Editora Manole (7)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520427798

II. O Helenismo e o Início da Filosofia Cristã

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

II

O Helenismo e o Início da

Filosofia Cristã

T odos os caminhos levarão a Roma

A herança

Quando Aristóteles morreu, o Liceu passou para as mãos de seu discípulo e amigo Teofrasto (372-287 a.C.). De modo similar à Academia de

Platão, cujos trabalhos haviam se mantido após sua morte, o Liceu também continuou funcionando durante muito tempo. Todavia, não foram só essas escolas de filosofia que atraíram os jovens de várias partes do mundo para

Atenas, a fim de estudar filosofia. Havia mais: céticos não filiados à Academia de Platão (que havia se tornado cética), hedonistas ligados a Epicuro, estoicos* da escola de Zenão de Cítio (333-264 a.C.), cínicos como Diógenes de Sinope (413-323 a.C.) e várias outras escolas menores funcionaram em

Atenas. Umas eram escolas no sentido específico, onde estudantes se matriculavam e pagavam pelos estudos. O Liceu e a Academia agiam assim.

Outras não eram propriamente instituições, mas, sim, grupos geradores de posturas e ideias ou mesmo movimentos culturais.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520427798

III. A Filosofia Medieval

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

III

A Filosofia

Medieval

N ada melhor que Deus e a Lógica

Uma agenda das trevas?

A denominação de “Época das Trevas” para a Idade Média (Figura 10) foi uma invenção renascentista. Os filósofos revolucionários posteriores, em especial os iluministas, consagraram o termo. Em parte, queriam mudar a sociedade de seu tempo e, então, vincularam-na ao que teria sido um passado longo e pouco alvissareiro, para poder legitimar a transformação desejada.

Desenharam o passado que queriam abolir como a época de domínio do que pretendiam ver controlado ou eliminado. Almejavam se livrar do controle total de reis e príncipes, e também da Igreja. Então, ao menos verbalmente, fizeram a propaganda para desvalorizar a época anterior; a ideia era mostrar os tempos do império dessas instituições como um período de pouca inteligência. Assim, batizaram os tempos medievais como uma época “sem luz”.

Esses filósofos não estavam completamente sem razão, mas, é claro, exageraram.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520427798

IV. A Filosofia do Renascimento

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

IV

A Filosofia do

Renascimento

Os crédulos no homem

Uma filosofia sem filósofos?

Dante Alighieri (1265-1321), em seu livro A divina comédia, colocou os filósofos pagãos no Limbo. Mas pôs Epicuro no Inferno, dado que o filósofo grego era materialista. Que Epicuro pagasse pela sua crença de não acreditar na imortalidade da alma! E também no Inferno ele reservou lugar para um

Papa, além de outras personalidades que foram seus desafetos. Essa capacidade de ironia foi uma das marcas da época que denominamos Renascimento.

O Renascimento abrigou pintores, escritores e poetas, mas não muitos filósofos. Em outras palavras: foi um período em que a filosofia se fez pela arte – inclusive a arte da escrita, manifestada nos ensaios.

Em relação à filosofia de estilo ensaístico, Michel de Montaigne (15331592) fez o melhor da época e, inclusive, reavivou o ceticismo como elemento-chave para fustigar a filosofia dogmática. Outros elementos filosóficos desse período em forma explícita de literatura foram as utopias e o nascimento do que veio a ser notado como as origens da filosofia política moderna. Nesses casos, saltam aos olhos Erasmo de Roterdã (1466-1536), Thomas

Ver todos os capítulos
Medium 9788520427798

I. A Filosofia Antiga Clássica

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

I

A Filosofia Antiga

Clássica*

A r e v olu ç ão contra H omero

A guerra de Platão

Tudo começou com uma guerra. Uma guerra de comportamentos na

Grécia Antiga. A guerra do filósofo Platão (429-347 a.C.) contra o rapsodo**

Homero (c. século IX a.C.).

Rapsodos como Homero andavam de cidade em cidade e cantavam versos sobre como havia sido a vida dos gregos em tempos remotos. As pessoas escutavam atentas; era como uma escola popular itinerante. Os gregos tomavam aqueles versos como um saber, e, assim, entendiam de onde tinham vindo e como seus heróis e deuses atuavam. Dessa forma, eram transmitidos os seus modelos de comportamento ou os elementos indicativos de como organizar a vida social e particular.

Homero foi o responsável por obras básicas do mundo ocidental: a Ilíada e a Odisseia. A Ilíada conta a Guerra de Troia, a Odisseia, a viagem de Ulis*

Neste emprego, o termo “clássico” alude à filosofia até a morte de Aristóteles. A partir daí, em geral, fala-se em “helenismo tardio” ou escolas “pós-aristotélicas”, ou, ainda, “escolas socráticas menores” etc. O mapa da Figura 1 mostra o cenário do desenvolvimento da filosofia antiga clássica.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520427798

V. A Filosofia Moderna Clássica

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

V

A Filosofia Moderna

Clássica

A razão, o sensível e a identidade

Célebres ídolos

Diferentemente dos pensadores medievais, os pensadores renascentistas e os primeiros filósofos modernos não foram professores. Como a maioria dos pensadores modernos, ao menos até Kant, Francis Bacon (1561-1626) seguiu uma carreira não ligada à universidade (Figura 13).

Bacon sabia mais falar da ciência do que propriamente a utilizar, ou mesmo a compreender, em seus aspectos técnicos. Mas seu modo de falar era grandioso. Uma vez integrado em uma inusitada e clarividente compreensão do que viria a ser o mundo moderno, conseguiu criar um panorama histórico-filosófico insubstituível de sua própria época e, de certo modo, dos séculos imediatamente posteriores.*

Bacon é o autor da célebre frase que, em forma resumida, se popularizou como “saber é poder”. Em termos mais corretos: “conhecimento e poder humano vêm a ser a mesma coisa”. E o conhecimento, como Aristóteles havia ensinado, também era para Bacon o conhecimento das causas. Todavia,

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Grupo A (89)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788565848763

Capítulo 10 - Avaliação: o GPS do ensino

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

10

Avaliação: o GPS do ensino

Houve momentos em que a avaliação de alunos era um tabu inexpugnável. Contudo, as assombrações foram vencidas e o país embarcou na mesma tendência que se disseminou pelo mundo afora. Ao fim e ao cabo, se não avaliamos não sabemos onde estamos nem para onde vamos. A boa notícia é que temos um sistema sofisticado e abrangente para avaliar alunos e instituições, em todos os níveis.

Medimos bem a ruindade da nossa educação

Com o desenvolvimento dos mecanismos de avaliação, passamos a ter excelentes termômetros para avaliar o nosso ensino. E o que mostram esses termômetros não é alvissareiro. Ficamos sabendo com confiança e precisão que nossa educação é muito ruim.

Estamos no pior dos mundos. Pais, alunos e professores encontram-se redondamente enganados na ideia generosa que fazem da nossa educação.

E isso, apesar da existência de indicadores altamente confiáveis para medir a sua qualidade. De resto, todos dão a mesma notícia: nossa educação é péssima. Mas estamos nos antecipando.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848763

Apêndice – Conselhos para escolas e pais

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

Apêndice

Conselhos para escolas e pais

É difícil decifrar certas questões da educação. Algumas controvérsias e até mis­térios persistem, ano após ano. Mas aprendemos muito. Em alguns assun­ tos, sabemos o que fazer. Mais ainda, é possível apresentar conselhos muito sintéticos e fáceis de entender. No presente texto, apresentamos uma boa co­ leção de sugestões simples e confiáveis.

O decálogo dos pais

Há um papel político para os pais. Quando passarem a ver com desconforto e impaciência a falta de qualidade da educação, estaremos no caminho de uma solução definitiva. Se isso não acontecer, é difícil imaginar um cenário de mudanças profundas e rápidas.

Contudo, há um papel para os pais em outro registro. Quando um aluno pisa pela primeira vez em uma sala de aula, mais de cinco anos já transcorreram durante os quais frequentou outra escola: sua casa. Ou seja, para o bem ou para o mal, os alunos são educados em casa, até que cheguem à idade de ir para a escola.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848763

Capítulo 7 - Enguiços e promessas da formação profissional

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

7

Enguiços e promessas da formação profissional

Não há país de primeira linha que não tenha um sistema excelente e volumoso de preparação de operários especializados e técnicos. No todo, o Sistema S apresenta bom desempenho, mas a formação de técnicos é cronicamente conflituosa e a de tecnólogos, ainda incipiente.

O ensino das profissões manuais

Um bom curso de formação profissional combina a prática de oficinas com uma formação teórica e conceitual. Mas, diante das transformações tecnológicas, muda-se a forma de combinar esses dois ingredientes. Em geral, tornam-se necessários mais anos de educação formal e mais ênfase na formação geral e teórica. Há bons modelos e o desempenho do Brasil é respeitável, mas os desafios não são poucos.

As fórmulas para operar escolas acadêmicas são claras, embora possa haver dificuldades na fase de implementação. Ao longo de séculos de experiência, estabeleceu-se que a escola ensina a lidar com a linguagem e com os números, evoluindo progressivamente para lidar com as ideias. E, durante todo esse processo, o aluno aprende ciências e muitas coisas mais.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848763

Capítulo 2 - Alfabetização e seus dilemas

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

2

Alfabetização e seus dilemas

Embora aparente uma relativa simplicidade, os assuntos de alfabetização geram batalhas ferozes por conta de divergências teóricas, doutrinárias e ideológicas. No lado da alfabetização de crianças, há divergências ásperas e defesas apaixonadas de diferentes métodos de alfabetização. Para os adultos analfabetos, além das mesmas colisões, não há acordo sobre a prioridade ou os resultados de tentar alfabetizar adultos bem mais velhos.

O “Novo Mobral” e os adultos analfabetos

É preciso insistir; a prioridade nacional deveria ser melhorar a escola básica. Há forte controvérsia acerca da prioridade a ser dada a programas para alfabetizar adultos, sobretudo, os bem mais velhos. Há sérias dúvidas a respeito da eficácia de programas curtos. Seja como for, o que importa é evitar os erros do passado. Deus nos livre dos “programas de emergência”. Tudo o que não focalizar a máquina em seu cotidiano passará longe do problema. O ensaio termina com uma surpresa!

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848763

Capítulo 4 - Ensino médio: órfão de ideias, herdeiro de equívocos

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

4

Ensino médio: órfão de ideias, herdeiro de equívocos

O ensino médio era nanico e só começou a crescer na década de 1990.

Essa expansão pôs a descoberto os problemas e indefinições que antes eram menos sérias ou não chamavam a atenção. Entre preparar para cidadania, para o mercado e para o ensino superior, o médio se vê afogado com excesso de tarefas e não faz nenhum bem. Ainda pior, é o

único no mundo que nem oferece alternativas diferentes para diferentes perfis de alunos nem permite escolhas dentro do curso.

Um aluno fez uma bela descrição do ensino médio. Segundo ele, quando cursava o fundamental, estudava coisas interessantes. Caminhando pelas ruas ou pelos campos, via no mundo real o que havia aprendido na escola. Ao galgar o médio, olhando na rua, não via nada do que havia aprendido. Era tudo abstrato e distante do mundo real. Estava frustrado.

Por tudo que sabemos, o médio é o nível mais engasgado. Está no meio do caminho. Não sabe o que fazer com a diversidade crescente de alunos – que também não sabem o que querem. Tem demasiadas missões: precisa arredondar a formação inicial do aluno, oferecer uma competência mínima nas ciências e nas humanidades e consolidar os valores de cidadania e identidade cultural.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Grupo Almedina (41)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9789724420943

25. O Capital Comercial e o Trabalho dos Empregadosdo Comércio

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

25. O CAPITAL COMERCIAL E O TRABALHODOS EMPREGADOS DO COMÉRCIO(1)Todo o capital industrial deve, como já vimos, reconverter em dinheiro a mercadoria fabricada e reconverter esse dinheiro em mais-valia e em tempo: por conseguinte, vender e comprar continuamente. Ele é, em parte, dispensado dessa atividade por comerciantes que operam com um capital independente.Consideremos um comerciante que possua 60 000 francos.Compra, por exemplo, a um fabricante, 30 000 varas de tecidos de algodão a 2 francos a vara. Revende essas trinta mil varas, com o lucro de 10%, por exemplo. Com o dinheiro assim recebido, compra novamente tecidos, que revende outra vez; e repete esta operação de comprar para vender, incessantemente, sem produzir no intervalo.No que se refere ao fabricante de tecidos, recebeu em pagamento, com o dinheiro do comerciante, o valor do tecido, e, mantendo-se as mesmas condições, pode, com esse dinheiro, tornar a comprar fios, carvão, força de trabalho, etc., e continuar a sua produção.

Ver todos os capítulos
Medium 9789724420943

11. Baixa da Taxa do Lucro

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

11. BAIXA DA TAXA DO LUCRO(1)A constante diminuição relativa do número de operários empregados deve influenciar a taxa do lucro de modo particular.A finalidade das máquinas (do mesmo modo que a dos progressos técnicos dos períodos anteriores) é economizar trabalho. A mesma quantidade, ou mesmo uma quantidade maior, de mercadorias é produzida por um menor número de operários.O trabalho vivo, adquirindo um rendimento mais elevado, torna-se mais produtivo. Aumentar a produtividade, tal é o alfa e oómega de todo o progresso económico.Mas isso significa que o mesmo número de operários trabalha uma quantidade sempre maior de matérias-primas e de meios de trabalho. Se, por exemplo, graças à ajuda das máquinas, os operários podem fabricar dez vezes mais fios de algodão do que fabricavam antes no mesmo tempo, têm também necessidade de dez vezes mais algodão, a que se junta igualmente o corpo potente e precioso da máquina, de um valor bastante maior que o das antigas ferramentas do artesão. Noutras palavras, todo o progresso económico, e numa medida considerável o progresso suscitado pela máquina, aumenta a quantidade do capital constante posto em movimento por um dado número de operários. Mas diminui assim a taxa do lucro, como se conclui do quadro apresentado adiante.

Ver todos os capítulos
Medium 9789724420943

18. O Movimento Circulatório e o Período de Circulação

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

18. O MOVIMENTO CIRCULATÓRIOE O PERÍODO DE CIRCULAÇÃO(1)Uma vez reconhecida a natureza do dinheiro — isto é, que ele é a figuração material e tangível do valor de troca de todas as outras mercadorias —; uma vez determinadas, além disso, as funções do dinheiro na circulação simples das mercadorias, resta estudar o dinheiro como capital.É necessário, aqui, nunca perder de vista que convém entender por capital uma soma de valor que produz ou, pelo menos, que deve produzir mais-valia. Um capital-dinheiro é, portanto, um capital que existe na forma monetária, ou uma soma de dinheiro que serve para produzir mais-valia. Vimos de que modo a mais-valia é criada na produção das mercadorias. O capital-dinheiro deve, portanto, ser empregue para a produção das mercadorias, isto é, dos meios de produção e da força de trabalho. Feito isto, a produção pode realizar-se. Quando está terminada, é necessário ainda vender os produtos, a fim de restituir ao capital-dinheiro — e ao mesmo tempo à mais-valia produzida — a sua forma monetária.

Ver todos os capítulos
Medium 9789724420943

12. A Acumulação do Capital

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

12. A ACUMULAÇÃO DO CAPITAL(1) a) A continuidade da produção (reprodução)Uma sociedade não poderia já deixar de consumir, assim como de produzir. Nenhuma sociedade pode produzir constantemente sem retransformar continuamente uma parte dos seus produtos em meios de produção. Permanecendo iguais todas as outras circunstâncias, ela não pode reproduzir ou manter a sua riqueza no mesmo nível sem que os meios de produção consumidos, por exemplo, ao ano (meios de trabalho, matérias-primas e matérias acessórias) sejam substituídos por uma quantidade igual de outros artigos da mesma espécie, que é necessário separar do conjunto anual dos produtos e incorporar de novo no processo de produção. Uma certa parte do produto anual pertence portanto à produção e deve ser fabricada para esse fim.Na sociedade capitalista, qualquer meio de produção serve de capital, porque proporciona ao seu possuidor mais-valia, através de um trabalho assalariado. De facto, o capitalista não quer apenas tirar do valor adiantado por si uma mais-valia única, mas sim uma mais-valia contínua.

Ver todos os capítulos
Medium 9789724420943

20. A Rotação do Capital

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

20. A ROTAÇÃO DO CAPITAL a) Rotação e tempo de rotaçãoImportância, na rotação, do capital fixo e do capital circulante(1)Como vimos, a duração total da circulação de um dado capitalé igual à soma do seu tempo de circulação e do seu tempo de produção. É o lapso de tempo que vai desde o momento em que o valor capital foi adiantado sob uma forma determinada até ao momento em que ele volta à mesma forma. Logo que todo o valor-capital que um capitalista investe num ramo de indústria qualquer terminou o ciclo do seu movimento, encontra-se de novo na forma primitiva e pode recomeçar o mesmo processo. É forçado a recomeçá-lo, se se quer que o valor se perpetue e produza mais-valia como capital-valor. O ciclo individual não constitui, na vida do capital, senão uma secção, um período que se renova constantemente.Ao ciclo do capital, considerado não como operação isolada, mas como processo periódico, chama-se rotação. A duração desta rotação é dada pela soma do seu tempo de produção e do seu tempo de circulação. Esta soma constitui o tempo de rotação do capital.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Grupo Gen (158)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788530980504

Apêndices I e I

EDITH, Stein Grupo Gen PDF Criptografado

Apêndices

stein_ApI.indd 543

14/08/18 15:45

stein_ApI.indd 544

14/08/18 15:45

Apêndice I

O Castelo Interior

I. Análise da Obra de Santa Teresa

Já que usei1 o termo “Castelo interior”2 referindo‑me

à principal obra mística de nossa madre santa Teresa de Jesus, agora gostaria de dizer como minhas expli‑ cações sobre a estrutura da alma humana se conec‑ tam com essa obra da santa. O objetivo fundamental é nitidamente diferente. Em nosso contexto, temos que enfrentar a tentativa puramente teórica de indagar, na constituição graduada dos seres, as notas específi‑ cas do ser humano, na qual entra a definição da alma como centro de todo esse edifício físico‑psíquico‑es‑ piritual que chamamos “homem”. Mas não é possí‑ vel oferecer um quadro preciso da alma – nem sequer de forma sumária e deficiente – sem chegar a falar do que compõe sua vida íntima. Para isso, as experiências fundamentais sobre as quais temos de nos basear são os testemunhos de grandes místicos da vida de oração.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530980504

VIII - Sentido e Fundamento do Ser Individual

EDITH, Stein Grupo Gen PDF Criptografado

VIII

Sentido e

Fundamento do

Ser Individual

stein_008.indd 485

14/08/18 15:36

stein_008.indd 486

14/08/18 15:36

Quando discutimos sobre o ser pessoal do homem, tocamos, com frequência, em outra questão que já encontramos em outros contextos e que devemos es‑ clarecer agora se quisermos entender a essência do homem, seu lugar na ordem do mundo criado e sua relação com o ser divino; trata‑se da questão do “ser individual” (da individualidade) do homem, que so‑ mente se deixa tratar no contexto de uma explicação do ser individual.

§1

Coisa Individual, Individualidade e

Unidade (Ser Individual e Ser Uno)

Convém, primeiro, elaborar claramente o que se en‑ tende por ser individual, pois, o significado desse ter‑ mo não é totalmente claro. Por “indivíduo” (= ser individual) designa‑se ordinariamente o que Aristó‑ teles chamou τόδε τί (um “isso aí”): uma coisa que não se pode já nomear pelo nome (visto que todos os nomes têm um sentido geral), de maneira que somen‑ te se pode assinalar mostrando‑o com o dedo. Para expressar essa maneira de assinalar, Avicena escolheu o termo signare ou designare, tomado dele por santo

Ver todos os capítulos
Medium 9788530980504

IV - Essência – Essentia, oὐσία – Substância, Forma e Matéria

EDITH, Stein Grupo Gen PDF Criptografado

IV

Essência – Essentia, oὐσία – Substância,

Forma e Matéria

stein_004.indd 149

07/08/18 11:37

stein_004.indd 150

07/08/18 11:37

§1

“Essência”, “Ser” e “Ente” conforme De ente et essentia. Diferentes Conceitos de

“Ser” e de “Objeto” (Estados de Coisas,

Privações e Negações, “Objetos” em

Sentido Mais Restrito)

O âmbito do ser essencial que podemos alcançar a partir do ponto de vista fenomenológico é um campo de grandes investigações sobre as quais lançamos mais que um primeiro olhar. Mas já esse primeiro conta­ to com as distinções, que aprendemos a fazer, exige uma confrontação esclarecedora com a “doutrina do ser e da essência” contida na “metafísica” tradicio­ nal. Lembramos o opúsculo De ente et essentia, que nos ajudou a conhecer a potência e o ato como modos de ser. Traduzimos essentia por essência e esclarece­ mos que esse termo é a tradução do termo aristotélico oὐσία. Daí se nos impõe a tarefa de comparar agora o que entendemos por “essência” com o que santo To­ más entende por essentia, e Aristóteles, por oὐσία.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530980504

VII - Imagem da Trindade na Criação

EDITH, Stein Grupo Gen PDF Criptografado

VII

Imagem da Trindade na Criação1

Santo Tomás fez uma distinção entre vestígio e imagem. Fala de vestígio (ou sinal) quando só a causalidade da causa pode ser deduzida do efeito (como se deduz o fogo pela fumaça), e somente da imagem, quando no efeito se mostra uma representação da causa por uma forma que lhe é semelhante (como a estátua de Mercúrio represen‑ ta Mercúrio). Com Agostinho, encontra o sinal da Trindade em toda a criação, mas sua imagem só nas criaturas dotadas de razão, que possuem inteligência e vontade

(Summa theologica, I, q. 45, a.7). No entanto, encontramos também certa possibi‑ lidade de imagem no que santo Tomás mostra como sinal da Trindade (ver, nesse capítulo, o §6 e seguintes), e falaremos, portanto, simplesmente de imagem.

1 

stein_007.indd 377

14/08/18 15:04

stein_007.indd 378

14/08/18 15:04

§1

Pessoa e Hipóstase

A busca do sentido do ser nos conduziu ao ser que é autor e arquétipo de todo ser finito. Ele se revela a nós como o ser em pessoa e, mais ainda, como o ser em três pessoas. Se o Criador é o arquétipo da criação, não se deve encontrar na criação uma imagem, ainda que distante, da unidade trinitária do ser originário?

Ver todos os capítulos
Medium 9788530980504

I - Introdução: A Questão do Ser

EDITH, Stein Grupo Gen PDF Criptografado

I

Introdução:

A Questão do Ser

stein_001.indd 25

16/05/18 10:15

stein_001.indd 26

16/05/18 10:15

§1

Introdução Preliminar à

Doutrina sobre Ato e Potência em Santo

Tomás de Aquino

Tomamos como via de acesso uma descrição provisó‑ ria da doutrina sobre Ato e potência em santo Tomás de Aquino. Seria um intento atrevido separar da to‑ talidade de um sistema somente um par de conceitos particulares com o fim de aprofundar‑lhes. Porque o organon1 do filosofar é um e cada conceito particular, que se pode deduzir, está tão ligado aos demais, que um se esclarece com o outro e nenhum pode ser expli‑ cado fora de todo o conjunto. Contudo, há um fato essencial que é inerente a todo trabalho filosófico hu‑ mano: a verdade é uma, mas pode separar‑se para nós em muitas verdades que devemos conquistar passo a passo; temos que nos aprofundar em um ponto para que possamos conhecer maiores valores, mas quando se abre um horizonte mais vasto, então percebemos em nosso ponto de partida uma nova profundidade.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Manole (7)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520431528

Introdução

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

I ntrodução

O que é a Filosofia Contemporânea?

Três novos saberes

Do início da guerra de Platão contra Homero até o romantismo de Hegel, ainda que com altos e baixos, a filosofia nunca deixou de gozar de prestígio no mundo intelectual Ocidental. Durante 25 séculos, a figura do filósofo jamais saiu da condição de sinônimo do grande pensador. Eis, então, que chegou o século XIX e, nessa época, a filosofia conheceu, pela primeira vez, um concorrente realmente à altura, a ciência moderna.

O século XIX caracterizou-se como um tempo de euforia com a ciência e de desprezo pela filosofia. Ao seu final, alguns cientistas chegaram a pensar e, mais ousadamente, a dizer, em alto e bom som, que não havia nada mais a ser descoberto pela ciência. A própria confiança na ciência mostrava uma incompreensão de sua natureza como busca contínua de melhores modelos explicativos.

Quando observado do alto, esse período pode ser visto como o tempo do positivismo, a doutrina que colocou a filosofia em posição de caudatária da ciên­cia. O positivismo foi uma criação francesa. Auguste Comte

Ver todos os capítulos
Medium 9788520431528

V – A Filosofia Política

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

V

A Filosofia Política

Fim das utopias?

“Uma raça de demônios”

A palavra “política” vem do grego polis, que é a cidade-Estado da Grécia Antiga. Modernamente, política é a atividade de administrar o Estado segundo leis, de modo a fazê-lo funcionar do melhor modo possível nas relações com os indivíduos, com a sociedade civil (as instituições e os movimentos sociais) e com outros Estados.

Toda sociedade desenvolve alguma forma de política, mas nem toda sociedade tem ciência política e/ou filosofia política. A ciência política cuida do estudo de determinadas relações entre Estado, sociedade civil e indivíduos, segundo os procedimentos da investigação empírica e a partir de modelos teóricos dessas relações, de acordo com o que é comum à tarefa da ciência moderna. A filosofia política, diferentemente, diz menos respeito às ocorrências empíricas, concentrando-se nos problemas que surgem quando grupos adotam e/ou poderiam adotar doutrinas políticas, isto é, ideários normativos mais ou menos ima­ginados ou idealizados a respeito da melhor conduta política, aquela que levaria ao bom governo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520431528

VI – A Filosofia da Arte

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

VI

A Filosofia da Arte

A arte que foge do belo

Estética, belo & cia.

A estética filosófica lida com a chamada experiência estética. Trata-se do julgamento do belo e do gosto. A filosofia da arte, por sua vez, focaliza o objeto de arte e desenvolve uma reflexão sobre as noções de “expressão” e “representação” ligadas aos modos de apreciação da arte, além de ser uma narrativa a respeito da teoria da arte.

Boa parte da teoria da arte tem como tarefa mostrar as posições filosóficas paradigmáticas sobre a estética, mas não apenas isso. A teoria da arte tem a tarefa específica de estabelecer uma noção do que é arte ou mesmo de definir a arte, além de falar sobre o valor desta.

Uma vez postas sob o crivo de um panorama histórico, as teorias da arte mostram ao menos cinco grandes argumen­tações sobre o que é a arte.

Tradicionalmente, a arte é vista como “mimese”, “forma” ou “expressão” e, de modo menos tradicional, como “linguagem”. Filósofos contemporâ­neos como George Dickie (1926) e Arthur C. Danto (1924) dão alguns passos extras e tendem a definir arte a partir do que podemos chamar de “teoria institucional da arte”, considerando sua dependência quanto aos aspectos sociais e históricos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520431528

IV – Ética, Moral e Metaética

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

IV

Ética, Moral e Metaética

De volta às escolas de filosofia moral

Ética e moral

Ética e moral não são a mesma coisa. Ética diz respeito a costumes, hábitos e valores relativamente coletivos, assumidos por indivíduos de um grupo social, uma sociedade ou uma nação. Moral diz respeito a hábitos, costumes e valores assumidos por indivíduos de um grupo social, uma sociedade ou uma nação; todavia, o comportamento desenvolvido por tal assunção está diretamente relacionado à psique de cada um, à personalidade e também ao que chamaríamos de suas idiossincrasias.

As origens etimológicas de ética e moral são diferentes. Enquanto ética vem do grego ethos, moral origina-se do latim mores. Delimitam, respectivamente, comportamentos sociais universais e comportamentos sociais particulares. Em sociedades ocidentais modernas e liberais, nas quais há um recorte claro e razoavelmente bem definido das esferas pública e particular, a ética cai no primeiro campo e a moral, no segundo. Não se quer dizer, com isso, que, em uma sociedade moderna, ocidental e liberal, que faz recortes razoavelmente delimitados entre o que é a esfera pública e o que é a esfera privada, o que é do âmbito moral não possa vir a público, ou seja, não possa ser exposto a um público. Em várias situações notáveis,

Ver todos os capítulos
Medium 9788520431528

I – A Filosofia Continental

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

I

A Filosofia Continental

Para além da noção moderna de sujeito e verdade

A crítica da vida inautêntica: Heidegger

No fim do século XIX, Nietzsche não era lido como filósofo, mas como literato. No decorrer das primeiras décadas do século XX, seus livros ganharam leitores mais competentes e rapidamente se tornaram uma referência obrigatória na filosofia. Alguns leram os livros de Nietzsche e os tomaram como criadores de um novo modo de filosofar, quase uma espécie de nova cosmologia, enquanto outros os tomaram como prenhes da metafísica. Seria uma espécie de último canto da metafísica, mas, ainda assim, metafísica.

Martin Heidegger (1889-1976) viu em Nietzsche um guerreiro contra o platonismo e, portanto, um bom opositor à metafísica tradicional. Para

Heidegger, porém, Nietzsche não teria ultrapassado a metafísica. As noções nietzschianas não ultrapassariam aquilo que seriam as características mais fortes do pensamento moderno. Não que as noções nietzschianas de “vontade de potência” e de “forças”, podendo ser vistas com desconfiança por talvez exalarem algum odor metafísico, fossem os elementos que atrelaram

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Carregar mais