Artmed (143)
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Capítulo 3. Caindo na rede: as ilusões cognitivas

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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CAINDO NA REDE:

AS ILUSÕES COGNITIVAS

Decisões rápidas são decisões perigosas.

Sófocles – 497-406 a.C.

Muitas decisões e escolhas no nosso cotidiano são feitas de maneira heurística –

ou seja, pelo uso de regras simples e automáticas – e são, com frequência, inconscientes. Na maioria das vezes, essa maneira de funcionar é eficiente para a solução dos problemas ordinários, mas pode também resultar em soluções inadequadas, ou que contrariam um procedimento racional. A identificação de muitos desses chamados “vieses cognitivos” tornou-se possível a partir do trabalho pioneiro de dois psicólogos israelenses, Amos Tversky e Daniel Kahneman, na década de 1970

(Tversky & Kahneman, 1974).

O funcionamento cognitivo autônomo, como já sabemos, é preferido porque não envolve muitos recursos computacionais: é mais econômico e, portanto, mais de acordo com nossa avareza cognitiva. Frequentemente, os problemas que surgem do seu uso decorrem de um processamento associativo, resultante da maneira como a nossa memória funciona, armazenando e buscando as informações em uma rede semântica, como vimos no Capítulo 1. A seguir, vamos examinar alguns desses vieses.

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Medium 9788582712498

Capítulo 1. As origens: a evolução do cérebro e suas funções

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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AS ORIGENS: A EVOLUÇÃO DO

CÉREBRO E SUAS FUNÇÕES

A seleção natural funciona como um remendão – um remendão que não sabe exatamente o que vai produzir, mas que usa tudo ao seu dispor para fazer algum tipo de objeto viável.

François Jacob

A espécie humana dispõe de um cérebro privilegiado em relação aos outros ani-

mais. Com ele somos capazes de raciocinar e de planejar, e com seus recursos conseguimos desenvolver uma comunicação eficiente por meio da linguagem verbal.

Tudo isso possibilitou a produção do conhecimento e sua transmissão através das gerações, levando à construção da sociedade tecnológica em que vivemos nos dias atuais. Mas, apesar desse sucesso evidente, temos de reconhecer que nosso cérebro é um dispositivo imperfeito, que deixa a desejar em muitos aspectos do seu funcionamento cotidiano, sem falar nos problemas que podem ser decorrentes de suas disfunções. É importante, então, compreendermos o porquê de algumas dessas falhas, e para isso é preciso conhecer um pouco da evolução filogenética do cérebro, do ponto de vista tanto de sua estrutura quanto de suas funções.

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Capítulo 5. Assim é, se lhe parece: os "aplicativos" cerebrais

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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ASSIM É, SE LHE PARECE:

OS “APLICATIVOS” CEREBRAIS

O cérebro humano é um órgão complexo, com o fantástico poder de permitir que o homem encontre razões para continuar acreditando em qualquer coisa que ele queira acreditar.

Voltaire

Dos dois tipos de processamento cognitivo atuando em nosso cérebro, o primei-

ro deles, ou T1, funciona pela utilização de muitos dispositivos automáticos que podem resolver problemas cotidianos de forma rápida e eficaz. As decisões tomadas dessa forma são chamadas de decisões heurísticas (uma palavra que vem do grego, significando encontrar). Embora imperfeitas, elas fornecem soluções intuitivas para dilemas muitas vezes complexos.

Ao longo da evolução, o cérebro adquiriu a capacidade de identificar problemas recorrentes na vida dos animais, processando-os de forma automática. Nele desenvolveram-se módulos especializados em computar determinadas informações que podem ser comparados aos softwares aplicativos que se tornaram nossos companheiros constantes nos tablets e telefones celulares que usamos a toda hora. Esses aplicativos cerebrais atuam de uma forma heurística e são eficientes, mas, em determinas situações do mundo moderno, podem levar a escolhas e decisões inadequadas. Vamos examinar alguns desses dispositivos e os vieses decorrentes da sua utilização.

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Capítulo 2. A mente em dobro: dois tipos de cognição

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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A MENTE EM DOBRO:

DOIS TIPOS DE COGNIÇÃO

Pensar é o trabalho mais difícil que existe, provavelmente é por isso que tão poucos se dedicam a ele.

Henry Ford

A maior parte das pessoas tem uma postura dualista: elas acreditam, pelo menos de maneira informal, que existe uma mente separada do corpo. Essa mente seria responsável por nossas intenções, nossas crenças e nosso livre-arbítrio. Além disso, ela seria capaz de mobilizar tanto o cérebro quanto o corpo para controlar nosso comportamento. A abordagem científica, no entanto, aponta em outra direção, e os cientistas costumam ser monistas: eles consideram a mente, ou os processos mentais, como decorrentes do funcionamento do cérebro. As evidências disso são inúmeras, pois as observações acumuladas ao longo do tempo mostram, por exemplo, que os processos mentais se alteram nas disfunções cerebrais, modificam-se por intervenções farmacológicas ou físicas no cérebro e, além disso, evoluem ao longo da vida de acordo com o amadurecimento ou a degeneração cerebral.

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Medium 9788582712498

Capítulo 7. Neuroeconomia: conhecendo os circuitos do decidir

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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NEUROECONOMIA:

CONHECENDO OS

CIRCUITOS DO DECIDIR

Eu sou um cérebro, Watson. O resto de mim é um mero apêndice.

Portanto, é o cérebro que devo considerar. (Sherlock Holmes)

Sir Arthur Conan Doyle

Os animais utilizam seus cérebros a todo o momento para fazer escolhas e tomar decisões que visam a satisfazer suas necessidades, levando em conta seu estado interno e as circunstâncias que ocorrem no ambiente, de maneira que o comportamento resultante seja o mais adaptativo e possibilite tanto a sobrevivência do organismo quanto da espécie a que ele pertence.

A representação do problema, em termos dos estados internos e externos em que se encontra o indivíduo é, na verdade, a primeira etapa nos processos necessários para a tomada de decisão. Essa etapa irá identificar algumas ações que poderão ser escolhidas: se o animal está faminto, por exemplo, é preciso reconhecer no ambiente o que poderá servir de alimento a ser consumido. Ocorre, então, outra etapa: a atribuição de um valor às diversas opções existentes, de modo a obter a maior vantagem disponível. Em seguida, será preciso escolher a melhor ação que leve à obtenção do objetivo escolhido. Finalmente, é necessário monitorar o comportamento desencadeado, para verificar se ele foi efetivo na obtenção do resultado esperado. Dependendo do resultado, é preciso fazer uma atualização das etapas precedentes, pois, se a mesma situação se repete, é importante saber se o melhor

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Editora Manole (63)
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Medium 9788520430026

Ciúme normal

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme normal

Nas questões emocionais, às vezes é difícil distinguir o que é francamente patológico e o que é absolutamente normal. Em geral, as pessoas costumam perceber quando uma pessoa é louca, esquisita, sensata, confiável, imprevisível ou normal. Entretanto, quando se avaliam atitudes e sentimentos, costuma ser complicado estabelecer os limites entre o normal e o não normal, ou entre o pouco sadio e o discretamente patológico.

O ciúme é um desses casos. Quando ele é francamente doentio

é mais fácil identificá-lo, e qualquer pessoa percebe que se trata de uma atitude bizarra, mas entre os casos totalmente patológicos e aqueles mais ou menos anormais a questão torna-se mais complicada. Para iniciar o entendimento do sentimento de ciúme normal, ele será referido apenas como ciúme. Os adjetivos excessivo, obsessivo e patológico serão acrescidos e abordados posteriormente. O ciúme

é definido, na maioria dos textos, como um sentimento fisiológico, natural e marcado pelo medo real ou imaginário de perder o objeto de desejo ou o relacionamento. Essa definição é incompleta e muito acanhada. Alguns etólogos acreditam tratar-se de uma reação adaptativa no sentido de favorecer a sobrevivência e/ou a reprodução da espécie. Ele existe no ser humano e em outros animais superiores, como macacos, golfinhos e outros vertebrados. A experiência pessoal a seguir serve de ilustração.

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Medium 9788520430026

Ciúme exagerado

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme exagerado

Em relação às atitudes humanas não se pode usar uma ótica binária de certo/errado, lícito/ilícito, feio/bonito e assim por diante. Isso quer dizer que no espectro que vai do normal ao francamente patológico, passando ainda pelo não normal, existem limites pouco nítidos. A tendência em particularizar cada caso se aplica bem ao ciúme.

Classificar a pessoa ciumenta entre o normal e o doentio pode ser complicado. Todos nós temos um sistema pessoal “não científico” de avaliar as coisas do mundo. É pessoal e relativo julgar se alguma coisa é bonita, feia, agradável, incômoda, indiferente, interessante, chata, inexpressiva, atraente, repugnante, semelhante, diferente, louca ou sã. O ciúme está nessa situação, ou seja, saber se ele é exagerado ou não depende da opinião da pessoa ciumenta, da pessoa objeto desse ciúme e de terceiros observadores.

Seria mais fácil se o ciúme tivesse uma escala de grandeza.

Seria bom se o ciúme fosse de 0, representado pelos casos sem uma gota de ciúme – e possivelmente sem um vínculo afetivo expressivo

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Medium 9788520430026

Diagnóstico do ciúme

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Diagnóstico do ciúme

“Você acha que isso é mesmo loucura?”. Esta pergunta é feita frequentemente, tanto em relação ao ciumento quanto às pessoas ao seu redor. Os critérios para determinar se um caso é ou não doença são altamente didáticos, podendo, inclusive, convencer algumas pessoas ciumentas a se tratarem. Aliás, quanto mais fácil for convencer uma pessoa ciumenta a se tratar, menos patológico será o ciúme, e o inverso também é verdadeiro.

Para pensar em qualquer diagnóstico, a psiquiatria recomenda no mínimo dois critérios: estatístico e valorativo. Pelo critério estatístico, realçam-se os casos que podem ser considerados não normais ou incomuns, considerando o que é frequente à maioria das pessoas. Mas só isso não é suficiente para afirmar que se trata de um caso patológico. Apenas mostra um caso não normal, como uma gravidez de gêmeos, uma pessoa mais inteligente que a média, com aptidão artística diferenciada e assim por diante.

A partir do não normal a medicina recorre ao segundo critério para diagnóstico, o critério valorativo. Por meio desse critério de valores será avaliado se o não normal em questão produz sofrimento. Caso alguém sofra, pode-se considerar o caso não normal como patológico, ou seja, tem em si um componente mórbido causador de sofrimento.

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Medium 9788520439821

2. Os filhos carentes

CORNEAU, Guy Editora Manole PDF Criptografado

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Os filhos carentes

O teatro da virilidade

Senhoras e senhores, sejam bem-vindos ao teatro da Virilidade. Esta noite, a trupe “Que pai ganha” interpretará a peça Os filhos carentes, uma criação coletiva realizada a partir das improvisações dos atores.

A peça apresenta o retrato de dez homens dos dias atuais, em crise com eles mesmos. Mas, na realidade, esses retratos são atemporais; eles representam as formas habituais que o sexo masculino adquire, há séculos. Trata-se tanto de homens evoluindo no palco do mundo, como de facetas de nós mesmos desfilando em nosso teatro interior.

Uma palavra do diretor

Durante o trabalho com este grupo, eu me deparei com situações muito cômicas ou muito preocupantes, diante das quais era possível rir ou chorar. É fato que, desde o primeiro minuto em que pus os pés neste teatro, não consegui impedir que os atores encenassem, ad nauseam, trechos de peças que eles pareciam ter memorizado e ensaiado desde a infância. Apesar de que nós não nos entendíamos sobre a fórmula que o espetáculo devia adotar e que, de qualquer modo, esses homens pareciam ter uma ideia fixa, voltar a encenar seu passado, decidi parar de lutar contra a correnteza e então, dediquei-me a pôr ordem no que era possível tirar de suas improvisações.

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Medium 9788520439821

Posfácio – A hora dos pais

CORNEAU, Guy Editora Manole PDF Criptografado

Posfácio*

A hora dos pais

Neste ano, 2014, meu livro Pai ausente, filho carente celebra o 25o aniversário de seu lançamento. Vinte cinco anos já, e toda uma história! Quando escrevi este livro, basicamente durante a noite, após minhas horas de consulta, sentia que abordava um tema importante. Havia uma espécie de buraco em nossa cultura: a questão do pai.

Na época, eu pensava que essa questão dizia respeito apenas a Quebec.

Depois, Toronto e o oeste canadense começaram a me convidar para falar do assunto. Os Estados Unidos me procuraram logo depois, e daí saiu a primeira publicação em língua estrangeira pela editora Shambhala. Pensei então que o problema era norte-americano. Veio em seguida um convite para um colóquio internacional de estudos sobre a masculinidade, no Rio de Janeiro, no Brasil. Eu falava então para as Américas. Contudo, as solicitações da Europa não paravam de chegar. Tratava-se de um problema ocidental? Então uma pequena japonesa, chamada Misa Hirai, bateu à minha porta. Ela queria traduzir meu livro e publicá-lo no Japão. O livro foi lançado e uma turnê foi organizada por lá. Depois vieram a Martinica e vários outros convites. Cerca de quinze publicações estrangeiras mais tarde e depois de centenas de milhares de exemplares vendidos em francês, finalmente constatei que questão do pai era mundial.

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Grupo A (2945)
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Medium 9788536320588

Capítulo 9 - A arte de escrever a história cognitiva

James R. Flynn Grupo A PDF Criptografado

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A ARTE DE ESCREVER

A HISTÓRIA COGNITIVA

Como diz o prefácio, a publicação desta edição permite a oportunidade de expandir certos temas e, mais importante, de esclarecer que tipo de livro é este. Não sou o primeiro a escrever uma história da cognição. Oesterdiekhoff escreveu sobre a transição das mentes de indivíduos pré-industriais para a mente moderna. Ele também acaba de traduzir um de seus trabalhos seminais para que, pela primeira vez, estudiosos de língua inglesa possam compreender a interpretação piagetiana dos ganhos de QI desde a revolução industrial (Oesterdiekhoff, 2008).

Todavia, até onde sei, este livro é a primeira tentativa de escrever a história cognitiva de uma nação específica no século XX com base em uma análise detalhada de tendências diferenciais em uma variedade de testes e subtestes de QI. Podemos escrever uma história cognitiva com base apenas nos efeitos da educação formal, na ascensão da cultura visual, e assim por diante; mas, sem dados de QI, esse livro certamente não compreenderia certas características que diferenciam nossas mentes das de nossos ancestrais. E como temos os dados de QI, existem paradoxos que devem ser resolvidos. Por outro lado, o fato de as tendências nos testes de QI terem sido os artefatos que, pelo menos inicialmente, deram início à minha tarefa como historiador teve um sentido dúbio. Os testes de QI são instrumentos de mensuração. Portanto, criam uma barreira singular entre meu livro e os psicometristas. Eles estão acostumados a usar testes de QI como medidas da inteligência, ou g, e não a usá-los como matéria-prima da história. Desse modo, tentarei distinguir a arte de escrever história da ciência da mensuração.

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Medium 9788536307374

Capítulo 12 - O grupo avançado

Irvin D. Yalom; Molyn Leszcz Grupo A PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

275

12

O grupo avançado

Quando um grupo atinge um grau de maturidade e estabilidade, ele deixa de apresentar estágios de desenvolvimento familiares e facilmente descritos. Inicia-se o rico e complexo processo de trabalho, e os principais fatores terapêuticos que descrevi anteriormente atuam com maior força e efetividade. Gradualmente, os membros envolvem-se de maneira mais profunda no grupo e usam a interação do grupo para abordar as questões que os trouxeram à terapia. O grupo avançado caracterizase pela capacidade crescente de reflexão, autenticidade, auto-revelação e feedback dos membros.1 Assim, é impossível formular diretrizes metodológicas específicas para todas as contingências. De um modo geral, o terapeuta deve tentar estimular o desenvolvimento e a operação dos fatores terapêuticos. A aplicação dos princípios básicos do papel e da técnica do terapeuta a eventos específicos do grupo e à terapia de cada paciente (conforme discutido nos Capítulos 5, 6 e 7) constitui a arte da psicoterapia e, por isso, não existe substituto para a experiência clínica, leitura, supervisão e intuição.

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Medium 9788536307374

Capítulo 7 - O terapeuta: transferência e transparência

Irvin D. Yalom; Molyn Leszcz Grupo A PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

167

7

O terapeuta: transferência e transparência

Após termos discutido os mecanismos da mudança terapêutica na terapia de grupo, as tarefas do terapeuta e as técnicas pelas quais o terapeuta realiza essas tarefas, volto-me neste capítulo do que o terapeuta deve fazer no grupo para como o terapeuta deve ser. Você, como terapeuta, desempenha algum papel? Até que ponto você é livre para ser você mesmo? O quanto você pode ser “honesto”? Quanta transparência você pode se permitir?

Qualquer discussão sobre a liberdade do terapeuta deve começar com a transferência, que pode ser uma ferramenta terapêutica efetiva ou um conjunto de obstáculos que impedem seus movimentos. Em seu primeiro e extraordinariamente presciente ensaio sobre psicoterapia (no capítulo final de Estudos sobre a histeria, 1895), Freud observou diversos impedimentos possíveis à formação de um bom relacionamento de trabalho entre o paciente e o terapeuta.1 A maioria poderia ser resolvida facilmente, mas um deles vinha de fontes mais profundas e resistia às tentativas de bani-lo do trabalho terapêutico. Freud chamou esse impedimento de transferência, pois consistia de atitudes para com o terapeuta que haviam sido

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Medium 9788536307374

Capítulo 5 - O terapeuta: tarefas básicas

Irvin D. Yalom; Molyn Leszcz Grupo A PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

107

5

O terapeuta: tarefas básicas

Agora que consideramos a maneira como as pessoas mudam na terapia de grupo, é hora de analisar o papel do terapeuta no processo terapêutico. Neste capítulo, considero as tarefas básicas do terapeuta e as técnicas pelas quais podem ser realizadas.

Os quatro capítulos anteriores sustentam que a terapia é um processo complexo que é composto de fatores elementares entrelaçados de maneira intricada. O trabalho do terapeuta de grupo é criar o equipamento da terapia, colocá-lo em ação e mantê-lo operando com efetividade máxima. Às vezes, penso no grupo de terapia como um dínamo enorme: o terapeuta mergulha no interior – trabalhando, experimentando, interagindo (e sendo influenciado pessoalmente pelo campo energético). Em outros momentos, ele veste roupas de mecânico e conserta o exterior, lubrificando, apertando porcas e parafusos, substituindo peças.

Antes de nos voltarmos a tarefas e técnicas específicas, eu gostaria de enfatizar algo ao qual retornarei muitas vezes nas próximas páginas. Subjacente a todas as considerações técnicas, deve haver um relacionamento consistente e positivo entre o terapeuta e o paciente. A postura básica do terapeuta com o paciente deve ser de interesse, aceitação, genuinidade, empatia. Nada, nenhuma consideração técnica, tem precedência sobre essa atitude. É claro que há momentos em que o terapeuta desafia o paciente, demonstra frustração e até sugere que, se não estiver disposto a trabalhar, o paciente deve pensar em deixar o grupo. Contudo, es-

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Medium 9788536307268

Capítulo 8. Técnicas de Processamento Emocional

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

8

Técnicas de Processamento Emocional

E

mbora a terapia cognitivo-comportamental destaque a importância da cognição ou pensamento na ativação ou manutenção do humor negativo ou da ansiedade, tem havido considerável ênfase no papel do processamento emocional (Caspar et al., 2000; Greenberg e Paivio, 1997; Greenberg e Safran, 1987; Greenberg, Watson e Goldman, 1998; Leahy, 2002). Neste capítulo, revisamos técnicas relacionadas à ativação da emoção por meio de exercícios experienciais ou de terapia focada nas emoções, como aqueles desenvolvidos por Greenberg e colaboradores. Além disso, examinamos como as técnicas cognitivo-comportamentais podem ser empregadas para explorar e entender como os pacientes processam e conceituam as emoções. Revisamos o trabalho sobre mente alerta* (KabatZinn e University of Massachusetts Medical Center/Worcester Stress Reduction Clinic, 1991; Segal et al., 2002) e sobre conceituação e estratégia de processamento emocional (Leahy, 2002).

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Grupo A (70)
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Medium 9788582710531

Capítulo 7 - Nutrição, obesidade e transtornos da alimentação

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 7

Nutrição: comendo os alimentos certos

Alimentação saudável e adesão a uma dieta saudável

Dieta e doenças

Determinação do peso: comendo a quantidade certa

Taxa metabólica basal e consumo de calorias

A hipótese do set-point

As bases biológicas da regulação do peso

Obesidade: fatos básicos

Os riscos da obesidade

O modelo biopsicossocial da obesidade

Fatores biológicos

Fatores psicossociais

Tratamento e prevenção da obesidade

Dietas

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

Estratégias comunitárias

Transtornos da alimentação

História e demografia

Aplicando o modelo biopsicossocial

Imagem corporal e a mídia

Diversidade e vida saudável

Transtornos da alimentação e identidade etnocultural

Tratamento para transtornos da alimentação

Nutrição, obesidade e transtornos da alimentação

U

ma de minhas ex-alunas (vamos chamá-la de Jodi) tem 26 anos e pesa 35 quilos.

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Medium 9788582710531

Capítulo 4 - Estresse

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 4

A fisiologia do estresse

O papel do cérebro e do sistema nervoso

O papel do sistema endócrino: eixos

SAM e HAA

Como o estresse deixa você doente?

Outros modelos do estresse e da doença

A síndrome de adaptação geral de Selye

Avaliação cognitiva e estresse

O modelo da diátese ao estresse

A teoria do buscar apoio

Fontes biopsicossociais de estresse

Eventos importantes da vida

Catástrofes

Problemas cotidianos

Estresse ambiental

Trabalho

Diversidade e vida saudável:

Fatores socioculturais no estresse

Interações sociais

Estresse

E

m 1934, o húngaro Hans Selye (1907-1982) era um jovem e proeminente endocrinologista que começava a ficar famoso na McGill University, em Montreal, pela identificação de um novo hormônio. Trabalhando com um extrato de ovário, Selye criou um plano simples: administrar injeções diárias do extrato a uma amostra de ratos de laboratório e observar mudanças em seu comportamento e sua saúde. Porém, isso era mais fácil falar do que fazer! Selye logo aprendeu que os ratos, assim como as pessoas, não gostam de receber injeções. Com frequência, quando estava para inserir a agulha, o rato se mexia, levando-o a errar o local da injeção. Segurar o rato com mais força muitas vezes o fazia morder o jovem pesquisador, que derrubava o animal no chão e precisava correr atrás dele pelo laboratório antes de conseguir concluir a injeção.

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Medium 9788582710531

Capítulo 1 - Introdução à psicologia da saúde

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 1

Saúde e doença: lições do passado

Visões antigas

A Idade Média e a

Renascença

O racionalismo pósRenascença

Descobertas do século XIX

O século XX e a aurora de uma nova era

Perspectiva biopsicossocial

(mente-corpo)

O contexto biológico

O contexto psicológico

O contexto social

“Sistemas” biopsicossociais

Aplicando o modelo biopsicossocial

Perguntas frequentes sobre a carreira em psicologia da saúde

O que fazem os psicólogos da saúde?

Onde trabalham os psicólogos da saúde?

Como se tornar um psicólogo da saúde?

Introdução à psicologia da saúde

C

aroline Flynn subiu a bordo do vapor de 32 toneladas, o Mauritânia, naquela que deve ter sido uma manhã incerta no começo dos anos de 1880. A caminho da América, sua jornada de esperança começava em Liverpool, na Inglaterra, em uma tentativa desesperada de escapar da penúria econômica e da perseguição religiosa que ela e sua família sofriam na Irlanda. Os problemas do país haviam começado décadas antes, com

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Capítulo 15 - A psicologia da saúde hoje e amanhã

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 15

As lições mais importantes da psicologia da saúde

Lição 1: Fatores psicológicos e sociais interagem com a biologia na saúde

Lição 2: Promover e manter a saúde é nossa responsabilidade

Lição 3: Estilos de vida insalubres são mais difíceis de mudar do que de prevenir

Lição 4: A avaliação e o manejo adequados do estresse são essenciais para a boa saúde

Os desafios futuros da psicologia da saúde

Desafio 1: Aumentar o tempo de vida saudável para todas as pessoas

Desafio 2: Reduzir as discrepâncias de saúde e aumentar a compreensão a respeito dos efeitos do gênero, da cultura e do status socioeconômico sobre a saúde

Desafio 3: Atingir o mesmo nível de acesso a serviços de saúde preventiva para todas as pessoas

Desafio 4: Ajustar o foco de pesquisa e intervenção para maximizar a promoção da saúde com abordagens baseadas em evidências

Desafio 5: Ajudar na reforma do atendimento de saúde

Conclusão

A psicologia da saúde hoje e amanhã

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Capítulo 8 - Abuso de substâncias

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 8

Uso e abuso de substâncias: fatos básicos

Mecanismos de ação das substâncias

Substâncias psicoativas

Modelos de dependência

Modelos biomédicos: a dependência como doença

Modelos de recompensa: a dependência como busca de prazer

Modelos de aprendizagem social: a dependência como comportamento

Uso e abuso de álcool

O perfil dos alcoolistas

Efeitos físicos do uso de

álcool

Consequências psicossociais do uso de

álcool

Fatores que contribuem para dependência de

álcool

Tratamento e prevenção da dependência de

álcool

Abuso de tabaco

Prevalência do tabagismo

Efeitos físicos do cigarro

Por que as pessoas fumam?

Programas de prevenção

Programas de cessação

Abuso de substâncias

J

ack foi um dos primeiros estudantes que conheci quando entrei para o programa de pós-graduação da Universidade de Columbia, no outono de 1975. Como todos nós, ele era um indivíduo muito bem-sucedido e bastante motivado, que estava ansioso para se tornar um psicólogo pesquisador.

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Grupo Almedina (8)
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5. Concretização da Separação e a Participaçãodo Advogado

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5. Concretização da Separação e a Participação do Advogado

Voltamos agora a abordar o momento em que a ilusão do amparo propiciado pelo casamento se desfaz, quando se encara a relação falida sem “tapar o sol com a peneira”. O momento em que aquela decisão de se separar tomada mil vezes e nunca concretizada passa a ser pragmatizada.

Trata-se da etapa em que todas as já citadas resistências foram vencidas e se concluiu e aceitou que o casamento acabou, sendo necessário efetuar a separação concreta, ou seja, da casa, dos bens, dos filhos, do cachorro...

Em geral, nessa etapa, busca-se a oficialização do rompimento por intermédio de um advogado. Com base nos acompanhamentos que fiz de casais em processo de separação, afirmo que é importante a busca desse profissional, porque os bens concretos, o patrimônio e a guarda dos filhos costumam entrar em cena como elementos de barganha, argumentos de chantagem emocional ou como instrumentos para deixar o outro endividado. Esse uso manipulativo (ainda que

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Medium 9788562938108

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Organizando didaticamente, diria que podemos dividir o período pós-separação, quando bem-sucedido, ou seja, com uma elaboração emocional efetiva, basicamente em duas etapas:

Na primeira, sofre-se pelas perdas, rejeições e inseguranças do presente, que têm raízes no passado, como já vimos anteriormente.

E a dor vivenciada costuma ser imensa.

Na segunda, ocorre um movimento de crescimento, amadurecimento, incluindo a desassociação das carências e inseguranças com a separação, com consequente diminuição do sofrimento e, claro, aumento da segurança, bem-estar e capacidade de relacionamento.

Esta divisão tem objetivo puramente didático, porque, na vivência, o que ocorre é uma mescla das duas fases, um ir adiante e um retroceder, alternando os diferentes momentos do processo de separação de casais.

Também pude observar em alguns indivíduos, após a separação, uma extensão da estratégia de ocupação já abordada no tópico sobre concretização da separação (quando a pessoa, logo após a ruptura,

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4. Quando o Processo se Dirigepara a Manutenção do Casamento

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4. Quando o Processo se Dirige para a Manutenção do Casamento

Numa separação didática, temos basicamente três tipos de manutenção de casamento pós-crise.

Sobre o primeiro já vimos bastante até aqui, quando explanei sobre as resistências a terminar o casamento e a respeito da não concretização da separação. É quando não ata nem desata e a relação disfuncional se torna crônica.

O segundo se refere a crises passageiras, reativas às vivências traumáticas.

E o terceiro ocorre quando a crise, embora difícil, se resolve com a reconfiguração do casamento, num processo extremamente complexo, em geral acompanhado de um trabalho psicoterapêutico

(Ufa! O prezado leitor há de concordar que parece um alívio abordar esses casos em que a crise mesmo com luta, é superada a contento).

84

casamento e separação

4.1 Manutenção do Vínculo Disfuncional

O primeiro tipo, portanto, caracteriza-se pela manutenção do casamento de casais disfuncionais, optando-se pela continuidade do vínculo neurótico, perpetuando-se o sofrimento inerente a essa escolha ou recorrendo-se a mecanismos de defesa para aliviar a dor, como uma espécie de anestesia ou distanciamento.

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1. Introdução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

1. Introdução

Quando um casamento entra em crise e chega (ou não) à separação, o sofrimento vivenciado pelos parceiros costuma ser enorme e por vezes bastante longo, dependendo do tempo que se leva para chegar à finalização da crise.

Nos casos em que ocorre a separação, o drama relacional pode se estender desde o início das dificuldades de relacionamento que estão comprometendo o vínculo, passando pela efetivação da separação e prosseguindo até a elaboração emocional posterior ao rompimento

(a separação emocional).

Naqueles em que a crise evolui propiciando a recuperação do casamento, os considerados “finais felizes” (consideração cultural equivocada na medida em que a separação também pode ser um final feliz em muitos casos), o sofrimento pode persistir até que a funcionalidade do vínculo seja recuperada.

Quando acontece a manutenção do casamento sem uma evolução positiva da crise, as dificuldades vão se tornando crônicas e são suportadas com uma boa dose de anestesia emocional, ou o casal

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3. Resistências que Impedem a Evolução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

3. Resistências que Impedem a Evolução

No decorrer de minha prática clínica, pude observar algumas formas de resistência que dificultam a resolução dos conflitos, perpetuando a crise numa dolorosa patinação que impede que se vá a qualquer direção. Trata-se, portanto, de uma impossibilidade no des-envolvimento da crise conjugal.

Retomando aqui a forma como estou utilizando a palavra “desenvolvimento”: ao abordar um problema precisamos nos distanciar um pouco, de forma a diminuirmos nosso envolvimento com ele, envolvimento este que impede uma percepção mais nítida e trava o encaminhamento de soluções (para ter uma imagem concreta do que estou falando, basta aproximar um objeto dos olhos para constatar a perda de clareza da visão desse objeto. Para enxergarmos bem, precisamos de uma distância razoável, que possibilite o foco da visão). Assim, para se desenvolver, muitas vezes se faz necessário se des-envolver.

Com frequência, a pessoa se recusa a enxergar sua responsabilidade nas dificuldades conjugais, adotando uma postura acusatória em relação ao parceiro, o que impede a mudança de suas próprias

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