Artmed (170)
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Medium 9788536319414

capítulo 5: Valores evocados nos posicionamentos referentes às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

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Valores evocados nos posicionamentos referentes

às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Maria Suzana De Stefano Menin

Alessandra de Morais Shimizu

Divino José Silva

INTRODUÇÃO

Crise de valores ou valores em crise? No decorrer deste texto propomo-nos enfrentar o desafio que é pensar, com base em uma pesquisa, o tema “cotas para alunos negros e alunos de escola pública no ensino superior público brasileiro”, no registro dessa pergunta, a qual La Taille denominou enigmática. Mesmo a denominando enigmática, La Taille já nos adiantou um comentário que retira dela seu caráter de mistério, pois não se trata de um enigma como aquele proposto pela Esfinge a Édipo, “decifra-me ou te devoro!”, mas de refletirmos a respeito de valores presentes em nossas práticas e discursos contemporâneos, que não sabemos, ainda, de que polo da pergunta acima enfrentá-los. Enfim, a discussão que hoje presenciamos no Brasil a respeito das cotas no ensino superior, trata-se de crise de valores ou de valores em crise? Como esclarece La

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Medium 9788582712498

Capítulo 6. Aprender é preciso: probabilidade e lógica

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

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APRENDER É PRECISO:

PROBABILIDADE E LÓGICA

Tudo que nos dá novos conhecimentos nos traz a oportunidade de sermos mais racionais.

Herbert Simon

Ao longo dos capítulos anteriores, vimos como o cérebro humano está sujeito a

falhas e vieses cognitivos que são decorrentes do seu desenvolvimento evolutivo.

Como o processamento do Tipo 1 (T1) é o padrão, sempre que não ocorre vigilân­ cia e um esforço consciente, nossa maneira de pensar fica sujeita a desvios que são difíceis de evitar. Em ambientes simples e que não sejam hostis, o processamento heurístico costuma ser satisfatório e atender às necessidades do cotidiano. No en­ tanto, na sociedade tecnológica em que vivemos, é preciso utilizar com mais fre­ quência o processamento do Tipo 2 (T2).

No mundo moderno, frequentemente temos de pensar utilizando regras e conheci­ mentos que as gerações de nossos antepassados desconheciam. Atualmente, deci­ sões inadequadas podem decorrer da ignorância de preceitos e estratégias do pen­ samento racional como, por exemplo, os raciocínios probabilístico e lógico. Por isso,

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Medium 9788582712498

Capítulo 5. Assim é, se lhe parece: os "aplicativos" cerebrais

Ramon M. Cosenza Artmed PDF Criptografado

5

ASSIM É, SE LHE PARECE:

OS “APLICATIVOS” CEREBRAIS

O cérebro humano é um órgão complexo, com o fantástico poder de permitir que o homem encontre razões para continuar acreditando em qualquer coisa que ele queira acreditar.

Voltaire

Dos dois tipos de processamento cognitivo atuando em nosso cérebro, o primei-

ro deles, ou T1, funciona pela utilização de muitos dispositivos automáticos que podem resolver problemas cotidianos de forma rápida e eficaz. As decisões tomadas dessa forma são chamadas de decisões heurísticas (uma palavra que vem do grego, significando encontrar). Embora imperfeitas, elas fornecem soluções intuitivas para dilemas muitas vezes complexos.

Ao longo da evolução, o cérebro adquiriu a capacidade de identificar problemas recorrentes na vida dos animais, processando-os de forma automática. Nele desenvolveram-se módulos especializados em computar determinadas informações que podem ser comparados aos softwares aplicativos que se tornaram nossos companheiros constantes nos tablets e telefones celulares que usamos a toda hora. Esses aplicativos cerebrais atuam de uma forma heurística e são eficientes, mas, em determinas situações do mundo moderno, podem levar a escolhas e decisões inadequadas. Vamos examinar alguns desses dispositivos e os vieses decorrentes da sua utilização.

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Medium 9788582712757

Capítulo 42. O transgeracional - de leite em leite

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

42

O TRANSGERACIONAL –

DE

LEITE EM LEITE

Ofereço-te meus ancestrais, meus mortos, os espectros que homens vivos honraram em mármore...

Jorge Luis Borges*

Chovia naquela tarde em que minha avó contou uma história da avó dela.

Fizesse sol, eu andaria de carrinho de lomba. Azeitava os rolimãs, passava horas descendo, subindo e descendo. Chovia, e a avó não deixava andar se chovesse. Ainda assim, eu fui. Tomei água nos olhos, não vi o trajeto, derrapei na curva, um carro quase me pegou. Achei que a avó (quase acabada com aquilo) ia acabar comigo ou com o carrinho, mas ela não acabou. Deixou-nos intactos, nos fez entrar, nos secou, acomodou-me no sofá (o carrinho no armário), sentou-me à frente dela e começou a contar. Ouvir foi quase tão bom quanto descer e subir com o carrinho.

Talvez igual, talvez melhor. Naquele tempo da história dela – contava-me a avó –, havia o leiteiro. Ele chegava com a sua charrete e era amigo da avó da minha avó. Então, deixava a minha avó menina subir na enorme charrete e ajeitava um espaço entre as garrafas e os tarros. Primeiro ao lado, de carona, depois no colo, como se dirigisse. Minha avó aprendeu

*  Tradução de Heloísa Jahn.

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Medium 9788582712757

Capítulo 68. Contar: o furto saudável

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

68

CONTAR: O FURTO SAUDÁVEL

Sou um psicanalista. De crianças, também. Às vezes, eu as atendo com seus pais. Com seus pais, eu ouço e conto. Com elas, eu brinco. É que as crianças se expressam brincando, o que inclui desenhar. As palavras não são ainda o seu carro-chefe. Há outro mediador que ofereço para elas: contos. Com palavras, é claro, mas vestidas de histórias e ritmos. Portanto, livros. Eles estão na sala de espera e adentram o consultório; seguido, participam da consulta como um brinquedo, um desenho.

Quando uma criança brinca, ela diz tudo o que quer dizer e não conseguia antes de brincar. Ela diz o que a alegra, o que a assusta, o que a apavora. O brinquedo é a sua palavra. Teve uma que construiu uma casa com Lego. Brincou de construir e deu atenção especial ao quarto dos pais.

Ela tinha medo do que se passava lá dentro. Ao brincar, disse, e, ao dizer, passou a conviver com o medo que já não era uma coisa sem nome, dessas que apavoram e, por isso, trágica. Brincar com as coisas – ou contá-las – é como disse Freud, tudo o que podemos fazer, ou seja, transformar grandes tragédias (não ditas) em pequenas desgraças (ditas agora).

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Editora Manole (63)
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Medium 9788520450444

30. Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de demência

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

30

Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de demência

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Evalda Cançado Arantes

Cássio Machado de Campos Bottino (in memoriam)

PONTOS A APRENDER

1.

2.

3.

4.

5.

6.

Discorrer sobre demência.

Descrever o comportamento do paciente com demência.

Identificar as características da demência que a tornam distinta do delirium.

Listar os diagnósticos de enfermagem comuns a pacientes com demência.

Identificar os resultados esperados comuns a pacientes com demência.

Elaborar as intervenções de enfermagem indicadas à pessoa com demência.

7. Citar as intervenções básicas a serem ensinadas à família e ao cuidador do paciente com demência.

8. Descrever os recursos existentes na comunidade para pessoa com demência.

9. Citar indicadores para avaliação da intervenção de enfermagem.

PALAVRAS-CHAVE

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Medium 9788520439821

1. O pai ausente

CORNEAU, Guy Editora Manole PDF Criptografado

1

O pai ausente

E os psicanalistas rivalizam em imaginação; poderíamos conceber um pai imaginário, um pai simbólico ou um pai real

(desde que se tome a precaução de dizer que o real não existe), toda essa abundância de significantes em torno do pai esconde um único fato: o significado pai é vazio.*

– Christiane Olivier

O silêncio do pai

Mal havia começado este capítulo, quando o sonho que tive na noite passada me veio à mente:

Eu tinha de ajudar a Jane Fonda – morena, sedutora e dinâmica –, a acompanhar um homem idoso, de estatura imponente, até o segundo andar de um prédio vizinho para que ele possa ir ao banheiro. Chegada a hora de subir as escadas, o homem se coloca categoricamente atrás de mim e agarra-se a meu cinto; ele fica parado, e a subida revela-se bem penosa; eu preciso literalmente arrastá-lo. Sinto todo seu peso, e meu cinto, esticado a ponto de quase arrebentar, crava-se cruelmente em meu corpo.

Na entrada do meu consultório, esse sonho leva-me a refletir. Como é doloroso, de fato, fazer ressurgir o passado e puxar esse velho homem, que

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Medium 9788520450444

13. Assistência de enfermagem a pacientes submetidos à eletroconvulsoterapia

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

13

Assistência de enfermagem a pacientes submetidos à eletroconvulsoterapia

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Elizabeth da Costa Jóia

Cristina Emiko Igue

PONTOS A APRENDER

1. Adquirir informações embasadas em conhecimento científico sobre a eletroconvulsoterapia.

2. Comentar as crenças e as ideias preconcebidas em relação à eletroconvulsoterapia.

3. Examinar a própria atitude em relação à eletroconvulsoterapia.

4. Descrever os procedimentos da assistência de enfermagem ao paciente submetido à eletroconvulsoterapia.

PALAVRAS-CHAVE

Enfermagem, saúde mental/psiquiátrica, eletroconvulsoterapia, assistência de enfermagem.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

Introdução. Mecanismos de ação. Indicações. Contraindicações. Número e frequência. Equipe de tratamento. Avaliação pré-tratamento. Ambiente e equipamento de tratamento. Técnica. Duração da crise. Reações adversas.

Estimulação magnética transcraniana (EMT). Considerações éticas. Papel do enfermeiro na eletroconvulsoterapia. Considerações finais. Propostas para estudo. Referências bibliográficas. Anexo.

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Medium 9788578681210

Cultura e artes

BARROS, Daniel Martins de Editora Manole PDF Criptografado

A verdade e Pirandello

Se eu tinha alguma dúvida, não tenho mais: Pirandello é mesmo meu autor favorito. A última peça dele que li, Assim é (se lhe parece), está até agora rodando em minha mente.

Conta a história de um funcionário novo que chega à cidade após um terremoto ter destruído completamente seu vilarejo. Ele vem com a esposa e a sogra, e o trio é cercado de mistérios, pois a mulher fica dia e noite trancada no alto de um prédio, só falando com a mãe, e, apenas, pela janela. Os habitantes da cidade põem-se em polvorosa, tentando descobrir as razões daquele arranjo tão singular, girando a peça inteira em torno das especulações e maquinações mil que se fazem para descobrir a verdade.

A primeira explicação é dada pela sogra, que diz que o genro a impede de ver a filha. “Ah, que cruel”, dizem todos. Na sequência, vem o genro e diz que a sogra é louca e não sabe que a filha morreu, mas que ele mantém a farsa para poupá-la. “Ah, que bondoso”, pensam. Contudo, a sogra retorna e diz que sabe que o genro diz que ela é louca, e só não contesta para não criar

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Medium 9788520430026

Ciúme normal

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme normal

Nas questões emocionais, às vezes é difícil distinguir o que é francamente patológico e o que é absolutamente normal. Em geral, as pessoas costumam perceber quando uma pessoa é louca, esquisita, sensata, confiável, imprevisível ou normal. Entretanto, quando se avaliam atitudes e sentimentos, costuma ser complicado estabelecer os limites entre o normal e o não normal, ou entre o pouco sadio e o discretamente patológico.

O ciúme é um desses casos. Quando ele é francamente doentio

é mais fácil identificá-lo, e qualquer pessoa percebe que se trata de uma atitude bizarra, mas entre os casos totalmente patológicos e aqueles mais ou menos anormais a questão torna-se mais complicada. Para iniciar o entendimento do sentimento de ciúme normal, ele será referido apenas como ciúme. Os adjetivos excessivo, obsessivo e patológico serão acrescidos e abordados posteriormente. O ciúme

é definido, na maioria dos textos, como um sentimento fisiológico, natural e marcado pelo medo real ou imaginário de perder o objeto de desejo ou o relacionamento. Essa definição é incompleta e muito acanhada. Alguns etólogos acreditam tratar-se de uma reação adaptativa no sentido de favorecer a sobrevivência e/ou a reprodução da espécie. Ele existe no ser humano e em outros animais superiores, como macacos, golfinhos e outros vertebrados. A experiência pessoal a seguir serve de ilustração.

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Grupo A (3467)
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Medium 9788536307442

Capítulo 23 - Medidas de aprendizagem em avaliação de TD&E

Jairo E. Borges-Andrade, Gardênia da Silva Abbad, Luciana Mourão Grupo A PDF Criptografado

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TREINAMENTO, DESENVOLVIMENTO E EDUCAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES E TRABALHO

469

Medidas de aprendizagem em avaliação de TD&E

Gardênia da Silva Abbad, Maria Fernanda Borges-Ferreira e Rommel Nogueira

Objetivos

Ao final deste capítulo, o leitor deverá:

• Definir aprendizagem e seus componentes;

• Definir o papel das medidas, instrumentos, fontes, meios e procedimentos de avaliação;

• Descrever os passos da construção e aplicação de instrumentos de medida de avaliação de aprendizagem, de acordo os objetivos instrucionais e taxonomia de resultados de aprendizagem;

• Analisar situações de aplicação de medidas de aprendizagem em pesquisas sobre avaliação de treinamento, descrevendo resultados e discutindo relações teóricas e empíricas de aprendizagem com os demais níveis de avaliação;

• Discutir a importância da avaliação de aprendizagem em avaliação de TD&E.

INTRODUÇÃO

Neste capítulo, será tratada a avaliação de aprendizagem, componente resultados imediatos do Modelo de Avaliação Integrativo e Somativo (MAIS) (ver

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Medium 9788582715277

Capítulo 4. Fatores comuns e específicos das psicoterapias

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

4

Fatores comuns e específicos das psicoterapias

Luciano Isolan

Lívia Hartmann de Souza

Aristides Volpato Cordioli

As psicoterapias são um importante recurso para o tratamento dos transtornos mentais e de problemas de natureza emocional. Em algumas situações, são o método de escolha; em outras, um importante coadjuvante a outras abordagens de tratamento, como a farmacoterapia. Questionadas no passado, hoje as psicoterapias são amplamente aceitas como tratamentos eficazes para uma grande variedade de condições psiquiátricas e psicológicas. Além da eficácia, diversas pesquisas vêm tentando elucidar a forma como ocorrem as mudanças promovidas pela psicoterapia, bem como quais são os fatores envolvidos nesse processo.

Até a segunda metade do século passado, havia um debate acerca de quais seriam os verdadeiros fatores responsáveis pelas mudanças obtidas com a psicoterapia: os fatores específicos, ou seja, as técnicas, em oposição aos não específicos, também chamados de fatores comuns, ou seja, a pessoa do terapeuta, o contexto, o tipo de relação estabelecido e as condições do paciente. Na atualidade, existe relativo consenso de que ambos os grupos de fatores têm importante peso nos resultados.

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Medium 9788582715963

20 - Transtornos da personalidade

João Quevedo (Org.) Grupo A ePub Criptografado

BRENO SANVICENTE-VIEIRA

MARIANE NUNES NOTO

RODRIGO GRASSI-OLIVEIRA

Os transtornos da personalidade são caracterizados por padrões persis- tentes, inflexíveis e mal-adaptativos na forma de pensar e interpretar o ambiente e a si próprio, com comportamentos que se desviam de maneira acentuada do esperado para o contexto cultural do indivíduo, afetando negativamente relacionamentos interpessoais e outras áreas da vida. Tais padrões manifestam-se ao longo do desenvolvimento, sobretudo na adolescência e no início da fase adulta.1

Os transtornos da personalidade são consideravelmente prevalentes – entre 5 e 15% da população adulta2 – e apresentam como característica um padrão incomum e desadaptativo de comportamentos, cognições e relacionamentos interpessoais. Contudo, mesmo frequentes e com impacto negativo, queixas diretamente relacionadas aos sintomas da condição não são tão comuns, ao contrário do observado em portadores de outros transtornos mentais, como transtorno de estresse pós-traumático, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo.

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Medium 9788536324241

SEÇÃO 3 - EFEITOS COLATERAIS E SEU MANEJO

Cordioli, Aristides Volpato Grupo A PDF Criptografado

Tem sido relatada também síndrome de abstinência provocada por antipsicóticos1 e antidepressivos,2 o que é controverso. Questiona-se se a retirada de antipsicóticos, ADTs e ISRSs, venlafaxina, bupropiona e outros antidepressivos provoca uma verdadeira síndrome de abstinência, pois, embora possam surgir alguns sintomas na interrupção abrupta desses fármacos, eles não produzem dependência. Nesses casos, prefere-se utilizar a expressão “síndrome de retirada ou de descontinuação”.

De certo modo, “síndrome de abstinência” tem relação direta com o potencial das substâncias em causar abuso ou dependência. Isso parece não ocorrer com antipsicóticos e antidepressivos, pois não desenvolvem tolerância. Seu uso não provoca euforia nem sensação de bem-estar imediato que determine uma necessidade compulsiva de utilizar tais substâncias em doses crescentes e sem controle, e uma impossibilidade de interromper seu uso.

Nesse tópico, será abordada apenas a síndrome de abstinência propriamente dita, associada aos

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Medium 9788573074826

33 A Comunicação Não-Verbal na Situação Psicanalítica

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

33

A Comunicação Não-Verbal na Situação Psicanalítica

Ninguém contesta a afirmativa de que aquilo que o ser humano tem de mais primitivo e imperioso é a sua necessidade de comunicação, sendo que, na situação analítica, a comunicação vai “além das palavras”, porquanto há um campo do processo analítico, onde as palavras não dão conta do que está acontecendo.

Assim, já pertence ao passado, tal como foi transmitido e utilizado por algumas gerações de psicanalistas, a recomendação técnica de Freud de que o processo psicanalítico dependeria, unicamente, do aporte, por parte do analisando, da verbalização da sua livre associação de idéias, como parte essencial da “regra fundamental” da psicanálise.

Essa recomendação enfática, que estava justificada, se levarmos em conta que a prática psicanalítica da

época, visava precípuamente a uma reconstrução genético-dinâmica, pelo levantamento das repressões dos traumas e fantasias primitivas contidas nos relatos do paciente.

Hoje não mais se admite, por parte do psicanalista, uma reiterada “interpretação”, sob a forma de uma impaciente cobrança, na base de “se não falares, nada posso fazer por ti” ou “estás falando disso, para não falares sobre ti”, etc., etc. Pelo contrário, na atualidade cabe ao analista não só a compreensão e a interpretação daquilo que está explicitamente significado e representado no discurso verbal do paciente, mas também cabe-lhe a descodificação das mensagens implícitas do que está subjacente ao verbo, ou oculta por este, assim como também na ausência do verbo, como algum gesto, somatização, atuação, etc.

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Grupo A (70)
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Medium 9788580553383

Capítulo 10 - Agressividade

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U LO

Agressividade

10

MACHUCAR OS OUTROS

Nosso comportamento em relação uns aos outros é o mais estranho, mais imprevisível e mais inexplicável de todos os fenômenos com os quais somos obrigados a conviver. Em toda a natureza, não há nada tão ameaçador para a humanidade quanto a própria humanidade.

—Lewis Thomas (1981)

E

mbora a previsão irônica de Woody Allen de que, “em 1990, o sequestro será o modo dominante de interação social” não tenha se cumprido, os anos desde então não foram muito serenos. O

horror do 11 de setembro de 2001 pode ter sido a mais dramática violência recente, mas, em termos de vidas humanas, não foi a mais catastrófica. Mais ou menos na mesma época, estima-se que a carnificina humana da guerra tribal no Congo estava tirando 3 milhões vidas, com algumas das vítimas sendo agredidas até a morte com facões e muitas outras morrendo de fome e doenças depois

O que é agressividade?

Quais são algumas das teorias da agressividade?

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Medium 9788536306599

Capítulo 3 - O querer fazer moral: a dimensão afetiva

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

3

O querer fazer moral: a dimensão afetiva

Assim como o fiz para a dimensão intelectual, e pelas mesmas razões, vou, na apresentação da dimensão afetiva, restringir-me ao tema da moralidade. Penso ser uma escolha justificada porque, por um lado, as variadas forma de “vida boa” concebíveis implicam um amplo leque de investimentos afetivos que é impossível analisar aqui, e, por outro, interessa-nos o vínculo entre moral e

ética, e que esse vínculo, como visto no primeiro capítulo, encontra-se na dimensão afetiva por intermédio do auto-respeito. É, portanto, a progressiva construção do auto-respeito que devemos privilegiar. Quanto ao título que dou ao presente capítulo, ele se justifica se lembrarmos que o dever corresponde a um querer e que, portanto, o sentimento de obrigatoriedade é, ele mesmo, uma forma de querer. Tudo o que vimos no capítulo anterior a respeito da dimensão intelectual depende, para tornar-se ação, desse “querer fazer moral”, da vontade de agir e da intenção com a qual se age. Falta dizer que o sentimento moral de obrigatoriedade é despertado por ou composto de outros sentimentos. Ou seja, para compreender a gênese, a presença e a força do sentimento de obrigatoriedade, é preciso conhecer outros, que, como dito anteriormente, alimentam-no ou o compõem.

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Medium 9788536325408

Capítulo 10 - Desenvolvimento Físico e Saúde na Meninice

Denise Boyd ; Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

10

Desenvolvimento Físico e Saúde na Meninice

A

s crianças em idade escolar têm um tipo maravilhoso de confiança espontânea em seus corpos. A hesitação e rigidez da segunda infância se foram, e as incertezas da puberdade ainda não começaram. Crianças dessa idade podem transitar no mundo com habilidade e começar a praticar esportes com real entusiasmo. É um prazer observar crianças dessa idade nos pátios ou em seus bairros. Elas com frequência têm uma espécie de intenso entusiasmo por sua atividade física.

As mudanças ocultas nos corpos das crianças que permitem os movimentos que conhecemos tão bem – andar de bicicleta, subir, pular, saltar, etc. – são o primeiro tópico discutido neste capítulo. Evidentemente, a meninice tem seus riscos e desafios, e por isso a discussão do domínio físico nesta fase aborda as questões de saúde logo depois. Na seção final do capítulo você vai aprender sobre várias dificuldades comportamentais e emocionais que surgem entre os 6 e 12 anos.

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Medium 9788536325408

Epílogo

Denise Boyd ; Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

Epílogo

O Processo de Desenvolvimento

Q

ualquer estudo do desenvolvimento infantil e adolescente está fadado a incluir milhares de pequenos detalhes que podem ser reunidos para responder perguntas do tipo Quando se desenvolvem os pulmões?

Quais são as características dos balbucios? Em que ordem uma criança deixa de brincar de faz de conta com objetos e passa para o desempenho de papéis? Quais são os limites do pensamento lógico? Quais são os fatores de risco para os transtornos alimentares?

Todos esses detalhes são importantes, mas aprender sobre eles pode fazer com que os alunos percam de vista o quadro mais amplo. Nosso objetivo escrevendo este epílogo é encorajar o leitor a dar um passo atrás em relação a todos os detalhes sobre os quais leu neste livro e pensar mais uma vez sobre o processo global de desenvolvimento. Iniciaremos pela consideração do padrão geral que se encontra em toda mudança desenvolvimentista.

Transições, consolidações e sistemas

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Medium 9788580553383

Capítulo 4 - Comportamento e Atitudes

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

Comportamento e Atitudes

C A P Í T U LO

4

“O ancestral de toda ação é um pensamento.”

—Ralph Waldo Emerson, Ensaios, Primeira Série, 1841

Q

ual é a relação entre o que somos (por dentro) e o que fazemos (por fora)? Filósofos, teólogos e educadores há muito especulam sobre as ligações entre atitude e ação, caráter e conduta, palavra

privada e ação pública. Subjacente à maior parte do ensino, do aconselhamento e da criação de filhos encontra-se uma suposição: nossas crenças e sentimentos privados determinam nosso comportamento público, e assim, se quisermos mudar nosso comportamento, primeiro devemos mudar nossos corações e mentes.

No início, os psicólogos sociais concordavam: conhecer as atitudes das pessoas é prever suas

ações. Como demonstrado por assassinos genocidas e por homens-bomba suicidas, atitudes radicais podem produzir comportamento extremado. Mas em 1964, Leon Festinger concluiu que as evidências indicavam que mudar as atitudes das pessoas dificilmente afeta seu comportamento.

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Grupo Almedina (8)
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Medium 9788562938108

5. Concretização da Separação e a Participaçãodo Advogado

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

5. Concretização da Separação e a Participação do Advogado

Voltamos agora a abordar o momento em que a ilusão do amparo propiciado pelo casamento se desfaz, quando se encara a relação falida sem “tapar o sol com a peneira”. O momento em que aquela decisão de se separar tomada mil vezes e nunca concretizada passa a ser pragmatizada.

Trata-se da etapa em que todas as já citadas resistências foram vencidas e se concluiu e aceitou que o casamento acabou, sendo necessário efetuar a separação concreta, ou seja, da casa, dos bens, dos filhos, do cachorro...

Em geral, nessa etapa, busca-se a oficialização do rompimento por intermédio de um advogado. Com base nos acompanhamentos que fiz de casais em processo de separação, afirmo que é importante a busca desse profissional, porque os bens concretos, o patrimônio e a guarda dos filhos costumam entrar em cena como elementos de barganha, argumentos de chantagem emocional ou como instrumentos para deixar o outro endividado. Esse uso manipulativo (ainda que

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Medium 9788562938108

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

7. Fases, Dificuldades e Elaborações Pós-Separação

Organizando didaticamente, diria que podemos dividir o período pós-separação, quando bem-sucedido, ou seja, com uma elaboração emocional efetiva, basicamente em duas etapas:

Na primeira, sofre-se pelas perdas, rejeições e inseguranças do presente, que têm raízes no passado, como já vimos anteriormente.

E a dor vivenciada costuma ser imensa.

Na segunda, ocorre um movimento de crescimento, amadurecimento, incluindo a desassociação das carências e inseguranças com a separação, com consequente diminuição do sofrimento e, claro, aumento da segurança, bem-estar e capacidade de relacionamento.

Esta divisão tem objetivo puramente didático, porque, na vivência, o que ocorre é uma mescla das duas fases, um ir adiante e um retroceder, alternando os diferentes momentos do processo de separação de casais.

Também pude observar em alguns indivíduos, após a separação, uma extensão da estratégia de ocupação já abordada no tópico sobre concretização da separação (quando a pessoa, logo após a ruptura,

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Medium 9788562938108

8. Considerações Finais

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

8. Considerações Finais

Embora o presente livro trate da crise no casamento e da separação com o intuito de abarcar tanto os aspectos envolvidos na superação da crise para manter o vínculo quanto a resolução das dificuldades no processo de rompimento, o leitor deve ter observado que me detive muito mais no processo de ruptura e posterior recuperação emocional. Embora eu acredite fortemente na premissa de que “é melhor consertar do que descartar”, ainda mais diante da cultura contemporânea do descartável, que tem se estendido para as relações humanas, é preciso saber admitir que, infelizmente, às vezes não é possível reparar uma construção que está desmoronando e, nessas situações, precisamos abrir mão do que tínhamos, aceitar que se quebrou, que a vida útil acabou ou que não nos serve mais.

O meu trabalho clínico me permitiu observar que, quando o vínculo do casal é forte, o prognóstico é positivo e provavelmente o final da história será a saída da crise e a manutenção do casamento, mesmo que para isso seja necessário um processo de psicoterapia (que será então um trabalho psicoterápico mais fluido e eficaz).

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Medium 9788562938108

2. Casamento e Crise

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

2. Casamento e Crise

Todos sabemos que as crises têm um importante lado positivo no que se refere à possibilidade que trazem de transformação e crescimento. Por outro lado, também é conhecido seu potencial destrutivo quando não se direcionam para resoluções satisfatórias em tempo hábil. Isso também se aplica às crises relacionais, das quais tratamos aqui.

É necessário, então, fazer um questionamento sobre o prognóstico da crise. Trata-se de uma crise que caminha no sentido de promover mudanças positivas? Há quanto tempo ela vem ocorrendo? Durante esse período aconteceram progressos ou o drama vem se perpetuando de forma repetitiva, sem soluções?

Pretendo manter esse questionamento implícito em todos os tópicos aqui abordados, com o foco na questão da importância do prognóstico da crise para o seu des-envolvimento, o que inclui a decisão de ficar no ou sair do casamento.

Para entendermos como acontece a crise no casamento, precisamos abordar alguns aspectos da construção desse vínculo desde o seu

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Medium 9788562938108

3. Resistências que Impedem a Evolução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

3. Resistências que Impedem a Evolução

No decorrer de minha prática clínica, pude observar algumas formas de resistência que dificultam a resolução dos conflitos, perpetuando a crise numa dolorosa patinação que impede que se vá a qualquer direção. Trata-se, portanto, de uma impossibilidade no des-envolvimento da crise conjugal.

Retomando aqui a forma como estou utilizando a palavra “desenvolvimento”: ao abordar um problema precisamos nos distanciar um pouco, de forma a diminuirmos nosso envolvimento com ele, envolvimento este que impede uma percepção mais nítida e trava o encaminhamento de soluções (para ter uma imagem concreta do que estou falando, basta aproximar um objeto dos olhos para constatar a perda de clareza da visão desse objeto. Para enxergarmos bem, precisamos de uma distância razoável, que possibilite o foco da visão). Assim, para se desenvolver, muitas vezes se faz necessário se des-envolver.

Com frequência, a pessoa se recusa a enxergar sua responsabilidade nas dificuldades conjugais, adotando uma postura acusatória em relação ao parceiro, o que impede a mudança de suas próprias

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