Artmed (116)
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Capítulo 50. O amor na psicanálise

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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O AMOR NA PSICANÁLISE

Filhos vêm para ser,

Pais acompanham.

Paulo Hecker Filho

Dedicada a observar como funciona o aparelho da mente, a psicanálise não trata especificamente do amor, mas ele está em grande parte dela. Ao nos traçar como frutos de forças inconscientes, ela as contabilizou como metade de morte e metade de amor. No princípio.

Misto de arte e ciência, a psicanálise não se esgotou nos primórdios de

Freud. Seguiu aberta e, desde então, saudavelmente se duvida, corrige, acrescenta. Winnicott, por exemplo, chegou a duvidar da importância dessas pulsões. O psicanalista meio poeta apostou quase todas as fichas no ambiente sendo decisivo de como seremos. Ao descrever a essência de uma mãe suficientemente boa, ou seja, capaz de oferecer continência, sensação de continuidade e segurança, estava falando de amor, que é contextual.

As fichas de Freud nunca foram abandonadas, e o amor volta a cartaz em seus conceitos principais. O amor de Freud vem praticamente todo das referências literárias. Baseando-se em Shakespeare (Otelo) e, sobretudo, em Sófocles (Édipo), escapa ao amor romântico assim como à psicanálise inteira. Há quem diga que a realidade é a grande novidade em Freud e,

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Capítulo 58. A poesia ajuda

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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A POESIA AJUDA

Desde cedo, eu li muita poesia. Não sei como começou. Acho que com a mãe, com a negra Maria e com a vó Branquinha quando eu era bebê.

Mas isso vem da teoria que eu li depois. A poesia, para mim, sempre foi prática. Acontecimento visceral.

Lia por ler. Lia porque gostava. Não tinha a noção da importância, pelo contrário: lia pela inutilidade, pela “desimportância”. O dia, os pais, a escola impunham obrigações, e a poesia desobrigava, deixava livre, um brinquedo como qualquer outro do tipo jogar botão, bola, bater figurinha, andar de carrinho de lomba. Não era de ajudar, mas de viver.

Nunca imaginei que a poesia pudesse ajudar tanto e teria a ver com o mais importante da medicina, da psicanálise, do amor. A medicina que eu fiz não seria digna sem poesia. Seria técnica, fria, e a psicanálise, também. A fundação delas era poética, igual a quando a vida começou.

O amor nem aconteceria. O que seria dele sem a poesia do amor, escrita ou olhada, vivida ou contada?

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Medium 9788582712757

Capítulo 84. O oceano do franscischelli

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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O OCEANO DO FRANCISCHELLI

Frequentei seminários do Leonardo Francischelli na Sociedade Brasileira de Psicanálise. Quando terminei a minha formação, tornei-me seu colaborador em outro grupo, sobre técnica. Sempre respeitei o Francischelli, senão não trabalharia com ele. Resenhei com prazer seu livro Amanhã, psicanálise!

Nunca tinha parado para me perguntar os motivos da proximidade.

A gente não costuma parar para perguntar muita coisa, a gente vai vivendo e pronto. Não seria isso a psicanálise ontem e hoje, um espaço de poder parar e perguntar?

Eu teria motivos para não me aproximar cientificamente de Francischelli. Ele acredita muito mais nas regras do que eu. Ele acredita muito mais em Freud (ele pronuncia Frói) e na psicanálise. Tive outras formações antes de chegar a ela, trabalhei árdua e ludicamente com bebês e suas famílias, tenho flexibilidade para atendê-los, o que se estende a casais, pais e filhos.

O Francischelli não crê muito nisso. Com transparência e sinceridade, ele propõe um atendimento de corte mais clássico, elegante, individual.

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Capítulo 7. Amor e rótulo

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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AMOR E RÓTULO

Que hoje eu me gosto muito mais

Porque me entendo muito mais também.

Gonzaguinha

A psiquiatria, desde há muitos manuais, chama de transtorno de oposição desafiante. Ao sistematizar o distúrbio, arma-se de critérios quase irretorquíveis, de análises sistematizadas e de muito poder científico para, nos casos mais estridentes, poder, inclusive, medicar. Medicar é histórico e humano, portanto, ambivalente. Pode aliviar e salvar. Pode lucrar e afogar.

Quem vive o transtorno – mãe e pai especialmente, mas também professores – sente a dureza. A criança se opõe a tudo e a todos com uma energia profunda. De criança. Ao sim, não, ao não, sim, invariavelmente e vice-versa do contrário, assim por diante. Não tem descanso, e a energia do adulto já não é intensa, porque não é de criança. Mas, sendo possível pensar no meio disso (o grande desafio), se vê como quase sempre o cenário

é deslocado. Afinal, desde o começo, tudo é teatro no drama humano.

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Medium 9788582712757

Capítulo 9. A psicanálise e o nada - a clínica do vazio revisitada

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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A PSICANÁLISE

E O NADA – A CLÍNICA

DO VAZIO REVISITADA

À época, eu acompanhava duas situações muito difíceis. Não que as outras não fossem, mas aquelas pareciam especialmente complicadas, uma delas mais ainda, conforme eu pensava no início e confirmou-se ao longo das respectivas tramas.

Na primeira, depois de anos de embate e muito gramar de vazio em vazio, meu interlocutor tornou-se capaz de encontrar um amor. Como era de hábito no seu sentimento de culpa, em vez de contar o romance com prazer, gastava a energia em tentar discutir comigo. Ele me atacava, eu o acolhia, cada um em seu papel no drama que agora vinha dando certo. Ele utilizava a imagem de ferros no interior de uma coluna (era engenheiro, embora não o exercesse por causa de “discussões”) para dizer que havíamos inventado completamente “aquela coluna” (de amor), já que nada tinha em seu passado que pudesse prepará-la, fosse mãe, pai ou as suas próprias tentativas anteriores. Ele sabia o quanto eu discordava dessa hipótese, o que era claro em minha permanente proposição de procurarmos algum fio solto e positivo do seu passado para compreender a parte boa do presente.

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Editora Manole (33)
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Medium 9788578681210

Ética, leis e transgressões

BARROS, Daniel Martins de Editora Manole PDF Criptografado

Criminalidade não tem a ver com a psiquiatria

Sinto desapontar quem imagina que a psiquiatria, sobretudo a chamada psiquiatria forense, é a contraparte real de seriados como Criminal Minds. Não é. Essa fantasia é fruto direto da preconceituosa e generalizada associação que se faz – automaticamente – entre transtornos mentais e violência, gerando prejuízos irreparáveis a pacientes psiquiátricos, suas famílias e, inclusive, para a sociedade em geral. Daí a relevância de se iniciar por aí, discutindo alguns aspectos dessa relação, sem medo de falar a verdade e sem preconceitos para qualquer um dos lados.

Em primeiro lugar, pacientes com transtornos mentais graves estão muito mais sujeitos a serem vítimas de violência do que a população geral. Em um estudo feito em meados dos anos

2000, avaliando o impacto da desinstitucionalização (redução dos leitos psiquiátricos disponíveis, priorizando o atendimento em comunidade) nos Estados Unidos, foram entrevistados quase mil pacientes psiquiátricos com transtornos graves e pesquisou-se seu envolvimento em situações de violência

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Medium 9788520450444

33. Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de transtornos de personalidade

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

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Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de transtornos de personalidade

Marina Borges Teixeira

Zélia Nunes Hupsel

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

PON­TOS A APREN­DER

1. Identificar as formas mais comuns de transtornos de personalidade.

2. Descrever as manifestações de comportamento decorrentes de transtornos de personalidade.

3. Listar os diagnósticos de enfermagem mais comuns a esses transtornos.

4. Discorrer sobre intervenções de enfermagem.

5. Descrever os critérios de avaliação.

PALAVRAS-CHAVE

Enfermagem em saúde mental, enfermagem psiquiátrica, saúde mental, serviços de saúde mental.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Etiologia. Epidemiologia. Características dos transtornos de personalidade. Tratamento. Processo de enfermagem. Descrição de comportamento. Avaliação final. Considerações finais. Propostas para estudo. Referências bibliográficas.

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Medium 9788520439821

1. O pai ausente

CORNEAU, Guy Editora Manole PDF Criptografado

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O pai ausente

E os psicanalistas rivalizam em imaginação; poderíamos conceber um pai imaginário, um pai simbólico ou um pai real

(desde que se tome a precaução de dizer que o real não existe), toda essa abundância de significantes em torno do pai esconde um único fato: o significado pai é vazio.*

– Christiane Olivier

O silêncio do pai

Mal havia começado este capítulo, quando o sonho que tive na noite passada me veio à mente:

Eu tinha de ajudar a Jane Fonda – morena, sedutora e dinâmica –, a acompanhar um homem idoso, de estatura imponente, até o segundo andar de um prédio vizinho para que ele possa ir ao banheiro. Chegada a hora de subir as escadas, o homem se coloca categoricamente atrás de mim e agarra-se a meu cinto; ele fica parado, e a subida revela-se bem penosa; eu preciso literalmente arrastá-lo. Sinto todo seu peso, e meu cinto, esticado a ponto de quase arrebentar, crava-se cruelmente em meu corpo.

Na entrada do meu consultório, esse sonho leva-me a refletir. Como é doloroso, de fato, fazer ressurgir o passado e puxar esse velho homem, que

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Medium 9788520430026

Ciúme exagerado

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme exagerado

Em relação às atitudes humanas não se pode usar uma ótica binária de certo/errado, lícito/ilícito, feio/bonito e assim por diante. Isso quer dizer que no espectro que vai do normal ao francamente patológico, passando ainda pelo não normal, existem limites pouco nítidos. A tendência em particularizar cada caso se aplica bem ao ciúme.

Classificar a pessoa ciumenta entre o normal e o doentio pode ser complicado. Todos nós temos um sistema pessoal “não científico” de avaliar as coisas do mundo. É pessoal e relativo julgar se alguma coisa é bonita, feia, agradável, incômoda, indiferente, interessante, chata, inexpressiva, atraente, repugnante, semelhante, diferente, louca ou sã. O ciúme está nessa situação, ou seja, saber se ele é exagerado ou não depende da opinião da pessoa ciumenta, da pessoa objeto desse ciúme e de terceiros observadores.

Seria mais fácil se o ciúme tivesse uma escala de grandeza.

Seria bom se o ciúme fosse de 0, representado pelos casos sem uma gota de ciúme – e possivelmente sem um vínculo afetivo expressivo

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Medium 9788520439821

2. Os filhos carentes

CORNEAU, Guy Editora Manole PDF Criptografado

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Os filhos carentes

O teatro da virilidade

Senhoras e senhores, sejam bem-vindos ao teatro da Virilidade. Esta noite, a trupe “Que pai ganha” interpretará a peça Os filhos carentes, uma criação coletiva realizada a partir das improvisações dos atores.

A peça apresenta o retrato de dez homens dos dias atuais, em crise com eles mesmos. Mas, na realidade, esses retratos são atemporais; eles representam as formas habituais que o sexo masculino adquire, há séculos. Trata-se tanto de homens evoluindo no palco do mundo, como de facetas de nós mesmos desfilando em nosso teatro interior.

Uma palavra do diretor

Durante o trabalho com este grupo, eu me deparei com situações muito cômicas ou muito preocupantes, diante das quais era possível rir ou chorar. É fato que, desde o primeiro minuto em que pus os pés neste teatro, não consegui impedir que os atores encenassem, ad nauseam, trechos de peças que eles pareciam ter memorizado e ensaiado desde a infância. Apesar de que nós não nos entendíamos sobre a fórmula que o espetáculo devia adotar e que, de qualquer modo, esses homens pareciam ter uma ideia fixa, voltar a encenar seu passado, decidi parar de lutar contra a correnteza e então, dediquei-me a pôr ordem no que era possível tirar de suas improvisações.

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Grupo A (1811)
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Medium 9788536326474

5. Medidas de reação a cursos presenciais

Gardênia da Silva Abbad, Luciana Mourão, Pedro P. M. Meneses, Thaís Zerbini, Jairo Eduardo Borges-Andrade, Raquel Vilas-Boas Grupo A PDF Criptografado

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Medidas de reação a cursos presenciais

Gardênia da silva Abbad

Thaís Zerbini

Maria Fernanda Borges­‑Ferreira

A o final deste cap í t u lo, v o c ê dever á :

ü Discutir a importância da avaliação de reações dos participantes a programas de TD&E ofertados

presencialmente.

Distinguir medidas de reação unidimensionais (reação ao instrutor) de multidimensionais (reação ao curso).

Relatar o processo de construção e validação dos instrumentos de reação descritos no objetivo ante‑ rior.

Definir procedimentos de aplicação dos instrumentos de reação em contexto de organizações e tra‑ balho.

Analisar resultados provenientes da aplicação dos instrumentos de reação em contexto de organiza‑

ções e trabalho.

Discutir o uso dos resultados obtidos em intervenções nas organizações.

ü

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ü

ü

ü

Introdução

Segundo o modelo de avaliação de treinamento IMPACT proposto por Abbad (1999), em sentido ideal, um evento instrucional deveria produzir reações favoráveis nos participantes. De acordo com Kirkpatrick

(1976, 1977) e Hamblin (1978), o nível de avaliação de reação mensura as opiniões dos participantes sobre diversos aspectos do treinamento. Conforme esses autores, reações ao treinamento são resultados imediatos do treinamento, suposta e positivamente relacionados com os demais níveis de avaliação de aprendizagem, comportamento no cargo e resultados. Avaliar reações constituiria, de acordo com essas abordagens, um importante primeiro passo na avaliação da efetividade de programas de TD&E.

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Medium 9788582715277

Capítulo 36. Terapia comportamental no tratamento das fobias específicas

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

Terapia comportamental no tratamento das fobias específicas

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Aristides Volpato Cordioli

Cristiano Tschiedel Belem da Silva

Ilana Andretta

As fobias específicas figuram entre os transtornos psiquiátricos mais comuns. Caracterizam-se por início relativamente precoce e curso crônico, caso não sejam tratadas de modo adequado. Neste capítulo, são apresentados os aspectos epidemiológicos e as características gerais das diferentes fobias. Também são discutidos os diferentes modelos teóricos propostos para explicar a gênese e a manutenção das fobias e que embasam sua abordagem por meio da psicoterapia comportamental de exposição. Casos clínicos ilustram os distintos aspectos abordados. É descrita a terapia de exposição e são analisados os moderadores de resposta à psicoterapia comportamental, entre eles o uso de farmacoterapia adjuvante e dos potencializadores cognitivos. Ao final do capítulo, são discutidas as perspectivas futuras e questões em aberto.

As fobias são os problemas psiquiátricos mais comuns, sendo que a maioria das pessoas apresenta temporariamente algum subtipo que, por ser de grau leve, acaba não afetando seu dia a dia. Também é muito frequente que crianças, em determinado momento do desenvolvimento, apresentem alguma fobia, que, na maioria das vezes, desaparece de forma espontânea. Entretanto, cerca de 10% das pessoas têm sua vida comprometida, em maior ou menor grau, por esses medos irracionais.

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Medium 9788582715802

Capítulo 16. A atenção das mães e o impacto no desenvolvimento cerebral dos filhos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é de hoje que sabemos que a primeira infância é fundamental para o desenvolvimento do cérebro de uma criança.

Investigações já comprovaram que ser criado em um ambiente familiar, com mais tranquilidade e equilíbrio, tem o poder de transmitir uma dose positiva de segurança emocional aos pequenos, o que favorece a construção de uma autoestima mais fortalecida, uma melhor capacidade para lidar com o estresse, à medida que as crianças se desenvolvem, além de boas habilidades para o manejo das situações interpessoais futuras.

Assim, aqueles filhos que são criados em ambientes com mais atenção parental, mais seguros se sentirão, aumentando, assim, progressivamente, a construção da autonomia e da independência, ainda em formação nas fases iniciais de vida.

E o oposto, não deixando de mencionar, é igualmente verdadeiro. Por exemplo, crianças criadas em ambientes caóticos e desorganizados desenvolvem maiores vulnerabilidades emocionais, o que resulta em uma infância e, por que não dizer, em uma adolescência mais problemática, sendo que, em uma grande parcela dos casos, essas dificuldades ainda são perceptíveis na vida adulta.1

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Medium 9788536320861

Capítulo 6. Memória implícita, priming e falsas memórias

Lilian Milnitsky Stein Grupo A PDF Criptografado

6 mEmóRiA implíciTA,

PRiMiNG E fAlSAS mEmóRiAS

Rosa Helena Delgado Busnello

N

as ciências cognitivas, entende-se a mente humana por meio de duas grandes divisões no que tange ao processamento de informações. Primeiro, há processos cognitivos que são conscientes, e outros que não; segundo, há memórias que são conscientemente evocadas em um processo controlado (as memórias explícitas ou declarativas), enquanto outras informações são acessadas pela memória sem que haja consciência dessa atividade. Estas últimas são as memórias implícitas (também chamadas de

As memórias explícitas não declarativas), as quais se referem à recordasão conscientemente

ção implícita de algo que realmente armazenaevocadas. As memórias mos (p. ex., o aprendizado procedural de andar implícitas, entretanto, são acessadas sem que de bicicleta, acessado sem consciência, enquanto haja consciência desse pedalamos); ou ao que não armazenamos, mas processo. que reconhecemos como tal. Neste último caso, evidencia-se o efeito de falsas memórias implícitas

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Medium 9788582715154

Capítulo 6 - Controle de estímulos: o papel do contexto

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto de Medeiros Grupo A ePub Criptografado

Objetivos do capítulo

Ao final deste capítulo, espera-se que o leitor seja capaz de:

1Definir controle de estímulos;

2Descrever, de forma geral, a relevância do estudo do controle de estímulos para a compreensão do comportamento humano;

3Apresentar exemplos da relevância do estudo do controle de estímulos para a compreensão do comportamento humano;

4Definir, identificar e prover exemplos de estímulos discriminativos;

5Definir, identificar e prover exemplos de estímulos delta;

6Definir, identificar e prover exemplos de discriminação de estímulos;

7Definir, identificar e prover exemplos de operante discriminado;

8Definir, identificar e prover exemplos de contingência tríplice;

9Definir, planejar e prover exemplos de treino discriminativo;

10Definir, identificar e prover exemplos de generalização de estímulos;

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Grupo A (70)
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Medium 9788536325408

Teste Prático Abrangente

Denise Boyd, Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

Teste Prático Abrangente

UNIDADE UM | FUNDAMENTOS

Capítulo 1

Conceitos básicos e métodos

1. A filosofia que propõe que os adultos podem moldar as crianças como quer que desejem é denominada a. b. c. d.

moralidade. lousa vazia. pecado original. bondade inata.

2. Os aperfeiçoamentos na função da memória das crianças se situam no domínio _____________________ do desenvolvimento. a. b. c. d.

físico cognitivo social emocional

3. Qual dos seguintes é um exemplo de uma tendência inata que é partilhada por praticamente todos os bebês? a. b. c. d.

Chorar e se abraçar para que os outros cuidem deles.

Dormir durante a noite.

Não gostar de alimentos sólidos.

Serem fáceis de acalmar quando se perturbam.

4. Quando uma lagarta se transforma em uma borboleta, isso é um exemplo de a. b. c. d.

mudança quantitativa. mudança contínua. mudança entre espécies. mudança qualitativa.

5. Mudanças que são comuns a todo indivíduo em uma espécie e estão ligadas a idades específicas são chamadas de mudanças

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Medium 9788582710531

Capítulo 14 - Medicina complementar e alternativa

Richard O. Straub Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 14

O que é medicina complementar e alternativa?

Estabelecendo uma categoria para a medicina não tradicional

Os três ideais da medicina complementar e alternativa

Qual é o grau de disseminação da medicina complementar e alternativa?

Medicina ou charlatanismo?

O que constitui uma evidência?

Será que a medicina complementar e alternativa funciona?

Acupuntura

Terapias de mente e corpo

Quiropraxia

Medicina naturopática

Olhando em frente: a medicina complementar e alternativa no século

XXI

O melhor dos dois mundos

A política da medicina

Medicina complementar e alternativa

E

m agosto de 2003, uma mulher de 53 anos – vamos chamá-la de Cynthia – visitou uma clínica no Estado de Oregon para fazer terapia de quelação. Ainda que estivesse com boa saúde, contra a orientação de seu médico, Cynthia optou pelo tratamento não convencional em razão de seus supostos efeitos para a saúde e contra o envelhecimento. Os proponentes afirmam que a quelação, que envolve infusões intravenosas (IVs) da substância EDTA, remove metais pesados e outras toxinas ambientais do corpo. Embora não houvesse efeitos adversos visíveis dos tratamentos anteriores, em cerca de 15 minutos da aplicação da quarta infusão, ela perdeu a consciência. Foi levada rapidamente para a emergência do hospital local, onde recebeu ressuscitação cardiopulmonar, sem êxito. O legista determinou que a causa da morte havia sido uma arritmia cardíaca resultante de níveis baixos anormais de cálcio em seu corpo (Quackwatch, 2006).

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Medium 9788580553444

Capítulo 6 - Desenvolvimento cognitivo de 0 a 3 anos

Gabriela Martorell Grupo A PDF Criptografado

6

DESENVOLVIMEN

COGNITIVO DE 0

Martorell_06.indd 122

12/12/13 09:12

O QUE VEM POR AÍ

124 Abordagem behaviorista: mecânica básica da aprendizagem

124 Abordagem psicométrica: testes do desenvolvimento e da inteligência

126 Abordagem piagetiana: o estágio sensório-motor

129 Abordagem do processamento de informações: percepções e representações

132 Abordagem da neurociência cognitiva: as estruturas cognitivas do cérebro

132 Abordagem sociocontextual: aprendendo com os cuidadores

133 Desenvolvimento da linguagem

Quando Ava nasceu, o sinal mais óbvio de seu desenvolvimento ao longo do tempo foi o rápido aumento de tamanho e o desenvolvimento de sua capacidade motora. Contudo, mudanças ainda mais significativas estavam ocorrendo em sua mente. Quando bebê, ela pensativamente focava seus grandes olhos nos objetos que achava interessantes ou de forma desajeitada levava brinquedos à boca para explorá-los. Ao começar a engatinhar e depois a caminhar, seu mundo cresceu com ela. Usava as mãos, os olhos e as orelhas para aprender mais sobre o mundo a seu redor, sacudindo e jogando brinquedos, apontando para objetos que lhe interessavam, dizendo sua primeira palavra e deslizando seus dedos sobre revistas como se elas fossem telas de um iPad.

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Medium 9788580553383

Capítulo 4 - Comportamento e Atitudes

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

Comportamento e Atitudes

C A P Í T U LO

4

“O ancestral de toda ação é um pensamento.”

—Ralph Waldo Emerson, Ensaios, Primeira Série, 1841

Q

ual é a relação entre o que somos (por dentro) e o que fazemos (por fora)? Filósofos, teólogos e educadores há muito especulam sobre as ligações entre atitude e ação, caráter e conduta, palavra

privada e ação pública. Subjacente à maior parte do ensino, do aconselhamento e da criação de filhos encontra-se uma suposição: nossas crenças e sentimentos privados determinam nosso comportamento público, e assim, se quisermos mudar nosso comportamento, primeiro devemos mudar nossos corações e mentes.

No início, os psicólogos sociais concordavam: conhecer as atitudes das pessoas é prever suas

ações. Como demonstrado por assassinos genocidas e por homens-bomba suicidas, atitudes radicais podem produzir comportamento extremado. Mas em 1964, Leon Festinger concluiu que as evidências indicavam que mudar as atitudes das pessoas dificilmente afeta seu comportamento.

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Medium 9788536325408

Capítulo 15 - Desenvolvimento Social e da Personalidade na Adolescência

Denise Boyd, Helen Bee Grupo A PDF Criptografado

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Desenvolvimento Social e da

Personalidade na Adolescência

B

aseados no trabalho pioneiro do teórico psicanalítico Erik

Erikson (1959), alguns desenvolvimentistas acreditam que a ausência de ritos de passagem formais, cerimônias que marcam a transição da infância para a vida adulta nas sociedades industrializadas, torna os adolescentes mais vulneráveis a comportamentos de risco como uso de álcool, sexo desprotegido e agressão. Adolescentes que se envolvem nessas atividades, dizem alguns observadores, estão tentando inventar seus próprios ritos de passagem. Como os adolescentes atingem essa meta depende do grupo de pares com o qual eles se identificam.

Para um adolescente, o rito pode envolver se preparar para um teste padronizado como o PSAT* com o qual podem obter uma bolsa de estudos. Para outro, ele pode envolver se unir a uma gangue de rua.

A consideração de ritos de passagem nos faz lembrar o conceito de andaimes de Vygotsky. Os adolescentes estão conscientes da necessidade de transição para a vida adulta, e eles dão muitos passos para essa meta sozinhos. Todavia eles precisam de adultos para abrir caminho e dar-lhes apoio quando seus passos para a maturidade se revelam equivocados, quer esse apoio ocorra no contexto de ritos de passagem formais quer de maneiras mais informais.

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Grupo Gen (426)
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Medium 9788521634591

Capítulo 16 Terapia

MYERS, David G.; DEWALL, C. Nathan Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

16

Te ra p i a

K

ay Redfield Jamison, uma premiada psicóloga clínica e especialista mundial nos extremos emocionais do transtorno bipolar, conhece o assunto em primeira mão. “Por tanto tempo quanto consigo me recordar”, ela traz em Uma Mente Inquieta,

“Eu fiquei assustadoramente, embora muitas vezes maravilhosamente, presa aos humores. Intensamente emocional quando criança, mercurial quando menina, primeiro gravemente deprimida quando adolescente e depois incansavelmente capturada nos ciclos da doença maníaco-depressiva [hoje conhecida como transtorno bipolar. Na época em que comecei a minha vida profissional, me tornei, tanto pela necessidade quanto pela inclinação intelectual, uma estudiosa dos humores” (1995, p. 4-5). Sua vida foi abençoada com momentos de sensibilidade intensa e energia apaixonada. Mas, como o seu pai, às vezes também foi acometida por gastos imprudentes, conversa atropelada e insônia, alternando com oscilações nas “cavernas mais escuras da mente”.

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Medium 9788530975753

CAPÍTULO I – O crime e os três registros - De Lacan à orientação lacaniana de Jacques-Alain Miller

MOTTA, Manoel Barros da Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO I

O crime e os três registros −

De Lacan à orientação lacaniana de

Jacques-Alain Miller

Poder situar a problemática do crime no quadro dos três registros implica poder retomar os textos clássicos de Lacan sobre a questão da criminologia e, também, sobre os casos clínicos em que passagens ao ato têm um lugar central.

Jacques-Alain Miller formulou esta problemática, inicialmente, no seu curso Pièces detachées, na lição de 2 de fevereiro de 2005. Diz Miller: “os crimes do imaginário, quer dizer, aqueles de que se pode dar conta com o estágio do espelho: os crimes do simbólico que me permitem evocar, por um lapso calculado, a espantosa onda de assassinatos de presidentes e monarcas que assolou a Europa em fins do século XIX e começos do século XX

− uma verdadeira tsunami de assassinatos − e os crimes do real, que são, de certo modo, um misto de simbólico e de imaginário, ou, em todo caso, há elementos desses registros”.

Há que lembrar que uma boa parte da clínica de Lacan é uma clínica dos casos de Freud. No entanto, o caso Aimée, em torno do qual gira sua tese de doutorado, e o artigo “Motivos do crime paranoico”, publicado na revista Le Minotaure, são textos em que um aspecto importante da clínica de Lacan aparece em relação a casos que foram objeto de uma elaboração teórica importante frente a crimes que mobilizaram fortemente a opinião

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Medium 9788527731546

7 - Sintoma Conversivo e Fenômeno Psicossomático | Fronteiras e Interlocuções

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

7

Sintoma Conversivo e

Fenômeno Psicossomático |

Fronteiras e Interlocuções

Maria Tereza Viscarri Montserrat

Introdução

O tema deste capítulo surge das inquietações provenientes de uma prática rea­li­zada no Ambulatório de Psicologia do Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato Oliveira

(HSPE-FMO) e propõe-se a estabelecer linhas divisórias entre os chamados sintomas conversivos e os fenômenos psicossomáticos para situá-los em seus respectivos territórios, a partir do desenvolvimento de um do pensamento teó­rico-clínico.

Inicialmente, será rea­li­zada uma retomada

à teoria psicanalítica em busca de delimitações conceituais para, dentro desse vasto campo, delinear a questão do sintoma. Desse modo, pretende-se situar o sintoma na sua importância enquanto fenômeno subjetivo, como expressão do inconsciente, de uma fantasia e um conflito, demarcá-lo como uma operação de defesa, estabelecê-lo no âmbito do estrutural e do constitutivo do psiquismo.

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Medium 9788527718721

CAPÍTULO V Entre Psicodiagnóstico e Aconselhamento Psicológico

Henriette Tognetti Penha Morato, Carmem Lúcia Brito Tavares Barreto, André Prado Nunes Grupo Gen PDF Criptografado

V

CAPÍTULO

ENTRE PSICODIAGNÓSTICO E

ACONSELHAMENTO PSICOLÓGICO

Gohara Yvette Yehia

Os leitores deste livro perguntar-se-ão: um texto a respeito de psicodiagnóstico em um livro que trata de

Aconselhamento Psicológico e, mais especificamente, que apresenta algumas questões acerca de plantão psicológico?

Sim, é possível encontrar interlocuções entre essas práticas psicológicas. Antes, porém, quero apresentar, a quem não o conhece, o psicodiagnóstico colaborativo.

Começarei com um brevíssimo histórico. O diagnóstico psicológico tradicional, tributário do modelo médico, conferiu aos psicólogos o uso privativo dos testes psicológicos, e continua tendo um papel importante na prática e treinamento psicológicos, sendo que os instrumentos diagnósticos mais freqüentemente utilizados têm permanecido estáveis ao longo de décadas.

A psicometria contribuiu muito para o desenvolvimento do psicodiagnóstico, tendo sido fortemente influenciada pelo paradigma científico dominante no século passado.

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Parte IV - Capítulo 16 - Conclusão

Johnmarshall Reeve Grupo Gen PDF Criptografado

278

Capítulo Dezeseis

Capítulo

16

Conclusão

COMPREENDENDO E APLICANDO A MOTIVAÇÃO

Explicando a Motivação: Por que Fazemos o que

Fazemos

Prevendo a Motivação: Identificando Antecedentes

Aplicando a Motivação: Resolução de Problemas

MOTIVANDO A SI MESMO E AOS OUTROS

Motivando a Si Mesmo

Motivando aos Outros

Sua vizinha entra com ar aflito e como quem não agüenta mais nada. A filha está indo muito mal no colégio e anda até pensando em deixar os estudos. O rosto da vizinha fica sério quando ela lhe pede um conselho: “O que posso fazer? Como posso motivar minha filha?” Depois de ler 15 capítulos de um livro intitulado

Motivação e Emoção e de refletir sobre eles, o que aconteceu foi isto: uma batida na porta e o rosto aflito de uma mãe preocupada.

O que você pode recomendar?

Seria uma boa estratégia oferecer à filha um incentivo em dinheiro para obter boas notas ou para continuar freqüentando as aulas? É uma estratégia bastante comum, mas seria uma estratégia boa o suficiente para ser recomendada? Que tal sugerir que a vizinha fale com a filha sobre o colégio e o que ele significa para ela? A conversa poderia explorar os interesses e as metas da filha, discorrer sobre seu senso de competência no colégio, seu futuro e as possíveis identidades que ela adota, ou se o colégio pode ou não ajudá-la a tornar-se a pessoa que ela deseja ser. A conversa poderia também enfocar a qualidade do relacionamento que ela tem com os professores. Seria essa uma boa estratégia?

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