1514), recebeu do Papa Júlio II, em 1503, a comissão de reconstruir a basílica de São Pedro em Roma. O seu projecto, que era marcadamente romano-bizantino, foi bastante alterado depois da sua morte.

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Medium 9789724418933

TODA A ÉPOCA ESPIRITUAL

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

TODA A ÉPOCA ESPIRITUALTexto publicado na revista XX. Siècle em 1943, um ano antes da morte de Kandinsky.As nove primeiras linhas são retomadas de uma publicação de luxo, 10 Origin, editada em 1942 por Max Bill, na Allianz Verlag deZurique e que oferecia xilogravuras de Kandinsky e de muitos outros artistas. Kandinsky escreveu a este propósito uma curta introdução.Ele retoma a ideia segundo a qual todos os domínios espirituais de uma época estão ligados por um mesmo conteúdo, que eles procuram exprimir seguindo uma forma perfeitamente adequada.O conteúdo espiritual da nossa época é a luta contra o materialismo puro.A arte possui além disso uma virtude profética que lhe permite exprimir o conteúdo da época futura. Este conteúdo é o advento da ideia sintética na qual se unirão o espírito e a matéria.O texto continua com um grande extrato do texto anterior a este(«O valor de uma obra concreta»), no qual ele liga a obra de um determinado pintor a essa fisionomia geral de uma época, ao seu conteúdo presente e futuro.

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O VALOR DE UMA OBRA CONCRETA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

O VALOR DE UMA OBRA CONCRETAPublicado no n.º 5-6 da revista XX. Siècle, em 1938, este artigo continha uma continuação publicada no número seguinte. Trata-se de um texto escrito para o catálogo da Galeria Guggenheim.Nele, Kandinsky interroga-se quanto ao papel da razão nas questões da arte. Poderemos basear nela uma opinião respeitante a uma obra?A resposta é não: «Desconfiemos da razão pura em arte e não tentemos compreender a arte seguindo o perigoso caminho da lógica».Este conselho retoma os temas do seu texto «Da compreensão da arte» (*), embora o ponto de vista seja diferente, uma vez que se trata aqui do problema dos critérios de julgamento da obra de arte.A arte é o domínio do irracional, o único que resta aos homens num mundo esmagado pelo reinado da razão. Este irracional existe também na arte figurativa, sendo o objeto a ponte que permite ao artista entrar na pintura pura, se bem que ele goze de muito mais liberdade na pintura abstrata, na qual a supressão do objeto liberta e multiplica até ao infinito os meios de expressão.

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