Manole (13)
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4. Felicidade não é bem que se mereça

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

4. F EL I CI DA D E N ÃO É B E M

QUE SE M E R EÇ A 1

Temos nos referido com insistência à felicidade em psicanálise,

como acabamos de fazer no capítulo precedente. Isso nos leva a aprofundar um pouco mais o tema, pois trata-se da felicidade possível diante do real, que se consegue em uma psicanálise, fora da moral tradicional do merecimento.

Felicidade é um tema mais comum nos livros de autoajuda, de livrarias de aeroporto, que assunto de psicanalistas. Ao contrário do sorriso bondoso que carregam os arautos da felicidade, os analistas apresentam-se normalmente com o ar de ceticismo daqueles que conhecem o desejo, a saber que alguma coisa sempre lhes estará faltando, mesmo se você ainda

1 Este capítulo foi apresentado no XVII Encontro Brasileiro do Campo

Freudiano, Rio de Janeiro, 21 a 23 nov. de 2008. Publicado em Opção lacaniana, n. 54, 2009, p. 55-9.

85

não tiver descoberto. É o que faz, também, que cara de felicidade seja associada à tolice, enquanto cara fechada seja vista como sinal de seriedade.

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2. A psicanálise do homem desbussolado

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

2. A P S I CA N Á L I S E D O H O ME M

DES B US SO L A D O

Uma teoria abraça a paisagem de sua época, algumas vezes

para melhor, outras para pior. No caso de nosso estudo, a importância da responsabilidade face ao inconsciente só ficou mais evidente quando a organização do laço social do homem ocidental passou da chamada orientação industrial para um novo modelo, globalizado.

Essa passagem ocorreu desde meados do século xx até, principalmente, a virada do século xxi. Celebrada na obra de

Alvin Toffler (2007), A terceira onda, foi retomada por muitos, entre eles por Gilles Lipovetsky (2004), em seu livro Metamorfoses da cultura liberal. A importância do estudo de Toffler

é o fato de reelaborar a história da humanidade em termos econômicos e políticos, até chegar à atualidade.

25

De acordo com Toffler (2007), podemos pensar em três ondas de transformações sociais que marcam a história da humanidade. Ele localiza a primeira onda há 3.000 anos, começando com o advento da agricultura. É quando alguém tem a ideia de semear e cultivar a terra. O homem, que é nômade e tribal, passa a se reunir em fazendas e viver em comunidades. Vão se formando assentamentos permanentes, cidades, e a vida urbana vai sendo organizada em torno dos camponeses. Assim, dá-se a transformação das populações nômades em colonos e fazendeiros. Depois, há cerca de 300 anos, começa a segunda onda de mudança, com o início da

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7. Responsabilidade: estar desabonado do inconsciente

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7. R ES P ON SA B I L I DA D E:

ES TA R DESA B O N A D O D O

IN CO N SCI E N TE

Os conceitos de Responsabilidade e Inconsciente pouco fo-

ram articulados pelos pós-freudianos. No entanto, defendemos aqui que sua articulação é fundamental à psicanálise na medida em que constitui sua ética, realçada por Jacques Lacan.

Nos capítulos iniciais deste trabalho, mostramos como Freud responsabilizava o sujeito através da assunção do conteú­do inconsciente, que assim descobria-se dividido, castrado.

Há em Freud (1925/1976, p. 163) uma referência especialmente significativa sobre essa forma de responsabilidade, em um artigo que contém o termo no próprio título: “Responsabilidade moral pelo conteúdo dos sonhos”. Nesse escrito, ele não detalha em que consiste a responsabilidade proporcionada pelo seu trabalho analítico, mas aponta de forma sufi14 1

cientemente clara que a responsabilidade implicada em uma análise inclui a responsabilidade que o ego reconhece – ou seja, a responsabilidade comunicável, moral, social ou jurídica

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Conclusão

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

CO N CLUSÃO

CONSEQUÊNCIAS

O que podemos extrair dessas propostas? Primeiramente, que o contato humano implica responsabilidade: como o significante excede o sentido, seu uso requer que suportemos a novidade que ele propicia. O maior contato humano proporcionado pela globalização implica maior responsabilidade, e o tema ganha relevo hoje, conforme são desvalorizadas as “desculpas” encontradas nos saberes que nos são fornecidos pela tradição e pela ciência – que se desgastam como “lugares-comuns”.

Sendo assim, há uma responsabilidade social que opera em função de sermos seres falantes e que não depende sequer da responsabilidade jurídica (adstrita às situações em que há imputação normativa).

1 57

Além disso, a mudança de valores sociais não implica irresponsabilidade. Se já não implica dentro do direito – como se pode pensar e como vimos, desde Kelsen (1998) –, tampouco implica aspectos da vida que passam longe do direito. A responsabilidade é pelo significante dissociado da significação, o significante feito letra, que toca o corpo, como trabalhamos no capítulo 3 – no ponto capitonê – e como há pouco foi definido em uma citação de Jacques Lacan. A responsabilidade

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1. O princípio responsabilidade e o inconsciente

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1. O P R I N C Í P I O

RE S P ON SA B I L I DA D E E O

IN CON SCIE N TE

A psicanálise nasceu e estabeleceu-se com a teoria do trau-

ma passado e, por isso, o tratamento analítico foi definido por

Freud como sendo a cura da memória. Geralmente, a pessoa procura um analista por estar acometida de algum mal-estar que a impede de atingir seus objetivos. O analista a recebe baseado na hipótese de que se algo vai mal, é porque alguma passagem da história de vida da pessoa agora é um empecilho, funcionando como um locus minori resistentiae, um fator constante de entrave: o trauma – a ser removido pela análise.

A expressão “cura da memória” está diretamente associada a essa forma de compreender o sofrimento.

Ao longo de seu ensino, Freud teve posições diferentes na compreensão do acontecimento traumático. A primeira está

1

relatada na Carta 69, de 21 de setembro de 1897, enviada a Wilhelm Fliess. Até aquele momento, ele havia considerado que acontecimentos objetivos da vida ficariam marcados na pessoa, tais quais cicatrizes psíquicas, determinando, daí em diante, disfunções expressas em sintomas. Na Carta

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Grupo Gen (426)
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Medium 9788527731232

25 - Relações de Gênero | Ontem e Hoje

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF Criptografado

25

Relações de Gênero |

Ontem e Hoje

Mônica Saldanha e Marcelo Toniette

Pontos-chave:

• Mais do que conhecer os conceitos e proposições que hoje integram os estudos sobre sexo e gênero, compreender sua história, seus percalços e transformações nos possibilita vislumbrar as tensões que fazem parte do imaginário social no que toca à nossa existência enquanto sujeitos “gendrados”

• Encontrar modos de equalizar os saberes e as ações para desconstruir as categorias e hierarquias sociais parece o maior desafio nesta etapa dos estudos de gênero. E é com este espírito que os autores retomam os saberes de ontem e de hoje, na busca de uma teoria-prática transformadora.

Introdução

Este capítulo tem como desafio introduzir os estudos sobre gênero, um dos temas mais atuais e controversos do universo da sexualidade. Apresentarse-ão sua evolução histórica, a construção do seu conceito e sua relação com o sexo, as implicações sociais e políticas que advêm dele e, por fim, as perspectivas mais atuais acerca da diversidade. Buscou-se demonstrar as mais diferentes visões do gênero, sem deixar de lado nenhum dos aspectos dessa intrincada e múltipla malha de relações que vem sendo redefinida ao longo do último ­século.

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5 - Sexualidade na Infância

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF Criptografado

5

Sexualidade na Infância

Maria Aparecida Nunes Fontana, Fernanda Guadagnin e Alessandra Diehl

Pontos-chave:

• O comportamento sexual na infância ocorre em 42 a 73% das crianças

• Crianças sexualmente saudáveis são aquelas que se sentem bem com o seu próprio corpo, compreendem a importância da nudez e da privacidade, respeitam os membros da família e outras crianças, assim como as várias diferenças (raça, etnia, gênero, orientação sexual), sentem-se à vontade para fazer perguntas, entendem noções de higiene pessoal e, sobretudo, sentem-se preparadas para a puberdade

• Muitos pais, educadores e profissionais da saú­de têm dificuldade de lidar com a existência e a expressão da sexualidade na infância, daí a necessidade de educação e orientação a esse público

• No entanto, é consensual que os seres humanos só esteja totalmente conscientes e preparados para o ato sexual, de um modo saudável e natural, no início da vida adulta.

Introdução

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13 - Transgeneridade em Adolescentes e Adultos

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF Criptografado

13

Transgeneridade em

Adolescentes e Adultos

Alessandra Diehl e Denise Leite Vieira

Pontos-chave:

• A diversidade de gênero é um tema que tem sido discutido sob as mais variadas perspectivas. Neste capítulo, são abordados, a partir da perspectiva biomédica, alguns aspectos da transgeneridade e a discussão sobre as classificações em saúde e o acesso a serviços de saúde

• A diversidade de gênero não é uma condição moderna, uma vez que há precedentes mitológicos, históricos e científicos em muitas sociedades e culturas ao redor do mundo, constituindo fenômenos socioculturais que, embora guardem semelhanças, são específicos de cada contexto. A transexualidade é um fenômeno de diversidade de gênero e o termo transexual foi cunhado por Cauldwell, em 1949

• Há vários termos e expressões referentes à diversidade de gênero usados tanto pela comunidade quanto por profissionais de várias áreas, inclusive da saúde, mas nem sempre esses termos e abordagens convergem ou são entendidos da mesma maneira. Isso talvez aconteça em decorrência do descompasso com que os termos, expressões e conceitos surgem e mudam ao longo do tempo nos mais variados contextos

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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 33 - Projeto de mediação na comunidade de Paraisópolis

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

33

Projeto de mediação na comunidade de Paraisópolis

Pérola Cruz

Eliara Pontes Ramos

Ellen Navega Dias

Heloisa Pimentel de Oliveira Ribeiro

Maria Cristina Pacileo Trevisan

Maria Elena Rise de Camargo Vianna

Suzana Christina Machado de

Aquino Guedes

Como tudo começou e como estamos hoje

Somos uma equipe de mediadoras formadas pelo Instituto

Familiae. Iniciamos nosso trabalho como parceiras do Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis-Hospital

Israelita Albert Einstein (PEC-P/HIAE), na comunidade de

Paraisópolis, em agosto de 2006, o que acabou evoluindo na constituição da empresa denominada MEDIÁLOGO.

O objetivo geral do Projeto Social do MEDIÁLOGO é colaborar para a prevenção da violência, principalmente a doméstica, e para a pacificação social com a transformação das relações, mediante utilização de novas formas de resolução de conflitos, pautadas pela colaboração, pelo diálogo e pelo respeito às diferenças.

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CAPÍTULO 24 - Projeto prevenir é poder: F&Z e Rotary na capacitação de famílias, professores e alunos na luta contra o abuso sexual, gravidez precoce e síndrome da imunodeficiência adquirida em todas as periferias de São Paulo

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

24

Projeto prevenir é poder:

F&Z e Rotary na capacitação de famílias, professores e alunos na luta contra o abuso sexual, gravidez precoce e síndrome da imunodeficiência adquirida em todas as periferias de São Paulo

Ana Lúcia Cavalcanti

Ana Maria Fonseca Zampieri

O objetivo deste capítulo é relatar a capacitação de pais, alunos e educadores a serem agentes transformadores da rede social, cultural e familiar contra a violência sexual, a gravidez precoce e a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), tendo como marco teó­r ico o Sociodrama

Construtivista (Zampieri, 1996). Este trabalho traz relatos detalhados da fundamentação teó­rica e prática do projeto desenvolvido na escola estadual Antônio Manoel Alves de

Lima, São Paulo, pelos alunos da pós-graduação Lato Sensu em Psicoterapia Psicodramática Construtivista de Casais,

Famílias e Grupos, da F&Z Assessoria e Desenvolvimento em

Educação e Saú­de e Pontifícia Universidade Católica de

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Grupo A (70)
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Capítulo 5 - Desenvolvimento físico e saúde de 0 a 3 anos

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

5

DESENVOLVIMENTO FÍSICO

E

Martorell_05.indd 100

SAÚDE DE 0 A 3

12/12/13 09:03

O QUE VEM POR AÍ

102 Crescimento e desenvolvimento físico inicial

104 O cérebro e o comportamento reflexo

107 Capacidades sensoriais iniciais

108 Desenvolvimento motor

112 Saúde

Quando William nasceu, ele tinha 50 cm e pesava 3.400 g.

Apresentava pequenos repentes de sono na maior parte do dia e da noite e chorava quando precisava ser alimentado, mudado ou acalmado. Durante os 12 meses seguintes,

William cresceu quase 25 cm e ganhou 9 kg. Embora não caminhasse sozinho quando completou 1 ano, ele era capaz de ficar de pé ou atravessar a sala apoiando-se em alguma coisa ou, quando motivado, arrastar-se com incrível rapidez.

Usando gestos, tais como esticar os braços quando queria ser pego, e um pequeno vocabulário de elocuções de uma palavra, William era capaz de comunicar suas necessidades e seus desejos. Para alívio de seus pais, ele agora dormia a noite inteira e tirava duas sonecas curtas durante o dia.

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Capítulo 2 - Concepção, hereditariedade e ambiente

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

2

CONCEPÇÃO,

HEREDITARIEDA

Martorell_02.indd 44

12/12/13 16:53

46 Concepção e infertilidade

O QUE VEM POR AÍ

49 Mecanismos de hereditariedade

52 Anormalidades genéticas e cromossômicas

56 Estudando a influência da hereditariedade e do ambiente

59 Características influenciadas pela hereditariedade e pelo ambiente

Antes de se casarem, Tania e Paul falaram sobre ter filhos um dia, mas concordaram em esperar até que tivessem segurança emocional e financeira como casal antes de iniciarem uma família. Depois de três anos de casamento, eles decidiram que estavam prontos para serem pais. Tania observou atentamente o calendário, contando os dias depois de cada período menstrual para aproveitar a “janela fértil”. Como, depois de dois meses, ela ainda não tinha engravidado, perguntou-se o que poderia ter dado errado. O que ela e Paul não se deram conta é que, embora uma mulher geralmente seja fértil entre o 6o e o 12o dia do ciclo menstrual, o momento de ocorrência da janela fértil pode ser imprevisível (Wilcox,

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Capítulo 13 - Desenvolvimento psicossocial na terceira infância

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

13

DESENVOLVIMENTO

PSICOSSOCIAL NA

Martorell_13.indd 254

12/12/13 09:24

256 O self em desenvolvimento

O QUE VEM POR AÍ

257 A criança na família

264 A criança entre seus pares

“Estou no quarto ano”, diz Emily. “Moro com minha mãe e meu irmão, e meu pai mora em outra casa. Gosto de brincar com meus amigos, sou boa em natação e gosto de gatos. Sou engraçada e brincalhona. Acho que ajudo em casa, mas minha mãe diz que isso é mentira.”

Emily, de 8 anos, é uma menina típica de sua idade. Neste capítulo, mapeamos a riqueza e a variedade das vidas social e emocional de crianças em idade escolar como Emily. Observamos como a criança desenvolve um conceito mais realista de si mesma e adquire mais competência, autossuficiência e controle emocional. O contato com seus pares permite que faça descobertas sobre suas próprias atitudes, seus valores e suas habilidades. Mesmo assim, a família continua a ter uma influência fundamental. A vida da criança é afetada não apenas pelo modo como os pais encaram a criação dos filhos, mas também pelo fato de os pais trabalharem ou não, pelo tipo de trabalho que realizam, pelas condições socioeconômicas (CSE) da família e por sua estrutura ou composição.

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Capítulo 4 - O nascimento e o recém-nascido

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

4

O NASCIMENTO

E O RECÉM-NASCIDO

Martorell_04.indd 80

12/12/13 09:09

82 Como o nascimento mudou

O QUE VEM POR AÍ

83 O processo do nascimento

86 O recém-nascido

91 Complicações do nascimento e suas consequências

94 Neonatos e pais

Emily embalava-se lentamente enquanto folheava sua nova aquisição – um livro descrevendo o processo de nascimento e os primeiros meses de vida de uma criança. Ela mordia o lábio pensativa, fazendo anotações cuidadosas às margens e sublinhando as passagens que considerava importantes.

Desde oito meses atrás, quando percebeu que estava grávida de seu primeiro filho, ela aguardava a chegada dele com muita expectativa. Nove meses pareciam uma eternidade.

Mas, agora, com a aproximação do fim de sua gravidez, ela sentia um misto de excitação e apreensão. Depois de sua longa gravidez, ela estava cansada de seus pés inchados, da azia e da sensação de falta de fôlego. Estava ansiosa para ver seu filho. Mas como seria o parto? Doeria muito? Como seria ter um recém-nascido? Ela saberia o que fazer? Emily pousou a mão sobre sua barriga protuberante, acariciando-a em pequenos círculos, e suspirou.

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Capítulo 3 - Gravidez e desenvolvimento pré-natal

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

3

GRAVIDEZ

E DESENVOLVIMENTO

Martorell_03.indd 64

12/12/13 16:52

66 Estágios do desenvolvimento pré-natal

O QUE VEM POR AÍ

70 Influências no desenvolvimento pré-natal

76 Monitorando o desenvolvimento pré-natal

Em 1971, o escritor Michael Dorris adotou um menino sioux cuja mãe consumiu muita bebida alcoólica durante a gravidez. O menino, Abel, era pequeno para sua idade, não fora instruído no que se refere à higiene e só sabia falar 20 palavras. Dorris estava convencido de que, com um ambiente favorável, a jovem criança poderia se recuperar. Infelizmente, o dano tinha sido grande demais. Aos 4 anos, Abel ainda usava fraldas e pesava apenas 12 quilos. Ele não conseguia se lembrar do nome de seus amigos, era hiperativo e tinha convulsões graves inexplicáveis. Quando entrou na escola de ensino fundamental, ele teve dificuldade para aprender tarefas como contar ou identificar cores primárias, e testes revelaram que ele tinha um quociente de inteligência (QI) na faixa de 60. Embora posteriormente tenha aprendido a ler e a escrever, nunca aprendeu a somar, subtrair, contar dinheiro ou a realizar outras tarefas essenciais da vida diária.

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Grupo A (1811)
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Medium 9788582713389

Capítulo 57 - Quando o Apego e o Afeto Não Caminham Juntos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

57

QUANDO O APEGO E O AFETO

NÃO CAMINHAM JUNTOS

Ao longo do desenvolvimento da psicologia, sempre houve teóricos que se propuseram a descrever o psiquismo humano e seus mecanismos. A história registra, por exemplo, que, em 1879, em Leipzig, Alemanha, Wilhelm

Wundt teria criado o primeiro laboratório de pesquisa e de investigação.

De lá para cá, são incontáveis os esforços de algumas centenas de teóricos na procura de delinear aquilo que mais se aproxima da descrição do funcionamento mental. Para se ter uma ideia das diferentes linhas, até a

última contagem, registraram-se mais de 850 abordagens de psicoterapia no mundo. Entretanto, apenas uma minoria pode se orgulhar de ter sido extensivamente pesquisada e, portanto, desfrutar de um maior reconhecimento científico.

Um dos clínicos que merece efetivo destaque foi John Bowlby. Psicólogo inglês do século passado que empiricamente demonstrou o quanto as experiências infantis são determinantes na formação da estrutura psicológica da vida adulta.

Eu explico, pois é muito interessante.

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Capítulo 25 - Comprar Aumenta o Sentimento de Solidão

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

25

COMPRAR AUMENTA O

SENTIMENTO DE SOLIDÃO

Nem sempre se consegue comprar a felicidade. Pelo menos, é o que afirma um novo estudo.

De acordo com uma publicação do Journal of Consumer Research, muitas pessoas usam o materialismo como forma de tentar fugir da solidão e dos momentos difíceis, entretanto, os resultados do estudo indicaram que isso não funciona lá muito bem.

Rik Pieters, da Escola de Economia de Tilburt, na Holanda, acompanhou mais de 2,5 mil consumidores por mais de seis anos e mediu padrões de consumo que incluíam comprar por prazer, comprar para melhorar o status social e comprar para compensar estados de humor negativos.

E os resultados? Interessantes.

Dos três padrões de comportamento avaliados, o que menos impactava o sentimento de solidão era comprar por prazer. Isso significa dizer que, muitas vezes, pessoas compravam pela simples gratificação que isso gerava, ou seja, compravam apenas e tão somente pela satisfação envolvida no ato e ponto final. Sem quaisquer implicações psicológicas maiores.

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Capítulo 27 - O Sono Ajuda na "Limpeza" Do Cérebro

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

27

O SONO AJUDA NA

“LIMPEZA” DO CÉREBRO

Ao longo da história da humanidade, filósofos e, mais recentemente, cientistas vêm se perguntando a razão pela qual as pessoas dormem e como isso afetaria nossa saúde e, especialmente, nosso cérebro.

Mais recentemente, pesquisadores mostraram que o sono é, na verdade, muito importante para o armazenamento de memórias. Entretanto, um novo estudo do University of Rochester Medical Center, de Nova York, publicado na revista Science, constatou que o sono pode ser também um período no qual o cérebro se desfaz de moléculas tóxicas.

Assim, uma boa noite de sono pode, literalmente, limpar a nossa mente.

Usando ratos, pesquisadores mostraram pela primeira vez que o espaço entre as células do cérebro pode aumentar durante o sono, permitindo que sejam eliminadas as toxinas acumuladas.

Esses resultados evidenciaram que, durante o sono, um sistema de

“encanamento”, chamado sistema glinfático, pode se abrir e, assim, liberar a passagem (encolhendo o tamanho das células) para que exista um maior espaço para a limpeza.

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Capítulo 51 - Como a Terapia Cognitiva pode Mudar Seu Cérebro

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

51

COMO A TERAPIA COGNITIVA

PODE MUDAR SEU CÉREBRO

Já não é de hoje que sabemos a respeito da importância de se fazer uma boa psicoterapia em certas fases ou momentos de vida. Muito embora exista atualmente um número bastante expressivo de abordagens disponíveis no mercado (mais de 850 em uma última contagem), algumas delas com frequência são mais estudadas e, por isso, amplamente testadas em relação à sua eficácia terapêutica.

Nesse sentido, algumas linhas são consideradas mais indicadas em função de sua eficácia (capacidade de mudança), efetividade (duração da mudança) e rapidez. Segundo a publicação internacional intitulada

Evidências Clínicas – um manual comparativo de várias intervenções –, a terapia cognitiva é reconhecida como padrão-ouro e recomendada como a primeira opção de tratamento em quase 85% dos transtornos psiquiátricos.

O QUE É A TERAPIA COGNITIVA?

Essa abordagem tem uma premissa central de que não são as situações que causam nossos problemas cotidianos, mas sim a forma como enxergamos as coisas. Explico: um dos pontos centrais presentes nos períodos de desequilíbrio é a forma com que uma pessoa interpreta as situações de vida.

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Capítulo 82 - Comida e Culpa: Uma Relação bem Delicada

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

82

COMIDA E CULPA:

UMA RELAÇÃO BEM DELICADA

Como não poderia deixar de ser, a busca por uma boa alimentação remonta aos primórdios de nossa existência. Quando obter algo que pudesse nos nutrir envolvia a caça ou a coleta em campos e florestas, a cada dia em que nossos ancestrais despertavam, com eles nascia uma nova jornada de busca de provisões – exatamente como ainda ocorre no reino animal.

Foi assim, após longos períodos de procura e com o avanço da civilização, que nosso sustento pôde ser obtido de maneira simples e fácil. Dizem os historiadores que a comida, na forma como a conhecemos hoje, em termos de sua disponibilidade e fartura (basta andar alguns minutos até achar o que precisamos), surgiu há menos de dois séculos.

Na verdade, o acesso criou uma série de facilidades para nossa vida cotidiana. Todavia, se considerarmos nosso tempo de vida sobre o planeta

(e a escassez pela qual passamos), não seria difícil compreender a razão pela qual temos uma natural atração pelos alimentos mais calóricos.

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Editora Manole (33)
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1. Teoria interpessoal de Peplau

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

1

Teoria interpessoal de Peplau

Evalda Cançado Arantes

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

PONTOS A APRENDER

1. Discorrer sobre a pioneira do desenvolvimento de teorias de enfermagem.

2. Evidenciar contexto, conteúdo e processo da teoria interpessoal de

Peplau.

3. Apresentar as fases da aplicação da teoria interpessoal de Peplau.

4. Descrever o papel do enfermeiro psiquiátrico segundo a teoria interpessoal de Peplau.

5. Discorrer sobre as principais contribuições da teoria interpessoal de

Peplau para o desenvolvimento da enfermagem.

PALAVRAS-CHAVE

Teorias de enfermagem, teoria interpessoal de Peplau, papel do enfermeiro psiquiátrico, relacionamento enfermeiro-paciente, enfermagem psiquiátrica, saúde mental.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

A teorista Hildegard E. Peplau. Teoria interpessoal de Peplau. Assertivas básicas. Conceitos básicos. Componentes centrais da teoria interpessoal de Peplau. Métodos para estudar enfermagem como processo interpessoal. Modificações na teoria de Peplau. Considerações finais.

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35. O enfermeiro em emergência psiquiátrica: intervenção em crise

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

35

O enfermeiro em emergência psiquiátrica: intervenção em crise

Evalda Cançado Arantes

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Maguida Costa Stefanelli

PON­TOS A APREN­DER

1.

2.

3.

4.

5.

Conceituar a crise.

Descrever os tipos de crise.

Discorrer sobre os diagnósticos de enfermagem da pessoa em crise.

Listar e justificar as intervenções de enfermagem para a situação de crise.

Descrever a importância da intervenção em crise para a saúde mental.

PALAVRAS-CHAVE

Crise, intervenção em crise, enfermagem em saúde mental, enfermagem psiquiátrica.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Conceito. Características. Tipos de crise. Fases da crise.

Fatores que atuam na resolução da crise. Níveis de intervenção.

Intervenção em crise. Intervenção em crise e o processo de enfermagem.

Planejamento da intervenção em crise. Considerações finais. Propostas para estudo. Referências bibliográficas.

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12. Assistência de enfermagem à pessoa submetida à psicofarmacoterapia

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

12

Assistência de enfermagem à pessoa submetida à psicofarmacoterapia

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Maguida Costa Stefanelli

PONTOS A APRENDER

1. Discorrer sucintamente sobre a evolução histórica dos tratamentos em psiquiatria.

2. Analisar a relação entre a descoberta dos psicofármacos e o papel do enfermeiro.

3. Discorrer sobre as ações de enfermagem em relação aos diferentes tipos de fármaco.

4. Descrever a orientação aos pacientes e familiares em tratamento com psicofármacos.

5. Discorrer sobre a importância de ter o paciente e os familiares como parceiros no tratamento.

PALAVRAS-CHAVE

Enfermagem em saúde mental e psiquiátrica, psicofarmacoterapia.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

Introdução. Assistência de enfermagem. Considerações finais. Propostas para estudo. Referências bibliográficas. Anexo.

INTRODUÇÃO

Até 1950, aproximadamente, o tratamento do doente mental limitava-se a algumas medidas físico-químicas, como insulinoterapia (atualmente não utilizada) eletroconvulsoterapia e fisioterapia. O enfermeiro utilizava a maior parte de seu tempo na contenção e vigilância dos pacientes. Após 1950, com a síntese da clorpromazina e sucessivas pesquisas sobre novos fármacos, e suas indicações no

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23. Assistência de enfermagem ao paciente com comportamento decorrente de esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

23

Assistência de enfermagem ao paciente com comportamento decorrente de esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Evalda Cançado Arantes

Hideko Takeuchi Forcella (in memoriam)

PON­TOS A APREN­DER

1. Descrever as manifestações de comportamento decorrentes de esquizofrenia.

2. Discorrer sobre as formas mais comuns de esquizofrenia.

3. Listar os diagnósticos de enfermagem mais comuns às pessoas com esse comportamento.

4. Identificar os resultados esperados (objetivos).

5. Descrever as intervenções de enfermagem para pessoas com manifestações de comportamento decorrentes de esquizofrenia.

6. Orientar a família sobre a importância do tratamento e o cuidado do paciente no lar e na utilização de recursos da comunidade.

PALAVRAS-CHAVE

Enfermagem, saúde mental e psiquiátrica, esquizofrenia.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Etiologia. Características da esquizofrenia. Formas ou tipos de esquizofrenia. Exames complementares e diagnóstico. Tratamento.

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Medium 9788520450444

33. Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de transtornos de personalidade

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

33

Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de transtornos de personalidade

Marina Borges Teixeira

Zélia Nunes Hupsel

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

PON­TOS A APREN­DER

1. Identificar as formas mais comuns de transtornos de personalidade.

2. Descrever as manifestações de comportamento decorrentes de transtornos de personalidade.

3. Listar os diagnósticos de enfermagem mais comuns a esses transtornos.

4. Discorrer sobre intervenções de enfermagem.

5. Descrever os critérios de avaliação.

PALAVRAS-CHAVE

Enfermagem em saúde mental, enfermagem psiquiátrica, saúde mental, serviços de saúde mental.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Etiologia. Epidemiologia. Características dos transtornos de personalidade. Tratamento. Processo de enfermagem. Descrição de comportamento. Avaliação final. Considerações finais. Propostas para estudo. Referências bibliográficas.

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