Editora Manole (52)
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Medium 9788520441459

39. Vaidade: puro egocentrismo ou necessidade humana?

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

39. Vaidade: puro egocentrismo ou necessidade humana?

A vaidade é um sentimento que simplesmente tentamos negar que sentimos

“Quem se entrega à vaidade e não se entrega à meditação, com o tempo invejará aquele que se esforçou na meditação”

Provérbio budista

A palavra vaidade origina-se do latim vanitas, que significa qualidade do que é vão, fútil e ilusório. O dicionário Aurélio define vaidade como presunção, frivolidade e orgulho injustificado. No inconsciente coletivo da humanidade, a palavra vaidade significa o desejo imoderado de atrair admiração, atenção, elogios e homenagens.

No íntimo de cada um de nós, a vaidade é um sentimento que simplesmente tentamos negar que sentimos. Para isso, muitas vezes, somos capazes de forçar atitudes de desprendimento, tentando nos convencer de que não somos fracos ou pobres de espírito ao ponto de ficarmos cultuando nosso ego como um deus. Um deus mundano e cheio de fraquezas, como os deuses gregos.

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3. O silêncio também fala

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

3. O silêncio também fala

Os segredos da comunicação não verbal

“Falo com meu corpo, e isso sem saber. Digo, portanto, sempre mais do que sei.

É aí que chego ao sentido da palavra sujeito no discurso analítico.

O que fala sem saber me faz eu sujeito do verbo.”

Jacques Lacan

A palavra falada é o método mais usual de comunicação entre as pessoas. Tendemos a considerar que a comunicação oral é o meio mais eficiente de transmitir uma mensagem. Entretanto, isso depende muito da capacidade de eloquência do emissor ao expressar a sua intenção de modo eficiente e da capacidade do receptor em saber ouvir, interpretar e compreender de forma precisa a mensagem recebida.

Em média, o impacto de uma mensagem sobre o ouvinte é garantido em apenas 7% pelas palavras (o que a pessoa diz); 38% pelo tom de voz e inflexão (a maneira como diz); e 55% pelo corpo, olhos, mãos, braços, pernas, dedos, ou seja, pelas expressões, atitudes e gestos (o comportamento).

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21. Manifestar-se é direito e dever de todos

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

21. Manifestar-se é direito e dever de todos

Figura do consumidor passivo está em vias de extinção

“O cliente tem sempre razão.”

Provérbio popular

Faz parte do passado, cada vez mais, empresas que manipulam a informação e divulgam o que querem a seus usuários e consumidores, e não o que interessa a eles. Esse cenário vem se transformando, gradativamente, impulsionado pela conscientização da sociedade quanto aos conceitos de cidadania, ética, governança corporativa, responsabilidade social e ambiental.

O consumidor não quer apenas a satisfação de seu desejo ou de sua necessidade imediata, mas a certeza de ser atendido com serviços e produtos de qualidade, produzidos e comercializados por empresas que respeitam os valores humanos e o bem comum. Essa tendência se reflete na crescente demanda da sociedade por ética, comunicação e transparência.

O cidadão está se tornando cada dia mais consciente e exigente de seus direitos, ao mesmo tempo em que assume atitudes e iniciativas de cumprimento de seus deveres nos contextos social e político. A figura do consumidor passivo e pouco exigente, que aceita qualquer coisa que lhe é oportunamente oferecida, é cada vez menos presente no cenário de mercado global da atualidade.

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12. Administração sem burocratização

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

12. Administração sem burocratização

É preciso atenção para o controle não gerar burocracia

“Na burocracia, as pessoas tendem a ser reduzidas a um número, a um código, a uma descrição sumária num formulário padronizado. A burocracia tem um ideal: transformar todos em ninguém.”

Francisco Gomes de Matos

Um paradoxo tem importunado muitas empresas: em busca de certificações de excelência em gestão, elas têm ressuscitado o dinossauro da burocracia. O foco em regras e procedimentos padrões, como engrenagens de uma máquina para a obtenção de certificações, tem favorecido o desenvolvimento de projetos de comunicação apenas como mais um quesito a ser cumprido nessa odisseia.

A desmesurada busca de projetos e processos “em conformidade” tem isolado empresas e profissionais em uma mentalidade avessa à riqueza do relacionamento humano concretizada no diálogo, na troca de ideias, sentimentos e emoções. Essas são as mais poderosas fontes de qualidade, produtividade e competitividade.

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Imagens coloridas

PASSARELLI, Silvio Editora Manole PDF Criptografado

imagens c o l o ri d a s

138

Figura 2

Diamante

Montblanc.

Lapidação exclusiva e patenteada.

Fonte: Divulgação

Montblanc.

Figura 3

Brincos Montblanc.

Fonte: Divulgação

Montblanc.

139

Figura 4

Edições da revista

Wish Report.

Figura 5

Ambiente interno de loja da Montblanc.

Fonte: Divulgação

Montblanc.

140

Figura 6

Fachada e ambiente interno da loja Daslu.

Fonte:

Villa Daslu

(Daniella

Lunardelli).

141

Figura 7

Shopping

Iguatemi.

Figura 8

Shopping Cidade

Jardim.

Fonte: Fotos de divulgação Shopping

Cidade Jardim.

142

Figura 9

Galeria Milano.

Figura 10

Rodeo Drive.

143

Figura 11

Ambiente interno de loja da Cartier.

144

Silvio Passarelli nasceu na cidade de

São Paulo, no ano de 1951. Graduouse em Administração de Empresas e Economia e pós-graduou-se em

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Editora Saraiva (4)
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Medium 9788553131815

PARTE I - RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA: HISTÓRICO, LIMITES E POSSIBILIDADES

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

PARTE I

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA:

HISTÓRICO, LIMITES

E POSSIBILIDADES

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CAPÍTULO 1

HISTÓRICO DA

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA

Patricia Almeida Ashley

1.1 APRESENTAÇÃO

Neste capítulo, apresento uma perspectiva histórica do século XX, chegando à situação contemporânea do conceito de Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Apresento uma síntese do percurso histórico desse conceito em quatro fases: seus primórdios nos meios acadêmico e empresarial; sua difusão na literatura e nos modelos de negócio a partir da década de 1970; estado da arte da literatura em RSC; as principais referências globais de diretrizes, padrões e ferramentas em responsabilidade social corporativa atualmente. Algumas referências internacionais já globalmente referendadas são aqui citadas, como a Global Reporting Initiative (GRI),1 as diretrizes da Organização para a

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Medium 9788553131815

PARTE II - ÉTICA E RESPONSABILIDADESOCIAL NOS NEGÓCIOSINTEGRANDO AGENTESE AGENDAS PELASUSTENTABILIDADE EDESENVOLVIMENTOSUSTENTÁVEL

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

PA R T E I I

ÉTICA E

RESPONSABILIDADE

SOCIAL NOS NEGÓCIOS :

INTEGRANDO AGENTES

E AGENDAS PELA

SUSTENTABILIDADE E

DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL

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CAPÍTULO 4

UM METAMODELO DAS

ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS

PARA A RESPONSABILIDADE

SOCIAL NOS NEGÓCIOS

Patricia Almeida Ashley

4.1 APRESENTAÇÃO

Vários discursos organizacionais e ferramentas gerenciais vêm sendo apresentados e oferecidos para orientar a gestão de empresas quanto à responsabilidade social corporativa, o que pode gerar certa confusão acerca do sentido que se quer dar à RSC.

Neste capítulo, apresenta-se uma linguagem para o conceito de RSC por meio de um modelo genérico, o qual está fundamentado em uma abordagem conceitual sistêmica ampla para as relações negócio-sociedade, resultado da revisão e discussão da literatura contemporânea sobre o tema.

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SUMÁRIO

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

SUMÁRIO

PARTE I

RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA:

HISTÓRICO, LIMITES E POSSIBILIDADES, 1

CAPÍTULO 1

HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA, 3

Patricia Almeida Ashley

1.1 Apresentação, 3

1.2 Os primórdios do conceito de responsabilidade social corporativa , 4

1.3 �A difusão do conceito de responsabilidade social corporativa a partir da década de 1970, 5

1.4 Seleção de iniciativas e ferramentas globais para a RSC, 9

1.5 Estado da arte da RSC: uma síntese, 12

CAPÍTULO 2

RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E O VALOR DAS

EMPRESAS, 15

Roberto do Nascimento Ferreira

2.1 Apresentação, 15

2.2 �Justificativas e caminhos para a RSC: adhocracia ou regulação, 15

2.3 Responsabilidade social e valor das empresas, 23

2.4 Os investimentos socialmente responsáveis, 26

2.5 Os índices da bolsa de valores, 33

2.5.1 Índice de ações com governança corporativa (IGC), 33

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Medium 9788553131815

INTRODUÇÃO

ASHLEY, Patrícia Almeida Editora Saraiva PDF Criptografado

INTRODUÇÃO

ÉTICA, RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE NOS

NEGÓCIOS: (DES)CONSTRUINDO LIMITES E POSSIBILIDADES

Este livro é para educadores. Digo educadores em diversas profissões e áreas de atuação: nas escolas, nas empresas, nos sindicatos, nas organizações da sociedade civil, nas comunidades, nas casas, nas câmaras do Poder Legislativo federal, estadual e municipal; educadores em políticas públicas, no sistema financeiro, na aplicação do capital em projetos de investimento.

Educadores ampliam possibilidades e questionam o porquê de nos fecharmos em limites que não fazem mais coro nos inconscientes e conscientes coletivos. Educadores amam “gestar” consciências que proporcionem condições imateriais e materiais para que possamos criar, inovar e transformar.

Este livro não é um dicionário, não é uma enciclopédia, não é um compêndio, não é para ser decorado e repetido em provas ou exames. É para apontar e fazer compreender limites e possibilidades contemporâneas como oportunidades de mudança e de aprendizagem coletiva para uma liberdade substantiva, adotando o pressuposto de que existem dinâmicas evolutivas na expressão e formação de consciências sobre responsabilidade social e sustentabilidade em diversos escopos ou níveis territoriais, desde o pessoal, passando pelo nível organizacional, entre outros, até o nível planetário em seu ambiente cósmico.

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Grupo A (121)
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Medium 9788580554373

Capítulo 1 - Crianças com necessidades especiais

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

1

Crianças com necessidades especiais

De jeito nenhum!

Caio no sofá, provo meu chá, fecho os olhos e respiro fundo. Enrolada na colcha que minha mãe fez quando me formei na graduação, estou vestindo meu pijama e meias folgadas e aconchegantes. Sinto-me tão tranquila. Se ao menos o ambiente fosse assim em minha sala de aula. Educar é muito mais difícil do que eu esperava. Não me entenda mal, gosto de dar aula para o 4o ano, mas, com o planejamento de aulas, a correção dos trabalhos e todo o resto, estou exausta. Sei que é o começo do ano letivo, e todos em minha equipe, professores há mais de 10 anos, asseguraram-me que melhora. Mas nesta noite estou cansada, e não é fácil.

Sobre minha mesa estão as pilhas de testes de ortografia e de matemática e seis diários que eu trouxe para casa para corrigir. Tomo outro gole de chá e espero o líquido quente acalmar minha garganta. Então, me inclino e pego os testes de ortografia. Olho para o relógio e ele marca 20h30min. “Droga!”, penso. “Provavelmente não vou conseguir me deitar antes das 23h de novo”. Respirando fundo, pego minha caneta verde e começo a dar as notas. Quando chego ao teste de

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Medium 9788565848961

Capítulo 7 - Análise de dados

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

7

Análise de dados

Resumo

Este capítulo explica e ilustra dois tipos de análise de dados em netnografia: métodos analíticos baseados em codificação e em interpretação hermenêutica. Diretrizes para escolher e usar um pacote de software de análise dos dados qualitativos também são fornecidas, junto a princípios gerais para o uso de computadores na análise de dados. A seção final apresenta estratégias interpretativas para lidar com os desafios únicos de dados netnográficos.

Palavras-chave: CAQDAS, categorização, codificação, teoria indutiva, interpretação hermenêutica, indução, interpretação, análise de dados qualitativos

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO

DE DADOS QUALITATIVOS:

UMA BREVE VISÃO GERAL

Nesta seção, você aprenderá os fundamentos da análise de dados qualitativos e indução. A

netnografia envolve uma abordagem indutiva da análise de dados qualitativos. Análise significa o exame detalhado de um todo, decompondo-o em suas partes constituintes e comparando-as de diversas formas. De modo geral, a análise de dados abrange todo o processo de transformar os produtos coletados

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Medium 9788536317113

7. Base epistemológica: construção e compreensão de textos

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

Introdução à pesquisa qualitativa

7

Base epistemológica: construção e compreensão de textos

Texto e realidades, 83

O texto como concepção do mundo: construções de primeiro e segundo graus, 84

As construções sociais como pontos de partida, 85

A concepção do mundo no texto: mimese, 86

A mimese na relação entre a biografia e a narrativa, 88

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

entender que a relação entre as realidades sociais em estudo e a representação nos textos utilizados para estudá-las não constitui uma simples relação individualizada. reconhecer a existência de diferentes processos de construção social envolvidos. identificar a mimese como um conceito eficaz para a descrição destes processos. empregar isso a uma forma proeminente de pesquisa qualitativa.

No capítulo anterior, argumentou-se no sentido de que o verstehen, a referência a casos, a construção da realidade e a utilização de textos como material empírico constituem aspectos comuns da pesquisa qualitativa que se interpõem nas diferentes posturas teóricas. A partir desses aspectos, surgem várias questões. Como é possível entender-se o processo de construção da realidade social no fenômeno em estudo, mas também no processo de estudálo? Como a realidade é apresentada ou produzida no caso que é (re)construído para fins investigativos? Qual a relação entre

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Medium 9788580555707

Capítulo 2 - Cultura e Socialização

Richard T. Schaefer Grupo A PDF Criptografado

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CULTURA E SOCIALIZAÇÃO

O QUE É CULTURA?

DESENVOLVIMENTO DA CULTURA

AO REDOR DO MUNDO

VARIAÇÃO CULTURAL

LÍNGUA E CULTURA

NORMAS E VALORES

GUERRA CULTURAL GLOBAL

CULTURA E IDEOLOGIA DOMINANTE

CULTURA E SOCIALIZAÇÃO

SELF E SOCIALIZAÇÃO

AGENTES DE SOCIALIZAÇÃO

SOCIALIZAÇÃO E CURSO DA VIDA

Em maio de 2012, Mark Zuckerberg, fundador e principal executivo do Facebook, pegou um avião e foi a Manhattan promover a abertura de capital da sua empresa. Celebridade antes dos 30, Zuckerberg já fora a personalidade do ano da revista Time. Porém, em vez de ir devidamente trajado para impressionar os banqueiros de Wall Street, Zuckerberg apareceu de camiseta escura por baixo do seu indefectível moletom com capuz. Para um desavisado, Zuckerberg mais parecia um ciberpirata do que o dono de uma empresa de bilhões de dólares. No entender de um observador, Zuckerberg não iria mudar “só porque a empresa dele está abrindo o capital e ele está prestes a embolsar um zilhão de dólares” (McGregor, 2012).

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Medium 9788584290826

Capítulo 2 - Equipando-se para fazer pesquisa qualitativa

Robert K. Yin Grupo A PDF Criptografado

2

Equipando-se

Patrícia 1para fazer pesquisa

Sub qualitativa

Certas competências pessoais, incluindo a capacidade de administrar pesquisa de campo, também serão importantes para fazer pesquisa qualitativa.

Primordial entre as competências é ser capaz de “escutar” de maneira multimodal, e ao mesmo tempo saber fazer boas perguntas. Este capítulo trata dessas e de diversas outras competências. Ele também discute modos de praticar procedimentos de pesquisa antes de eles serem empregados em um estudo real, contribuindo ainda mais para a preparação de um pesquisador.

Como tema relacionado, e ao fazer qualquer pesquisa, um traço-chave é manter um código de ética. Associações profissionais de ciências sociais definiram códigos específicos que levarão à desejada integridade de pesquisa, e o presente capítulo sintetiza e discute esses códigos. Finalmente, associado à

ética de fazer pesquisa existe um procedimento formal mediante o qual estudos prospectivos precisam obter aprovação de uma comissão institucional de ética. O capítulo é concluído descrevendo-se o procedimento e alguns de seus desafios ao buscar-se aprovação para um estudo de pesquisa qualitativa.

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Grupo Almedina (3)
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Medium 9789724415598

Cap. l – FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

1Fundamentos Metodológicos§1[Conceito da sociologia e do «sentido» da acção social]Sociologia (na acepção aqui aceite desta palavra empregue com tão diversos significados) designará: uma ciência que pretende compreender, interpretando-a, a acção social e, deste modo, explicá-la causalmente no seu decurso e nos seus efeitos. Por «acção» deve entender-se um comportamento humano (quer consista num fazer externo ou interno, quer num omitir ou permitir), sempre que o agente ou os agentes lhe associem um sentido subjectivo. Mas deve chamar-se acção «social» aquela em que o sentido intentado pelo agente ou pelos agentes está referido ao comportamento de outros e por ele se orienta no seu decurso.1.  «Sentido» é aqui ou a) o sentido subjectivamente intentado de modo efectivo a) por um agente, num caso historicamente dado, ou b) por agentes, como média e de um modo aproximado numa determinada massa de casos, ou b) num tipo puro construído conceptualmente pelo agente ou pelos agentes pensados como tipo. Nunca se trata, decerto, de qualquer sentido objectivamente «justo» ou de um sentido «verdadeiro» metafisicamente fundado. Aqui radica a diferença entre as ciências empíricas da acção, a Sociologia e a História, face a todas as ciências dogmáticas – Jurisprudência, Lógica, Ética e Estética – que pretendem investigar nos seus objectos o sentido

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Medium 9789724415598

Cap. 2 – CONCEITO DE ACÇÃO SOCIAL

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

2Conceito de Acção Social1.  A acção social (inclusive a omissão ou tolerância) pode orientar-se pelo comportamento passado, presente ou esperado como futuro dos outros (vingança por ataques prévios, defesa do ataque presente, regras de defesa contra ataques futuros). Os «outros» podem ser indivíduos e conhecidos ou indeterminadamente muitos e de todo desconhecidos (o «dinheiro», por exemplo, significa um bem de troca que o agente admite no tráfico porque orienta a sua acção pela expectativa de que muitos outros, mas desconhecidos e indeterminados, estarão também, por seu turno, dispostos a aceitá-lo numa troca futura).2.  Nem toda a classe de acção – inclusive de acção externa –é «social», na acepção aqui estabelecida. Não o é a acção exterior quando se orienta simplesmente pelas expectativas da conduta de objectos materiais. O comportamento íntimo é acção social só quando se orienta pelo comportamento de outros. Não o é, por exemplo, a conduta religiosa quando permanece contemplação, oração solitária, etc. A actividade económica (de um indivíduo) só o é na medida em que toma em consideração o comportamento de terceiros. De um modo inteiramente geral e formal, pois, quando tem em conta o respeito por terceiros do seu próprio poder efectivo de disposição sobre bens económicos. Do ponto de vista material, quando, por exemplo, no consumo entra a consideração das futuras necessidades de terceiros e por elas se orienta o modo da «poupança» própria. Ou quando na produção se põe, como fundamento da sua orientação, a necessidade futura de terceiros, etc.43

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Medium 9789724415598

CONCEITOS SOCIOLÓGICOS FUNDAMENTAIS

Weber, Max Grupo Almedina PDF Criptografado

CONCEITOS SOCIOLÓGICOSFUNDAMENTAISObservação PreliminarO método destas definições introdutórias de conceitos, de que não se pode com facilidade prescindir, mas inevitavelmente abstractas e de efeito estranho à realidade, não pretende de modo algum ser novo.Pelo contrário, só deseja formular – como se espera – de modo mais conveniente e, porventura, mais correcto (justamente por isso talvez com algum pedantismo) o que toda a sociologia empírica intenta de facto, ao falar de coisas semelhantes. Isto também onde se empregam expressões aparentemente não habituais ou novas. Em contraste com o ensaio em Logos (IV, 1913, p. 253 ss.), a terminologia foi, sempre que possível, simplificada e, por isso, muitas vezes modificada para tornar fácil a sua compreensão na maior medida possível. Sem dúvida, a exigência de uma vulgarização incondicionada nem sempreé compatível com a de uma máxima precisão conceptual e deve, se for necessário, retroceder perante esta.

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Grupo Gen (130)
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Medium 9788522466023

Parte IV - 10 Desigualdade Social

FERREIRA, Delson Grupo Gen PDF Criptografado

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Desigualdade Social

10.1 ORIGEM E FUNDAMENTO DA DESIGUALDADE:

POBREZA E RIQUEZA

A pobreza e a riqueza existem nas sociedades as quais pressupõem que os bens oriundos da natureza e gerados pelo esforço do trabalho não são suficientes para satisfazer às necessidades vitais e sociais de todos os seus membros. A pobreza é, portanto, um conceito complexo: cruel para os que a têm vivenciado ao longo da história humana e relativa para os que a têm visto com parâmetros meramente econômicos ou politicas.

Indicador fundamental da desigualdade social, origina-se na distribuição desigual dos frutos da natureza e do trabalho e fundamenta-se na compreensão de que esse fato seja normal ou natural. Visto dessa forma, o problema da pobreza adquire dimensões históricas de longa duração: as sociedades da Antigilidade e da

Idade Média não a consideravam um problema social, vendo-a apenas como o resultado de uma condição naturalmente imposta pelo nascimento nas camadas da base da pirâmide social. As reflexões sobre as origens e os fundamentos da desigualdade surgiram no bojo do nascimento do mundo moderno e foram postas em pauta pelos primeiros pensadores burgueses, que buscaram compreender, explicar e justificar a continuidade de sua existência sob novas formas, fato que perdura até os dias atuais.

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Medium 9788521635406

Capítulo 22 - O capital comercial e o trabalho dos empregados do comércio

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

22

O Capital Comercial e o Trabalho dos

Empregados do Comércio*

Todo capital industrial deve, como já vimos, reconverter em dinheiro a mercadoria fabricada, e reconverter esse dinheiro em mais-valia em determinado tempo; em consequência, vender e adquirir sem cessar. Ele é em parte dispensado dessa atividade pelos comerciantes que operam com um capital independente.

Tome-se um comerciante que possua 3.000 libras. Com esse valor, ele adquire, por exemplo, a um fabricante 30.000 varas de tecidos de algodão. Revende essas 30.000 varas, com lucro de 10%. Com o dinheiro assim recebido, adquire de novo tecidos, que revende novamente; repete sem cessar esta operação de adquirir para vender, sem produzir no intervalo.

No que se refere ao fabricante de tecidos, recebeu em pagamento, com o dinheiro do comerciante, o valor de seu tecido e, com todas as circunstâncias anteriores iguais, ele pode, com esse dinheiro, resgatar fios, carvão, força de trabalho etc., e continuar sua produção.

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Medium 9788597021875

13 Teorias da Cultura

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves Grupo Gen ePub Criptografado

Evolucionismo cultural é uma das grandes linhas de pensamento ou “escolas” teóricas sobre a origem da cultura que surgiu no século XIX, tendo sido a primeira delas numa sequência histórica.

Para Winick (1969, p. 258), evolucionismo é a “teoria segundo a qual toda a vida e o universo se desenvolveram graças ao crescimento e às mudanças”.

O termo, que se insere no conceito de evolução, não é novo, pois os antigos gregos já o haviam empregado em suas enunciações.

Evolução cultural designa, segundo Leslie A. White (In SILVA, 1982, p. 443),

um processo temporal-formal, contínuo e geralmente acumulativo e progressivo, por meio do qual os fenômenos culturais sistematicamente organizados sofrem mudanças, uma forma ou estágio sucedendo ao outro.

Evolucionismo cultural seria, portanto, a aplicação da teoria geral da evolução ao fenômeno cultural. Nas Ciências Sociais, foi um princípio que norteou a interpretação dos fatos sociais, tendo-se expandido no meio científico por meio de inúmeras obras publicadas no final do século XIX.

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Medium 9788522478415

8 Religião e Magia

Marina de Andrade Marconi, Zélia Maria Neves Presotto Grupo Gen PDF Criptografado

Religião e Magia

8

A religião é um aspecto universal da cultura e, juntamente com a magia, tem despertado o interesse de vários cientistas, desde o século passado.

Todas as populações estudadas pelos antropólogos demonstraram possuir um conjunto de crenças em poderes sobrenaturais de alguma espécie. As sociedades, freqüentemente, desenvolvem normas de comportamento com a finalidade de se precaver contra o inesperado, o imprevisível, o desconhecido, e de estabelecer certo controle sobre as relações entre o homem e o mundo que o cerca.

As normas religiosas de comportamento baseiam-se nas incertezas da vida e variam muito de uma sociedade para outra. Entretanto, tornam-se mais evidentes nos momentos de crise, ou seja, nascimento, adolescência, casamento, enfermidade, fome, morte etc.

Por meio de cultos e rituais, públicos ou privados, os homens tentam conquistar ou dominar, pela oração, oferendas, sacrifícios, cantos, danças etc., a

área de seu universo não submetida à tecnologia.

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Medium 9788597018639

8 - Instituições sociais

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

8

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Instituições sociais

8.1 Conceito

Quando o ser humano nasce começa a aprender regras e procedimentos que deverão ser seguidos na vida em sociedade. À medida que a pessoa amadurece percebe que em todos os grupos que participa existem certas regras importantes, certos padrões que a sociedade considera fundamentais. As regras instituídas no passado podem sofrer mudanças devido à

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Capítulo 8

dinâmica da própria sociedade. Denominam-se Instituições Sociais, o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade. As instituições sociais servem principalmente como meio de gerenciar as demandas sociais, ou seja, elas se desenvolvem para trabalhar com as necessidades da sociedade. As instituições sociais servem também de instrumento de regulação e controle das atividades humanas (CERVA, 2006).

Berger & Berger (2004) têm uma posição muito interessante, vinculando a instituição

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