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Capítulo 3. Avaliação da força funcional

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CAPÍTULO

3

Avaliação da força funcional

Conforme afirmado no Capítulo 1, o treinamento funcional é o treinamento que faz sentido. Após analisar as demandas do esporte, a próxima etapa é avaliar seus atletas.

Os testes neste capítulo permitem que você realize uma boa avaliação.

É bastante raro encontrar um atleta que tenha força, potência ou velocidade excessivas para seu esporte. Raras vezes você ouve um comentarista de televisão dizer “Minha nossa, ele era tão rápido que correu direto para aquela bola”. Pense no treinamento de força como um pré-requisito para a velocidade e potência. É importante desenvolver força funcional, a força que um atleta pode usar.

A mensuração objetiva de força funcional pode ser humilhante até para os melhores atletas. Para avaliar a força funcional, os atletas devem se mover contra uma resistência de uma maneira que provavelmente ocorrerrá no esporte ou na vida. Portanto, faz sentido que o próprio peso corporal seja a forma mais comum de resistência a ser empregado

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Capítulo 8. Treinamento para região superior do corpo

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CAPÍTULO

8

Treinamento para a região superior do corpo

Muitos livros e artigos detalham como realizar exercícios de força para os membros superiores. Infelizmente, apesar de todos os avisos, os atletas ainda colocam excessiva ênfase no desenvolvimento dos “músculos superficiais” que aparecem no espelho, como o tórax e braços que contribuem para a criação de uma aparência muscular. Este capítulo reforça a necessidade de um equilíbrio entre empurrar e puxar e enfatiza o uso de barras, remadas e variações para prevenir as lesões no ombro.

O exercício funcional para membros superiores pode ser primariamente dividido entre empurrar e puxar. Outros movimentos que envolvem apenas uma articulação podem não ser verdadeiramente funcionais por trabalharem os músculos apenas de forma isolada. Embora os movimentos de uma articulação possam ser necessários em exercícios corretivos ou de estabilização, a chave para o treinamento funcional da região superior do corpo é o equilíbrio entre empurrar e puxar.

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Capítulo 2. Análise das demandas do esporte

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CAPÍTULO

2

Análise das demandas do esporte

Antes de iniciar a montagem de um programa de treinamento funcional efetivo, você deve primeiro analisar e entender as demandas do esporte. Pense no esporte. Veja um quadro em sua mente. Que tipo de esporte é esse?

A maioria dos esportes classifica-se como de resistência ou de velocidade e força. Quase todos os esportes coletivos são modalidades de velocidade e força. Esportes individuais, como ginástica e patinação artística, também se baseiam principalmente em velocidade e força. Esportes com raquetes, incluindo tênis, são esportes de velocidade e força.

Agora, pergunte a si mesmo quem são os jogadores ou atletas dominantes no esporte? São os atletas com a melhor resistência e melhor flexibilidade? Com frequência, a maioria não é um nem o outro. Em geral, os melhores jogadores ou atletas de elite são os que se movem com melhor eficiência e explosão. Velocidade e agilidade são as qualidades mais estimadas em quase todos os esportes intermitentes de potência.

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Capítulo 1. Tornando o treinamento mais funcional

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CAPÍTULO

1

Tornando o treinamento mais funcional

Treinamento funcional é, essencialmente, treinar com um propósito. Quando usamos a palavra função, estamos dizendo que algo tem um propósito. Assim, quando aplicamos o termo ao treinamento para esportes, estamos falando sobre treinamento intencional para os esportes. A ideia de treinamento funcional ou exercício funcional, na verdade, originou-se no mundo da medicina esportiva. Como é sempre o caso, as ideias e exercícios usados na reabilitação encontraram seu caminho a partir da clínica de fisioterapia e sala de treinamento atlético para a sala de pesos. A ideia mais básica era que os exercícios usados para fazer um atleta retornar sem lesão também poderiam ser os melhores exercícios para manter e melhorar a saúde.

Desde que o conceito de treinamento funcional foi primeiro aplicado aos esportes, tem sido mal interpretado e erroneamente interpretado por muitos atletas e treinadores. Expressões como específico do esporte (que implica que determinados movimentos e padrões de movimentos são específicos para esportes individuais) foram usadas para descrever alguns conceitos de treinamento funcional. Mas o treinamento específico do esporte ocorre com o atleta no tatame, campo ou quadra, ao passo que, na força e no condicionamento, trabalhamos para tornar o atleta mais forte e para melhorar o condicionamento específico. Na verdade, o treinamento funcional pode ser mais bem representado pelo termo treinamento geral esportivo do que pelo termo treinamento específico do esporte.

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Capítulo 6. Treinamento para região inferior do corpo

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CAPÍTULO

6

Treinamento para a região inferior do corpo

As minhas perspectivas sobre o treinamento para membros inferiores mudaram drasticamente desde a publicação da primeira edição deste livro. Durante a última década, passamos de um programa bem convencional orientado ao agachamento livre (back squat) para um programa orientado ao agachamento pela frente (front squat) e, por fim, a um programa centrado, principalmente, em torno de levantamento terra unilateral e variações de agachamento unilateral. Em determinadas situações, primeiro usamos agachamentos bilaterais e levantamentos terra bilaterais, mas a ênfase passou para exercícios mais unilaterais quando se trata de desenvolver a força nos membros inferiores.

A razão primária para essa evolução na estratégia de treinamento da região inferior do corpo é nosso desejo de atingir, com mais objetividade, estas três metas:

■ Ausência de lesões no treinamento. Quase todas as dores nas costas de nossos atletas

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Editora Manole (559)
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2. Imagem corporal

FRANKLIN, Eric Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO2

Imagemcorporal

V

ocê já teve um pensamento que o fez sentir uma mudança física? Você nota o quanto dança melhor nos dias em que está com pensamentos positivos? Se a resposta for sim, você já teve a primeira percepção do que a conexão mente-corpo é capaz de fazer por você. Desde a menor célula do corpo, cada ato mental reverbera no seu ser físico, e cada processo químico e bioquímico do corpo ajuda a tecer os padrões de seus pensamentos. Se você conseguir entender essa interação, estará pronto para alcançar os picos mais altos de suas habilidades na dança.

Como dançarino, de que maneira você pode conectar-se com a inteligência do seu corpo? Torne-se atento à forma como você pensa a dança e conseguirá eliminar padrões prejudiciais de pensamento, que serão substituídos por um estímulo positivo, o que levará a uma melhor técnica e expressividade. Aprenda a sentir a influência da imagem do seu corpo sobre movimentos e ações de músculos e articulações. Qualquer passo de dança ou rotina de condicionamento que possa ser realizado com a presença tanto da mente quanto do corpo, bem como de um entendimento claro sobre o funcionamento do corpo, permitirá um ganho de força e flexibilidade muito mais rápido que a repetição desatenta do movimento. Os exercícios de condicionamento se tornarão mais interessantes, e até mesmo prazerosos, pois você sentirá de forma mais completa músculos, articulações e órgãos, além de seu funcionamento ideal para o movimento.

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9. Melhorando giros, saltos e rotações externas

FRANKLIN, Eric Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO9

Melhorando giros, saltos e rotações externas

N

este capítulo, três das principais preocupações funcionais de um dançarino serão observadas de perto: saltos, giros e rotações externas (en dehors ou turn-out). Além dos limites fisiológicos e anatômicos de cada dançarino, ter ideias de como coordenar o movimento e alterar a imagem corporal pode ajudar a melhorar em muitos aspectos esses três grandes vilões. Neste capítulo, o foco será em ajudá-lo a melhorar sua técnica e, ao mesmo tempo, a dançar com segurança. Saltos mais altos, maior amplitude de giros e melhores rotações externas não devem comprometer a saúde do dançarino.

Girando sem medo

Até mesmo dançarinos que giram bem estão sempre buscando melhorar o número e a estética de seus giros.

Aprender a girar bem é tão divertido que você pode se apegar a essa prática. Por essas razões, costuma-se sentir o nível de tensão crescer no ambiente quando o momento da prática de giros se aproxima.

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8. Reabilitação para retornar ao jogo em condições ideais

COLE, Brian; PANARIELLO, Rob Editora Manole PDF Criptografado

capÍtUlo

Reabilitação paRa RetoRnaR ao jogo em condições ideais

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P

or conta das lesões variarem em gravidade e existir a possibilidade de lesão anatômica associada ou patologia preexistente, você deve solicitar o parecer de um médico especialista antes de iniciar um programa de reabilitação ou continuar o treinamento para melhoria do desempenho.

Este capítulo discute os ambientes de assistência para patologias no tornozelo, joelho e ombro.

Entorses de tornozelo

Na população, as entorses ligamentares de tornozelo ocorrem a uma proporção de 30.000 por dia e são consideradas as lesões mais comuns do tornozelo e do pé relacionadas com o basquete. A maioria das entorses envolve o ligamento talofibular anterior (LTFA), o ligamento calcaneofibular (LCF) e o ligamento talofibular posterior (LTFP) (Fig. 8.1). Um mecanismo típico de lesão se dá pelo movimento combinado de flexão plantar do tornozelo e inversão do pé, que pode ser observado em uma aterrissagem sobre o pé do adversário. Essa posição vulnerável do pé e do tornozelo pode ser verificada durante a corrida e o salto, assim como em movimentos de corte. Sempre que acontecer uma entorse de tornozelo, um médico especialista deve avaliar a lesão e indicar o tratamento.

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9. Prevenção de lesões para evitar a reserva

COLE, Brian; PANARIELLO, Rob Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

PREVENÇÃO DE LESÕES PARA EVITAR

A RESERVA

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A

melhor maneira de tratar uma lesão é nunca se lesionar. Os jogadores de basquete querem estar na quadra e não no banco de reservas. O condicionamento e o treinamento realizados de forma inteligente ajudam a evitar lesões crônicas causadas por sobrecarga de exercícios, movimentos repetitivos e excesso de treinamento. Isso se traduz em arremessos de três pontos sem dor no ombro e contra-ataques rápidos sem mancar.

As duas articulações mais importantes do corpo relacionadas ao desempenho no basquete são as do joelho e do ombro. Apesar de, na NBA, as lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) constituírem pouco mais de 13% de todas as lesões no basquete, elas estão entre as mais debilitantes, seguidas pelas lesões do complexo do ombro. Os joelhos desempenham um papel fundamental no sucesso do atleta no basquete, pois estão envolvidos em quase todos os movimentos, incluindo o de saltar para o rebote, correr na quadra e mudar de direção. Os ombros trabalham em todos os movimentos de arremesso, bloqueio e rebote. Lesões por sobrecarga de movimentos do ombro são comuns em virtude dos frequentes movimentos executados acima da cabeça.

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6. Treinamento explosivo com pesos para jogar acima da cesta

COLE, Brian; PANARIELLO, Rob Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

TREINAMENTO EXPLOSIVO COM

PESOS PARA JOGAR ACIMA

DA CESTA

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T

reinamento de força explosiva é sinônimo de capacidade de gerar potência. A qualidade do trabalho diz respeito à produção de uma força que provoca deslocamento, como se um músculo gerasse força para deslocar um peso por uma determinada distância. O trabalho não tem nada a ver com a duração das forças musculares que causam o deslocamento. O valor da força é expresso na seguinte fórmula: trabalho = força × distância

Ao levantar grandes pesos, como nos movimentos de força do agachamento, levantamento terra e supino, você não precisa considerar o elemento tempo para concluir a repetição. Por outro lado, a potência depende do fator tempo para que a repetição seja concluída. A fórmula da potência é: potência = (força × distância) / tempo

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ANATOMIA DO BASQUETE

Portanto, ao treinar com pesos para desenvolver força explosiva, você tem que executar esses tipos de exercícios em um período de tempo muito curto. Apesar de dois exercícios diferentes poderem envolver a mesma quantidade de trabalho, aquele executado no período de tempo mais curto (na velocidade mais alta) gera a maior potência. A capacidade de produzir força muito rapidamente também ocorre no maior nível da taxa de desenvolvimento de força (TDF). A TDF de um músculo é o grau máximo de aumento da força gerada durante a fase inicial de uma contração muscular. A TDF é imprescindível para o sucesso no esporte. A maioria das habilidades esportivas é realizada em um período curto de tempo (200 a 300 ms); o tempo para produzir força muscular máxima pode demorar até 500 milissegundos. Dessa forma, o atleta mais forte de uma equipe nem sempre pode ser tão eficaz quanto o atleta mais potente (ver Fig. 6.1). Por exemplo, como há um tempo limitado para ultrapassar um adversário ou saltar mais alto que ele, um atleta que puder gerar força muscular de forma rápida terá vantagem sobre o adversário que talvez seja mais forte, porém mais lento na produção de força muscular.

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Grupo A (344)
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Capítulo 29 - Reabilitação do ombro não cirúrgica utilizando as cadeias cinéticas

Craig Liebenson Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

29

Aaron Sciascia e W. Ben Kibler

Reabilitação do ombro não cirúrgica utilizando as cadeias cinéticas

INTRODUÇÃO

É amplamente reconhecido que jovens atletas que utilizam o movimento de arremesso sobre a cabeça estão sujeitos a um alto risco de lesão nas extremidades superiores, devido à sobrecarga e/ou técnicas de treinamento inadequadas.

É possível programar tanto intervenções que modifiquem o padrão motor como técnicas de treinamento que previnam as lesões de maneira a estender a longevidade da carreira competitiva do atleta (1-4). Em nossa experiência clínica, os encontros com essa população vêm crescendo em função do aumento continuado das demandas atléticas dessa atividade sem as devidas medidas de precaução, tal como um adequado tempo de recuperação (5). Adicionalmente, esses mesmo atletas são inadequadamente preparados para competir, em razão das incompatibilidades fisiológicas oriundas, provavelmente, do uso de técnicas de treinamento ou de reabilitação inadequadas.

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Capítulo 2 - A função da boa forma física musculoesquelética na prevenção de lesões esportivas

Craig Liebenson Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

2

Árni Árnason

A função da boa forma física musculoesquelética na prevenção de lesões esportivas

CARGA BIOMECÂNICA E LESÕES

Ao se trabalhar com atletas, é importante considerar suas forças e fraquezas relativas a sua atividade esportiva e, ao mesmo tempo, identificar atletas que estão em risco de sofrer lesões. O treinamento de alta qualidade e a prevenção de lesões estão intimamente relacionados, uma vez que ambos devem ser específicos por esporte. O objetivo primário deve ser melhorar a forma física, técnica e tática dos jogadores para seu esporte em particular, bem como reduzir seu risco de lesões. Lesões, em geral, ocorrem se a carga biomecânica se torna mais alta do que a tolerância estrutural.

Isso pode acontecer se a carga biomecânica é muito alta ou se a tolerância a uma determinada carga biomecânica é reduzida (1).

Uma lesão aguda ocorre quando uma carga biomecânica alta demais é aplicada subitamente, resultando em um estresse demasiadamente alto para a estrutura envolvida absorver, ou se uma carga submáxima porém excessiva é aplicada ao longo de um período de tempo, pode ocasionar a uma lesão por excesso de uso. Um exemplo de carga biomecânica excessiva é o mecanismo típico de uma entorse lateral de tornozelo no futebol, quando o jogador envolvido está correndo com a bola. No momento da lesão, todo seu peso corporal está sobre uma perna e ele recebe um bloqueio de um oponente direcionado lateralmente sobre a face interna do tornozelo, ou parte inferior da perna.

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Capítulo 30 - Tratamento e prevenção de lesões dos atletas de arremesso

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CAPÍTULO

30

Michael M. Reinold e Charles D. Simpson II

Tratamento e prevenção de lesões dos atletas de arremesso

INTRODUÇÃO

Os atletas que participam de esportes que requeiram a ação de arremesso por cima da cabeça são um tipo de cliente extremamente desafiador, devido às características únicas das lesões resultantes de sua prática atlética. O estresse traumático e repetitivo desafia os limites fisiológicos dos tecidos e acaba por ocasionar microlesões no complexo do ombro.

Esportes como o beisebol, softball*, tênis, vôlei e a natação requerem programas específicos de reabilitação e de prevenção de lesões.

Consequentemente, é imperativo enfatizar o cuidado profilático e o tratamento desses atletas. As lesões podem ocorrer em razão de fadiga muscular, desativação neuromuscular, fraqueza ou desequilíbrios musculares. Também podem ocorrer em função da estabilidade estática ou dinâmica alterada. É necessário um programa compreensivo enfatizando força, estabilidade e mecânica adequadamente projetado para essa população, visando prevenir lesões e aumentar o rendimento atlético. Esse programa deverá utilizar estratégias e condicionamento físico total, de maneira a prevenir a fadiga e a deterioração da biomecânica, que acabam por resultar em forças indevidas na extremidade superior.

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Capítulo 27 - Prevenção de lesões na corrida

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PARTE IV Considerações específicas por região

CAPÍTULO

27

Michael Fredericson, Cameron Harrison, Adam Sebastin Tenforde e Venu Akuthota

Prevenção de lesões na corrida

Os atletas que participam em esportes de corrida necessitam de programas únicos e específicos que enfatizem a força, a potência e a resistência. Contudo, os rigores do treinamento de corrida colocam altas cargas de estresse sobre os músculos, articulações e ossos das extremidades inferiores, fato que pode resultar em lesões nessas estruturas.

Lesões comuns dos membros inferiores costumam ser fraturas por estresse, tendinopatia dos isquiotibiais, síndrome patelofemoral, síndrome da fricção da banda iliotibial, síndrome medial da tíbia, tendinite no tendão de Aquiles, fascite plantar e torções do tornozelo (1, 2).

Embora os sintomas particulares de cada lesão possam variar, o desenvolvimento de cada uma pode resultar do efeito cumulativo de diferentes etiologias. A causa mais frequente de problemas costuma ser um abrupto aumento na quilometragem semanal ou na intensidade dos treinamentos. Outros fatores associados costumam ser o uso de calçados antigos ou inadequados, falta de alongamento de músculos importantes nos membros inferiores, desalinhamento postural e desequilíbrios musculares. O ato de correr é executado, predominantemente, no plano sagital, fato que tende a desenvolver flexores de quadril fortes e/ou contraturados, assim como extensores do quadril, flexores do joelho e plantares além dos abdutores do quadril inibidos (fracos).

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Capítulo 3 - Fazendo a ponte entre reabilitação e treinamento

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CAPÍTULO

3

Sue Falsone

Fazendo a ponte entre reabilitação e treinamento

INTRODUÇÃO

Tradicionalmente, a reabilitação tem enfocado a avaliação da patologia da articulação isolada e o tratamento localizado resultante do tecido envolvido. Por exemplo, quando um indivíduo tinha dor no ombro, o ombro dele era avaliado. O tratamento era focado em diminuir a dor dos tecidos lesados no ombro, por meio de modalidades locais ou técnicas manuais, e eram feitos exercícios para tornar o ombro mais forte. Uma vez que o atleta sentisse o ombro melhor, ele tinha alta da fisioterapia com um programa de exercícios para casa. Nesse modelo, nada era feito de errado; apenas nem tudo certo era feito. Esse modelo trata o local da dor, em vez de descobrir e tratar a “causa” da dor. Essa falta de reconhecimento de toda a cadeia cinética, tanto na avaliação como no tratamento, é a diferença inerente entre reabilitar uma lesão e retornar um atleta ao esporte. Retornar um atleta ao esporte requer uma abordagem muito mais abrangente quanto à avaliação do tecido lesionado, das cadeias cinéticas envolvidas e do sequenciamento cinemático, e a resultante prescrição de técnicas para devolver o atleta a seu esporte, talvez maior, mais rápido, mais forte e mais eficiente em seu movimento do que era antes da lesão. Isto é fazer a ponte entre a reabilitação e o treinamento.

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Manole (3)
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2. Elementos táticos

Alexandre Gomes de Almeida Manole PDF Criptografado

elemen t o s tát ico s

O objetivo maior das equipes que disputam uma partida de handebol é

terminar o jogo em vantagem no placar, convertendo mais gols que a adversária e, portanto, também devem evitar que os jogadores adversários convertam gols. As tentativas de converter o gol significam atacar, e as tentativas de evitá-lo, defender. De acordo com Stein e Federhoff (1995), ataque

é toda atitude assumida por uma equipe que está com a posse da bola, sendo seus jogadores denominados atacantes. Já defesa é toda atitude assumida por uma equipe sem a posse da bola, sendo seus jogadores denominados defensores. A alternância entre ataque e defesa, as relações estabelecidas entre as equipes que se confrontam e a ação individual dos jogadores são as variáveis que definem o comportamento tático do jogo de handebol.

Conceito de tática

Segundo Greco (2000), tática é uma capacidade senso-cognitiva que se baseia em processos psicofisiológicos, ou seja, captação e transmissão das informações providas pelo meio, interpretação destas, elaboração de respostas tendo como base conhecimentos pré-adquiridos e execução da resposta mais adequada encontrada. A tática também indica aos jogadores as formas de organização, preparação e finalização das ações de ataque e defesa (Antón, 1998).

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1. Introdução ao handebol

Alexandre Gomes de Almeida Manole PDF Criptografado

I n t r od u ç ã o ao handebol

coletivo com bola, jogado com as mãos, cujo objetivo é marcar mais gols que o adversário numa baliza de 3 × 2 metros defendida por um goleiro. De acordo com Teixeira (2003), o handebol é muito parecido com o futebol, porém é jogado com as mãos e, por isso, recebe este nome em inglês (handball): hand = mão e ball = bola. É um esporte bastante dinâmico, divertido para quem joga e interessante para quem assiste devido, principalmente, à velocidade das jogadas, ao contato físico e às ações dos goleiros (Clanton e Dwight, 1997).

Atualmente o handebol pode ser praticado como handebol de quadra, handebol de areia, mini-handebol, handebol para terceira idade, handebol em cadeiras de rodas e handebol de campo. Porém, a Federação Internacional de Handebol (International Handball Federation – ihf) reconhece oficialmente apenas o handebol de quadra (indoor handball ou team handball) e o handebol de areia (beach handball), realizando atividades voltadas para a prática e o desenvolvimento dessas duas modalidades. Neste livro, abordaremos exclusivamente o handebol de quadra, utilizando o termo handebol para se referir à modalidade.

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3. Elementos técnicos

Alexandre Gomes de Almeida Manole PDF Criptografado

elemen t o s t é cnico s

motora de uma necessidade encontrada durante uma determinada situação na partida. Existe uma técnica correta e uma técnica eficaz. Com os treinamentos, buscamos desenvolver nos jogadores, dentro do modo individual de execução, a técnica mais próxima do modo biomecanicamente correto mantendo, porém, a eficácia do objetivo do gesto motor executado.

A técnica é a execução

Conceito de técnica

De acordo com Greco e Benda (1998), a técnica é a interpretação, no tempo, espaço e situação, do meio instrumental operativo inerente à concretização da resposta para a solução de tarefas ou problemas motores.

Consiste, portanto, na melhor execução de um determinado gesto motor, com a máxima economia de energia possível.

Segundo Bayer (1986), a técnica representa todo um repertório de gestos, desenvolvidos individualmente, de acordo com a especificidade da ação no jogo, sendo este fruto da história e da evolução de cada jogo esportivo coletivo e baseado na experiência acumulada e continuamente enriquecida pelas gerações precedentes de desportistas.

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