Editora Manole (16)
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3. Intermezzo: convívio – Jum Nakao e colaboradores

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INTERMEZZO:

CONVÍVIO

JUM NAKAO E COLABORADORES

Década de 1970: abaixo o pudor de

/O paraíso e o inferno da experimentação digital 81 /Jum Nakao:

criar! 80

a criação não está no desenho 83

/Impacto. Porque a referência comercial é pouco comercial 84 /Quem quer ser

Pablo Picasso? A busca (ou não) da ruptura histórica 85

/Estamos mais

/A tese da explosão de criatividade 91 /Um corte e uma costura pessoais 92 /“Os criativos” não existem

96 /Malcriação? 97 /O talento insiste 98 /A questão é de convívio 99

/Esses “bichos criativos” 101 livres? 88

80

DÉCADA DE 1970: ABAIXO

O PUDOR DE CRIAR!

É nosso último encontro. Uma noite agitada pela abertura de exposições e eventos na cidade deixa a agenda dos convidados movimentada. Alex virá para a conversa com Jum algumas horas mais tarde – direto da cozinha, vestido em seu dólmã branco.

Iniciamos com Jum um debate livre, em que se revelam especialmente os conhecimentos profissionais e as preocupações dos convidados. Enrique Lipszyc, que fundou a Panamericana – Escola de Arte e Design em São Paulo, abre a conversação:

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4. Destinos – Alex Atala e Jum Nakao

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DESTINOS

ALEX ATALA E JUM NAKAO

A criação de pés no chão: técnica e

/Alex Atala: da imaginação à mesa 111 /Similaridade

112 /O ingrediente racionalidade 113

/Preguiça: o tempo de fazer nada 115 /Os tempos e seus pesos 117

/Manteiga de cacau! À exaustão, e utilidade 108

de novo, de novo, de novo... 118

/O que simboliza? Para que serve?

Por que gostamos? 119 /As lições de criação 119 /Jogos de espelhos 122 /Lindo! Delicioso!

Inesquecível! Bravo! Silêncio 124

/Autocrítica e autopromoção 125

/E agora, acabou? 127 /A imagem

do homem e a imagem do criador 129

/Repercussão 130

108

A primeira rodada de conversas desta noite durou duas horas, encerrada com o atrelamento, defendido pelo Jum, de limite e criatividade. Logo, Alex entra na sala – apressado, agitado, ritmado como a cozinha de restaurante exige. São 22 horas e todos querem ouvi-lo também. Alceu Baptistão reinicia o debate.

Brasília, com Cardozo contratado pela empresa de engenharia responsável. Foi ele quem conseguiu fazer a cúpula da Câmara Federal ficar elevada sobre o prédio do Congresso; são seus os números da curvatura que mantém em pé a

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6. Um pouco de história

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223

UM POUCO

DE HISTÓRIA

224

DESIGN

UMA RESPOSTA À

“ARTE DE SALÃO”

Humberto lembra da escola de Walter Gropius, a Bauhaus, quando pensa no alcance popular da criação.

A Bauhaus foi o instituto de arquitetura e design criado por Gropius na cidade alemã de

Weimar, no início do século 20, com o desejo de que muitas das coisas que pareciam ser luxo se tornassem “normais entre as pessoas em um futuro próximo”. Design acessível.

Naquela época, despontavam endereços de arquitetura moderna ao redor do planeta. As formas geométricas, os materiais de escolha e outras características da Bauhaus – cimento, vidro, madeira sem adornos, ângulos retos, amplos ambientes abertos – deixavam para trás os detalhes rebuscados, os cantos em rococó, as marchetarias coloridas e os veludos e sedas decorativos, que vestiam objetos e compunham estilos com nomes em homenagem aos reis da França.

A chegada da modernidade ao design aconteceu no curso da Revolução Industrial e contou com o trabalho de duas figuras distintas: de um lado, o artesão-artista e, de outro, o artesão-máquina, operário de fábrica.

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5. Entrevistas

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ENTREVISTAS

Da Vinci e o moldureiro 137 fernando cocchiarale

O verdadeiro brasileiro 141 roberta cosulich

Vida independente, mundo sem dono 147 joão marcello bôscoli

Remixando vidas 153 reinaldo pamponet

O desejo em rede 161 fernando cocchiarale

Luzes, câmeras, indústria! 165 paulo borges

O mundo na ponta dos dedos 171 ricardo guimarães

Design, experiência humana 177 paula dib

Escola sem ficção 185 elenice lobo e gilson domingues

Realidade inventada 191 alceu baptistão

A importância econômica da criação 199 stephen rimmer

O imperativo da presença 207 ana carmen longobardi

Para se sentir vivo 213 charles watson

5

1

DA VINCI E O MOLDUREIRO

SOBRE A SEPARAÇÃO E O REENCONTRO DA

ARTE E DO ARTESANATO

FERNANDO COCCHIARALE, ARTISTA DE MÍDIA, FILÓSOFO E

PROFESSOR DE CRIAÇÃO

138

CRIAÇÃO

Este termo começou a ser usado para o trabalho do artista apenas no século 19. Surgiu como consequência do Romantismo, movimento intelectual e artístico do século 18, que pregava a ideia de originalidade e genialidade pessoal, e de separação entre arte e artesanato. Até então, arte e artesanato tinham sido sempre indiferenciados. A partir daquele momento, os produtos utilitários foram considerados atribuição exclusiva do artesão, e o artista, por outro lado, era quem elaborava os objetos destinados à contemplação.

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Sobre o design gráfico deste livro – depoimento de Rico Lins

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SOBRE O DESIGN

GRÁFICO DESTE LIVRO

DEPOIMENTO DE

RICO LINS

LIBERDADE E LIMITES

O limite é um estímulo poderoso na criação.

Os designers gráficos de minha geração, no

Brasil, puderam experimentá-lo de modo bastante claro: para muito do que realizamos anos atrás, não tivemos referências, não havia nem mesmo certas técnicas, e justamente por isso tivemos liberdade e valia tudo na solução dos desenhos.

As pessoas às vezes não gostam de lidar com limites. Eu gosto. Eles exigem consistência do trabalho criativo. Geram necessidade de um envolvimento maior – quando temos que encontrar uma solução em condições estritas.

Não impedem a conceitualização. Ao contrário, oferecem uma base para ela. Este livro nasceu com limites importantes para o design.

AS FOTOGRAFIAS DOS DEBATES

O primeiro e principal limite estava nas fotos.

Elas não foram preparadas para o projeto gráfico.

São um registro documental dos encontros.

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Grupo A (157)
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Medium 9788536321318

Capítulo 2 - TRANSTORNOS COGNITIVOS

Landeira-Fernandez, J. Grupo A PDF Criptografado

capítulo 2

TRANSTORNOS

COGNITIVOS

O termo cognição deriva da palavra latina cognitione, que significa conhecer. Representa o conjunto das funções mentais responsáveis pela aquisição, organização, interpretação e armazenamento de informações do mundo externo que possuem algum valor significativo para o indivíduo. São as habilidades cognitivas que nos permitem representar o mundo à nossa volta, prevendo e alterando o curso de eventos futuros. Dentre o grande número de funções cognitivas, destacam-se a consciência, a atenção, a orientação, a sensopercepção, a memória, o pensamento, a inteligência e as funções executivas. A seguir, discutiremos algumas dessas funções cognitivas.

A consciência é, sem dúvida, a mais complexa de todas as funções mentais. A própria palavra consciência é utilizada em nossa língua para expressar, pelo menos, dois processos mentais relativamente distintos. Assim, o termo consciência pode ser empregado para indicar a vivência subjetiva da atividade mental, o dar-se conta das vivências internas (pensamentos, sentimentos, recordações), dos estímulos corporais e do mundo externo (a sensopercepção). Nesse sentido, ela representa a integração de todos os processos psíquicos em determinado momento.

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Capítulo 7 - TRANSTORNOS SOMATOFORMES

Landeira-Fernandez, J. Grupo A PDF Criptografado

capítulo 7

TRANSTORNOS

SOMATOFORMES

Todo ser vivo é dotado de instintos de autopreservação. Nesse sentido, para o ser humano nada é mais assustador do que algo que põe em risco a sua sobrevivência. Nossos órgãos sensoriais nos dão informações sobre o funcionamento do nosso corpo. Sensações desagradáveis transmitidas por eles podem ser bastante úteis, porque nos alertam sobre ameaças a nossa integridade física e nossa saúde corporal. Todavia, um sistema de automonitoramento, ou a interpretação dos sinais que ele detecta, pode estar alterado. Esse é o caso dos transtornos somatoformes.

Os transtornos somatoformes (ou somatomorfos) caracterizam-se pela presença de sintomas físicos (soma significa “corpo”) que não podem ser explicados por uma condição médica geral. Ou seja, há o componente subjetivo de um sofrimento localizado em alguma região corporal, mas exames clínicos e laboratoriais não revelam nenhuma alteração significativa que corresponda à queixa do paciente. Embora os sintomas físicos possam ser extremamente variados, desde dores de cabeça até a paralisia de um membro, todos compartilham uma mesma particularidade: a ausência de comprovação objetiva de uma doença.

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Capítulo 8 - TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

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TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

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Fenômenos dissociativos podem ocorrer em pessoas normais e são comuns em nosso cotidiano. Eles ocorrem quando estamos devaneando e quando estamos tão concentrados em uma atividade – como ler um livro – que ficamos totalmente alheios ao ambiente. Da mesma forma, o estado de transe induzido por hipnose constitui, também, um fenômeno dissociativo. O indivíduo hipnotizado fica tão aderido à voz e às instruções do hipnotizador que ignora tudo mais que está ao redor.

Dessa forma, a impressão que temos de que nossa consciência é um fenômeno unitário e de que nossa atividade mental se expressa por meio de um processamento em série – ou seja, uma atividade mental de cada vez, ao longo de um processo contínuo – é relativamente falsa. Diversas funções mentais podem se manifestar concomitantemente. Nossa atividade mental funciona de forma paralela. Somos capazes de realizar várias tarefas de forma simultânea, embora grande parte dessas tarefas não sejam necessariamente agregadas a um sistema único de consciência ou de identidade.

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Capítulo 12 - TRANSTORNOS DO SONO

Landeira-Fernandez, J. Grupo A PDF Criptografado

TRANSTORNOS DO SONO

188 poral do ciclo sono-vigília também pode ser confirmando a partir de nossa própria experiência.

Quanto mais tempo ficamos acordados, maior a nossa necessidade de dormir.

O sono é um estado de perda reversível, periódica e espontânea da consciência, em que se observa a presença de posturas estereotipadas, como ficar deitado com os olhos fechados, associadas à redução da atividade motora e processamento sensorial. Ao acordar, muitas vezes somos capazes de nos lembrar de imagens (predominantemente visuais) e vivências emocionais que experimentamos enquanto estávamos dormindo, as quais representam os sonhos.

Grande parte da aquisição do conhecimento acerca do sono e do sonho ocorreu com a observação de padrões de ondas elétricas do cérebro registradas por meio do eletroencefalograma (EEG). Além das ondas cerebrais, é importante também observar o movimento dos olhos e o tônus muscular, registrados, respectivamente, por meio do eletroculograma e do eletromiograma. Finalmente, pode-se ainda monitorar a atividade autonômica de uma pessoa durante o sono a partir de seus batimentos cardíacos e de seu padrão de respiração. Esses registros demonstram, de forma inequívoca, que o sono apresenta dois grandes períodos completamente distintos, denominados sono REM e sono não REM (NREM).

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Capítulo 1 - INTRODUÇÃO

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capítulo 1

INTRODUÇÃO

Poucas áreas do conhecimento têm fascinado tanto a humanidade como aquela voltada para o estudo da mente humana: é a mente buscando compreender a si própria. A questão se torna ainda mais fascinante ao se estudarem os transtornos mentais, situações em que o funcionamento da mente encontra-se alterado. A complexidade dessa

área é tão grande que algumas pessoas chegam mesmo a acreditar que o homem jamais conseguirá desvendar de forma plena os mistérios que permeiam nossas funções mentais e as alterações associadas a elas. Seria como tentar tirar os dois pés do chão puxando os próprios suspensórios, ou seja, algo impossível.

Os transtornos mentais fazem parte de nossa experiência diária.

Eles são muito mais comuns do que em geral se imagina. Dados epidemiológicos estimam que entre 30 e 40% dos brasileiros apresentaram pelo menos uma vez na vida um transtorno mental (Mello; Mello; Kohn,

2007). Dessa forma, inevitavelmente cada um de nós tem um vizinho, um amigo ou mesmo um familiar que já sofreu ou está sofrendo desse problema.

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Grupo Almedina (21)
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Medium 9789724417134

1. Os valores de monumento e o seu desenvolvimentohistórico

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

O Culto Moderno dos Monumentos1. Os valores de monumento e o seu desenvolvimento históricoPor monumento no sentido mais antigo e originário compreende-se uma obra de mão humana, construída com o fito determinado de conservar sempre presentes e vivos na consciência das gerações seguintes feitos ou destinos humanos particulares(ou conjuntos de tais feitos e destinos). Pode ser um monumento artístico ou um monumento escrito, conforme se dá a conhecer ao espectador o acontecimento a imortalizar com os meros meios expressivos da arte plástica ou valendo-se de uma inscrição; o mais frequente é encontrarem-se unidos em igual grau os dois géneros. O estabelecimento e conservação de tais monumentos«intencionais», que se pode seguir até aos tempos mais recuados de que há provas da cultura humana, é hoje ainda maior. Mas, ao falarmos do culto moderno dos monumentos e da sua protecção, não pensamos de modo nenhum nos monumentos «intencionais», mas sim nos «monumentos artísticos e históricos», como rezou até ao presente a expressão oficial para tal, pelo menos na Áustria.

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Medium 9789724418933

PINTURA ABSTRATA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

PINTURA ABSTRATAPublicado em 1935, no n.° 6 da Kronick van Hedendaagse Kunst en Kultuur.Tendo fugido da Alemanha nazi em 1933, Kandinsky encontrara refúgio em Paris. Paris era para ele um sonho já antigo, que a necessidade o forçou a realizar. Mas aí ir-se-ia encontrar muito isolado.Como escreveu Miró, testemunha dessa época, «nessa altura, os mestres recusavam-se educadamente a recebê-lo, os críticos apelidavam-no de professor escolar e classificavam os seus quadros como obras de senhoras».Foi uma grande deceção para Kandinsky, que já na Alemanha, em 1912, sofrera os ataques mais ferozes contra as suas teorias.O texto que apresentamos dá testemunho da necessidade de se justificar e de explicar uma vez mais aquilo que criou.Trata-se, portanto, de um artigo essencialmente polémico, no qual o autor se faz advogado da arte abstrata.Nele encontramos, primeiro, uma reflexão sobre as diferentes denominações da arte abstrata: o termo «não-figurativo» exclui o objeto sem o substituir, o termo «absoluto» não vale muito mais.

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Medium 9789724417134

Obra da natureza e obra de arte. I

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Obra da natureza e obra de arte. IA concepção moderna da relação entre natureza e artes plásticas é dominada de uma ponta à outra pela noção de evolução.Foi precedida pela concepção idealista que descortinava o objectivo das artes plásticas numa correcção da natureza, e acreditara que este objectivo fora alcançado na Antiguidade Clássica. Todas as restantes realizações humanas que se viriam a suceder nas artes plásticas seriam de entender apenas como obscurecimentos e imperfeições perante a ideia artística, pura e antiga, e o nosso objectivo prático seria hoje em dia atingir novamente essa correcção da natureza na obra de arte, se possível, na igual medida em que isso acontecera na Antiguidade Clássica.A ideia de evolução, a que até as orientações artísticas não clássicas concedem uma razão de ser histórica, começou, em meados do século XIX, a ser compreendida pelo pensamento do homem moderno como património comum. Introduziu-se na história da arte, primeiramente, em nítida oposição à concepção idealista anterior, que recusava ao homem toda a capacidade de determinar o género da sua própria criação artística segundo a sua livre opinião. A concepção deste primeiro período da visão moderna da

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O VALOR DE UMA OBRA CONCRETA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

O VALOR DE UMA OBRA CONCRETAPublicado no n.º 5-6 da revista XX. Siècle, em 1938, este artigo continha uma continuação publicada no número seguinte. Trata-se de um texto escrito para o catálogo da Galeria Guggenheim.Nele, Kandinsky interroga-se quanto ao papel da razão nas questões da arte. Poderemos basear nela uma opinião respeitante a uma obra?A resposta é não: «Desconfiemos da razão pura em arte e não tentemos compreender a arte seguindo o perigoso caminho da lógica».Este conselho retoma os temas do seu texto «Da compreensão da arte» (*), embora o ponto de vista seja diferente, uma vez que se trata aqui do problema dos critérios de julgamento da obra de arte.A arte é o domínio do irracional, o único que resta aos homens num mundo esmagado pelo reinado da razão. Este irracional existe também na arte figurativa, sendo o objeto a ponte que permite ao artista entrar na pintura pura, se bem que ele goze de muito mais liberdade na pintura abstrata, na qual a supressão do objeto liberta e multiplica até ao infinito os meios de expressão.

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O Culto Moderno dos Monumentos

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

O Culto Moderno dos Monumentos1. Os valores de monumento e o seu desenvolvimento históricoPor monumento no sentido mais antigo e originário compreende-se uma obra de mão humana, construída com o fito determinado de conservar sempre presentes e vivos na consciência das gerações seguintes feitos ou destinos humanos particulares(ou conjuntos de tais feitos e destinos). Pode ser um monumento artístico ou um monumento escrito, conforme se dá a conhecer ao espectador o acontecimento a imortalizar com os meros meios expressivos da arte plástica ou valendo-se de uma inscrição; o mais frequente é encontrarem-se unidos em igual grau os dois géneros. O estabelecimento e conservação de tais monumentos«intencionais», que se pode seguir até aos tempos mais recuados de que há provas da cultura humana, é hoje ainda maior. Mas, ao falarmos do culto moderno dos monumentos e da sua protecção, não pensamos de modo nenhum nos monumentos «intencionais», mas sim nos «monumentos artísticos e históricos», como rezou até ao presente a expressão oficial para tal, pelo menos na Áustria.

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