Editora Manole (122)
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1. Bases Políticas, Conceituais, Filosóficas e Ideológicas da Educação Ambiental

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Bases Políticas,

Conceituais, Filosóficas e Ideológicas da

Educação Ambiental

1

Maria Cecília Focesi Pelicioni

Assistente social e sanitarista, Faculdade de Saúde Pública – USP

Arlindo Philippi Jr

Engenheiro civil e sanitarista, Faculdade de Saúde Pública – USP

A educação ambiental vai formar e preparar cidadãos para a reflexão crítica e para uma ação social corretiva, ou transformadora do sistema, de forma a tornar viável o desenvolvimento integral dos seres humanos.

Ela se coloca em uma posição contrária ao modelo de desenvolvimento econômico vigente no sistema capitalista selvagem, no qual os valores éticos, de justiça social e de solidariedade não são considerados, em que a cooperação não é estimulada, mas prevalece o lucro a qualquer preço, a competição, o egoísmo e os privilégios de poucos em detrimento da maioria da população.

A educação ambiental exige um conhecimento aprofundado de filoso‑ fia, da teoria e história da educação, de seus objetivos e princípios, já que nada mais é do que a educação aplicada às questões de meio ambiente. Sua base conceitual é fundamentalmente a educação e, complementarmente, as ciências ambientais, a História, as ciências sociais, a Economia, a Física, as ciências da saúde, entre outras.

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7. Poluição das Águas

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Poluição das Águas

7

Lineu José Bassoi

Engenheiro civil, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo

Noções de Hidrologia

A gestão ambiental voltada para os recursos hídricos envolve duas di‑ mensões significativas: uma referente à quantidade de água e outra relacio‑ nada com a sua qualidade. Nesse sentido, convém observar que os elemen‑ tos químicos se deslocam na natureza pelo ar, pelo solo e pela água, e assim descrevem caminhos que são cíclicos. A manutenção desses caminhos é básica para o equilíbrio dos ecossistemas. Tais caminhos cíclicos são co‑ nhecidos como ciclos biogeoquímicos.

Entre os mais importantes estão os ciclos do nitrogênio, do fósforo, do carbono e da água. O caminho que a água descreve na natureza nada mais é do que o ciclo hidrológico, sendo este o grande veículo de transpor‑ te e de relações entre os demais ciclos descritos. A hidrologia é a ciência que estuda o comportamento, a ocorrência e a distribuição de água na natureza. Ocupa‑se a ciência da hidrologia da ocorrência e do movimento da água na Terra e acima de sua superfície. Trata das várias formas que ocorrem e da transformação entre os estados líquido, sólido e gasoso na atmosfera e nas camadas superficiais das massas terrestres. Dedica‑se tam‑ bém ao mar, que é a fonte e o reservatório de toda a água que ativa a vida do planeta.

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11. A Dimensão Humana do Desenvolvimento Sustentável

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A Dimensão Humana do Desenvolvimento

Sustentável

11

Attilio Brunacci

Filósofo, Consultor na área de educação ambiental

Arlindo Philippi Jr

Engenheiro civil e sanitarista, Faculdade de Saúde Pública – USP

A concepção de desenvolvimento sustentável tem suas raízes fixadas na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano

(Cnumad), realizada em Estocolmo, Suécia, em junho de 1972.

Esses dois vocábulos ainda não tinham formado a parceria que hoje se tornou sobejamente conhecida de todos. Isso porque o principal objeto das discussões ocorridas nesse evento estava centrado na defesa do meio ambien‑ te humano, no bojo de um problema global mais amplo: os ditames do mo‑ delo de desenvolvimento econômico dos países do Primeiro Mundo. Estes, em determinado estágio da sua industrialização, viram‑se na perspectiva da escassez dos recursos naturais, surpreendendo‑se diante das limitações do meio ambiente no que dizia respeito à destinação final dos rejeitos – sólidos, líquidos e gasosos – tanto do processo industrial quanto dos hábitos de con‑ sumo da população.

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13. A Ocupação Existencial do Mundo: uma Proposta Ecossistêmica

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A Ocupação Existencial do Mundo: uma

Proposta Ecossistêmica

13

André Francisco Pilon

Pedagogo, Faculdade de Saúde Pública – USP

O SALÁRIO DE DEUS E O TRABALHO DO HOMEM

A partir de uma parábola – Deus teria feito, na expectativa de bons re‑ sultados, um elevado investimento na sua criação –, são discutidos os cres‑ centes e múltiplos agravos à qualidade de vida no atual sistema de coisas, abrangendo aspectos éticos, políticos, econômicos, culturais e ambientais.

Deus, ao criar o mundo, contemplou‑o com sua graça, mas não traba‑ lhou “de graça”. Seu salário adviria dos bons frutos da criação e, nesse sen‑ tido, confiando na grandeza da sua obra, na linguagem atual, teria emitido uma promissória contra si mesmo, oferecendo, como garantia, o próprio universo criado.

Galáxias deram origem a estrelas, planetas abrigaram a vida: plantas

(flores e frutos), pássaros (plumas e cantos), animais de diferentes espécies; na Terra, até seres humanos, ditos inteligentes, multiplicaram‑se por toda a parte, abrangendo quatro dimensões de estar no mundo: íntima, intera‑ tiva, social e biofísica.

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20. Ambientar Arte na Educação

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Ambientar Arte na Educação

20

Eliane Aparecida Ta Gein

Filósofa, Faculdade de Saúde Pública – USP

Risos, brincadeiras, diversão em um evento de educação ambiental?

Será possível falar sobre problemas ambientais e ainda obter alegria?

Primeiramente, não é apenas de catástrofes que trata a educação am‑ biental; portanto, a resposta é: sim, é possível cumprir os objetivos da nova perspectiva educacional de forma alegre. E a alegria, já dizia o sábio Paulo

Freire, “é o espaço pedagógico para a esperança” (Freire, 1996).

Mas qual a conexão entre educação ambiental, alegria e esperança?

Para responder recorre‑se a uma velha discussão filosófica: o ser huma‑ no é fruto da sua realidade (mundo) ou é artífice (criador) dela? Atualmen‑ te, compreende‑se que a realidade é construída/criada pelas pessoas, e estas, por sua vez, tornam-se pessoas na realidade, em uma relação dialéti‑ ca: em que ambas as partes se confrontam, negam‑se e se transformam a partir dessa negação.

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Editora Saraiva (44)
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4. Funcionamento de Motores, Lubrificação e Lubrificantes

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Funcionamento de Motores,

Lubrificação e

Lubrificantes

4

Para começar

Vamos fazer uma análise dos tipos de motores e em seguida nos deteremos aos motores atuais mais detalhadamente. Como o motor é o coração da máquina ou trator, precisamos detalhar suas principais partes para melhor entendimento.

Também atentaremos aos cuidados, aos tipos de lubrificação e aos vários lubrificantes utilizados de acordo com cada máquina.

4.1 Os motores e sua evolução

4.1.1 O motor a vapor

O motor a vapor foi o primeiro passo para alavancar um crescimento vertiginoso da tecnologia atual de motores.

Poucos anos depois de sua invenção, já compunha o trabalho em indústrias. Denis Papan

(1690) foi responsável por um dos primeiros motores de pistão e cilindro.

Esse conjunto era constituído de um cilindro e pistão, no qual o cilindro também fazia às vezes de caldeira.

71

No final do século XVII outros engenheiros como Thomas Savery se lançaram à construção de motores a vapor. O motor de Savery era utilizado para executar drenagem de água em minas.

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1. Introdução à Mecanização Agrícola

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Introdução à

Mecanização

Agrícola

1

Para começar

Neste capítulo, apresentaremos um breve histórico a respeito da evolução da mecanização agrícola. Iremos caminhar no tempo até os dias atuais, parando para observar a evolução das máquinas e das operações agrícolas.

Também veremos uma projeção a respeito do uso da tecnologia e seus benefícios à produção agropecuária.

1.1 Objetivos da mecanização agrícola

A mecanização agrícola tem por função o estudo dos processos mecânicos que envolvem máquinas e implementos na realização de operações usuais na agropecuária e por objetivos:

»

aumentar a produtividade dos trabalhos e atividades agrícolas;

»

modificar a característica do trabalho agrícola, simplificando-o e tornando-o mais atrativo;

»

incrementar a eficiência das operações agrícolas, possibilitando melhorar as formas de plantio e atividades subsequentes;

»

incrementar a precisão dos processos visando ao final de cada ciclo reduzir perdas inerentes.

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Sistema Circulatório

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Guia Prático de Radiologia

Exames Especializados

Sistema Circulatório

O sistema circulatório é formado por órgãos cardiovasculares como coração, sangue e vasos sanguíneos. O sistema linfático é formado por linfonodos, vasos linfáticos e glândulas linfáticas. Juntos desenvolvem funções importantes, como:

³³ Distribuição de oxigênio e nutrientes para as células e tecidos;

³³ Transporte de água, hormônios, enzimas e eletrólitos;

³³ Produção de células para o sistema imunológico;

³³ Retirada de excreções metabólicas e dióxido de carbono;

³³ Atuação no controle de temperatura corporal.

62

Guia Prático de Radiologia

Exames Especializados

Flebografia

Consiste em um exame radiológico com a finalidade de avaliar a morfologia das veias de uma determinada estrutura ou membro.

Indicações clínicas

É um exame muito simples, normalmente indicado em casos de politraumatismos em que eventualmente pode ocorrer lesão ou secção de alguma veia de um membro.

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SUMÁRIO

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SUMÁRIO

PARTE I CONCEITOS INTRODUTÓRIOS

1.

A construção de novos caminhos para a gestão, inovação e sustentabilidade nos agronegócios .......................................................................................3

Introdução............................................................................................................................................3

Nova realidade produtiva ....................................................................................................6

Giro dialógico ...........................................................................................................................7

1.1

1.2

Perspectivas do giro dialógico nos agronegócios ............................................12

A alteridade do giro dialógico nos territórios rurais ......................................16

Considerações finais .....................................................................................................................19

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4 - Cultivando Cereais Passo a Passo

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4

Cultivando Cereais

Passo a Passo

Para começar

Já estudamos diversos aspectos dos vegetais e agora estamos aptos a cultivá-los. Assim, neste capítulo, vamos acompanhar os cultivos de soja e milho.

Vamos primeiro saber a que grupo de plantas essas culturas pertencem, a seguir veremos o preparo do solo, as correções de solo, plantio, tratos culturais, cuidados de pré-colheita, a colheita e a pós-colheita (transporte, beneficiamento e armazenamento).

4.1 Que plantas são essas?

Existem diversas formas de se estar classificando uma mesma coisa, isso também ocorre com os vegetais. Neste momento, vamos classificá-los pelo número de ciclos que eles conseguem completar.

4.1.1  Culturas anuais

»»

Hortaliças: em geral cumprem um ciclo de vida (nascem, crescem e reproduzem) uma

única vez e depois morrem, tendo que ser replantadas para se obter nova safra; são plantas de ciclo curto (geralmente).

Exemplos: alface, almeirão, couve-flor e outras.

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Grupo A (1379)
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Capítulo 3. Uma experiência de implementação de robótica e computação física no Brasil

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João Vilhete Viegas d’Abreu, Josué J. G. Ramos, Anderson Pires Rocha, Guilherme Bezzon, Simone Xavier, José Luis de Souza

A robótica pedagógica (RP) é uma área de conhecimento que vem sendo desenvolvida em muitas instituições educacionais em diferentes países do mundo, sobretudo naqueles preo­cupados em inserir a tecnologia na educação (HIRSCH et al., 2009). No contexto brasileiro, com enfoque educacional, a RP é utilizada junto a escolas de ensino regular ou não, universidades, empresas, ambientes formais ou não de aprendizagem, entre outros espaços nos quais situações específicas de aprendizagem podem ser criadas a partir do uso de dispositivos robóticos integrados a outros recursos digitais. Nesses locais, a­ RP tem sido empregada como ferramenta auxiliar para enriquecer e diversificar a forma como se ensinam conceitos científicos tanto no contexto de sala de aula como no aprendizado interdisciplinar de conteúdos curriculares (D’ABREU; GARCIA, 2010).

A área de RP faz parte do campo de pesquisa e desenvolvimento de recursos educacionais em universidades ou instituições específicas de pesquisa e pode ser dividida em duas categorias. A primeira, mais antiga, preocupa-se em desenvolver ambientes de ensino e aprendizagem utilizando exclusivamente conjuntos de montar (kits) prontos, de padrão comercial. A segunda categoria tem como foco desenvolver ambientes de ensino e aprendizagem mesclando a utilização de kits de padrão comercial com materiais alternativos de padrão não comercial do tipo “sucata”.

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Capitulo 15 - A experiência do grupo acadêmico de robótica ITAndroids

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Felipe Celso Reis Pinheiro, Júlio César Ferreira Filho, Luckeciano Carvalho Melo, Marcos R. O. A. Maximo

Proveniente do latim competitione, a palavra competição é em geral associada a uma disputa entre duas ou mais pessoas na execução de uma atividade predeterminada, na qual os critérios de vitória estão associados a quão próximo da perfeição foi o desempenho dos competidores. No âmbito da robótica autônoma, foco da ITAndroids, esse conceito é utilizado para a execução das tarefas sem interferência humana no momento de sua realização, isto é, por protótipos robóticos programados. A Figura 15.1 apresenta os robôs humanoides desenvolvidos pelo time, denominados “Chape”, utilizados na categoria Humanoid KidSize na RoboCup 2018.

Figura 15.1 Robôs “Chape” – Categoria Humanoid KidSize na RoboCup 2018.

Diante disso, nota-se que competições de robótica, assim como olimpíadas científicas, envolvem diversas áreas do conhecimento técnico, como, por exemplo, mecânica, engenharia de software, eletrônica aplicada, processamento de sinais, controle e inteligência artificial (IA). Contudo, há dois aspectos diferenciais nas competições de robótica que as colocam em um paradigma totalmente distinto das olimpíadas científicas, além de caracterizá-las como atividade mais própria de engenheiros: gerenciamento de projetos e gestão de pessoas.

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Capítulo 7. Relato de experiência sobre a implementação do projeto robótica educacional em uma escola rural

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Anderson Szeuczuk

Este capítulo aborda o processo de implementação do projeto Robótica Educacional em uma escola rural no município de Guarapuava (PR). Relatarei a seguir a prática que realizei como orientador do projeto. Serão descritas impressões acerca do projeto e as dificuldades e desafios encontrados pelos estudantes durante o trabalho.

No primeiro semestre de 2009, as atividades com o projeto Robótica Educacional foram iniciadas em uma escola localizada a mais de 30 quilômetros do centro de Guarapuava. Grande parte dos alunos não residia no entorno da escola e dependia exclusivamente do transporte escolar para chegar a seu destino.

A escola municipal dividia seu espaço físico, inclusive o laboratório de informática, com uma escola estadual. As aulas de robótica educacional eram ministradas uma vez por semana nas turmas da 3ª série (atual 4º ano) e da 4ª série (atual 5º ano) do ensino fundamental. Cada aula tinha aproximadamente duas horas, divididas entre o trabalho conceitual em sala de aula e a prática no laboratório de informática, com a programação em linguagem Logo.

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Capítulo 16. Sobre experiências, críticas e potenciais: computação física educacional e altas habilidades

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computação física educacional e altas habilidades

Marília A. Amaral, Nicollas Mocelin Sdroievski, Leander Cordeiro de Oliveira, Pricila Castelini

As diferenças são construções sociais históricas situadas culturalmente, e cada indivíduo, com altas habilidades (AH) ou não, possui experiên­cias e formas distintas de aprender e compreender, bem como dificuldades e capacidades que precisam ser consideradas no processo de ensino e aprendizagem.

Este capítulo descreve uma parceria desenvolvida com o Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto (IEPPEP) que partiu de uma demanda docente do IEPPEP por maneiras diferenciadas de trabalhar temáticas que vão além das concepções curriculares tradicionais. Por meio desse engajamento, docentes da instituição estabeleceram um contato com o grupo Programa de Educação Tutorial – Computando Culturas em Equidade (PET-CoCE).

O grupo PET-CoCE, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), tem como proposta integrar a computação com outras áreas por meio do ensino, da pesquisa e da extensão. Esta última foi base para o desenvolvimento de atividades voltadas a estudantes com AH que participam da Sala de Recursos de Altas Habilidades (SRAH) do IEPPEP.

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Capítulo 11. A construção de experimentos remotos e a aprendizagem de jovens

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Eduardo Kojy Takahashi, Dayane Carvalho Cardoso

Como é possível utilizar a computação física para estimular a curiosidade dos estudantes da educação básica e levá-los a se envolverem no próprio processo de aprendizagem de forma prazerosa? Este artigo procura mostrar que processos de educação informal, como aqueles que envolvem estudantes em projetos de desenvolvimento de produtos tecnológicos digitais, contribuem para apontar novas experiências de aprendizagem que podem ser integradas ao processo formal de educação, em favor de uma aprendizagem de conhecimentos procedimentais, atitudinais e conceituais mais significativa para os estudantes.

Serão apresentados resultados da participação de estudantes da educação básica na construção de experimentos didáticos reais, que podem ser visualizados, por meio de webcam, e controlados a distância, por meio de atuadores, e permitem mensurações remotas com o uso de sensores e displays. Tais experimentos, que são alocados, em geral, em laboratórios de instituições de ensino superior e podem ser acessados e manipulados pela internet, são denominados experimentos remotos, e os laboratórios que os disponibilizam são conhecidos como laboratórios de experimentação remota ou webLabs.

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Grupo A (10)
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Capítulo 3 - Princípios de conversão eletromecânica de energia

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CAPÍTULO

3

Princípios de conversão eletromecânica de energia

N

este capítulo, trataremos do processo de conversão eletromecânica de energia que utiliza, como meio, o campo elétrico ou magnético do dispositivo de conversão. Ainda que os diversos dispositivos de conversão operem com princípios similares, as suas estruturas dependem de suas funções. Os dispositivos de medida e controle frequentemente são denominados transdutores. Em geral, operam com sinais relativamente pequenos e sob condições lineares de entrada e saída. Diversos exemplos podem ser dados, como microfones, cápsulas fonográficas, sensores e alto-falantes. Uma segunda categoria de dispositivos abrange os dispositivos produtores de força incluindo solenoides, relés e eletroímãs. Uma terceira categoria inclui os equipamentos de conversão contínua de energia como motores e geradores.

Esse capítulo está voltado aos princípios de conversão eletromecânica de energia e à análise dos dispositivos que realizam essa função. A ênfase será colocada na análise de sistemas que usam campos magnéticos como meio de conversão, tendo em vista que os capítulos restantes deste livro tratarão de tais dispositivos. No entanto, as técnicas de análise usadas em sistemas com campos elétricos são muito semelhantes.

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Capítulo 7 - Máquinas CC

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CAPÍTULO

7

Máquinas CC

A

s máquinas CC caracterizam-se por sua versatilidade. Por meio das diversas combinações de enrolamentos de campo, excitados em derivação, série ou independentemente, elas podem ser projetadas de modo a apresentar uma ampla variedade de características de tensão versus corrente ou de velocidade versus conjugado, para operações dinâmicas e em regime permanente. Devido à facilidade com que podem ser controladas, sistemas de máquinas CC têm sido usados com frequência em aplicações que exigem uma ampla faixa de velocidades ou de controle preciso da saída do motor. Nos últimos anos, a tecnologia de estado sólido que é utilizada nos sistemas de acionamento CA desenvolveu-se o suficiente para que esses sistemas estejam substituindo as máquinas CC em aplicações antes associadas quase exclusivamente às máquinas CC. Entretanto, a versatilidade das máquinas CC, em combinação com a relativa simplicidade dos seus sistemas de acionamento, irá assegurar o seu uso continuado em uma ampla variedade de aplicações.

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Capítulo 6 - Máquinas polifásicas de indução

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CAPÍTULO

6

Máquinas polifásicas de indução

O

objetivo deste capítulo é estudar o comportamento das máquinas de indução polifásicas. Nossa análise começará com o desenvolvimento de circuitos equivalentes monofásicos, cuja estrutura genérica é sugerida pela semelhança existente entre uma máquina de indução e um transformador. Esses circuitos equivalentes podem ser usados para estudar as características eletromecânicas da máquina de indução e o efeito da carga apresentado pela máquina sobre a sua fonte de energia, seja ela uma fonte de frequência fixa, como um sistema de potência, seja um acionamento de motor com frequência e tensão variáveis.

6.1

Introdução às máquinas de indução polifásica

Como foi mostrado na Seção 4.2.1, no motor de indução a corrente alternada é fornecida diretamente ao estator, ao passo que o rotor recebe a corrente por indução, como em um transformador, a partir do estator. O enrolamento de estator é do tipo discutido na Seção 4.5, como na máquina síncrona. Quando a excitação é feita por uma fonte polifásica equilibrada, um campo magnético é produzido no entreferro girando na velocidade síncrona. Essa velocidade é determinada pelo número de polos do estator e pela frequência fe aplicada ao estator (Equação 4.44).

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Capítulo 5 - Máquinas síncronas

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CAPÍTULO

5

Máquinas síncronas

C

omo vimos na Seção 4.2.1, em uma máquina síncrona e em condições de regime permanente, o rotor, juntamente com o campo magnético criado por uma corrente CC ou por ímãs, gira na mesma velocidade ou em sincronismo com o campo magnético girante produzido pelas correntes de armadura e tem como resultado um conjugado constante. Uma imagem elementar de como uma máquina síncrona funciona foi dada na Seção 4.2.1, com ênfase na produção de conjugado em termos das interações entre os campos magnéticos da máquina.

Serão desenvolvidos neste capítulo métodos analíticos para examinar o desempenho, em regime permanente, das máquinas síncronas polifásicas. Uma consideração inicial será dada às máquinas de rotor cilíndrico; os efeitos dos polos salientes serão discutidos nas Seções 5.6 e 5.7.

5.1

Introdução às máquinas síncronas polifásicas

Como indicado na Seção 4.2.1, uma máquina síncrona é aquela na qual uma corrente alternada flui no enrolamento de armadura e um fluxo CC de rotor é produzido por uma excitação CC no enrolamento de campo ou por ímãs. O enrolamento de armadura está quase invariavelmente no estator e em geral é trifásico, como foi discutido no

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Capítulo 1 - Circuitos magnéticos e materiais magnéticos

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CAPÍTULO

1

Circuitos magnéticos e materiais magnéticos

O

objetivo deste livro é o estudo dos dispositivos usados na interconversão de energias elétrica e mecânica. É dada ênfase às máquinas rotativas eletromagnéticas, pois é através delas que ocorre a maior parte dessa conversão. No entanto, as técnicas desenvolvidas aplicam-se genericamente a uma larga faixa de outros dispositivos, como máquinas lineares, atuadores e sensores.

Mesmo não sendo um dispositivo de conversão eletromecânica de energia, o transformador é um importante componente do processo global de conversão energética e será discutido no Capítulo 2. Como com a maioria dos dispositivos de conversão eletromecânica de energia discutidos neste livro, os enrolamentos com acoplamento magnético estão na natureza do funcionamento do transformador. Por essa razão, as técnicas desenvolvidas para sua análise formam a base da discussão que se segue sobre máquinas elétricas.

Praticamente todos os transformadores e máquinas elétricas usam material ferromagnético para direcionar e dar forma a campos magnéticos, os quais atuam como meio de transferência e conversão de energia. Materiais magnéticos permanentes, ou ímãs, também são muito usados. Sem esses materiais, não seriam possíveis as implementações práticas da maioria dos dispositivos eletromecânicos familiares de conversão de energia. A capacidade de analisar e descrever sistemas que contenham esses materiais é essencial ao projeto e entendimento desses dispositivos.

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Grupo Gen (2334)
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Capítulo 1 EDOs de Primeira Ordem

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O Capítulo 1 introduz o estudo de equações diferenciais ordinárias (EDOs), obtendo-as a partir de problemas físicos ou de outra natureza (modelagem), resolvendo-as por meio de métodos matemáticos convencionais e interpretando soluções e seus gráficos em termos de algum dado problema. As EDOs mais simples a serem discutidas são EDOs de primeira ordem, porque envolvem apenas a derivada de primeira ordem da função incógnita e nenhuma derivada de ordem mais alta. Essas funções incógnitas serão usualmente representadas por y(x) ou y(t) quando a variável independente representar o tempo t. Na Seção 1.7, o capítulo termina com um estudo da existência e unicidade de soluções de EDOs.

Para entender os conteúdos básicos das EDOs, é necessário resolver problemas a mão (lápis e papel, ou digitando em seu computador, inicialmente sem a ajuda de um SAC). Fazendo isso, você ganhará uma importante compreensão conceitual e entenderá os termos básicos, tais como EDOs, campo de direções e problema de valor inicial. Se desejar, poderá usar seu Sistema de Álgebra Computacional (SAC) para verificar soluções.

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Apêndice 4 Demonstrações Adicionais

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DEMONSTRAÇÃO DO TEOREMA 1 Unicidade1

Supondo que o problema consistindo da EDO

tenha duas soluções, y1(x) e y2(x), no intervalo I do teorema, mostraremos que a diferença entre elas

é identicamente zero em I; então y1y2 em I, o que implica unicidade.

Visto que (1) é homogênea e linear, y é uma solução daquela EDO em I, e visto que y1 e y2 satisfazem as mesmas condições iniciais, y satisfaz as condições

A partir daí e da definição de z, obtemos as duas desigualdades

ou, representando a função entre parênteses por h,

As integrais nos expoentes existem porque h é contínua. Visto que F1 e F2 são positivas, temos então de (15)

DEMONSTRAÇÃO DO TEOREMA 2 Método de Frobenius. Base de Soluções. Três Casos

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5 Gestão e Controle de Estoques

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A gestão e o controle de estoques são assuntos bastante tratados em PCP. São vários os conceitos e métodos que podem ser enquadrados nessas atividades do PCP, entre eles a classificação de itens em estoque; cálculos de cobertura, giro, tamanhos de lote de produção, tamanhos de lote de compra, estoque de segurança; e sistemas para coordenação das ordens de produção e compra como revisão contínua, revisão periódica, kanban, Drum-Buffer-Rope (DBR) e Constant Work-In-Process (CONWIP). Neste capítulo esses assuntos são tratados.

O estoque é um dos tipos mais básicos de investimento de capital de um negócio. Dessa forma, uma boa gestão e controle dos estoques é fundamental para contribuir para resultados positivos de qualquer empresa.

Nas seções a seguir serão apresentados diversos conceitos e métodos que auxiliam essa atividade.

No século XIX, Vilfredo Pareto, durante um estudo sobre a distribuição de riquezas em Milão, descobriu que cerca de 20% das pessoas controlavam aproximadamente 80% da riqueza. Essa lógica de poucos com maior importância e muitos com pouca importância foi ampliada para incluir diversas outras situações e foi denominada princípio de Pareto.

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1 Previsão da Demanda

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Previsão da demanda é uma atividade fundamental que antecede boa parte das decisões no âmbito do Planejamento e Controle da Produção (PCP). O objetivo é antever as quantidades que serão vendidas em cada período de cada um dos produtos oferecidos pelo sistema produtivo. Boas previsões de venda contribuem para um melhor atendimento dos clientes, para maiores lucros e menores perdas.

A demanda de um produto ou serviço reúne todas as necessidades originadas de pessoas que desejam um bem ou serviço e que possuem a condição de arcar com os custos dele.

A demanda de um produto pode ser dependente ou independente. A demanda dependente corresponde à necessidade que está diretamente relacionada com a necessidade de outro produto. A demanda dependente, portanto, pode ser calculada com base nas necessidades dos produtos relacionados. Por exemplo, para cada motocicleta demandada há a demanda de dois pneus. A demanda dos pneus é dependente da demanda das motocicletas. Já a demanda independente é a demanda futura por um produto, cuja necessidade precisa ser obrigatoriamente prevista, devido à impossibilidade de se calcular com precisão. De acordo com o exemplo anterior, a demanda de motocicletas. Essa demanda é independente da produção de outros produtos e precisa ser prevista.

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Capítulo 6 Transformadas de Laplace

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Transformadas de Laplace constituem ferramentas matemáticas de grande valor para qualquer engenheiro que queira tornar muito mais fácil a tarefa de resolver EDOs lineares e problemas de valor inicial relacionados com essas equações, bem como sistemas de EDOs lineares. São inúmeras as suas aplicações: circuitos elétricos, molas, problemas de mistura, processamento de sinais, e outras áreas de Engenharia e de Física.

O processo de resolver uma EDO usando o método da transformada de Laplace consiste em três etapas, apresentadas esquematicamente na Figura 113.

Etapa 1. A EDO dada é transformada em uma equação algébrica, denominada a equação subsidiária.

Etapa 2. A equação subsidiária é resolvida por meio de manipulações puramente algébricas.

Etapa 3. A solução da Etapa 2 é transformada de volta, resultando na solução do problema dado.

Figura 113 Resolução de um PVI por transformadas de Laplace.

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