Manole (13)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520433904

6. A psicanálise além de sua clínica

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

6. A P SI CAN Á L I S E A L É M

DE S UA CL Í N I C A

Na introdução – Provocações Psicanalíticas –, afirmamos

que a psicanálise de hoje ultrapassa o interesse da clínica exclusiva do consultório. Ela também se preocupa e age, o que é fundamental, nas mais variadas manifestações do laço social: na medicina, na família, nas escolas, nas empresas, na política e na sociedade em geral. Para nós, diferentemente daqueles que pensam que a psicanálise estaria desaparecendo junto a outras disciplinas que surgiram nos séculos xix e xx, a psicanálise está só começando. Não conhecemos prática social, ao menos até o momento, que melhor articule o novo laço social da globalização, marcado pela incompletude do real, tal como já exposto. Vamos dar aqui alguns exemplos do que pensamos, a começar com a medicina.

103

6.1. MEDICINA

Examinemos a influência da psicanálise sobre a expressão dos genes; seria fato que aquilo que está escrito no código genético fosse um maktoub, uma determinação inflexível de uma vida?

Ver todos os capítulos
Medium 9788520432440

2. Habilidades psicológicas no tênis

Dietmar Samulski Manole PDF Criptografado

Habilidades psicológicas no tênis

2

O perfil psicológico do jogador de tênis é composto pelas seguintes habilidades psicológicas básicas e específicas:

Autoconfiança

Habilidades emocionais

Superação

Motivação

Rotinas psicológicas

Atitude vencedora

Perfil psicológico no tênis

Habilidades cognitivas

Inteligência de jogo

Recuperação

Figura 2.1  Habilidades psicológicas básicas e específicas do tênis.

Habilidades básicas: são autoconfiança e atitude vencedora. Autoconfiança é a convicção de que um jogador pode conseguir um ótimo desempenho em qualquer situação. O nível de autoconfiança manifesta-se na atitude vencedora. O vencedor sempre entra na quadra com uma atitude vencedora e acredita na vitória.

19

Treinamento mental no tênis: como desenvolver as habilidades mentais

Habilidades específicas: são as habilidades motivacionais, como automotivação, autoverbalização, persistência e superação.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433904

3. A psicopatologia e o final da análise

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

3. A P S I CO PATO LO G I A E O F INA L

DA A N Á L I S E

A psicopatologia é o mapa pelo qual o clínico se orienta

e é importante discuti-la quando estamos revendo a atualidade da práxis psicanalítica. Neste capítulo, a psicopatologia será examinada em dois aspectos. Primeiramente, como a entendemos hoje. Depois, como foi sua presença na história da psicanálise.

3.1. COMO ENTENDEMOS A PSICOPATOLOGIA

Pensar, inicialmente, em como entendemos a psicopatologia implica decidirmos se hoje consideramos que ela gera determinantes estáveis. Isso implicaria que, nas afirmações “este paciente é psicótico”, “aquele paciente é histérico” e “aquele outro é maníaco”, estar-se-ia descrevendo uma entidade. O quadro psicopatológico determinaria um estado, objetiva49

mente observável. É uma maneira de ver frequente na medicina, que gerou o propalado movimento da Medicina Baseada em Evidências.

No entanto, na própria medicina há outra possibilidade; por exemplo, na visão de Carol Sonenreich (2005), quando discorre sobre o diagnóstico. Esse autor considera que a psiquiatria limita-se às operações de sua competência, mas inserida na comunicação, nas relações humanas, sem aspiração a verdades absolutas. Na psiquiatria, segundo ele, não se busca unanimidade diagnóstica, a qual não daria garantia quanto

Ver todos os capítulos
Medium 9788520432440

3. Rotinas psicológicas competitivas (RPC)

Dietmar Samulski Manole PDF Criptografado

Rotinas psicológicas competitivas (RPC)

3

Introdução

As rotinas competitivas (Figura 3.1) são de grande importância para se conseguir um bom nível de ativação, uma boa concentração e um bom equilíbrio emocional antes, durante e após o jogo.

O desenvolvimento das rotinas depende da personalidade do atleta, da especificidade da modalidade esportiva, do contexto do treinamento e da competição. Por esse motivo, a rotina competitiva representa um comportamento totalmente individualizado, e cada jogador precisa desenvolver suas próprias rotinas para a competição.

Rotinas psicológicas competitivas (RPC)

Antes do jogo

Um dia antes

No dia do jogo

Durante o jogo

•  Entre os games

•  Saque

•  Devolução

•  Approach

•  Intervalo

•  �Situação de decisão e pressão

Após o jogo

Após o jogo

Um dia após o jogo

Figura 3.1  Rotinas psicológicas competitivas.

73

Treinamento mental no tênis: como desenvolver as habilidades mentais

Ver todos os capítulos
Medium 9788520432440

1. Introdução

Dietmar Samulski Manole PDF Criptografado

Introdução

1

Tênis: um jogo mental

Os jogadores e técnicos se surpreendem com o fato de 80% do tempo de jogo ser gasto com outros fatores não propriamente relacionados a jogar o ponto. Muito tempo é usado em trocas de lado na quadra, intervalos, espera de saque e raciocínio. No entanto, os jogadores raramente passam entre 70% e 80% do tempo se dedicando à preparação mental durante o treinamento.

O mental é uma parte muito importante do tênis. Tenho trabalhado muito isso, e os resultados estão começando a aparecer. (Feliciano Lopez, membro da Equipe Espanhola da Copa Davis)

O tênis é um esporte complexo, que não depende apenas do talento e do potencial físico e de habilidades técnico-táticas, mas também de capacidades psicológicas, como equilíbrio emocional e força mental. O aspecto mental no tênis é tão importante que, segundo Jimmy Connors, o tênis é

95% um jogo mental em um nível de competição profissional.

Eu quero terminar o ano como o número 1 do mundo. Sei que é difícil, mas estou me preparando para isso mentalmente e trabalhando duro. (Marat Safin)

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Grupo Gen (533)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788521634263

Epílogo

BERGER, Kathleen Stassen Grupo Gen PDF Criptografado

Epílogo n Morte

O Q U E VO C Ê VA I S A B E R ?

1. Por que a morte é um elemento de esperança e não de desespero?

2. Qual é a diferença entre uma boa morte e uma morte ruim?

3. Como a lamentação contribui para o luto?

Um hospital próximo daqui (St. Vincent’s) fechou há dois anos, vítima de cortes de orçamento.

Outros seis hospitais foram fechados este ano na cidade de Nova York pelo mesmo motivo.

O fechamento do St. Vincent’s abalou muito a comunidade local – as emoções ainda estão à flor da pele. Ontem, em uma manifestação em frente ao hospital, o editor de um jornal local esbofeteou um senador do nosso estado, que respondeu com surpresa e compaixão (Taylor, 2013).

Por que aquela bofetada aconteceu? O editor disse que sua esposa havia morrido recentemente em um hospital do Bronx e, se o St. Vincent’s ainda estivesse aberto, “poderia ter caminhado duas quadras e ter ficado com ela durante suas últimas horas de vida” (Taylor, 2013, p. A-16). É claro que isso não é desculpa para a violência, mas os que lamentam uma morte querem culpar alguém – o hospital, um senador, um médico, a pessoa que está morrendo. Os homens tendem a ficar enfurecidos; as mulheres, deprimidas (Corr & Corr, 2013b). As pessoas dizem: “Isso não tinha que acontecer”, embora elas saibam que a morte, esteja ela a alguns metros, esteja no fim de um longo túnel, faz parte da vida.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530975753

CAPÍTULO IV – Ulrich – A escrita e o gozo no crime paranoico ou o crime na embaixada

MOTTA, Manoel Barros da Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO IV

Ulrich – A escrita e o gozo no crime paranoico ou o crime na embaixada

Sabemos, a partir de Freud, que a investigação analítica da paranoia apresenta dificuldades, que são superadas pelos escritos dos paranoicos, onde estes “revelam (de forma distorcida, é verdade) exatamente aquelas coisas que outros neuróticos mantêm escondidas como um segredo”.1 A experiência analítica permitiu, aqui, uma elaboração do drama desse sujeito, embora não o tenha libertado de seu delírio de perseguição. Produziu um período extenso de pacificação, em que ele pôde escrever e reduzir consideravelmente a agressividade nas relações com a família e nas suas relações amorosas. Não permitiu uma elaboração que evitasse certos traços perversos, sádicos, de sua posição: “eu acredito que houvesse um tanto de sado-masoquismo na minha atitude provocadora: eu o provocava muito, eu o irritava. Por outro lado, eu procurava a absolvição, dando coisas a ele”.

O romance que escreveu pode ser cotejado com os elementos ditos durante a análise. Por isso, recorri amplamente a seus textos que circunscrevem alguns aspectos essenciais de seu drama. Esse paciente preocupava-se intensamente com a ideia de redenção, amplificada, para ele, com a leitura de Dostoievski, depois da tentativa de homicídio do chefe, o embaixador num

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731546

37 - Transtornos Psicóticos na Visão do Psicodrama

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

37

Transtornos Psicóticos na

Visão do Psicodrama

Luis de Moraes Altenfelder Silva Filho

Introdução

Barão Ernst von Feuchtersleben (1806-1849), médico austría­co, publicou três livros importantes no campo da psiquiatria, entre os quais A higiene da alma, de 1838, que foi traduzido para vários idiomas e teve 40 edições em 25 anos. Ele considerava que a existência devia ser uma luta sem fim para evitar os gérmens da loucura que todo humano carrega em si. Em 1845, publicou Questões judiciais a propósito da loucura e o Manual de psicologia médica, com o qual introduziu o termo psicose na medicina.1 Com o passar dos anos, o conceito de psicose passou por muitas modificações. Atualmente, a maioria dos psicopatologistas conceitua a psicose como “a ruptura das regras e limites que presidem o intercâmbio entre a realidade percebida e pensada pelo sujeito, e a realidade comum, acessível aos demais, sendo as manifestações esquizofrênicas, num sentido amplo, o modelo mais representativo desse fenômeno”.2 Suas manifestações sintomatológicas consistem na alteração da comunicação lógica, em associações de ideias e no rompimento da barreira entre fantasia e realidade, incluindo ainda sintomas afetivos e alteração da vontade e da atividade.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521804963

XVII. Arte Virgem – A Função da Pintura na Psicose

QUINET, Antonio Grupo Gen PDF Criptografado

XVII

ARTE VIRGEM

A FUNÇÃO DA PINTURA NA PSICOSE

Em 1946, no Engenho de Dentro, no Centro Psiquiátrico Pedro

II, no Rio de Janeiro, uma jovem doutora, Nise da Silveira, cansada do arsenal terapêutico dos eletrochoques, comas insulínicos e psicocirurgias, decide abrir um ateliê de pintura para os internos, sustentando então a aposta de que lá onde eram jogados os rebotalhos da sociedade utilitarista havia sujeitos – sujeitos do inconsciente.

Os usuários, a maior parte esquizofrênicos, como ela mesma os nomeia, começam a produzir livremente desenhos, quadros, esculturas. Pintores, curiosos e interessados passam então a frequentar esse ateliê e, em maio de 1952, Nise da Silveira inaugura o famoso Museu do Inconsciente. Por mais que nossa doutora considere, como ela mesma diz em seu livro Imagens do Inconsciente, essa experiência como um fracasso,1 devido ao fato de ela ter permanecido até hoje totalmente marginal à instituição, é fato que esse Museu de arte bruta no Rio conta hoje com mais de 250.000 peças produzidas pelos ditos loucos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731232

11 - Orientação Sexual: Hétero, Homo, Bi ou Assexual

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF Criptografado

11

Orientação Sexual:

Hétero, Homo, Bi ou Assexual

Alessandra Diehl e Denise Leite Vieira

Pontos-chave:

• Orientação sexual é a direção do desejo, da atração sexual e emocional de um indivíduo por outros

• As pessoas não escolhem sua orientação sexual, portanto, não é correto dizer “opção sexual”

• Qualquer orientação sexual deve ser respeitada

• Homofobia promove violência, desrespeito e humilhação; portanto, deve ser combatida

• Vulnerabilidades diversas e par­ticularidades complexas envolvem todas as orientações sexuais.

Introdução

A definição de orientação sexual tem sido alvo de muitas discussões e ainda hoje é difícil um consenso, pois não é um constructo estático, que possa ser prontamente mensurado ou facilmente categorizado.

Cabe lembrar que a sexualidade é dinâmica, multifacetada e sua per­ cepção é historicamente localizada1,2; portanto, binarismos como masculi­ no-feminino e homo-hétero podem não ser adequadas e/ou suficiente­ mente abrangentes.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Grupo A (2915)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788582712245

Capítulo 19 - Domínio de Habilidades de Uso de Novas Tecnologias da Informação e Comunicação em Organizações

Katia Puente-Palacios (org.); Adriano de Lemos Alves Peixoto (org.) Grupo A PDF Criptografado

19

DOMÍNIO DE HABILIDADES DE USO DE

NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO

E COMUNICAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES

Gardênia da Silva Abbad

Luciana Mourão

Thaís Zerbini

Danilo Batista Correia

A crescente complexidade do trabalho provocou um aumento nas exigên-

cias de capacitação e qualificação dos profissionais que atuam em todos os setores da economia e uma demanda de oportunizar programas de educação permanente e de aprendizagem contínua aos trabalhadores, visando ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento de competências essenciais e emergentes, necessárias ao alcance de objetivos estratégicos das organizações.

De fato, a área de treinamento, desenvolvimento e educação (TD&E) cresceu muito nos últimos anos, tanto em termos práticos como teóricos (Aguinis & Kraiger, 2009). O atual cenário mundial pressiona as organizações a se tornarem mais competitivas, demandando permanente e crescente investimento em capacitação.

Para responder às demandas atuais de aprendizagem para o trabalho e acompanhar a velocidade das mudanças, a modalidade de educação a distância (EaD) apresenta-se como uma opção muito favorável (Zerbini &

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714720

Capítulo 19. Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

19

Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Cecília Maria Araújo Silva | André Lepesqueur Cardoso

É possível encontrar na literatura da Psicologia

(Almeida & Horta, 2010) várias denominações para o conceito de comportamentos de violência autodirigida, como automutilação, autolesão e autoagressão. Não há um consenso sobre qual

é o termo mais adequado. No Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, em sua quinta edição (American Psychiatric Association

[APA], 2013/2014), o comportamento de autolesão não é conceituado como um transtorno mental, mas como um sintoma de uma patologia, estando relacionado ao transtorno da personalidade borderline, transtorno obsessivo-compulsivo, tricotilomania e transtorno do controle de impulsos sem outras especificações. Segundo Giusti (2013), as formas mais frequentes de autolesão/ automutilação são cortes superficiais, arranhões, mordidas, bater parte do corpo contra a parede e lesionar ferimentos de forma a agravar a intensidade das lesões. Para Klonsky (2011), as áreas que são mais comuns a serem lesionadas são braços, pernas, barriga e áreas frontais do corpo que são de fácil acesso. No contexto do presente capítulo, será utilizado o termo “autolesão” como classes de resposta do indivíduo que provocam lesões físicas em seu próprio corpo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536325613

2. Sobre as motivações para a conjugalidade

Wagner, Adriana Grupo A PDF Criptografado

2

Sobre as motivações para a conjugalidade

João Alves da Silva Neto

Marlene Neves Strey

Andrea Seixas Magalhães

O número de formalizações de uniões consensuais vem aumentando desde 2003 e tem mantido essa tendência como mostram os dados do IBGE

(2007). Porém, em contrapartida, também cresceram as taxas de divórcios de

2004 a 2007, assim como as de separações de 2004 a 2005, sendo que estas

últimas têm mantido índices estáveis de 2005 a 2007 (IBGE, 2007). Ainda assim, ser “pedida(o)” em casamento ou “pedir a mão” de alguém ainda hoje

é o sonho de muitas pessoas.

O casamento não é uma instituição falida como se acreditou, mas sim uma instituição que tem sofrido abalos nos modelos predominantemente praticados, construídos a partir da ideologia do amor romântico e de outras ideias que não levam em consideração as demandas relacionais de um mundo em constante transformação. Repetimos padrões relacionais reconhecidos e valorizados socialmente, muitas vezes perpetuados através da educação. Contudo, uma análise sobre a educação para a conjugalidade aponta um paradoxo. Os fatores vistos como desejáveis na relação conjugal podem ser os mesmos que a dificultam.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580554595

Capítulo 7 | Fromm: Psicanálise Humanista

Jess Feist; Gregory J. Feist; Tomi-Ann Roberts Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 7

Fromm: Psicanálise Humanista

Panorama da psicanálise humanista

Biografia de Erich Fromm

Pressupostos básicos de Fromm

Necessidades humanas

Ligação

Transcendência

Enraizamento

Sentimento de identidade

Estrutura de orientação

Fromm

Resumo das necessidades humanas

♦ O fardo da liberdade

Mecanismos de fuga

Autoritarismo

Destrutividade

Conformidade

Liberdade positiva

♦ Orientações do caráter

Orientações não produtivas

Receptiva

Exploradora

Acumulativa

♦ Psicoterapia

♦ Métodos de investigação de Fromm

O caráter social em uma vila mexicana

Um estudo psico-histórico de Hitler

♦ Pesquisa relacionada

Estranhamento da cultura e bem-estar

Autoritarismo e medo

♦ Críticas a Fromm

♦ Conceito de humanidade

♦ Termos-chave e conceitos

Mercantil

Orientação produtiva

Ver todos os capítulos
Medium 9788536326481

28. A importância da participação da família na clínica analítico-comportamental infantil

Batista Borges, Nicodemos Grupo A PDF Criptografado

A importância da 28

participação da família

na clínica analítico­ ‑comportamental infantil

Miriam Marinotti

Assuntos do capítulo

> Objetivos da inclusão da família no processo clínico da criança.

> A coleta de dados junto à família.

> A participação dos pais na elaboração da avaliação funcional.

> As sessões com a família visando mediar conflitos.

> Desafios e limites do trabalho com a família.

Um dos postulados básicos da análise do comportamento assume que o comportamento dos indivíduos é produto da interação organismo­‑ambiente, sendo ambos constantemente mutáveis e sujeitos a influências recíprocas. Assim sendo, qualquer que seja o contexto em que o analista do comportamento atue, ele sempre buscará identificar e alterar essas relações a fim de atingir os objetivos a que se propõe: formativos (educação); remediativos e/ou preventivos (saúde), através do estabelecimento e/ou alteração das contingências de reforçamento.

Decorrente desse pressuposto, o atendimento clínico a crianças sempre incluiu intervenção direta junto à família e/ou junto a outros cuidadores1 ligados à criança, uma vez que parte fundamental do ambiente em que esta se encontra inserida é a própria família.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Editora Manole (63)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520439821

Conclusão

CORNEAU, Guy Editora Manole PDF Criptografado

Conclusão

Há três nascimentos na vida de um homem. Ele nasce de sua mãe, nasce de seu pai e, finalmente, nasce de seu ego profundo. Trata-se do nascimento da individualidade. Cristo disse: “Eu não conheço nem meu pai nem minha mãe”, enquanto seus pais estavam no meio da multidão que viera ouvi-lo. O luto pelas expectativas irreais que dirigimos a nossos pais e a solidão que esse luto nos obriga a assumir nos libertam. Esse sofrimento até serve de mutilação iniciática e nos traz de volta para a realidade do mundo objetivo: o universo se torna nosso novo nicho.

É cada vez mais urgente quebrar nosso silêncio mortal diante da desintegração da família, diante da opressão do terceiro mundo pelo Ocidente, diante da corrida armamentista e diante da poluição que está nos destruindo. Devemos expor aos gritos nossos temores e obrigar os governos a ouvir nossa voz.

Se não encontrarmos um sentimento de dependência profunda e de solidariedade com a humanidade e com o universo inteiro, seja ele mineral, vegetal ou animal, não sobreviveremos. Em cada um de nós a ferida do Rei

Ver todos os capítulos
Medium 9788520430026

Sofrimento no ciúme

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Sofrimento no ciúme

O sofrimento produzido pelo ciúme não normal não se restringe apenas a danos psíquicos, angústia, depressão, ansiedade, obsessão etc. Há uma intensa participação de todo o organismo no ciúme em geral e, em particular, durante uma crise aguda de ciúme, tal como ocorre durante os episódios de estresse agudo. A onda de sentimento disparada pelo gatilho de ciúme terá efeito sobre o chamado sistema límbico do cérebro, liberando catecolaminas*, que geram uma rápida reação orgânica vigorosa.

Buss et al.8 mediram a atividade do sistema nervoso autônomo de universitários em situações imaginárias de infidelidade. A frequência cardíaca e a sudorese mostraram-se aumentadas quando imaginavam suas parceiras tendo relações sexuais com outras pessoas. Nessa mesma pesquisa, as mulheres ficaram mais perturbadas ao imaginar o parceiro apaixonado por outra mulher. Isso confirma a hipótese de que o ciúme masculino tem uma conotação predominantemente sexual e o ciúme feminino, sentimental.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520450444

15. Psicoterapia de grupo: fundamentos básicos

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

15

Psicoterapia de grupo: fundamentos básicos

Eduardo Ferreira-Santos

PONTOS A APRENDER

1.

2.

3.

4.

Discorrer sobre o conceito de psicoterapia de grupo.

Descrever os diferentes tipos de grupos.

Citar as diferentes indicações e contraindicações.

Identificar os princípios básicos das terapias de grupo.

PALAVRAS-CHAVE

Psicoterapia de grupo, grupo operativo, psicoterapia breve, estresse pós­

‑traumático.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

Conceito de psicoterapia de grupo. Breve histórico das grupoterapias.

Objetivos e aplicações da psicoterapia de grupo. Critérios de inclusão.

Indicações e contraindicações. Tipos de grupos. Cuidados básicos e condução dos trabalhos. Propostas para estudo. Referências bibliográficas.

CONCEITO DE PSICOTERAPIA DE GRUPO

A psicoterapia de grupo, em seu aspecto geral, tem como base a identificação de um indivíduo com a história, a vivência, a atitude, os fracassos e as vitórias de seu semelhante. Por meio dessa identificação, é oferecida a possibilidade de reflexão sobre conflitos e inseguranças, levando a mudanças internas e à tentativa de explorar externamente tais mudanças. Isso significa uma real utilização dos recursos adquiridos nas sessões e na vida prática do paciente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520450444

32. Assistência de enfermagem à pessoa com transtornos do comportamento alimentar: anorexia e bulimia nervosas

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

32

Assistência de enfermagem à pessoa com transtornos do comportamento alimentar: anorexia e bulimia nervosas

Lucia Helena Grando

Marli Alves Rolim

PON­TOS A APREN­DER

1. Definir as formas mais comuns dos transtornos do comportamento alimentar: anorexia e bulimia nervosas.

2. Discorrer sobre as diversas abordagens teóricas e os tratamentos dos transtornos do comportamento alimentar.

3. Reconhecer a presença dos transtornos do comportamento alimentar nos diversos contextos de atenção à saúde mental.

4. Formular os diagnósticos de enfermagem e os objetivos para o cuidado de pessoas com transtornos do comportamento alimentar.

5. Descrever as intervenções de enfermagem no cuidado de pessoas com transtornos do comportamento alimentar e de sua família.

6. Explicar por que cuidar de pessoas com transtorno do comportamento alimentar pode mobilizar sentimento de frustração.

PALAVRAS-CHAVE

Transtornos do comportamento alimentar, anorexia nervosa, bulimia nervosa, enfermagem em saúde mental, enfermagem psiquiátrica.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520430026

Ciúme exagerado

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme exagerado

Em relação às atitudes humanas não se pode usar uma ótica binária de certo/errado, lícito/ilícito, feio/bonito e assim por diante. Isso quer dizer que no espectro que vai do normal ao francamente patológico, passando ainda pelo não normal, existem limites pouco nítidos. A tendência em particularizar cada caso se aplica bem ao ciúme.

Classificar a pessoa ciumenta entre o normal e o doentio pode ser complicado. Todos nós temos um sistema pessoal “não científico” de avaliar as coisas do mundo. É pessoal e relativo julgar se alguma coisa é bonita, feia, agradável, incômoda, indiferente, interessante, chata, inexpressiva, atraente, repugnante, semelhante, diferente, louca ou sã. O ciúme está nessa situação, ou seja, saber se ele é exagerado ou não depende da opinião da pessoa ciumenta, da pessoa objeto desse ciúme e de terceiros observadores.

Seria mais fácil se o ciúme tivesse uma escala de grandeza.

Seria bom se o ciúme fosse de 0, representado pelos casos sem uma gota de ciúme – e possivelmente sem um vínculo afetivo expressivo

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Artmed (116)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788582712498

Capítulo 8. Processamentos consciente e incosciente: existe o livre-arbítrio?

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

8

PROCESSAMENTOS

CONSCIENTE E INCONSCIENTE:

EXISTE MESMO O LIVRE-ARBÍTRIO?

Os homens acreditam ser livres simplesmente porque são conscientes de suas ações, e inconscientes das causas que as determinam.

Spinoza

Nos capítulos precedentes, vimos como nossa cognição e nosso comportamen-

to são frequentemente regulados pelos processamentos inconscientes que ocorrem em nosso cérebro. O processamento inconsciente é a regra e não a exceção, mesmo porque ele é eficiente na maior parte do tempo e tem um custo computacional muito menor. O processamento consciente ocorre quando há necessidade e, muitas vezes, é percebido como penoso, o que corre por conta de nossa avareza cognitiva.

Contudo, temos a sensação de estarmos conscientes o tempo todo e também acreditamos ter o controle de nossas ações. Essa sensação consciente precisa, então, ser mais bem definida, para compreendermos sua base neurofisiológica e sua importância em nosso cotidiano.

Existem diversas concepções do que seja a consciência. Uma delas diz respeito aos estados que vão da vigília ao sono e, também, aos estados patológicos como o coma. Nesse sentido, estamos conscientes quando estamos no estado de vigília e perdemos a consciência quando adormecemos. Outra concepção nos remete

Ver todos os capítulos
Medium 9788582712757

Capítulo 33. Elaboração abreviada ou interminável

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

33

ELABORAÇÃO

ABREVIADA OU

INTERMINÁVEL

E, por lidar com as palavras, a análise pode não terminar.

Do autor

Há mais proximidade entre religião e psicanálise do que a nossa vã consciência imagina. A amizade entre Sigmund Freud e Oscar Pfister é hoje bem conhecida. O cientista Freud tentava provar ao pastor Pfister o quanto a ciência que ainda inventava era distante da religião já conhecida.

O interlocutor as considerava meio próximas na forma e no conteúdo.

O resultado foi uma discussão frutífera, religiosa e científica a um só tempo.

Hoje são muitos os estudos que aproximam as duas áreas, pinçando na obra de Freud momentos no mínimo sagrados, se não religiosos, como quando a leitura repetida e constante dos textos psicanalíticos (sagrados?) evoca o trabalho dos talmudistas, lendo e relendo toda semana a Torá em busca de alguma iluminação.

De fato, vivemos tempos em que certas fronteiras parecem abolidas, como as da ciência e da arte ou as do popular e do erudito. Assim, retomamos religião e psicanálise para pensarmos, sobretudo, que hoje são tempos de pouco tempo. Tempos de pouco tempo, ouso repetir, tentando ganhar um tempo precioso.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582712757

Capítulo 77. O conferencista e os bebês

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

77

O CONFERENCISTA

E OS BEBÊS

Mas deixa a lâmpada acesa

Se algum dia a tristeza quiser entrar

E uma bebida por perto

Porque você pode estar certo que vai chorar

Vinícius de Moraes

Ao ouvirmos Mariano Horenstein, percebíamos que ele não escondia os conteúdos da vida e da morte. Havia algo na forma de dizer que evitava o desastre do que não é dito e não flui da coisa à palavra. Era um jeito construído para evitar a destruição. Tudo lembrava essa chance, e nada evoca mais a catástrofe do que algo que não encontrou a expressão. Ao expressar-se, Mariano lembrava o adulto recitando um poema de Drummond – E agora, José? – para um bebê que se divertisse com a prosódia e a atenção a ele dispensada, sem se importar com os conteúdos inacessíveis do discurso.

Toda plateia volta a ser bebê. Vê-se no final, quando bate palminhas, e mesmo antes, quando olha fascinada para um conferencista suficientemente bom. Todo leitor, por mais paradoxal que seja, não começa pela alfabetização. Assim como, nos encontros, as palavras chegam depois dos olhares e dos toques, a leitura começou antes de sua chegada literalmente dita.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714164

Capítulo 19. Grupo de apoio como estratégia da terapia cognitivo - comportamental para prevenir e promover saúde: possibilidades e desafios

Carmem Beatriz Neufeld; Bernard P. Rangé Artmed PDF Criptografado

19

GRUPO DE APOIO

COMO ESTRATÉGIA

DA TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

PARA PREVENIR E

PROMOVER SAÚDE:

POSSIBILIDADES

E DESAFIOS

Janaína Bianca Barletta

Os programas de prevenção a transtornos, sejam eles mentais ou físicos, visam evitar o adoecimento ou a problemática, bem como minimizar os fatores de risco e/ou aumentar os fatores de proteção. Já os programas promocionais de saúde visam capacitar as pessoas na melhora da própria qualidade de vida e de saúde, fortalecendo o bem-estar psicológico, o manejo emocional, cognitivo e comportamental, a relação interpessoal e com o ambiente. Dessa forma, pode-se dizer que a prevenção e a promoção de saúde são áreas cujo objetivo se sobrepõe, uma vez que tanto o fortalecimento de fatores protetivos quanto a minimização do impacto de fatores de risco existentes em um contexto específico e/ou para a população-alvo potencializam o bem-estar. Ambos fortalecem o desenvolvimento de “. . . comunidades mais seguras, mais produtivas, mais instruídas, mais coesas e, seguramente, mais felizes . . .” (Murta

Ver todos os capítulos
Medium 9788582712757

Capítulo 82. Mario novello: sem origem e com afeto

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

82

MARIO NOVELLO:

SEM ORIGEM E COM AFETO

Mario Novello é físico. Ele dirige o Instituto de Cosmologia e tem a obsessão de desvendar a origem do mundo. Fez pós-doutorado na área, publicou livros e escreveu centenas de artigos em revistas internacionais.

Mario duvida do Big Bang, expõe uma filosofia própria sobre o tempo e guarda a esperança de datar o seu início. Ele me convidou para participar de um grupo. Como psicanalista. Terá um padre, um rabino, um filósofo e uma especialista em mitos. Ele desconfia de que todas as versões são parecidas e, juntas, podem trazer algum esclarecimento. Ele completou setenta anos, estudou muito e não para. Acho que sabe mais psicanálise do que eu. Eu desconfio de que a psicanálise ignora a origem do mundo, mas nela encontrei outros obcecados como o Mario.

Um deles é o francês Bernard Golse. Ele dedica a vida a desvendar a origem da linguagem. Tem sessenta anos, também publicou livros, escreveu centenas de artigos em revistas internacionais e não sossega enquanto não apontar o momento exato em que a palavra aparece na vida de uma criança. Fui seu aluno, trabalhamos juntos e escrevi uma obra de ficção para ele: A primeira palavra. Ele fez o posfácio, disse que estava bonitinha, blá blá blá, mas não resolvia o problema. Ele quer uma obra científica e definitiva sobre o assunto.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Carregar mais