Manole (26)
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1. Água: estrutura química e molecular

Juliana de Souza Azevedo Manole PDF Criptografado

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Água: estrutura quím ica e molecu lar

A molécula de água é uma das mais interessantes do ponto de vista químico porque apresenta características e propriedades únicas e de extrema importância para a vida. Você já parou para pensar por que os oceanos não congelam? Ou por que o gelo flutua? Ou, ainda, por que a água é o solvente universal? Alguns desses tópicos serão abordados quando forem pertinentes ao longo deste livro, mas pode-se dizer que as propriedades atômicas e moleculares são as responsáveis por tanta versatilidade para uma só molécula. Este livro tenta mostrar a beleza da química por meio da molécula de água e da sua importância na vida humana.

Os átomos e, consequentemente, suas propriedades, são a parte central da química; por isso, é interessante entender como eles podem se agrupar e se arranjar no espaço. O ponto de partida é a estrutura eletrônica, isto é, como os elétrons estão arranjados em torno do núcleo. Para entender a estrutura eletrônica, é preciso conhecer três partículas subatômicas: o elétron, o próton e o nêutron.

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6. Água e transporte

Juliana de Souza Azevedo Manole PDF Criptografado

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Água e Trans porte

6.1 Tr ansporte de ág ua

Há muita água em movimento natural no Planeta: rios, chuvas, cataratas, ondas do mar, gêiseres. Mas, os movimentos são emprestados, seja pela gravidade, pelo vento ou pelo calor.

Uma forma antiga de transporte de água e que ainda persiste é pelo ser humano. Frequentemente, crianças ou mulheres carregam água em recipientes nos braços ou em cima da cabeça. Também diversos animais domesticados ainda são empregados para levar água de um lugar para outro. Outra forma de transporte do líquido é por meio de caminhões-pipa e navios-tanque. Até icebergs já foram puxados dos polos.

Sistemas de transporte de água podem ser realizados por aquedutos, por exemplo tubulações, túneis ou canais. O material desses sistemas deverá ser inerte, resistente, com pouca fricção e permeabilidade. As tubulações nas edificações evoluíram de ferro para cobre e logo para plástico.

Quando esse sistema de transporte não conta com o auxílio da gravidade,

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14. O debate sobre as mudanças climáticas

Milan Trsic Manole PDF Criptografado

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O D E BATE S OBRE AS MUDA N ÇAS

C LIMÁTICAS

14 .1 FATORES QUE DETERM IN AM O

C LIMA DO P LANETA

Acredita-se que plantas e algas, ou seja, seres vivos multicelulares, existam no planeta há um bilhão de anos. Muitos eventos graves aconteceram com o clima, mas não o suficiente para acabar com os seres vivos.

O sol tem sido e continua sendo o grande controlador do nosso clima. A energia que emana dele não é uma constante, mas há mudanças periódicas. A mais bem conhecida refere-se às manchas solares, de uma periodicidade de aproximadamente 11 anos. Mas há outros fenômenos periódicos de duração de milhares ou mais anos, alguns até que não conhecemos.

Importante também é lembrar que as condições reinantes no sistema planetário são influenciadas pelas características da região da galáxia que ele atravessa.

O planeta, no entanto, não é espectador indiferente com relação ao seu clima. Em primeiro lugar, estão os vários movimentos

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12. O transporte de energia elétrica

Milan Trsic Manole PDF Criptografado

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O T RANS PORTE DE ENERG I A E LÉT R ICA

Antes de abordar o tema do transporte de energia elétrica, há algo a se pensar: a criação de diversas centrais geradoras de energia menores próximas aos centros de consumo.

Com frequência, o centro produtor de eletricidade encontra-se afastado do centro consumidor. O Brasil é um exemplo disso, com usinas hidroelétricas localizadas longe das zonas urbanas ou industriais, por exemplo, a usina de Itaipu e a distância que ela está da

Região Sudeste. O transporte de eletricidade acaba sendo tão importante quanto a sua produção.

Os melhores condutores elétricos conhecidos são os metais prata

(Ag), com condutividade de 63  106 S.m-1 (S é o símbolo para Siemens), e cobre (Cu), com 60  106 S.m-1. Por causa da sua abundância e preço, esse último é usado mundialmente.

O cobre é um metal pesado, com densidade d = 8,94 g/cm3. Os cabos de Cu devem ter diâmetro suficiente para suportar o fluxo de corrente elétrica, além de estarem cobertos por isolantes eficientes.

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6. Óleo diesel

Milan Trsic Manole PDF Criptografado

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ÓLEO DIES EL

O óleo diesel é um combustível fóssil, derivado do petróleo, que se constitui basicamente de hidrocarbonetos (composto químico formado por átomos de hidrogênio e carbono). Possui aproximadamente

75% de hidrocarbonetos saturados (parafina) e 25% de hidrocarbonetos aromáticos (naftalenos e alquilbenzenos). O óleo diesel é o resultado dessa mistura, tendo entre 8 e 21 carbonos; em sua composição, tem baixas concentrações de oxigênio, nitrogênio e enxofre. 

A queima do óleo diesel libera na atmosfera uma grande quantidade­ de gases poluentes, conhecidos popularmente como gases responsáveis pelo efeito estufa. Mas esses gases são realmente responsáveis por esse processo? Entre os que também prejudicam a saúde humana, podem ser citados o monóxido de carbono (CO), o monóxido de nitrogênio (NO) e o dióxido de enxofre (SO2).

No passado, o óleo diesel continha grandes concentrações de enxofre, entretanto, algumas medidas, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos e no Brasil, vêm sendo tomadas de modo a limitar ou diminuir a concentração desse composto. Em particular, no Brasil,

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Grupo Gen (2249)
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Medium 9788521636595

Capítulo 10 Ebulição e Condensação

BERGMAN, Theodore L.; LAVINE, Adrienne S. Grupo Gen ePub Criptografado

Neste capítulo focamos em processos convectivos associados à mudança de fase de um fluido. Em particular, analisamos processos que podem ocorrer em uma interface sólido-líquido ou sólido-vapor, como a ebulição e a condensação. Nesses casos, os efeitos do calor latente associado à mudança de fase são significativos. A mudança do estado líquido para o estado vapor, em razão da ebulição, é mantida pela transferência de calor oriunda de uma superfície sólida; por outro lado, a condensação de um vapor para o estado líquido resulta em transferência de calor para a superfície sólida.

Como envolvem movimentação do fluido, a ebulição e a condensação são classificadas como tipos do modo de transferência de calor por convecção. Entretanto, elas são caracterizadas por fatores específicos. Em função de haver uma mudança de fase, a transferência de calor para ou a partir do fluido pode ocorrer sem influenciar na sua temperatura. Na realidade, na ebulição ou na condensação, altas taxas de transferência de calor podem ser atingidas com pequenas diferenças de temperaturas. Além do calor latente hfg, dois outros parâmetros são importantes na caracterização desses processos. São eles: a tensão superficial σ na interface líquido-vapor e a diferença de massas específicas entre as duas fases. Essa diferença induz uma força de empuxo, que é proporcional a g(ρlρv). Em função dos efeitos combinados do calor latente e do escoamento induzido pelo empuxo, as taxas e os coeficientes de transferência de calor na ebulição e na condensação são, em geral, muito maiores do que aqueles característicos da transferência de calor por convecção sem mudança de fase.

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Capítulo 5 Condução Transiente

BERGMAN, Theodore L.; LAVINE, Adrienne S. Grupo Gen ePub Criptografado

No nosso estudo da condução, analisamos gradativamente condições mais complicadas. Iniciamos com o caso simples da condução unidimensional, em regime estacionário e sem geração interna, e a seguir consideramos situações mais realísticas envolvendo efeitos multidimensionais e de geração. No entanto, até o presente momento, ainda não examinamos situações nas quais as condições mudam com o tempo.

Agora reconhecemos que muitos problemas de transferência de calor são dependentes do tempo. Em geral, tais problemas não estacionários, ou transientes, surgem quando as condições de contorno de um sistema são mudadas. Por exemplo, se a temperatura superficial de um sistema for alterada, a temperatura em cada ponto desse sistema também começará a mudar. As mudanças continuarão a ocorrer até que, como é frequentemente o caso, uma distribuição de temperaturas estacionária seja alcançada. Seja um lingote de metal quente, removido de um forno e exposto a uma corrente de ar frio. Energia é transferida por convecção e por radiação de sua superfície para a vizinhança. Transferência de energia por condução também ocorre do interior do metal para a superfície, e a temperatura em cada ponto no lingote decresce até que uma condição de regime estacionário seja alcançada.

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Capítulo 3 Condução Unidimensional em Regime Estacionário

BERGMAN, Theodore L.; LAVINE, Adrienne S. Grupo Gen ePub Criptografado

Neste capítulo tratamos situações nas quais calor é transferido por difusão em condições unidimensionais e em regime estacionário. O termo unidimensional se refere ao fato de que gradientes de temperatura existem ao longo de uma única direção e a transferência de calor ocorre exclusivamente nesta direção. O sistema é caracterizado por condições de regime estacionário se a temperatura, em cada ponto do sistema, for independente do tempo. Apesar de sua inerente simplicidade, os modelos unidimensionais em regime estacionário podem ser usados para representar, acuradamente, inúmeros sistemas da engenharia.

Começamos a nossa análise da condução unidimensional, em regime estacionário, pela discussão da transferência de calor em sistemas sem geração interna de energia térmica (Seções 3.1 a 3.4). O objetivo é determinar expressões para a distribuição de temperaturas e para a taxa de transferência de calor em geometrias comuns (plana, cilíndrica e esférica). Em tais geometrias, um objetivo adicional é apresentar o conceito de resistência térmica e mostrar como circuitos térmicos podem ser usados para modelar o escoamento do calor, da mesma forma que os circuitos elétricos são utilizados para a corrente elétrica. O efeito da geração interna de calor é tratado na Seção 3.5 e, novamente, nosso objetivo é obter expressões para determinar distribuições de temperaturas e taxas de transferência de calor. Na Seção 3.6, consideramos o caso especial da condução unidimensional em regime estacionário em superfícies estendidas. Nas suas formas mais comuns, estas superfícies, chamadas de aletas, são usadas para aumentar a transferência de calor por convecção para um fluido adjacente. Além de determinar as distribuições de temperaturas e taxas de transferência de calor correspondentes, nosso objetivo é introduzir parâmetros de desempenho que podem ser usados para determinar sua eficácia. Finalmente, na Seção 3.7, utilizamos conceitos da transferência de calor e de resistências térmicas no corpo humano, incluindo os efeitos da geração de calor metabólica e da perfusão; na geração de potência termoelétrica; e na condução em escalas nano e micro em finas camadas de gás e finos filmes sólidos.

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Medium 9788521636595

Capítulo 6 Introdução à Convecção

BERGMAN, Theodore L.; LAVINE, Adrienne S. Grupo Gen ePub Criptografado

Até agora focalizamos nossa atenção na transferência de calor por condução e consideramos a convecção somente como uma possível condição de contorno para problemas de condução. Na Seção 1.2.2, usamos o termo convecção para descrever a transferência de energia entre uma superfície e um fluido em movimento sobre essa superfície. A convecção inclui transferência de energia pelo movimento global do fluido (advecção) e pelo movimento aleatório das moléculas do fluido (condução ou difusão).

Em nossa análise da convecção, temos dois objetivos principais. Além de adquirir uma compreensão dos mecanismos físicos que embasam a transferência por convecção, desejamos desenvolver os meios para executar cálculos envolvendo a transferência por convecção. Este capítulo e o material do Apêndice E são dedicados principalmente à realização do primeiro objetivo. Origens físicas são discutidas e parâmetros adimensionais relevantes, assim como importantes analogias, são desenvolvidos.

Uma característica especial deste capítulo é a forma pela qual os efeitos da transferência de massa por convecção são introduzidos por analogia com aqueles da transferência de calor por convecção. Na transferência de massa por convecção, o movimento global do fluido se combina com a difusão para promover o transporte de uma espécie da qual existe um gradiente de concentração. Neste texto, focamos na transferência de massa por convecção que ocorre na superfície de um sólido volátil ou líquido em razão do movimento de um gás sobre a superfície.

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Capítulo 4 Condução Bidimensional em Regime Estacionário

BERGMAN, Theodore L.; LAVINE, Adrienne S. Grupo Gen ePub Criptografado

Até este ponto restringimos nossa atenção em problemas da condução, nos quais o gradiente de temperatura é significativo em apenas uma direção coordenada. Entretanto, em muitos casos, problemas são simplificados de forma grosseira se o tratamento unidimensional for utilizado, sendo então necessário levar em conta os efeitos multidimensionais. Neste capítulo, analisamos diversas técnicas para o tratamento de sistemas bidimensionais em condições de regime estacionário.

Iniciamos nossa análise da condução bidimensional, em regime estacionário, revendo, resumidamente, abordagens alternativas para determinar temperaturas e taxas de transferência de calor (Seção 4.1). As abordagens abrangem desde soluções exatas, que podem ser obtidas para condições idealizadas, até métodos aproximados de complexidade e precisão variadas. Na Seção 4.2 analisamos alguns dos temas matemáticos associados à obtenção de soluções exatas. Na Seção 4.3 apresentamos compilações de soluções exatas existentes para uma variedade de geometrias simples. Nosso objetivo nas Seções 4.4 e 4.5 é mostrar como métodos numéricos podem ser usados para prever com acurácia temperaturas e taxas de transferência de calor no interior do meio e em seus contornos.

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Grupo A (10)
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Medium 9788580553734

Capítulo 3 - Princípios de conversão eletromecânica de energia

Stephen D. Umans Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

3

Princípios de conversão eletromecânica de energia

N

este capítulo, trataremos do processo de conversão eletromecânica de energia que utiliza, como meio, o campo elétrico ou magnético do dispositivo de conversão. Ainda que os diversos dispositivos de conversão operem com princípios similares, as suas estruturas dependem de suas funções. Os dispositivos de medida e controle frequentemente são denominados transdutores. Em geral, operam com sinais relativamente pequenos e sob condições lineares de entrada e saída. Diversos exemplos podem ser dados, como microfones, cápsulas fonográficas, sensores e alto-falantes. Uma segunda categoria de dispositivos abrange os dispositivos produtores de força incluindo solenoides, relés e eletroímãs. Uma terceira categoria inclui os equipamentos de conversão contínua de energia como motores e geradores.

Esse capítulo está voltado aos princípios de conversão eletromecânica de energia e à análise dos dispositivos que realizam essa função. A ênfase será colocada na análise de sistemas que usam campos magnéticos como meio de conversão, tendo em vista que os capítulos restantes deste livro tratarão de tais dispositivos. No entanto, as técnicas de análise usadas em sistemas com campos elétricos são muito semelhantes.

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Capítulo 7 - Máquinas CC

Stephen D. Umans Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

7

Máquinas CC

A

s máquinas CC caracterizam-se por sua versatilidade. Por meio das diversas combinações de enrolamentos de campo, excitados em derivação, série ou independentemente, elas podem ser projetadas de modo a apresentar uma ampla variedade de características de tensão versus corrente ou de velocidade versus conjugado, para operações dinâmicas e em regime permanente. Devido à facilidade com que podem ser controladas, sistemas de máquinas CC têm sido usados com frequência em aplicações que exigem uma ampla faixa de velocidades ou de controle preciso da saída do motor. Nos últimos anos, a tecnologia de estado sólido que é utilizada nos sistemas de acionamento CA desenvolveu-se o suficiente para que esses sistemas estejam substituindo as máquinas CC em aplicações antes associadas quase exclusivamente às máquinas CC. Entretanto, a versatilidade das máquinas CC, em combinação com a relativa simplicidade dos seus sistemas de acionamento, irá assegurar o seu uso continuado em uma ampla variedade de aplicações.

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Capítulo 6 - Máquinas polifásicas de indução

Stephen D. Umans Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

6

Máquinas polifásicas de indução

O

objetivo deste capítulo é estudar o comportamento das máquinas de indução polifásicas. Nossa análise começará com o desenvolvimento de circuitos equivalentes monofásicos, cuja estrutura genérica é sugerida pela semelhança existente entre uma máquina de indução e um transformador. Esses circuitos equivalentes podem ser usados para estudar as características eletromecânicas da máquina de indução e o efeito da carga apresentado pela máquina sobre a sua fonte de energia, seja ela uma fonte de frequência fixa, como um sistema de potência, seja um acionamento de motor com frequência e tensão variáveis.

6.1

Introdução às máquinas de indução polifásica

Como foi mostrado na Seção 4.2.1, no motor de indução a corrente alternada é fornecida diretamente ao estator, ao passo que o rotor recebe a corrente por indução, como em um transformador, a partir do estator. O enrolamento de estator é do tipo discutido na Seção 4.5, como na máquina síncrona. Quando a excitação é feita por uma fonte polifásica equilibrada, um campo magnético é produzido no entreferro girando na velocidade síncrona. Essa velocidade é determinada pelo número de polos do estator e pela frequência fe aplicada ao estator (Equação 4.44).

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Capítulo 5 - Máquinas síncronas

Stephen D. Umans Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

5

Máquinas síncronas

C

omo vimos na Seção 4.2.1, em uma máquina síncrona e em condições de regime permanente, o rotor, juntamente com o campo magnético criado por uma corrente CC ou por ímãs, gira na mesma velocidade ou em sincronismo com o campo magnético girante produzido pelas correntes de armadura e tem como resultado um conjugado constante. Uma imagem elementar de como uma máquina síncrona funciona foi dada na Seção 4.2.1, com ênfase na produção de conjugado em termos das interações entre os campos magnéticos da máquina.

Serão desenvolvidos neste capítulo métodos analíticos para examinar o desempenho, em regime permanente, das máquinas síncronas polifásicas. Uma consideração inicial será dada às máquinas de rotor cilíndrico; os efeitos dos polos salientes serão discutidos nas Seções 5.6 e 5.7.

5.1

Introdução às máquinas síncronas polifásicas

Como indicado na Seção 4.2.1, uma máquina síncrona é aquela na qual uma corrente alternada flui no enrolamento de armadura e um fluxo CC de rotor é produzido por uma excitação CC no enrolamento de campo ou por ímãs. O enrolamento de armadura está quase invariavelmente no estator e em geral é trifásico, como foi discutido no

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Capítulo 1 - Circuitos magnéticos e materiais magnéticos

Stephen D. Umans Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

1

Circuitos magnéticos e materiais magnéticos

O

objetivo deste livro é o estudo dos dispositivos usados na interconversão de energias elétrica e mecânica. É dada ênfase às máquinas rotativas eletromagnéticas, pois é através delas que ocorre a maior parte dessa conversão. No entanto, as técnicas desenvolvidas aplicam-se genericamente a uma larga faixa de outros dispositivos, como máquinas lineares, atuadores e sensores.

Mesmo não sendo um dispositivo de conversão eletromecânica de energia, o transformador é um importante componente do processo global de conversão energética e será discutido no Capítulo 2. Como com a maioria dos dispositivos de conversão eletromecânica de energia discutidos neste livro, os enrolamentos com acoplamento magnético estão na natureza do funcionamento do transformador. Por essa razão, as técnicas desenvolvidas para sua análise formam a base da discussão que se segue sobre máquinas elétricas.

Praticamente todos os transformadores e máquinas elétricas usam material ferromagnético para direcionar e dar forma a campos magnéticos, os quais atuam como meio de transferência e conversão de energia. Materiais magnéticos permanentes, ou ímãs, também são muito usados. Sem esses materiais, não seriam possíveis as implementações práticas da maioria dos dispositivos eletromecânicos familiares de conversão de energia. A capacidade de analisar e descrever sistemas que contenham esses materiais é essencial ao projeto e entendimento desses dispositivos.

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Grupo A (1419)
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Medium 9788582601709

Capítulo 9 - Tensão e Corrente Alternada Senoidal

John Omalley Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 9

Tensão e Corrente

Alternada Senoidal

INTRODUÇÃO

Nos circuitos considerados até agora, as fontes CC utilizadas eram independentes. Deste ponto em diante, os circuitos têm fontes de corrente alternada (CA).

Uma tensão CA (ou corrente CA) varia de forma senoidal com o tempo, como mostrado na Fig. 9-1a. Trata-se de uma tensão periódica, uma vez que varia com o tempo, de modo que se repete continuamente. A menor porção não reproduzível de uma forma de onda periódica é um ciclo, e a duração de um ciclo é um período T da onda. O inverso do período e do número de ciclos em um período é a frequência, que tem uma grandeza cujo símbolo é f:

A unidade no SI da frequência é o hertz, cujo símbolo é Hz.

Figura 9-1

Nessas definições, observe os termos onda e forma de onda. Eles não se referem à mesma coisa. Uma onda é uma tensão ou corrente variável, mas uma forma de onda é um gráfico da tensão ou da corrente. Muitas vezes, porém, esses termos são utilizados de forma intercambiável.

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Capítulo 14 - Potência em Circuitos CA

John Omalley Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 14

Potência em Circuitos CA

INTRODUÇÃO

O assunto principal deste capítulo é a potência média consumida durante um período por componentes e circuitos

CA. Consequentemente, não será necessário usar sempre o adjetivo “média” junto com potência para evitar equívocos. Além disso, não é necessário utilizar a notação subscrita “méd” com o símbolo P. De modo semelhante, uma vez que as fórmulas de potência conhecidas possuem apenas valores eficazes ou rms de tensão e de corrente, a notação subscrita “eff” pode ser eliminada de Veff e Ieff (ou “rms” de Vrms e Irms), e apenas as letras V e I serão utilizadas para designar os valores eficazes ou rms.

Por fim, no texto do material a seguir e nos problemas, as tensões e as correntes especificadas sempre terão referências associadas, a menos que haja declarações especificando o contrário.

CONSUMO DE POTÊNCIA DO CIRCUITO

A potência média consumida por um circuito CA de dois terminais pode ser procedente a partir da potência instantânea consumida. Se o circuito tem uma tensão aplicada v = Vm sen (ωt + θ) e uma corrente de entrada i = Im sen ωt, a potência instantânea consumida pelo circuito é p = vi = Vm sen (ωt + θ) × Im sen ωt = VmIm sen (ωt + θ) sen ωt

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Capítulo 6 - Circuitos Amplificadores Operacionais

John Omalley Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 6

Circuitos Amplificadores Operacionais

INTRODUÇÃO

Os amplificadores operacionais, geralmente chamados de amp ops, são importantes componentes de circuitos eletrônicos. Basicamente, um amp op é um amplificador de tensão com ganho muito alto, tendo um ganho de tensão de 100.000 ou maior. Embora um amp op possa ser constituído por mais de 24 de transistores, 12 resistências e talvez um capacitor, pode ser tão pequeno quanto um resistor individual. Devido ao seu pequeno tamanho e ao fato de sua operação externa ser relativamente simples, para fins de análise ou de desenho, um amp op pode frequentemente ser considerado um elemento único do circuito.

A Figura 6-1a mostra o símbolo do circuito para um amp op. Os três terminais são um terminal a de entrada inversora (marcado −), um terminal b de entrada não inversora (marcado +) e um terminal c de saída. No entanto, um amplificador operacional físico tem mais terminais. Os dois adicionais mostrados na Fig. 6-1b são para entradas de fornecimento de alimentação CC, que muitas vezes são +15 V e −15 V. Ambas as tensões de alimentação, positiva e negativa, são necessárias para habilitar a tensão de saída no terminal c, que pode variar tanto positiva quanto negativamente em relação ao terra.

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Capítulo 15 - Transformadores

John Omalley Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 15

Transformadores

INTRODUÇÃO

Um transformador tem dois ou mais enrolamentos, também chamados de bobinas, que são magneticamente acoplados. Como mostrado na Fig. 15-1, um transformador típico tem dois enrolamentos em torno de um núcleo que pode ser feito de ferro. Cada cerco de enrolamento do núcleo é chamado de espira e é designado por N. Aqui, o enrolamento 1 tem N1 = 4 espiras e o enrolamento 2 tem N2 = 3 espiras (enrolamentos de transformadores na prática têm muito mais espiras). O Circuito 1, conectado ao enrolamento 1, é muitas vezes uma fonte, e o circuito 2, ligado ao enrolamento 2, é muitas vezes uma carga. Nesse caso, o enrolamento 1 é chamado de enrolamento primário ou apenas primário, e o enrolamento 2 é chamado de enrolamento secundário ou apenas secundário.

Enrolamento 1

Enrolamento 2

Circuito 2

Circuito 1

Núcleo

Figura 15-1

Em operação, a corrente i1 que circula no enrolamento 1 produz um fluxo magnético φm1 que, para transformadores de potência, encontra-se idealmente confinado ao núcleo e assim passa através do ou acopla o enrolamento

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Capítulo 11 - Análise de Circuitos CA Básicos, Impedância e Admitância

John Omalley Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 11

Análise de Circuitos CA Básicos,

Impedância e Admitância

INTRODUÇÃO

Na análise de um circuito CA, fasores de tensão e corrente são utilizados com resistências e reatâncias da mesma maneira que as tensões e as correntes são utilizadas com resistências na análise de um circuito CC. O circuito original CA, denominado circuito de domínio no tempo, é transformado em um circuito no domínio fasorial que tem fasores em vez de tensões e correntes senoidais, e reatâncias em vez de indutâncias e capacitâncias. As resistências permanecem inalteradas. O circuito de domínio fasorial é o circuito realmente analisado. Ele tem a vantagem de que as resistências e reatâncias têm a mesma unidade ohm e assim podem ser combinados de forma semelhante, de modo que as resistências podem ser combinadas em uma análise de circuito CC. Além disso, a análise do circuito de domínio fasorial não requer cálculo, apenas álgebra complexa. Finalmente, todos os conceitos de análise de circuito CC para encontrar tensões e correntes aplicam-se à análise de um circuito de domínio fasorial, mas, é claro, utilizam-se números complexos em vez de números reais.

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Editora Manole (122)
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1. A força das águas

VECCHIA, Rodnei Editora Manole PDF Criptografado

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A força das águas

Se as guerras do século XX foram motivadas pela exploração do petróleo, os conflitos do século XXI estarão centrados no controle dos recursos hídricos. Quem controla a água controla a vida.

BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, SOCIÓLOGO PORTUGUÊS

DIA 22 D E MA R ÇO É O D I A M U N DIAL DA ÁGUA . O BRASIL

tem o privilégio de ser uma das poucas regiões do mundo com enorme superávit desse bem, essencial à vida, que constitui cerca de 70% do corpo humano. Mais do que enaltecimentos vazios que se evaporam ao vento, esperam-se de todos ações concretas em defesa do ouro azul, cujo real valor perpassa aparentemente despercebido por entre milhares de mãos humanas.

Força motriz de toda a natureza – ou a única bebida para um homem sábio –, a água é uma dádiva indispensável à vida, essencial à manutenção da saúde e à garantia do bem-estar do ser humano. Para Tales de Mileto, esse elemento é o princípio de todas as coisas, e Guimarães Rosa dizia que a água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba.

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3. Impactos provocados por usinas hidrelétricas

VECCHIA, Rodnei Editora Manole PDF Criptografado

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Impactos provocados por usinas hidrelétricas

A água que não corre forma um pântano; a mente que não trabalha forma um tolo.

VICTOR HUGO

A S M Ú LT I P L A S F U N Ç Õ E S E C O L Ó G I C A S E O S S E RV I Ç O S

ambientais prestados, gratuitamente, por cursos d’água são inúmeros e valiosos. Um rio não é um simples canal de água, é um rico ecossistema moldado ao longo de milhões de anos, com ritmos próprios de composição e decomposição. Verdadeiros corredores de biodiversidade fornecem água, ar puro, alimentos, terras férteis, equilíbrio climático, fármacos animais e vegetais, recreação, turismo ecológico, entre outros tantos serviços.

Os sistemas hídricos propiciam também estocagem e limpeza de água, recarga do lençol freático, regulagem dos ciclos biogeoquímicos, estocagem de carbono e habitat para inúmeras espécies, endêmicas ou não. Fornecem ainda outros benefícios, como pesca, agricultura de subsistência, via de transporte e auxílio na pecuária extensiva. Mexer com essa diversidade ecossistêmica única, que propicia tantos serviços aos privilegiados que usufruem dessas benesses, provoca discórdias de difícil consenso.

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4. Águas de Piraju – estudo de caso de uma nova usina hidrelétrica

VECCHIA, Rodnei Editora Manole PDF Criptografado

4

Águas de Piraju – estudo de caso de uma nova usina hidrelétrica

CIDADEZINHA QUALQUER

Um cachorro vai devagar

Casas entre bananeiras

Um burro vai devagar

mulheres entre laranjeiras

Devagar... as janelas olham

pomar amor cantar

Êta vida besta, meu Deus

Um homem vai devagar

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

P I R A J U, N O M E O R I G I N Á R I O D E E X P R E S S Ã O G UA R A N I ,

significa peixe (pira) dourado (yu). Esse peixe, símbolo da cidade, tem seu habitat no límpido rio Paranapanema, maior patrimônio pirajuense. Os dados mais concretos do início do povoamento da região são registrados somente a partir de 1859, com a chegada da família Arruda, que se uniu às famílias Faustino e Graciano, as quais já habitavam a região. Essas famílias doaram um terreno para a criação do patrimônio denominado São Sebastião do Tijuco Preto.

Distante 330 km da capital do Estado de São Paulo, a sudoeste do Estado, a Estância Turística de Piraju tem clima temperado, suaves colinas e temperatura média de 21°C. Com cerca de 29 mil habitantes distribuídos em uma área de 505 km2, a cidade foi transformada em estância turística em 2002, entrando para um seleto grupo de 29 municípios do Estado.

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2. A energia das águas represadas

VECCHIA, Rodnei Editora Manole PDF Criptografado

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A energia das águas represadas

Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza. Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode ser produzido.

LEONARDO DA VINCI

A IDEIA DE QUE A HUMANIDADE CAMINHA RUMO A

níveis crescentes de bem-estar parece ser senso comum. Em sã consciência, ninguém é contrário ao desenvolvimento da sociedade. Mas ainda é raro construir qualquer projeto de desenvolvimento com objetivos claros, que contemplem e atendam, simultaneamente, os interesses econômicos, sociais, ambientais e culturais de uma comunidade. A exclusão social e a crise ambiental parecem não fazer parte da agenda de políticos e empresários.

O termo desenvolvimento deve ser entendido como mudança em favor de toda a sociedade, ou de sua maioria, e que promova avanços estruturais e qualitativos. Quaisquer projetos de desenvolvimento de uma comunidade devem priorizar serviços de qualidade em alimentação, educação, saúde, água, saneamento básico, transporte público e energia.

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Medium 9788520432006

1. Bases Políticas, Conceituais, Filosóficas e Ideológicas da Educação Ambiental

PHILIPPI JR., Arlindo; PELICIONI, Maria Cecília Focesi Editora Manole PDF Criptografado

Bases Políticas,

Conceituais, Filosóficas e Ideológicas da

Educação Ambiental

1

Maria Cecília Focesi Pelicioni

Assistente social e sanitarista, Faculdade de Saúde Pública – USP

Arlindo Philippi Jr

Engenheiro civil e sanitarista, Faculdade de Saúde Pública – USP

A educação ambiental vai formar e preparar cidadãos para a reflexão crítica e para uma ação social corretiva, ou transformadora do sistema, de forma a tornar viável o desenvolvimento integral dos seres humanos.

Ela se coloca em uma posição contrária ao modelo de desenvolvimento econômico vigente no sistema capitalista selvagem, no qual os valores éticos, de justiça social e de solidariedade não são considerados, em que a cooperação não é estimulada, mas prevalece o lucro a qualquer preço, a competição, o egoísmo e os privilégios de poucos em detrimento da maioria da população.

A educação ambiental exige um conhecimento aprofundado de filoso‑ fia, da teoria e história da educação, de seus objetivos e princípios, já que nada mais é do que a educação aplicada às questões de meio ambiente. Sua base conceitual é fundamentalmente a educação e, complementarmente, as ciências ambientais, a História, as ciências sociais, a Economia, a Física, as ciências da saúde, entre outras.

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