Manole (13)
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Medium 9788520433904

7. Responsabilidade: estar desabonado do inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

7. R ES P ON SA B I L I DA D E:

ES TA R DESA B O N A D O D O

IN CO N SCI E N TE

Os conceitos de Responsabilidade e Inconsciente pouco fo-

ram articulados pelos pós-freudianos. No entanto, defendemos aqui que sua articulação é fundamental à psicanálise na medida em que constitui sua ética, realçada por Jacques Lacan.

Nos capítulos iniciais deste trabalho, mostramos como Freud responsabilizava o sujeito através da assunção do conteú­do inconsciente, que assim descobria-se dividido, castrado.

Há em Freud (1925/1976, p. 163) uma referência especialmente significativa sobre essa forma de responsabilidade, em um artigo que contém o termo no próprio título: “Responsabilidade moral pelo conteúdo dos sonhos”. Nesse escrito, ele não detalha em que consiste a responsabilidade proporcionada pelo seu trabalho analítico, mas aponta de forma sufi14 1

cientemente clara que a responsabilidade implicada em uma análise inclui a responsabilidade que o ego reconhece – ou seja, a responsabilidade comunicável, moral, social ou jurídica

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Medium 9788520432440

1. Introdução

Dietmar Samulski Manole PDF Criptografado

Introdução

1

Tênis: um jogo mental

Os jogadores e técnicos se surpreendem com o fato de 80% do tempo de jogo ser gasto com outros fatores não propriamente relacionados a jogar o ponto. Muito tempo é usado em trocas de lado na quadra, intervalos, espera de saque e raciocínio. No entanto, os jogadores raramente passam entre 70% e 80% do tempo se dedicando à preparação mental durante o treinamento.

O mental é uma parte muito importante do tênis. Tenho trabalhado muito isso, e os resultados estão começando a aparecer. (Feliciano Lopez, membro da Equipe Espanhola da Copa Davis)

O tênis é um esporte complexo, que não depende apenas do talento e do potencial físico e de habilidades técnico-táticas, mas também de capacidades psicológicas, como equilíbrio emocional e força mental. O aspecto mental no tênis é tão importante que, segundo Jimmy Connors, o tênis é

95% um jogo mental em um nível de competição profissional.

Eu quero terminar o ano como o número 1 do mundo. Sei que é difícil, mas estou me preparando para isso mentalmente e trabalhando duro. (Marat Safin)

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Medium 9788520433904

2. A psicanálise do homem desbussolado

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

2. A P S I CA N Á L I S E D O H O ME M

DES B US SO L A D O

Uma teoria abraça a paisagem de sua época, algumas vezes

para melhor, outras para pior. No caso de nosso estudo, a importância da responsabilidade face ao inconsciente só ficou mais evidente quando a organização do laço social do homem ocidental passou da chamada orientação industrial para um novo modelo, globalizado.

Essa passagem ocorreu desde meados do século xx até, principalmente, a virada do século xxi. Celebrada na obra de

Alvin Toffler (2007), A terceira onda, foi retomada por muitos, entre eles por Gilles Lipovetsky (2004), em seu livro Metamorfoses da cultura liberal. A importância do estudo de Toffler

é o fato de reelaborar a história da humanidade em termos econômicos e políticos, até chegar à atualidade.

25

De acordo com Toffler (2007), podemos pensar em três ondas de transformações sociais que marcam a história da humanidade. Ele localiza a primeira onda há 3.000 anos, começando com o advento da agricultura. É quando alguém tem a ideia de semear e cultivar a terra. O homem, que é nômade e tribal, passa a se reunir em fazendas e viver em comunidades. Vão se formando assentamentos permanentes, cidades, e a vida urbana vai sendo organizada em torno dos camponeses. Assim, dá-se a transformação das populações nômades em colonos e fazendeiros. Depois, há cerca de 300 anos, começa a segunda onda de mudança, com o início da

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Medium 9788520433904

6. A psicanálise além de sua clínica

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

6. A P SI CAN Á L I S E A L É M

DE S UA CL Í N I C A

Na introdução – Provocações Psicanalíticas –, afirmamos

que a psicanálise de hoje ultrapassa o interesse da clínica exclusiva do consultório. Ela também se preocupa e age, o que é fundamental, nas mais variadas manifestações do laço social: na medicina, na família, nas escolas, nas empresas, na política e na sociedade em geral. Para nós, diferentemente daqueles que pensam que a psicanálise estaria desaparecendo junto a outras disciplinas que surgiram nos séculos xix e xx, a psicanálise está só começando. Não conhecemos prática social, ao menos até o momento, que melhor articule o novo laço social da globalização, marcado pela incompletude do real, tal como já exposto. Vamos dar aqui alguns exemplos do que pensamos, a começar com a medicina.

103

6.1. MEDICINA

Examinemos a influência da psicanálise sobre a expressão dos genes; seria fato que aquilo que está escrito no código genético fosse um maktoub, uma determinação inflexível de uma vida?

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Medium 9788520433904

1. O princípio responsabilidade e o inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

1. O P R I N C Í P I O

RE S P ON SA B I L I DA D E E O

IN CON SCIE N TE

A psicanálise nasceu e estabeleceu-se com a teoria do trau-

ma passado e, por isso, o tratamento analítico foi definido por

Freud como sendo a cura da memória. Geralmente, a pessoa procura um analista por estar acometida de algum mal-estar que a impede de atingir seus objetivos. O analista a recebe baseado na hipótese de que se algo vai mal, é porque alguma passagem da história de vida da pessoa agora é um empecilho, funcionando como um locus minori resistentiae, um fator constante de entrave: o trauma – a ser removido pela análise.

A expressão “cura da memória” está diretamente associada a essa forma de compreender o sofrimento.

Ao longo de seu ensino, Freud teve posições diferentes na compreensão do acontecimento traumático. A primeira está

1

relatada na Carta 69, de 21 de setembro de 1897, enviada a Wilhelm Fliess. Até aquele momento, ele havia considerado que acontecimentos objetivos da vida ficariam marcados na pessoa, tais quais cicatrizes psíquicas, determinando, daí em diante, disfunções expressas em sintomas. Na Carta

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Grupo Gen (548)
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Medium 9788527731546

66 - Morte e Luto no Contexto Familiar | Uma Visão Sistêmica

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

66

Morte e Luto no Contexto

Familiar | Uma Visão

Sistêmica

Ana Lucia de Moraes Horta e Celina Daspett

Ningué­m tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Rubem Alves

Por que falar de morte e luto no contexto familiar?

A morte idea­li­zada por Rubem Alves aproxima-se daquela esperada por muitos de nós: sem dor, sem sofrimento, em meio às pessoas que amamos.

Entender a morte como um fenômeno biológico, psicológico, social, cultural e espiritual sempre foi um desafio em nossa sociedade. Para tentar compreendê-la, buscamos referenciais em várias áreas do conhecimento, como biologia, filosofia, antropologia, psicologia, mitologia e tanatologia.

Vivemos em uma sociedade ocidental, pósmoderna, que busca a vitalidade e a longevidade, e pouco nos preparamos para perdas, como a nossa própria morte ou a do outro. Por isso, vislumbrar a perda de um familiar ou ente querido ainda é uma das experiências mais angustiantes que podemos ter.

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Medium 9788527733151

18. Manejo de Pacientes Psiquiátricos no Hospital Geral

BAPTISTA, Makilim Nunes; BAPTISTA, Rosana Righetto Dias; BAPTISTA, Adriana Said Daher Grupo Gen PDF Criptografado

18

Manejo de Pacientes

Psiquiá­tricos no

Hospital Geral

Marianne Herrera Falcetti Ferreira   

Fábio Roque Ieiri   Tiago dos Santos Andrade

Histórico dos manicômios à reforma psiquiá­trica

Nas últimas décadas, viveu-se uma importante mudança no modelo de tratamento dos pacientes portadores de doen­ças mentais graves. A reforma psiquiá­trica mudou não somente o modo como eles são cuidados, mas também como são vistos por toda a população, evidenciando a luta pela desinstitucionalização da loucura, com os fechamentos dos manicômios, e também reacendendo as discussões sobre o modelo histórico desse cuidado e sobre os olhares de toda a sociedade em relação ao doente mental.

Oficialmente, a reforma psiquiá­trica brasileira ocorreu a partir da promulgação da Lei n. 10.216, de 6 de abril de 2001, que alterou as diretrizes e políticas públicas para a saú­de mental (Brasil, 2001).

Ela oficializou o atendimento psiquiá­trico comunitário no país, dispôs sobre o tratamento mais humanizado, sobre a proteção às pessoas com transtornos psiquiá­tricos, a preferência pelos serviços comunitários à internação, a implantação em todo o território nacional de serviços substitutivos, as bases de funcionamento desses serviços e a regulamentação das internações compulsórias (Brasil,

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Medium 9788521632603

5 - Os Estágios em Psicologia Organizacional e Psicologia do Trabalho tal como Acontecem: com a Palavra os Supervisionados

CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

5

Os Estágios em Psicologia

Organizacional e

Psicologia do Trabalho tal como Acontecem: com a Palavra os

Supervisionados

Dinael Corrêa de Campos

Introdução

O objetivo deste capítulo é oferecer ao leitor uma “troca” de percepções do que seja atuar nos estágios supervisio‑ nados. Mais do que uma simples troca de experiências, tem‑se a oportunidade de conhecer como a atuação no estágio pode oferecer oportunidades de atuação na área depois de cumpridas as obrigatoriedades do estágio.

O mundo de um estagiário se resume a realizar os estágios e elaborar relatórios, sob supervisões que às vezes podem decepcioná‑lo. É muito comum o senti‑ mento de “não vou dar conta” de tanto trabalho por fazer e a autoestima pode ficar comprometida. As horas parecem não passar, o estágio não termina “nunca”...

Porém, quando as primeiras intervenções por ele realizadas têm um retorno positivo, reforçador, o esta‑ giário começa a acreditar que a área do Trabalho é um estágio em que ele pode realizar muitas intervenções e promoção da saúde, bem como possibilitar a melhora da qualidade de vida nos espaços organizacionais.

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Medium 9788527731232

32 - Kama Sutra Revisitado

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF Criptografado

32

Kama Sutra Revisitado

Alessandra Diehl e Ana Carolina Schimdt Oliveira

Pontos-chave:

• Kama Sutra significa “aforismos do amor”

• Não é um manual erótico, tampouco um mero manual de posições sexuais

• Trata-se de uma obra milenar que segue atemporal

• É um tratado sobre homens e mulheres, suas relações e suas uniões mútuas.

Introdução

A obra Kama Sutra, do escritor Vatsyayana, é um livro pequeno, dividido em sete partes:

Parte I: introdução

Parte II: da união sexual

Parte III: sobre a aquisição de uma esposa

Parte IV: sobre a esposa

Parte V: sobre as esposas alheias

Parte VI: sobre as cortesãs

Parte VII: sobre os meios de atrair os outros.1

Acredita-se que o livro Kama Sutra originalmente tenha sido escrito em sânscrito entre os ­séculos 1 e 2 d.C., na Índia, por um estudante religioso celibatário chamado Vatsyayana.2 Aliá­s, muito pouco se sabe sobre a vida e as origens desse mestre da literatura hindu, que escreveu uma obra bastante inusitada para a época, a qual pode ser considerada atemporal, vanguardista, extremamente descritiva e minuciosa, ao mesmo tempo classificatória e educativa. O livro tem percorrido séculos e ­séculos ao longo da história da sexualidade humana e vem sendo traduzido para vários idiomas, desde a sua primeira tradução da edição inglesa em 1883 até uma segunda edição da versão brasileira de 2012, por Marcos Santarrita1, que ora será apresentada.

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Medium 9788527727921

13. Avaliação da Qualidade de Vida no Pós-transplante Renal | O que Avaliar

SANTOS, Niraldo de Oliveira; LUCIA, Mara Cristina Souza de Grupo Gen PDF Criptografado

13

Avaliação da Qualidade de

Vida no Pós-transplante

Renal | O que Avaliar

Dnyelle Souza Silva

Introdução

Após um percurso razoável no Serviço de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), atuando na assistência e pesquisa de pacientes renais crônicos transplantados, pude perceber que a complexidade não está apenas na doença orgânica que os cercam; está na percepção de vida de cada paciente que se apresenta para, por meio de um “corte”, mudar sua vida. A seguir, buscarei relatar alguns achados da literatura sobre a qualidade de vida e associálos à experiência clínica no Serviço de Transplante Renal, para reflexão do nosso objetivo de ir ao encontro do paciente e da sua percepção de qualidade de vida pós-transplante.

O transplante renal como escolha

O transplante renal é uma possibilidade de tratamento frente ao diagnóstico de doença renal crônica (DRC), considerada por diversos autores (Bohlke et al., 2009; Jofre et al.,

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Grupo Almedina (8)
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Medium 9788562938108

3. Resistências que Impedem a Evolução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

3. Resistências que Impedem a Evolução

No decorrer de minha prática clínica, pude observar algumas formas de resistência que dificultam a resolução dos conflitos, perpetuando a crise numa dolorosa patinação que impede que se vá a qualquer direção. Trata-se, portanto, de uma impossibilidade no des-envolvimento da crise conjugal.

Retomando aqui a forma como estou utilizando a palavra “desenvolvimento”: ao abordar um problema precisamos nos distanciar um pouco, de forma a diminuirmos nosso envolvimento com ele, envolvimento este que impede uma percepção mais nítida e trava o encaminhamento de soluções (para ter uma imagem concreta do que estou falando, basta aproximar um objeto dos olhos para constatar a perda de clareza da visão desse objeto. Para enxergarmos bem, precisamos de uma distância razoável, que possibilite o foco da visão). Assim, para se desenvolver, muitas vezes se faz necessário se des-envolver.

Com frequência, a pessoa se recusa a enxergar sua responsabilidade nas dificuldades conjugais, adotando uma postura acusatória em relação ao parceiro, o que impede a mudança de suas próprias

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Medium 9788562938108

4. Quando o Processo se Dirigepara a Manutenção do Casamento

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

4. Quando o Processo se Dirige para a Manutenção do Casamento

Numa separação didática, temos basicamente três tipos de manutenção de casamento pós-crise.

Sobre o primeiro já vimos bastante até aqui, quando explanei sobre as resistências a terminar o casamento e a respeito da não concretização da separação. É quando não ata nem desata e a relação disfuncional se torna crônica.

O segundo se refere a crises passageiras, reativas às vivências traumáticas.

E o terceiro ocorre quando a crise, embora difícil, se resolve com a reconfiguração do casamento, num processo extremamente complexo, em geral acompanhado de um trabalho psicoterapêutico

(Ufa! O prezado leitor há de concordar que parece um alívio abordar esses casos em que a crise mesmo com luta, é superada a contento).

84

casamento e separação

4.1 Manutenção do Vínculo Disfuncional

O primeiro tipo, portanto, caracteriza-se pela manutenção do casamento de casais disfuncionais, optando-se pela continuidade do vínculo neurótico, perpetuando-se o sofrimento inerente a essa escolha ou recorrendo-se a mecanismos de defesa para aliviar a dor, como uma espécie de anestesia ou distanciamento.

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Medium 9788562938108

8. Considerações Finais

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

8. Considerações Finais

Embora o presente livro trate da crise no casamento e da separação com o intuito de abarcar tanto os aspectos envolvidos na superação da crise para manter o vínculo quanto a resolução das dificuldades no processo de rompimento, o leitor deve ter observado que me detive muito mais no processo de ruptura e posterior recuperação emocional. Embora eu acredite fortemente na premissa de que “é melhor consertar do que descartar”, ainda mais diante da cultura contemporânea do descartável, que tem se estendido para as relações humanas, é preciso saber admitir que, infelizmente, às vezes não é possível reparar uma construção que está desmoronando e, nessas situações, precisamos abrir mão do que tínhamos, aceitar que se quebrou, que a vida útil acabou ou que não nos serve mais.

O meu trabalho clínico me permitiu observar que, quando o vínculo do casal é forte, o prognóstico é positivo e provavelmente o final da história será a saída da crise e a manutenção do casamento, mesmo que para isso seja necessário um processo de psicoterapia (que será então um trabalho psicoterápico mais fluido e eficaz).

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Medium 9788562938108

6. Separação Emocional

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

6. Separação Emocional

Já sabemos que a concretização formal do término do casamento não é o final do processo de separação. Como adiantei acima, chegará o momento em que o conteúdo emocional não resolvido vai cobrar seu espaço e voltar à cena, exigindo atenção e elaboração.

Será necessário que ocorra essa elaboração para que haja um final feliz, definido aqui como resolução individual das pendências emocionais, que trará o ganho da tranquilidade e a retomada da realização, num novo formato de vida.

Constatei, em muitos pacientes recém-separados, uma enorme frustração em relação à expectativa do fim do sofrimento com a concretização da separação. As pessoas relatavam que esperavam (após decidir se separar) sentir um alívio imediato após a ruptura, na medida em que, estando livres do outro, não vivenciavam mais as brigas nem as hostilidades (ou pelo menos podiam evitá-las, já que não moravam mais na mesma casa). No entanto, percebiam que estavam insatisfeitas, às vezes deprimidas ou até pensando muito no outro.

E diziam inconformadas: “Como assim? Por que não me sinto livre,

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Medium 9788562938108

1. Introdução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

1. Introdução

Quando um casamento entra em crise e chega (ou não) à separação, o sofrimento vivenciado pelos parceiros costuma ser enorme e por vezes bastante longo, dependendo do tempo que se leva para chegar à finalização da crise.

Nos casos em que ocorre a separação, o drama relacional pode se estender desde o início das dificuldades de relacionamento que estão comprometendo o vínculo, passando pela efetivação da separação e prosseguindo até a elaboração emocional posterior ao rompimento

(a separação emocional).

Naqueles em que a crise evolui propiciando a recuperação do casamento, os considerados “finais felizes” (consideração cultural equivocada na medida em que a separação também pode ser um final feliz em muitos casos), o sofrimento pode persistir até que a funcionalidade do vínculo seja recuperada.

Quando acontece a manutenção do casamento sem uma evolução positiva da crise, as dificuldades vão se tornando crônicas e são suportadas com uma boa dose de anestesia emocional, ou o casal

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Grupo A (70)
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Medium 9788536325408

Teste Prático Abrangente

Denise Boyd ; Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

Teste Prático Abrangente

UNIDADE UM | FUNDAMENTOS

Capítulo 1

Conceitos básicos e métodos

1. A filosofia que propõe que os adultos podem moldar as crianças como quer que desejem é denominada a. b. c. d.

moralidade. lousa vazia. pecado original. bondade inata.

2. Os aperfeiçoamentos na função da memória das crianças se situam no domínio _____________________ do desenvolvimento. a. b. c. d.

físico cognitivo social emocional

3. Qual dos seguintes é um exemplo de uma tendência inata que é partilhada por praticamente todos os bebês? a. b. c. d.

Chorar e se abraçar para que os outros cuidem deles.

Dormir durante a noite.

Não gostar de alimentos sólidos.

Serem fáceis de acalmar quando se perturbam.

4. Quando uma lagarta se transforma em uma borboleta, isso é um exemplo de a. b. c. d.

mudança quantitativa. mudança contínua. mudança entre espécies. mudança qualitativa.

5. Mudanças que são comuns a todo indivíduo em uma espécie e estão ligadas a idades específicas são chamadas de mudanças

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Medium 9788582710531

Capítulo 9 - Doenças cardiovasculares e diabetes

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 9

O coração saudável

Doenças cardiovasculares

As causas: aterosclerose e arteriosclerose

As doenças: angina de peito, infarto do miocárdio e AVE

Diagnóstico e tratamento

Fatores de risco de

Framingham para doenças cardiovasculares

Fatores de risco incontroláveis

Fatores de risco controláveis

Fatores psicossociais em doenças cardiovasculares: a personalidade tipo A

Competitividade, hostilidade e pressa

Raiva e depressão

Por que a hostilidade, a raiva e a depressão promovem doenças cardiovasculares?

Reduzindo o risco de doenças cardiovasculares

Controlando a hipertensão

Reduzindo o colesterol

Após a doença cardiovascular: prevenindo recaídas

Manejando o estresse após um episódio cardíaco

Controlando a hostilidade e a raiva

Diabetes

Tipos de diabetes

Causas de diabetes

Tratamento do diabetes

Psicologia da saúde e diabetes

Doenças cardiovasculares e diabetes

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Medium 9788582710531

Capítulo 15 - A psicologia da saúde hoje e amanhã

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 15

As lições mais importantes da psicologia da saúde

Lição 1: Fatores psicológicos e sociais interagem com a biologia na saúde

Lição 2: Promover e manter a saúde é nossa responsabilidade

Lição 3: Estilos de vida insalubres são mais difíceis de mudar do que de prevenir

Lição 4: A avaliação e o manejo adequados do estresse são essenciais para a boa saúde

Os desafios futuros da psicologia da saúde

Desafio 1: Aumentar o tempo de vida saudável para todas as pessoas

Desafio 2: Reduzir as discrepâncias de saúde e aumentar a compreensão a respeito dos efeitos do gênero, da cultura e do status socioeconômico sobre a saúde

Desafio 3: Atingir o mesmo nível de acesso a serviços de saúde preventiva para todas as pessoas

Desafio 4: Ajustar o foco de pesquisa e intervenção para maximizar a promoção da saúde com abordagens baseadas em evidências

Desafio 5: Ajudar na reforma do atendimento de saúde

Conclusão

A psicologia da saúde hoje e amanhã

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Medium 9788536325408

Respostas dos Testes Práticos

Denise Boyd ; Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

Respostas dos Testes Práticos

UNIDADE UM

CAPÍTULO 1

1.b 2.b 3.a 4.d 5.a 6.b 7.a 8.c 9.a 10.d 11.d 12.c

CAPÍTULO 2

13.c 14.d 15.b 16.a 17.c 18.b 19.c 20.a 21.d 22.d 23.b 24.b 25.a 26.c 27.b

CAPÍTULO 3

28.d 29.c 30.a 31.c 32.a 33.d 34.c 35.a 36.b 37.d

UNIDADE DOIS

CAPÍTULO 4

1.b 2.c 3.a 4.d 5.c 6.b 7.a 8.a 9.c 10.a 11.d 12.a

CAPÍTULO 5

13.a 14.d 15.a 16.b 17.a 18.d 19.b 20.d 21.c 22.b 23.c 24.b 25.d

CAPÍTULO 6

26.c 27.d 28.d 29.c 30.b 31.d 32.c 33.d 34.a 35.c

UNIDADE TRÊS

CAPÍTULO 7

1.d 2.b 3.b 4.d 5.b 6.b 7.c 8.b 9.d 10.d

CAPÍTULO 8

11.a 12.b 13.a 14.a 15.c 16.d 17.a 18.d 19.b 20.a 21.d

CAPÍTULO 9

22.a 23.b 24.c 25.a 26.b 27.b 28.d 29.c 30.d 31.c 32.a 33.c

Respostas dos Testes Práticos

UNIDADE QUATRO

CAPÍTULO 10

1.c 2.b 3.a 4.c 5.d 6.d 7.a 8.b 9.c 10.d 11.d

CAPÍTULO 11

12.b 13.d 14.a 15.d 16.d 17.b 18.a 19.b 20.d

CAPÍTULO 12

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Medium 9788580553383

Capítulo 1 - Introdução à Psicologia Social

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

Introdução à

Psicologia Social

E

C A P Í T U LO

1

ra uma vez um homem cuja segunda esposa era uma mulher vaidosa e egoísta. As duas filhas dessa mulher eram igualmente vaidosas e egoístas. A própria filha do homem, contudo, era

humilde e altruísta. Essa filha meiga e bondosa, que todos conhecemos como Cinderela, aprendeu cedo que deveria ser obediente, aceitar maus-tratos e ofensas e evitar fazer qualquer coisa que fizesse sombra às meias-irmãs e à madrasta.

Entretanto, graças à fada madrinha, Cinderela conseguiu fugir desse contexto por uma noite e ir a um grandioso baile, no qual atraiu a atenção de um lindo príncipe. Quando posteriormente o príncipe apaixonado reencontrou Cinderela em seu lar aviltante, ele não a reconheceu.

Implausível? O conto de fadas exige que aceitemos o poder da situação. Na presença da opressiva

madrasta, Cinderela era humilde e pouco atraente. No baile, sentia-se mais bonita – e caminhava, conversava e sorria como se assim fosse. Em uma situação, ela se encolhia. Em outra, encantava.

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Grupo A (3467)
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Medium 9788536326467

3 - A família na visão sistêmica

Makilim Nunes Baptista Grupo A PDF Criptografado

3

A família na visão sistêmica

Fátima Abad Sanchez

introdução

A relação entre as ciências permite compreender que toda a verdade sobre o homem só pode vir da diversidade dos elementos que a constituem. O grande desafio atual tem sido aproveitar o intercâmbio intercultural gerado pelo choque das diferentes percepções que compõem os elementos de uma família e comunidade. Os valores culturais e os vínculos interpessoais de um grupo social fazem os elementos desse grupo descobrir o sentido de pertencimento, legitimando a identidade e a inclusão.

A cultura é vista como uma teia invisível que integra e une os indivíduos. Tudo está ligado; cada parte na visão sistêmica depende da outra. As crises e os problemas só podem ser entendidos e resolvidos no âmbito dessa rede complexa que envolve o desenvolvimento biológico (corpo), o equilíbrio psicológico (mente e emoções) e a vida em sociedade. Esse pensamento que explora a multidimensionalidade tem como fundo epistemológico o entrelaçamento biológico cultural do viver humano em redes de conversações. A riqueza e a variedade das possibilidades de comunicação no sistema permitem compreender os significados ligados ao comportamento humano. As vivências tanto dolorosas quanto prazerosas são instrumentos de crescimento e de transformação pessoal e coletiva.

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Medium 9788582712832

Capítulo 10 - Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: aspectos neuropsicológicos e de neuroimagem e sua relação com a vida real

Jerusa Fumagalli de Salles, Vitor Geraldi Haase, Leandro F. Malloy-Diniz Grupo A PDF Criptografado

10

Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade: aspectos neuropsicológicos e de neuroimagem e sua relação com a vida real

PILAR ERTHAL

GABRIEL COUTINHO

FLÁVIA MIELE

PAULO MATTOS

O transtorno de déficit de atenção/hipera­ tividade (TDAH) está associado a custos elevados em estudos de farmacoecono­ mia e a desfechos negativos para pacientes e familiares, os quais podem incluir com­ prometimento acadêmico – reprovações, abandono, suspensões e expulsões. Pesso­ as com esse transtorno podem, ainda, apre­ sentar dificuldades sociais, entre elas uma menor frequência de comportamentos pró-sociais, como compartilhamento da atenção e alternância de turnos, o que pode gerar hostilidade na relação com os pares

(Sibley, Evans, & Serpell, 2010). Há evidên­ cias de que boa parte das crianças e ado­ lescentes com TDAH pode ter menos ami­ gos íntimos, apresentando maior rejeição por pares (Wehmeier, Schacht, & Bar­kley,

2010), além de poderem se envolver em mais comportamentos de risco, terem me­ nos relações estáveis e maiores índices de divórcio na vida adulta (Barkley, 2006; Bie­ derman et al., 2006).

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Medium 9788582713389

Capítulo 90 - Diferenciando Raiva de Agressividade

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

90

DIFERENCIANDO RAIVA

DE AGRESSIVIDADE

Aristóteles (384-322 a.C.), importante filósofo grego, certa vez afirmou:

“Ficar com raiva é fácil. Mas ficar com raiva da pessoa certa, no momento certo, pela razão correta e do jeito mais adequado, isso não é nada fácil”.

Assim, de um jeito ou de outro, ainda que de maneira intuitiva, compartilhamos da ideia desse pensador, ou seja, que o manejo de nossos sentimentos não é das tarefas mais simples.

É possível, na verdade, que esse seja um dos maiores paradoxos da vida. Temos controle sobre quase tudo, isto é, dominamos a tecnologia, exploramos o fundo do mar, manejamos foguetes que nos levam a outros planetas, mas exibimos ainda um controle bastante rudimentar a respeito de nossas próprias emoções.

E isso não diz respeito apenas à Grécia Antiga, pois ainda hoje essa é uma questão bastante atual.

ORIGEM

Desde pequenos, somos expostos a uma série de conselhos dos mais velhos e experientes a respeito de como nos posicionar em várias situações da vida. Ouvimos desde cedo que ser governado pelas emoções, por exemplo, pode vir a ser, efetivamente, complexo.

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Medium 9788536311104

2. DA EMBRIOLOGIA MOTORA À EMBRIOLOGIA MENTAL: INTRODUÇÃO À OBRA DE PIAGET

Fonseca, Vitor da Grupo A PDF Criptografado

Vitor da Fonseca

DA EMBRIOLOGIA MOTORA À

EMBRIOLOGIA MENTAL: introdução à obra de Piaget

A NATUREZA ADAPTATIVA DA INTELIGÊNCIA

Jean Piaget (1947, 1956, 1964b, 1965, 1970,

1976) é um dos maiores vultos do conhecimento moderno. Influenciou todos os campos da psicologia e da pedagogia, não só pela vastidão do seu trabalho teórico e empírico, mas também pela fundamentação interdisciplinar que o caracteriza. Inicialmente zoólogo, com uma tese sobre moluscos, mais tarde filósofo, lógico e epistemólogo, Piaget (1973, 1976), sempre interessado pelas ciências da natureza, tornouse um dos psicólogos genéticos mais conhecido e distinto da atualidade.

Trabalhando como assistente de investigação de Simon, no Laboratório de Binet, em Paris, a sua missão centrou-se, na época, na padronização dos testes de lógica de Burt com amostras de crianças francesas em idade escolar, padronização essa que permanentemente combateu ao longo da sua carreira. O seu interesse, pelo contrário, foi-se situando muito mais sobre o processo de raciocínio subjacente que as crianças usavam, não só quando produziam respostas certas, mas, especialmente, quando produziam respostas erradas. Interessou-se, assim, particularmente, em conjunto com seus colegas Inhelder e Szeminska, pela maneira como as crianças pensavam em problemas, ou seja, pelo seu processo cognitivo, e não meramente pelos produtos ou comportamentos em si.

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Medium 9788536326313

9. NEUROBIOLOGIA DA DEPENDÊNCIA DE CRACK

Ribeiro, Marcelo Grupo A PDF Criptografado

O TRATAMENTO DO USUÁRIO DE CRACK

NEUROCIÊNCIA APLICADA AO

TRATAMENTO DO CONSUMO DE CRACK

C A P Í T U L O

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9

NEUROBIOLOGIA

DA DEPENDÊNCIA

DE CRACK

LUCIANA PIRES DE LIMA / VILMA APARECIDA DA SILVA FONSECA /

MARCELO RIBEIRO

Segundo dados obtidos pela United Nations

Office on Drugs and Crime (UNODC),1 em

2009, entre 150 e 270 milhões de pessoas, 3 a 6% da população mundial entre 15 e 64 anos, utilizou alguma substância psicoativa ilícita, comportamento que ganhou um número crescente de adeptos nas últimas décadas. A popularização do consumo de drogas levou ao desenvolvimento de pesquisas nessa área, o que tem ampliado cada vez mais a compreensão acerca de seus mecanismos de ação cerebral e o entendimento sobre o processo de dependência química, permitindo, assim, a criação de medicamentos para a desintoxicação e a prevenção de recaídas.2-4

As substâncias psicoativas são aquelas que, quando consumidas, desencadeiam ação direta nos sistemas cerebrais e são capazes de modificar a consciência, o humor, o pensamento e o estado físico.4 As que atuam farmacologicamente sobre o sistema mesolímbico-mesocortical, ou sistema de recompensa, podem causar dependência, uma doença crônica, recidivante, cuja característica essencial é um padrão compulsivo pela

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