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Capítulo 6. Aprender é preciso: probabilidade e lógica

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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APRENDER É PRECISO:

PROBABILIDADE E LÓGICA

Tudo que nos dá novos conhecimentos nos traz a oportunidade de sermos mais racionais.

Herbert Simon

Ao longo dos capítulos anteriores, vimos como o cérebro humano está sujeito a

falhas e vieses cognitivos que são decorrentes do seu desenvolvimento evolutivo.

Como o processamento do Tipo 1 (T1) é o padrão, sempre que não ocorre vigilân­ cia e um esforço consciente, nossa maneira de pensar fica sujeita a desvios que são difíceis de evitar. Em ambientes simples e que não sejam hostis, o processamento heurístico costuma ser satisfatório e atender às necessidades do cotidiano. No en­ tanto, na sociedade tecnológica em que vivemos, é preciso utilizar com mais fre­ quência o processamento do Tipo 2 (T2).

No mundo moderno, frequentemente temos de pensar utilizando regras e conheci­ mentos que as gerações de nossos antepassados desconheciam. Atualmente, deci­ sões inadequadas podem decorrer da ignorância de preceitos e estratégias do pen­ samento racional como, por exemplo, os raciocínios probabilístico e lógico. Por isso,

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Capítulo 5. Assim é, se lhe parece: os "aplicativos" cerebrais

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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ASSIM É, SE LHE PARECE:

OS “APLICATIVOS” CEREBRAIS

O cérebro humano é um órgão complexo, com o fantástico poder de permitir que o homem encontre razões para continuar acreditando em qualquer coisa que ele queira acreditar.

Voltaire

Dos dois tipos de processamento cognitivo atuando em nosso cérebro, o primei-

ro deles, ou T1, funciona pela utilização de muitos dispositivos automáticos que podem resolver problemas cotidianos de forma rápida e eficaz. As decisões tomadas dessa forma são chamadas de decisões heurísticas (uma palavra que vem do grego, significando encontrar). Embora imperfeitas, elas fornecem soluções intuitivas para dilemas muitas vezes complexos.

Ao longo da evolução, o cérebro adquiriu a capacidade de identificar problemas recorrentes na vida dos animais, processando-os de forma automática. Nele desenvolveram-se módulos especializados em computar determinadas informações que podem ser comparados aos softwares aplicativos que se tornaram nossos companheiros constantes nos tablets e telefones celulares que usamos a toda hora. Esses aplicativos cerebrais atuam de uma forma heurística e são eficientes, mas, em determinas situações do mundo moderno, podem levar a escolhas e decisões inadequadas. Vamos examinar alguns desses dispositivos e os vieses decorrentes da sua utilização.

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Capítulo 7. Neuroeconomia: conhecendo os circuitos do decidir

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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NEUROECONOMIA:

CONHECENDO OS

CIRCUITOS DO DECIDIR

Eu sou um cérebro, Watson. O resto de mim é um mero apêndice.

Portanto, é o cérebro que devo considerar. (Sherlock Holmes)

Sir Arthur Conan Doyle

Os animais utilizam seus cérebros a todo o momento para fazer escolhas e tomar decisões que visam a satisfazer suas necessidades, levando em conta seu estado interno e as circunstâncias que ocorrem no ambiente, de maneira que o comportamento resultante seja o mais adaptativo e possibilite tanto a sobrevivência do organismo quanto da espécie a que ele pertence.

A representação do problema, em termos dos estados internos e externos em que se encontra o indivíduo é, na verdade, a primeira etapa nos processos necessários para a tomada de decisão. Essa etapa irá identificar algumas ações que poderão ser escolhidas: se o animal está faminto, por exemplo, é preciso reconhecer no ambiente o que poderá servir de alimento a ser consumido. Ocorre, então, outra etapa: a atribuição de um valor às diversas opções existentes, de modo a obter a maior vantagem disponível. Em seguida, será preciso escolher a melhor ação que leve à obtenção do objetivo escolhido. Finalmente, é necessário monitorar o comportamento desencadeado, para verificar se ele foi efetivo na obtenção do resultado esperado. Dependendo do resultado, é preciso fazer uma atualização das etapas precedentes, pois, se a mesma situação se repete, é importante saber se o melhor

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Capítulo 9. Consequências e conclusões: o que pode ser feito

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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CONSEQUÊNCIAS E CONCLUSÕES:

O QUE PODE SER FEITO

Se as pessoas forem racionais, não há necessidade de protegê-las de suas próprias escolhas.

Daniel Kahneman

Nosso cérebro não é um dispositivo perfeito, e boa parte de nossa cognição e de nossas escolhas provém de processos inconscientes a que não temos acesso. Esse conhecimento tem, naturalmente, algumas implicações. Inicialmente, isso nos convida a uma postura mais humilde em relação às nossas certezas e, ao mesmo tempo, a uma conduta de mais tolerância em relação aos outros, em quem enxergamos vieses dos quais nos julgamos imunes.

Sabendo que o funcionamento cognitivo padrão é autônomo, poderíamos perguntar se vale a pena investir na racionalidade. E a resposta é, sem dúvida, afirmativa, pois erros de decisão são onerosos: conflitos desnecessários, casamentos desastrosos, aposentadorias insuficientes, empregos insatisfatórios, guerras injustificáveis.

A racionalidade deveria ser também indispensável, por exemplo, na prática médica, no dispêndio do dinheiro público ou na avaliação de riscos profissionais. Em nossa sociedade, baseada na informação, cada vez mais é importante que as decisões sejam consistentes, mesmo porque mais gente está envolvida na sua adoção (Milk­ man, Chugh, & Bazerman, 2009).

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Capítulo 3. Caindo na rede: as ilusões cognitivas

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

3

CAINDO NA REDE:

AS ILUSÕES COGNITIVAS

Decisões rápidas são decisões perigosas.

Sófocles – 497-406 a.C.

Muitas decisões e escolhas no nosso cotidiano são feitas de maneira heurística –

ou seja, pelo uso de regras simples e automáticas – e são, com frequência, inconscientes. Na maioria das vezes, essa maneira de funcionar é eficiente para a solução dos problemas ordinários, mas pode também resultar em soluções inadequadas, ou que contrariam um procedimento racional. A identificação de muitos desses chamados “vieses cognitivos” tornou-se possível a partir do trabalho pioneiro de dois psicólogos israelenses, Amos Tversky e Daniel Kahneman, na década de 1970

(Tversky & Kahneman, 1974).

O funcionamento cognitivo autônomo, como já sabemos, é preferido porque não envolve muitos recursos computacionais: é mais econômico e, portanto, mais de acordo com nossa avareza cognitiva. Frequentemente, os problemas que surgem do seu uso decorrem de um processamento associativo, resultante da maneira como a nossa memória funciona, armazenando e buscando as informações em uma rede semântica, como vimos no Capítulo 1. A seguir, vamos examinar alguns desses vieses.

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Editora Manole (23)
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11. Doença mental e periculosidade

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

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Doença mental e periculosidade

SUMÁRIO

Introdução, 192

Doença mental e violência: tendência biológica, 196

Doença mental e violência: tendência sociológica, 196

Doença mental e violência: tendência biopsicossocial, 196

Evolução histórica do termo periculosidade, 196

Periculosidade no Brasil, 197

Avaliação de risco de violência, 200

Considerações finais, 203

Referências bibliográficas, 204

Introdução

A história da institucionalização de doentes mentais remonta ao período pós-renascentista, no qual os pacientes, antes deixados à sua mercê e raramente cuidados ou tratados dignamente, passaram a ser vistos como uma ameaça à ordem social1.

Juntamente com os pobres e outros que viviam à margem da sociedade, tais pessoas rapidamente recebiam o adjetivo de loucas, sendo encarceradas ou internadas em asilos montados nos antigos leprosários. Isso começou a mudar no Iluminismo, tendo como marco a figura de Phillipe Pinel (1765-1826), que se propôs a separar os doentes mentais entre tantos “loucos”, propondo o início de uma humanização em seu atendimento2. Pinel introduziu uma visão das doenças mentais como resultado de tensões sociais e psicológicas, e não apenas biológicas, ao introduzir a prática de terapia.

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2. Psicopatologia e implicações forenses

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

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Psicopatologia e implicações forenses

SUMÁRIO

Introdução, 16

Psicopatologia da consciência, 18

Psicopatologia da atenção, 20

Psicopatologia da orientação, 21

Psicopatologia da memória, 22

Psicopatologia da sensopercepção, 25

Psicopatologia do pensamento e juízo, 26

Delírios, 27

Psicopatologia da linguagem, 30

Psicopatologia do afeto e do humor, 32

Psicopatologia da vontade e impulso, 36

Dependência química, 40

Inteligência e implicações forenses no retardo mental (RM), 42

Considerações finais, 45

Referências bibliográficas, 45

Introdução

A psicopatologia deriva do grego psychê (alma, psiquismo), pathos (patológico, doença) e logos (estudo) e se configura como uma disciplina interdisciplinar que envolve a psiquiatria e a psicologia. Engloba a natureza essencial da doença mental, considerando suas causas, as mudanças estruturais e funcionais associadas a ela e suas formas de manifestações. Como pontua Cheniaux1, o estudo da psicopatologia engloba ainda o comportamento, a cognição e as experiências subjetivas anormais que se configuram como as formas de manifestação e expressão das doen­

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14. A perícia psicológica nos casos de suspeita de abuso sexual: da vítima e do agressor

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

14

A perícia psicológica nos casos de suspeita de abuso sexual: da vítima e do agressor

SUMÁRIO

Introdução, 244

Depoimento sem dano (DSD), 246

Perícia, 248

Falsas memórias, 249

Características de crianças vítimas de abuso sexual, 250

Características de agressores sexuais,

250

Como realizar a perícia, 252

Considerações finais, 253

Referências bibliográficas, 253

Introdução

O impacto decorrente de situações de violência, como o abuso sexual, tem sido discutido amplamente na literatura, uma vez que há uma significativa relação entre as consequências de vivências traumáticas na infância e alterações no desenvolvimento de disfunções cognitivas, emocionais e comportamentais, podendo se estender até a vida adulta1-5.

Habizang, Koller e Azevedo6 enfatizam que a experiência de abuso sexual infanto-juvenil caracteriza-se como um evento traumático e um fator de risco para o desenvolvimento das vítimas, traduzindo-se assim em um grave problema de saúde pública.

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6. Psicologia na Vara Criminal e de Execuções

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

6

Psicologia na Vara Criminal e de Execuções

SUMÁRIO

Introdução ao direito penal, 103

Responsabilidade penal, 104

Temas de interface do Código Penal e saúde mental, 106

Medida de segurança, 108

Perícia na Vara Criminal, 110

Psicologia na Vara da Execução Penal

– direito penitenciário, 111

Hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, 118

Considerações finais, 121

Referências bibliográficas, 121

Introdução ao Direito Penal

Ao se abordar o direito penal, cabe um esclarecimento mais didático entre direito penal e direito processual penal.

O direito processual penal disciplina o conjunto de procedimentos que devem ser tomados quando alguém comete um delito e é acionado penalmente. Parte daqueles princípios de que ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal e a ampla defesa.

Na prática, o direito processual penal se configura como uma disciplina jurídica instrumental, cuja finalidade é fazer com que os preceitos do direito penal sejam cumpridos, visando a proteger os cidadãos de prisões arbitrárias, garantindo ampla defesa1.

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13. Noções gerais de direito e formação humanística: psicologia judiciária de acordo com a Resolução n. 75 do Conselho Nacional de Justiça

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

13

Noções gerais de direito e formação humanística: psicologia judiciária de acordo com a Resolução n. 75 do Conselho Nacional de Justiça

SUMÁRIO

Introdução, 225

Psicologia e comunicação: relacionamento interpessoal, relacionamento do magistrado com a sociedade e a mídia, 226

Teoria do conflito e os mecanismos autocompositivos: técnicas de negociação e mediação, 232

Contribuições da psicologia, 234

Técnicas de mediação de conflitos, 236

O processo psicológico e a obtenção da verdade judicial: o comportamento de partes e testemunhas, 238

Considerações finais, 243

Referências bibliográficas, 243

Introdução

A Resolução CNJ n. 75, de 12 de maio de 2009, dispõe sobre os concursos públicos para o ingresso na carreira da magistratura em todos os ramos do Poder

Judiciário nacional e inclui, no rol de disciplinas, a psicologia judiciária com o objetivo de instrumentalizar o candidato à carreira da magistratura conhecimentos nas áreas de:

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Grupo A (2672)
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Medium 9788536311098

11 - As explicações sistêmicas e a dialéticado desenvolvimento

José A. Castorina; Ricardo J. Baquero Grupo A PDF Criptografado

11

As explicações sistêmicas e a dialética do desenvolvimento

Na Introdução, ponderamos que uma das razões para tentar explorar o pensamento dialético é sua possível contribuição para a resolução da crise na explicação da psicologia do desenvolvimento. Ou seja, acreditamos que seja possível vincular sistematicamente esse pensamento a um problema epistemológico central para a pesquisa psicológica: como elaborar um esquema explicativo capaz de captar a novidade que se origina no desenvolvimento cognitivo, tanto para a construção dos sistemas de conhecimento não contidos nos precedentes, em Piaget, como para a emergência das funções psicológicas superiores a partir das inferiores, em Vygotsky. A busca de uma explicação genética para o surgimento da novidade estava no centro das preocupações desses dois pensadores, mas, como dissemos, sua significação epistêmica e sua formulação eram relativas à natureza do programa de pesquisa de cada um (Piaget, 1971; Valsiner, 1998a).

Até aqui procuramos mostrar que a dialética tem um lugar nas explicações do desenvolvimento esboçadas por Piaget e por Vygotsky. Agora nos propomos abordar epistemologicamente a questão da natureza da explicação genética na psicologia do desenvolvimento, comparando seus modelos com outros, para reconsiderar as contribuições do pensamento dialético.

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9 - Dialética dos processos psicológicos

José A. Castorina; Ricardo J. Baquero Grupo A PDF Criptografado

9

Dialética dos processos psicológicos

O DESENVOLVIMENTO CONCEITUAL E A ABORDAGEM

DIALÉTICA DOS PROCESSOS PSICOLÓGICOS

Como se sabe, o desenvolvimento do pensamento em conceitos foi um dos problemas centrais abordados por Vygotsky, e é um dos campos em que se pode analisar como ele procedeu no intuito de “dialetizar” o objeto que abordava. Isso se expressa, como dissemos, no esforço por oferecer uma perspectiva não-reducionista que condensasse tanto o problema do recorte de unidades de análise adequados como o da análise dos processos (em oposição aos produtos) psicológicos, a fim de reconstruir os aspectos genotípicos (em oposição aos fenotípicos).

Enquanto expressão de uma perspectiva dialética, como já destacamos,

Vygotsky propõe, mediante um método genético, captar as leis particulares, específicas, do movimento do objeto a estudar. Neste enquadre, a perspectiva dialética não dita formas metodológicas unívocas ou lineares, mas opera como um orientador teórico na escolha ou na invenção de técnicas de abordagem que permitam a reconstrução adequada da história dos processos, reconstruídas em um nível conceitual.

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7 - Vygotsky e a ciência psicológica

José A. Castorina; Ricardo J. Baquero Grupo A PDF Criptografado

7

Vygotsky e a ciência psicológica

O PROBLEMA DA CIÊNCIA PSICOLÓGICA

Para além desse contraponto ou uso mais ou menos literal ou explícito, como vimos no capítulo anterior, de alguns enunciados da obra de Marx e

Engels, Vygotsky põe em cena o que considera como uma concepção dialética que traz como resultado, na especificidade dos campos que aborda, proble-mas também específicos. Assim, no plano do trabalho sobre O significado histórico da crise da psicologia pode-se encontrar, como já dissemos, o esboço de uma tentativa de “dialetizar” os processos de desenvolvimento do próprio pensamento psicológico.

Os tópicos que foram analisados com alguma recorrência como centrais na elaboração epistemológica de O significado histórico da crise...

(Yaroshevsky, 1989; Kozulin, 1994; Van der Veer e Valsiner, 1991) giram em torno do questionamento das relações reducionistas ou de generalização inadequada ou ideológica com que operava a ciência psicológica da época.

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10 - Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

José A. Castorina; Ricardo J. Baquero Grupo A PDF Criptografado

10

Piaget e Vygotsky: uma comparação crítica

O problema da explicação – fatal para toda psicologia empírica.

L. V.

Os capítulos anteriores mostraram as principais idéias de Piaget e de

Vygotsky sobre a dialética, nos níveis de análise em que cada um deles as formulou. O propósito do presente capítulo é reexaminar essas idéias a fim de estabelecer as semelhanças e as diferenças no modo de conceber a dialética de nossos autores, em função do caráter dos problemas para os quais a categoria foi forjada. Distinguimos assim, por um lado, uma dialética relativamente comum sobre a história e a metodologia das indagações; por outro, uma estrutura peculiar segundo o modo como cada pensador colocou os problemas do desenvolvimento cognitivo. Procura-se, desse modo, situar suas contribuições para a história das idéias dialéticas apresentada no Capítulo 1.

Antes de fazer a comparação crítica das concepções da dialética em Vygotsky e Piaget, vale recordar dois aspectos ressaltados anteriormente neste estudo.

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4 - As últimas teses: a dialética inferencial

José A. Castorina; Ricardo J. Baquero Grupo A PDF Criptografado

4

As últimas teses: a dialética inferencial

A “NECESSIDADE” DIALÉTICA

No capítulo anterior, apresentamos a dialética elaborada a partir de pesquisas empíricas nas obras que giram em torno da “teoria da equilibração”, em termos de contradições, superação dialética e processos de diferenciação e integração. Agora, trata-se justamente de oferecer o enfoque mais original de

Piaget, que mostra a dialética como o processo inferencial correspondente ao processo de equilibração.

No prefácio de As formas elementares da dialética (1982), Piaget justifica explicitamente o estudo dessa categoria pela exigência de desmistificar a interpretação que usualmente se fazia dela. Segundo tal interpretação, de raiz hegeliana, a dialética abarca a priori todo o pensamento. Ao assumir essa concepção dialética, costuma-se subordinar ou tirar o sentido epistemológico das inferências estudadas pela lógica formal. Ao contrário, segundo Piaget, se a dialética deve permitir interpretar a dinâmica do desenvolvimento cognitivo, é preciso tratar as inferências dedutivas como uma instância com sua própria legitimidade.

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Grupo A (70)
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Medium 9788582710531

Capítulo 11 - HIV e aids

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 11

A epidemia de aids

Uma breve história da aids

A epidemiologia da aids

Como o HIV é transmitido

Doenças sexualmente transmissíveis e HIV

Sintomas e estágios: do HIV

à aids

Como o HIV avança

Fatores fisiológicos no avanço da aids

Fatores psicossociais no avanço da aids

Intervenções médicas

O regime HAART

Uma vacina preventiva

Intervenções psicossociais

A base para intervenções psicossociais

Programas educativos

Testes em massa e aconselhamento para o HIV

Promovendo a revelação do status HIV-positivo

Manejo cognitivo-comportamental do estresse

Intervenções no âmbito da comunidade

Barreiras psicossociais às intervenções para aids

Enfrentando o HIV e a aids

O impacto sobre o indivíduo

O impacto sobre familiares, parceiros e cuidadores

HIV e aids

M

ercy Makhalemele, uma mulher de 23 anos, de Durban, na África do Sul, descobriu que tinha o vírus da imunodeficiência humana (HIV) quando ficou grávida de seu segundo filho. Ela sempre foi fiel a seu marido, com quem estava casada havia cinco anos, mas, temendo o que poderia acontecer se seu marido e seu patrão descobrissem, guardou o segredo por quase um ano. Quando finalmente compreendeu que seu marido devia ter sido a fonte do vírus e o confrontou com a notícia, ele ficou violento, bateu nela e a jogou contra um fogão quente que queimou seu pulso de forma bastante grave. Ele então a expulsou de casa, recusando-se a admitir que havia transmitido o vírus. Mais tarde, ele entrou na loja de sapatos em que ela era gerente, gritando na frente de seus colegas de trabalho e clientes que não queria ter nada a ver com alguém que tivesse aids. Mercy foi despedida naquele mesmo dia.*

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Capítulo 9 - Doenças cardiovasculares e diabetes

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 9

O coração saudável

Doenças cardiovasculares

As causas: aterosclerose e arteriosclerose

As doenças: angina de peito, infarto do miocárdio e AVE

Diagnóstico e tratamento

Fatores de risco de

Framingham para doenças cardiovasculares

Fatores de risco incontroláveis

Fatores de risco controláveis

Fatores psicossociais em doenças cardiovasculares: a personalidade tipo A

Competitividade, hostilidade e pressa

Raiva e depressão

Por que a hostilidade, a raiva e a depressão promovem doenças cardiovasculares?

Reduzindo o risco de doenças cardiovasculares

Controlando a hipertensão

Reduzindo o colesterol

Após a doença cardiovascular: prevenindo recaídas

Manejando o estresse após um episódio cardíaco

Controlando a hostilidade e a raiva

Diabetes

Tipos de diabetes

Causas de diabetes

Tratamento do diabetes

Psicologia da saúde e diabetes

Doenças cardiovasculares e diabetes

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Capítulo 7 - Nutrição, obesidade e transtornos da alimentação

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 7

Nutrição: comendo os alimentos certos

Alimentação saudável e adesão a uma dieta saudável

Dieta e doenças

Determinação do peso: comendo a quantidade certa

Taxa metabólica basal e consumo de calorias

A hipótese do set-point

As bases biológicas da regulação do peso

Obesidade: fatos básicos

Os riscos da obesidade

O modelo biopsicossocial da obesidade

Fatores biológicos

Fatores psicossociais

Tratamento e prevenção da obesidade

Dietas

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

Estratégias comunitárias

Transtornos da alimentação

História e demografia

Aplicando o modelo biopsicossocial

Imagem corporal e a mídia

Diversidade e vida saudável

Transtornos da alimentação e identidade etnocultural

Tratamento para transtornos da alimentação

Nutrição, obesidade e transtornos da alimentação

U

ma de minhas ex-alunas (vamos chamá-la de Jodi) tem 26 anos e pesa 35 quilos.

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Capítulo 5 - Enfrentando o estresse

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 5

Respondendo ao estresse

Estratégias de enfrentamento focalizadas na emoção e no problema

Enfrentamento, gênero e status socioeconômico

Diversidade e vida saudável:

Compreendendo diferenças de gênero nos estilos de enfrentamento

Fatores que afetam a capacidade de enfrentar o estresse

Hardiness

Estilo explanatório

Controle pessoal e escolha

Apoio social

Outros fatores

Manejo do estresse

Exercícios

Terapias de relaxamento

Biofeedback

Terapias cognitivas

Enfrentando o estresse

T

ão logo se formou no ensino médio, Kris Goldsmith realizou seu sonho de infância de servir o país, alistando-se no exército. Depois de concluir a formação básica em

2005, ele e o resto da sua divisão foram enviados ao Iraque. Treinado como observador avançado encarregado de detectar artilharia, o soldado Goldsmith foi realocado para documentar a violência entre iraquianos durante a ocupação do exército na cidade de

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Capítulo 4 - Estresse

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 4

A fisiologia do estresse

O papel do cérebro e do sistema nervoso

O papel do sistema endócrino: eixos

SAM e HAA

Como o estresse deixa você doente?

Outros modelos do estresse e da doença

A síndrome de adaptação geral de Selye

Avaliação cognitiva e estresse

O modelo da diátese ao estresse

A teoria do buscar apoio

Fontes biopsicossociais de estresse

Eventos importantes da vida

Catástrofes

Problemas cotidianos

Estresse ambiental

Trabalho

Diversidade e vida saudável:

Fatores socioculturais no estresse

Interações sociais

Estresse

E

m 1934, o húngaro Hans Selye (1907-1982) era um jovem e proeminente endocrinologista que começava a ficar famoso na McGill University, em Montreal, pela identificação de um novo hormônio. Trabalhando com um extrato de ovário, Selye criou um plano simples: administrar injeções diárias do extrato a uma amostra de ratos de laboratório e observar mudanças em seu comportamento e sua saúde. Porém, isso era mais fácil falar do que fazer! Selye logo aprendeu que os ratos, assim como as pessoas, não gostam de receber injeções. Com frequência, quando estava para inserir a agulha, o rato se mexia, levando-o a errar o local da injeção. Segurar o rato com mais força muitas vezes o fazia morder o jovem pesquisador, que derrubava o animal no chão e precisava correr atrás dele pelo laboratório antes de conseguir concluir a injeção.

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Grupo Gen (447)
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CAPÍTULO 3 - Sistemas intolerantes: relações violentas?

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

3

Sistemas intolerantes: relações violentas?

Elizabeth Polity

São muitas as pessoas que hoje se preocupam com a busca por um sistema de convivência que preze a harmonia e o bom entendimento entre as pessoas. Este tema acaba sendo alvo de pais e educadores preocupados com o desenvolvimento de crianças e adultos na construção de um mundo onde se possa viver melhor.

Entretanto, para que se possa caminhar rumo à construção de uma maior tolerância entre as pessoas é também preciso que se conheça o que se passa inter-relacionalmente nos sistemas sociais, como a Família, a Escola, a Empresa.

Começamos por indagar: o que favorece um contexto mais harmônico? O que contribui para o entendimento entre as pessoas? Ou ainda, o que gera situações de violência e agressividade e como essas situações são tratadas em diferentes contextos?

Ao se tentar compreender e descrever o funcionamento de sistemas que funcionam com base na intolerância e sua relação com a violência, pode-se propor algum tipo de intervenção que preserve a harmonia juntamente com princípios morais e sociais basilares.

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CAPÍTULO 27 - O abuso infantil: o luto proibido

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

27

O abuso infantil: o luto proibido

Vicente Nascimento Alves

A criança desde pequena começa a ter experiências dos mais variados papéis, no qual o desenvolvimento parte por meio das brincadeiras, que são essências para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo, pois criança inicia e cria a atividade lúdica. Essa prática envolve a fantasia, como brincar de ser papai, mamãe, médico ou professor; as trocas de papéis vão acontecendo de acordo com os modelos que ela vai, experimentando e imitando.

Winnicott, assim como Moreno (1989-1974), diz que brincar é sempre uma experiência criativa em um contínuo espaço-tempo, uma base de viver, descrevem também que a brincadeira prepara a criança para o encontro com o outro proporcionando parte da organização mental necessária para que os relacionamentos se estabeleçam e tenha condições emocionais para manter as relações afetivas; a criança, segundo Moreno, desenvolverá a brecha entre a fantasia e a realidade, a espontaneidade e a criatividade.

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CAPÍTULO 21 - A proteção que desprotege

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

21

A proteção que desprotege

Maria Fernanda Bernardes Dias de Oliveira

Simone Bambini Negozio

Este é o caboclo bravo e forte do Nordeste

O caboclo da pele tostada do sol,

O meu caboclo bom, e humilde que se veste

De tecido grosseiro o caboclo do anzol.

É o caboclo com seu cavalo galopeiro

Que desconhece o mar, a vida de uma praça

É o caboclo do meu sertão hospitaleiro,

O caboclo sadio que bebe cachaça.

(Meu Caboclo, Vicente Lopes)

O poema Meu caboclo, de Vicente Lopes, convida-nos a adentrar o contexto do homem do sertão brasileiro e de suas famílias, que enfrentam com coragem as adversidades, muitas que são do seu dia a dia. Foi nesse mesmo contexto que nasceu a história da família de migrantes, objetos deste capítulo, originária dos recônditos áridos do sertão da Paraíba.

Ao nos aproximarmos da história transgeracional da família de Dona Ana, observamos dinâmicas que são consideradas como protetoras, mas que acabam por desproteger seus membros, pois dificultam o desenvolvimento de habilidades para lidar com a vida. A essas dinâmicas adotadas pela família chamaremos de “proteção que desprotege”.

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CAPÍTULO 11 - Violência: família e intervenção

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

11

Violência: família e intervenção

Dalka Chaves de Almeida Ferrari

Todo profissional pode encontrar, no seu dia a dia de traba­ lho, famílias que vivenciam situações de violência e que buscam o apoio necessário para superar: o medo, o silêncio, a dor e o sofrimento que os afetam.

Tanto os profissionais quanto esses familiares empreendem uma solidária tentativa de romper o ciclo de violência nos la­res e na sociedade. Esse trabalho exige pesquisa, estudo, re­flexão e intervenção – a partir de ações e serviços articula­ dos de forma interdisciplinar, interinstitucional numa con­­jugação de esforços da sociedade civil e das políticas públicas.

Tanto a assistência social, a saúde, a educação, a segu­ rança e a justiça defendem que: crianças, adolescentes, mulheres e idosos em situação de violência recebam um olhar especial por estarem em situação em que alguns direitos, como proteção, desenvolvimento acompanhado, integridade física, sexual e psicológica, foram violados ou estão ameaçados. Defendem, ainda, que todo atendimen­ to deva ter, se possível, centralidade na família, procurando o restabelecimento e/ou o fortalecimento dos vínculos fami­ liares e comunitários.

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CAPÍTULO 18 - Construindo conversações libertadoras da dor e humilhação: uma resposta ao trauma do abuso sexual

Maria Luiza Seixas, Maria Rita E Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

18

Construindo conversações libertadoras da dor e humilhação: uma resposta ao trauma do abuso sexual

Maria Cecília Astete Salazar

O abuso sexual na família é um tema que tem sido objeto de vários estudos utilizando diferentes pontos de vista e enfoques.

Entretanto, meu objetivo neste capítulo é compreender a dinâmica do abuso sexual e a resposta ao trauma do abuso articulando a Biologia Cultural de Humberto Maturana e Ximena Dávila com a Terapia Narrativa de Michael White, destacando, do seu trabalho, o seu olhar a respeito do trauma, visão que amplia a compreensão tradicional deste.

Venho há alguns anos me interessando pela obra de

Humberto Maturana e acompanhando o caminhar de suas ideias, com as quais Ximena Dávila tem dialogado e contribuído para seu desenvolvimento, fato que o próprio Ma­turana

(2009) salienta.

Cabe destacar que da Biologia Cultural escolhi alguns conceitos, como: matriz biológica e cultural da existência humana, violência, amor, cultura patriarcal-matriarcal, conversações libertadoras. Com respeito à Terapia Narrativa, trabalharei com a noção de trauma e com a prática narrativa Árvore da Vida.

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