Artmed (116)
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Medium 9788582712757

Capítulo 10. José não é propriedade

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

10

JOSÉ NÃO É PROPRIEDADE

Eu tinha quase posto abaixo o consultório. Passara o mês de férias em reformas, e José foi o primeiro paciente na retomada. Doze anos, olhar agudo (para cima), observador. Muita coisa mudou por aqui, foi logo dizendo, e eu pensei no quanto ele havia mudado. Há dois anos, chegara com o olhar cronicamente para baixo, tinha um quadro dermatológico de psoríase e, sobretudo, uma relação de muita dependência e passividade com pais, colegas e professores. Falava pouco, chafurdado nos problemas alheios, e não era observador.

Olhei para a reforma do consultório (a mudança do divã, a nova cor da parede), e tudo pareceu menor do que a reforma no José. Ainda bem que parei de pensar, porque ele pensava também e avançava resoluto no assunto seguinte. Queria comprar com seu próprio dinheiro um game proibido para menores de dezesseis anos. Seus argumentos vinham sólidos: tinha economizado a quantia, o conteúdo do jogo (vampiros) não parecia impróprio para ele, os pais já tinham autorizado que visse outros filmes considerados impróprios para a sua idade. Tudo chegava de forma convincente e não recuei nem mesmo diante da possibilidade que aventara de comprar escondido.

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Medium 9788582714164

Capítulo 10. Terapia cognitivo - comportamental em grupo para mulheres vítimas de violência e seus parceiros agressores

Carmem Beatriz Neufeld, Bernard P. Rangé Artmed PDF Criptografado

10

TERAPIA

COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

EM GRUPO PARA

MULHERES VÍTIMAS

DE VIOLÊNCIA E

SEUS PARCEIROS

AGRESSORES

Sabrina Mazo D’Affonseca

Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams

Neste capítulo, abordaremos um exemplo expressivo de vítimas de violência interpessoal: a mulher que sofre violência de seu parceiro íntimo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a violência entre parceiros íntimos (VPI) como comportamentos emitidos pelo parceiro íntimo, ou ex-parceiro, que causam danos físicos, sexuais ou psicológicos, incluindo agressão física, coerção sexual, abuso psicológico e comportamentos controladores (World Health Organization [WHO], 2014). A violência entre parceiros íntimos pode ocorrer entre casais homoafetivos ou heterossexuais e não requer a existência de intimidade sexual entre eles.

Embora a VPI seja frequente, apenas uma pequena porcentagem das vítimas busca ajuda especializada. Em uma pesquisa realizada pela OMS (WHO, 2005) com mulheres vítimas de VPI em diferentes países, constatou-se que de 20 a 60% delas nunca relataram a violência sofrida e

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Medium 9788582712757

Capítulo 11. Maria viajando por dentro

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

11

MARIA VIAJANDO POR DENTRO

Maria era uma jovem adulta que abusava de álcool e maconha. Exibia o perfil da família, desde os avós, imigrantes e jogadores. O tratamento era familiar, com sessões individuais, em duplas e em grupo. A evolução foi favorável, e Maria estava feliz com seu namoro e o curso na Universidade. Ela tinha bons amigos, a vida ia suficientemente bem, não havia mais consumos prolongados, e sim episódios cada vez mais esporádicos.

O tema do dia era o de sempre: a dificuldade de esperar. Maria havia sido aprovada em um programa de bolsas de estudo no exterior, calculava cada minuto que faltava para a partida e, por detrás de uma angústia talvez parcialmente explicada por separações que se avizinhavam (de seu analista, inclusive), ressurgia a angústia diante da falta e do não atendimento imediato de um desejo.

Maria deitava-se no divã e, naquele dia, sacudia-se inquieta entre longos silêncios e alguns murmúrios. Optei por dizer só uma vez o que eu pensava

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Medium 9788582714164

Capítulo 11. Terapia cognitivo - comportamental em grupo aplicada a usuários de drogas

Carmem Beatriz Neufeld, Bernard P. Rangé Artmed PDF Criptografado

11

TERAPIA

COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

EM GRUPO

APLICADA A

USUÁRIOS DE

DROGAS

Margareth da Silva Oliveira

Laisa Marcorela Andreoli Sartes

Nathálya Soares Ribeiro

Silvia Maria Cury Ismael

Milton José Cazassa

--

PANORAMA DO CONSUMO

DE SUBSTÂNCIAS

PSICOTRÓPICAS NO

BRASIL E NO MUNDO

O consumo de substâncias psicoativas permanece um grave problema de saúde pública. Segundo o Escritório das Nações

Unidas sobre Drogas e Crime (United Nations Office on Drugs and Crime [UNODC],

2016), mais de 29 milhões de pessoas no mundo apresentam transtornos relacionados ao uso de substâncias ilícitas. Somente as drogas lícitas, álcool e tabaco, são responsáveis por 9,3 milhões de óbitos a cada ano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS)

(World Health Organization [WHO], 2014) aponta para o fato de que o consumo nocivo de álcool provoca 3,3 milhões de mortes ao ano e é responsável por 5,1% da carga global de doenças. No Brasil, especificamente, comparando-se o primeiro e o segundo

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Medium 9788582712757

Capítulo 12. Se a força, se a fraqueza...

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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SE A FORÇA, SE A FRAQUEZA...

Um psicanalista que ignora a sua própria dor psíquica não tem qualquer possibilidade de ser analista...

Janete Frochtengarten

Quando eu disse ao menino de onze anos que não batesse tão forte na bola, ele perguntou “por quê?”. Respondi que por consideração aos vizinhos de consultório e porque eu não queria tomar uma batida que me machucasse.

– Como tu é frágil! – ele comentou.

E, porque eu passasse por um momento que realmente me rendia frágil, achei a frase impressionante em termos de palavras e percepções, mas viria mais, e ele veio com esta:

– Já tomei muitas boladas dolorosas nesta vida cruel.

Ali fiquei na dúvida sobre o que em nós mais contribuía com o trabalho de analista: se a força, se a fraqueza...

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Editora Manole (23)
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Medium 9788520440629

10. Prática da psicologia nos diferentes contextos da violência

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

10

Prática da psicologia nos diferentes contextos da violência

SUMÁRIO

Introdução, 174

Tipos de violência, 176

Diferentes contextos de violência, 177

Considerações finais, 189

Referências bibliográficas, 189

Introdução

Violência, do latim violentia, significa o ato de agir de forma violenta contra o direito natural, exercendo constrangimento sobre determinada pessoa por obrigá-la a praticar algo contra sua vontade. Configura-se como um fenômeno multicausal e geralmente é expressa por atos com intenção de prejudicar, subtrair, subestimar e subjugar, envolvendo sempre um conteúdo de poder, quer seja intelectual, quer seja físico, econômico, político ou social.

Atinge uma camada mais vulnerável da sociedade, como as crianças, adolescentes, mulheres, idosos, deficientes e doentes mentais, sendo uma das causas mais comuns de lesão grave, além de danos à estrutura biopsicossocial1.

Segundo Minayo e Souza2, nos últimos anos, inúmeros pesquisadores têm tentado compreender e explicar o fenômeno da violência e suas novas formas de manifestação com base em seus impactos na vida e na saúde das pessoas. Diante do exposto, a necessidade de revisar os conceitos tradicionais de violência e de estendê-los a um conjunto de eventos que vão além da violência física e que têm efeitos sobre os indivíduos se apresenta hoje como um objetivo comum das ciências que

174

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Medium 9788520440629

11. Doença mental e periculosidade

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

11

Doença mental e periculosidade

SUMÁRIO

Introdução, 192

Doença mental e violência: tendência biológica, 196

Doença mental e violência: tendência sociológica, 196

Doença mental e violência: tendência biopsicossocial, 196

Evolução histórica do termo periculosidade, 196

Periculosidade no Brasil, 197

Avaliação de risco de violência, 200

Considerações finais, 203

Referências bibliográficas, 204

Introdução

A história da institucionalização de doentes mentais remonta ao período pós-renascentista, no qual os pacientes, antes deixados à sua mercê e raramente cuidados ou tratados dignamente, passaram a ser vistos como uma ameaça à ordem social1.

Juntamente com os pobres e outros que viviam à margem da sociedade, tais pessoas rapidamente recebiam o adjetivo de loucas, sendo encarceradas ou internadas em asilos montados nos antigos leprosários. Isso começou a mudar no Iluminismo, tendo como marco a figura de Phillipe Pinel (1765-1826), que se propôs a separar os doentes mentais entre tantos “loucos”, propondo o início de uma humanização em seu atendimento2. Pinel introduziu uma visão das doenças mentais como resultado de tensões sociais e psicológicas, e não apenas biológicas, ao introduzir a prática de terapia.

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Medium 9788520440629

12. Homicídio, emoção, personalidade e impulsividade

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

12

Homicídio, emoção, personalidade e impulsividade

SUMÁRIO

Introdução, 206

Emoção e comportamento violento, 208

Ansiedade, 209

Impulsividade e agressividade, 211

Personalidade e comportamento violento, 212

Psicopatia, 218

Considerações finais, 221

Referências bibliográficas, 222

Introdução

O aumento da violência urbana e a consequente expressão de comportamentos violentos, como o homicídio, têm incidido na questão da relação entre violência e doença mental. Seja na literatura científica especializada, seja nos textos jurídicos, o homicídio é descrito como o mais grave atentado contra a vida, visto que engloba um caráter doloso, no qual há uma intencionalidade, e culposo, quando o agente não tem a intencionalidade de provocar a morte do outro1.

No tocante à literatura científica, a maioria dos estudos segue três vertentes de pesquisa. Uma delas é voltada para a correlação de quadros psiquiátricos do eixo I do DSM-IV2 em unidades de custódia e tratamento psiquiátrico, os quais têm apontado esquizofrenia paranoide, transtorno delirante persistente, transtorno explosivo intermitente e retardo mental como os quadros de maior correlação com crimes violentos3-5.

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Medium 9788520440629

13. Noções gerais de direito e formação humanística: psicologia judiciária de acordo com a Resolução n. 75 do Conselho Nacional de Justiça

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

13

Noções gerais de direito e formação humanística: psicologia judiciária de acordo com a Resolução n. 75 do Conselho Nacional de Justiça

SUMÁRIO

Introdução, 225

Psicologia e comunicação: relacionamento interpessoal, relacionamento do magistrado com a sociedade e a mídia, 226

Teoria do conflito e os mecanismos autocompositivos: técnicas de negociação e mediação, 232

Contribuições da psicologia, 234

Técnicas de mediação de conflitos, 236

O processo psicológico e a obtenção da verdade judicial: o comportamento de partes e testemunhas, 238

Considerações finais, 243

Referências bibliográficas, 243

Introdução

A Resolução CNJ n. 75, de 12 de maio de 2009, dispõe sobre os concursos públicos para o ingresso na carreira da magistratura em todos os ramos do Poder

Judiciário nacional e inclui, no rol de disciplinas, a psicologia judiciária com o objetivo de instrumentalizar o candidato à carreira da magistratura conhecimentos nas áreas de:

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Medium 9788520440629

14. A perícia psicológica nos casos de suspeita de abuso sexual: da vítima e do agressor

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

14

A perícia psicológica nos casos de suspeita de abuso sexual: da vítima e do agressor

SUMÁRIO

Introdução, 244

Depoimento sem dano (DSD), 246

Perícia, 248

Falsas memórias, 249

Características de crianças vítimas de abuso sexual, 250

Características de agressores sexuais,

250

Como realizar a perícia, 252

Considerações finais, 253

Referências bibliográficas, 253

Introdução

O impacto decorrente de situações de violência, como o abuso sexual, tem sido discutido amplamente na literatura, uma vez que há uma significativa relação entre as consequências de vivências traumáticas na infância e alterações no desenvolvimento de disfunções cognitivas, emocionais e comportamentais, podendo se estender até a vida adulta1-5.

Habizang, Koller e Azevedo6 enfatizam que a experiência de abuso sexual infanto-juvenil caracteriza-se como um evento traumático e um fator de risco para o desenvolvimento das vítimas, traduzindo-se assim em um grave problema de saúde pública.

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Grupo A (2672)
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Medium 9788536326955

10. A análise do procedimento ludodiagnóstico segundo o referencial teórico psicanalítico

Rosa Maria Lopes Affonso Grupo A PDF Criptografado

10

A análise do procedimento ludodiagnóstico segundo o referencial teórico psicanalítico

Rosa Maria Lopes Affonso

A

análise do ludodiagnóstico vai depender da abordagem teórica do examinador ou dos objetivos para os quais foi utilizada.

Caso tenha sido utilizada como rapport, a análise vai ser voltada para o estabelecimento do vínculo. Caso sua utilização seja para avaliação psicológica ou para o estabelecimento e escolha de testes, a observação será dirigida para a análise do desenvolvimento motor, afetivo, cognitivo ou social.

Por exemplo, para verificar se o problema é motor é necessário observar como a criança utiliza os materiais, se é destra, se os materiais caem, se os movimentos são irruptivos, hipotônicos, hipercinéticos, etc. Outros profissionais estabelecem, inclusive, análises de categorias de comportamento apoiados nas várias teorias de desenvolvimento, como por exemplo, Greenspan e Greenspan (1993).

Kornblit (1976) dá ênfase à observação da sequência da interação lúdica e, entre outros, sugere a identificação do momento inicial, do de máxima expressão lúdica, bem como do final da hora lúdica, considerando a interação em subsistemas, nos quais podem variar a quantidade de material utilizado e o tipo.

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Medium 9788536324265

10. A mente dividida

Marco Callegaro Grupo A PDF Criptografado

10

A mente dividida

Especialização cerebral: o cérebro dividido (split brain)

O psicólogo Roger Sperry, vencedor do Prêmio Nobel, foi um dos mais importantes impulsionadores da pesquisa na especialização dos hemisférios cerebrais, demonstrando que cada hemisfério é, na verdade, um cérebro em separado. Sperry (1964) cortou o corpo caloso do cérebro de gatos e, posteriormente, de primatas, demonstrando que a informação apresentada visualmente a um hemisfério não era reconhecida pelo outro.

Na década de 1970, descobertas contundentes obtidas com humanos levaram a revolucionários insights sobre a organização do cérebro e da consciência. A equipe de Sperry (que incluía nomes como J. Bogen, P. J. Vogel e

J. Levy) estudou pacientes que foram submetidos à cirurgia, seccionando a super­‑rodovia inter­‑hemisférica de neurônios, o corpo caloso. Os pacientes procuravam alívio para a severa e incapacitante epilepsia, uma vez que a separação dessa ponte neurológica impedia, antes dos avanços de controle farmacológico, que os ataques epiléticos se propagassem de um hemisfério para outro, reduzindo bastante sua gravidade.

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Medium 9788536313436

10 A poeta e o baterista

Salvador Minuchin, Wai-Yung Lee, George M. Simon Grupo A PDF Criptografado

��

A poeta e o baterista

Adam Price*

Adam é um contador de histórias. Ele se apropria das palavras, e com facilidade as organiza em frases, parágrafos e conteúdo perfeitamente consistentes. Mas existem dois tipos de contadores de histórias.

Alguns vêem suas pessoas movendo-se em um cenário, interagindo entre si, lutando pelo mesmo espaço. Outros apenas ouvem suas pessoas conversando umas com as outras. Adam emprestava riqueza aos seus personagens usando palavras, mas, de certa forma, eles permaneciam palavras. Um dos problemas em apenas ouvir as pessoas em terapia familiar é a sedução do enredo e a atração de enriquecer o enredo tornando-se parte da história. Adam tendia a ser básico e lógico, uma pessoa que explicava. Ele também acreditava na realidade das palavras. Acreditava na racionalidade.

Mas as famílias são insanas. Como se pode explicar sua defesa tenaz de posições absurdas, sua competição por recompensas sem valor, sua luta por domínio da verdade inconseqüente? Um dos legados do trabalho de Whitaker é a sua apreciação do absurdo nas pessoas e da aceitação de sua qualidade de ser humano. Acho que os personagens de

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Medium 9788536325613

10. A violência como instrumento educativo: uma história sem fim?

Adriana Wagner Grupo A PDF Criptografado

10

A violência como instrumento educativo

Uma história sem fim?

Denise Falcke

Larissa Wolff da Rosa

A agressão física, até pouco tempo atrás, era uma das formas mais utilizadas pelos pais para disciplinar seus filhos. Na fala dos pais, era comum ouvirmos dizer que era uma maneira de demonstrar sua autoridade perante os filhos. Será que o uso da força física demonstra autoridade? Ou se pode pensar em autoritarismo?

A autoridade refere­‑se a um lugar de destaque ocupado por alguém que detém experiência ou conhecimento e que assume as responsabilidades advindas do papel que desempenha. Na família, os pais são investidos de autoridade para que possam colocar limites nos filhos, levando­‑os a discriminar e reconhecer as normas sociais. O autoritarismo, diferentemente da autoridade, é um sistema que tem caráter de dominação, de imposição. Na educação infantil, quando prepondera um estilo educativo autoritário, a força física funciona como um instrumento de disciplina e afirmação do poder; ou seja, quem tem mais força, é quem manda.

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Medium 9788573074826

10 As Funções do Ego

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS PSICANALÍTICOS

C A P Í T U L O

10

As Funções do Ego

O significado do termo “ego” aparece na literatura psicanalítica de uma forma algo ambígua e pouco uniforme entre os distintos autores, podendo, por isso, causar algum tipo de confusão conceitual. Esse clima algo confusional pode ser exemplificado com quatro situações: 1) Alguns desses autores utilizam a escrita minúscula “ego” para designar essa conhecida instância psíquica, e reservam a grafia “Ego”, com a letra “e” maiúscula para indicar o que atualmente se entende por self.

2) Os psicanalistas da Escola Francesa de Psicanálise, que tem uma larga produção e divulgação no mundo psicanalítico, costumam empregar dois termos em relação ao ego: um é “je”, que designa mais especificamente o ego como uma instância psíquica encarregada de funções; o outro é “moi”, que se refere mais precisamente a uma representação da imagem que o sujeito tem de “si mesmo”, logo, do seu sentimento de identidade. 3) O próprio Freud, ao longo de sua obra, empregava no original alemão tanto a expressão “das ich” (geralmente com o acima mencionado conceito de “je”) como também usava “zelbst” (com o significado de “si mesmo”); porém, às vezes, ele usava-os indistintamente, o que veio a aumentar a imprecisão conceitual. 4)

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Grupo A (70)
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Medium 9788580553383

Capítulo 10 - Agressividade

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U LO

Agressividade

10

MACHUCAR OS OUTROS

Nosso comportamento em relação uns aos outros é o mais estranho, mais imprevisível e mais inexplicável de todos os fenômenos com os quais somos obrigados a conviver. Em toda a natureza, não há nada tão ameaçador para a humanidade quanto a própria humanidade.

—Lewis Thomas (1981)

E

mbora a previsão irônica de Woody Allen de que, “em 1990, o sequestro será o modo dominante de interação social” não tenha se cumprido, os anos desde então não foram muito serenos. O

horror do 11 de setembro de 2001 pode ter sido a mais dramática violência recente, mas, em termos de vidas humanas, não foi a mais catastrófica. Mais ou menos na mesma época, estima-se que a carnificina humana da guerra tribal no Congo estava tirando 3 milhões vidas, com algumas das vítimas sendo agredidas até a morte com facões e muitas outras morrendo de fome e doenças depois

O que é agressividade?

Quais são algumas das teorias da agressividade?

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Medium 9788582710531

Capítulo 10 - Câncer

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 10

O que é o câncer?

Tipos de câncer

Suscetibilidade ao câncer

Fatores de risco para câncer

Uso de tabaco

Dieta e uso de álcool

Atividade física

Sobrepeso e obesidade

História familiar

Riscos ambientais e ocupacionais

Estresse e imunocompetência

Tratamento do câncer

Diagnóstico precoce

Opções de tratamento

Enfrentando o câncer

Emoções, etnia e enfrentamento

Conhecimento, controle e apoio social

Intervenções cognitivo-comportamentais

Câncer

“P

apai, podemos ir pra casa agora? Não estou me sentindo mal, por isso não quero mais que me espetem.” Isso foi o que disse meu filho Jeremy, de 6 anos, ao final de um dia muito longo no qual foi diagnosticado com câncer. Foi o dia em que o mundo da minha família parecia ter virado de cabeça para baixo.

Tudo começou de um modo relativamente simples, como os problemas de saúde na infância costumam ser: uma dor e inchaço no lado esquerdo do pescoço de Jeremy, que surgiam à noite e demoravam para passar. Uma consulta quase casual com o pediatra da família revelou que o desconforto era causado por glândulas linfáticas inchadas, mas não parecia razão para se preocupar. Apenas para garantir, Jeremy foi encaminhado ao hospital pediátrico da universidade a fim de fazer mais alguns exames para descartar quaisquer (improváveis) problemas graves de saúde. Começamos a nos preocupar depois de uma manhã de exames de sangue, exames físicos com uma sequência de enfermeiros, médicos e residentes e, por fim, ressonância magnética do pescoço de Jeremy. Fomos levados a uma pequena sala de espera na ala de oncologia pediátrica do hospital, onde ficamos chocados com o diagnóstico: linfoma não Hodgkin.

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Medium 9788536325408

Capítulo 10 - Desenvolvimento Físico e Saúde na Meninice

Denise Boyd, Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

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Desenvolvimento Físico e Saúde na Meninice

A

s crianças em idade escolar têm um tipo maravilhoso de confiança espontânea em seus corpos. A hesitação e rigidez da segunda infância se foram, e as incertezas da puberdade ainda não começaram. Crianças dessa idade podem transitar no mundo com habilidade e começar a praticar esportes com real entusiasmo. É um prazer observar crianças dessa idade nos pátios ou em seus bairros. Elas com frequência têm uma espécie de intenso entusiasmo por sua atividade física.

As mudanças ocultas nos corpos das crianças que permitem os movimentos que conhecemos tão bem – andar de bicicleta, subir, pular, saltar, etc. – são o primeiro tópico discutido neste capítulo. Evidentemente, a meninice tem seus riscos e desafios, e por isso a discussão do domínio físico nesta fase aborda as questões de saúde logo depois. Na seção final do capítulo você vai aprender sobre várias dificuldades comportamentais e emocionais que surgem entre os 6 e 12 anos.

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Medium 9788580553444

Capítulo 10 - Desenvolvimento psicossocial na segunda infância

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

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DESENVOLVIMENTO

PSICOSSOCIAL NA

Martorell_10.indd 198

12/12/13 09:20

200 O desenvolvimento do self

O QUE VEM POR AÍ

202 Gênero

208 Brincar

210 Parentagem

213 Comportamento pró-social e agressivo

Os gêmeos de 5 anos Derek e Sophie foram criados na mesma família pelos mesmos pais e frequentam a mesma escola.

Sophie é mais extrovertida e mais agressiva do que Derek e com frequência se envolve em discussões quando está brincando com outras crianças. Apesar de mais quieto, Derek brinca de maneira muito mais impetuosa do que Sophie – virando cambalhotas com os outros meninos e passando seu tempo livre correndo e pulando. Os pais de Derek e Sophie observaram que, enquanto Sophie precisa de um pulso relativamente firme, Derek responde de modo mais rápido a apelos por empatia e a discussões sobre o modo como suas ações afetam os outros. Por que essas duas crianças são tão diferentes? Suas diferenças devem-se ao gênero? Aos modos distintos com que os pais lidam com elas? Às diferenças inatas em seu temperamento e sua personalidade? O que influencia quem elas são?

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Medium 9788580553383

Capítulo 11 - Atração e Intimidade

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U LO

Atração e Intimidade

11

GOSTAR E AMAR OS OUTROS

Eu consigo com uma pequena ajuda dos meus amigos.

—John Lennon e Paul McCartney, Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band, 1967

N

ossa dependência uns dos outros, que dura a vida toda, coloca as relações no centro de nossa existência. No início da sua existência, muito provavelmente houve uma atração – a atração

entre um determinado homem e uma determinada mulher. Aristóteles chamou os seres humanos de “animais sociais”. Na verdade, temos o que os psicólogos sociais de hoje chamam de uma necessidade de pertencimento – de se conectar com os outros em relacionamentos próximos e duradouros.

Os psicólogos sociais Roy Baumeister e Mark Leary (1995) ilustram o poder dos vínculos sociais:

• Para os nossos antepassados, os vínculos mútuos permitiram a sobrevivência do grupo. Ao caçar ou construir abrigos, 10 mãos eram melhores do que duas.

O que leva à amizade e à atração?

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Grupo Gen (447)
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Medium 9788521611875

10 - A Transformação da Sexualidade em Eros

MARCUSE, Herbert Grupo Gen PDF Criptografado

10

A Transformação da

Sexualidade em Eros

A

visão de uma cultura não repressiva, que desvendamos através de uma tendência evolutiva marginal na Mitologia e Filosofia, tem por objetivo o estabelecimento de uma nova relação entre os instintos e a razão. A moralidade civilizada é invertida pela harmonização da liberdade instintiva e da ordem: libertos da tirania da razão repressiva, os instintos tendem para relações existenciais livres e duradouras, isto é, geram um novo princípio de realidade. Na ideia de Schiller de um

“estado estético”, a visão de uma cultura não repressiva é concretizada no nível de civilização madura. Nesse nível, a organização dos instintos converte-se num problema social (na terminologia de Schiller, político), tal como acontece na Psicologia de Freud. Os processos que criam o ego e o superego também modelam e perpetuam instituições e relações sociais específicas. Os conceitos psicanalíticos como sublimação, identificação e introjeção não possuem apenas um conteúdo psíquico, mas também social: terminam em um sistema de instituições, leis, agências, coisas e costumes que enfrentam o indivíduo como entidades objetivas. Dentro desse sistema antagônico, o conflito mental entre o ego e o superego, entre o ego e o id, é simultaneamente um conflito entre o indivíduo e a sua sociedade. Esta

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Medium 9788521632603

10 - Atuando no Subsistema Treinamento de Pessoas

CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

10

Atuando no Subsistema

Treinamento de Pessoas

Dinael Corrêa de Campos

T

rabalhar no subsistema treinamento sempre foi algo prazeroso para mim, pelo fato de que capacitar as pessoas, ou mesmo treiná‑las para as suas novas funções e responsabilidades, parece‑me uma tarefa das mais im‑ portantes delegadas à área de recursos humanos.

Capacitar nada mais é que “instrumentalizar”, for‑ necer a uma pessoa competências para que ela se torne habilitada a corresponder ao que a empresa quer.

Treinar, por sua vez, tem o significado de que a pessoa — o funcionário —, tendo determinada habi‑ lidade, vai aperfeiçoá‑la para o melhor desempenho de suas funções.

Creio que se fazem necessárias mais algumas defi‑ nições sobre o conceito para que possamos estabelecer uma linha de raciocínio.

Para Lacombe e Heilborn (2006, p. 270), “as or‑ ganizações precisam dispor de pessoas competentes e motivadas para produzir”. Logo, para esses autores, trei‑ namento é conceituado como “qualquer atividade que contribua para tornar uma pessoa apta a exercer sua função ou atividade, aumentar a sua capacidade para exercer melhor essas funções ou atividades...”.

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Medium 9788597019032

10. Avaliação do talento

BERGAMINI, Cecília Whitaker Grupo Gen PDF Criptografado

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Avaliação do talento

“Fazemos o que for possível para evitar esse sentimento de estar sozinho no mundo [...]

Muitos de nós temos receio de ficar sozinhos por medo de encarar os próprios demônios”

(Gottlieb, D., 2015, p. 55).

Avaliação do talento

Não há quem deixe de se preocupar com o próprio talento, embora cada um faça isso de maneira pessoal. No âmbito das organizações, essa preocupação aumenta exponencialmente tanto por parte de quem tem essa qualidade, como também por parte da organização que o abriga.

No procedimento que atrai e seleciona os talentos necessários para as diferentes

áreas. A seguir, preparar e desenvolver ao máximo o potencial que preencherá os vários setores também é alvo de cuidados especiais. A avaliação de desempenho representa uma medida de controle das duas atividades anteriores, bem como oferece informações para tornar possível o planejamento de diretrizes para a gestão futura dos recursos com os quais já conta. Como se conclui, a área de Recursos

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Medium 9788527730686

10 - Esclerose Múltipla | Alterações Neuropsicológicas

Eliane Correa Miotto, Mara Cristina Souza de Lucia, Milberto Scaff Grupo Gen PDF Criptografado

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Esclerose Múltipla |

Alterações Neuropsicológicas

Kenia Repiso Campanholo, Dagoberto Callegaro e

Carla Cristina Adda

Introdução

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica caracterizada por lesão do sistema nervoso central (SNC). A bainha de mielina que recobre e isola os axônios dos diferentes tratos do SNC é lesionada por reação anormal do sistema imunológico. A falta de integridade da bainha causa interferências nos axônios e alterações na condução do impulso, que ocorre ao acaso. O comprometimento axonal pode ser multifatorial e incluir fenômenos inflamatórios e processos neurodegenerativos.1

Lesões cerebrais frontossubcorticais, temporais (incluindo porções mesiais) e/ou parietais são frequentes na EM. A desconexão parcial ou total dos tratos prejudica a integração de diferentes funções corticossubcorticais, sejam elas relacionadas com sintomas e sinais somáticos ou com sintomas psíquicos e cognitivos.2

Um fator patogênico estudado na EM é a excitotoxicidade do glutamato como causadora das lesões na substância cinzenta cerebral. O neurotransmissor glutamato age como principal neurotransmissor excitatório no SNC. As membranas de neurônios e de células da glia têm transportadores de glutamato que o retiram rapidamente do espaço extracelular.

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Medium 9788527732932

10 - Modificação do Controle de Estímulo de um Comportamento por Meio do Desvanecimento

MARTIN, Garry; PEAR, Joseph Grupo Gen PDF Criptografado

10

Modificação do Controle de Estímulo de um

Comportamento por

Meio do Desvanecimento

Objetivos do aprendizado

Definir desvanecimento

Identificar as dimensões dos estímulos ao longo dos quais pode ocorrer desvanecimento

Descrever os fatores que influenciam a efetividade do desvanecimento

Distinguir entre desvanecimento e modelagem

Explicar como o desvanecimento ­atua em desvantagem daqueles que o desconhecem.

Peter, qual é o seu nome?

Ensinando a Peter seu nome*

Peter, diagnosticado com autismo, tinha um extensivo repertório de mimetismo vocal. Ele conseguia repetir muitas palavras ditas pelas outras pessoas, mas apresentava poucos comportamentos verbais de outros tipos. Era capaz de imitar muitas palavras, mesmo quando inapropriado. Por exemplo, ao lhe perguntarem

“Qual é o seu nome?”, ele respondia “Nome”. Por vezes,

Peter repetia a pergunta inteira: “Qual é o seu nome?”.

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