Manole (49)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

14. O debate sobre as mudanças climáticas

PDF Criptografado

14

O D E BATE S OBRE AS MUDA N ÇAS

C LIMÁTICAS

14 .1 FATORES QUE DETERM IN AM O

C LIMA DO P LANETA

Acredita-se que plantas e algas, ou seja, seres vivos multicelulares, existam no planeta há um bilhão de anos. Muitos eventos graves aconteceram com o clima, mas não o suficiente para acabar com os seres vivos.

O sol tem sido e continua sendo o grande controlador do nosso clima. A energia que emana dele não é uma constante, mas há mudanças periódicas. A mais bem conhecida refere-se às manchas solares, de uma periodicidade de aproximadamente 11 anos. Mas há outros fenômenos periódicos de duração de milhares ou mais anos, alguns até que não conhecemos.

Importante também é lembrar que as condições reinantes no sistema planetário são influenciadas pelas características da região da galáxia que ele atravessa.

O planeta, no entanto, não é espectador indiferente com relação ao seu clima. Em primeiro lugar, estão os vários movimentos

69

curso_de_quimica_engenharia.indb 69

Ver todos os capítulos

12. O transporte de energia elétrica

PDF Criptografado

12

O T RANS PORTE DE ENERG I A E LÉT R ICA

Antes de abordar o tema do transporte de energia elétrica, há algo a se pensar: a criação de diversas centrais geradoras de energia menores próximas aos centros de consumo.

Com frequência, o centro produtor de eletricidade encontra-se afastado do centro consumidor. O Brasil é um exemplo disso, com usinas hidroelétricas localizadas longe das zonas urbanas ou industriais, por exemplo, a usina de Itaipu e a distância que ela está da

Região Sudeste. O transporte de eletricidade acaba sendo tão importante quanto a sua produção.

Os melhores condutores elétricos conhecidos são os metais prata

(Ag), com condutividade de 63  106 S.m-1 (S é o símbolo para Siemens), e cobre (Cu), com 60  106 S.m-1. Por causa da sua abundância e preço, esse último é usado mundialmente.

O cobre é um metal pesado, com densidade d = 8,94 g/cm3. Os cabos de Cu devem ter diâmetro suficiente para suportar o fluxo de corrente elétrica, além de estarem cobertos por isolantes eficientes.

Ver todos os capítulos

6. Óleo diesel

PDF Criptografado

6

ÓLEO DIES EL

O óleo diesel é um combustível fóssil, derivado do petróleo, que se constitui basicamente de hidrocarbonetos (composto químico formado por átomos de hidrogênio e carbono). Possui aproximadamente

75% de hidrocarbonetos saturados (parafina) e 25% de hidrocarbonetos aromáticos (naftalenos e alquilbenzenos). O óleo diesel é o resultado dessa mistura, tendo entre 8 e 21 carbonos; em sua composição, tem baixas concentrações de oxigênio, nitrogênio e enxofre. 

A queima do óleo diesel libera na atmosfera uma grande quantidade­ de gases poluentes, conhecidos popularmente como gases responsáveis pelo efeito estufa. Mas esses gases são realmente responsáveis por esse processo? Entre os que também prejudicam a saúde humana, podem ser citados o monóxido de carbono (CO), o monóxido de nitrogênio (NO) e o dióxido de enxofre (SO2).

No passado, o óleo diesel continha grandes concentrações de enxofre, entretanto, algumas medidas, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos e no Brasil, vêm sendo tomadas de modo a limitar ou diminuir a concentração desse composto. Em particular, no Brasil,

Ver todos os capítulos

10. Energia nuclear

PDF Criptografado

10

E NE RG IA NUCLEAR

A utilização da energia nuclear também está em crescimento. Há paí­ ses na Europa que dependem pesadamente dela. Outros, em estágio pouco avançado de tecnologia, por razões políticas, de prestígio ou futuras necessidades, tentam adquirir o conhecimento para o processo de produção de energia por meio de plantas nucleares.

Se há um tipo de energia que conseguiu quase unanimidade em rejeição por grupos ambientalistas atuantes, a energia nuclear é ou foi uma delas. O fato de ainda não existir um destino apropriado para os resíduos das plantas nucleares pesa. Por milhares de anos, esses resíduos continuam perigosos se entram em contato com seres vivos,

água, solo ou ar.

Controversa, a energia nuclear passou a ter destaque na mídia por estar, na maioria das vezes, envolvida em guerras, contaminações e grandes desastres. Contudo, a energia nuclear também traz benefícios, como a geração de energia, que pode substituir a gerada por hidroelétricas (também alvo de críticas em razão do grande impacto ambiental causado pela construção de suas plantas, conforme abordado no Capítulo 9).

Ver todos os capítulos

15. Comentários iniciais sobre o desastre nuclear em Fukushima

PDF Criptografado

15

COMENTÁRIOS INICIAIS S O B R E O

D ESASTRE NUCLEAR EM FUK USH IMA

Levará ainda bastante tempo antes de se ter uma avaliação completa do desastre de Fukushima, onde o drama humano maior foi provocado pelo terremoto e pelo tsunami.

Passaram-se 25 anos desde o desastre nuclear de Chernobyl, ainda hoje cidade-fantasma e terra arrasada. Em Chernobyl, o césio contaminou em cadeia: o solo, a vegetação que extrai nutrientes do solo, o gado que se alimentava dessa vegetação, as pessoas que tomaram o leite de vacas contaminadas.

Por enquanto, a crise no Japão aparece como mais próxima do acidente de Three Mile Island em 1979, mesmo que ainda haja muita falta de informação. Na usina soviética, houve explosão do reator, enquanto, na americana, houve derretimento parcial das varetas de combustível. Esse parecia ser o caso no Japão, mas lá houve morte por radiação, o que não aconteceu em Three Mile Island.

Os autores agradecem aos alunos de pós-graduação do Instituto de Química de São

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Grupo Gen (2174)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Parte I - 6. Análise de Ruído

PDF Criptografado

PRÁTICA 6

ANÁLISE DE RUÍDO

OBJETIVO

◗ Analisar ruído branco e ruído rosa no domínio do tempo e da frequência.

TEORIA

Introdução

É inegável a importância dos modernos sistemas de comunicação para diversas atividades, como economia, ciência, entre outras. Isso decorre da enorme quantidade de informações geradas em locais diferentes daqueles nos quais elas são utilizadas.

Informações transitam pelo mundo inteiro, programas de rádio e TV são transmitidos para milhares de pessoas e tudo isso a uma velocidade muito grande.

Em termos gráficos, uma cadeia de comunicação pode ser representada por três elementos essenciais: a fonte de informação, o sistema de comunicação e o destino, conforme ilustrado na Figura 6.1.

A fonte de informações é a origem da mensagem ou informação transmitida, a qual pode apresentar-se na forma de voz, vídeo ou dados. O destino é onde a informação será utilizada. O sistema de informação transportará a informação da fonte até o destino, preservando ao máximo suas características originais.

Ver todos os capítulos

Parte I - 8. Osciladores Harmônicos

PDF Criptografado

PRÁTICA 8

OSCILADORES

HARMÔNICOS

OBJETIVOS

Entender o princípio de funcionamento de um oscilador.

Entender os critérios para que um circuito eletrônico opere como oscilador.

Observar na prática os conceitos de um oscilador harmônico.

Verificar experimentalmente o funcionamento de um oscilador harmônico.

TEORIA

Introdução

Circuitos osciladores são bastante utilizados em diversas aplicações, como geradores de sinais, equipamentos de medição, radiotransceptores, equipamentos de áudio etc. Os osciladores podem ser classificados em dois grupos:

• Osciladores lineares ou sintonizados.

• Osciladores não lineares ou de relaxação.

Os osciladores sintonizados são projetados usando a teoria de sistemas, empregando transistores e/ou amplificadores operacionais. Estes circuitos são comumente denominados osciladores harmônicos, por gerarem ondas senoidais puras. Os osciladores de relaxação são implementados por meio do emprego de dispositivos biestáveis, como portas lógicas e flip-flops, carregando e descarregando capacitores, gerando ondas triangulares, quadradas, dente de serra, pulsadas, entre outras.

Ver todos os capítulos

Parte III - 24. Demodulador PPM

PDF Criptografado

PRÁTICA 24

DEMODULADOR PPM

OBJETIVOS

◗ Observar na prática os conceitos da demodulação por posição de pulso

(Pulse Position Modulation — PPM).

◗ Verificar experimentalmente o funcionamento de um demodulador PPM.

TEORIA

Noções sobre demodulação PPM

Demoduladores PPM podem ser implementados de duas formas:

• Filtragem passa-baixas e integração.

• Conversão do sinal PPM em sinal PWM.

O primeiro processo consiste em recuperar o sinal modulante a partir de uma filtragem passa-baixas seguida de uma integração, para recuperar somente o sinal modulante e não sua derivada. A Figura 24.1 ilustra um diagrama de blocos desse tipo de demodulador PPM.

No diagrama de blocos da Figura 24.1, o sinal e1(t) recuperado pela filtragem passa-baixas é dado por: e1 (t ) = −

E0τ 0 δ0 mωm sen (ωmt )

T0

(24.1)

Inserindo esse sinal no circuito integrador, obtém-se como sinal de saída: erec (t ) =

Sinal modulado

Ver todos os capítulos

Parte IV - 25. Conversor Digital-analógico

PDF Criptografado

PRÁTICA 25

CONVERSOR

DIGITAL-ANALÓGICO

OBJETIVOS

◗ Observar na prática os conceitos da conversão digital-analógica.

◗ Verificar experimentalmente o funcionamento de um conversor digital-analógico, realizando medições, como resolução do conversor, fundo de escala e não linearidade diferencial.

TEORIA

Noções sobre conversão D/A

A conversão digital-analógica é o processo em que um valor em código digital é convertido para uma tensão ou intensidade de corrente elétrica de forma proporcional. A Figura 25.1 é um bloco que representa um conversor D/A.

A tensão de referência mostrada na Figura 25.1 define o fundo de escala do conversor, ou seja, o maior valor que será gerado pela saída do mesmo. As entradas digitais são os bits B0, B1, B2 e B3. Para cada valor digital, é definido um valor de tensão. Para um conversor de 4 bits é possível obter 16 valores de tensão analógica diferentes (24 = 16).

Tensão de referência

B0

Bits digitais

Ver todos os capítulos

Parte II - 14. Modulador FM Faixa Larga

PDF Criptografado

PRÁTICA 14

MODULADOR FM

FAIXA LARGA

OBJETIVOS

◗ Observar na prática os conceitos da modulação FM faixa larga.

◗ Verificar experimentalmente o funcionamento de um modulador FM faixa larga.

TEORIA

Noções sobre modulação FM faixa larga

Relembrando a modulação FM de uma forma geral, temos que a expressão do sinal modulado pode ser dada por: e(t) = E0 cos(ω 0t) cos[β sen (ωmt)] − E0 sen (ω 0t) sen[β sen (ωmt)]

(14.1)

A análise do sistema FM faixa larga será feita a partir da Equação 14.1. As aproximações feitas para o sinal FM faixa estreita não são válidas para esse caso.

Assim, é necessário encontrar uma solução para as funções cos[β sen (ωmt)] e sen[β sen (ωmt)]. Essas equações transcendentais são desenvolvidas em séries compostas pelas funções de Bessel ponderadas dadas por: cos[β sen (ωmt)] = J0 (β ) + 2J2 (β ) cos(2 ωmt) + 2J4 (β ) cos(4 ωmt) + … (14.2) e sen[β sen (ωmt)] = 2J1 (β ) sen (ωmt) + 2J3 (β ) sen (3 ωmt) + 2J5 (β ) sen (5 ωmt)… (14.3)

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Grupo A (10)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 3 - Princípios de conversão eletromecânica de energia

PDF Criptografado

CAPÍTULO

3

Princípios de conversão eletromecânica de energia

N

este capítulo, trataremos do processo de conversão eletromecânica de energia que utiliza, como meio, o campo elétrico ou magnético do dispositivo de conversão. Ainda que os diversos dispositivos de conversão operem com princípios similares, as suas estruturas dependem de suas funções. Os dispositivos de medida e controle frequentemente são denominados transdutores. Em geral, operam com sinais relativamente pequenos e sob condições lineares de entrada e saída. Diversos exemplos podem ser dados, como microfones, cápsulas fonográficas, sensores e alto-falantes. Uma segunda categoria de dispositivos abrange os dispositivos produtores de força incluindo solenoides, relés e eletroímãs. Uma terceira categoria inclui os equipamentos de conversão contínua de energia como motores e geradores.

Esse capítulo está voltado aos princípios de conversão eletromecânica de energia e à análise dos dispositivos que realizam essa função. A ênfase será colocada na análise de sistemas que usam campos magnéticos como meio de conversão, tendo em vista que os capítulos restantes deste livro tratarão de tais dispositivos. No entanto, as técnicas de análise usadas em sistemas com campos elétricos são muito semelhantes.

Ver todos os capítulos

Capítulo 7 - Máquinas CC

PDF Criptografado

CAPÍTULO

7

Máquinas CC

A

s máquinas CC caracterizam-se por sua versatilidade. Por meio das diversas combinações de enrolamentos de campo, excitados em derivação, série ou independentemente, elas podem ser projetadas de modo a apresentar uma ampla variedade de características de tensão versus corrente ou de velocidade versus conjugado, para operações dinâmicas e em regime permanente. Devido à facilidade com que podem ser controladas, sistemas de máquinas CC têm sido usados com frequência em aplicações que exigem uma ampla faixa de velocidades ou de controle preciso da saída do motor. Nos últimos anos, a tecnologia de estado sólido que é utilizada nos sistemas de acionamento CA desenvolveu-se o suficiente para que esses sistemas estejam substituindo as máquinas CC em aplicações antes associadas quase exclusivamente às máquinas CC. Entretanto, a versatilidade das máquinas CC, em combinação com a relativa simplicidade dos seus sistemas de acionamento, irá assegurar o seu uso continuado em uma ampla variedade de aplicações.

Ver todos os capítulos

Capítulo 5 - Máquinas síncronas

PDF Criptografado

CAPÍTULO

5

Máquinas síncronas

C

omo vimos na Seção 4.2.1, em uma máquina síncrona e em condições de regime permanente, o rotor, juntamente com o campo magnético criado por uma corrente CC ou por ímãs, gira na mesma velocidade ou em sincronismo com o campo magnético girante produzido pelas correntes de armadura e tem como resultado um conjugado constante. Uma imagem elementar de como uma máquina síncrona funciona foi dada na Seção 4.2.1, com ênfase na produção de conjugado em termos das interações entre os campos magnéticos da máquina.

Serão desenvolvidos neste capítulo métodos analíticos para examinar o desempenho, em regime permanente, das máquinas síncronas polifásicas. Uma consideração inicial será dada às máquinas de rotor cilíndrico; os efeitos dos polos salientes serão discutidos nas Seções 5.6 e 5.7.

5.1

Introdução às máquinas síncronas polifásicas

Como indicado na Seção 4.2.1, uma máquina síncrona é aquela na qual uma corrente alternada flui no enrolamento de armadura e um fluxo CC de rotor é produzido por uma excitação CC no enrolamento de campo ou por ímãs. O enrolamento de armadura está quase invariavelmente no estator e em geral é trifásico, como foi discutido no

Ver todos os capítulos

Capítulo 6 - Máquinas polifásicas de indução

PDF Criptografado

CAPÍTULO

6

Máquinas polifásicas de indução

O

objetivo deste capítulo é estudar o comportamento das máquinas de indução polifásicas. Nossa análise começará com o desenvolvimento de circuitos equivalentes monofásicos, cuja estrutura genérica é sugerida pela semelhança existente entre uma máquina de indução e um transformador. Esses circuitos equivalentes podem ser usados para estudar as características eletromecânicas da máquina de indução e o efeito da carga apresentado pela máquina sobre a sua fonte de energia, seja ela uma fonte de frequência fixa, como um sistema de potência, seja um acionamento de motor com frequência e tensão variáveis.

6.1

Introdução às máquinas de indução polifásica

Como foi mostrado na Seção 4.2.1, no motor de indução a corrente alternada é fornecida diretamente ao estator, ao passo que o rotor recebe a corrente por indução, como em um transformador, a partir do estator. O enrolamento de estator é do tipo discutido na Seção 4.5, como na máquina síncrona. Quando a excitação é feita por uma fonte polifásica equilibrada, um campo magnético é produzido no entreferro girando na velocidade síncrona. Essa velocidade é determinada pelo número de polos do estator e pela frequência fe aplicada ao estator (Equação 4.44).

Ver todos os capítulos

Capítulo 1 - Circuitos magnéticos e materiais magnéticos

PDF Criptografado

CAPÍTULO

1

Circuitos magnéticos e materiais magnéticos

O

objetivo deste livro é o estudo dos dispositivos usados na interconversão de energias elétrica e mecânica. É dada ênfase às máquinas rotativas eletromagnéticas, pois é através delas que ocorre a maior parte dessa conversão. No entanto, as técnicas desenvolvidas aplicam-se genericamente a uma larga faixa de outros dispositivos, como máquinas lineares, atuadores e sensores.

Mesmo não sendo um dispositivo de conversão eletromecânica de energia, o transformador é um importante componente do processo global de conversão energética e será discutido no Capítulo 2. Como com a maioria dos dispositivos de conversão eletromecânica de energia discutidos neste livro, os enrolamentos com acoplamento magnético estão na natureza do funcionamento do transformador. Por essa razão, as técnicas desenvolvidas para sua análise formam a base da discussão que se segue sobre máquinas elétricas.

Praticamente todos os transformadores e máquinas elétricas usam material ferromagnético para direcionar e dar forma a campos magnéticos, os quais atuam como meio de transferência e conversão de energia. Materiais magnéticos permanentes, ou ímãs, também são muito usados. Sem esses materiais, não seriam possíveis as implementações práticas da maioria dos dispositivos eletromecânicos familiares de conversão de energia. A capacidade de analisar e descrever sistemas que contenham esses materiais é essencial ao projeto e entendimento desses dispositivos.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Grupo A (1357)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Referências

PDF Criptografado

Capítulo 16   Forneamento e assado   609

•• Ácido acético/acetatos: eficazes contra bactérias que ocorrem nas migalhas e fungos.

•• Ácidos cítrico, fosfórico, málico ou fumárico ou benzoato de sódio: utilizados em recheios de fruta.

•• Etanol: aumenta a vida útil do pão e de outros produtos assados quando pulverizado na superfície do produto antes da embalagem.

Outros ingredientes que promovem segurança ou estabilidade incluem:

•• Umectantes (p. ex., açúcar, glicerina) para reduzir aa.

•• Agentes de retenção de água (gomas e amidos) para reduzir a água livre.

•• Especiarias antimicrobianas (p. ex., canela, noz-moscada).

Outros tratamentos pós-forneamento para produtos assados de alta ou média umidade incluem a ultra alta pressão, a irradiação com baixa dose ou luz pulsante e luz ultravioleta (veja Secções 7.2, 7.3 e 7.6, respectivamente).

16.3.3.1 Embalagem

Os produtos de padaria de curta vida de prateleira são vendidos dentro de alguns dias após a produção e, portanto, exigem apenas embalagens básicas para mantê-los limpos e evitar o esmagamento. Os produtos que contêm maior teor de umidade são, em sua maioria, obrigados a ter uma menor vida útil à temperatura ambiente, o que pode ser prolongado usando refrigeração, congelamento ou vácuo ou, atmosfera modificada, para reduzir a deterioração por fungos. Outros produtos, incluindo tortas assadas com recheio de carne ou cremosas e carnes assadas, que podem conter patógenos, também devem ser armazenados em temperaturas refrigeradas ou congeladas, às vezes usando atmosferas modificadas. Os produtos de baixa umidade, incluindo nozes, lanches e biscoitos que têm uma longa vida útil, exigem embalagens que tenham barreiras adequadas à umidade e ao oxigênio para evitar o amolecimento e a rancidez oxidativa. Os sistemas de embalagens ativas (veja Seção 24.5.3), como os mecanismos de eliminação de oxigênio ou de liberação de etanol em embalagens de alimentos, são usados para controlar o crescimento de fungos em produtos de padaria, como bolos, pizzas e bolos de massa mole por até 30 dias.

Ver todos os capítulos

16.3 Efeitos nos alimentos e microrganismos

PDF Criptografado

Capítulo 16   Forneamento e assado   605

tes a erro do operador e este, por sua vez, não necessita apresentar experiência em cozimento para garantir uma produção uniforme de produtos de alta qualidade.

A medição realizada pelos sensores de máquinas de visão e o monitoramento automático de cores dos produtos assados é usada pelos PLC para ajustar continuamente as condições de cozimento (os detalhes da máquina de visão e monitoramento de cores estão apresentados na Seção 2.3.3). Os controladores também monitoram e controlam com precisão o depósito de massa, assim como o enforme e o desenforme dos pães

(há vários vídeos de equipamentos de manuseio de massa disponíveis em (https://vimeo.com/ user53589142). Este controle permite a seleção e o gerenciamento do cronograma de produção mediante telas sensíveis ao toque e permite também a integração das linhas de cozimento com os sistemas de controle de supervisão em toda a fábrica. As modificações nos programas de controle ou a introdução de novos produtos podem ser feitas via internet com o software remoto de gerenciamento de forno. Isso permite o monitoramento on-line e o controle de parâmetros de cozimento em fornos em diferentes locais para produzir produtos padronizados em diferentes padarias. O software fornece informações de gerenciamento sobre taxas de produção, uso de energia/eficiência e necessidade de manutenção.

Ver todos os capítulos

22.3 Efeitos nos alimentos

PDF Criptografado

742   PARTE IV   Processamento pela remoção de calor menos vazios intercelulares, menos perturbação nas células e menos perda de líquido. Isso foi atribuído ao fato de a RF reduzir o ponto de congelamento e produzir um número maior de pontos de nucleação.

22.2.3.7 Crioprotetores

Crioprotetores são compostos que diminuem as temperaturas de congelamento dos alimentos, modificam ou suprimem o crescimento de cristais de gelo durante o congelamento e inibem a recristalização durante a armazenagem congelada (veja

Seção 22.3.2). Eles reduzem os danos às membranas celulares, protegem a textura dos alimentos e diminuem perdas de nutrientes por gotejamento.

Exemplos de crioprotetores incluem açúcares, aminoácidos, polióis, metilalaminas, carboidratos e sais inorgânicos (Kennedy, 2003). Glicoproteínas crioprotetoras ou “proteínas anticongelamento” (AFP, do inglês antifreeze proteins) foram isoladas em uma variedade de organismos, incluindo bactérias (Kawahara, 2002), fungos, plantas, invertebrados e peixes, como o bacalhau antártico e o linguado (Payne et al., 1994). Os organismos desenvolveram AFP como mecanismo para protegê-los contra baixas temperaturas. Múltiplas formas de AFP são sintetizadas dentro de cada organismo, cada uma com diferentes funções.

Ver todos os capítulos

Leituras sugeridas

PDF Criptografado

308   PARTE II   Processamento em temperatura ambiente

LEITURAS SUGERIDAS

Mistura

Cullen, P.J. (Ed.), 2009. Food Mixing: Principles and Applications. John Wiley and Sons, Chichester.

Ghanema, A., Lemenanda, T., Della Vallea, D., Peerhossainic, H., 2014. Static mixers: mechanisms, applications and characterization methods - a review. Chem. Eng.

Res. Des. 92, 205-228, http://dx.doi.org/10.1016/j. cherd.2013.07.013

Paul, E.L., Atiemo-Obeng, V.A., Kresta, S.M. (Eds.), 2003.

Handbook of Industrial Mixing: Science and Practice.

John Wiley and Sons, Hoboken, NJ.

Modelagem e cobertura

Baldwin, E.A., Hagenmaier, R., Bai, J. (Eds.), 2011. Edible

Coatings and Films to Improve Food Quality. 2nd ed.

CRC Press, Boca Raton, FL.

Manley, D., 2011. Manley’s Technology of Biscuits, Crackers and Cookies. 4th ed. Woodhead Publishing, Cambridge

(Sheeting, gauging and cutting), pp. 445-452 (Laminating), pp. 453-466 (Rotary moulding), pp. 467-476 (Extruding and depositing).

Ver todos os capítulos

Referências

PDF Criptografado

Capítulo 7   Métodos de processamento mínimo   401

pos magnéticos oscilantes são apresentados por

Grigelmo-Miguel et al. (2011).

7.7.4  Raios X pulsados

A inativação microbiana por radiação ionizante está descrita na Seção 7.2 e, embora a cinética da inativação microbiana utilizando raios X pulsados não seja completamente compreendida, é provável que os mecanismos sejam semelhantes. Os raios X com amplo espectro de energia são produzidos focando um feixe de elétrons, em uma placa de conversão de metal pesado e, então, os raios X são filtrados para produzir radiação de alta energia e alta penetração. Comparados aos elétrons, que possuem uma profundidade de penetração de  5 cm nos alimentos, os raios X apresentam profundidades de penetração muito maiores (60–400 cm dependendo de sua força). O uso de raios X pulsados de alta intensidade é uma nova tecnologia que seguiu o desenvolvimento de um interruptor que poderia abrir por poucos nanossegundos e repetidamente liberar pulsos ultracurtos de energia (i.e., de até

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Editora Saraiva (228)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

6 - Conhecendo um Projeto de Investimento Agropecuário

PDF Criptografado

Conhecendo um Projeto de

Investimento

Agropecuário

6

Para começar

Neste capítulo, vamos apreciar a conceituação de um projeto de investimento, sua duração e sua finalidade.

A partir de um exemplo hipotético, vamos conhecer um projeto de investimento, detalhando seus principais passos e os dados inerentes a ele.

Ao final, vamos conhecer os procedimentos para efetuação de uma análise de viabilidade a partir da planilha de reembolso.

6.1 Conceitos

Em linhas gerais, um projeto agrícola deve ser compreendido como uma proposta de uso de um conjunto de recursos associados a combinações variadas de atividades voltadas ao setor agropecuário.

Deve ser efetuado com a finalidade de gerar um fluxo de bens e serviços de valor determinado e por meio do qual se objetive alcançar metas de natureza empresarial e/ou social.

Pretendendo facilitar a forma de abordagem de investimentos agropecuários, podemos classificar os projetos agrícolas em duas categorias, que se diferenciam de acordo com a respectiva

Ver todos os capítulos

8 - Metalografia

PDF Criptografado

8

Metalografia

Para começar

Este capítulo tem por objetivo apresentar conceitos e técnicas importantes sobre metalografia. O capítulo ensina as etapas necessárias para a preparação de materiais metálicos (ferrosos e não ferrosos), desde o corte até a visualização da estrutura (macro ou microestrutura).

8.1 Análise metalográfica

No desenvolvimento dos capítulos do livro constata-se a influência do processo de fabricação na estrutura e, consequentemente, nas propriedades dos materiais metálicos. Por isso, é crucial, em função das propriedades almejadas, o conhecimento sobre o histórico de fabricação (elementos constituintes, processos de transformação) e da estrutura obtida.

A metalografia pode ser definida como o exame ou a análise da estrutura de um material ou amostra metálica por meio de uma superfície devidamente polida e geralmente atacada com um reagente específico. É uma ferramenta importantíssima na área de metalomecânica para a caracterização e o controle de materiais metálicos. Compreende o estudo da estrutura em nível de micro e de macroestrutura.

Ver todos os capítulos

5 - Técnicas Básicas de Laboratório

PDF Criptografado

5

Técnicas Básicas de Laboratório

Para começar

Neste capítulo, você aprenderá que no laboratório para separação de substâncias utilizamos vários procedimentos analíticos. Dependendo do tipo de mistura e do tipo de separação, deve-se adotar a técnica mais apropriada. A escolha do método apropriado depende do estado físico dos componentes da mistura e algum conhecimento das propriedades dos constituintes dela.

5.1 Processos mecânicos de separação

Os processos mecânicos são utilizados para separar misturas homogêneas nos casos em que não for necessária nenhuma transformação física (por exemplo, mudança de fase de agregação).

Muitos desses processos, apesar de parecerem rudimentares, encontram aplicações importantes na colheita de alimentos como trigo e arroz, na construção civil, na mineração de ouro, na purificação de minérios de enxofre etc.

»

Catação: é um método rudimentar de separação de misturas baseado na diferença de tamanho e de aspecto das partículas de uma mistura de sólidos granulados. Utiliza as mãos ou uma pinça para separar os componentes dessa mistura. Por exemplo, mistura de feijão e impurezas.

Ver todos os capítulos

4 - Equipamentos e Vidrarias de Laboratório

PDF Criptografado

Equipamentos e Vidrarias de

Laboratório

4

Para começar

Você aprenderá neste capítulo que o conhecimento das funções e do uso dos principais utensílios e equipamentos de laboratório é essencial para sua segurança pessoal e para o emprego correto em medições. Para o bom andamento dos trabalhos, serão apresentados os utensílios de uso mais comum em laboratório, com uma descrição resumida das suas funções e utilidades.

4.1 Balança analítica

A maior parte dos processos químicos quantitativos depende, em algum estágio, da medida de uma massa. Muitas análises químicas baseiam-se na determinação exata da massa de uma amostra, de uma substância sólida produzida a partir dessa amostra (análise gravimétrica), ou ainda da determinação do volume de uma solução-padrão, cuidadosamente preparada (contendo uma massa de um soluto conhecida com exatidão) e que reage com a amostra (análise titrimétrica). O instrumento usado para medir a massa é a balança analítica. A operação é chamada pesagem, e faz-se referência, invariavelmente, à massa do objeto ou ao material que é pesado.

Ver todos os capítulos

1 - Fitossanidade

PDF Criptografado

1

Fitossanidade

Para começar

Neste capítulo, analisaremos o que é fitossanidade, o que são doenças dos vegetais, o que as pragas e doenças podem ocasionar aos cultivos agrícolas, o que é nível econômico de dano e como as doenças e pragas podem ser controladas para reduzi-los. Também estudaremos o risco que pode ser ocasionado pelo uso inadequado de produtos fitossanitários e a importância do estudo da fitossanidade.

1.1 Conceitos

Assim como os seres humanos, os vegetais também são afetados por doenças. Pelo fato de estarem expostas ao ambiente que lhes é natural, as plantas estão suscetíveis a pragas e doenças que as debilitam, podendo levá-las à morte.

Nos cultivos agrícolas, quando o ataque é muito rigoroso, pode provocar prejuízos consideráveis e queda no rendimento das lavouras. Muitas vezes, pode tornar os cultivos inviáveis ou comprometer a qualidade da matéria-prima, reduzindo a vida útil do cultivo.

Os métodos de controle de doenças e pragas se relacionam a técnicas para reduzir ou impedir a ocorrência de pragas e doenças evitando danos aos plantios agrícolas.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Carregar mais