Manole (13)
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Medium 9788520433904

1. O princípio responsabilidade e o inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

1. O P R I N C Í P I O

RE S P ON SA B I L I DA D E E O

IN CON SCIE N TE

A psicanálise nasceu e estabeleceu-se com a teoria do trau-

ma passado e, por isso, o tratamento analítico foi definido por

Freud como sendo a cura da memória. Geralmente, a pessoa procura um analista por estar acometida de algum mal-estar que a impede de atingir seus objetivos. O analista a recebe baseado na hipótese de que se algo vai mal, é porque alguma passagem da história de vida da pessoa agora é um empecilho, funcionando como um locus minori resistentiae, um fator constante de entrave: o trauma – a ser removido pela análise.

A expressão “cura da memória” está diretamente associada a essa forma de compreender o sofrimento.

Ao longo de seu ensino, Freud teve posições diferentes na compreensão do acontecimento traumático. A primeira está

1

relatada na Carta 69, de 21 de setembro de 1897, enviada a Wilhelm Fliess. Até aquele momento, ele havia considerado que acontecimentos objetivos da vida ficariam marcados na pessoa, tais quais cicatrizes psíquicas, determinando, daí em diante, disfunções expressas em sintomas. Na Carta

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Medium 9788520433904

2. A psicanálise do homem desbussolado

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

2. A P S I CA N Á L I S E D O H O ME M

DES B US SO L A D O

Uma teoria abraça a paisagem de sua época, algumas vezes

para melhor, outras para pior. No caso de nosso estudo, a importância da responsabilidade face ao inconsciente só ficou mais evidente quando a organização do laço social do homem ocidental passou da chamada orientação industrial para um novo modelo, globalizado.

Essa passagem ocorreu desde meados do século xx até, principalmente, a virada do século xxi. Celebrada na obra de

Alvin Toffler (2007), A terceira onda, foi retomada por muitos, entre eles por Gilles Lipovetsky (2004), em seu livro Metamorfoses da cultura liberal. A importância do estudo de Toffler

é o fato de reelaborar a história da humanidade em termos econômicos e políticos, até chegar à atualidade.

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De acordo com Toffler (2007), podemos pensar em três ondas de transformações sociais que marcam a história da humanidade. Ele localiza a primeira onda há 3.000 anos, começando com o advento da agricultura. É quando alguém tem a ideia de semear e cultivar a terra. O homem, que é nômade e tribal, passa a se reunir em fazendas e viver em comunidades. Vão se formando assentamentos permanentes, cidades, e a vida urbana vai sendo organizada em torno dos camponeses. Assim, dá-se a transformação das populações nômades em colonos e fazendeiros. Depois, há cerca de 300 anos, começa a segunda onda de mudança, com o início da

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Medium 9788520433904

5. A psicanálise em sua clínica

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

5. A P S I CA N Á L I S E E M S UA

CLÍ N I CA

Apresentamos neste capítulo um caso clínico, com o ob-

jetivo de refletir sobre os aspectos até aqui desenvolvidos da primeira e da segunda clínica de Lacan: as formações do inconsciente, na primeira, e a responsabilidade diante do acaso, na segunda.

Mensalmente, somos convidados a dirigir uma apresentação de pacientes em um hospital psiquiátrico de referência nacional na área, que pertence à Universidade de São Paulo

(USP).

O exercício de apresentação de pacientes não é uma novidade psicanalítica, é uma herança da psiquiatria, sendo habitual, aí, esse exercício clínico, especialmente em serviços de pesquisa. Consiste na entrevista de um paciente, muitas vezes internado, por um grupo de membros do corpo clínico.

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Uma diferença básica entre a apresentação psiquiátrica e a psicanalítica, a considerar, é que, em uma apresentação psiquiátrica, várias pessoas, psiquiatras especialmente, interrogam o paciente; já na apresentação psicanalítica só uma pessoa o interroga, ocupando a posição de analista, enquanto os demais presentes assistem sem interferir, a não ser no momento posterior à apresentação, na discussão.

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Medium 9788520432440

1. Introdução

Dietmar Samulski Manole PDF Criptografado

Introdução

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Tênis: um jogo mental

Os jogadores e técnicos se surpreendem com o fato de 80% do tempo de jogo ser gasto com outros fatores não propriamente relacionados a jogar o ponto. Muito tempo é usado em trocas de lado na quadra, intervalos, espera de saque e raciocínio. No entanto, os jogadores raramente passam entre 70% e 80% do tempo se dedicando à preparação mental durante o treinamento.

O mental é uma parte muito importante do tênis. Tenho trabalhado muito isso, e os resultados estão começando a aparecer. (Feliciano Lopez, membro da Equipe Espanhola da Copa Davis)

O tênis é um esporte complexo, que não depende apenas do talento e do potencial físico e de habilidades técnico-táticas, mas também de capacidades psicológicas, como equilíbrio emocional e força mental. O aspecto mental no tênis é tão importante que, segundo Jimmy Connors, o tênis é

95% um jogo mental em um nível de competição profissional.

Eu quero terminar o ano como o número 1 do mundo. Sei que é difícil, mas estou me preparando para isso mentalmente e trabalhando duro. (Marat Safin)

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Medium 9788520433904

4. Felicidade não é bem que se mereça

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

4. F EL I CI DA D E N ÃO É B E M

QUE SE M E R EÇ A 1

Temos nos referido com insistência à felicidade em psicanálise,

como acabamos de fazer no capítulo precedente. Isso nos leva a aprofundar um pouco mais o tema, pois trata-se da felicidade possível diante do real, que se consegue em uma psicanálise, fora da moral tradicional do merecimento.

Felicidade é um tema mais comum nos livros de autoajuda, de livrarias de aeroporto, que assunto de psicanalistas. Ao contrário do sorriso bondoso que carregam os arautos da felicidade, os analistas apresentam-se normalmente com o ar de ceticismo daqueles que conhecem o desejo, a saber que alguma coisa sempre lhes estará faltando, mesmo se você ainda

1 Este capítulo foi apresentado no XVII Encontro Brasileiro do Campo

Freudiano, Rio de Janeiro, 21 a 23 nov. de 2008. Publicado em Opção lacaniana, n. 54, 2009, p. 55-9.

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não tiver descoberto. É o que faz, também, que cara de felicidade seja associada à tolice, enquanto cara fechada seja vista como sinal de seriedade.

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Grupo Gen (426)
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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 34 - Violência doméstica: sofrendo silenciosamente – estudo de caso

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

34

Violência doméstica: sofrendo silenciosamente – estudo de caso

Joana d’Arc Cardoso dos Santos

A violência é o contraponto do amor nas relações: está presente, de alguma forma, em grande percentagem dos casais e das famílias, ao lado dos cuidados amorosos e protetores. Costuma instalar-se insidiosamente nas relações familiares, sob a proteção das paredes dos quartos ou das casas. Uma violência por vezes silenciosa, outras vezes nem tanto

(Luiz Carlos Prado, 2004).

Introdução

Este capítulo tem o objetivo de apresentar um estudo de caso realizado no Serviço de Atendimento a Famílias em

Ações Cíveis (SERAF) da Secretaria Psicossocial Judiciária

(SEPSI) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) que, embora a demanda apresentada fosse o direito de visitas de uma mãe aos filhos, o tema central que se mostrou foi a violência emocional sofrida pela mulher durante vários anos enquanto esteve casada. Os mecanismos sutis de violência evidenciados no relato dessa mulher chamaram a atenção, instigando um estudo mais aprofundado do tema à luz das teorias que tratam da questão. Acredita-se que foi possível analisar teoricamente e levantar reflexões acerca da questão violência, especialmente a violência emocional e psicológica.

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Medium 9788527731546

30 - Transtornos Alimentares | Obesidade na Visão Analítica

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

30

Transtornos Alimentares |

Obesidade na Visão

Analítica

Liliana Liviano Wahba

Você tem sede de ­quê?

Você tem fome de ­quê?

Trecho da canção “Comida”, de Arnaldo Antunes,

Marcelo Fromer e Sérgio Britto.

Introdução

De modo amplo, entende-se por transtorno alimentar um desvio do comportamento que pode levar ao emagrecimento extremo (caquexia) ou à obesidade, entre outros problemas físicos e incapacidades. Estudos epidemiológicos demonstram aumento de incidência de alguns transtornos alimentares concomitantemente à evolução do padrão de beleza feminino para o corpo magro, ou seja, em parte, esses transtornos estariam ligados à cultura. Há de se levar em conta também a mudança de hábitos na sociedade ocidental, que favorece o consumo de alimentos prontos, repletos de gorduras e açúcares.

Os principais transtornos são a anorexia e a bulimia e, entre outros, existem a obesidade mórbida, a falta de apetite e a crise do comer compulsivo (binge eating disorder), que consiste em episódios de voracidade fágica, mas sem uso de método purgativo como na bulimia. Esse transtorno acomete três mulheres para cada dois homens, com prevalência de 2% na população geral e de 30% entre obesos que procuram tratamento para emagrecer.1 O Diagnostic and

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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 8 - Transmissão psíquica transgeracional e violência intrafamiliar

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

8

Transmissão psíquica transgeracional e violência intrafamiliar

Maria Luiza Dias

A violência encontrada em unidades familiares, presente nas relações conjugais, que por decorrência irradia para outros vínculos na família, é fenômeno de consideração de terapeutas, que se sensibilizam para a análise ou a psicoterapia de casais violentos e famílias envolvidas nesta qualidade de experiência.

Neste capítulo, a violência é concebida incluindo a ideia de abuso físico, sexual, psicológico, moral e pode assumir muitas outras feições. A violência psicológica pode ser mais perceptível ou mais velada; o que se busca, neste momento,

é dar visibilidade a esses processos de agressão partilhados e abordar o comportamento violento, como padrão de interação transmitido por meio de aprendizagem social, via socialização na família, engendrado por processos identificatórios. Uma vez que o grupo familiar é o cenário da transmissão psíquica geracional, a construção da subjetividade aí toma seu lugar central, tratando-se, muitas vezes, de processos inconscientes, que pedem pelo seu desnudamento, sobretudo em famílias envolvidas com segredos geracionais. Nestes casos, torna-se necessário gerenciar e transformar o legado familiar.

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Medium 9788527730686

13 - Conceito de Demência

MIOTTO, Eliane Correa; LUCIA, Mara Cristina Souza de; SCAFF, Milberto Grupo Gen PDF Criptografado

13

Conceito de Demência

Ricardo Nitrini

Definições

Demência é definida pelo Novo Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de

Holanda Ferreira como “deterioração progressiva e irreversível das funções intelectuais, resultante de lesões cerebrais”, e no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, como “perda de origem orgânica, frequentemente progressiva, sobretudo da memória, mas que também compromete o pensamento, julgamento e/ou a capacidade de adaptação a situações sociais”.

Como ensina o professor Wilson Sanvito, definições são como camisas de força que pretendem conter o conceito, mas que em geral o aprisionam de modo incompleto e impreciso. Uma definição um pouco mais adequada de demência é a de “síndrome caracterizada pelo declínio da capacidade intelectual, suficientemente grave para interferir nas atividades sociais ou profissionais, que independe de distúrbio do estado de consciência (ou da vigília) e é causada por comprometimento do sistema nervoso central”.

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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 19 - O vitimizador

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

19

O vitimizador

Maher Hassan Musleh

Era uma vez um menino que um dia resolveu se tornar psicólogo e se dedicar à pesquisa.

Sempre teve uma vida cheia de emoções e paixões que fizeram dele alguém muito dedicado a tudo aquilo que pretendia realizar. Naquele dia em que escolheu seu destino profissional, percebeu que seu desejo era tentar entender a complexidade de vida, para posteriormente poder explicar para outras pessoas questões relacionadas, principalmente,

à violência que desde a tenra infância observou. Infelizmente, durante muito tempo, presenciou guerras entre grupos em permanente conflito.

Ao mesmo tempo em que via a violência que o ameaçava, percebia que sua existência decorria do amor que unira um homem e uma mulher: uma mãe brasileira descendente de palestinos e um pai palestino. Por causa de seu pai palestino, com menos de dois anos de idade, em 1971, mudou-se de São Paulo, onde nascera, para ir morar no Líbano, terra que seu pai escolhera para viver. Era uma terra muito diferente daquela em que nasceu e que mal conhecia. Ao chegar a esse lugar, iniciou-se uma guerra civil que durou cerca de vinte e um anos; viveu lá durante longos e tenebrosos quinze anos.

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Grupo A (70)
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Medium 9788536325408

Capítulo 7 - Desenvolvimento Físico e Sapúde na Segunda Infância

Denise Boyd, Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

7

Desenvolvimento Físico e Saúde na

Segunda Infância

O

bserve um grupo de crianças de 2 a 6 anos em um playground e você provavelmente vai se impressionar com a alegria pura que elas sentem movimentando seus corpos. Elas sobem em coisas, arremessam coisas, correm, saltam e constroem fortalezas usando blocos. Quando uma criança consegue fazer uma dessas coisas pela primeira vez, o prazer e orgulho em seu rosto é algo maravilhoso de admirar. Quando uma criança está se esforçando muito em alguma tarefa física – tentando fazer um sequência de contas de um colar ou construir um castelo usando blocos – seu olhar tende a parecer concentrado. E, mesmo quando crianças dessa idade estão claramente exaustas, elas geralmente se negam a parar de brincar.

O primeiro tópico que abordamos neste capítulo é o desenvolvimento e aprendizado dessas e outras habilidades físicas por parte da criança. A seguir abordamos as necessidades de saúde das crianças pequenas e algumas das ameaças à saúde que elas enfrentam durante esse período. Por fim, consideramos duas rotas desenvolvimentistas atípicas que geralmente são diagnosticadas durante a segunda infância.

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Medium 9788580553383

Capítulo 1 - Introdução à Psicologia Social

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

Introdução à

Psicologia Social

E

C A P Í T U LO

1

ra uma vez um homem cuja segunda esposa era uma mulher vaidosa e egoísta. As duas filhas dessa mulher eram igualmente vaidosas e egoístas. A própria filha do homem, contudo, era

humilde e altruísta. Essa filha meiga e bondosa, que todos conhecemos como Cinderela, aprendeu cedo que deveria ser obediente, aceitar maus-tratos e ofensas e evitar fazer qualquer coisa que fizesse sombra às meias-irmãs e à madrasta.

Entretanto, graças à fada madrinha, Cinderela conseguiu fugir desse contexto por uma noite e ir a um grandioso baile, no qual atraiu a atenção de um lindo príncipe. Quando posteriormente o príncipe apaixonado reencontrou Cinderela em seu lar aviltante, ele não a reconheceu.

Implausível? O conto de fadas exige que aceitemos o poder da situação. Na presença da opressiva

madrasta, Cinderela era humilde e pouco atraente. No baile, sentia-se mais bonita – e caminhava, conversava e sorria como se assim fosse. Em uma situação, ela se encolhia. Em outra, encantava.

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Medium 9788536325408

Capítulo 2 - Teorias do Desenvolvimento

Denise Boyd, Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

2

Teorias do Desenvolvimento

C

omo aprendemos no Capítulo 1, os psicólogos do desenvolvimento utilizam teorias para formular hipóteses, ou respostas testáveis, para perguntas sobre o porquê do comportamento. É útil categorizar tais teorias por tipo. No nível mais amplo existem três famílias de teorias

– teorias psicanalíticas, teorias da aprendizagem e teorias cognitivas. As teorias dentro de cada uma dessas famílias procuram fornecer aos desenvolvimentistas explicações abrangentes sobre todas as facetas do desenvolvimento humano. Adicionalmente, teorias que tratam das bases biológicas do desenvolvimento e das interações entre esses fatores e o ambiente estendem a compreensão dos desenvolvimentistas das mudanças relacionadas à idade além das oferecidas pelas três grandes famílias de teorias.

Assim, as explicações mais abrangentes dos fenômenos do desenvolvimento muitas vezes incluem ideias das abordagens psicanalítica, da aprendizagem e cognitiva, assim como das teorias biológica e contextual.

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Medium 9788536325408

Capítulo 3 - Desenvolvimento Pré-Natal e Nascimento

Denise Boyd, Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

3

Desenvolvimento Pré-Natal e Nascimento

A

história do desenvolvimento humano começa com a união de dois grupos de genes. Logo depois, inicia-se uma dança em que natureza e experiência são parceiras, a qual molda as primeiras 40 semanas do desenvolvimento humano. No contexto dessa dança, uma única célula se transforma em um recém-nascido choroso, mas curioso, que faz sua estreia no mundo externo.

Até pouco tempo atrás, era impossível observar grande parte dessa dança. Contudo, com o rápido desenvolvimento de técnicas que permitem aos cientistas observar os primeiros momentos do desenvolvimento tanto no laboratório quanto no interior do corpo da mãe, os pesquisadores estão fazendo descobertas sobre os processos do desenvolvimento pré-natal que estavam envoltos em mistério até apenas algumas décadas atrás. Ao estudar este capítulo, você vai se familiarizar com algumas dessas descobertas e, esperamos, obter uma melhor apreciação do incrível processo de desenvolvimento pré-natal.

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Medium 9788580553383

Capítulo 15 - Psicologia Social no Tribunal

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U LO

Psicologia Social no Tribunal

15

“Um tribunal é um campo de batalha onde advogados competem pelas mentes dos jurados.”

—James Randi, 1999

F

oi o caso criminal com maior divulgação na história da humanidade: o herói do futebol, ator e comentarista O. J. Simpson fora acusado de assassinar brutalmente sua ex-mulher e seu compa-

nheiro. As evidências eram convincentes, argumentou a acusação. O comportamento de Simpson se ajustava a um antigo padrão de abuso da esposa e ameaças de violência. Os testes sanguíneos confirmaram que seu sangue estava na cena do crime e o sangue de sua vítima estava em sua luva, em seu carro e mesmo em uma meia encontrada em seu quarto. Sua viagem na noite do crime e a forma como ele fugiu quando a prisão era iminente constituiam, segundo os promotores, indicadores adicionais de sua culpa.

Quão confiável é o testemunho ocular?

Quais outros fatores influenciam a decisão dos jurados?

O que influencia o jurado individualmente?

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Grupo A (1811)
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Medium 9788565852951

Capítulo 26 - Direito autoral e o mito de que “caiu na rede é de graça”

Cristiano Nabuco de Abreu; Evelyn Eisenstein; Susana Graciela Bruno Estefenon Grupo A PDF Criptografado

DIREITO AUTORAL E O MITO DE

QUE “CAIU NA REDE É DE GRAÇA”

DEBORAH FISCH NIGRI

VIVENDO ESSE MUNDO DIGITAL

C A P Í T U L O 2 6

A internet revolucionou o mundo! Clichê! Isso todos já sabem. A grande questão

é saber como tratar e lidar e, mais importante, diferenciar quais direitos se pretende proteger e quais informações podem circular livremente pela rede, sem qualquer embaraço. O assunto é extenso e palpitante. A tentação é grande para expor neste espaço tudo o que diz respeito aos vícios presentes da internet.

Vícios dos adultos e vícios dos adolescentes!

O uso da internet em larga escala, como vem se desenvolvendo nos últimos anos, nos faz refletir sobre a relação do ser humano com o computador. Quando se trata de crianças e adolescentes que ainda não têm maturidade para discernir sobre os benefícios e os malefícios desse meio de informação/comunicação, a questão fica ainda mais séria, e alguns questionamentos pontuais são inevitáveis:

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Medium 9788582715802

Capítulo 3. Sono: o que vocêdeveria saber, mas ainda desconhece

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Sabemos, já não é de hoje, que o sono exerce uma importante função em nossa vida. Pesquisadores já afirmaram há muito tempo que dormir é extremamente importante para o desenvolvimento das funções cerebrais, como a consolidação das memórias de longo prazo ou, ainda, o favorecimento e a criação das habilidades de aprendizagem.

Contudo, além dos aspectos já bem conhecidos, algumas questões têm sido recentemente apontadas.

Um estudo conduzido pelo Centro Médico da Universidade de Rochester (Nova Iorque) constatou que o sono pode ser também um período no qual o cérebro se desfaz das moléculas tóxicas acumuladas ao longo do dia, ou seja, uma boa noite de sono pode, literalmente, limpar a nossa mente.

Em estudos utilizando ratos, os pesquisadores mostraram, pela primeira vez, que o espaço entre as células do cérebro pode aumentar durante o sono, permitindo, então, que sejam eliminadas as toxinas acumuladas.

Dessa forma, quando dormimos, um sistema de “encanamento”, chamado de sistema glinfático, abre e “libera a passagem” (encolhendo em até 60% do tamanho original das células), permitindo que o líquido cerebrospinal “enxágue” o tecido cerebral, expulsando, assim, os resíduos acumulados no sistema circulatório.1

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Medium 9788582715055

Capítulo 20. O pensamento e suas alterações

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

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O pensamento e suas alterações

Eu sou, eu existo; isso é certo; mas por quanto tempo? A saber, por todo o tempo em que eu penso; pois poderia ocorrer que, se eu deixasse de pensar, eu deixaria ao mesmo tempo de ser ou de existir. Agora eu nada admito que não seja necessariamente verdadeiro: portanto, eu não sou, precisamente falando, senão uma coisa que pensa [...]

Descartes

Cabe alertar que este capítulo se sobrepõe e dialoga com os capítulos seguintes sobre o juízo de realidade/delírio e sobre a linguagem e suas alterações. O juízo de realidade/delírio, embora seja um aspecto do pensamento, pela importância do delírio em psicopatologia, foi tratado em capítulo próprio.

A linguagem, embora distinta do pensamento, muitas vezes é sobreposta a ele ou considerada sua simples e automática expressão.

Isso não nos parece adequado, pois, embora pensamento e linguagem se articulem muito intimamente no ser humano, há aspetos específicos e autônomos em cada um deles (para este debate, ver Pinker, 2008; Arendt, 2017).

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Medium 9788582715802

Capítulo 33. Selfities: o lado patológico e perverso das selfies

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

O ato de autofotografar-se por meio de telefones celulares já é uma prática bastante comum e foi batizada, como bem sabemos, de selfie, ou seja, autorretratos extraídos dos mais variados momentos de nosso cotidiano.

Até aqui, tudo normal, nenhuma novidade.

Ocorre que esse hábito começa a chamar a atenção, em alguns casos específicos, dado seu exagero. Assim, em 2014, o site da Associação Americana de Psiquiatria publica, pela primeira vez, uma crônica, nomeando a conduta exagerada das selfies como selfities, isto é, um comportamento que revela um desejo obsessivo compulsivo de tirar fotos de si mesmo e postá-las nas mídias sociais como forma de maquiar a falta de autoestima e, com isso, preencher o espaço, através da exposição da intimidade pessoal.1

O mesmo artigo classifica, então, esses autorretratos como “patológicos” e propõe, assim, três categorias de intensidade, a saber:

1.Um primeiro nível, mais leve, denominado borderline, em que a pessoa se autofotografa pelo menos três vezes por dia, mas não posta os retratos nas redes sociais.

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Medium 9788582712207

Capítulo 30 - Reabilitação cognitiva na infância: questões norteadoras e modelos de intervenção

Flávia Heloísa dos Santos, Vivian Maria Andrade, Orlando Francisco Amodeo Bueno Grupo A PDF Criptografado

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Reabilitação cognitiva na infância: questões norteadoras e modelos de intervenção

CLAUDIA BERLIM DE MELLO

Déficits cognitivos e comportamentais são consequências frequentes de lesões encefálicas adquiridas e demandam intervenções em reabilitação cognitiva. Reabilitação cognitiva é definida como um programa sistemático e funcionalmente orientado de atividades cognitivas terapêuticas, organizadas para que se obtenham mudanças funcionais, seja por meio de estimulação de habilidades previamente desenvolvidas, seja pelo estabelecimento de mecanismos compensatórios (National Academy of Neuropsychology [NAN], 2014). O planejamento das intervenções requer o estabelecimento de metas comportamentais a serem alcançadas e uma investigação contínua dos efeitos obtidos, entre outros critérios (Mateer, Kerns, & Eso, 1996).

Dois modelos principais de reabilitação orientam as intervenções: aqueles baseados em treino cognitivo e aqueles de rea­bilitação neuropsicológica holística (para revisão, ver Abrisqueta-Gomez, 2006).

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Editora Manole (33)
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Medium 9788520450444

1. Teoria interpessoal de Peplau

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

1

Teoria interpessoal de Peplau

Evalda Cançado Arantes

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

PONTOS A APRENDER

1. Discorrer sobre a pioneira do desenvolvimento de teorias de enfermagem.

2. Evidenciar contexto, conteúdo e processo da teoria interpessoal de

Peplau.

3. Apresentar as fases da aplicação da teoria interpessoal de Peplau.

4. Descrever o papel do enfermeiro psiquiátrico segundo a teoria interpessoal de Peplau.

5. Discorrer sobre as principais contribuições da teoria interpessoal de

Peplau para o desenvolvimento da enfermagem.

PALAVRAS-CHAVE

Teorias de enfermagem, teoria interpessoal de Peplau, papel do enfermeiro psiquiátrico, relacionamento enfermeiro-paciente, enfermagem psiquiátrica, saúde mental.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

A teorista Hildegard E. Peplau. Teoria interpessoal de Peplau. Assertivas básicas. Conceitos básicos. Componentes centrais da teoria interpessoal de Peplau. Métodos para estudar enfermagem como processo interpessoal. Modificações na teoria de Peplau. Considerações finais.

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Medium 9788578681210

Doenças e seus tratamentos

BARROS, Daniel Martins de Editora Manole PDF Criptografado

No consultório com Darwin

“Nada em biologia faz sentido a não ser à luz da evolução.”

A frase do geneticista ucraniano Theodosius Dobzhansky foi repetida à exaustão nas efemérides envolvendo Charles

Darwin em 2009 (os 200 anos de seu nascimento e os 150 da publicação de A origem das espécies). O que nem sempre lembramos é que a frase vale também para a medicina, atrelada que é à biologia.

No livro A sobrevivência dos mais doentes (Moalem e

Watters, 2007), isso fica evidente: a maior prevalência de anemia falciforme entre os negros, por exemplo, resultando na proteção que essa doença hematológica confere contra malária (o protozoário que causa a malária não consegue infectar as células sanguíneas distorcidas pela anemia), mostra como a seleção natural tem influência direta na patologia humana.

A psiquiatria, como especialidade médica que é – e sujeita

(embora não restrita) ao biológico cérebro – não poderia

111

se safar. Exemplo: desde que o tratamento com carbonato de lítio para o transtorno afetivo bipolar foi introduzido, há lugares em que sua incidência vem aumentando. Claro que não é o remédio que causa novos casos de doença, mas, provavelmente, o fato de as pessoas ficarem melhor permite que se envolvam mais em relacionamentos e tenham mais filhos, o que aumenta a chance de haver mais genes da bipolaridade na população.

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Medium 9788520430026

Ciúme na separação

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme na separação

Quem foi deixado tem um tipo de sentimento, e quem deixou tem outro. A frustração inicial de quem foi deixado é tão forte e traumática que parece não sobrar espaço para o ciúme típico e normal. Por algum tempo as emoções e os sentimentos entorpecem e sufocam totalmente a razão.

Quando se confirma uma separação, por motivo de traição ou não, quando o fim do relacionamento foi desejo e iniciativa de apenas uma pessoa, o sentimento que isso desperta na pessoa deixada não será mais o mesmo sentimento de ciúme que girava em torno de devaneios e suposições.

No ciúme verdadeiro há medo de deixar de significar um objeto exclusivo para a pessoa amada, medo de deixar de ser fortemente desejado e capaz de prender totalmente a atenção do outro. Nos casos concretos de traição ou de iniciativa para separação, a pessoa ferida não tem mais medo, não tem mais suspeita de perder a condição especial. De fato, ela sabe que já não é mais importante para a pessoa amada.

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Ciúme patológico

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme patológico

A expressão ciúme patológico significa ciúme doentio. Na realidade, o ciúme patológico é, na maioria das vezes, mais um sintoma de alguma outra patologia psíquica do que uma doença em si. O ciúme exagerado, descrito anteriormente, é apenas um ciúme não normal, enquanto o ciúme patológico representa, como o próprio nome diz, uma patologia.

O ciúme patológico em sua forma mais grave também é conhecido como síndrome de Otelo, referindo-se à peça Otelo, escrita por

William Shakespeare em 1694, que mostra o lado obscuro desse sentimento capaz de produzir pensamentos irracionais e comportamentos inaceitáveis ou bizarros. A síndrome de Otelo homenageia a obra literária que descreve o homicídio cometido pelo marido que suspeita da traição de sua mulher e seu subsequente suicídio.

Muitos outros autores da literatura universal, entre eles Goethe,

Proust, Dante e Dostoiévski, retrataram em suas obras a angústia desse sentimento que, por vezes, assume um caráter avassalador.

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Cultura e artes

BARROS, Daniel Martins de Editora Manole PDF Criptografado

A verdade e Pirandello

Se eu tinha alguma dúvida, não tenho mais: Pirandello é mesmo meu autor favorito. A última peça dele que li, Assim é (se lhe parece), está até agora rodando em minha mente.

Conta a história de um funcionário novo que chega à cidade após um terremoto ter destruído completamente seu vilarejo. Ele vem com a esposa e a sogra, e o trio é cercado de mistérios, pois a mulher fica dia e noite trancada no alto de um prédio, só falando com a mãe, e, apenas, pela janela. Os habitantes da cidade põem-se em polvorosa, tentando descobrir as razões daquele arranjo tão singular, girando a peça inteira em torno das especulações e maquinações mil que se fazem para descobrir a verdade.

A primeira explicação é dada pela sogra, que diz que o genro a impede de ver a filha. “Ah, que cruel”, dizem todos. Na sequência, vem o genro e diz que a sogra é louca e não sabe que a filha morreu, mas que ele mantém a farsa para poupá-la. “Ah, que bondoso”, pensam. Contudo, a sogra retorna e diz que sabe que o genro diz que ela é louca, e só não contesta para não criar

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