Artmed (170)
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Medium 9788536319414

3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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Medium 9788536325637

6. Avaliação neuropsicológica no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e implicações para a terapia cognitivo‑comportamental

Circe S. Petersen; Ricardo Wainer Artmed PDF Criptografado

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Avaliação neuropsicológica no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e implicações para a terapia cognitivo­

‑comportamental

Rochele Paz Fonseca

Nicolle Zimmermann

Michelle Bordin Bez

Alice Rodrigues Willhelm

Daniela Schneider Bakos

A interface entre a neuropsicologia e a psicopatologia tem sido alvo de um número cada vez maior de investigações clínicas nacionais e internacionais. Nesse contexto, a neuropsicologia do transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade – TDAH – tem se destacado na literatura; porém, de modo ainda incipiente.

Este capítulo discute os procedimentos de avaliação neuropsicológica e busca a caracterização do perfil cognitivo de crianças com o diagnóstico de TDAH, culminando com implicações clínicas para o planejamento da terapia cognitivo­‑comportamental.

Avaliação neuropsicológica no TDAH

A neuropsicologia é uma ciência que busca identificar as associações entre os transtornos que envolvem o sistema nervoso e o processamento das funções cognitivas. Mais

especificamente, essa área das neurociências investiga o papel que as funções cognitivas desempenham em diferentes quadros neurológicos e psiquiátricos. A avaliação neuropsicológica é realizada por meio de um processo com diferentes procedimentos: observação e entrevistas clínicas, consulta a materiais escolares, laborais, laudos de outros profissionais e recursos de exame dos diferentes componentes cognitivos que vão de instrumentos padronizados a tarefas clínicas ecológicas de simulação das demandas cotidianas de habilidades cognitivas.

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Medium 9788536325637

11. Terapia cognitivo‑comportamental para os transtornos de ansiedade

Circe S. Petersen; Ricardo Wainer Artmed PDF Criptografado

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Terapia cognitivo­‑comportamental para os transtornos de ansiedade

Circe Salcides Petersen

Eduardo Bunge

Javier Mandil

Martín Gomar

Introdução

Neste capítulo, serão abordados as fobias específicas, os transtornos de ansiedade generalizada, a fobia social e o transtorno de ansiedade de separação, que apesar de serem entidades clínicas distintas, apresentam­‑se em um continuum que se estende desde as situações específicas até o transtorno de ansiedade generalizada, caracterizado por temores globais e difusos. Os transtornos de ansiedade serão apresentados do ponto de vista descritivo, etiológico, epidemiológico, curso, prognóstico, tratamento cognitivo­

‑comportamental e, finalmente, caso clínico ilustrativo com conceitualização e técnicas de intervenção como modelo.

A ideia de agregar todos os transtornos de ansiedade, a exemplo de Kendall (2006a), tem por objetivo agregar as técnicas de intervenção dirigidas a esses transtornos em um único capítulo. Serão apresentadas técnicas oriundas de tratamentos baseados em evidências, com sugestões de aplicação de modo flexível e fiel, promovendo a transição e disseminação dos tratamentos baseados em evidências. Os fundamentos empíricos

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Medium 9788536325637

18. Transtornos de excreção: enurese e encoprese

Circe S. Petersen; Ricardo Wainer Artmed PDF Criptografado

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Transtornos de excreção: enurese e encoprese

Edwiges Ferreira de Mattos Silvares

Rodrigo Fernando Pereira

Paula Ferreira Braga Porto

A enurese e a encoprese são transtornos com prevalência relativamente alta na infância,

às vezes se estendendo até a adolescência ou mesmo até o início da idade adulta. É fundamental que os profissionais de saúde estejam preparados para identificá­‑las e assumir a conduta mais adequada como seguimento para esses quadros clínicos, já que ambas, mais facilmente tratadas na fase inicial, podem levar a dificuldades emocionais e comportamentais que se agravam ao longo do tempo.

O propósito deste capítulo é abordar os critérios diagnósticos e classificação, a epidemiologia, a etiologia, o curso e prognóstico, os tratamentos, bem como descrever um breve caso clínico para cada um deles e finalizar com as conclusões sobre ambos.

Os extratos de sessão de casos clínicos apresentados para ilustrar o capítulo foram levantados a partir de consulta de prontuários e gravação de sessões de terapia, nas quais os pacientes, cujos nomes são fictícios, foram atendidos como parte de projetos de pesquisa de pós­‑graduação.

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Medium 9788582712757

Capítulo 79. O milagre de salvador celia

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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O MILAGRE DE

SALVADOR CELIA

O psiquiatra Salvador Celia sempre me impressionou pela sua falta de noção do impossível. Certa vez, ele estava organizando a Semana do Bebê, em Canela, e me disse:

– Vou trazer a Luíza Brunet para ser madrinha da festa. Ela vai trazer alegria para os adultos. Adultos alegres alegram crianças.

Ela estava no auge, mas ele também, e a trouxe. Como trouxe Renato

Aragão, Regina Duarte, seu Francisco, pai de Zezé de Camargo e Luciano – que só não vieram porque, no fundo, o Salvador não quis. Mais comovente era quando duvidava da noção do impossível nas crianças. Elas vinham com várias deficiências, mas ele já tinha decidido:

– Serão cidadãs felizes.

Para quem via de fora, nem pensar. Mas Salvador era daqueles que não via de fora. Olhava por dentro, sentindo junto, e não se deixava contaminar pela opinião alheia ou pelo preconceito (vindos de fora). Era uma de suas armas. Lembro-me de outras duas. Uma, jamais fazia o trabalho sozinho.

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Editora Manole (63)
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Medium 9788520450444

1. Teoria interpessoal de Peplau

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

1

Teoria interpessoal de Peplau

Evalda Cançado Arantes

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

PONTOS A APRENDER

1. Discorrer sobre a pioneira do desenvolvimento de teorias de enfermagem.

2. Evidenciar contexto, conteúdo e processo da teoria interpessoal de

Peplau.

3. Apresentar as fases da aplicação da teoria interpessoal de Peplau.

4. Descrever o papel do enfermeiro psiquiátrico segundo a teoria interpessoal de Peplau.

5. Discorrer sobre as principais contribuições da teoria interpessoal de

Peplau para o desenvolvimento da enfermagem.

PALAVRAS-CHAVE

Teorias de enfermagem, teoria interpessoal de Peplau, papel do enfermeiro psiquiátrico, relacionamento enfermeiro-paciente, enfermagem psiquiátrica, saúde mental.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

A teorista Hildegard E. Peplau. Teoria interpessoal de Peplau. Assertivas básicas. Conceitos básicos. Componentes centrais da teoria interpessoal de Peplau. Métodos para estudar enfermagem como processo interpessoal. Modificações na teoria de Peplau. Considerações finais.

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Medium 9788520450444

6. Correntes psiquiátricas e tratamento dos distúrbios mentais

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

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Correntes psiquiátricas e tratamento dos distúrbios mentais

Jorge Wolnhey Ferreira Amaro

PON­TOS A APREN­DER

1. Reconhecer as diversas correntes psiquiátricas.

2. Identificar os diferentes tratamentos psiquiátricos.

PALAVRAS-CHAVE

Evolução histórica, psicanálise, tratamentos biológicos, neurolinguística, análise transacional, psicodrama, terapia cognitivo-comportamental.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Antiguidade e pensamento mágico. Séculos XVII a XIX. Séculos

XIX e XX – grandes descobertas. Psicanálise. Grandes guerras mundiais.

Psicopatologia objetiva e subjetiva. Psicoterapia. Psicopatologias e bases neurofisiológicas. Psicanálise e terapia comportamental. Terapia cognitivo-comportamental. Psicoterapia por programação neurolinguística. Análise transacional. Psicodrama. Considerações finais. Propostas para estudo.

Referências bibliográficas.

INTRODUÇÃO

A tentativa de explicar os distúrbios mentais e, por consequência, o seu método de tratamento, oscilou desde a Antiguidade até o período contemporâneo sob três tendências: a tentativa de explicar as doenças da mente em termos físicos, isto é, o método orgânico; a tentativa de encontrar explicações psicológicas e sociais; e a tentativa de lidar com o desconhecido por meio de explicações sobrenaturais.

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Medium 9788520450444

8. Funções psíquicas – psicopatologia

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

8

Funções psíquicas – psicopatologia

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Maguida Costa Stefanelli

Renato Teodoro Ramos

PON­TOS A APREN­DER

1. Apresentar uma visão global da terminologia utilizada em psicopatologia descritiva.

2. Oferecer subsídio para a identificação de manifestações patológicas, segundo as diferentes funções psíquicas.

3. Oferecer elementos para a compreensão das manifestações de comportamento do paciente.

PALAVRAS-CHAVE

Funções psíquicas, psicopatologia.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Consciência. Atenção. Orientação. Memória. Sensopercepção.

Pensamento. Impulsividade. Afetividade e emotividade. Atividade. Vontade.

Sono. Inteligência. Julgamento e raciocínio. Propostas para estudo.

Referências bibliográficas.

INTRODUÇÃO

O ser humano se distingue de outros seres vivos por possuir linguagem articulada, atividade psíquica identificável e capacidade de raciocínio desenvolvida. Além disso, tais capacidades se desenvolvem em dimensões biológicas, psicológicas, sociais, culturais, espirituais e intelectuais sendo altamente integradas entre si. No curso de sua vida, todo indivíduo experimenta emoções, sentimentos, percepções, pensamentos, recordações, desejos e impulsos, de forma integrada, como resultado de suas funções psíquicas. A vivência desses fenômenos é parte do viver saudável do ser humano.

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Medium 9788520450444

13. Assistência de enfermagem a pacientes submetidos à eletroconvulsoterapia

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

13

Assistência de enfermagem a pacientes submetidos à eletroconvulsoterapia

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Elizabeth da Costa Jóia

Cristina Emiko Igue

PONTOS A APRENDER

1. Adquirir informações embasadas em conhecimento científico sobre a eletroconvulsoterapia.

2. Comentar as crenças e as ideias preconcebidas em relação à eletroconvulsoterapia.

3. Examinar a própria atitude em relação à eletroconvulsoterapia.

4. Descrever os procedimentos da assistência de enfermagem ao paciente submetido à eletroconvulsoterapia.

PALAVRAS-CHAVE

Enfermagem, saúde mental/psiquiátrica, eletroconvulsoterapia, assistência de enfermagem.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

Introdução. Mecanismos de ação. Indicações. Contraindicações. Número e frequência. Equipe de tratamento. Avaliação pré-tratamento. Ambiente e equipamento de tratamento. Técnica. Duração da crise. Reações adversas.

Estimulação magnética transcraniana (EMT). Considerações éticas. Papel do enfermeiro na eletroconvulsoterapia. Considerações finais. Propostas para estudo. Referências bibliográficas. Anexo.

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Medium 9788520450444

20. Comunicação não terapêutica e desafios à comunicação terapêutica na enfermagem

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

20

Comunicação não terapêutica e desafios à comunicação terapêutica na enfermagem

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Evalda Cançado Arantes

PON­TOS A APREN­DER

1. Conceituar a comunicação não terapêutica.

2. Discorrer sobre a comunicação não terapêutica.

3. Descrever sobre a importância desse conhecimento para o cuidado do paciente.

4. Correlacionar comunicação não terapêutica com saúde mental.

5. Identificar os desafios à comunicação terapêutica.

PALAVRAS-CHAVE

Comunicação, comunicação não terapêutica, barreiras (desafios) à comunicação, enfermagem em saúde mental, enfermagem psiquiátrica, interação.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Comunicação não terapêutica. Desafios à comunicação terapêutica. Propostas para estudo. Referências bibliográficas.

INTRODUÇÃO

A comunicação não terapêutica bloqueia o desenvolvimento da comunicação terapêutica e do relacionamento entre enfermeiro e paciente. Nem sempre o enfermeiro está consciente de sua presença e do quanto ela impede seu crescimento pessoal, prejudicando suas relações com as pessoas de seu convívio pessoal e profissional.

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Grupo A (3467)
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Medium 9788582714874

Capítulo 2. Avaliação da inteligência no ciclo vital

Claudio Simon Hutz; Denise Ruschel Bandeira; Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

A avaliação da inteligência é um dos grandes temas de estudo da psicologia e uma prática psicológica existente desde os primórdios da psicologia científica. Excelentes revisões podem ser encontradas em Segabinazi e Zamo (2016), Primi (2006) e Pasquali (2002). A evolução da produção científica em psicologia nas áreas de avaliação psicológica, psicologia do desenvolvimento, psicologia cognitiva e neuropsicologia permite, atualmente, construir um conjunto de conhecimentos que subsidiam a avaliação da inteligência ao longo do ciclo vital, tema deste capítulo.

Com o desenvolvimento das áreas da psicologia citadas e o crescimento do conhecimento acerca do tema, os estudos relacionados à inteligência passaram a focar também nas funções cognitivas, como atenção, percepção, memória, imaginação, organização do conhecimento, linguagem, pensamento, resolução de problemas, criatividade, raciocínio e tomada de decisão. Atualmente, o conceito de inteligência está relacionado à habilidade de utilizar o conhecimento para resolver problemas (Eysenck & Keane, 1994; Matlin, 2004; Sternberg et al., 2000).

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Medium 9788582714874

Capítulo 11. Estudo de caso: contribuição da avaliação da inteligência em um quadro clínico heterogêneo

Claudio Simon Hutz; Denise Ruschel Bandeira; Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

A avaliação da inteligência, como bem descrita ao longo deste livro, é bastante complexa e apresenta-se como um constante desafio aos profissionais que atuam na área. Essa complexidade se dá pela própria natureza do construto, pelas limitações dos instrumentos utilizados e, também, pela dificuldade em estabelecer a clara relação dos resultados obtidos com a funcionalidade global do sujeito avaliado. Ao mesmo tempo, sabemos que a inteligência é um fator muito relevante na vida dos indivíduos, interferindo no funcionamento acadêmico, profissional e social, o que torna sua avaliação fundamental.

O objetivo deste capítulo é apresentar um caso clínico a fim de demonstrar, na prática, como se dá a condução do processo avaliativo. Iniciaremos descrevendo a demanda da avaliação e relatando os dados da entrevista, em seguida apresentaremos os resultados dos instrumentos utilizados e sua interpretação e finalizaremos com o raciocínio clínico necessário para a integração dos dados e discussão dos resultados, identificando possíveis indicações terapêuticas. É importante ressaltar que o caso aqui apresentado não deve ser adotado como um modelo a ser seguido, e sim como uma ilustração que promova a discussão dos aspectos envolvidos na avaliação da inteligência, tendo em vista que cada caso clínico apresenta especificidades que devem ser consideradas.

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Medium 9788582714874

Capítulo 1. Avaliação da inteligência: uma introdução

Claudio Simon Hutz; Denise Ruschel Bandeira; Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

Um processo seletivo apresentou aos candidatos a seguinte questão: “Fabio, David e Pedro estavam alegremente conversando sentados ao redor de uma mesa redonda. David não estava à direita de Pedro. Quem estava à direita de Fabio? Alternativas: a) David, b) Pedro e c) Não dá para saber”. Trata-se de uma pergunta simples, mas 30% dos candidatos erraram a resposta. Perguntas similares a essa são rotineiramente apresentadas em processos seletivos de recursos humanos realizados em contextos organizacionais, clínicos ou educativos. Entretanto, qual seria a utilidade desse tipo de pergunta?

Hoje em dia sabemos com alto grau de precisão que os processos mentais que subjazem ao êxito da resposta a perguntas que requerem raciocínio são os mesmos que subjazem à solução de problemas cotidianos. Veja-se, por exemplo, o resultado do estudo de letramento científico realizado no País pelos institutos Abramundo e Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa (Gomes, 2015). No nível 4 de letramento científico (em geral pessoas com ensino superior que poderiam avaliar propostas que exigem o domínio de conceitos e elaborar argumentos sobre a confiabilidade ou a veracidade de hipóteses formuladas), encontrou-se que 8% tiveram dificuldade de interpretar uma conta de luz, 27% teriam dificuldade de apagar um incêndio seguindo as instruções de equipamentos contrafogo e 35% teriam dificuldade de interpretar os resultados de um exame de sangue a partir dos valores de referência fornecidos pelo laboratório. Dificuldades essas não explicadas pelo nível de instrução.

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Medium 9788582714874

Capítulo 12. Avaliação da personalidade a partir de teorias fatoriais de personalidade

Claudio Simon Hutz; Denise Ruschel Bandeira; Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

O que faz as pessoas agirem de forma distinta, apresentarem interesses diversos e executarem atividades com diferentes níveis de apti­dão são questões que já estavam presentes na Grécia Antiga (Wild & Revelle, 2009). No últi­mo século, entretanto, o interesse e a produção de conhecimento sobre essas questões permiti­ram o surgimento de uma área de estudo conhe­cida como “diferenças individuais”, sendo que o estudo da personalidade se tornou tão popular a ponto de constituir uma área de investigação própria. Inicialmente, o estudo da personalida­de ocorreu dentro da psicologia social, mas pos­teriormente individualizou-se, sendo que al­guns periódicos, como Journal of ­Personality and Social Psychology, Journal of Personality, European Journal of Personality e ­Personality and Individual Differences, foram criados ou adequados, especificamente, para absorver a grande quantidade de conhecimento produzida na área. O modelo de personalidade mais investigado atualmente é conhecido como Big Five (BIG-5 ou Modelo dos Cinco Grandes Fatores – CGF), que explica a personalidade

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Medium 9788582715734

Capítulo 7. Estratégias e técnicas para mudança em terapia do esquema

Kelly Paim, Bruno Luiz Avelino Cardoso Grupo A ePub Criptografado

7

Presságio

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Fernando Pessoa

A terapia do esquema (TE) com casais visa o rompimento do ciclo destrutivo da relação, focando na compreensão e no enfraquecimento dos esquemas iniciais desadaptativos (EIDs). Para isso, o terapeuta utiliza ferramentas técnicas (cognitivas, experienciais, comportamentais e interpessoais) a fim de ajudar os parceiros a identificar e reprocessar as emoções relacionadas aos EIDs. O objetivo principal é o desenvolvimento de estratégias saudáveis para suprir necessidades emocionais infantis e adultas na relação conjugal (Behary & Young, 2011).

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Grupo A (70)
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Medium 9788536306599

Capítulo 1 - Moral e ética

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

Moral e ética: dimensões intelectuais e afetivas

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1

Moral e ética

O objetivo deste capítulo é o de apresentar conceitos que sejam úteis para o empreendimento psicológico de compreensão das ações morais. Para tanto, apresentarei definições diferentes e complementares de duas palavras que têm cada vez mais freqüentado nossas conversas cotidianas: moral e ética. Peço, portanto, ao leitor, que faça o esforço de, momentaneamente, se despir das definições que ele habitualmente atribui aos dois vocábulos, e que aceite me seguir nos meandros de minha argumentação. Mas por que falar em argumentação, se se trata apenas de dar definições? Não seria mais simples tão-somente apresentá-las? Não, porque definir implica fabricar conceitos, e conceitos são criados para responder a perguntas. Acho que foi Edgard Morin que disse que o erro da educação (em todos os níveis) é o de ensinar as respostas que a filosofia e a ciência deram, sem deixar claro para os alunos quais eram as perguntas que as motivaram. Não quero aqui cair em erro parecido e me limitar a dar definições sem minimamente demonstrar em que medida são úteis, até necessárias, para tratar o tema deste livro, a saber: dimensões psicológicas da moralidade.

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Medium 9788536325408

Teste Prático Abrangente

Denise Boyd ; Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

Teste Prático Abrangente

UNIDADE UM | FUNDAMENTOS

Capítulo 1

Conceitos básicos e métodos

1. A filosofia que propõe que os adultos podem moldar as crianças como quer que desejem é denominada a. b. c. d.

moralidade. lousa vazia. pecado original. bondade inata.

2. Os aperfeiçoamentos na função da memória das crianças se situam no domínio _____________________ do desenvolvimento. a. b. c. d.

físico cognitivo social emocional

3. Qual dos seguintes é um exemplo de uma tendência inata que é partilhada por praticamente todos os bebês? a. b. c. d.

Chorar e se abraçar para que os outros cuidem deles.

Dormir durante a noite.

Não gostar de alimentos sólidos.

Serem fáceis de acalmar quando se perturbam.

4. Quando uma lagarta se transforma em uma borboleta, isso é um exemplo de a. b. c. d.

mudança quantitativa. mudança contínua. mudança entre espécies. mudança qualitativa.

5. Mudanças que são comuns a todo indivíduo em uma espécie e estão ligadas a idades específicas são chamadas de mudanças

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Medium 9788536325408

Capítulo 11 - Desenvolvimento Cognitivo na Meninice

Denise Boyd ; Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

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Desenvolvimento Cognitivo na Meninice

O

primeiro dia de escola é visto como um dos pontos de transição mais importantes na vida de uma criança. Nos

Estados Unidos, os pais marcam a ocasião de diversas maneiras

– com roupas novas, materiais escolares novos e mochilas e lancheiras cuidadosamente escolhidas. Algumas famílias tiram fotografias do primeiro translado dos filhos no ônibus escolar ou de sua primeira aula. Todos esses modos de reconhecer esse marco importante indicam às crianças que esse dia é especial, e elas começam a se ver como “crianças grandes” envolvidas no sério negócio de estudar, e não como “criancinhas” que passam a maior parte do tempo brincando.

Em todo o mundo industrializado, assim como na maioria das regiões em desenvolvimento, o período entre 6 e 12 anos é dedicado à educação formal. Essa prática universal é moldada pela observação cotidiana de que as habilidades intelectuais necessárias para a aprendizagem formal florescem durante esse período. Além disso, a instrução formal, quer envolva ensinar as crianças a cuidar do gado em uma cultura tradicional quer a ler e escrever em uma cultura industrializada, fornece às crianças as experiências de aprendizagem que tanto se baseiam quanto expandem suas habilidades cognitivas.

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Medium 9788536325408

Capítulo 2 - Teorias do Desenvolvimento

Denise Boyd ; Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

2

Teorias do Desenvolvimento

C

omo aprendemos no Capítulo 1, os psicólogos do desenvolvimento utilizam teorias para formular hipóteses, ou respostas testáveis, para perguntas sobre o porquê do comportamento. É útil categorizar tais teorias por tipo. No nível mais amplo existem três famílias de teorias

– teorias psicanalíticas, teorias da aprendizagem e teorias cognitivas. As teorias dentro de cada uma dessas famílias procuram fornecer aos desenvolvimentistas explicações abrangentes sobre todas as facetas do desenvolvimento humano. Adicionalmente, teorias que tratam das bases biológicas do desenvolvimento e das interações entre esses fatores e o ambiente estendem a compreensão dos desenvolvimentistas das mudanças relacionadas à idade além das oferecidas pelas três grandes famílias de teorias.

Assim, as explicações mais abrangentes dos fenômenos do desenvolvimento muitas vezes incluem ideias das abordagens psicanalítica, da aprendizagem e cognitiva, assim como das teorias biológica e contextual.

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Medium 9788580553444

Capítulo 13 - Desenvolvimento psicossocial na terceira infância

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

13

DESENVOLVIMENTO

PSICOSSOCIAL NA

Martorell_13.indd 254

12/12/13 09:24

256 O self em desenvolvimento

O QUE VEM POR AÍ

257 A criança na família

264 A criança entre seus pares

“Estou no quarto ano”, diz Emily. “Moro com minha mãe e meu irmão, e meu pai mora em outra casa. Gosto de brincar com meus amigos, sou boa em natação e gosto de gatos. Sou engraçada e brincalhona. Acho que ajudo em casa, mas minha mãe diz que isso é mentira.”

Emily, de 8 anos, é uma menina típica de sua idade. Neste capítulo, mapeamos a riqueza e a variedade das vidas social e emocional de crianças em idade escolar como Emily. Observamos como a criança desenvolve um conceito mais realista de si mesma e adquire mais competência, autossuficiência e controle emocional. O contato com seus pares permite que faça descobertas sobre suas próprias atitudes, seus valores e suas habilidades. Mesmo assim, a família continua a ter uma influência fundamental. A vida da criança é afetada não apenas pelo modo como os pais encaram a criação dos filhos, mas também pelo fato de os pais trabalharem ou não, pelo tipo de trabalho que realizam, pelas condições socioeconômicas (CSE) da família e por sua estrutura ou composição.

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Grupo Almedina (8)
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Medium 9788562938108

5. Concretização da Separação e a Participaçãodo Advogado

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

5. Concretização da Separação e a Participação do Advogado

Voltamos agora a abordar o momento em que a ilusão do amparo propiciado pelo casamento se desfaz, quando se encara a relação falida sem “tapar o sol com a peneira”. O momento em que aquela decisão de se separar tomada mil vezes e nunca concretizada passa a ser pragmatizada.

Trata-se da etapa em que todas as já citadas resistências foram vencidas e se concluiu e aceitou que o casamento acabou, sendo necessário efetuar a separação concreta, ou seja, da casa, dos bens, dos filhos, do cachorro...

Em geral, nessa etapa, busca-se a oficialização do rompimento por intermédio de um advogado. Com base nos acompanhamentos que fiz de casais em processo de separação, afirmo que é importante a busca desse profissional, porque os bens concretos, o patrimônio e a guarda dos filhos costumam entrar em cena como elementos de barganha, argumentos de chantagem emocional ou como instrumentos para deixar o outro endividado. Esse uso manipulativo (ainda que

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Medium 9788562938108

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Organizando didaticamente, diria que podemos dividir o período pós-separação, quando bem-sucedido, ou seja, com uma elaboração emocional efetiva, basicamente em duas etapas:

Na primeira, sofre-se pelas perdas, rejeições e inseguranças do presente, que têm raízes no passado, como já vimos anteriormente.

E a dor vivenciada costuma ser imensa.

Na segunda, ocorre um movimento de crescimento, amadurecimento, incluindo a desassociação das carências e inseguranças com a separação, com consequente diminuição do sofrimento e, claro, aumento da segurança, bem-estar e capacidade de relacionamento.

Esta divisão tem objetivo puramente didático, porque, na vivência, o que ocorre é uma mescla das duas fases, um ir adiante e um retroceder, alternando os diferentes momentos do processo de separação de casais.

Também pude observar em alguns indivíduos, após a separação, uma extensão da estratégia de ocupação já abordada no tópico sobre concretização da separação (quando a pessoa, logo após a ruptura,

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Medium 9788562938108

4. Quando o Processo se Dirigepara a Manutenção do Casamento

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

4. Quando o Processo se Dirige para a Manutenção do Casamento

Numa separação didática, temos basicamente três tipos de manutenção de casamento pós-crise.

Sobre o primeiro já vimos bastante até aqui, quando explanei sobre as resistências a terminar o casamento e a respeito da não concretização da separação. É quando não ata nem desata e a relação disfuncional se torna crônica.

O segundo se refere a crises passageiras, reativas às vivências traumáticas.

E o terceiro ocorre quando a crise, embora difícil, se resolve com a reconfiguração do casamento, num processo extremamente complexo, em geral acompanhado de um trabalho psicoterapêutico

(Ufa! O prezado leitor há de concordar que parece um alívio abordar esses casos em que a crise mesmo com luta, é superada a contento).

84

casamento e separação

4.1 Manutenção do Vínculo Disfuncional

O primeiro tipo, portanto, caracteriza-se pela manutenção do casamento de casais disfuncionais, optando-se pela continuidade do vínculo neurótico, perpetuando-se o sofrimento inerente a essa escolha ou recorrendo-se a mecanismos de defesa para aliviar a dor, como uma espécie de anestesia ou distanciamento.

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Medium 9788562938108

1. Introdução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

1. Introdução

Quando um casamento entra em crise e chega (ou não) à separação, o sofrimento vivenciado pelos parceiros costuma ser enorme e por vezes bastante longo, dependendo do tempo que se leva para chegar à finalização da crise.

Nos casos em que ocorre a separação, o drama relacional pode se estender desde o início das dificuldades de relacionamento que estão comprometendo o vínculo, passando pela efetivação da separação e prosseguindo até a elaboração emocional posterior ao rompimento

(a separação emocional).

Naqueles em que a crise evolui propiciando a recuperação do casamento, os considerados “finais felizes” (consideração cultural equivocada na medida em que a separação também pode ser um final feliz em muitos casos), o sofrimento pode persistir até que a funcionalidade do vínculo seja recuperada.

Quando acontece a manutenção do casamento sem uma evolução positiva da crise, as dificuldades vão se tornando crônicas e são suportadas com uma boa dose de anestesia emocional, ou o casal

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3. Resistências que Impedem a Evolução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

3. Resistências que Impedem a Evolução

No decorrer de minha prática clínica, pude observar algumas formas de resistência que dificultam a resolução dos conflitos, perpetuando a crise numa dolorosa patinação que impede que se vá a qualquer direção. Trata-se, portanto, de uma impossibilidade no des-envolvimento da crise conjugal.

Retomando aqui a forma como estou utilizando a palavra “desenvolvimento”: ao abordar um problema precisamos nos distanciar um pouco, de forma a diminuirmos nosso envolvimento com ele, envolvimento este que impede uma percepção mais nítida e trava o encaminhamento de soluções (para ter uma imagem concreta do que estou falando, basta aproximar um objeto dos olhos para constatar a perda de clareza da visão desse objeto. Para enxergarmos bem, precisamos de uma distância razoável, que possibilite o foco da visão). Assim, para se desenvolver, muitas vezes se faz necessário se des-envolver.

Com frequência, a pessoa se recusa a enxergar sua responsabilidade nas dificuldades conjugais, adotando uma postura acusatória em relação ao parceiro, o que impede a mudança de suas próprias

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