Editora Manole (16)
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2. Aspectos constitucionais e tributários do incentivo fiscal

CESNIK, Fábio de Sá Editora Manole PDF Criptografado

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Aspectos constitucionais e tributários do incentivo fiscal

Incentivos fiscais são estímulos concedidos pelo governo, na área fiscal, para a viabilização de empreendimentos estratégicos, sejam eles culturais, econômicos ou sociais. Eles têm ainda a função de melhorar a distribuição de renda regional. A frase abaixo, extraída do prefácio do livro Incentivos fiscais para o desenvolvimento, organizado por Antônio Roberto Sampaio Dória1, inspira a compreensão do significado do incentivo fiscal:

Velho instrumento de vitalização econômica dirigida, o estímulo tributário desdobrou-se no Brasil, na década passada, num leque de alternativas que em originalidade, amplitude e ambição de propósitos, não encontra símile no mundo contemporâneo. Programas de desenvolvimento lastreados em análoga instrumentação, como o do Mezzogiorno na Itália meridional e o de Porto Rico nas

Antilhas, apequenam-se diante da experiência brasileira que, ainda quase só potencial, entremostra apenas seus primeiros frutos.

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8. Legislação

CESNIK, Fábio de Sá Editora Manole PDF Criptografado

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Legislação

LEI ROUANET

LEI N. 8.313,

DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991

Restabelece princípios da Lei n. 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências

O Presidente da República,

Faço saber que o Congresso Nacional de­ creta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Fica instituído o Programa Nacio­ nal de Apoio à Cultura (Pronac), com a fi­ nalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: n

I – contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;

II – promover e estimular a regionaliza­

ção da produção cultural e artística brasilei­ ra, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;

III – apoiar, valorizar e difundir o conjun­ to das manifestações culturais e seus respec­ tivos criadores;

IV – proteger as expressões culturais dos gru­ pos formadores da sociedade brasileira e respon­ sáveis pelo pluralismo da cultura nacional;

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Medium 9788520435007

5. Leis municipais de incentivo à cultura

CESNIK, Fábio de Sá Editora Manole PDF Criptografado

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Leis municipais de incentivo à cultura

Hoje, as leis municipais têm participação significativa no montante total concedido em incentivos culturais no Brasil. O primeiro município, antes mesmo da lei federal, a implantar o apoio a atividades culturais com abatimento em impostos foi São Paulo. Posteriormente, surgiu um grande número deles, tais como: São José dos Campos (SP), Americana (SP), Belém (PA), Belo Hori­zonte

(MG), Contagem (MG), Cabedelo (PB), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Londrina (PR), Maceió (AL), Rio de Janeiro (RJ), Santa Maria (RS) e Vitória (ES).

As leis municipais de incentivo à cultura concedem abatimentos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviço (ISS) de qualquer natureza , nos limites do território de sua competência.

LEI DE INCENTIVO À CULTURA

DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – LEI MENDONÇA

O Município de São Paulo é pioneiro na criação de uma lei municipal de incentivo à cultura. Instituído pela Lei Municipal n. 10.923, de 30 de dezembro de 1990, e batizada de Lei Mendonça, por se tratar de um projeto de lei (n. 398/90) do então vereador Marcos Mendonça, a lei disciplina em seu texto o apoio a projetos culturais no âmbito da cidade de São Paulo.

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Medium 9788520432273

3. Intermezzo: convívio – Jum Nakao e colaboradores

NACCACHE, Andréa Editora Manole PDF Criptografado

INTERMEZZO:

CONVÍVIO

JUM NAKAO E COLABORADORES

Década de 1970: abaixo o pudor de

/O paraíso e o inferno da experimentação digital 81 /Jum Nakao:

criar! 80

a criação não está no desenho 83

/Impacto. Porque a referência comercial é pouco comercial 84 /Quem quer ser

Pablo Picasso? A busca (ou não) da ruptura histórica 85

/Estamos mais

/A tese da explosão de criatividade 91 /Um corte e uma costura pessoais 92 /“Os criativos” não existem

96 /Malcriação? 97 /O talento insiste 98 /A questão é de convívio 99

/Esses “bichos criativos” 101 livres? 88

80

DÉCADA DE 1970: ABAIXO

O PUDOR DE CRIAR!

É nosso último encontro. Uma noite agitada pela abertura de exposições e eventos na cidade deixa a agenda dos convidados movimentada. Alex virá para a conversa com Jum algumas horas mais tarde – direto da cozinha, vestido em seu dólmã branco.

Iniciamos com Jum um debate livre, em que se revelam especialmente os conhecimentos profissionais e as preocupações dos convidados. Enrique Lipszyc, que fundou a Panamericana – Escola de Arte e Design em São Paulo, abre a conversação:

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Medium 9788520435007

4. Mecanismos estaduais de incentivo à cultura

CESNIK, Fábio de Sá Editora Manole PDF Criptografado

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Mecanismos estaduais de incentivo à cultura

Alguns estados brasileiros possuem legislação de incentivo à cultura, como

é o caso do Acre, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, da Paraíba, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo.

Parte dessas leis data do início da nova estrutura de incentivos fiscais no

Brasil; a lei do Rio de Janeiro, por exemplo, data de 1992 e permanece em vigor até hoje.

Do mesmo modo que o incentivo federal se baseia no benefício de imposto de renda, os incentivos estaduais baseiam-se no imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias sobre prestação de serviços e de comunicação de transporte interestadual e intermunicipal (ICMS), tributo de competência dos estados federados.

A mais recente lei, comentada nessa nova edição do livro, é o programa de apoio à cultura do governo do estado de São Paulo, recentemente bastante aprimorado. A seguir, serão mantidas atualizadas as últimas alterações da lei de incentivo do estado da Bahia.

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Grupo A (157)
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Medium 9788577801480

1. Familiarizando-se com a Área de Trabalho

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

1 Familiarizando-se com a

Área de Trabalho

Nesta introdução à área de trabalho, você aprenderá o seguinte:

• Utilizar a tela Welcome

• Abrir um arquivo do Adobe Illustrator CS3

• Selecionar ferramentas no painel Tools

• Utilizar as opções de visualização para expandir e reduzir a janela do documento

• Trabalhar com painéis, incluindo o painel Control

• Utilizar a ajuda do Illustrator

Introdução

Você irá trabalhar em um arquivo de arte durante esta lição, mas antes de começar, restaure as preferências padrão para o Adobe Illustrator CS3. Em seguida, abra o arquivo finalizado nesta lição a fim de ver a ilustração.

1 Para assegurar que as ferramentas e os painéis funcionem exatamente

como descritos nesta lição, exclua ou desative (renomeando) o arquivo de preferências do Adobe Illustrator CS3. Consulte “Restaurando as preferências padrão”, na página 19.

Nota: Devido às diferenças nas configurações de cor entre um sistema e outro, mensagens de alerta de perfis ausentes podem aparecer à medida que você abre os vários arquivos de exercícios. Clique em OK ao ver essa mensagem. Color Settings são discutidas na Lição 15, “Imprimindo Artefinal e Produzindo Separações de Cores”.

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Medium 9788577801145

6. Inserindo Links

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

6 Inserindo Links

Nesta lição, você aprenderá a aplicar diferentes tipos de links a vários elementos de página com as seguintes ações:

• Aplicar um link de texto a uma página dentro do mesmo site

• Utilizar uma imagem como origem de um link

• Criar um link para uma página em outro site Web

• Estabelecer um link de email

• Criar um link para uma parte específica de uma página

Esta lição levará aproximadamente 60 minutos para ser concluída. Certifique-se de que você copiou Lessons/Lesson06 do CD do Adobe Dreamweaver CS3, Classroom in a Book para sua unidade de disco antes de começar. Ao trabalhar nesta lição, você sobrescreverá os arquivos iniciais. Se for necessário restaurar os arquivos iniciais, copie-os novamente do CD.

Visualize seu arquivo final

Para ter uma idéia do arquivo em que você trabalhará na primeira parte desta lição, vamos visualizar a página final no navegador.

1 Inicie o Adobe Dreamweaver CS3.

2 Se necessário, pressione F8 para abrir o painel Files e escolha DW CIB

na lista de sites.

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Medium 9788577801480

10. Trabalhando com Pincéis

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

10 Trabalhando com Pincéis

Nesta lição, você aprenderá a:

• Utilizar os quatro tipos de pincel: Art, Calligraphic, Pattern e Scatter

• Alterar a cor do pincel e ajustar as suas configurações

• Criar novos pincéis partindo de arte-final no Adobe Illustrator

• Aplicar pincéis a paths criados com ferramentas de desenho

• Utilizar o efeito Scribble na arte-final e no texto

Introdução

Os pincéis do Adobe Illustrator CS3 permitem aplicar a arte-final aos paths para decorá-los com padrões, figuras, texturas ou traços angulares.

Você pode modificar os pincéis fornecidos no Adobe Illustrator CS3 e criar seus próprios pincéis. Pincéis aparecem no painel Brushes.

Você aplica pincéis a paths utilizando a ferramenta Paintbrush ou as ferramentas de desenho. Para aplicar pincéis utilizando a ferramenta Paintbrush, você escolhe um pincel no painel Brushes e desenha na arte-final.

O pincel é aplicado diretamente aos paths enquanto você desenha. Para aplicar pincéis utilizando uma ferramenta de desenho, você desenha na arte-final, seleciona um path e então escolhe um pincel no painel Brushes.

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Medium 9788577801107

3. Criando e Editando Símbolos

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

90 ADOBE FLASH CS3 PROFESSIONAL

Classroom in a Book

2 Feche o arquivo 03End.swf.

3 Dê um clique duplo no arquivo 03Start.fla na pasta Lesson03/03Start para abrir o arquivo

de projeto inicial no Flash.

4 Escolha File > Save As. Atribua ao arquivo o nome 03_workingcopy.fla e salve-o na pas-

ta 03Start. Salvar uma cópia de trabalho assegura que o arquivo original inicial esteja disponível se você desejar começar novamente.

Importe arquivos do Illustrator

Como vimos na Lição 2, você pode desenhar objetos no Flash utilizando as ferramentas

Rectangle, Oval e Line. Entretanto, para desenhos complexos, talvez você prefira criar o trabalho artístico em outro aplicativo. O Adobe Flash CS3 suporta arquivos do Adobe Illustrator nativos, assim você pode criar um trabalho artístico original no Illustrator e então importá-lo para o Flash.

Ao importar um arquivo Illustrator, você pode escolher quais camadas no arquivo importar e como o Flash deve tratar essas camadas. Você importará um arquivo Illustrator para servir como o componente principal de uma interface de DVD.

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Medium 9788577801107

9. Trabalhando com Som e Vídeo

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

LIÇÃO 9

Trabalhando com Som e Vídeo

Crie botões de som

Há três botões de som no quiosque final, cada um reproduzindo um som de um animal diferente. Você irá criar um símbolo de botão, configurar seus estados de rollover e importar um som para o botão. Em seguida, irá duplicar esse botão e adaptá-lo para criar botões para dois sons adicionais.

Crie símbolos de botão

Os símbolos de botão incluem quatro estados de rollover na Timeline: Up, Down, Over e

Hit. Você converterá o ícone de alto-falante e o texto em um botão, configurará os estados de rollover para o botão e desenhará o fundo de um retângulo para o botão da área de pressionamento.

1 Selecione a camada Sound Buttons. O grupo no canto inferior direito (Sound 1 e um sím-

bolo de alto-falante) é selecionado.

2 Escolha Modify > Convert To Symbol. Na caixa de diálogo Convert To Symbol, selecione

Button e atribua ao botão o nome sound_button1. Clique em OK.

3 Dê um clique duplo na instância sound_button1 no Stage para editá-la. Talvez você pre-

cise ampliar um pouco para ver o botão mais claramente.

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Grupo Almedina (21)
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Medium 9789724418933

A ARTE DE HOJE ESTÁ MAIS VIVADO QUE NUNCA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

A ARTE DE HOJE ESTÁ MAIS VIVADO QUE NUNCAEm 1935, Christian Zervos publica um número especial dos Cahiers d’Art, destinada a demonstrar que «a arte de hoje está mais viva do que nunca», para responder às inquietações dos jovens.A resposta de Kandinsky às questões colocadas a diferentes artistas é uma lição de sabedoria: não há receitas para transmitir aos jovens. A única receita seria a de terem como referência não as formas herdadas, mas sim o espírito da época, o «conteúdo» das obras de arte. Apenas conta a honestidade do artista e, de qualquer das maneiras, este não deve ser levado pelo gosto do público, isto se ele estiver seguro da autenticidade do seu caminho.O jovem deve tomar em conta o conteúdo das formas de arte do passado, mas também as do mundo ambiente que ele, de resto, nãoé obrigado a representar literalmente. A natureza, a vida, o mundo, a alma, são a única fonte da arte. As diferenças situam-se ao nível dos meios de expressão, tendo a expressão abstrata a vantagem de provocar vibrações puras, emoções mais livres e mais elásticas do que a expressão objetiva (assim se passa com a música com ou sem palavras, abstrata).

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Medium 9789724418933

A ARTE ABSTRATA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

A ARTE ABSTRATAPublicado na revista «Der cicerone» n.º 13, em 1925, este artigo era acompanhado de dez reproduções de obras de Kandinsky produzidas entre 1913 e 1924, assim como de uma xilogravura.Neste texto é abordado o aspeto capital da contribuição teórica definida por Kandinsky: a conversão dos valores, que é feita no sentido do interior. O ponto de vista desloca-se do exterior para o interior, do material para o espiritual. Nesta «destituição do tema», verdadeira revolução copernicana da arte, se encontra a chave da abstração.A arte abstrata foi precedida pela análise metódica do material exterior da arte, através do impressionismo, do neoimpressionismo e do cubismo. A partir de agora pode ser feita a análise do valor interior destas expressões da arte. É essa a tarefa da arte abstrata.Os grandes problemas da nossa época, que são também os mesmos da arte nova, serão solucionados graças a um estudo preciso das expressões exteriores e do seu valor interior: são os problemas da arte sintética e da ciência estética, do conteúdo e da forma.

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Medium 9789724418933

PINTURA ABSTRATA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

PINTURA ABSTRATAPublicado em 1935, no n.° 6 da Kronick van Hedendaagse Kunst en Kultuur.Tendo fugido da Alemanha nazi em 1933, Kandinsky encontrara refúgio em Paris. Paris era para ele um sonho já antigo, que a necessidade o forçou a realizar. Mas aí ir-se-ia encontrar muito isolado.Como escreveu Miró, testemunha dessa época, «nessa altura, os mestres recusavam-se educadamente a recebê-lo, os críticos apelidavam-no de professor escolar e classificavam os seus quadros como obras de senhoras».Foi uma grande deceção para Kandinsky, que já na Alemanha, em 1912, sofrera os ataques mais ferozes contra as suas teorias.O texto que apresentamos dá testemunho da necessidade de se justificar e de explicar uma vez mais aquilo que criou.Trata-se, portanto, de um artigo essencialmente polémico, no qual o autor se faz advogado da arte abstrata.Nele encontramos, primeiro, uma reflexão sobre as diferentes denominações da arte abstrata: o termo «não-figurativo» exclui o objeto sem o substituir, o termo «absoluto» não vale muito mais.

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ARTE CONCRETA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

ARTE CONCRETAPublicada em março de 1938, na revista XX. Siècle, nº 1.Kandinsky regressa à ideia de que todas as artes têm uma mesma raiz e que apenas os meios de expressão diferem. Mas até esta diferença entre os meios de expressão é destruída pelas leis enigmáticas da composição, que são as mesmas para todas as artes.Deste modo, o parentesco entre a música e a pintura é evidente.A música organiza os seus meios no tempo e a pintura organiza-os no plano, mas o tempo e o plano são medidos exatamente pela mesma intuição. A diferença entre tempo e plano parece de resto exagerada.Num tom muito próximo da sua obra Do Espiritual na Arte, Kandinsky desenvolve este parentesco que para ele se encontra na origem da invenção da arte abstrata. Se existe uma identidade entre os impulsos criativos, existe também uma correspondência entre os efeitos artísticos. Recordamo-nos das correspondências entre sons e cores definidas na referida obra. Estes efeitos são correspondentes porque a pintura não é exclusivamente recebida pelo olho nem a música exclusivamente pelo ouvido, sendo que ambas as artes se dirigem aos cinco sentidos (tocar – impressão de picada ou de suavidade; odor – a violeta possui um «odor» diferente do «odor» do amarelo; gosto – pintura saborosa...). A arte produz, também efeitos psicológicos: podemos falar de pintura «fria», de música «glacial», os tons e os sons podem ser «quentes».

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Medium 9789724417134

1. Os valores de monumento e o seu desenvolvimentohistórico

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

O Culto Moderno dos Monumentos1. Os valores de monumento e o seu desenvolvimento históricoPor monumento no sentido mais antigo e originário compreende-se uma obra de mão humana, construída com o fito determinado de conservar sempre presentes e vivos na consciência das gerações seguintes feitos ou destinos humanos particulares(ou conjuntos de tais feitos e destinos). Pode ser um monumento artístico ou um monumento escrito, conforme se dá a conhecer ao espectador o acontecimento a imortalizar com os meros meios expressivos da arte plástica ou valendo-se de uma inscrição; o mais frequente é encontrarem-se unidos em igual grau os dois géneros. O estabelecimento e conservação de tais monumentos«intencionais», que se pode seguir até aos tempos mais recuados de que há provas da cultura humana, é hoje ainda maior. Mas, ao falarmos do culto moderno dos monumentos e da sua protecção, não pensamos de modo nenhum nos monumentos «intencionais», mas sim nos «monumentos artísticos e históricos», como rezou até ao presente a expressão oficial para tal, pelo menos na Áustria.

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