Manole (13)
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4. Felicidade não é bem que se mereça

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

4. F EL I CI DA D E N ÃO É B E M

QUE SE M E R EÇ A 1

Temos nos referido com insistência à felicidade em psicanálise,

como acabamos de fazer no capítulo precedente. Isso nos leva a aprofundar um pouco mais o tema, pois trata-se da felicidade possível diante do real, que se consegue em uma psicanálise, fora da moral tradicional do merecimento.

Felicidade é um tema mais comum nos livros de autoajuda, de livrarias de aeroporto, que assunto de psicanalistas. Ao contrário do sorriso bondoso que carregam os arautos da felicidade, os analistas apresentam-se normalmente com o ar de ceticismo daqueles que conhecem o desejo, a saber que alguma coisa sempre lhes estará faltando, mesmo se você ainda

1 Este capítulo foi apresentado no XVII Encontro Brasileiro do Campo

Freudiano, Rio de Janeiro, 21 a 23 nov. de 2008. Publicado em Opção lacaniana, n. 54, 2009, p. 55-9.

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não tiver descoberto. É o que faz, também, que cara de felicidade seja associada à tolice, enquanto cara fechada seja vista como sinal de seriedade.

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2. A psicanálise do homem desbussolado

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

2. A P S I CA N Á L I S E D O H O ME M

DES B US SO L A D O

Uma teoria abraça a paisagem de sua época, algumas vezes

para melhor, outras para pior. No caso de nosso estudo, a importância da responsabilidade face ao inconsciente só ficou mais evidente quando a organização do laço social do homem ocidental passou da chamada orientação industrial para um novo modelo, globalizado.

Essa passagem ocorreu desde meados do século xx até, principalmente, a virada do século xxi. Celebrada na obra de

Alvin Toffler (2007), A terceira onda, foi retomada por muitos, entre eles por Gilles Lipovetsky (2004), em seu livro Metamorfoses da cultura liberal. A importância do estudo de Toffler

é o fato de reelaborar a história da humanidade em termos econômicos e políticos, até chegar à atualidade.

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De acordo com Toffler (2007), podemos pensar em três ondas de transformações sociais que marcam a história da humanidade. Ele localiza a primeira onda há 3.000 anos, começando com o advento da agricultura. É quando alguém tem a ideia de semear e cultivar a terra. O homem, que é nômade e tribal, passa a se reunir em fazendas e viver em comunidades. Vão se formando assentamentos permanentes, cidades, e a vida urbana vai sendo organizada em torno dos camponeses. Assim, dá-se a transformação das populações nômades em colonos e fazendeiros. Depois, há cerca de 300 anos, começa a segunda onda de mudança, com o início da

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7. Responsabilidade: estar desabonado do inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

7. R ES P ON SA B I L I DA D E:

ES TA R DESA B O N A D O D O

IN CO N SCI E N TE

Os conceitos de Responsabilidade e Inconsciente pouco fo-

ram articulados pelos pós-freudianos. No entanto, defendemos aqui que sua articulação é fundamental à psicanálise na medida em que constitui sua ética, realçada por Jacques Lacan.

Nos capítulos iniciais deste trabalho, mostramos como Freud responsabilizava o sujeito através da assunção do conteú­do inconsciente, que assim descobria-se dividido, castrado.

Há em Freud (1925/1976, p. 163) uma referência especialmente significativa sobre essa forma de responsabilidade, em um artigo que contém o termo no próprio título: “Responsabilidade moral pelo conteúdo dos sonhos”. Nesse escrito, ele não detalha em que consiste a responsabilidade proporcionada pelo seu trabalho analítico, mas aponta de forma sufi14 1

cientemente clara que a responsabilidade implicada em uma análise inclui a responsabilidade que o ego reconhece – ou seja, a responsabilidade comunicável, moral, social ou jurídica

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Conclusão

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

CO N CLUSÃO

CONSEQUÊNCIAS

O que podemos extrair dessas propostas? Primeiramente, que o contato humano implica responsabilidade: como o significante excede o sentido, seu uso requer que suportemos a novidade que ele propicia. O maior contato humano proporcionado pela globalização implica maior responsabilidade, e o tema ganha relevo hoje, conforme são desvalorizadas as “desculpas” encontradas nos saberes que nos são fornecidos pela tradição e pela ciência – que se desgastam como “lugares-comuns”.

Sendo assim, há uma responsabilidade social que opera em função de sermos seres falantes e que não depende sequer da responsabilidade jurídica (adstrita às situações em que há imputação normativa).

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Além disso, a mudança de valores sociais não implica irresponsabilidade. Se já não implica dentro do direito – como se pode pensar e como vimos, desde Kelsen (1998) –, tampouco implica aspectos da vida que passam longe do direito. A responsabilidade é pelo significante dissociado da significação, o significante feito letra, que toca o corpo, como trabalhamos no capítulo 3 – no ponto capitonê – e como há pouco foi definido em uma citação de Jacques Lacan. A responsabilidade

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1. O princípio responsabilidade e o inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

1. O P R I N C Í P I O

RE S P ON SA B I L I DA D E E O

IN CON SCIE N TE

A psicanálise nasceu e estabeleceu-se com a teoria do trau-

ma passado e, por isso, o tratamento analítico foi definido por

Freud como sendo a cura da memória. Geralmente, a pessoa procura um analista por estar acometida de algum mal-estar que a impede de atingir seus objetivos. O analista a recebe baseado na hipótese de que se algo vai mal, é porque alguma passagem da história de vida da pessoa agora é um empecilho, funcionando como um locus minori resistentiae, um fator constante de entrave: o trauma – a ser removido pela análise.

A expressão “cura da memória” está diretamente associada a essa forma de compreender o sofrimento.

Ao longo de seu ensino, Freud teve posições diferentes na compreensão do acontecimento traumático. A primeira está

1

relatada na Carta 69, de 21 de setembro de 1897, enviada a Wilhelm Fliess. Até aquele momento, ele havia considerado que acontecimentos objetivos da vida ficariam marcados na pessoa, tais quais cicatrizes psíquicas, determinando, daí em diante, disfunções expressas em sintomas. Na Carta

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Grupo Gen (490)
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Capítulo 34 - Aspectos da Delinquência Juvenil

WINNICOTT, D.W. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 34

Aspectos da Delinquência Juvenil

A juvenil é um vasto e complexo tema, mas tentarei dizer algo muito simples acerca das crianças antissociais delinquência

e da relação entre a delinquência e uma vida familiar plena de carências.

Sabemos que, na investigação sobre diversos alunos de uma escola aprovada, o diagnóstico pode variar entre o normal (ou sadio) e o esquizofrênico. Contudo, algo existe que une todos os delinquentes. O que é?

Numa família normal, um homem e uma mulher, marido e esposa, assumem responsabilidade conjunta pelos filhos. Nascem os bebês, a mãe (apoiada pelo pai) cria cada um dos filhos, estudando a personalidade de cada, enfrentando o problema pessoal de cada, na medida em que afete a sociedade em sua menor célula, a família e o lar.

Como é uma criança normal? Come, cresce e sorri com meiguice? Não, ela não é assim. Uma criança normal, quando tem confiança no pai e na mãe, provoca constantes sobressaltos.

No decorrer do tempo, procura exercer o seu poder de desunião, de destruição, tenta amedrontar, cansar, desperdiçar, seduzir e apropriar-se das coisas. Tudo o que leva as pessoas aos tribunais

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Capítulo 31 - Timidez e Perturbações Nervosas nas Crianças

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CAPÍTULO 31

Timidez e Perturbações Nervosas nas Crianças

É do médico atender, no momento pelo menos, às necessidades individuais de um paciente – o paciente que lhe foi missão

levado à consulta. Um médico, portanto, não é talvez a pessoa mais indicada para falar a professores, dado que estes praticamente nunca dispõem de uma oportunidade para confinar suas atenções a uma só criança de cada vez. Frequentemente, devem sentir o desejo de fazer o que lhes parece excelente por uma criança e, entretanto, refreiam-se por temor de causar perturbações no grupo como um todo.

Isto não significa, porém, que o professor não esteja interessado no estudo individual das crianças a seu cuidado, e o que um médico pode dizer talvez os leve a ver um pouco mais claramente o que sucede quando, por exemplo, uma criança é tímida ou fóbica. Uma crescente compreensão pode levar a uma inquietação atenuada e uma melhor orientação, mesmo quando poucos conselhos diretos possam ser dados.

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Capítulo 23 - A Criança e o Sexo

WINNICOTT, D.W. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 23

A Criança e o Sexo

A

inda há bem pouco tempo, pensava-se ser mau ligar sexo com “inocência” infantil. Atualmente, o que é preciso é uma descrição meticulosa. Como ainda se desconhece muita coisa, ao estudioso recomenda-se que prossiga nas investigações

à sua própria maneira e se quiser ler em vez de realizar observações deixai-o ler as descrições feitas por inúmeros e diferentes autores, não olhando para este ou para aquele como o porta-voz da verdade. Este capítulo não constitui a venda em varejo de um conjunto de teorias compradas por atacado;

é uma tentativa para articular em poucas palavras uma descrição pessoal da sexualidade infantil, baseada em meu treino e experiência como pediatra e psicanalista. O tema é vasto e não pode confinar-se aos limites de um capítulo sem sofrer alguma deformação.

Ao examinarmos qualquer aspecto da psicologia infantil, será útil recordar que todos nós fomos crianças. Em cada observador adulto alberga-se toda a memória de sua infância e adolescência, tanto a fantasia como a realidade, segundo como tenha sido apreciada na época. Muito foi esquecido, mas nada está perdido. Que melhor exemplo poderia dirigir a atenção para os vastos recursos do inconsciente!

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Capítulo 17 - E o Pai?

WINNICOTT, D.W. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 17

E o Pai?

N

o decorrer do meu trabalho, muitas mães têm debatido comigo a questão: E o pai? Suponho ser um fato claro para todo mundo que, em tempos normais, depende da atitude que a mãe tome, o pai acabar ou não por conhecer o seu bebê.

Há todo um rosário de motivos pelos quais é difícil para um pai participar na criação do seu filho pequeno. Para começar, raramente estará em casa quando o bebê está acordado.

Mas, muitas vezes, mesmo quando o pai está em casa, a mãe acha um pouco difícil saber quando utilizar seu marido ou quando desejar que ele saia do caminho. Sem dúvida, é com frequência muito mais simples deitar o bebê antes que o pai chegue, assim como é boa ideia ter as lavagens prontas e a refeição preparada. Mas muitas mães concordarão, baseadas na própria experiência, que constitui uma grande ajuda na relação entre pessoas casadas que elas compartilhem, cotidianamente, os pequenos detalhes que parecem idiotas para os que veem o problema de fora, mas que se revestem de uma tremenda importância, na época, tanto para os pais como para a criança. E quando o bebê cresce, a riqueza de detalhes aumenta, tornando cada vez mais profundo o vínculo entre o pai e a mãe.

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Capítulo 12 - O Desmame

WINNICOTT, D.W. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 12

O Desmame

N altura, você já me conhece o suficiente para não esperar que eu lhe diga exatamente como e quando desmamar esta

o bebê; existem vários métodos bons e você poderá receber conselhos do médico de família ou do pediatra. O que pretendo fazer é falar do desmame de modo geral, para ajudá-la a compreender o que está fazendo, seja qual for o método que venha a adotar.

O fato é que a maioria das mães não tem qualquer dificuldade. Por quê?

A principal coisa é que a amamentação correu bem. O bebê teve realmente alguma coisa de que deve agora ser afastado.

Não se pode privar uma pessoa de qualquer coisa que ela nunca teve.

Recordo-me perfeitamente de uma ocasião, quando eu era menino, em que me autorizaram a comer tantas framboesas com creme quantas eu pudesse. Foi uma experiência maravilhosa.

Agora, dá-me muito mais prazer a recordação dessa experiência do que comer framboesas. Talvez você possa recordar também algo parecido com isso.

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Grupo Almedina (8)
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Medium 9788562938108

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Organizando didaticamente, diria que podemos dividir o período pós-separação, quando bem-sucedido, ou seja, com uma elaboração emocional efetiva, basicamente em duas etapas:

Na primeira, sofre-se pelas perdas, rejeições e inseguranças do presente, que têm raízes no passado, como já vimos anteriormente.

E a dor vivenciada costuma ser imensa.

Na segunda, ocorre um movimento de crescimento, amadurecimento, incluindo a desassociação das carências e inseguranças com a separação, com consequente diminuição do sofrimento e, claro, aumento da segurança, bem-estar e capacidade de relacionamento.

Esta divisão tem objetivo puramente didático, porque, na vivência, o que ocorre é uma mescla das duas fases, um ir adiante e um retroceder, alternando os diferentes momentos do processo de separação de casais.

Também pude observar em alguns indivíduos, após a separação, uma extensão da estratégia de ocupação já abordada no tópico sobre concretização da separação (quando a pessoa, logo após a ruptura,

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5. Concretização da Separação e a Participaçãodo Advogado

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

5. Concretização da Separação e a Participação do Advogado

Voltamos agora a abordar o momento em que a ilusão do amparo propiciado pelo casamento se desfaz, quando se encara a relação falida sem “tapar o sol com a peneira”. O momento em que aquela decisão de se separar tomada mil vezes e nunca concretizada passa a ser pragmatizada.

Trata-se da etapa em que todas as já citadas resistências foram vencidas e se concluiu e aceitou que o casamento acabou, sendo necessário efetuar a separação concreta, ou seja, da casa, dos bens, dos filhos, do cachorro...

Em geral, nessa etapa, busca-se a oficialização do rompimento por intermédio de um advogado. Com base nos acompanhamentos que fiz de casais em processo de separação, afirmo que é importante a busca desse profissional, porque os bens concretos, o patrimônio e a guarda dos filhos costumam entrar em cena como elementos de barganha, argumentos de chantagem emocional ou como instrumentos para deixar o outro endividado. Esse uso manipulativo (ainda que

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4. Quando o Processo se Dirigepara a Manutenção do Casamento

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

4. Quando o Processo se Dirige para a Manutenção do Casamento

Numa separação didática, temos basicamente três tipos de manutenção de casamento pós-crise.

Sobre o primeiro já vimos bastante até aqui, quando explanei sobre as resistências a terminar o casamento e a respeito da não concretização da separação. É quando não ata nem desata e a relação disfuncional se torna crônica.

O segundo se refere a crises passageiras, reativas às vivências traumáticas.

E o terceiro ocorre quando a crise, embora difícil, se resolve com a reconfiguração do casamento, num processo extremamente complexo, em geral acompanhado de um trabalho psicoterapêutico

(Ufa! O prezado leitor há de concordar que parece um alívio abordar esses casos em que a crise mesmo com luta, é superada a contento).

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casamento e separação

4.1 Manutenção do Vínculo Disfuncional

O primeiro tipo, portanto, caracteriza-se pela manutenção do casamento de casais disfuncionais, optando-se pela continuidade do vínculo neurótico, perpetuando-se o sofrimento inerente a essa escolha ou recorrendo-se a mecanismos de defesa para aliviar a dor, como uma espécie de anestesia ou distanciamento.

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6. Separação Emocional

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6. Separação Emocional

Já sabemos que a concretização formal do término do casamento não é o final do processo de separação. Como adiantei acima, chegará o momento em que o conteúdo emocional não resolvido vai cobrar seu espaço e voltar à cena, exigindo atenção e elaboração.

Será necessário que ocorra essa elaboração para que haja um final feliz, definido aqui como resolução individual das pendências emocionais, que trará o ganho da tranquilidade e a retomada da realização, num novo formato de vida.

Constatei, em muitos pacientes recém-separados, uma enorme frustração em relação à expectativa do fim do sofrimento com a concretização da separação. As pessoas relatavam que esperavam (após decidir se separar) sentir um alívio imediato após a ruptura, na medida em que, estando livres do outro, não vivenciavam mais as brigas nem as hostilidades (ou pelo menos podiam evitá-las, já que não moravam mais na mesma casa). No entanto, percebiam que estavam insatisfeitas, às vezes deprimidas ou até pensando muito no outro.

E diziam inconformadas: “Como assim? Por que não me sinto livre,

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3. Resistências que Impedem a Evolução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

3. Resistências que Impedem a Evolução

No decorrer de minha prática clínica, pude observar algumas formas de resistência que dificultam a resolução dos conflitos, perpetuando a crise numa dolorosa patinação que impede que se vá a qualquer direção. Trata-se, portanto, de uma impossibilidade no des-envolvimento da crise conjugal.

Retomando aqui a forma como estou utilizando a palavra “desenvolvimento”: ao abordar um problema precisamos nos distanciar um pouco, de forma a diminuirmos nosso envolvimento com ele, envolvimento este que impede uma percepção mais nítida e trava o encaminhamento de soluções (para ter uma imagem concreta do que estou falando, basta aproximar um objeto dos olhos para constatar a perda de clareza da visão desse objeto. Para enxergarmos bem, precisamos de uma distância razoável, que possibilite o foco da visão). Assim, para se desenvolver, muitas vezes se faz necessário se des-envolver.

Com frequência, a pessoa se recusa a enxergar sua responsabilidade nas dificuldades conjugais, adotando uma postura acusatória em relação ao parceiro, o que impede a mudança de suas próprias

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Grupo A (70)
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Capítulo 13 - Desenvolvimento psicossocial na terceira infância

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

13

DESENVOLVIMENTO

PSICOSSOCIAL NA

Martorell_13.indd 254

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256 O self em desenvolvimento

O QUE VEM POR AÍ

257 A criança na família

264 A criança entre seus pares

“Estou no quarto ano”, diz Emily. “Moro com minha mãe e meu irmão, e meu pai mora em outra casa. Gosto de brincar com meus amigos, sou boa em natação e gosto de gatos. Sou engraçada e brincalhona. Acho que ajudo em casa, mas minha mãe diz que isso é mentira.”

Emily, de 8 anos, é uma menina típica de sua idade. Neste capítulo, mapeamos a riqueza e a variedade das vidas social e emocional de crianças em idade escolar como Emily. Observamos como a criança desenvolve um conceito mais realista de si mesma e adquire mais competência, autossuficiência e controle emocional. O contato com seus pares permite que faça descobertas sobre suas próprias atitudes, seus valores e suas habilidades. Mesmo assim, a família continua a ter uma influência fundamental. A vida da criança é afetada não apenas pelo modo como os pais encaram a criação dos filhos, mas também pelo fato de os pais trabalharem ou não, pelo tipo de trabalho que realizam, pelas condições socioeconômicas (CSE) da família e por sua estrutura ou composição.

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Capítulo 5 - Desenvolvimento físico e saúde de 0 a 3 anos

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

5

DESENVOLVIMENTO FÍSICO

E

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SAÚDE DE 0 A 3

12/12/13 09:03

O QUE VEM POR AÍ

102 Crescimento e desenvolvimento físico inicial

104 O cérebro e o comportamento reflexo

107 Capacidades sensoriais iniciais

108 Desenvolvimento motor

112 Saúde

Quando William nasceu, ele tinha 50 cm e pesava 3.400 g.

Apresentava pequenos repentes de sono na maior parte do dia e da noite e chorava quando precisava ser alimentado, mudado ou acalmado. Durante os 12 meses seguintes,

William cresceu quase 25 cm e ganhou 9 kg. Embora não caminhasse sozinho quando completou 1 ano, ele era capaz de ficar de pé ou atravessar a sala apoiando-se em alguma coisa ou, quando motivado, arrastar-se com incrível rapidez.

Usando gestos, tais como esticar os braços quando queria ser pego, e um pequeno vocabulário de elocuções de uma palavra, William era capaz de comunicar suas necessidades e seus desejos. Para alívio de seus pais, ele agora dormia a noite inteira e tirava duas sonecas curtas durante o dia.

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Capítulo 2 - Concepção, hereditariedade e ambiente

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

2

CONCEPÇÃO,

HEREDITARIEDA

Martorell_02.indd 44

12/12/13 16:53

46 Concepção e infertilidade

O QUE VEM POR AÍ

49 Mecanismos de hereditariedade

52 Anormalidades genéticas e cromossômicas

56 Estudando a influência da hereditariedade e do ambiente

59 Características influenciadas pela hereditariedade e pelo ambiente

Antes de se casarem, Tania e Paul falaram sobre ter filhos um dia, mas concordaram em esperar até que tivessem segurança emocional e financeira como casal antes de iniciarem uma família. Depois de três anos de casamento, eles decidiram que estavam prontos para serem pais. Tania observou atentamente o calendário, contando os dias depois de cada período menstrual para aproveitar a “janela fértil”. Como, depois de dois meses, ela ainda não tinha engravidado, perguntou-se o que poderia ter dado errado. O que ela e Paul não se deram conta é que, embora uma mulher geralmente seja fértil entre o 6o e o 12o dia do ciclo menstrual, o momento de ocorrência da janela fértil pode ser imprevisível (Wilcox,

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Capítulo 3 - Gravidez e desenvolvimento pré-natal

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

3

GRAVIDEZ

E DESENVOLVIMENTO

Martorell_03.indd 64

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66 Estágios do desenvolvimento pré-natal

O QUE VEM POR AÍ

70 Influências no desenvolvimento pré-natal

76 Monitorando o desenvolvimento pré-natal

Em 1971, o escritor Michael Dorris adotou um menino sioux cuja mãe consumiu muita bebida alcoólica durante a gravidez. O menino, Abel, era pequeno para sua idade, não fora instruído no que se refere à higiene e só sabia falar 20 palavras. Dorris estava convencido de que, com um ambiente favorável, a jovem criança poderia se recuperar. Infelizmente, o dano tinha sido grande demais. Aos 4 anos, Abel ainda usava fraldas e pesava apenas 12 quilos. Ele não conseguia se lembrar do nome de seus amigos, era hiperativo e tinha convulsões graves inexplicáveis. Quando entrou na escola de ensino fundamental, ele teve dificuldade para aprender tarefas como contar ou identificar cores primárias, e testes revelaram que ele tinha um quociente de inteligência (QI) na faixa de 60. Embora posteriormente tenha aprendido a ler e a escrever, nunca aprendeu a somar, subtrair, contar dinheiro ou a realizar outras tarefas essenciais da vida diária.

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Capítulo 12 - Desenvolvimento cognitivo na terceira infância

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

12

DESENVOLVIMENTO

COGNITIVO NA

Martorell_12.indd 234

12/12/13 16:51

O QUE VEM POR AÍ

236 Abordagem piagetiana: a criança no estágio do pensamento operatório concreto

238 Abordagem do processamento de informações: atenção, memória e planejamento

239 Abordagem psicométrica: avaliação da inteligência

242 Linguagem e alfabetização

244 A criança na escola

“Como será minha nova professora?” Amira, de 6 anos, pensa sobre isso enquanto sobe as escadas de sua escola, encolhendo seus pequenos ombros entre as alças de sua nova mochila floreada e puxando seu cabelo curto para trás das orelhas. “Será que o trabalho vai ser difícil? Que outras crianças vão gostar de mim? Do que vamos brincar no recreio?” Amira para diante da entrada da frente, respira fundo e entra. “Tomara que eu goste da escola de verdade”, ela diz suavemente.

Assim como Amira, a maioria das crianças chega à primeira série com uma mistura de avidez e ansiedade. O primeiro dia da escola é um marco – um sinal dos avanços desenvolvimentistas que possibilitam esse novo status. Neste capítulo, examinamos os avanços cognitivos durante os primeiros 5 a

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Grupo A (3084)
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Capítulo 9 - A arte de escrever a história cognitiva

James R. Flynn Grupo A PDF Criptografado

9

A ARTE DE ESCREVER

A HISTÓRIA COGNITIVA

Como diz o prefácio, a publicação desta edição permite a oportunidade de expandir certos temas e, mais importante, de esclarecer que tipo de livro é este. Não sou o primeiro a escrever uma história da cognição. Oesterdiekhoff escreveu sobre a transição das mentes de indivíduos pré-industriais para a mente moderna. Ele também acaba de traduzir um de seus trabalhos seminais para que, pela primeira vez, estudiosos de língua inglesa possam compreender a interpretação piagetiana dos ganhos de QI desde a revolução industrial (Oesterdiekhoff, 2008).

Todavia, até onde sei, este livro é a primeira tentativa de escrever a história cognitiva de uma nação específica no século XX com base em uma análise detalhada de tendências diferenciais em uma variedade de testes e subtestes de QI. Podemos escrever uma história cognitiva com base apenas nos efeitos da educação formal, na ascensão da cultura visual, e assim por diante; mas, sem dados de QI, esse livro certamente não compreenderia certas características que diferenciam nossas mentes das de nossos ancestrais. E como temos os dados de QI, existem paradoxos que devem ser resolvidos. Por outro lado, o fato de as tendências nos testes de QI terem sido os artefatos que, pelo menos inicialmente, deram início à minha tarefa como historiador teve um sentido dúbio. Os testes de QI são instrumentos de mensuração. Portanto, criam uma barreira singular entre meu livro e os psicometristas. Eles estão acostumados a usar testes de QI como medidas da inteligência, ou g, e não a usá-los como matéria-prima da história. Desse modo, tentarei distinguir a arte de escrever história da ciência da mensuração.

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Capítulo 12 - O grupo avançado

Irvin D. Yalom; Molyn Leszcz Grupo A PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

275

12

O grupo avançado

Quando um grupo atinge um grau de maturidade e estabilidade, ele deixa de apresentar estágios de desenvolvimento familiares e facilmente descritos. Inicia-se o rico e complexo processo de trabalho, e os principais fatores terapêuticos que descrevi anteriormente atuam com maior força e efetividade. Gradualmente, os membros envolvem-se de maneira mais profunda no grupo e usam a interação do grupo para abordar as questões que os trouxeram à terapia. O grupo avançado caracterizase pela capacidade crescente de reflexão, autenticidade, auto-revelação e feedback dos membros.1 Assim, é impossível formular diretrizes metodológicas específicas para todas as contingências. De um modo geral, o terapeuta deve tentar estimular o desenvolvimento e a operação dos fatores terapêuticos. A aplicação dos princípios básicos do papel e da técnica do terapeuta a eventos específicos do grupo e à terapia de cada paciente (conforme discutido nos Capítulos 5, 6 e 7) constitui a arte da psicoterapia e, por isso, não existe substituto para a experiência clínica, leitura, supervisão e intuição.

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Capítulo 7 - O terapeuta: transferência e transparência

Irvin D. Yalom; Molyn Leszcz Grupo A PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

167

7

O terapeuta: transferência e transparência

Após termos discutido os mecanismos da mudança terapêutica na terapia de grupo, as tarefas do terapeuta e as técnicas pelas quais o terapeuta realiza essas tarefas, volto-me neste capítulo do que o terapeuta deve fazer no grupo para como o terapeuta deve ser. Você, como terapeuta, desempenha algum papel? Até que ponto você é livre para ser você mesmo? O quanto você pode ser “honesto”? Quanta transparência você pode se permitir?

Qualquer discussão sobre a liberdade do terapeuta deve começar com a transferência, que pode ser uma ferramenta terapêutica efetiva ou um conjunto de obstáculos que impedem seus movimentos. Em seu primeiro e extraordinariamente presciente ensaio sobre psicoterapia (no capítulo final de Estudos sobre a histeria, 1895), Freud observou diversos impedimentos possíveis à formação de um bom relacionamento de trabalho entre o paciente e o terapeuta.1 A maioria poderia ser resolvida facilmente, mas um deles vinha de fontes mais profundas e resistia às tentativas de bani-lo do trabalho terapêutico. Freud chamou esse impedimento de transferência, pois consistia de atitudes para com o terapeuta que haviam sido

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Capítulo 5 - O terapeuta: tarefas básicas

Irvin D. Yalom; Molyn Leszcz Grupo A PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

107

5

O terapeuta: tarefas básicas

Agora que consideramos a maneira como as pessoas mudam na terapia de grupo, é hora de analisar o papel do terapeuta no processo terapêutico. Neste capítulo, considero as tarefas básicas do terapeuta e as técnicas pelas quais podem ser realizadas.

Os quatro capítulos anteriores sustentam que a terapia é um processo complexo que é composto de fatores elementares entrelaçados de maneira intricada. O trabalho do terapeuta de grupo é criar o equipamento da terapia, colocá-lo em ação e mantê-lo operando com efetividade máxima. Às vezes, penso no grupo de terapia como um dínamo enorme: o terapeuta mergulha no interior – trabalhando, experimentando, interagindo (e sendo influenciado pessoalmente pelo campo energético). Em outros momentos, ele veste roupas de mecânico e conserta o exterior, lubrificando, apertando porcas e parafusos, substituindo peças.

Antes de nos voltarmos a tarefas e técnicas específicas, eu gostaria de enfatizar algo ao qual retornarei muitas vezes nas próximas páginas. Subjacente a todas as considerações técnicas, deve haver um relacionamento consistente e positivo entre o terapeuta e o paciente. A postura básica do terapeuta com o paciente deve ser de interesse, aceitação, genuinidade, empatia. Nada, nenhuma consideração técnica, tem precedência sobre essa atitude. É claro que há momentos em que o terapeuta desafia o paciente, demonstra frustração e até sugere que, se não estiver disposto a trabalhar, o paciente deve pensar em deixar o grupo. Contudo, es-

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Capítulo 7 - E se os ganhos acabarem?

James R. Flynn Grupo A PDF Criptografado

7

E SE OS GANHOS

ACABAREM?

Um sábio tem a capacidade de chegar a conclusões sólidas sobre...o que conduz

à boa vida.

(Aristóteles, Ethics, vi, 1094b, 25-28)

Não existe razão para crer que os ganhos no QI continuarão para sempre.

Talvez existam poucos que não tenham absorvido a linguagem da ciência no grau que podem. A tendência atual de uma razão maior de adultos por crianças no lar pode mudar, e uma redução maior na taxa de natalidade provavelmente será compensada por um aumento no número de lares uniparentais. Deve haver um ponto de saturação em nossa disposição para sermos desafiados por atividades conceitualmente mais difíceis no trabalho e no lazer. Embora os ganhos ainda sejam robustos nos Estados Unidos, o QI parou de aumentar na

Escandinávia (Flynn e Weiss, no prelo; Schneider, 2006). Talvez a Escandinávia seja mais avançada que os Estados Unidos, e suas tendências se tornem universais, pelo menos nas nações desenvolvidas.

A consequência mais óbvia do final dos ganhos no QI seria que parariam de matar pessoas no corredor da morte. Se não houvesse ganhos por

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