Grupo Gen (94)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788521618676

4- Resposta Regulatória à Crise Financeira

BACHA, Edmar; BOLLE, Monica de Grupo Gen PDF Criptografado

4

Resposta Regulatória à Crise Financeira

Armando Castelar Pinheiro

“Todas as crises financeiras desde o século XIX deram origem a mudanças na regulação financeira”

(Dionisio Dias Carneiro.)

1 Introdução

Os anos dourados da “exuberância irracional” deixaram uma conta amarga para os cidadãos dos países ricos. A taxa de desemprego desses países, que caiu de 7,5% do início dos anos 1990 para 5,4% em 2007, subiu rapidamente nos anos seguintes, atingindo, segundo estimativas do FMI, 8,3% em 2010. Para salvar o sistema financeiro e bancar os pacotes de estímulo fiscal que impediram uma queda ainda maior do emprego, o setor público vem se endividando em ritmo antes observado apenas em períodos de guerra. Assim, a dívida bruta do governo central, que não inclui estados e municípios, nem empresas sob responsabilidade pública, como as americanas Fannie Mae e Freddie Mac, subiu de 45,5% do PIB em 2007 para 67,0% em 2010 e, de acordo com as projeções do FMI, deve bater em 80,6% do PIB em

Ver todos os capítulos
Medium 9788530979522

Capítulo 13 – sistemas partidários

GIANTURCO, Adriano Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 13

SISTEMAS PARTIDÁRIOS

Depois de ter estudado os partidos, vamos analisar a interação entre eles; qual a estrutura partidária de um sistema político; quais os tipos de sistemas partidários possíveis e como tudo isso interage com as ideologias políticas.

13.1 BIPARTIDARISMO

Os sistemas partidários ocidentais nasceram bipartidários: o partido do rei e a oposição. Só depois, gradualmente, o sufrágio universal incentivou o multipartidarismo. O melhor exemplo atual de bipartidarismo são os EUA, com o partido republicano e o democrata. Eis alguns aspectos relevantes desse sistema:

1. A campanha eleitoral foca em poucos temas. Isso porque se um terceiro partido, por exemplo, o ambientalista, não está na campanha eleitoral, então a questão ambiental provavelmente não será tocada.

2. O governo será monopartidário, logo será mais estável e eficaz (o que não significa eficiente).

3. Terá menos representatividade, porque só tem dois partidos. No multipartidarismo há mais representação, mas também há mais conflitos gerados por divergências de opinião. Dois partidos decidem mais facilmente; no

Ver todos os capítulos
Medium 9788521628118

QUARTA SESSÃO - 14 - Debates da Quarta Sessão

BACHA, Edmar et al. Grupo Gen PDF Criptografado

14

Debates da

Quarta Sessão

Pedro Malan: Algo que se extrai dessas três apresentações, assim como das da manhã e das de depois do almoço, é o fato de a convivência da economia global com a política nacional ser fonte de tensão duradoura. Muitas das questões que discutimos aqui, desde os sistemas de previ‑ dência social até a abordagem das questões estru‑ turais de prazo mais longo, são decididas, para melhor ou para pior, por meio de processos polí‑ ticos nacionais. Isso dito, há, sem dúvida, muito espaço para a cooperação internacional, cada vez mais necessária. Quanto a isso, tendo a concor‑ dar com Larry em que já fizemos alguns avan‑

ços, mas ainda temos longo caminho a percorrer.

Especificamente, Larry, ao ouvi‑lo, lembrei‑me de nosso amigo mútuo, André Lara Resende, e de

BachaEtAl_OC.indd 151

14/11/14 13:51

Estado da Economia Mundial: Desafios e Respostas

nossas conversas sobre como aprender com a experiência, durante as quais insistíamos em que, para aprender com a experiência, inclusive com os erros, é preciso algum tipo de arcabouço con‑ ceitual que possibilite pôr a questão em perspectiva. Algo sobre os arcabouços conceituais que eu quero mencionar é o tema dos desequilíbrios em conta‑corrente. Não havia dúvida para a maio‑ ria dos macroeconomistas – uma vez que o déficit dos Estados

Ver todos os capítulos
Medium 9788530979522

Introdução metodológica

GIANTURCO, Adriano Grupo Gen PDF Criptografado

Introdução metodológica

Este livro foi escrito por quatro razões: 1) a falta de um manual que me agrade na minha atividade didática; 2) propor-se como e debater com os manuais mainstream; 3) produzir um texto que explique de uma vez por todas a política aos leigos e até a um público não composto por alunos universitários; 4) produzir um texto que explique a verdadeira lógica da política, que nunca esqueça, pule e desvalorize a essência da questão política em troca de fáceis tecnicismos e intelectualismos.

As tradições científicas, as escolas de pensamento, os autores utilizados são: a Escola Austríaca, a Escola Elitista, o Realismo

Europeu, a Teoria dos Jogos, a Escola de Finanças Públicas, o Neoinstitucionalismo, a Public Choice, o Realismo Político Europeu,

Mises, Hayek, Rothbard, Milton e David Friedman, Machiavelli,

Miglio, Weber, Leoni, Einaudi, Pantaleoni, Buchanan, Caplan,

Brennan, Boettke, Coyne, Frey, Tullock, Yared, Glaeser, Mosca,

Pareto, Michels, Cantillon, Smith, Turgot, Molinari, Say, Bastiat,

Ver todos os capítulos
Medium 9788597010466

12 - Elaboração da Proposta Orçamentária

GIACOMONI, James Grupo Gen PDF Criptografado

12

Elaboração da Proposta Orçamentária

De acordo com o modelo de integração entre planejamento e orçamento, o orçamento anual constitui-se em instrumento, de curto prazo, que operacionaliza os programas setoriais e regionais de médio prazo, os quais, por sua vez, cumprem o marco fixado pelos planos nacionais em que estão definidos os grandes objetivos e metas, os projetos estratégicos e as políticas básicas. Nesse sentido, os principais elementos e informações a serem utilizados na elaboração da proposta orçamentária são buscados em componentes do sistema de planejamento.

Este capítulo está organizado em duas seções. Na primeira, são identificados os aspectos da legislação geral aplicada ao planejamento e ao orçamento dos diversos entes da federação. A segunda seção aborda as mesmas questões segundo a norma aplicada à esfera federal de governo.

I – Norma geral

A. Antecedentes

Ao contrário dos temas orçamentários, nos quais, desde o final da década de

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Editora Manole (38)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520432181

Discussão

JUVIN, Hervé; LIPOVETSKY, Gilles Editora Manole PDF Criptografado

Discussão

Pierre-Henri Tavoillot – Nessa cultura-mundo, analisada por vocês, há uma profunda ambivalência. De um lado, um incontestável movimento de emancipação; de outro, um enorme poder de destruição. Quando lemos ambos os textos, ficamos com a impressão de que, se estão de acordo com essa ambivalência, os senhores discordam quanto à conclusão e à interpretação que lhes convêm. Será que se trata unicamente de uma divisão entre um otimista e um pessimista?

Gilles Lipovetsky

A meu ver, nossas divergências sobre a interpretação da cultura-mundo incidem sobre cinco questões fundamentais. Para fixar com precisão, muito esquematicamente, o que nos separa, eu diria que Hervé Juvin expõe uma visão pessimista, nostálgica, trágica, unilateral da cultura-mundo. Sob a minha ótica, ao contrário, prepondera uma interpretação mais aberta, multifacetada, ambivalente. Nessa cultura, Juvin vê um processo arrogante de dominação ocidental, que asfixiaria as identidades e a riqueza do mundo, eliminando a criatividade e, simultaneamente, a singularidade de cada indivíduo. Em meu entender, essa cultura pode abrir caminho tanto para o crescimento das oportunidades como para o aumento do desamparo, das

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433799

Anexo: dos organizadores e autores

JARDIM, Arnaldo; YOSHIDA, Consuelo; MACHADO FILHO, José Valverde Editora Manole PDF Criptografado

anexo

Dos Organizadores e Autores

Dos organizadores

Arnaldo Jardim – Engenheiro civil (Escola Politécnica da USP). Deputado

Federal no exercício do segundo mandato, presidiu o Grupo de Trabalho

Parlamentar que formulou a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Na Câmara Federal, coordena o Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos da Frente

Parlamentar Ambientalista e integra a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, entre outras. Exerceu quatro mandatos de Deputado Estadual por São Paulo. Autor da Política de Resíduos Sólidos Paulista.

Consuelo Yoshida – Desembargadora Federal, doutora em Direito Ambiental e professora da mesma disciplina na PUC-SP e Unisal. Coordenadora da Especialização em Direito Ambiental e Gestão Estratégica da Sustentabilidade na PUC/Cogeae e do mestrado/doutorado em Direito

Minerário Ambiental da PUC-SP/Vale. Integrante dos GTs Mudanças Climáticas e Consumo Responsável–MJ/DPDC; Governança Corporativa e

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433799

Capítulo 27 - Inovação tecnológica: transformando resíduo em riqueza

JARDIM, Arnaldo; YOSHIDA, Consuelo; MACHADO FILHO, José Valverde Editora Manole PDF Criptografado

Inovação tecnológica: transformando resíduo em riqueza

27

Fernando Von Zuben

Introdução

A Tetra Pak foi criada em 1952, na Suécia, produzindo inicialmente embalagens cartonadas para produtos pasteurizados. Dez anos depois, seu fundador, Ruben Rausing, uniu dois conceitos que revolucionaram o envasamento e a distribuição de alimentos: a ultrapasteurização e a embalagem asséptica. Nascia, assim, o processo longa vida, considerado a maior invenção da indústria alimentícia da segunda metade do século XX, pelo

Institute of Food Technologists, organismo sediado nos Estados Unidos que reúne cientistas e pesquisadores do setor.

Desde então, o invento de Rausing não parou mais de evoluir. Hoje a

Tetra Pak está presente em mais de 170 países, fabricando e comercializando embalagens cartonadas e sistemas integrados para processamento, envasamento e distribuição de alimentos lácteos, sucos e produtos culinários.

Em 2011, a empresa ultrapassou a marca de 160 bilhões de embalagens comercializadas, 12 bilhões delas no Brasil, onde se instalou em 1957, apenas cinco anos após sua fundação.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433799

Capítulo 15 - Os serviços de limpeza urbana e a PNRS

JARDIM, Arnaldo; YOSHIDA, Consuelo; MACHADO FILHO, José Valverde Editora Manole PDF Criptografado

Os serviços de limpeza urbana e a PNRS

15

Carlos R. V. Silva Filho

Introdução

A gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) sempre foi objeto de preocupação e cuidados por parte da sociedade, porém o foco mudou com o passar dos tempos. O alerta global de que a disponibilidade de áreas e recursos naturais não é infinita se faz presente em todo o mundo e o desenvolvimento sustentável diante do desafio da globalização torna-se uma necessidade vital.

Para se alcançar os objetivos traçados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – melhoria da eficiência nos serviços e aplicabilidade de um sistema de gestão de resíduos com vistas ao aproveitamento dos recursos – os serviços de limpeza urbana exercem papel fundamental no atendimento das soluções demandadas.

O levantamento e a análise de informações, dados e cenários atuais tornam-se instrumentos importantes para indicação do caminho de tomada de decisões acertadas, em um país que ainda apresenta considerável déficit para a universalização dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e no qual as atividades, as percepções e as preocupações mudaram de figura. A cada dia surgem novos desafios para a gestão dos

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433799

Capítulo 22 - A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o gerenciamento de áreas contaminadas

JARDIM, Arnaldo; YOSHIDA, Consuelo; MACHADO FILHO, José Valverde Editora Manole PDF Criptografado

A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o gerenciamento de

áreas contaminadas

22

Walter Lazzarini

Introdução

A instituição da Lei federal n. 12.305, de 2 de agosto de 2010, é um marco absolutamente fundamental pelo que representará no ordenamento dos resíduos sólidos no Brasil e em sua relação à geração de áreas contaminadas, com reflexo positivo no meio ambiente e na saúde da população.

A adoção de princípios como a prevenção, precaução, desenvolvimento sustentável, reconhecimento do resíduo sólido reutilizável como bem econômico e de valor social promotor da cidadania, estabelecimento da ordem de prioridade de não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, quando considerado rejeito, e a disposição final ambientalmente adequada lastreiam este documento legal. A exigência da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, consideração do incentivo à indústria de reciclagem, logística reversa, prioridade nas aquisições e contratações governamentais para produtos reciclados e recicláveis e a preocupação quanto à identificação dos passivos ambientais relacionados aos resíduos sólidos, incluindo áreas contaminadas, indicam a abrangência e a importância desta lei recentemente aprovada.

Ver todos os capítulos

Ver Todos