Artmed (116)
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Medium 9788582714164

Capítulo 12. Terapia cognitivo - comportamental em grupo para demandas em contextos de saúde

Carmem Beatriz Neufeld, Bernard P. Rangé Artmed PDF Criptografado

12

TERAPIA

COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

EM GRUPO PARA

DEMANDAS EM

CONTEXTOS

DE SAÚDE

Lucia Novaes Malagris

M. Cristina Miyazaki

Neide A. Micelli Domingos

Carla Rodrigues Zanin 

A Política Nacional de Humanização (PNH) enfatiza que “. . .os usuários de saúde possuem direitos garantidos por lei, e os serviços de saúde devem incentivar o conhecimento desses direitos e assegurar que eles sejam cumpridos em todas as fases do cuidado, desde a recepção até a alta. . .”

(Brasil, 2013, p. 11). Além disso, valoriza o acolhimento, que envolve a construção de relações de confiança, compromisso e vínculo entre as partes envolvidas. Diversas são as formas pelas quais esses direitos podem ser garantidos e preservados, sendo uma delas o atendimento em grupos para pacientes e familiares ou cuidadores. Este capítulo apresentará os grupos de sala de espera, grupos que abordam problemas prevalentes de saúde e que envolvem pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como exemplo do trabalho do terapeuta cognitivo-comportamental que atua em contextos de saúde.

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Medium 9788582712757

Capítulo 1. Ok, o contrato

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

1

OK, O CONTRATO

O contrato – essas combinações antes de iniciar o tratamento – é fundamental na psicanálise. Desde Freud, não passou despercebido pelos autores. O contrato oferece referências de tempo e espaço que são básicas desde bebê. Proporciona limites e colabora com a organização do caos no inconsciente. Do indivíduo à civilização, somos frutos de certas regras.

Elas também nos contêm.

Como disse Etchegoyen, a partir de Freud, o contrato é feito para não ser obedecido; porém, essa desobediência é o que mais interessa. Como um sonho, a via régia, um ato falho, o acesso ao desconhecido. Como uma radiografia da falta a ser compreendida, ou seja, preenchida. Podemos falar das referências do contrato: tempo de sessão, frequência, honorários, férias, etc. E variantes que costumam ser individuais ou da dupla (o campo), construídas a partir de experiências sempre originais.

De minha parte, cuido com o que possa acontecer fora da sessão. Costumo ser firme nos limites de espaço e tempo oferecidos além do setting.

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Medium 9788582714164

Capítulo 20. Grupos de tcc na saúde pública

Carmem Beatriz Neufeld, Bernard P. Rangé Artmed PDF Criptografado

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GRUPOS DE

TCC NA

SAÚDE PÚBLICA

Conceição Reis de Sousa

Fernanda Pereira Hildebrandt

Carmem Beatriz Neufeld

A terapia cognitivo-comportamental (TCC)

é um recurso útil no rol das ações de cuidados no campo da saúde pública. As intervenções baseadas na TCC, tradicionalmente desenvolvidas para o contexto individual, vêm sendo cada vez mais adaptadas para a utilização em formato grupal. Apesar da efetividade clínica evidenciada por estudos em diferentes tipos de problemas emocionais (Burlingame, Strauss, & Joyce,

2013), é necessário estar atento à transposição entre esses dois contextos, devendo os terapeutas de grupo considerar uma formação específica para o exercício das práticas grupais. Neufeld (2011) apresenta uma série de critérios que a terapia cognitivo-comportamental em grupo (TCCG) deve atender, reforçando a ideia de que se trata de uma intervenção baseada na

TCC individual, porém com especificidades teóricas e técnicas que necessitam ser levadas em consideração por quem busca atuação na área.

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Medium 9788582712757

Capítulo 76. Davi e golias

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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DAVI E GOLIAS

Eu fui a uma banca de TCC. Qual a importância disso?

Trabalhos de conclusão de curso existem no mundo acadêmico do mundo inteiro. Em todos os cursos, da graduação à pós. São eventos meio fechados que interessam a seus protagonistas e suas famílias, quando muito. Alguns rendem frutos à comunidade, mas a colheita costuma ser feita bem depois.

Eu não era protagonista e nem da família. Poderia alegar que o assunto escolhido era original: a utilização terapêutica dos contos. Balela! Desde a noite dos tempos, os contos têm uma função terapêutica, era uma vez e será todos os dias. Quem conta e ouve se sente melhor, mas tudo é história, em que as personagens principais são as pessoas. Gente é sempre importante e não falta a essa trama. Cleonice, a autora do trabalho, é filha de agricultores. Desde pequena precisou ajudar os pais na plantação de milho. No verão, ficava atrás de um arbusto para se esconder do sol. Os cães a protegiam de perigos como cobras e aranhas. A seca era farta, a terra pouca e se acabou. A família foi morar na Vila do Arrabalde, onde a Cleonice passou a infância e permanece até hoje. Ela comeu o pão que o diabo amassou e, algumas vezes, não se alimentou direito. Dias antes da formatura, escapou por pouco de uma bala perdida. Tinha ido a um bar para assistir pela TV a inauguração da Arena, mas nunca deixou de

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Medium 9788582712757

Capítulo 62. O pai na mãe

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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O PAI NA MÃE

O Winnicott, psicanalista com a benção da poesia, apostou todas as fichas no começo. Para ele, tudo começava em casa para nós, mais precisamente na mãe, e os olhares deviam se dirigir a ela, guardiã do olhar decisivo e duradouro. Antes, Freud, outro cientista meio poeta, havia dado ao pai o direito de salvaguardar a mãe. Já não era pouco, mesmo se ela fosse muito, se não tudo. Depois, Lacan, outro cientista poético, assegurou o dever desse pai de garantir o terceiro, o nome da lei, como quem dissesse que os protagonistas precisam dos coadjuvantes e, na grande casa, todas as portas importam.

Cientistas e poetas felizmente vêm se sucedendo. Eles revisam versos e ideias. Não estão apartados da cultura sempre em movimento. Hoje as mulheres adentraram o mercado de trabalho. Elas rompem tabus, preconceitos, exclusões. Felizmente. Produzem mais, criam mais (além dos filhos), obtêm melhores salários e reconhecimento. Somam, multiplicam, contraem também mais infarto, estresse, câncer de pulmão, infelizmente, mas a morte é da vida, e o saldo é muito bom. As mulheres estão mais paternais sem perder a maternidade e a feminilidade.

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Editora Manole (23)
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Medium 9788520440629

1. Psicologia e direito

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

1

Psicologia e direito

SUMÁRIO

Introdução, 1

A ciência psicologia, 4

O papel da psicologia, 5

Escolas de psicologia, 7

Interface psicologia e direito, 10

Práticas da psicologia no direito, 13

Considerações finais, 13

Referências bibliográficas, 14

Introdução

Fenômenos como o aumento da violência urbana têm exigido cada vez mais a participação do psicólogo no esclarecer dos fatos. Responder as questões relacionadas à violência requer da psicologia uma compreensão multifatorial, bem como a sua intersecção com a justiça. Segundo Gierowski1, o desenvolvimento da psiquiatria e da psicologia contribuiu de forma intensa para que os órgãos da Justiça, como o Ministério Público, Tribunais de Justiça, por exemplo, utilizem-se de conhecimentos especializados no tocante aos processos que regem a vida humana e a saúde psíquica.

Entretanto, Hilsenroth e Stricker2 alertam que alguns aspectos para atua­ção do psicólogo no contexto da perícia devem ser considerados: 1) a qualificação e competência do perito; 2) o conhecimento das normas jurídicas; e 3) a adequada seleção e utilização de instrumentos psicológicos. Archer et al.3 ­ressaltaram que mesmo com a Sociedade de Psicologia e Lei (Departamento da Associação Americana de Psicologia), responsável pela formação da psicologia forense, ainda há casos nos quais psicólogos clínicos são frequentemente chamados a depor em tribu1

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Medium 9788520440629

5. Psicologia na Vara Cível e da Família

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

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Psicologia na Vara Cível e da Família

SUMÁRIO

Introdução, 83

Psicologia na Vara Cível: a capacidade civil, 84

Ações de interdições, 87

Modificadores da capacidade civil, 88

A prova pericial, 88

Principais quadros em saúde mental que alteram o funcionamento psicológico, 91

Psicologia na Vara de Família, 92

A atuação do psicólogo na Vara de

Família, 94

Referências bibliográficas, 102

Introdução

O direito civil é o segmento do direito privado relativo à regência das relações familiares patrimoniais e obrigacionais que se formam entre indivíduos encarados como tais, ou seja, enquanto membros da sociedade. Em termos de organograma, regula as relações jurídicas das pessoas; na parte geral, trata das pessoas, dos bens e dos atos e fatos jurídicos; como parte especial, versa sobre direito de família (disciplina as relações pessoais e patrimoniais da família), o direito das coisas (trata do vínculo que se estabelece entre as pessoas e os bens), o direito das obrigações (trata do vínculo pessoal entre credores e devedores, tendo por objeto uma prestação patrimonial) e o direito das sucessões (regula a transmissão dos bens da pessoa falecida). Trabalha com o conceito de personalidade, o qual se refere à ideia de que todo ser humano é sujeito de direito e obrigações1.

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Medium 9788520440629

6. Psicologia na Vara Criminal e de Execuções

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

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Psicologia na Vara Criminal e de Execuções

SUMÁRIO

Introdução ao direito penal, 103

Responsabilidade penal, 104

Temas de interface do Código Penal e saúde mental, 106

Medida de segurança, 108

Perícia na Vara Criminal, 110

Psicologia na Vara da Execução Penal

– direito penitenciário, 111

Hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, 118

Considerações finais, 121

Referências bibliográficas, 121

Introdução ao Direito Penal

Ao se abordar o direito penal, cabe um esclarecimento mais didático entre direito penal e direito processual penal.

O direito processual penal disciplina o conjunto de procedimentos que devem ser tomados quando alguém comete um delito e é acionado penalmente. Parte daqueles princípios de que ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal e a ampla defesa.

Na prática, o direito processual penal se configura como uma disciplina jurídica instrumental, cuja finalidade é fazer com que os preceitos do direito penal sejam cumpridos, visando a proteger os cidadãos de prisões arbitrárias, garantindo ampla defesa1.

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Medium 9788520439821

Posfácio – A hora dos pais

CORNEAU, Guy Editora Manole PDF Criptografado

Posfácio*

A hora dos pais

Neste ano, 2014, meu livro Pai ausente, filho carente celebra o 25o aniversário de seu lançamento. Vinte cinco anos já, e toda uma história! Quando escrevi este livro, basicamente durante a noite, após minhas horas de consulta, sentia que abordava um tema importante. Havia uma espécie de buraco em nossa cultura: a questão do pai.

Na época, eu pensava que essa questão dizia respeito apenas a Quebec.

Depois, Toronto e o oeste canadense começaram a me convidar para falar do assunto. Os Estados Unidos me procuraram logo depois, e daí saiu a primeira publicação em língua estrangeira pela editora Shambhala. Pensei então que o problema era norte-americano. Veio em seguida um convite para um colóquio internacional de estudos sobre a masculinidade, no Rio de Janeiro, no Brasil. Eu falava então para as Américas. Contudo, as solicitações da Europa não paravam de chegar. Tratava-se de um problema ocidental? Então uma pequena japonesa, chamada Misa Hirai, bateu à minha porta. Ela queria traduzir meu livro e publicá-lo no Japão. O livro foi lançado e uma turnê foi organizada por lá. Depois vieram a Martinica e vários outros convites. Cerca de quinze publicações estrangeiras mais tarde e depois de centenas de milhares de exemplares vendidos em francês, finalmente constatei que questão do pai era mundial.

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Medium 9788520439821

2. Os filhos carentes

CORNEAU, Guy Editora Manole PDF Criptografado

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Os filhos carentes

O teatro da virilidade

Senhoras e senhores, sejam bem-vindos ao teatro da Virilidade. Esta noite, a trupe “Que pai ganha” interpretará a peça Os filhos carentes, uma criação coletiva realizada a partir das improvisações dos atores.

A peça apresenta o retrato de dez homens dos dias atuais, em crise com eles mesmos. Mas, na realidade, esses retratos são atemporais; eles representam as formas habituais que o sexo masculino adquire, há séculos. Trata-se tanto de homens evoluindo no palco do mundo, como de facetas de nós mesmos desfilando em nosso teatro interior.

Uma palavra do diretor

Durante o trabalho com este grupo, eu me deparei com situações muito cômicas ou muito preocupantes, diante das quais era possível rir ou chorar. É fato que, desde o primeiro minuto em que pus os pés neste teatro, não consegui impedir que os atores encenassem, ad nauseam, trechos de peças que eles pareciam ter memorizado e ensaiado desde a infância. Apesar de que nós não nos entendíamos sobre a fórmula que o espetáculo devia adotar e que, de qualquer modo, esses homens pareciam ter uma ideia fixa, voltar a encenar seu passado, decidi parar de lutar contra a correnteza e então, dediquei-me a pôr ordem no que era possível tirar de suas improvisações.

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Editora Saraiva (37)
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Medium 9788553131150

2 - TOC: PREVALÊNCIAE EPIDEMIOLOGIA

Graham Davey, Frances Meeten, Suzanne Dash Editora Saraiva PDF Criptografado

2

TOC: PREVALÊNCIA

E EPIDEMIOLOGIA

O

interesse pelo TOC tem crescido consideravelmente desde o início das pesquisas sobre esse transtorno no início da década de 1980. As pesquisas começaram a mostrar que as obsessões e compulsões eram sintomas disseminados e que, muitas vezes, eram incapacitantes para seus portadores. Essas descobertas levantaram questões interessantes a respeito desse tipo de problema psicológico.

1. Quão prevalentes são as obsessões e compulsões na população em geral?

2. Quantas pessoas sofrem de sintomas severos o suficiente a ponto de interferirem em suas rotinas diárias?

3. Quais são as obsessões e compulsões mais comuns?

4. O TOC aflige alguns tipos de pessoas em detrimento de outros (por exemplo, é mais comum em certos grupos socioeconômicos)?

5. Há diferenças culturais envolvidas na maneira como os sintomas do TOC se manifestam?

Tentaremos responder a algumas dessas questões ao longo deste capítulo.

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Medium 9788553131303

CAPÍTULO 25 - FELICIDADE É...

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

CAPÍTULO 25

d a d i c i l

Fe

ONDE ESTÁ A F ELICIDADE ?

Este capítulo não é de autoajuda! Não oferece receitas e nem pistas para atingir a felicidade. A finalidade do capítulo é abordar um tema que, desde tempos imemoriais, ocupou a humanidade, como um estado desejado por todos.

Em um livro introdutório na área da Psicologia, tratar o tema é uma proposta pretensiosa. E por que fazer esse investimento arriscado e polêmico? Porque, na atualidade, nessa segunda década do século XXI, há o cultivo da ideia de satisfação plena de cada um dos membros da sociedade, a felicidade se torna uma obsessão. É compreendida, quase exclusivamente, como resultado de esforço individual e, também, chama muito atenção as múltiplas estratégias e os produtos oferecidos e/ou que as pessoas utilizam para

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dar sentido à sua vida, como garantia da obtenção de felicidade: os búzios, as drogas (incluindo os medicamentos), as academias (a produção de endorfina!!), a alimentação natural, a yoga, sites de relacionamento, o sexo, a pornografia, a gastronomia, o novo e rapidamente ultrapassado equipamento tecnológico ...enfim, a lista é interminável. E, ainda, não podemos esquecer das religiões que oferecem a felicidade extraterrena e a Psicologia (Será?). Então, é um capítulo descritivo das muitas – e não todas! – considerações sobre o assunto e a conclusão será de cada um.

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Medium 9788553131303

CAPÍTULO 16 - PROCESSOS GRUPAIS E INSTITUIÇÕES

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

CAPÍTULO 16

s o s s e c o r

P

ç i u t i t s e in

A vida cotidiana se caracteriza pela vida em grupo e o pertencimento a instituições.

Desde que nascemos pertencemos a um grupo social: a família. Esse grupo social

é, também, considerado uma instituição.

E, ao longo da vida – a nossa biografia –, fazemos parte de vários grupos e instituições que determinam o conjunto de nossas experiências, nossa identidade. É onde as pessoas se socializam: aprendem uma língua, formam seu quadro de valores, os padrões de comportamento e adentram no mundo da cultura.

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Para compreender o modo de ser e estar no mundo de uma pessoa é relevante recuperar os seus grupos de referência ao longo de sua trajetória pessoal e os seus atuais grupos de pertencimento. Mesmo quando ficamos sozinhos, a referência de nossos devaneios e comportamentos (na frente do espelho, por exemplo) são os outros: nos vestimos de acordo com o encontro que teremos em seguida; resolvemos mudar compromissos que afetam a vida dos outros, lembramos da dificuldade de um amigo ou do último conflito com a família. O outro, o grupo ou a instituição a qual pertencemos, sempre está

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6 - MODELOS BIOLÓGICOS DO TOC

Graham Davey, Frances Meeten, Suzanne Dash Editora Saraiva PDF Criptografado

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MODELOS BIOLÓGICOS DO TOC

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ntre as abordagens comuns para explicar psicopatologias estão a bioquímica, a genética e a neuroanatomia. Cada uma dessas abordagens tem sido aplicada na busca pela compreensão do TOC. Iniciaremos com a explicação sobre os modelos neurotransmissores, então consideraremos o que se conhece até o momento sobre a genética do TOC, antes de observarmos os fatores neuroanatômicos. Por fim, consideraremos fatores imunológicos e evolucionários do

TOC. Revisitaremos alguns desses fatores no Capítulo 8, quando da explanação a respeito dos tratamentos biológicos do TOC.

6.1  Fatores bioquímicos

Os neurônios se comunicam entre si por meio de substâncias químicas chamadas de neurotransmissores. Algumas teorias sobre o TOC indicam que existem problemas nos neurotransmissores de indivíduos com TOC e esses problemas permitem o surgimento de obsessões e compulsões. A Figura 6.1 mostra as importantes estruturas envolvidas na comunicação entre as células cerebrais.

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Medium 9788553131303

CAPÍTULO 7 - A PSICOLOGIA COMO PROFISSÃO

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

o l o c i s p

A o r p o m co

CAPÍTULO 7

A Psicologia é ciência e profissão. Como profissão, está regulamentada, no Brasil, desde 1962 e, atualmente (2018), existem cerca 300 mil profissionais registrados nos conselhos regionais da profissão já atuando ou com condições de atuar no mercado de trabalho.

Saber com clareza o que é ser psicólogo e sua prática

é fundamental para os jovens que pretendem ingressar nessa profissão. Assim como é relevante superar os preconceitos e equívocos a respeito dela.

Para isso, abordamos até aqui a ciência psicológica que busca a compreensão do ser humano a partir da

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constituição de sua subjetividade – sonhos, desejos, emoções, pensamentos, comportamentos. Neste capítulo, ao abordar a Psicologia como profissão, vamos verificar as inúmeras possibilidades de aplicação do conhecimento produzido por ela.

QUE PRO FISSÃO É ESSA?

A Psicologia, no Brasil, é uma profissão reconhecida pela Lei n. 4.119, de 1962. São psicólogos, habilitados ao exercício profissional, aqueles que completam o curso de graduação em Psicologia e se registram no

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Grupo A (2726)
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Medium 9788582715802

Capítulo 57. Por que existem pessoas preconceituosas? entenda por que julgamos o outro

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Imagine uma criança que acabou de nascer e, sem experiências anteriores, começa a interagir com o meio ambiente. Como se sua mente fosse ainda um papel em branco, sem qualquer registro anterior, as vivências vão, aos poucos, criando um pequeno rastro de experiências, que vai sendo registrado. É dessa forma que a vida compila as primeiras memórias no cérebro infantil.

Obviamente, a consciência, como a entendemos na idade adulta, está longe de existir, e apenas as impressões do que estamos passando são vagarosamente catalogadas. Como estamos em pleno crescimento, ainda não enxergamos bem, não ouvimos corretamente e nossa coordenação motora ainda não é satisfatória.

Apenas próximo aos 2 anos de idade é que a nossa autoconsciência surge e, com ela, seguimos a passos largos, aprendendo e aprimorando as experiências de vida pelas quais vamos nos submetendo.

É assim que adquirimos repertórios dos mais variados comportamentos, como, por exemplo, como reagir frente às pessoas conhecidas, como interagir com os estranhos, como obter o que desejamos de nossos pais (p. ex., fazendo “gracinhas” ou birra), e compomos, assim, um esquema mental maior de ações, sempre à disposição para ser consultado quando uma nova situação se apresenta.

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Medium 9788582715802

Capítulo 26. Entender que a vida é feita de ciclos pode reduzir o estresse no fim do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

No período de fim de ano, temos que superar uma das fases mais turbulentas: as festas comemorativas. Elas podem começar com os fatídicos amigos secretos do trabalho e chegar, inevitavelmente, ao encontro das celebrações do Natal.

Talvez até existam pessoas que nem comemorem essas festas, mas uma coisa é certa: há uma mudança clara no comportamento de todos e é quase impossível não ser afetado por ela.

O primeiro passo é manejar a contagem regressiva dos dias que se aproximam dessas datas de recesso. Sabemos, por experiências anteriores, que, no fim do ano, fazemos um balanço mental das conquistas e dos fracassos que obtivemos.

Como nosso cérebro não tem muita facilidade para deixar as situações e os eventos “em aberto”, nossa biologia nos empurra, portanto, para fazer certas avaliações finais, quer desejemos ou não. Assim, o cansaço físico e mental já interfere, de maneira expressiva, para não termos uma perspectiva muito animadora. E esse processo de verificações pessoais, devo dizer, não é das tarefas mais fáceis.

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Capítulo 50. Controle sua raiva, antes que a raiva controle você

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Aqui está um sentimento frequente em nosso cotidiano – mais do que deveria, acredito. Mas, por várias razões, é ainda uma questão desconhecida pela maioria das pessoas, mesmo que quase todos experimentem essa reação vez ou outra.

Creio que vale a pena saber um pouco mais a respeito. Acompanhe-me.

A raiva é uma emoção básica produzida pela nossa amígdala cerebral – o centro identificador do perigo –, e, uma vez disparada, pode variar de intensidade, começando em uma leve irritação, passando por uma frustração mais intensa e até mesmo atingindo um grande estado de fúria.

Assim como nas outras emoções mais primitivas – a tristeza e o medo –, sua manifestação é acompanhada por importantes mudanças fisiológicas, como frequência cardíaca aumentada, pressão sanguínea elevada e intensa liberação de alguns hormônios.

Proveniente de vários estímulos, ela pode ser “acionada” por fatores externos, como uma exaltação causada por alguém que nos trata de maneira desrespeitosa, ou por fatores internos, como nos recordarmos de um evento passado do qual nos arrependemos por ter agido de “cabeça quente”.

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Medium 9788582715802

Capítulo 39. A atenção dos pais pode influenciar no desenvolvimento do bebê

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é novidade para nenhum de nós que a primeira infância é de vital importância para o desenvolvimento do cérebro de uma criança.

Investigações já comprovaram que ser criado em um ambiente familiar com mais tranquilidade e equilíbrio tem o poder de transmitir uma dose positiva de segurança emocional às crianças, o que favorece a construção de uma autoestima mais fortalecida e uma melhor capacidade para lidar com o estresse à medida que se desenvolvem, além de boas habilidades para o manejo das situações interpessoais futuras.

Assim, aqueles filhos que são criados em ambientes com mais atenção parental se sentirão mais seguros, aumentando progressivamente a construção da autonomia e da independência, que ainda estão em formação nas fases iniciais da vida.

E o oposto é igualmente verdadeiro: crianças criadas em ambientes caóticos e desorganizados desenvolvem maiores vulnerabilidades emocionais, o que resulta em uma infância e adolescência mais problemáticas; em uma grande parcela dos casos, essas dificuldades ainda são perceptíveis na vida adulta.1

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Capítulo 15. Ano novo, vida nova: a psicologia da virada do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Curioso observar o que ocorre com a maioria das pessoas na entrada do ano novo, já percebeu?

De fato, somos tomados por um sentimento de novidade e vigor, que nos faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez”, teremos força suficiente para enfrentar os obstáculos que nos fizeram escorregar nos anos anteriores.

Assim, seguimos nos primeiros dias, confiantes e esperançosos, fazendo promessas, planos e cheios de energia, nos preparando para a nova fase que se inicia. As primeiras semanas trazem uma determinação pessoal pouco comum, se comparadas às outras restantes do ano.

Tamanha é a força dessa disposição interna, que até a imagem refletida no espelho, costumeiramente cheia de imperfeições, sofre sutis alterações, e nossos velhos parceiros – os defeitos – começam a exibir uma outra perspectiva, digamos, menos “repugnantes” aos nossos olhos.

É um estado de espírito diferente, e você, que já deve ter passado por isso tudo, percebe a nova dimensão em que entramos.

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Grupo A (70)
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Medium 9788580553383

Capítulo 14 - Psicologia Social na Clínica

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U LO

Psicologia Social na Clínica

14

“A vida não consiste, principalmente, ou até mesmo em grande parte, de fatos e acontecimentos. Consiste sobretudo da tempestade de pensamentos que está sempre soprando em nossas mentes.”

—Mark Twain, 1835–1910

S

e você é um estudante universitário típico, pode se sentir levemente deprimido de vez em quando. Talvez você já tenha se sentido insatisfeito com a vida, desencorajado em relação ao

futuro, triste, sem apetite e energia, incapaz de se concentrar, talvez mesmo se perguntando se vale a pena viver. Talvez notas decepcionantes tenham parecido por em risco suas metas de carreira.

Talvez o rompimento de um relacionamento o tenha deixado desesperado. Nesses momentos, você pode se deixar cair em uma ruminação autocentrada que apenas piora seus sentimentos. Em um levantamento de 90 mil estudantes norte-americanos, 44% relatou que durante o último ano de escola tinha se sentido em determinado momento “tão deprimido que era difícil funcionar” (ACHA,

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Medium 9788582710531

Capítulo 1 - Introdução à psicologia da saúde

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 1

Saúde e doença: lições do passado

Visões antigas

A Idade Média e a

Renascença

O racionalismo pósRenascença

Descobertas do século XIX

O século XX e a aurora de uma nova era

Perspectiva biopsicossocial

(mente-corpo)

O contexto biológico

O contexto psicológico

O contexto social

“Sistemas” biopsicossociais

Aplicando o modelo biopsicossocial

Perguntas frequentes sobre a carreira em psicologia da saúde

O que fazem os psicólogos da saúde?

Onde trabalham os psicólogos da saúde?

Como se tornar um psicólogo da saúde?

Introdução à psicologia da saúde

C

aroline Flynn subiu a bordo do vapor de 32 toneladas, o Mauritânia, naquela que deve ter sido uma manhã incerta no começo dos anos de 1880. A caminho da América, sua jornada de esperança começava em Liverpool, na Inglaterra, em uma tentativa desesperada de escapar da penúria econômica e da perseguição religiosa que ela e sua família sofriam na Irlanda. Os problemas do país haviam começado décadas antes, com

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Medium 9788580553444

Capítulo 5 - Desenvolvimento físico e saúde de 0 a 3 anos

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

5

DESENVOLVIMENTO FÍSICO

E

Martorell_05.indd 100

SAÚDE DE 0 A 3

12/12/13 09:03

O QUE VEM POR AÍ

102 Crescimento e desenvolvimento físico inicial

104 O cérebro e o comportamento reflexo

107 Capacidades sensoriais iniciais

108 Desenvolvimento motor

112 Saúde

Quando William nasceu, ele tinha 50 cm e pesava 3.400 g.

Apresentava pequenos repentes de sono na maior parte do dia e da noite e chorava quando precisava ser alimentado, mudado ou acalmado. Durante os 12 meses seguintes,

William cresceu quase 25 cm e ganhou 9 kg. Embora não caminhasse sozinho quando completou 1 ano, ele era capaz de ficar de pé ou atravessar a sala apoiando-se em alguma coisa ou, quando motivado, arrastar-se com incrível rapidez.

Usando gestos, tais como esticar os braços quando queria ser pego, e um pequeno vocabulário de elocuções de uma palavra, William era capaz de comunicar suas necessidades e seus desejos. Para alívio de seus pais, ele agora dormia a noite inteira e tirava duas sonecas curtas durante o dia.

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Medium 9788580553444

Capítulo 2 - Concepção, hereditariedade e ambiente

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

2

CONCEPÇÃO,

HEREDITARIEDA

Martorell_02.indd 44

12/12/13 16:53

46 Concepção e infertilidade

O QUE VEM POR AÍ

49 Mecanismos de hereditariedade

52 Anormalidades genéticas e cromossômicas

56 Estudando a influência da hereditariedade e do ambiente

59 Características influenciadas pela hereditariedade e pelo ambiente

Antes de se casarem, Tania e Paul falaram sobre ter filhos um dia, mas concordaram em esperar até que tivessem segurança emocional e financeira como casal antes de iniciarem uma família. Depois de três anos de casamento, eles decidiram que estavam prontos para serem pais. Tania observou atentamente o calendário, contando os dias depois de cada período menstrual para aproveitar a “janela fértil”. Como, depois de dois meses, ela ainda não tinha engravidado, perguntou-se o que poderia ter dado errado. O que ela e Paul não se deram conta é que, embora uma mulher geralmente seja fértil entre o 6o e o 12o dia do ciclo menstrual, o momento de ocorrência da janela fértil pode ser imprevisível (Wilcox,

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Capítulo 4 - Estresse

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 4

A fisiologia do estresse

O papel do cérebro e do sistema nervoso

O papel do sistema endócrino: eixos

SAM e HAA

Como o estresse deixa você doente?

Outros modelos do estresse e da doença

A síndrome de adaptação geral de Selye

Avaliação cognitiva e estresse

O modelo da diátese ao estresse

A teoria do buscar apoio

Fontes biopsicossociais de estresse

Eventos importantes da vida

Catástrofes

Problemas cotidianos

Estresse ambiental

Trabalho

Diversidade e vida saudável:

Fatores socioculturais no estresse

Interações sociais

Estresse

E

m 1934, o húngaro Hans Selye (1907-1982) era um jovem e proeminente endocrinologista que começava a ficar famoso na McGill University, em Montreal, pela identificação de um novo hormônio. Trabalhando com um extrato de ovário, Selye criou um plano simples: administrar injeções diárias do extrato a uma amostra de ratos de laboratório e observar mudanças em seu comportamento e sua saúde. Porém, isso era mais fácil falar do que fazer! Selye logo aprendeu que os ratos, assim como as pessoas, não gostam de receber injeções. Com frequência, quando estava para inserir a agulha, o rato se mexia, levando-o a errar o local da injeção. Segurar o rato com mais força muitas vezes o fazia morder o jovem pesquisador, que derrubava o animal no chão e precisava correr atrás dele pelo laboratório antes de conseguir concluir a injeção.

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