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Nota à edição portuguesa

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Nota à edição portuguesa

Esta edição de Autobiografia, de John Stuart Mill, recupera, numa versão corrigida e aperfeiçoada, a tradução de Flausino

Torres, publicada originalmente em 1946 pela Editorial Gleba e acompanhada por uma introdução do tradutor que a Edições

70 decidiu preservar.

O título dado a essa edição, Memórias, terá sido provavelmente escolhido por ser o nome da colecção dedi­cada a textos biográficos na qual foi editado, embora tudo nos leve a crer que o título preferido de Flausino Torres fosse efectivamente

Autobiografia, uma vez que esta designação alternativa ocorre ocasionalmente no prefácio da sua autoria. O título que se fixou, quer na tradição editorial quer no comentário filosófico ao pensamento de Mill, foi Autobiografia, aquele que a Edições

70 também prefere.

John Stuart Mill escreveu os seis primeiros capítulos e os doze primeiros parágrafos do capítulo vii deste texto entre 1853 e

1854, sendo o manuscrito posteriormente sujeito à leitura crítica e revisão aprofundada por parte da mulher, Harriet Taylor, que fez cortes no texto, acrescentou comentários e sugeriu alterações. Este trabalho de colaboração excedeu largamente o que seria um processo normal de revisão, conforme o próprio Mill explica, e tornou-se uma tarefa comum de dois autores. Desta colaboração intensa viria a resultar o manuscrito final, que Mill deixou pronto a editar, o qual contém diversas alterações em relação ao manuscrito anterior, como, por exemplo, a exclusão de vários trechos de cariz familiar ou sentimental, seguindo com frequência as indicações da mulher. Em 1870, já depois

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Prefácio

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Prefácio

Em 1806, ano em que John Stuart Mill nasceu em Londres, a Europa encontrava-se quase completamente dominada por

Napoleão. Pode dizer-se que a Inglaterra era o único foco de resistência às pretensões napoleónicas de domínio europeu.

Era de lá que partia sempre a contra-ofensiva; a Inglaterra era, de facto, a alma de todas as coligações diplomáticas e militares contra o expansionismo francês. Neste país, poucas instituições e altas-personalidades foram tocadas pelas ideias da Revolução

Francesa (sabemos bem porquê) ou pelo prestígio pessoal da grande figura de Napoleão, a que, no entanto, não puderam fugir alguns dos grandes homens do século xix, como Dostoievski,

Stendhal, Hegel, etc. Na Autobiografia não há a mais pequena referência à pessoa de Napoleão, um dos ingleses mais típicos do século xix mostra-se de todo indiferente à sua personalidade.

A Autobiografia ajuda-nos a compreender a razão deste alheamento. A educação de John Stuart Mill, sem que ele se aperceba disso, é feita à margem da vida social inglesa, em qualquer dos seus aspectos. E mais tarde, quando já formado intelectualmente, podendo, portanto, orientar-se como entendesse, continua à margem da vida da grande massa da nação. Isto não é desmentido pela atitude que tomou quando membro dos Comuns, muito pelo contrário: é sempre como protector, portanto, como aristocrata que se apresenta. Ora, durante os três primeiros quartéis do século xix em que Stuart Mill vive, a Europa atravessa uma das fases mais críticas do seu desenvolvimento.

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CAPÍTULO II. Influências morais que formaram o ambiente dos primeirosanos da minha juventude. Carácter e opiniões de meu pai

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CAPÍTULO II

Influências morais que formaram o ambiente dos primeiros anos da minha juventude.

Carácter e opiniões de meu pai

Na minha educação, como aliás na de toda a gente, as influências morais que maior papel desempenham são as mais complexas e aquelas cuja explicação cabal se torna mais difícil. Não empreenderei a tarefa, quase impossível, de descrever com minúcia as circunstâncias que contribuíram para facetar o meu carácter do ponto de vista moral; limitar-me-ei a tocar em alguns pontos principais que tiveram lugar importante na minha educação e a fazer a sua descrição fiel.

Fui educado sem nenhuma crença religiosa, no sentido que se dá ordinariamente a estas duas palavras. Meu pai tinha sido formado no credo da Igreja Presbiteriana da Escócia, mas, sob a influência dos seus estudos e reflexões, pôs de parte não só a crença na revelação, mas também no que vulgarmente se designa por religião natural. Ouvi-lhe dizer que a revolução operada no seu espírito no domínio religioso datava da época em que tinha lido a Analogia, de Butler. Jamais deixou de falar deste livro e costumava dizer que lhe devia a conservação durante bastante tempo da crença na autoridade divina do Cristianismo; nele encontrava a demonstração de que, se é muito difícil acreditar que o Antigo e o Novo Testamento são, ao mesmo tempo, a obra e a história de um ser soberanamente prudente e bom, mais difícil ainda é acreditar que um ser desta natureza seja o criador do universo. Meu pai considerava o argumento de Butler

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CAPÍTULO VI. 1830–1840Começo da mais preciosa amizade da minha vida.Morte do meu pai. Escritos e actividade até 1840

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CAPÍTULO VI

1830–1840

Começo da mais preciosa amizade da minha vida. Morte do meu pai.

Escritos e actividade até 1840

Neste momento do meu desenvolvimento espiritual, iniciei a amizade que constitui a maior honra e a maior felicidade da minha vida, a que devo quase tudo o que fiz até aqui, e o que espero fazer ainda para melhorar as condições de vida da humanidade. Em 1830, fui apresentado à mulher que, depois de uma amizade de 20 anos, consentiu em tornar-se minha esposa.

Eu tinha então 25 anos e ela 23. Esta apresentação reatava entre mim e a família do seu marido velhas relações. Seu avô vivia em

Newington Green, numa casa vizinha da do meu pai; durante a minha infância, o velho gentleman convidava-me algumas vezes a brincar no seu jardim. Era um belo tipo de velho puritano escocês, grave, severo, forte, mas bondoso para as crianças, às quais os homens deste género fazem sempre grande impressão.

Decorreram vários anos entre o momento da apresentação a

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CAPÍTULO VII. 1840–1870Breve exposição do resto da minha vida

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CAPÍTULO VII

1840–1870

Breve exposição do resto da minha vida

É bem pouco aquilo que, desta época em diante, vale a pena ser contado. Já não tenho a mencionar mudanças de grande profundidade no meu pensamento; só tenho de descrever um progresso intelectual contínuo, cujos melhores resultados — se existem — devem ser procurados nas minhas obras. Resumirei muito, portanto, a história dos anos seguintes.

O primeiro tempo livre de que dispus, desde que deixei a revista, apliquei-o na redacção da Lógica. Em Julho e Agosto de

1838 pude acabar a parte do terceiro livro que não estava ainda completa. Elaborando a teoria lógica das leis da natureza, que não são leis de causalidade nem corolários dessas leis, fui levado a reconhecer nas espécies realidades da natureza, e não simples distinções de conveniência. Esta descoberta, que ainda não tinha feito na época em que revi o primeiro livro, obrigou-me a modificá-lo e a acrescentar-lhe diversos capítulos: os que dizem respeito à linguagem e à tipologia da classificação, assim como o referente à classificação dos sofismas, foram escritos no Outono do mesmo ano, os restantes no Verão e no Outono de 1840.

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Editora Empreende (14)
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Capítulo 12 - Empreendedorismo

LANGRAFE, Taiguara Editora Empreende PDF Criptografado

Capítulo 12

Empreendedorismo

ADM_.indb 133

03/08/2018 17:15:15

| 134 |  

ADMINISTRAÇÃO

12. E� mpreendedorismo

ADM_.indb 134

03/08/2018 17:15:15

• Compreender a abrangência do termo empreendedorismo.

• Conhecer a relação entre inovação e empreendedorismo.

• Entender como os empreendedores do próprio negócio transformam ideias em oportunidades.

Um funcionário público pode ser um empreendedor ao propor maneiras de otimizar os recursos disponíveis para que o serviço prestado à população seja de excelência, com o menor investimento possível, e trabalhar para que sua proposta seja implementada.

Uma artista plástica, ao buscar realizar seu sonho de criar e compartilhar o que criou com outras pessoas, empreende e ainda pode fazer dinheiro com sua atividade, vendendo suas criações a um público-alvo seleto, disposto a pagar pela obra.

Cap. 12 • EMPREENDEDORISMO

Objetivos de Aprendizagem

Ouça a síntese deste capítulo em menos de 5 minutos.

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Capítulo 7 - Modelos Orientais de Gestão

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Capítulo 7

Modelos

Orientais de

Gestão

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03/08/2018 17:15:03

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ADMINISTRAÇÃO

7. �Modelos

Orientais de

Gestão

ADM_.indb 80

03/08/2018 17:15:03

• �Conceituar os modelos orientais de gestão.

• �Sintetizar as contribuições dos modelos orientais para a Administração.

• �Conhecer o Sistema Toyota de Produção.

Ouça a síntese deste capítulo em menos de 5 minutos.

Professor, acesse www.empreende.com.br para obter material complementar com sugestões de atividades e suas aplicações.

Modelos orientais de gestão

No Brasil, o campo da Administração foi influenciado, sobretudo, por duas escolas: a americana e a francesa. Em menor intensidade, a escola oriental, principalmente a japonesa, influenciou as indústrias brasileiras em torno da eficiência produtiva e dos ganhos de eficiência. Com a emergência das economias da Coreia do Sul e da China, a gestão proveniente desses países tende a voltar à agenda das escolas de Administração do país.

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Capítulo 14 - Inovações Disruptivas

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Capítulo 14

Inovações

Disruptivas

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03/08/2018 17:15:28

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ADMINISTRAÇÃO

14. �Inovações

Disruptivas

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03/08/2018 17:15:28

• Conceituar Disrupção.

• Descrever o que é Inovação Disruptiva.

• Conhecer casos de empresas que utilizaram a inovação disruptiva.

Ouça a síntese deste capítulo em menos de 5 minutos.

Professor, acesse www.empreende.com.br para obter material complementar com sugestões de atividades e suas aplicações.

Há muitos anos, um jovem chamado Clayton fundou uma startup atuando no mesmo mercado de empresas gigantes, como

DuPont e Alcoa. Ao contrário do que era esperado, a empresa de Clayton, chamada Ceramics Process Systems Corporation, foi a única que teve sucesso no nicho de mercado em que ele atuava. Ou seja, por incrível que pareça, as empresas gigantes do setor não conseguiam ter sucesso, mesmo com muito mais recursos humanos e financeiros. Por que isso aconteceu?

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Capítulo 1 - Administração Científica

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Capítulo 1

Administração

Científica

ADM_.indb 11

03/08/2018 17:14:48

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ADMINISTRAÇÃO

1. �Administração

Científica

ADM_.indb 12

03/08/2018 17:14:48

• Conceituar a Administração Científica.

• Sintetizar as contribuições de Taylor para a

Administração.

• Conhecer a aplicação das ferramentas da

Administração Científica na atualidade.

Ouça a síntese deste capítulo em menos de 5 minutos.

Professor, acesse www.empreende.com.br para obter material complementar com sugestões de atividades e suas aplicações.

O início da Administração como corpo próprio de conhecimentos se dá com o movimento da Administração Científica.

E não se pode falar da Administração sem um de seus maiores ícones: Frederick Winslow Taylor. Americano, filho de uma família de classe média, formou-se em Engenharia Mecânica e era obstinado pela eficiência dentro da firma em que trabalhava. Do ponto de vista psicanalítico, toda a sua teoria da Administração Científica foi produto de lutas interiores de uma personalidade obsessiva (advinda da disciplina e das relações de autoridade que Taylor viveu quando criança). Houve uma grande expansão da Revolução Industrial nos Estados Unidos concomitantemente ao florescimento da Administração

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Capítulo 8 - Ferramentas da Estratégia

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Capítulo 8

Ferramentas da Estratégia

ADM_.indb 87

03/08/2018 17:15:05

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ADMINISTRAÇÃO

8. �Ferramentas da Estratégia

ADM_.indb 88

03/08/2018 17:15:05

• Conceituar o que são as ferramentas estratégicas.

• Descrever a elaboração de estratégias organizacionais.

• Conhecer os tipos de estratégias organizacionais.

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Professor, acesse www.empreende.com.br para obter material complementar com sugestões de atividades e suas aplicações.

Ferramentas da Estratégia

A estratégia surgiu em situações de concorrência, em especial em guerra, e depois migrou para os negócios. O conceito de estratégia é complexo e requer um pensamento sistêmico para ser compreendido e praticado, pois tem sido utilizado de diferentes maneiras.

O reconhecimento explícito das definições múltiplas pode ajudar as pessoas a moverem-se nesse campo difícil. Henry

Mintzberg apresenta cinco definições de estratégias, denominadas os 5 Ps da Estratégia, sendo a estratégia: Plano, Pretexto, Posição, Perspectiva e Padrão.

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