Manole (13)
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Medium 9788520433904

2. A psicanálise do homem desbussolado

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

2. A P S I CA N Á L I S E D O H O ME M

DES B US SO L A D O

Uma teoria abraça a paisagem de sua época, algumas vezes

para melhor, outras para pior. No caso de nosso estudo, a importância da responsabilidade face ao inconsciente só ficou mais evidente quando a organização do laço social do homem ocidental passou da chamada orientação industrial para um novo modelo, globalizado.

Essa passagem ocorreu desde meados do século xx até, principalmente, a virada do século xxi. Celebrada na obra de

Alvin Toffler (2007), A terceira onda, foi retomada por muitos, entre eles por Gilles Lipovetsky (2004), em seu livro Metamorfoses da cultura liberal. A importância do estudo de Toffler

é o fato de reelaborar a história da humanidade em termos econômicos e políticos, até chegar à atualidade.

25

De acordo com Toffler (2007), podemos pensar em três ondas de transformações sociais que marcam a história da humanidade. Ele localiza a primeira onda há 3.000 anos, começando com o advento da agricultura. É quando alguém tem a ideia de semear e cultivar a terra. O homem, que é nômade e tribal, passa a se reunir em fazendas e viver em comunidades. Vão se formando assentamentos permanentes, cidades, e a vida urbana vai sendo organizada em torno dos camponeses. Assim, dá-se a transformação das populações nômades em colonos e fazendeiros. Depois, há cerca de 300 anos, começa a segunda onda de mudança, com o início da

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6. A psicanálise além de sua clínica

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

6. A P SI CAN Á L I S E A L É M

DE S UA CL Í N I C A

Na introdução – Provocações Psicanalíticas –, afirmamos

que a psicanálise de hoje ultrapassa o interesse da clínica exclusiva do consultório. Ela também se preocupa e age, o que é fundamental, nas mais variadas manifestações do laço social: na medicina, na família, nas escolas, nas empresas, na política e na sociedade em geral. Para nós, diferentemente daqueles que pensam que a psicanálise estaria desaparecendo junto a outras disciplinas que surgiram nos séculos xix e xx, a psicanálise está só começando. Não conhecemos prática social, ao menos até o momento, que melhor articule o novo laço social da globalização, marcado pela incompletude do real, tal como já exposto. Vamos dar aqui alguns exemplos do que pensamos, a começar com a medicina.

103

6.1. MEDICINA

Examinemos a influência da psicanálise sobre a expressão dos genes; seria fato que aquilo que está escrito no código genético fosse um maktoub, uma determinação inflexível de uma vida?

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Medium 9788520433904

1. O princípio responsabilidade e o inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

1. O P R I N C Í P I O

RE S P ON SA B I L I DA D E E O

IN CON SCIE N TE

A psicanálise nasceu e estabeleceu-se com a teoria do trau-

ma passado e, por isso, o tratamento analítico foi definido por

Freud como sendo a cura da memória. Geralmente, a pessoa procura um analista por estar acometida de algum mal-estar que a impede de atingir seus objetivos. O analista a recebe baseado na hipótese de que se algo vai mal, é porque alguma passagem da história de vida da pessoa agora é um empecilho, funcionando como um locus minori resistentiae, um fator constante de entrave: o trauma – a ser removido pela análise.

A expressão “cura da memória” está diretamente associada a essa forma de compreender o sofrimento.

Ao longo de seu ensino, Freud teve posições diferentes na compreensão do acontecimento traumático. A primeira está

1

relatada na Carta 69, de 21 de setembro de 1897, enviada a Wilhelm Fliess. Até aquele momento, ele havia considerado que acontecimentos objetivos da vida ficariam marcados na pessoa, tais quais cicatrizes psíquicas, determinando, daí em diante, disfunções expressas em sintomas. Na Carta

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Medium 9788520433904

3. A psicopatologia e o final da análise

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

3. A P S I CO PATO LO G I A E O F INA L

DA A N Á L I S E

A psicopatologia é o mapa pelo qual o clínico se orienta

e é importante discuti-la quando estamos revendo a atualidade da práxis psicanalítica. Neste capítulo, a psicopatologia será examinada em dois aspectos. Primeiramente, como a entendemos hoje. Depois, como foi sua presença na história da psicanálise.

3.1. COMO ENTENDEMOS A PSICOPATOLOGIA

Pensar, inicialmente, em como entendemos a psicopatologia implica decidirmos se hoje consideramos que ela gera determinantes estáveis. Isso implicaria que, nas afirmações “este paciente é psicótico”, “aquele paciente é histérico” e “aquele outro é maníaco”, estar-se-ia descrevendo uma entidade. O quadro psicopatológico determinaria um estado, objetiva49

mente observável. É uma maneira de ver frequente na medicina, que gerou o propalado movimento da Medicina Baseada em Evidências.

No entanto, na própria medicina há outra possibilidade; por exemplo, na visão de Carol Sonenreich (2005), quando discorre sobre o diagnóstico. Esse autor considera que a psiquiatria limita-se às operações de sua competência, mas inserida na comunicação, nas relações humanas, sem aspiração a verdades absolutas. Na psiquiatria, segundo ele, não se busca unanimidade diagnóstica, a qual não daria garantia quanto

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Medium 9788520432440

4. Tópicos especiais

Dietmar Samulski Manole PDF Criptografado

Tópicos especiais

4

Psicologia do jogo de duplas

Team-work, trabalho em grupo, é a palavra-chave no jogo de duplas.

Team-work significa agir, cooperar e competir na quadra como uma equipe, com o objetivo de executar um plano tático de forma eficiente para ganhar o jogo. Por esse motivo, os dois parceiros devem agir com muita harmonia, sintonia, complementando-se. A boa seleção do parceiro é a base de uma dupla bem-sucedida.

O Cássio jogava na esquerda. Ele jogava os pontos decisivos, ele devolvia. Ele batia, e eu jogava no pé, dava lob. Eu era o jogador do toque, e ele, o da porrada. Era uma boa combinação. (Carlos Alberto Kirmayr, a respeito da bem-sucedida dupla ao lado de Cássio Motta).

Na seleção de um bom parceiro ou uma boa parceira, recomendo os seguintes critérios de seleção:

Simpatia e empatia: os dois jogadores devem se gostar e se entender bem dentro e fora de quadra. Especialmente em momentos difíceis durante o jogo, ajudar, motivar e reforçar positivamente o parceiro é importante. A confiança no potencial e no desempenho do parceiro é fundamental para uma boa dupla.

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Grupo Gen (490)
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Medium 9788530949372

CAPÍTULO XIX - A LETRA E O INCONSCIENTE

ATTIÉ, Joseph Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO XIX

A LETRA E O INCONSCIENTE

A

letra é o umbigo da poesia de Mallarmé. Umbigo que se une ao céu no qual ele via a imagem mais precisa da escrita. Ele, que falava do

“alfabeto dos astros”.1 “Dê-me uma letra, diria o Outro, e eu lhe construirei um universo.” É, desde então, necessáario interrogar o status da letra no inconsciente.

O uso da letra pelo poeta pode parecer-nos óbvio, simplesmente porque ele é poeta. Colocamos toda ênfase nisso no capítulo anterior. O recurso aqui à teoria de Lacan vem nos esclarecer o funcionamento e o status da letra. Temos, assim, a impressão de interrogar o poeta pelo psicanalista e o psicanalista pelo poeta. Que eles sejam assim contemporâneos um do outro é uma lição muito preciosa para não conservá-la.

Percurso da letra em Lacan

Lacan tinha reunido, em 1966, seus “escritos” na coletânea Écrits

– Escritos,2 de uma maneira cronológica. Ele escolheu, no entanto, para inaugurá-los, o seminário dito de A carta roubada, na verdade, desviada,3 fazendo, assim, exceção a essa cronologia, porque esse seminário tinha ocorrido em abril de 1955 e tinha sido publicado na revista La Psychanalyse, em 1957. A carta roubada se refere ao conto de Edgar Allan Poe que leva esse título.

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Medium 9788521611875

9 - A Dimensão Estética

MARCUSE, Herbert Grupo Gen PDF Criptografado

9

A Dimensão Estética

O

bviamente, a dimensão estética não pode validar um princípio de realidade. Tal como a imaginação, que é a sua faculdade mental constitutiva, o reino da estética é essencialmente “irrealista”; conservou a sua liberdade, em face do princípio de realidade, à custa de sua ineficiência na rea­ lidade. Os valores estéticos podem funcionar na vida para adorno e elevação culturais ou como passatempo particular, mas viver com esses valores é o privilégio dos gênios ou a marca distintiva dos boêmios decadentes. Perante o tribunal da razão teórica e prática, que modelou o mundo do princípio de desempenho, a existência estética está condenada. Contudo, tentaremos mostrar que essa noção da estética resulta de uma “repressão cultural” de conteúdos e verdades que são inimigos do princípio de desempenho. Tentaremos desfazer, teoricamente, essa repressão, recordando o significado é função originais da estética. Essa tarefa envolve a demonstração da associação íntima entre prazer, sensualidade, beleza, verdade, arte e liberdade – uma associação revelada na história filosófica do termo estético. Aí, o termo visa a uma esfera que preserva a verdade dos sentidos e reconcilia, na realidade da liberdade, as faculdades “inferiores” e “superiores” do homem, sensualidade e intelecto, prazer e

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Medium 9788521634263

Capítulo 1 A Ciência do Desenvolvimento Humano

BERGER, Kathleen Stassen Grupo Gen PDF Criptografado

1

C A P Í T U L O

A Ciência do

Desenvolvimento Humano n Compreendendo

O Q U E VO C Ê VA I S A B E R ?

1. Quais são as complexidades de estudar o crescimento ao longo do ciclo vital?

2. Quais são os métodos de pesquisa que os desenvolvimentistas usam para estudar as mudanças que ocorrem com o passar do tempo?

3. Por que as conclusões científicas devem ser interpretadas com cautela?

Como e

Por quê

O Método Científico

A Controvérsia Natureza-Criação

(Inato ou Aprendido) n A

Perspectiva do Ciclo Vital

O Desenvolvimento É Multidirecional

O Desenvolvimento É Multicontextual

O Desenvolvimento É Multicultural

perspectivas opostas:

Às 6h11 da manhã eu seguro a perna direita dobrada da minha filha com toda a minha força.

Uma enfermeira segura a perna esquerda dela enquanto a parteira comanda: “Força… Força…

Força.” Finalmente, uma cabeça está visível, pequena e molhada, mas perfeita. Um momento depois, corpo e membros emergem, todos os 4139 gramas de Caleb, igualmente perfeitos. Cada número do monitor é bom, e Caleb respira e se move como um recém-nascido saudável deve fazer. Bethany, sorrindo, começa a cuidar do bebê.

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Medium 9788521611295

Capítulo 14 - A Moralidade Inata do Bebê

WINNICOTT, D.W. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 14

A Moralidade Inata do Bebê

M

ais cedo ou mais tarde, a pergunta será formulada: até que ponto os pais devem tentar impor seus padrões e suas convicções

à criança? O normal seria dizermos que a nossa preocupação se limita ao “treino”. A palavra “treino” certamente traz à ideia o tipo de questões que tenciono agora abordar, ou seja, como fazer para que o bebê se torne atraente e limpo, bom e obediente, sociável, moral etc. Eu ia também dizer feliz, mas não se pode ensinar uma criança a ser feliz.

Essa palavra “treino” sempre me soou aos ouvidos como algo relacionado ao treinamento de cães. Os cães precisam ser treinados. Suponho que podemos aprender alguma coisa com os cães, na medida em que, se tivermos ideias claras, o nosso cão é mais feliz do que se não tivermos; as crianças também gostam que tenhamos nossas próprias ideias sobre as coisas. Mas um cão não tem que converter-se finalmente num ser humano, de modo que, quando se trata de um bebê, temos de começar de novo, e a melhor coisa a fazer é estudar até que ponto poderemos prescindir inteiramente da palavra “treino”.

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Medium 9788527733151

16. Atuação do Psicólogo em Unidade de Transplante de Fígado

BAPTISTA, Makilim Nunes; BAPTISTA, Rosana Righetto Dias; BAPTISTA, Adriana Said Daher Grupo Gen PDF Criptografado

16

Atuação do Psicólogo em

Unidade de Transplante de Fígado

Maria Cristina de Oliveira Santos Miyazaki   

Randolfo dos Santos Junior   Eliane Tiemi Miyazaki

Introdução

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo. Em todo o paí­s, foram rea­li­zadas cerca de 24 mil cirurgias em 2016, quase todas pelo Sistema Único de Saú­de (SUS). Atualmente, a lista de espera ativa para transplante de fígado no paí­s tem 1.331 pessoas, apesar do aumento significativo de transplantes rea­li­zados na última década. Dados do Ministério da Saú­de apontam que o número de cirurgias saltou de 1.037, em 2006, para 1.880 em 2016. Entretanto, a demanda ainda

é maior do que a oferta de órgãos e os dados indicam que a necessidade ­anual é muito superior ao número de transplantes de fígado rea­li­zados no paí­s (ABTO, 2016; Brasil, 2016).

A espera por um transplante de fígado é caracterizada por sintomas debilitantes, estresse e uma forte dependência do sistema de saú­de. Cansaço excessivo, dores e perda da capacidade funcional, associados principalmente à encefalopatia e à ascite, são os sintomas específicos de maior prevalência nessa população, contribuindo para prejuí­zos significativos na qualidade de vida. Além disso,

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Grupo Almedina (8)
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Medium 9788562938108

4. Quando o Processo se Dirigepara a Manutenção do Casamento

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

4. Quando o Processo se Dirige para a Manutenção do Casamento

Numa separação didática, temos basicamente três tipos de manutenção de casamento pós-crise.

Sobre o primeiro já vimos bastante até aqui, quando explanei sobre as resistências a terminar o casamento e a respeito da não concretização da separação. É quando não ata nem desata e a relação disfuncional se torna crônica.

O segundo se refere a crises passageiras, reativas às vivências traumáticas.

E o terceiro ocorre quando a crise, embora difícil, se resolve com a reconfiguração do casamento, num processo extremamente complexo, em geral acompanhado de um trabalho psicoterapêutico

(Ufa! O prezado leitor há de concordar que parece um alívio abordar esses casos em que a crise mesmo com luta, é superada a contento).

84

casamento e separação

4.1 Manutenção do Vínculo Disfuncional

O primeiro tipo, portanto, caracteriza-se pela manutenção do casamento de casais disfuncionais, optando-se pela continuidade do vínculo neurótico, perpetuando-se o sofrimento inerente a essa escolha ou recorrendo-se a mecanismos de defesa para aliviar a dor, como uma espécie de anestesia ou distanciamento.

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Medium 9788562938108

2. Casamento e Crise

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

2. Casamento e Crise

Todos sabemos que as crises têm um importante lado positivo no que se refere à possibilidade que trazem de transformação e crescimento. Por outro lado, também é conhecido seu potencial destrutivo quando não se direcionam para resoluções satisfatórias em tempo hábil. Isso também se aplica às crises relacionais, das quais tratamos aqui.

É necessário, então, fazer um questionamento sobre o prognóstico da crise. Trata-se de uma crise que caminha no sentido de promover mudanças positivas? Há quanto tempo ela vem ocorrendo? Durante esse período aconteceram progressos ou o drama vem se perpetuando de forma repetitiva, sem soluções?

Pretendo manter esse questionamento implícito em todos os tópicos aqui abordados, com o foco na questão da importância do prognóstico da crise para o seu des-envolvimento, o que inclui a decisão de ficar no ou sair do casamento.

Para entendermos como acontece a crise no casamento, precisamos abordar alguns aspectos da construção desse vínculo desde o seu

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Medium 9788562938108

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Organizando didaticamente, diria que podemos dividir o período pós-separação, quando bem-sucedido, ou seja, com uma elaboração emocional efetiva, basicamente em duas etapas:

Na primeira, sofre-se pelas perdas, rejeições e inseguranças do presente, que têm raízes no passado, como já vimos anteriormente.

E a dor vivenciada costuma ser imensa.

Na segunda, ocorre um movimento de crescimento, amadurecimento, incluindo a desassociação das carências e inseguranças com a separação, com consequente diminuição do sofrimento e, claro, aumento da segurança, bem-estar e capacidade de relacionamento.

Esta divisão tem objetivo puramente didático, porque, na vivência, o que ocorre é uma mescla das duas fases, um ir adiante e um retroceder, alternando os diferentes momentos do processo de separação de casais.

Também pude observar em alguns indivíduos, após a separação, uma extensão da estratégia de ocupação já abordada no tópico sobre concretização da separação (quando a pessoa, logo após a ruptura,

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Medium 9788562938108

1. Introdução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

1. Introdução

Quando um casamento entra em crise e chega (ou não) à separação, o sofrimento vivenciado pelos parceiros costuma ser enorme e por vezes bastante longo, dependendo do tempo que se leva para chegar à finalização da crise.

Nos casos em que ocorre a separação, o drama relacional pode se estender desde o início das dificuldades de relacionamento que estão comprometendo o vínculo, passando pela efetivação da separação e prosseguindo até a elaboração emocional posterior ao rompimento

(a separação emocional).

Naqueles em que a crise evolui propiciando a recuperação do casamento, os considerados “finais felizes” (consideração cultural equivocada na medida em que a separação também pode ser um final feliz em muitos casos), o sofrimento pode persistir até que a funcionalidade do vínculo seja recuperada.

Quando acontece a manutenção do casamento sem uma evolução positiva da crise, as dificuldades vão se tornando crônicas e são suportadas com uma boa dose de anestesia emocional, ou o casal

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3. Resistências que Impedem a Evolução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

3. Resistências que Impedem a Evolução

No decorrer de minha prática clínica, pude observar algumas formas de resistência que dificultam a resolução dos conflitos, perpetuando a crise numa dolorosa patinação que impede que se vá a qualquer direção. Trata-se, portanto, de uma impossibilidade no des-envolvimento da crise conjugal.

Retomando aqui a forma como estou utilizando a palavra “desenvolvimento”: ao abordar um problema precisamos nos distanciar um pouco, de forma a diminuirmos nosso envolvimento com ele, envolvimento este que impede uma percepção mais nítida e trava o encaminhamento de soluções (para ter uma imagem concreta do que estou falando, basta aproximar um objeto dos olhos para constatar a perda de clareza da visão desse objeto. Para enxergarmos bem, precisamos de uma distância razoável, que possibilite o foco da visão). Assim, para se desenvolver, muitas vezes se faz necessário se des-envolver.

Com frequência, a pessoa se recusa a enxergar sua responsabilidade nas dificuldades conjugais, adotando uma postura acusatória em relação ao parceiro, o que impede a mudança de suas próprias

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Grupo A (16)
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Medium 9788580553444

Capítulo 14 - Desenvolvimento físico e saúde na adolescência

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

14

DESENVOLVIMENTO

FÍSICO E

Martorell_14.indd 274

SAÚDE NA

12/12/13 09:26

276 Adolescência

O QUE VEM POR AÍ

277 Puberdade

281 O cérebro

281 Saúde física e mental

“Foi superconstrangedor”, Sara escreveu em seu diário. “Fui hoje com minha mãe comprar meu primeiro sutiã, e ela ficava pegando modelos diferentes e ficava gritando: ‘Você gosta desse? E desse aqui?’ e simplesmente não parava. Ela me deixa louca. Parece que ela faz isso só pra me fazer passar vergonha. Finalmente encontramos um e quando chegamos em casa, vesti o sutiã, e é estranho.” Sara parou um pouco, mordendo a ponta da caneta, pensativa. “Tudo é muito esquisito”, escreveu por fim. Sara, como toda garota, chegou à puberdade e embarcou no próximo capítulo da vida: a adolescência.

Neste capítulo, falamos sobre as transformações físicas da adolescência e como elas afetam os sentimentos dos jovens. Consideramos o impacto da maturidade precoce ou tardia. Discutimos questões de saúde associadas a essa

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Medium 9788580553444

Capítulo 13 - Desenvolvimento psicossocial na terceira infância

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

13

DESENVOLVIMENTO

PSICOSSOCIAL NA

Martorell_13.indd 254

12/12/13 09:24

256 O self em desenvolvimento

O QUE VEM POR AÍ

257 A criança na família

264 A criança entre seus pares

“Estou no quarto ano”, diz Emily. “Moro com minha mãe e meu irmão, e meu pai mora em outra casa. Gosto de brincar com meus amigos, sou boa em natação e gosto de gatos. Sou engraçada e brincalhona. Acho que ajudo em casa, mas minha mãe diz que isso é mentira.”

Emily, de 8 anos, é uma menina típica de sua idade. Neste capítulo, mapeamos a riqueza e a variedade das vidas social e emocional de crianças em idade escolar como Emily. Observamos como a criança desenvolve um conceito mais realista de si mesma e adquire mais competência, autossuficiência e controle emocional. O contato com seus pares permite que faça descobertas sobre suas próprias atitudes, seus valores e suas habilidades. Mesmo assim, a família continua a ter uma influência fundamental. A vida da criança é afetada não apenas pelo modo como os pais encaram a criação dos filhos, mas também pelo fato de os pais trabalharem ou não, pelo tipo de trabalho que realizam, pelas condições socioeconômicas (CSE) da família e por sua estrutura ou composição.

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Capítulo 1 - Introdução ao desenvolvimento infantil

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

1

INTRODUÇÃO AO

DESENVOLVIMEN

Martorell_01.indd 18

12/12/13 17:05

20 O estudo do desenvolvimento infantil

O QUE VEM POR AÍ

20 Influências no desenvolvimento

25 Questões no desenvolvimento

27 Teorias do desenvolvimento infantil

35 Métodos de pesquisa

Em 1877, um jovem pai estava sentado observando seu filho recém-nascido e, com uma caneta na mão, fazia anotações meticulosas sobre os comportamentos da criança. “Durante os primeiros sete dias de vida, várias ações reflexas, por exemplo, espirrar, soluçar, bocejar, esticar-se e, obviamente, sugar e chorar, são bem executadas pelo meu bebê”, escreveu o orgulhoso novo pai. “No sétimo dia, toquei a sola nua de seu pé com um pedacinho de papel e ele o afastou, encurvando ao mesmo tempo seus dedos, como uma criança mais velha faz quando fazemos cócegas nela. A perfeição desses movimentos reflexos mostra que a extrema imperfeição dos movimentos voluntários não se deve ao estado dos músculos ou dos centros de coordenação, mas ao aparecimento da vontade.”

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Capítulo 15 - Desenvolvimento cognitivo na adolescência

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

15

DESENVOLVIMENTO

COGNITIVO NA

Martorell_15.indd 292

12/12/13 16:51

294 Desenvolvimento cognitivo

O QUE VEM POR AÍ

298 Desenvolvimento moral

301 Questões educacionais e profissionais

Adam tem 15 anos. Às vezes, ele sente que seus pais simplesmente não entendem o mundo atual – que a visão de vida deles é antiquada. Os pais, por sua vez, acham que Adam

é obcecado por seu celular e se preocupam em relação a videogames e televisão a cabo. Adam está começando a questionar algumas das crenças morais dos pais que aceitava quando era criança e tenta, com dificuldade, conciliar suas opiniões com as deles. “Na verdade, não tenho certeza do que eu acho ou sinto, nem mesmo do que quero fazer quando for mais velho”, ele afirma. “Ainda estou tentando entender as coisas. Não sei nem se realmente quero ir para a universidade.” Como a maioria dos jovens de 15 anos, Adam está no momento inicial da vida adulta. O modo como ele irá lidar com os próximos anos terá consequências profundas em sua trajetória de vida.

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Medium 9788580553444

Capítulo 5 - Desenvolvimento físico e saúde de 0 a 3 anos

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

5

DESENVOLVIMENTO FÍSICO

E

Martorell_05.indd 100

SAÚDE DE 0 A 3

12/12/13 09:03

O QUE VEM POR AÍ

102 Crescimento e desenvolvimento físico inicial

104 O cérebro e o comportamento reflexo

107 Capacidades sensoriais iniciais

108 Desenvolvimento motor

112 Saúde

Quando William nasceu, ele tinha 50 cm e pesava 3.400 g.

Apresentava pequenos repentes de sono na maior parte do dia e da noite e chorava quando precisava ser alimentado, mudado ou acalmado. Durante os 12 meses seguintes,

William cresceu quase 25 cm e ganhou 9 kg. Embora não caminhasse sozinho quando completou 1 ano, ele era capaz de ficar de pé ou atravessar a sala apoiando-se em alguma coisa ou, quando motivado, arrastar-se com incrível rapidez.

Usando gestos, tais como esticar os braços quando queria ser pego, e um pequeno vocabulário de elocuções de uma palavra, William era capaz de comunicar suas necessidades e seus desejos. Para alívio de seus pais, ele agora dormia a noite inteira e tirava duas sonecas curtas durante o dia.

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Grupo A (3042)
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Capítulo 15 - Outras Técnicas Cognitivas e Comportamentais

Judith S. Beck Grupo A PDF Criptografado

Ca p í tu lo 1 5

OUTRAS TÉCNICAS COGNITIVAS

E COMPORTAMENTAIS

V

árias técnicas cognitivas e comportamentais já foram apresentadas anteriormente, entre elas o questionamento socrático, experimentos comportamentais, role-plays intelectual-emocional, Planilha das Crenças Nucleares, imaginário e lista de vantagens e desvantagens das crenças. Este capítulo descreve outras técnicas importantes, muitas das quais são cognitivas e comportamentais por natureza. Conforme é descrito mais detalhadamente no Capítulo 19, você vai escolher as técnicas de acordo com a sua conceituação global e os objetivos para uma sessão em particular. Você também vai criar suas próprias técnicas à medida que tiver mais experiência como terapeuta cognitivo-comportamental.

As técnicas descritas neste capítulo, como é o caso de todas as técnicas de terapia cognitivo-comportamental, têm por objetivo influenciar o pensamento, o comportamento, o humor e a estimulação fisiológica do paciente. Elas incluem solução de problemas, tomada de decisões, refocalização, relaxamento e mindfulness, cartões de enfrentamento, prescrição gradual de tarefas, exposição, dramatização, a técnica da

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Medium 9788573079531

Capítulo 1 - Situação da formação e das atividades de trabalho

José Carlos Zanelli Grupo A PDF Criptografado

1

SITUAÇÃO DA FORMAÇÃO E DAS

ATIVIDADES DE TRABALHO

CARACTERÍSTICAS E OBJETIVO

Reavaliar e propor transformações para que se tente um passo além das denúncias constitui uma responsabilidade ética e política e uma inevitável exposição às críticas, às concordâncias e às discordâncias. Representa também uma tentativa de prestação de contas à sociedade – sociedade que investe para a geração de um profissional descontente com o seu próprio papel. Por meio da reflexão que se abre para o debate das comunidades científica e profissional, tem-se uma via para descobertas que possam representar encaminhamentos coerentes com os propósitos daqueles que se preparam para o exercício e daqueles que exercem a Psicologia nas organizações.

Borges-Andrade e colaboradores (1983, p. 110), em pesquisa realizada com psicólogos do Distrito Federal, utilizando uma escala de suficiência contendo cinco pontos, encontraram 32,4% dos pesquisados que “julgaram seu curso como bastante ou totalmente insuficiente”. Se a situação permanece e pode ser generalizada para outras regiões do País, como a ausência de intervenções relevantes nos cursos de Psicologia parece permitir que assim se pense, a avaliação de quase um terço dos profissionais quanto à sua formação como bastante ou totalmente insuficiente requer, sem dúvida, providências imediatas. Se assim não se proceder, é de se esperar circunstâncias cada vez mais deterioradas. A partir da má-formação, compromete-se a profissão como um todo. É verdade que existem fatores no âmbito estrutural e institucional que dificultam muito as ações localizadas de transformação. Contudo, não se deve contentar com as denúncias feitas em tom veemente, com propriedade, mas que se esgotam apenas como denúncias. Não se pretende esconder atrás

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Capítulo 17 - Entrevista com pais e demais fontes de informações

Claudio Simon Hutz (Org.); Denise Ruschel Bandeira (Org.); Clarissa Marceli Trentini (Org.); Jefferson Silva Krug (Org.) Grupo A PDF Criptografado

17

ENTREVISTA COM PAIS E DEMAIS

FONTES DE INFORMAÇÃO

Claudia Hofheinz Giacomoni

Cláudia de Moraes Bandeira

N

o processo psicodiagnóstico de crianças ou adolescentes, a coleta de informações divide-se em duas modalidades principais: autorrelato e heterorrelato. Cada metodologia tem vantagens e desvantagens. O autorrelato ocorre quando a própria criança fornece as informações. Para isso, pode-se utilizar entrevistas, desenhos, questionários, escalas ou narrativas (Cohen, Swerdlik, & Sturman, 2014). O uso de testes, como o WISC, e de técnicas, como o Teste da Casa-Árvore-Pessoa (HTP), o Teste de Desenho da Figura Humana (DFH) e o Teste de Apercepção Infantil – figuras de animais (CAT-A), tem sido adotado por psicólogos brasileiros (Noronha,

Beraldo, & Oliveira, 2003) no processo de investigação do psicodiagnóstico. A vantagem de coletar informações das próprias crianças é a possibilidade de acessar diretamente a sua percepção sobre o que está acontecendo. As desvantagens encontram-se na possível limitação de dados decorrentes da falta de conhecimento que a criança tem sobre sua condição. Já no heterorrelato, a coleta das informações ocorre principalmente por meio dos pais e de outros membros da família, professores, médicos, fonoaudiólogos, etc. Assim como no autorrelato, as informações decorrentes do heterorrelato podem ser ­imprecisas, ou até mesmo parciais. Por isso, é importante considerar a possibilidade de se obter e integrar informações de diversas fontes. O uso de múltiplos respondentes pode resultar em um conhecimento mais completo da criança ou do adolescente. Diferentes informantes podem contribuir com informa-

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Medium 9788536302898

8. Principais técnicas

Knapp, Paulo Grupo A PDF Criptografado

Principais técnicas

PAULO KNAPP

A

terapia cognitiva (TC) efetiva envolve construir habilidades, e isso somente é conseguido pelo treinamento (Padesky e Greenberger, 1995). Tendo terapeuta e paciente concordado em uma lista de problemas e nas metas do tratamento, o objetivo da terapia cognitiva é identificar, examinar e modificar as cognições distorcidas ou disfuncionais em seus três níveis: primeiramente os pensamentos automáticos (PA), em seguida as crenças intermediárias (pressupostos subjacentes e regras) e, por fim, as crenças nucleares (esquemas). Numa combinação de intervenções verbais com técnicas de modificação do comportamento, a TC empresta alguns procedimentos originados de outras escolas terapêuticas ativas e diretivas e freqüentemente adapta métodos comportamentais para servir ao propósito da mudança cognitiva (Neenan e Dryden,

2000). Como sabemos, a mudança na cognição produz a mudança no comportamento, e viceversa. Assim, as intervenções cognitivas intentam promover alterações na cognição e, por conseguinte, no comportamento, e as técnicas comportamentais visam a alterações no comportamento que levem a mudanças na cognição.

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Medium 9788582715802

Capítulo 2. Estresse na gravidez? o trauma pode ser herdado pelos filhos?

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Já se tornou um clássico, em praticamente todas as narrativas de saúde mental, associar experiências de privação e de abuso vividas nos primeiros anos de vida à (quase) inevitável ocorrência de dificuldades na vida adulta.

Existe muitos textos e investigações científicas a esse respeito e, se eu fosse listá-los, ainda que de maneira genérica, levaria alguns meses para explicá-los por completo.

Claro, desde cedo, a costumeira má relação com algum membro da família, que se arrasta por toda uma existência, é, possivelmente, apontada como a base das mazelas e das inquietudes pessoais da maturidade. Prato cheio para terapeutas e analistas de todos os gostos e espécies.

Pois bem, para além das teorias mais atuais, entretanto, há certas pesquisas que têm analisado alguns elementos que fogem dessa “paisagem psicológica” mais tradicional e que merecem sua atenção: existiriam fatores que podem impactar na saúde mental antes mesmo do nascimento do bebê?

Descobriu-se que o período pré-natal do desenvolvimento humano é, na verdade, um momento em que o meio ambiente exerce uma influência significativa na modelação da fisiologia do feto.

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