Manole (134)
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6. Análise de Mercado

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Análise de Mercado

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O plano de negócios tem dois propósitos básicos: demonstrar o autoconhecimento da empresa e demonstrar seu conhecimento sobre o ambiente onde está inserida. A análise do mercado diz respeito ao conhecimento da empresa sobre o seu ambiente externo e as inter-relações com esse ambiente; além disso, ela fornecerá subsídios para o plano de marketing.

A análise de mercado é uma forma de conhecer o mercado, avaliando de forma sistemática o ambiente onde o produto/serviço da empresa está inserido. O mercado é composto pelos concorrentes, pelos fornecedores e sobretudo pelos clientes. A definição do mercado passa necessariamente por: análise da indústria/setor, descrição do segmento de mercado, análise swot do produto/serviço e análise da concorrência.

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Plano de Negócios – Estratégia para Micro e Pequenas Empresas

Análise do setor de mercado

A análise do setor de mercado deve apresentar dados referentes ao tamanho, ao índice de crescimento e à estrutura do setor de mercado em que a empresa atua ou atuará. O passo inicial envolve a coleta de informações sobre o setor em que a empresa pretende atuar, o que poderá ser feito com auxílio de pesquisa de campo, entrevistas com outros empresários do setor, consulta às entidades de classe vinculadas ao setor, consulta a governos estaduais, municipais e até mesmo federal, consulta a entidades especializadas em estatísticas ou que mantenham banco de dados com informações do mercado, tais como ibge,

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4. Planejamento Estratégico

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Planejamento Estratégico

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Ao longo dos anos, muitas técnicas foram desenvolvidas dentro do chamado planejamento estratégico, sempre com o objetivo de formar a base de sustentação da administração estratégica. Tais técnicas ou ferramentas proporcionam uma chance maior de obter sucesso na decisão, e sua aplicação, individualmente ou em conjunto, faz com que a organização elabore um portfólio equilibrado dentro de um ambiente mutante, que permite o desenvolvimento de ações preventivas perante os riscos ocultos e as ciladas estratégicas, garantindo a sobrevivência e a rentabilidade da organização em um futuro de médio e longo prazos.

Afinal, se uma empresa conseguir prever, com razoável possibilidade de sucesso, o seu desempenho para os próximos 5 ou 10 anos, certamente ela terá uma vantagem competitiva enorme sobre seus concorrentes. As principais ferramentas são: matriz BCG, matriz de sinergia, matriz de produtos e mercados, análise de portfólio, matriz SWOT, matriz Space, análise de postura, matriz de vulnerabilidade, análise de coerência estratégica e matriz de carteira multifator.

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Anexo 1 – Formulário de Informações Preliminares para a Elaboração do Plano de Negócios

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Anexo 1

Formulário de Informações

Preliminares para a Elaboração do Plano de Negócios

FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES PRELIMINARES

1. Como surgiu a ideia de montar a empresa?

2. Por que procurou a Incubadora de Empresas?

3. De onde vem o desejo de ser dono de seu próprio negócio?

4. Quem são os sócios da empresa? Por que eles foram escolhidos?

5. Quais são os propósitos iniciais da empresa, ou quais eram na época da fundação?

(público-alvo que se pretende atingir, necessidades a serem atendidas etc.)

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Plano de Negócios – Estratégia para Micro e Pequenas Empresas

6. Como as oportunidades de negócio foram identificadas? (por meio de pesquisas de mercado, observações dos sócios, conversas com clientes potenciais etc.)

7. Quais fatos foram importantes no desenvolvimento da empresa? (aquisição de equipamentos, lançamento de produtos, parcerias com instituições, participação em feiras, incorporação de outras empresas, participação em eventos, clientes importantes conquistados etc.)

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Anexo 8 – Formulário para Análise da Concorrência

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Anexo 8

Formulário para Análise da

Concorrência

1. Quais concorrentes procuram a mesma clientela-alvo da empresa?

A.

B.

C.

D.

2. Qual é o volume estimado de vendas dos concorrentes diretos citados?

A.

B.

C.

D.

Book 1.indb 325

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Plano de Negócios – Estratégia para Micro e Pequenas Empresas

3. Qual é a lucratividade média do setor?

4. Tabela de atributos (notas de 0 a 10) para os produtos da concorrência e os da empresa.

Percepção dos clientes

Empresa

Concorrentes

A

B

C

D

Durabilidade

Desempenho

Satisfação das necessidades

Comodidade da embalagem

Imagem da empresa

Preço visto pelos clientes

Facilidade de compra

Horários de atendimento

Assistência técnica

Design/ apresentação

Fidelidade dos clientes

Atendimento aos clientes

Compromisso social

Questões ambientais

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1. Introdução

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Introdução

1

Estar interessado no futuro pode parecer óbvio, porém nem sempre

é uma realidade. Existem muitos empresários e executivos que não estão interessados no futuro de suas organizações. Alguns deles são saudosistas do passado, outros só estão preocupados com o imediato.

Aqueles que realmente estão preocupados com o futuro trabalham para fazê-lo e se obrigam a agir de forma estratégica.1

Para atender a estes empreendedores preocupados com o futuro de suas organizações, diversas metodologias surgiram com o objetivo de facilitar ou de sistematizar a análise das informações presentes para obter como resultados tendências futuras. A palavra estratégia deixou de frequentar o campo militar e passou para o campo empresarial. Estratégia significa a arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos. Por essa definição, pode-se concluir que uma empresa conseguirá construir seu futuro se conseguir identificar os melhores caminhos para alcançar seus objetivos.

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Grupo Gen (5105)
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42 Alinhando as Metas

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42

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Alinhando as Metas

Na segunda‑feira, Vanderlei procurou Samuel logo cedo para conversar.

“Oi, Samuel, tudo bem? Tem um minutinho?”, perguntou o vendedor batendo na porta do gerente de supply chain.

“Claro, entre!”

“Vim aqui reconhecer o progresso que estamos conquis‑ tando em todos os aspectos da empresa. Inclusive, quero en‑ trar no próximo grupo, para me certificar, porque vi que real‑ mente é importante.”

“Nossa! É muito bom ouvir isso de você, Vanderlei”.

“Soube que a direção está para definir quais áreas ficarão sob a sua responsabilidade e eu acho que você merece ficar com muita coisa legal porque realmente mudou esta empre‑ sa. E eu, se você me permitir, gostaria de começar a trabalhar contigo.”

“Claro, Vanderlei! Assim que ficar definido o que ficará sob a minha responsabilidade nós podemos voltar a conver‑ sar, sim.”

“Confesso que demorei um pouco para entender a impor‑ tância do alinhamento de todos os departamentos e afinar‑ mos nossos números para atingirmos um bom desempenho.

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36 Amarrando as Pontas

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Amarrando as Pontas

Depois que as coisas começaram a entrar nos eixos na em‑ presa, o clima nos corredores começou a melhorar. As reu‑ niões ficaram mais produtivas, e os funcionários começaram a se interessar mais em aprender os processos da empresa.

A reunião semanal seria realizada no período da tarde porque Carla precisava participar, pela manhã, de uma reu‑ nião com o conselho.

Samuel e Daniel aproveitaram para dar uma geral no sis‑ tema e conversar com o chefe da logística sobre os prazos de entrega que ainda estavam com problemas.

Durante o almoço, Demerval comentou com Samuel so‑ bre o bom desempenho dos novos estagiários.

“Você reparou que quando falamos sobre aspectos que estu‑ damos para obtermos a certificação eles participam do assunto e sabem sobre o que estamos falando?”, perguntou Demerval.

“Isso era tão raro antes, não é mesmo? Eram poucos os es‑ tudantes que saíam com um conhecimento mais amplo sobre supply chain”, afirmou Samuel.

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34 Atrasamos Todos os Pedidos

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34

90

Atrasamos Todos os Pedidos

“Uma coisa importante quando falamos em atender o cliente

é a definição do nível de serviço, que será tema de uma reunião daqui a algumas semanas. Hoje, quero deixar muito claro como a data de atendimento de um pedido é definida pelo

ATP”, disse Daniel a Djalma.

“Inclusive, em algumas empresas, o pessoal brinca que

ATP significa atrasamos todos os pedidos”, falou Daniel arrancando gargalhadas de todos.

Quando todos pararam de rir, Daniel prosseguiu:

“Me deixa explicar como o sistema funciona nas empresas que o utilizam. É muito simples. Exemplo: um cliente pede 30 válvulas para receber no dia 28 do mês seguinte; então você cadastra esta data desejada, e o sistema vai avaliar a viabilidade de confirmar o dia 28. A primeira coisa que ele faz é ver se tem estoque livre até dia 28 e na quantidade necessária. Se tiver, a data será confirmada. Se não, ele verifica se existe alguma ordem de produção que disponibilizará um estoque futuro e que atenda ao pedido. Se tiver, a data também será confirmada. Se não confirmar, o ATP verifica quando vai ter estoque e promete uma nova data.”

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26 A Arte da Estratégia

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A Arte da Estratégia

Uma semana depois, todos os diretores estavam novamente na sala de reunião para ouvir o que o Daniel tinha a dizer sobre os novos rumos da empresa e quais visões ele havia identificado em cada um dos departamentos.

“Eu queria agradecer a colaboração de todos, que foram muito prestativos na semana passada. Deu para perceber que o comprometimento com as mudanças aumentou e que todos estão empenhados em ajudar”, começou a falar Daniel.

“O que eu vi na semana passada é que realmente o mais vantajoso para a Bandeirantes é focar em vendas neste momento e, assim, melhorar o nível de serviço. Isso não implica aceitar tudo que o cliente quiser. Teremos uma decisão muito difícil a ser tomada, que é: a escolha entre ser o mais rápido ou ser consistente com a data prometida. Não conseguiremos ser as duas coisas ao mesmo tempo.”

Daniel observou atentamente a expressão dos envolvidos.

Viu que todos aguardavam o momento para que eles definissem sobre o que seria feito a partir daquele momento e prosseguiu:

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17 Fechando o Cerco

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Fechando o Cerco

Mesmo depois de ter sido “exposto” com a emissão de um pedido antes de a venda ter sido finalizada, Vanderlei resol‑ veu dar outra investida na produção.

Procurou Geraldo, gerente industrial, com mais um pedi‑ do que queria passar na frente dos demais.

“Geraldo, estou com uma encomenda aqui do Dr. João.

Você sabe quem é ele?”

“Sim. Ele é amigo do Dr. Pedro do conselho.”

“Isso mesmo. Precisamos passar na frente dos outros.”

“Vanderlei, você quase complicou a minha vida no outro dia. Não estou autorizado a produzir nada que não seja soli‑ citado pelo sistema.”

“Mas é um caso especial. Estamos falando do Dr. João.

Ele tem carta branca aqui. Tudo o que ele pede estamos au‑ torizados a produzir imediatamente, independentemente da fila de espera.”

“Mas o Samuel e o Demerval fizeram uma reunião e dis‑ seram que nada fora do sistema pode ser produzido. Qual‑ quer anormalidade deve passar por eles primeiro.”

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Grupo A (253)
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30.7 Tomadas de controle amigáveis versus hostis

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1052

Parte VIII

Tópicos Especiais

muitas vezes, os gestores têm mais informações do que o mercado. Afinal, eles lidam com clientes, fornecedores e funcionários diariamente e provavelmente têm informações privadas.

Agora, imagine que os gestores da Empresa A estejam pensando em adquirir a Empresa B com dinheiro ou com ações. A supervalorização não teria qualquer impacto sobre os termos da fusão em um acordo em dinheiro; a Empresa B ainda receberia $ 150 em caixa. No entanto, a supervalorização teria um grande impacto em um acordo de ação por ação. Embora a Empresa

B receba o valor de $ 150 de ações de A conforme calculado a preços de mercado, os gestores da Empresa A sabem que o valor real das ações é menos que $ 150.

Como a Empresa A deve pagar pela aquisição? Claramente, a Empresa A tem um incentivo para pagar com ações, pois terminaria dando menos que $ 150 em valor. Essa conclusão pode parecer meio cínica, pois a Empresa A está, de alguma forma, tentando trapacear os acionistas da Empresa B. Contudo, a teoria e as evidências empíricas sugerem que é mais provável que

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30.11 Contabilização de aquisições52

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Capítulo 30

Fusões, Aquisições e Desinvestimentos

para os acionistas fora do bloco de controle. Você comprou sua participação acionária a

$ 5,00 alguns anos antes. Você deverá pagar imposto de renda sobre o ganho de capital?

Isso depende da forma da aquisição.

Aquisição em dinheiro: Nessa forma, o adquirente lhe pagará $ 12,00 por ação, e você pagou $ 5,00 por essas ações. Portanto, você auferiu um ganho de capital de $ 7,00 por ação. Se você tinha 10.000 ações, teve um ganho de capital de $ 70.000 e pagará imposto de renda sobre esse ganho agora realizado.

Aquisição com troca de ações: Suponha que, em vez de pagar a aquisição em dinheiro para os acionistas, a Empresa X tenha pago com suas próprias ações. Suponha, para facilitar os cálculos, que as ações da Empresa X tenham sido avaliadas em $ 24,00 cada uma para fins de troca. Você então recebeu uma ação de X para cada duas que possuía em Y. Você agora tem 5.000 ações de X, e sua posição acionária vale

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31.7 O caso brasileiro: recuperação judicial, liquidação e falência de empresas

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1096

Parte VII

Tópicos Especiais

(continuação)

Reserva de lucros

A próxima etapa é calcular o valor revisado de Z:

Z ⫽ 6,56 ⫻ 0,146 ⫹ 3,26 ⫻ 0,208 ⫹ 1,05 x 0,117 ⫹ 6,72 ⫻ 1,369

⫽ 10,96

Por fim, concluímos que o valor de Z está acima de 2,9 e que, portanto, a U.S. Composite tem um bom risco de crédito.

Segunda parte: considerações gerais sobre recuperação judicial e falência no Brasil

31.7 O caso brasileiro: recuperação judicial, liquidação e falência de empresas

A Lei Federal no 11.101, de 9 de fevereiro de 2005,18 trata dos processos de recuperação judicial, de recuperação extrajudicial e de falência; ela é aplicável a todo o tipo de empresa, exceto

às empresas públicas, às empresas de economia mista e às instituições financeiras. A Lei de

Falências brasileira prioriza a recuperação judicial e a extrajudicial das empresas que enfrentam dificuldades financeiras para que possam elaborar um projeto de recuperação enquanto mantêm suas atividades. O objetivo da recuperação judicial é social, de preservação da empresa e manutenção dos empregos (Brasil, 2005).

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32.8 Captação de recursos e gestão do caixa no exterior

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1128

Parte VIII

Tópicos Especiais

solidada em relação a uma moeda estrangeira. Por esse motivo, é provável que a administração do risco da taxa de câmbio seja mais bem conduzida de maneira centralizada.

32.7

Risco político

Um último elemento de risco no investimento no exterior é o risco político. Ele se refere às variações no valor que surgem como consequência de atos políticos. Esse não é um problema enfrentado exclusivamente por empresas com atuação internacional. Por exemplo, as alterações em leis e regulamentos fiscais, como benefícios fiscais de redução temporária de impostos, podem beneficiar algumas empresas e prejudicar outras, de modo que o risco político existe tanto no ambiente internacional quanto no ambiente nacional.

Entretanto, alguns países têm maior risco político do que outros. Quando as empresas têm operações nesses países com maior risco, o risco político extra pode levar as empresas a exigir maiores retornos sobre os investimentos no exterior para compensar a possibilidade de bloqueio de fundos, de interrupção das operações básicas e de anulação dos contratos. No caso mais extremo, a possibilidade de confisco total pode ser uma preocupação em países com ambientes políticos relativamente instáveis.

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17.5 Sinalização

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Capítulo 17

Estrutura de Capital: Limites para o Uso de Dívida

Com base na teoria da pizza, todo aumento em VM deve significar uma diminuição idêntica em VN. Gestores financeiros racionais escolherão uma estrutura de capital para maximizar o valor dos direitos negociáveis no mercado, VM. De forma equivalente, eles trabalharão para minimizar o valor dos direitos não negociáveis no mercado, VN. Estes últimos são os tributos e custos de recuperação ou falência no exemplo anterior, mas também incluem todos os outros direitos não negociáveis no mercado, como as demandas que rotulamos como PP nesta seção.

17.5

Sinalização

A seção anterior indicou que a decisão acerca da alavancagem na empresa envolve uma ponderação entre o subsídio fiscal e os custos de dificuldades financeiras. Essa ideia foi representada graficamente na Figura 17.1, em que o subsídio fiscal marginal ultrapassa os custos de dificuldades para níveis baixos de dívida. O inverso vale para níveis altos de dívida. A estrutura de capital da empresa é otimizada quando o subsídio marginal para a dívida equivale ao seu custo marginal.

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Grupo A (2262)
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4.1 - VINHETA DE ABERTURA: O departamento de polícia de Miami-Dade está usando análise de dados preditiva para antever e combater a criminalidade

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4

CAPÍTULO

Análise de dados preditiva I: processo, métodos e algoritmos de mineração de dados

OBJETIVOS DIDÁTICOS

��Definir mineração de dados como uma tec- ��Aprender os diferentes métodos e algoritnologia facilitadora para análise de negócios.

��

Compreender os objetivos e os benefícios da mineração de dados.

mos de mineração de dados.

��Ficar a par das ferramentas existentes de software de mineração de dados.

��Familiarizar-se com o amplo leque da aplica- ��Entender as questões, armadilhas e mitos tivos de mineração de dados.

��

Aprender os processos padronizados de mineração de dados.

de privacidade envolvendo a mineração de dados.

E

m termos gerais, a mineração de dados é uma forma de desenvolver informações ou conhecimentos de caráter prático a partir de dados que uma organização coleta, organiza e armazena. Uma ampla gama de técnicas de mineração de dados vem sendo usada por organizações para obter um diagnóstico melhor sobre seus clientes e suas operações e para resolver problemas organizacionais complexos. Neste capítulo, estudaremos a mineração de dados como uma tecnologia facilitadora para a análise de negócios e a análise de dados preditiva, aprenderemos sobre os processos padronizados de condução de projetos de mineração de dados, compreenderemos e construiremos conhecimentos no uso das principais técnicas de mineração de dados, ficaremos a par das ferramentas existentes e exploraremos questões de privacidade, mitos comuns e armadilhas que frequentemente estão associados à mineração de dados.

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4.5 - Métodos de mineração de dados

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256  BI e análise de dados para gestão do negócio

SEÇÃO 4.4  QUESTÕES DE REVISÃO

1. Quais são os principais processos da mineração de dados?

2. Por que as fases iniciais dos projetos de mineração de dados (compreender os negócios e compreender os dados) são as que levam mais tempo?

3. Liste e defina brevemente as fases do processo CRISP-DM.

4. Quais são as principais etapas do pré-processamento de dados? Descreva brevemente cada passo e dê exemplos relevantes.

5. Quais são as diferenças entre CRISP-DM e Semma?

4.5 Métodos de mineração de dados

Uma variedade de métodos estão disponíveis para a realização de estudos de mineração de dados, incluindo classificação, regressão, agrupamento e associação.

A maioria das ferramentas de software para mineração de dados emprega mais de uma técnica (ou algoritmo) para cada um desses métodos. Esta seção descreve os métodos mais populares de mineração de dados e explica suas técnicas representativas.

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Destaques do capítulo

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286  BI e análise de dados para gestão do negócio na área não conhecer ou não entender a política organizacional. Um dos maiores obstáculos a projetos de mineração de dados podem ser as pessoas que detêm e controlam os dados. Compreender e gerir as políticas é fundamental para identificar, acessar e apropriadamente entender os dados a fim de produzir um projeto de mineração de dados bem-sucedido.

15. Mensurar seus resultados de um modo diferente ao de seu patrocinador. Os resultados devem dizer algo e/ou ter um apelo ao usuário final (gestor/tomador de decisões) que os acabará usando. Portanto, apresentar os resultados em escalas e formatos que digam alguma coisa ao usuário final aumenta enormemente a probabilidade de verdadeira compreensão e uso apropriado das conclusões da mineração de dados.

16. Construa e eles virão: não se importe com a apresentação final. Geralmente, especialistas em mineração de dados acham que seu trabalho está encerrado depois de terem construído modelos e, espera-se, excedido as necessidades/desejos/expectativas do usuário final (isto é, o cliente). Porém, sem uma implementação apropriada, a entrega de valor das conclusões da mineração de dados é bastante limitada. Portanto, a implementação é um último passo necessário no processo de mineração de dados, no qual modelos são integrados à infraestrutura organizacional de apoio para melhores e mais ágeis decisões.

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6.1 - VINHETA DE ABERTURA: O Distrito Escolar da Filadélfia utiliza análise de dados prescritiva para encontrar a solução ideal para licitar rotas de ônibus

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380  BI e análise de dados para gestão do negócio dois modelos e metodologias comprovados por anos de uso: programação linear e simulação de eventos discretos. Como referido antes, por si só, esses dois tópicos renderiam muitos cursos, mas nosso objetivo é dar uma noção do que é possível.

6.1 VINHETA DE ABERTURA: O Distrito Escolar da Filadélfia utiliza análise de dados prescritiva para encontrar a solução ideal para licitar rotas de ônibus

Contexto

A seleção dos melhores prestadores de serviços é uma tarefa laboriosa mas importante para empresas e organizações governamentais. Depois que a licitante encaminha uma proposta para uma tarefa específica através de um processo de licitação, a empresa ou organização avalia a proposta e toma a decisão sobre qual licitante se adequa melhor a suas necessidades. Tipicamente, governos são obrigados a usar licitações para selecionar um ou mais prestadores de serviço. O Distrito Escolar da

Filadélfia estava em busca de um serviço viário privado para terceirizar algumas de suas rotas de ônibus. O distrito possuía alguns ônibus escolares, mas precisava de uma quantidade maior para atender a sua população estudantil. A intenção era usar seus próprios ônibus em 30 a 40% das rotas, e terceirizar o restante delas para essas prestadoras de serviço privadas. Charles Lowitz, o coordenador fiscal do escritório de transporte, ficou encarregado de determinar como maximizar o retorno sobre o investimento e refinar a maneira como as rotas são concedidas a várias empresas terceirizadas.

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6.3 - Estrutura dos modelos matemáticos para apoio a decisões

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Capítulo 6 • Análise de dados prescritiva: otimização e simulação 

389

de consideração muitas classes de modelos importantes e aplicáveis, e eliminam alguns aspectos importantes e sutis de interpretação de soluções. O desenvolvimento de modelos envolve bem mais do que análise de dados com linhas de tendências e estabelecimento de relações com métodos estatísticos.

Há também uma tendência de construir um modelo de um modelo para ajudar na sua análise. Um diagrama de influências é uma representação gráfica de um modelo, ou seja, é um modelo de um modelo. Alguns pacotes de software de diagrama de influências são capazes de gerar e solucionar o modelo resultante.

SEÇÃO 6.2  QUESTÕES DE REVISÃO

1.

2.

3.

4.

5.

Liste três lições aprendidas a partir do desenvolvimento de modelos.

Liste e descreva as principais questões envolvendo modelagem.

Quais são os principais tipos de modelos usados em DSS?

Por que os modelos não são usados na indústria com a frequência que deveriam?

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Editora Saraiva (1447)
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12.13 Prêmio sobre saque de exportação

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12.12 Diferenças decorrentes de alteração na taxa de câmbio

As diferenças decorrentes de alteração na taxa de câmbio, ocorridas entre a data do fechamento do contrato de câmbio e a data do embarque, devem ser consideradas variações monetárias ativas ou passivas, consoante a Portaria MF n. 356/88.

12.13 Prêmio sobre saque de exportação

O prêmio sobre saque de exportação é a importância que for liberada pelo banco interveniente na operação de câmbio, a favor do exportador, tendo por referência a diferença correspondente à desvalorização estimada do real entre a data do fechamento do contrato de câmbio e a liquidação do saque, representando prêmio complementar à taxa cambial, nos casos de venda de câmbio para entrega futura.

Assim, considera-se prêmio sobre contratos de exportação a parcela da remuneração paga ao exportador pelo banco interveniente nos contratos de câmbio que exceder a correção monetária do valor contratado no período correspondente.

O prêmio sobre saque de exportação constitui receita financeira para fins de determinação do lucro real, conforme a Portaria MF n. 356/88, item IV.

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13.6 Aspectos econômico-estratégicos e regulatórios

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a depender de onde esteja localizada. Nesse contexto, deve-se levar em consideração, entre outros fatores, os seguintes: estabilidade econômica e política, isenções fiscais ou tributação reduzida sobre os rendimentos, sigilo bancário e fiscal e liberdade de câmbio do local onde foi constituída.

13.6 Aspectos econômico-estratégicos e regulatórios

Entre os aspectos econômico-estratégicos que levam as empresas a implementar processos de reorganização empresarial, destacam-se os relacionados à economia de escala, à concentração de poder de mercado, à redução de capacidade ociosa ou mesmo a uma imposição legal regulatória.

A economia de escala tem sido o motivo mais alegado para justificar, principalmente, reorganizações entre grandes empresas. Economias de escala são atingidas por meio da diluição de custos fixos, estejam eles relacionados aos ativos (operacionais e não operacionais), ou à ociosidade de estoques, ou ainda aos canais de distribuição, entre outros. Portanto, operações que almejem economias de escala devem ter bem definidas a presença do custo fixo e a forma como ele será diluído.

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13.11 Incorporação e absorção de prejuízos pelaincorporadora

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Exemplo 1

A empresa C é cindida parcialmente, na proporção de 30% do seu patrimônio líquido, e tem prejuízos fiscais remanescentes de R$ 100.000,00, na parte B do Livro de Apuração do

Lucro Real (Lalur). Portanto, deverá baixar R$ 100.000,00 × 30% = R$ 30.000,00 de tais prejuízos, na parte B do Lalur. O restante (R$ 70.000,00) poderá compensar com seus próprios prejuízos fiscais, apurados posteriormente à cisão.

Já nos casos de fusão e incorporação, em hipótese alguma a sucessora pode levar para o seu Lalur prejuízos fiscais apurados na empresa sucedida. Assim, os prejuízos fiscais que não puderem ser compensados na apuração do lucro real relativo ao evento não mais poderão ser aproveitados, exceto no caso de cisão parcial.

Nessa forma de reestruturação de empresas, a pessoa jurídica cindida parcialmente pode continuar a compensar seus próprios prejuízos proporcionalmente à parte remanescente do patrimônio líquido.

Exemplo 2

Uma cisão parcial é realizada e 40% do patrimônio líquido da cindida é vertido para uma empresa nova. A empresa cindida mantinha registrado na parte B do Lalur um prejuízo fiscal de períodos anteriores de R$ 100.000,00. O lucro real relativo ao evento, antes da compensação de prejuízos, resultou em R$ 50.000,00.

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13.13 Questionamento do fundamento econômico

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Tal sociedade (Nova Lima S/A) será controlada 100% da empresa Varginha S/A.

A empresa Itanhaém S/A ficará com as participações societárias e será controlada 100% pela compradora. Os balancetes das duas empresas, após a cisão, ficarão como segue:

Nova Lima S/A (controlada pela Varginha S/A)

Ativo

Itanhaém S/A (controlada pela compradora)

R$

Ativo

R$

Bancos Conta Movimento

15.000.000,00

Participações Societárias Cia. Alfenas

10.000.000,00

Total do ativo

15.000.000,00

Total do ativo

10.000.000,00

Passivo

R$

Passivo

R$

Capital Social Subscrito

15.000.000,00

Capital Social Subscrito

10.000.000,00

Total do passivo

15.000.000,00

Total do passivo

10.000.000,00

Após a conclusão de todas as operações, a empresa Nova Lima S/A é extinta, transferindo-se ao caixa da Varginha S/A os recursos financeiros. Não há ganho de capital a apurar, já que a participação extinta (de R$ 15.000.000,00 após a equivalência patrimonial) é igual aos recursos financeiros transferidos. A compradora poderá extinguir ou manter a Itanhaém S/A.

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14.1 Objetivos das offshore

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Introdução

Abrir uma companhia offshore pode ser uma excelente alternativa para empresas e pessoas físicas que desejam investir no exterior sem a necessidade de pagar impostos exorbitantes, os quais, em muitos casos, podem inviabilizar o investimento feito.

Offshore envolve a prática de atividades de empresas que buscam expandir os seus negócios em áreas que podem oferecer mais recursos, porém o termo recebeu conotações negativas quando algumas companhias passaram a utilizar desse mecanismo para obter maiores lucros e pagar menores tributações ao governo.1

É comum, por exemplo, grandes empresas abrirem uma companhia offshore para testar determinado produto ou serviço antes de disponibilizá-lo comercialmente. A baixa carga fiscal e a facilidade de operar em diversos países do mundo são os principais atrativos dos locais que mantêm as fronteiras abertas para a instalação de companhias offshore.

O interesse do empresário ou pessoa física em uma offshore está ligado, quase sempre, aos problemas relativos à carga tributária de seu país, bem como aos problemas referentes

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