Editora Manole (52)
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4. Antes de falar, ponha-se a ouvir e pensar

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

4. Antes de falar, ponha-se a ouvir e pensar

Pontos básicos da comunicação eficaz

“Todos nós somos um mistério para os outros e para nós mesmos.”

Érico Veríssimo

A história das empresas tem demonstrado que os problemas de comunicação são os principais responsáveis pela grande maioria dos erros operacionais, desacertos de gestão e conflitos interpessoais no trabalho.

Para a comunicação eficaz entre duas pessoas, é vital que se observem alguns pontos básicos, como:

� saiba o que vai dizer – procure “arrumar” as ideias. Trace o objetivo da mensagem, o que você deseja que os receptores da mensagem absorvam, qual o verdadeiro propósito da comunicação. Se necessário, faça um pequeno roteiro, enumerando apenas os tópicos a serem abordados;

� a quem vai se dirigir? – antes de transmitir alguma informação ou iniciar uma conversação ou um simples diálogo, procure adequar suas palavras ao perfil do interlocutor;

� determine seus objetivos – pergunte a você mesmo qual a intenção no ato da comunicação que estabelecerá e quais as razões que motivaram a necessidade de falar ou se expressar. Reflita sobre as suas verdadeiras intenções e objetivos;

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1. Você é uma pessoa aberta ao diálogo?

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

1. Você é uma pessoa aberta ao diálogo?

Atitudes positivas de comunicação estimulam o diálogo e a qualidade da comunicação interpessoal

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

Carl Gustav Jung

Dialogar é uma arte que implica saber ouvir, saber aceitar o diferente, saber respeitar o discordante e, até mesmo, tolerar o que pode ser uma agressão verbal para não fechar a possibilidade de um entendimento.

Dialogar significa argumentar com embasamentos consistentes, respeito mútuo, precisão de informações e autocrítica. Dessa forma, torna-se possível o entendimento entre aqueles que são, inicialmente, desiguais, pois não se supõe, necessariamente, uma conversa consensual. A unilateralidade implica imposição de ideias por parte daquele que melhor fundamenta seus argumentos, o que inviabiliza a possibilidade de algum entendimento entre as pessoas envolvidas na conversação.

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2. Você sabe ouvir?

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

2. Você sabe ouvir?

Ouvir é o diferencial mais importante para o êxito na comunicação

“O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila.

Em silêncio, sem dar conselhos, sem que digam: se eu fosse você…”

Rubem Alves

Saber ouvir é o fator mais importante para o sucesso na comunicação e, ao mesmo tempo, um dos aspectos mais negligenciados no seu processo. De modo geral, ocupamo-nos mais em falar, em determinar conceitos e preconceitos, em expressar opiniões e ditar regras, do que em ouvir e estabelecer uma dinâmica de diálogo, que consiste em duas lógicas que se interagem, transitando no fluxo da compreensão mútua, da construção do entendimento e da consolidação do relacionamento.

A aptidão para saber ouvir é um dos mais importantes diferenciais para o êxito na comunicação interpessoal. Podemos chegar a essa conclusão ao percebermos a relação de causa e efeito entre comunicação eficaz e ações bem-sucedidas.

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3. O silêncio também fala

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

3. O silêncio também fala

Os segredos da comunicação não verbal

“Falo com meu corpo, e isso sem saber. Digo, portanto, sempre mais do que sei.

É aí que chego ao sentido da palavra sujeito no discurso analítico.

O que fala sem saber me faz eu sujeito do verbo.”

Jacques Lacan

A palavra falada é o método mais usual de comunicação entre as pessoas. Tendemos a considerar que a comunicação oral é o meio mais eficiente de transmitir uma mensagem. Entretanto, isso depende muito da capacidade de eloquência do emissor ao expressar a sua intenção de modo eficiente e da capacidade do receptor em saber ouvir, interpretar e compreender de forma precisa a mensagem recebida.

Em média, o impacto de uma mensagem sobre o ouvinte é garantido em apenas 7% pelas palavras (o que a pessoa diz); 38% pelo tom de voz e inflexão (a maneira como diz); e 55% pelo corpo, olhos, mãos, braços, pernas, dedos, ou seja, pelas expressões, atitudes e gestos (o comportamento).

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5. Relacionamento é a base do sucesso na vida

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

5. Relacionamento é a base do sucesso na vida

Conceitos interdependentes de valorização humana

“Necessitamos uns dos outros para sermos nós mesmos.”

Santo Agostinho

Cada vez mais, empresas e profissionais vencedores vêm consolidando o sucesso em suas atuações por meio da qualidade das comunicações e dos relacionamentos que conseguem criar, manter e desenvolver com seus públicos de interesse.

Comunicação e relacionamento são dois conceitos interdependentes.

Para resolvermos problemas e superarmos desafios, nas mais diversas esferas da vida, necessitamos nos relacionar com nossos familiares, amigos, parceiros de trabalho e clientes.

Todo e qualquer relacionamento está baseado em um processo interativo, ou seja, na ação e na influência recíprocas entre as partes envolvidas.

É como agirmos afetando e, ao mesmo tempo, sermos afetados pela reação do outro.

A abertura para a comunicação e o diálogo é um dos principais segredos para a concretização de relacionamentos produtivos e duradouros. O principal objetivo da comunicação é criar a conexão entre pessoas. Essas conectividades favorecem a superação de problemas, a conquista de metas e o vislumbre de novas oportunidades.

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Editora Saraiva (4)
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Medium 9788553131815

PARTE I - RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA: HISTÓRICO, LIMITES E POSSIBILIDADES

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

PARTE I

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA:

HISTÓRICO, LIMITES

E POSSIBILIDADES

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CAPÍTULO 1

HISTÓRICO DA

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA

Patricia Almeida Ashley

1.1 APRESENTAÇÃO

Neste capítulo, apresento uma perspectiva histórica do século XX, chegando à situação contemporânea do conceito de Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Apresento uma síntese do percurso histórico desse conceito em quatro fases: seus primórdios nos meios acadêmico e empresarial; sua difusão na literatura e nos modelos de negócio a partir da década de 1970; estado da arte da literatura em RSC; as principais referências globais de diretrizes, padrões e ferramentas em responsabilidade social corporativa atualmente. Algumas referências internacionais já globalmente referendadas são aqui citadas, como a Global Reporting Initiative (GRI),1 as diretrizes da Organização para a

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SUMÁRIO

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

SUMÁRIO

PARTE I

RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA:

HISTÓRICO, LIMITES E POSSIBILIDADES, 1

CAPÍTULO 1

HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA, 3

Patricia Almeida Ashley

1.1 Apresentação, 3

1.2 Os primórdios do conceito de responsabilidade social corporativa , 4

1.3 �A difusão do conceito de responsabilidade social corporativa a partir da década de 1970, 5

1.4 Seleção de iniciativas e ferramentas globais para a RSC, 9

1.5 Estado da arte da RSC: uma síntese, 12

CAPÍTULO 2

RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E O VALOR DAS

EMPRESAS, 15

Roberto do Nascimento Ferreira

2.1 Apresentação, 15

2.2 �Justificativas e caminhos para a RSC: adhocracia ou regulação, 15

2.3 Responsabilidade social e valor das empresas, 23

2.4 Os investimentos socialmente responsáveis, 26

2.5 Os índices da bolsa de valores, 33

2.5.1 Índice de ações com governança corporativa (IGC), 33

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INTRODUÇÃO

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

INTRODUÇÃO

ÉTICA, RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE NOS

NEGÓCIOS: (DES)CONSTRUINDO LIMITES E POSSIBILIDADES

Este livro é para educadores. Digo educadores em diversas profissões e áreas de atuação: nas escolas, nas empresas, nos sindicatos, nas organizações da sociedade civil, nas comunidades, nas casas, nas câmaras do Poder Legislativo federal, estadual e municipal; educadores em políticas públicas, no sistema financeiro, na aplicação do capital em projetos de investimento.

Educadores ampliam possibilidades e questionam o porquê de nos fecharmos em limites que não fazem mais coro nos inconscientes e conscientes coletivos. Educadores amam “gestar” consciências que proporcionem condições imateriais e materiais para que possamos criar, inovar e transformar.

Este livro não é um dicionário, não é uma enciclopédia, não é um compêndio, não é para ser decorado e repetido em provas ou exames. É para apontar e fazer compreender limites e possibilidades contemporâneas como oportunidades de mudança e de aprendizagem coletiva para uma liberdade substantiva, adotando o pressuposto de que existem dinâmicas evolutivas na expressão e formação de consciências sobre responsabilidade social e sustentabilidade em diversos escopos ou níveis territoriais, desde o pessoal, passando pelo nível organizacional, entre outros, até o nível planetário em seu ambiente cósmico.

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PARTE II - ÉTICA E RESPONSABILIDADESOCIAL NOS NEGÓCIOSINTEGRANDO AGENTESE AGENDAS PELASUSTENTABILIDADE EDESENVOLVIMENTOSUSTENTÁVEL

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

PA R T E I I

ÉTICA E

RESPONSABILIDADE

SOCIAL NOS NEGÓCIOS :

INTEGRANDO AGENTES

E AGENDAS PELA

SUSTENTABILIDADE E

DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL

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CAPÍTULO 4

UM METAMODELO DAS

ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS

PARA A RESPONSABILIDADE

SOCIAL NOS NEGÓCIOS

Patricia Almeida Ashley

4.1 APRESENTAÇÃO

Vários discursos organizacionais e ferramentas gerenciais vêm sendo apresentados e oferecidos para orientar a gestão de empresas quanto à responsabilidade social corporativa, o que pode gerar certa confusão acerca do sentido que se quer dar à RSC.

Neste capítulo, apresenta-se uma linguagem para o conceito de RSC por meio de um modelo genérico, o qual está fundamentado em uma abordagem conceitual sistêmica ampla para as relações negócio-sociedade, resultado da revisão e discussão da literatura contemporânea sobre o tema.

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Grupo A (121)
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Capítulo 8 - Instituições Sociais: Família e Religião

Richard T. Schaefer Grupo A PDF Criptografado

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8

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INSTITUIÇÕES SOCIAIS:

FAMÍLIA E RELIGIÃO

PERSPECTIVAS SOCIOLÓGICAS SOBRE AS

INSTITUIÇÕES SOCIAIS

A FAMÍLIA: UMA VISÃO GLOBAL

PERSPECTIVAS SOCIOLÓGICAS SOBRE

A FAMÍLIA

SEXUALIDADE HUMANA

A RELIGIÃO COMO INSTITUIÇÃO SOCIAL

COMPONENTES DA RELIGIÃO

No povo nyinba do Nepal e do Tibete,­ uma mulher pode ser casada com mais de um homem ao mesmo tem­ po – e, geralmente, com os próprios ir­ mãos. Com esse sistema, os filhos ho­ mens podem partilhar o pouco de ter­ ra boa que talvez venham a herdar.

Entre os betsileus de Madagascar, um homem tem várias mulheres – cada uma delas morando em uma das di­ ferentes aldeias onde ele cultiva arroz.

Aquela que mora no local onde fica a sua melhor lavoura de arroz é conside­ rada a sua principal, ou primeira, mulher. Entre os ianomâmis do Brasil e da Venezuela, é considerado adequado ter relações sexuais com primos do sexo oposto que sejam filhos de um irmão da mãe ou de uma irmã do pai. Mas, se esses primos forem filhos de uma irmã da mãe ou de um irmão do pai, a mesma prática é considerada incesto. O que sina­ lizam esses padrões tão variados da vida familiar? A despeito da sensação de que eles

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Medium 9788565848961

Capítulo 7 - Análise de dados

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

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Análise de dados

Resumo

Este capítulo explica e ilustra dois tipos de análise de dados em netnografia: métodos analíticos baseados em codificação e em interpretação hermenêutica. Diretrizes para escolher e usar um pacote de software de análise dos dados qualitativos também são fornecidas, junto a princípios gerais para o uso de computadores na análise de dados. A seção final apresenta estratégias interpretativas para lidar com os desafios únicos de dados netnográficos.

Palavras-chave: CAQDAS, categorização, codificação, teoria indutiva, interpretação hermenêutica, indução, interpretação, análise de dados qualitativos

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO

DE DADOS QUALITATIVOS:

UMA BREVE VISÃO GERAL

Nesta seção, você aprenderá os fundamentos da análise de dados qualitativos e indução. A

netnografia envolve uma abordagem indutiva da análise de dados qualitativos. Análise significa o exame detalhado de um todo, decompondo-o em suas partes constituintes e comparando-as de diversas formas. De modo geral, a análise de dados abrange todo o processo de transformar os produtos coletados

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Capítulo 3 - Pesquisando online: métodos

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

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Pesquisando online: métodos

Resumo

Este capítulo oferece uma análise geral de alguns dos métodos usados para examinar diferentes aspectos das comunidades e culturas online: levantamentos, entrevistas, diários, grupos de foco, análise estrutural de redes e etnografia. Compara-se o foco e o âmbito de pesquisa de cada método. Diretrizes centradas em perguntas ajudam o pesquisador a integrar essas abordagens umas com as outras e com a netnografia.

Palavras-Chave: Etnografias de comunidades e culturas online, etnografia, pesquisa na internet, grupos de foco online, entrevistas online, diários online, métodos de pesquisa online, levantamentos online, análise estrutural de redes

CONSIDERANDO A

ESCOLHA DO MÉTODO

Uma das escolhas fundamentais que todo pesquisador pode ter que fazer refere-se a qual método utilizar. Na academia contem-

porânea, os pesquisadores podem apegar-se a determinadas técnicas quando decidem ingressar em determinados campos acadêmicos, trabalhar com determinadas cadeiras ou orientadores de pós-graduação, ou publicar em determinados periódicos. Isso é la-

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Capítulo 6 - Coleta de dados

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

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Coleta de dados

Resumo

Este capítulo ensina como criar e coletar os três tipos diferentes de dados netnográficos: dados arquivais, dados extraídos e dados de notas de campo. Essa abordagem da coleta de dados está especificamente direcionada ao salvamento de dados netnográficos como arquivos de computador que possam ser codificados, impressos, ou reconhecidos por pesquisadores humanos e programas de computador de análise de dados.

Palavras-chave: ciber-entrevistas, coleta de dados, notas de campo, entrevistas online, software de captura de tela, spam, dados visuais

FUNDAMENTOS DA COLETA

DE DADOS NETNOGRÁFICOS

Os termos dados e coleta usados em relação

à netnografia na verdade são lastimáveis e não muito úteis. Eles parecem implicar que essas coisas, “dados”, estão espalhados, co-

mo folhas no chão ou documentos sobre uma mesa, e que sua tarefa é simplesmente juntá-los e “coletá-los”. Isso é, evidentemente, muito tentador em netnografia. Mas agir assim seria uma análise de “conteúdo” online em vez de um trabalho de campo net­ nográfico observacional participante “em”

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Capítulo 5 - Planejamento e entrada

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

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Planejamento e entrada

Resumo

Este capítulo mostra como planejar, focar e iniciar seu estudo netnográfico. Você vai aprender sobre questões e tópicos de pesquisa que são apropriados para o estudo. Vai aprender sobre os recursos que precisa, incluindo mecanismos de busca, para investigar, refinar e iniciar sua pesquisa, e também sobre as muitas formas de interação online. Finalmente, você vai aprender sobre modos corretos e incorretos de entrar e iniciar sua pesquisa em uma comunidade online como pesquisador netnográfico.

Palavras-chave: blogs, entrada, campo de trabalho, fóruns na internet, recursos de busca na internet, grupos de notícias, participação, observação participante, delineamento de pesquisa, planejamento de pesquisa, questões de pesquisa, mecanismos de busca, conteúdo social, websites de redes sociais, mundos virtuais, pesquisa em Web 2.0, wikipédias

ALGUMAS PALAVRAS

SOBRE PARTICIPAÇÃO

A essência da netnografia – o que a diferencia de uma coleta e codificação de dados on-

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Grupo Almedina (3)
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CONCEITOS SOCIOLÓGICOS FUNDAMENTAIS

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

CONCEITOS SOCIOLÓGICOSFUNDAMENTAISObservação PreliminarO método destas definições introdutórias de conceitos, de que não se pode com facilidade prescindir, mas inevitavelmente abstractas e de efeito estranho à realidade, não pretende de modo algum ser novo.Pelo contrário, só deseja formular – como se espera – de modo mais conveniente e, porventura, mais correcto (justamente por isso talvez com algum pedantismo) o que toda a sociologia empírica intenta de facto, ao falar de coisas semelhantes. Isto também onde se empregam expressões aparentemente não habituais ou novas. Em contraste com o ensaio em Logos (IV, 1913, p. 253 ss.), a terminologia foi, sempre que possível, simplificada e, por isso, muitas vezes modificada para tornar fácil a sua compreensão na maior medida possível. Sem dúvida, a exigência de uma vulgarização incondicionada nem sempreé compatível com a de uma máxima precisão conceptual e deve, se for necessário, retroceder perante esta.

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Cap. l – FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

1Fundamentos Metodológicos§1[Conceito da sociologia e do «sentido» da acção social]Sociologia (na acepção aqui aceite desta palavra empregue com tão diversos significados) designará: uma ciência que pretende compreender, interpretando-a, a acção social e, deste modo, explicá-la causalmente no seu decurso e nos seus efeitos. Por «acção» deve entender-se um comportamento humano (quer consista num fazer externo ou interno, quer num omitir ou permitir), sempre que o agente ou os agentes lhe associem um sentido subjectivo. Mas deve chamar-se acção «social» aquela em que o sentido intentado pelo agente ou pelos agentes está referido ao comportamento de outros e por ele se orienta no seu decurso.1.  «Sentido» é aqui ou a) o sentido subjectivamente intentado de modo efectivo a) por um agente, num caso historicamente dado, ou b) por agentes, como média e de um modo aproximado numa determinada massa de casos, ou b) num tipo puro construído conceptualmente pelo agente ou pelos agentes pensados como tipo. Nunca se trata, decerto, de qualquer sentido objectivamente «justo» ou de um sentido «verdadeiro» metafisicamente fundado. Aqui radica a diferença entre as ciências empíricas da acção, a Sociologia e a História, face a todas as ciências dogmáticas – Jurisprudência, Lógica, Ética e Estética – que pretendem investigar nos seus objectos o sentido

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Cap. 2 – CONCEITO DE ACÇÃO SOCIAL

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

2Conceito de Acção Social1.  A acção social (inclusive a omissão ou tolerância) pode orientar-se pelo comportamento passado, presente ou esperado como futuro dos outros (vingança por ataques prévios, defesa do ataque presente, regras de defesa contra ataques futuros). Os «outros» podem ser indivíduos e conhecidos ou indeterminadamente muitos e de todo desconhecidos (o «dinheiro», por exemplo, significa um bem de troca que o agente admite no tráfico porque orienta a sua acção pela expectativa de que muitos outros, mas desconhecidos e indeterminados, estarão também, por seu turno, dispostos a aceitá-lo numa troca futura).2.  Nem toda a classe de acção – inclusive de acção externa –é «social», na acepção aqui estabelecida. Não o é a acção exterior quando se orienta simplesmente pelas expectativas da conduta de objectos materiais. O comportamento íntimo é acção social só quando se orienta pelo comportamento de outros. Não o é, por exemplo, a conduta religiosa quando permanece contemplação, oração solitária, etc. A actividade económica (de um indivíduo) só o é na medida em que toma em consideração o comportamento de terceiros. De um modo inteiramente geral e formal, pois, quando tem em conta o respeito por terceiros do seu próprio poder efectivo de disposição sobre bens económicos. Do ponto de vista material, quando, por exemplo, no consumo entra a consideração das futuras necessidades de terceiros e por elas se orienta o modo da «poupança» própria. Ou quando na produção se põe, como fundamento da sua orientação, a necessidade futura de terceiros, etc.43

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Grupo Gen (130)
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Glossário

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

Glossário

AÇÃO SOCIAL. De forma ampla, pode ser conceituada como um esforço organizado, visando alterar as instituições estabelecidas. De forma particular, é conceituada pelos autores que utilizam a abordagem da ação na análise sociológica da sociedade, os principais representantes são Max Weber e Talcott Parsons. Para Weber, a ação social seria a conduta humana, pública ou não, a que o agente atribui significado subjetivo; portanto, é uma espécie de conduta que envolve significado para o próprio agente. Por sua vez, Parsons tem como ponto de partida a natureza da própria ação; toda ação é dirigida para a consecução de objetivos. Um indivíduo (ator), esforçando-se para atingir determinado objetivo, tem de possuir algumas ideias e informações sobre os “objetos” que são relevantes para a sua consecução, além de ter alguns sentimentos a respeito deles, no que concerne a suas necessidades; e, finalmente, tem de fazer escolhas. Outro aspecto é a necessidade de possuir certos padrões de avaliação e seleção. Todos esses elementos ou aspectos de motivação e avaliação podem tornar-se sociais por intermédio do processo de interação (veja

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9 - Socialização, controle social e problemas sociais

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

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Socialização, controle social e problemas sociais

9.1 Socialização

Em resumo, os processos de socialização podem ser compreendidos como um compêndio de interações entre seres humanos, das quais estes participam ativamente e assim tornam-se membros de determinada sociedade e cultura. Por meio de tais processos, os indivíduos internalizam uma série de valores, formas de agir e maneiras de pensar e ao mesmo tempo

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Capítulo 9

desenvolvem seu self individual em uma relação de interdependência e ao mesmo tempo de conflito com os valores socioculturais que lhes são oferecidos (HILLMANN, 1994 apud

GRIGOROWITSCHS, 2008).

Segundo Lenhard (1974, p. 23-27), socializar significa: a. “por um lado, adquirir personalidade pessoal e, por outro lado, tornar-se membro da sociedade e portador da sua cultura, colaborando para a sua perpetuação”. Assim, o socializar-se envolve dois aspectos: o individual e o cultural; b. “a socialização envolve a aprendizagem de técnicas, a aquisição de conhecimentos, a aceitação de padrões de comportamento social e a interiorização de valores”. Desse modo, esse processo nunca se completa de forma definitiva, a não ser com a morte; no curso normal da vida, à medida que a criança passa pelos vários estágios, da adolescência à velhice, deve ajustar-se continuamente a novas condições de vida e de atividades; c. “a socialização se faz por participação e por comunicação”. Por participação entende-se as atividades sociais exercidas, por meio das quais o indivíduo adquire e acumula traços culturais, por vários processos, incluindo a imitação; por comunicação entende-se a simbólica, através da qual toma-se conhecimento do acervo de experiências de outras pessoas, que podem ser aplicáveis a situações presentes ou futuras; d. “quem se socializa incorpora valores e padrões sociais, válidos para todos os membros da sociedade (universais) e outros, que se aplicam somente ao exercício de certos papéis sociais (especiais)”. Por exemplo, a criança aprende valores comportamentais de seu sexo, da mesma forma que a língua de seus pais; o jovem adquire padrões morais vigentes na sociedade global, assim como os que são específicos de sua religião e classe social; o adulto incorpora as habilidades necessárias para a vida econômica e as peculiares a seu ofício; e. “além da socialização concomitante no próprio exercício de um papel, há outra, antecipatória, que consiste no preparo para um papel futuro”. Geralmente, as duas se diferenciam: os papéis familiares são incorporados enquanto se atua num sistema de parentesco, e os das profissões aprende-se antes de receber licença para desempenhá-las (torneiro mecânico, eletricista); f. “vista na perspectiva da sociedade, há uma socialização espontânea, que opera sem que ninguém pense nela, e a educação”, que atualmente é planejada, inclusive, a longo prazo. Assim, ambas se diferenciam.

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3 - A sociologia como ciência

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

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clu | iStockphoto

A sociologia como ciência

No final do século XIX, o estudo da sociologia foi incorporado aos programas universitários, enquanto institucionalizada em associações e organizações que promoviam estudos e pesquisas. As universidades de Chicago (1915) e Columbia, em Nova York, foram as primeiras universidades a estabelecer o ensino da Sociologia oficialmente nos Estados Unidos da América. Na Europa, o primeiro departamento europeu de Sociologia foi fundado em

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Capítulo 3

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1895 na Universidade de Bordeaux por Émile Durkheim. Em 1919, estabelece-se um departamento de Sociologia na Alemanha na Universidade Ludwig Maximilians, de Munique e, em 1920, na Polônia. Os primeiros departamentos de Sociologia no Reino Unido foram fundados após a Segunda Guerra Mundial.

Alguns detalhes: o primeiro livro com o termo sociologia em seu título foi escrito em meados do século XIX pelo filósofo inglês Herbert Spencer. Nos Estados Unidos, o primeiro curso de Sociologia foi ministrado na Universidade de Kansas, Lawrence em 1890 (CRAGUN, CRAGUN & KONIECZNY, 2010).

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5 - Métodos e técnicas da sociologia

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

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Métodos e técnicas da sociologia

Ao recorrer à literatura sobre investigação, verificamos uma crescente confusão dado que os autores usam termos diferentes para discutir as mesmas ideias. Por exemplo, constatamos existir um grande número de textos que simplesmente não definem os conceitos a que se referem, outros utilizam os termos de forma intercambiável, enquanto alguns acabam mesmo por usá-los como tendo significados diferentes.

5.1 Conceitos básicos

5.1.1 Método

Das definições apresentadas, todas, menos a de Hegenberg, confundem método com metodologia. Método vem do grego methodos (meta = além de, após de + ódos = caminho).

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Capítulo 5

Portanto, seguindo a sua origem, método é o caminho ou a maneira para chegar a determinado fim ou objetivo, distinguindo-se assim, do conceito de metodologia.

5.1.2 Metodologia

Metodologia, que deriva do grego methodos (caminho para chegar a um objetivo) + logos

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4 - Desenvolvimento geográfico da sociologia

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

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Trifonov_Evgeniy

Desenvolvimento geográfico da sociologia

Na primeira metade do século XX. alguns fatos foram essenciais para que a sociologia repensasse as afirmações passadas. A Primeira e a Segunda Guerras Mundial, a crise econômica de 1929, a Revolução Russa de 1917 e a ascensão do fascismo, entre outros fatos importantes.

No fim da segunda guerra mundial, o mundo aparece com uma nova configuração, com duas potências dominando o planeta: a União Soviética, o centro do comunismo e os EUA, o centro do poder capitalista. Ambos os poderes, com suas respectivas áreas de influên­cia, ameaçavam-se uns aos outros.

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Capítulo 4

As novas teorias compreenderam que nas sociedades do século XX, o indivíduo é cada vez mais frágil ante as forças do mercado ou do Estado que organizam a sociedade a seu critério. O que estava em jogo ou que estava sendo questionado era a capacidade de os indivíduos regerem os seus próprios destinos, pois existiam forças que os dominavam, os subordinavam (como o Estado, o mercado, as tecnologias, as crises econômicas, as máquinas burocráticas, grandes empresas etc.). Confrontados com essa situação da fragilidade do indivíduo para lidar com o seu próprio destino, a teoria sociológica começou a produzir suas próprias respostas (BRANDONE, 2015).

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