Zahar (37)
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Medium 9788537807712

Capítulo 1. Apaixonar-se e desapaixonar-se

BAUMAN, Zygmunt Zahar PDF Criptografado

.1.

Apaixonar-se e desapaixonar-se

“Meu caro amigo, estou lhe enviando um pequeno trabalho do qual se poderia dizer, sem injustiça, que não é cabeça nem rabo, já que tudo nele é, ao contrário, uma cabeça e um rabo, alternada e reciprocamente. Suplico-lhe que leve em consideração a conveniência admirável que tal combinação oferece a todos nós – a você, a mim e ao leitor. Podemos abreviar – eu, meus devaneios; você, o texto; o leitor, sua leitura.

Pois eu não atrelo interminavelmente a fatigada vontade de qualquer um deles a uma trama supérflua. Retire um anel, e as duas partes desta tortuosa fantasia voltarão a se unir sem dificuldade. Corte em pedacinhos e vai descobrir que cada um deles tem vida própria. Na expectativa de que alguma dessas fatias possa agradá-lo e diverti-lo, ouso dedicar-lhe a cobra inteira.”

Foi assim que Charles Baudelaire apresentou Le spleen de

Paris a seus leitores. Que pena. Não fosse por isso, eu gostaria de escrever esse mesmo preâmbulo, ou um parecido, sobre o texto que segue. Mas ele o escreveu – e só me resta citá-lo. Evidentemente, Walter Benjamin enfatizaria na última sentença a palavra

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Medium 9788537807712

Capítulo 4. Convívio destruído

BAUMAN, Zygmunt Zahar PDF Criptografado

.4.

Convívio destruído

Um espectro paira sobre o planeta: o espectro da xenofobia.

Suspeitas e animosidades tribais, antigas e novas, jamais extintas e recentemente descongeladas, misturaram-se e fundiramse a uma nova preocupação, a da segurança, destilada das incertezas e intranquilidades da existência líquido-moderna.

Pessoas desgastadas e mortalmente fatigadas em consequência de testes de adequação eternamente inconclusos, assustadas até a alma pela misteriosa e inexplicável precariedade de seus destinos e pelas névoas globais que ocultam suas esperanças, buscam desesperadamente os culpados por seus problemas e tribulações.

Encontram-nos, sem surpresa, sob o poste de luz mais próximo

– o único ponto obrigatoriamente iluminado pelas forças da lei e da ordem: “São os criminosos que nos deixam inseguros, são os forasteiros que trazem o crime.” E assim “é reunindo, encarcerando e deportando os forasteiros que vamos restaurar a segurança perdida ou roubada”.

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Medium 9788571105980

Capítulo 5. Comunidade

BAUMAN, Zygmunt Zahar PDF Criptografado

.5.

Comunidade

As diferenças nascem quando a razão não está inteiramente des­ perta ou voltou a adormecer. Esse era o credo implícito que emprestava credibilidade à clara confiança que os liberais pósilumi­nistas depositavam na capacidade dos indivíduos humanos para a imaculada concepção. Nós, humanos, somos dotados de tudo de que todos precisam para tomar o caminho certo que, uma vez escolhido, será o mesmo para todos. O sujeito de

Descartes e o homem de Kant, armados da razão, não errariam em seus cami­nhos humanos a menos que empurrados ou atraídos para fora da reta trilha iluminada pela razão. Escolhas diferentes são o sedi­mento de tropeços da história – o resultado de uma lesão cerebral chamada pelos vários nomes de preconceito, superstição ou falsa consciência. Ao contrário dos veredictos eindeutig da razão que são propriedade de cada ser humano, as diferenças de juízo têm ori­gem coletiva: os “ídolos” de Francis

Bacon estão onde os homens circulam e se encontram – no teatro, num mercado, em festas tribais. Libertar o poder da razão humana significava libertar o indivíduo de tudo isso.

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Medium 9788537801970

Capítulo 1. Alguém com os outros

BAUMAN, Zygmunt ; MAY, Tim Zahar PDF Criptografado

.1.

Alguém com os outros

Não é rara em nossa vida a experiência de nos ressentirmos do fato de sermos objeto de coerção por circunstâncias sobre as quais percebemos não ter controle. Em alguns momentos, porém, afirmamos nossa liberdade em relação a esse controle com a recusa de nos conformar às expectativas alheias, resistindo ao que consideramos indevida usurpação de nossa liberdade, e – como se evidencia tanto ao longo da história quanto na atualidade – nos revoltamos contra a opressão. Ter a sensação de ser livre e concomitantemente não ser, entretanto, é parte comum de nossas experiências cotidianas – é também uma das questões que mais confusão provocam, desencadeando sensações de ambivalência e frustração, tanto quanto de criatividade e inovação.

Assinalamos na Introdução que vivemos em interação com outros indivíduos. O modo como isso se relaciona com a ideia de liberdade na sociedade tornou-se objeto de farta produção sociológica. Em um nível, somos livres para escolher e acompanhar nossas escolhas até o fim. Você pode levantar-se agora e preparar uma xícara de café antes de prosseguir a leitura deste capítulo. Pode também optar por abandonar o projeto de aprender a pensar com a sociologia e embarcar em outra área de estudo, ou mesmo abrir mão de estudar, não importa que assunto seja. Continuar a ler é uma das alternativas de cursos

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Medium 9788571104389

Anexo 2. A difusão da cultura

LARAIA, Roque de Barros Zahar PDF Criptografado

Anexo 2

A DIFUSÃO DA CULTURA

Não resta dúvida que grande parte dos padrões culturais de um dado sistema não foram criados por um processo autóctone, foram copiados de outros sistemas culturais. A esses empréstimos culturais a antropologia denomina difusão. Os antropólogos estão convencidos de que, sem a difusão, não seria possível o grande desenvolvimento atual da humanidade. Nas primeiras décadas do século xx, duas escolas antropológicas (uma inglesa, outra alemã), denominadas difusionistas, tentaram analisar esse processo. O erro de ambas foi o de superestimar a importância da difusão, mais flagrante no caso do difusionismo inglês, que advogava a tese de que todo o processo de difusão originou-se no velho Egito.

Mas deixando de lado o exagero difusionista, e mesmo considerando a importância das invenções simultâneas

(isto é, invenções de um mesmo objeto que ocorreram inúmeras vezes em povos de culturas diferentes situados nas diversas regiões do globo), não poderíamos ignorar o papel da difusão cultural.

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Grupo Gen (130)
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Medium 9788597018639

19 - Sociologia da internet e redes sociais

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

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Sociologia da internet e redes sociais

19.1 Origens da internet

Para Turner (2002) apud Morais (2016), a origem da internet ocorreu no ano de 1957. Quando a União Soviética lançou seu primeiro satélite na órbita da Terra. Em resposta o Departamento de Defesa dos Estados Unidos formou a Agência de Projetos e Pesquisas Avançada

(ARPA) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, com objetivo de pesquisar e desenvolver ideias e tecnologia avançada, com programas direcionados aos satélites e ao espaço.

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Capítulo 19

Em 1968, o apoio financeiro do governo norte-americano promovido por meio da

ARPA impulsiona a implantação do Sistema de Informação em Rede. Os primeiros protocolos construídos foram o Telnet – ligação interativa de um terminal com um computador remoto – o FTP – (File Transfer Protocol) – transferência de arquivos entre dois computadores. A primeira rede de computadores foi construída entre a Universidade da Califórnia, em

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Medium 9788522478415

5 Família e Sistema de Parentesco

Marina de Andrade Marconi, Zélia Maria Neves Presotto Grupo Gen PDF Criptografado

Família e Sistema de

Parentesco

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Em todas as sociedades humanas encontra-se uma forma qualquer de família. Sua posição, dentro do sistema mais amplo de parentesco, pode oscilar muito, desde um lugar central e dominante (sociedade ocidental) até uma situação de reduzida importância (povos ágrafos), que dão maior destaque ao grupo de parentesco, mais amplo do que a unidade representada por marido, mulher e filhos.

5.1 Família

A família, em geral, é considerada o fundamento universal das sociedades, por se encontrar em todos os agrupamentos humanos, embora variem as estruturas e o funcionamento.

Se, originariamente, a família foi um fenômeno biológico de conservação e reprodução, transformou-se depois em fenômeno social. Sofreu considerável evolução até regulamentar suas bases conjugais conforme as leis contratuais, normas religiosas e morais.

Toda sociedade humana tem regras que abrangem as relações sexuais e a procriação de filhos, situando a criança em determinado grupo de descendência.

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Medium 9788597018639

17 - Meios contemporâneos de comunicação de massas

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

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Meios contemporâneos de comunicação de massas

17.1 Conceito

Na segunda metade do século XIX, houve a implantação da sociedade de massa, na qual a

Revolução Industrial concentrou enormes quantidades de pessoas em cidades ou regiões antes nada conhecidas, forçando a população a abandonar os seus hábitos tradicionais e reduzindo-as a condições de vida uniformizada. Tal situação foi o primeiro sinal de uma

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Capítulo 17

massificação, pois embora cada membro da nova sociedade fosse um ser racional e livre ao contato com diferentes culturas e costumes, não tardou em submeter-se a influências alheias, assumindo comportamentos condicionados pelos interesses coletivos. Para ambientar a todos sobre a nova conjuntura cultural, surgiram jornais impressos e, no seu rastro, também as revistas, o rádio, a televisão e a internet (PORTCOM, 2018).

Os meios de comunicação de massa são aqueles enviados por um emissor e recebidos de forma idêntica por vários grupos de receptores, tendo assim um grande público. O mundo os conhece e os reconhece como televisão, rádio, jornal, entre outros (GOYA, 2012).

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Medium 9788521635406

Capítulo 4 - Compra e venda de força de trabalho

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

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Compra e Venda de Força de Trabalho*

Após ver que o valor das mercadorias corresponde apenas ao trabalho humano nelas contido, voltemos agora à questão de saber como o fabricante pode tirar da produção de suas mercadorias um valor superior àquele que foi dispensado nelas.

Coloquemos ainda uma vez os termos do problema. Para a produ‑

ção de certa mercadoria, ele tem necessidade de certa quantia, diga‑ mos de 100 xelins; em seguida, vende a mercadoria fabricada por

110 xelins. Tendo mostrado, após examinar, que o valor suplementar de 10 xelins não pode provir da circulação, é preciso que ele pro‑ venha da produção. Por exemplo, para fazer o fio com certos meios de produção, tais como máquinas, algodão e acessórios, é realizado um trabalho na fiação. Como esse trabalho é socialmente neces‑ sário, ele gera valor. Acrescenta, pois, a determinadas matérias da produção – em nosso exemplo, ao algodão bruto – um novo valor, incorporando simultaneamente ao fio o valor das máquinas utiliza‑ das etc. Permanece, todavia, o problema de que o capitalista parece ter incluído no preço de custo o trabalho fornecido. Porque, ao lado

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Medium 9788521635406

Capítulo 21 - As crises

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

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As Crises*

Para simplificar a questão, suporemos que a produtividade do trabalho permanece a mesma, que, em consequência, o aumento de capital custa o mesmo trabalho que, no ano precedente, a produção de capital da mesma grandeza. Uma fração da mais-valia deve ser convertida em capital, parte em capital constante, parte em capital variável. E a proporção em que esta fração da mais-valia se reparte entre estes dois elementos do capital depende da composição orgânica** deste. Quanto mais elevado o nível de desenvolvimento da produção, tanto maior a parte da mais-valia que se converteu em capital constante, relativamente àquela que se converteu em capital variável.

Primeiramente, uma parte da mais-valia e do sobreproduto em meios de subsistência, correspondendo a esta parte, deve ser convertida em capital variável, isto é, deve servir para adquirir trabalho novo. Isto só é possível se o número de operários aumenta ou se

* Passagens retiradas das Teorias sobre a mais-valia, vol. II, 2a parte, n. 3: “A

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Grupo Almedina (3)
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Medium 9789724415598

CONCEITOS SOCIOLÓGICOS FUNDAMENTAIS

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

CONCEITOS SOCIOLÓGICOSFUNDAMENTAISObservação PreliminarO método destas definições introdutórias de conceitos, de que não se pode com facilidade prescindir, mas inevitavelmente abstractas e de efeito estranho à realidade, não pretende de modo algum ser novo.Pelo contrário, só deseja formular – como se espera – de modo mais conveniente e, porventura, mais correcto (justamente por isso talvez com algum pedantismo) o que toda a sociologia empírica intenta de facto, ao falar de coisas semelhantes. Isto também onde se empregam expressões aparentemente não habituais ou novas. Em contraste com o ensaio em Logos (IV, 1913, p. 253 ss.), a terminologia foi, sempre que possível, simplificada e, por isso, muitas vezes modificada para tornar fácil a sua compreensão na maior medida possível. Sem dúvida, a exigência de uma vulgarização incondicionada nem sempreé compatível com a de uma máxima precisão conceptual e deve, se for necessário, retroceder perante esta.

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Medium 9789724415598

Cap. l – FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

1Fundamentos Metodológicos§1[Conceito da sociologia e do «sentido» da acção social]Sociologia (na acepção aqui aceite desta palavra empregue com tão diversos significados) designará: uma ciência que pretende compreender, interpretando-a, a acção social e, deste modo, explicá-la causalmente no seu decurso e nos seus efeitos. Por «acção» deve entender-se um comportamento humano (quer consista num fazer externo ou interno, quer num omitir ou permitir), sempre que o agente ou os agentes lhe associem um sentido subjectivo. Mas deve chamar-se acção «social» aquela em que o sentido intentado pelo agente ou pelos agentes está referido ao comportamento de outros e por ele se orienta no seu decurso.1.  «Sentido» é aqui ou a) o sentido subjectivamente intentado de modo efectivo a) por um agente, num caso historicamente dado, ou b) por agentes, como média e de um modo aproximado numa determinada massa de casos, ou b) num tipo puro construído conceptualmente pelo agente ou pelos agentes pensados como tipo. Nunca se trata, decerto, de qualquer sentido objectivamente «justo» ou de um sentido «verdadeiro» metafisicamente fundado. Aqui radica a diferença entre as ciências empíricas da acção, a Sociologia e a História, face a todas as ciências dogmáticas – Jurisprudência, Lógica, Ética e Estética – que pretendem investigar nos seus objectos o sentido

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Medium 9789724415598

Cap. 2 – CONCEITO DE ACÇÃO SOCIAL

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

2Conceito de Acção Social1.  A acção social (inclusive a omissão ou tolerância) pode orientar-se pelo comportamento passado, presente ou esperado como futuro dos outros (vingança por ataques prévios, defesa do ataque presente, regras de defesa contra ataques futuros). Os «outros» podem ser indivíduos e conhecidos ou indeterminadamente muitos e de todo desconhecidos (o «dinheiro», por exemplo, significa um bem de troca que o agente admite no tráfico porque orienta a sua acção pela expectativa de que muitos outros, mas desconhecidos e indeterminados, estarão também, por seu turno, dispostos a aceitá-lo numa troca futura).2.  Nem toda a classe de acção – inclusive de acção externa –é «social», na acepção aqui estabelecida. Não o é a acção exterior quando se orienta simplesmente pelas expectativas da conduta de objectos materiais. O comportamento íntimo é acção social só quando se orienta pelo comportamento de outros. Não o é, por exemplo, a conduta religiosa quando permanece contemplação, oração solitária, etc. A actividade económica (de um indivíduo) só o é na medida em que toma em consideração o comportamento de terceiros. De um modo inteiramente geral e formal, pois, quando tem em conta o respeito por terceiros do seu próprio poder efectivo de disposição sobre bens económicos. Do ponto de vista material, quando, por exemplo, no consumo entra a consideração das futuras necessidades de terceiros e por elas se orienta o modo da «poupança» própria. Ou quando na produção se põe, como fundamento da sua orientação, a necessidade futura de terceiros, etc.43

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Grupo A (121)
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Medium 9788580554373

Capítulo 24 - Guerra/terrorismo

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

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Guerra/terrorismo

Não sou terrorista — Sou norte-americano

Abro o mapa dos Estados Unidos. “Agora”, digo aos alunos do 5o ano,

“vocês podem abrir na página 219 do livro de estudos sociais, onde há um mapa do país, para ajudar na identificação dos estados”. Olho para trás e continuo,

“Agora, vou contar para vocês um pouco da minha história e darei um tempo para que adivinhem de onde eu vim”. Essa é a introdução para os nossos projetos de estudos sociais sobre os estados. Cada aluno deverá escrever um texto de três a quatro páginas sobre seu estado, reunir imagens que ilustrem fatos marcantes em um painel dobrável e fazer uma apresentação oral.

Olho para os meus alunos e digo: “Nasci em um estado com terra vermelha.

Meus ancestrais eram um povo nativo dos Estados Unidos. Eles eram grandes guerreiros, líderes espirituais e caçadores”. Olho em volta e vejo alguns cochichan­ do sobre de qual estado pensam que vim. “Infelizmente, muitos dos meus ances­ trais foram mortos por doenças e pela guerra.” Arrumo minha postura e digo: “O estado onde nasci fica no Meio-Oeste. Ele é conhecido como o 'Sooner State' e tem uma forte tradição em futebol americano universitário”. Sorrio ao ver que alguns estão apontando para Oklahoma em seus livros. E continuo, “Há muitas reservas de petróleo em meu estado”. Pensando sobre outra pista que possa dar, digo: “Du­ rante o verão, é bastante quente e úmido; durante o inverno, neva. Mas o que mais me lembro de quando ainda morava lá são as tempestades de gelo”. Olho para a turma e, finalmente, digo: “Então, alguém sabe me dizer de onde eu vim?”.

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Medium 9788536317113

16. Dados verbais: uma visão geral

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

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Uwe Flick

16

Dados verbais: uma visão geral

Primeiro ponto de referência: comparação das abordagens com base em critérios, 195

Segundo ponto de referência: seleção do método e verificação de sua aplicação, 195

Terceiro ponto de referência: apropriabilidade do método ao tema, 198

Quarto ponto de referência: ajuste do método no processo de pesquisa, 198

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

comparar as diversas abordagens relativas aos dados verbais a fim de poder decidir quanto à utilização de uma delas em sua pesquisa. avaliar criticamente esta decisão à luz de suas (primeiras) experiências com a aplicação do método escolhido. compreender o método no contexto do processo de pesquisa e das outras etapas do plano de pesquisa.

A coleta de dados verbais representa uma das principais abordagens metodológicas da pesquisa qualitativa, na qual se utilizam diversas estratégias com o objetivo de gerar o máximo possível de abertura em relação ao objeto em estudo e às perspectivas do entrevistado, do narrador ou do participante nas discussões. Ao mesmo tempo, as alternativas metodológicas incluem elementos específicos para a estruturação da coleta de dados. Assim, deve-se fazer com que os tópicos referentes à questão de pesquisa constituam um assunto na entrevista, ou orientar seu tratamento a um maior aprofundamento ou a uma maior abrangência. Além disso, introduzem-se aspectos da questão de pesquisa ainda nãomencionados. Os diferentes métodos alter-

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Medium 9788580555707

Capítulo 2 - Cultura e Socialização

Richard T. Schaefer Grupo A PDF Criptografado

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2

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CULTURA E SOCIALIZAÇÃO

O QUE É CULTURA?

DESENVOLVIMENTO DA CULTURA

AO REDOR DO MUNDO

VARIAÇÃO CULTURAL

LÍNGUA E CULTURA

NORMAS E VALORES

GUERRA CULTURAL GLOBAL

CULTURA E IDEOLOGIA DOMINANTE

CULTURA E SOCIALIZAÇÃO

SELF E SOCIALIZAÇÃO

AGENTES DE SOCIALIZAÇÃO

SOCIALIZAÇÃO E CURSO DA VIDA

Em maio de 2012, Mark Zuckerberg, fundador e principal executivo do Facebook, pegou um avião e foi a Manhattan promover a abertura de capital da sua empresa. Celebridade antes dos 30, Zuckerberg já fora a personalidade do ano da revista Time. Porém, em vez de ir devidamente trajado para impressionar os banqueiros de Wall Street, Zuckerberg apareceu de camiseta escura por baixo do seu indefectível moletom com capuz. Para um desavisado, Zuckerberg mais parecia um ciberpirata do que o dono de uma empresa de bilhões de dólares. No entender de um observador, Zuckerberg não iria mudar “só porque a empresa dele está abrindo o capital e ele está prestes a embolsar um zilhão de dólares” (McGregor, 2012).

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Medium 9788582602546

Capítulo 9. Cerimonial e protocolo em eventos

Lurdes Oliveira Dorta Grupo A PDF Criptografado

Lurdes Oliveira Dorta

capítulo 9

Cerimonial e protocolo em eventos

Toda cerimônia, pública ou privada, oficial ou não, segue um planejamento que é feito conforme uma sequência de formalidades estabelecidas por um protocolo. Neste capítulo, você conhecerá em detalhes tudo o que precisa saber para planejar o cerimonial de seu evento.

Objetivos de aprendizagem

Aplicar normas na elaboração e organização da composição de mesas em cerimoniais.

Elaborar documentos de comunicação de forma adequada.

Utilizar os pronomes de tratamento de forma correta.

Organizar a logística dos roteiros (scripts) para diversos tipos de eventos.

Preparar nominatas.

Conduzir cerimoniais com técnicas específicas de oratória.

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Introdução

 DEFINIÇÃO

Protocolo é o conjunto de normas que rege uma cerimônia.

Seu objetivo é dar a cada participante, quer seja

Estado, instituição ou pessoa, as prerrogativas, os privilégios e as imunidades que tem direito.

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Medium 9788580554373

Capítulo 3 - Discriminação

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

3

Discriminação

Qualquer pessoa, menos ela

“Margô, Margô”, digo, “Pare de brincar com o aquário, por favor”. Margô está sentada na fila da frente perto da minha mesa, onde se encontra o aquário, e batendo nele com o dedo. Acho que está tentando chamar a atenção de algum peixe porque não para de dizer “Aqui, peixinho, aqui, peixinho”. “Sr. Pardue”, ela diz, “o peixe não vai vir até mim se eu não bater no aquário”. “Margô”, digo pela enésima vez hoje,

“Você não precisa se preocupar com o peixe porque deveria estar lendo seu livro agora. Então, por favor, sente, pegue seu livro e comece a ler”. Olho para o cronômetro e me pergunto quantas vezes terei de chamar sua atenção novamente. Temos apenas 10 minutos para o tempo de leitura individual. Margô pega seu livro, zangada. Porém, ela ainda observa o peixe e se inclina sobre o aquário. “Margô”, digo antes que ela comece a bater novamente. “Eu sei, Sr. Pardue”, ela diz, “Comece a ler!”.

No começo do ano letivo, soube por meio de Maxine Holloway, a professora de Margô no 5o ano, que ela me daria trabalho. Segundo Maxine, “Nunca tive, em todos os meus 27 anos de trabalho, um aluno que simplesmente não conseguisse prestar atenção. Sério, é incrível a dificuldade dela em se concentrar”. Depois dessa conversa, conferi o histórico escolar de Margô, e todos os seus professores anteriores relataram características semelhantes – “boa menina, mas com dificuldade para se concentrar”, “ótima presença em sala de aula, mas precisa que lhe chamem a atenção todo o dia”, “Margô é uma menina inteligente. Gostaria que ela conseguisse se concentrar mais nas tarefas de aula em vez de em todo o resto que acontece a sua volta”. Muitas e muitas vezes, professores, funcionários da secretaria, a enfermeira, os atendentes da cafeteria e os supervisores do pátio relataram que Margô era uma boa menina que frequentemente tinha problemas por não conseguir se concentrar.

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Editora Saraiva (4)
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Medium 9788553131815

SUMÁRIO

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

SUMÁRIO

PARTE I

RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA:

HISTÓRICO, LIMITES E POSSIBILIDADES, 1

CAPÍTULO 1

HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA, 3

Patricia Almeida Ashley

1.1 Apresentação, 3

1.2 Os primórdios do conceito de responsabilidade social corporativa , 4

1.3 �A difusão do conceito de responsabilidade social corporativa a partir da década de 1970, 5

1.4 Seleção de iniciativas e ferramentas globais para a RSC, 9

1.5 Estado da arte da RSC: uma síntese, 12

CAPÍTULO 2

RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E O VALOR DAS

EMPRESAS, 15

Roberto do Nascimento Ferreira

2.1 Apresentação, 15

2.2 �Justificativas e caminhos para a RSC: adhocracia ou regulação, 15

2.3 Responsabilidade social e valor das empresas, 23

2.4 Os investimentos socialmente responsáveis, 26

2.5 Os índices da bolsa de valores, 33

2.5.1 Índice de ações com governança corporativa (IGC), 33

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PARTE II - ÉTICA E RESPONSABILIDADESOCIAL NOS NEGÓCIOSINTEGRANDO AGENTESE AGENDAS PELASUSTENTABILIDADE EDESENVOLVIMENTOSUSTENTÁVEL

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

PA R T E I I

ÉTICA E

RESPONSABILIDADE

SOCIAL NOS NEGÓCIOS :

INTEGRANDO AGENTES

E AGENDAS PELA

SUSTENTABILIDADE E

DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL

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CAPÍTULO 4

UM METAMODELO DAS

ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS

PARA A RESPONSABILIDADE

SOCIAL NOS NEGÓCIOS

Patricia Almeida Ashley

4.1 APRESENTAÇÃO

Vários discursos organizacionais e ferramentas gerenciais vêm sendo apresentados e oferecidos para orientar a gestão de empresas quanto à responsabilidade social corporativa, o que pode gerar certa confusão acerca do sentido que se quer dar à RSC.

Neste capítulo, apresenta-se uma linguagem para o conceito de RSC por meio de um modelo genérico, o qual está fundamentado em uma abordagem conceitual sistêmica ampla para as relações negócio-sociedade, resultado da revisão e discussão da literatura contemporânea sobre o tema.

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INTRODUÇÃO

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

INTRODUÇÃO

ÉTICA, RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE NOS

NEGÓCIOS: (DES)CONSTRUINDO LIMITES E POSSIBILIDADES

Este livro é para educadores. Digo educadores em diversas profissões e áreas de atuação: nas escolas, nas empresas, nos sindicatos, nas organizações da sociedade civil, nas comunidades, nas casas, nas câmaras do Poder Legislativo federal, estadual e municipal; educadores em políticas públicas, no sistema financeiro, na aplicação do capital em projetos de investimento.

Educadores ampliam possibilidades e questionam o porquê de nos fecharmos em limites que não fazem mais coro nos inconscientes e conscientes coletivos. Educadores amam “gestar” consciências que proporcionem condições imateriais e materiais para que possamos criar, inovar e transformar.

Este livro não é um dicionário, não é uma enciclopédia, não é um compêndio, não é para ser decorado e repetido em provas ou exames. É para apontar e fazer compreender limites e possibilidades contemporâneas como oportunidades de mudança e de aprendizagem coletiva para uma liberdade substantiva, adotando o pressuposto de que existem dinâmicas evolutivas na expressão e formação de consciências sobre responsabilidade social e sustentabilidade em diversos escopos ou níveis territoriais, desde o pessoal, passando pelo nível organizacional, entre outros, até o nível planetário em seu ambiente cósmico.

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Medium 9788553131815

PARTE I - RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA: HISTÓRICO, LIMITES E POSSIBILIDADES

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

PARTE I

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA:

HISTÓRICO, LIMITES

E POSSIBILIDADES

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CAPÍTULO 1

HISTÓRICO DA

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA

Patricia Almeida Ashley

1.1 APRESENTAÇÃO

Neste capítulo, apresento uma perspectiva histórica do século XX, chegando à situação contemporânea do conceito de Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Apresento uma síntese do percurso histórico desse conceito em quatro fases: seus primórdios nos meios acadêmico e empresarial; sua difusão na literatura e nos modelos de negócio a partir da década de 1970; estado da arte da literatura em RSC; as principais referências globais de diretrizes, padrões e ferramentas em responsabilidade social corporativa atualmente. Algumas referências internacionais já globalmente referendadas são aqui citadas, como a Global Reporting Initiative (GRI),1 as diretrizes da Organização para a

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