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Capítulo 22. Acolhendo o Que é Bom

Kristin Neff; Christopher Germer Grupo A PDF Criptografado

ACOLHENDO O QUE

É BOM

Um dos maiores benefícios da autocompaixão

é que ela não só o ajuda a lidar com as emoções negativas – ela ativamente gera emoções positivas. Quando acolhemos a nós mesmos e a nossa experiência com presença amorosa e conectada, nos sentimos bem. Não nos sentimos bem de uma forma melosa, nem resistimos ou evitamos o que faz com que nos sintamos mal. Em vez disso, a autocompaixão nos permite ter toda a gama de experiências, as amargas e as doces.

Habitualmente, no entanto, tendemos a focar muito mais no que está errado do que no que está bom em nossas vidas.

Por exemplo, quando

Focar no você faz uma avaliação negativo anual no trabalho, do protegia nossos que se lembra mais – ancestrais do dos pontos de louvor ou perigo; hoje de crítica? Se vai fazer nos deixa compras e interage com com uma cinco vendedores educonsciência cados e um rude, qual irrealista e deles é mais provável de desequilibrada. guardar na lembrança?

O termo psicológico para isso é viés de negatividade. Rick Hanson diz que o cérebro é como “velcro para as experiências ruins e teflon para as boas”. Segundo o ponto de vista evolucionário, a razão por que temos um viés de negatividade é que os nossos ancestrais que se inquietavam e se preocupavam no final do dia – pensando sobre onde estava ontem a alcateia de hienas e por onde andará amanhã – tinham mais chances de sobreviver do que os nossos ancestrais que se

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Capítulo 12. Autocompaixão e Nossos Corpos

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AUTOCOMPAIXÃO E

NOSSOS CORPOS

Embora nos esforcemos para nos sentir suficientemente bem em muitas áreas de nossa vida, uma área de particular desafio é o nosso corpo. Nosso senso de eu está intimamente identificado com o corpo, portanto nossa aparência física tem um grande impacto sobre como nos sentimos em relação a nós mesmos.

A imagem corporal pode ser particularmente importante para as mulheres, porque os padrões da beleza feminina são muito altos.

Cada vez mais, as mulheres estão recorrendo

à cirurgia (“dar um pequeno retoque”) para se parecerem com aquelas modelos perfeitas das revistas. No entanto, por mais que tentem, a maioria das mulheres certamente ficará aquém do ideal – até mesmo as fotografias das modelos são retocadas!

Os homens tendem a estar mais satisfeitos do que as mulheres com a sua aparência, mas ainda têm problemas em aceitar seus corpos

– “Estou em boa forma, sou suficientemente magro, suficientemente masculino?”. A preocupação de um homem reside mais no desempenho do seu corpo, como, por exemplo, o quanto ele é forte ou o quanto tem habilidade nos esportes, ou nas suas proezas sexuais.

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Capítulo 2. O Que Não é Autocompaixão

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O QUE NÃO É

AUTOCOMPAIXÃO

Frequentemente as pessoas têm apreensões sobre se é uma boa ideia ser autocompassivo ou se corremos o risco de sermos excessivamente autocompassivos. Com certeza a cultura ocidental não promove a autocompaixão como uma virtude, e muitas pes-

soas têm profundas desconfianças quanto a serem amorosas consigo mesmas. Essas apreensões com frequência bloqueiam nossa capacidade de sermos autocompassivos, portanto é bom examinarmos isso um pouco mais de perto.

EXERCÍCIO

Minhas Apreensões sobre Autocompaixão

Escreva as apreensões que você tem acerca da autocompaixão – medos ou preocupações com as possíveis desvantagens de ser autocompassivo.

Algumas vezes nossas atitudes são moldadas pelo que outras pessoas da nossa convivência pensam sobre autocompaixão. Escreva as apreensões que você imagina que as outras pessoas ou a sociedade em geral têm sobre autocompaixão.

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Capítulo 3. Os Benefícios da Autocompaixão

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OS BENEFÍCIOS DA

AUTOCOMPAIXÃO

Na primeira noite do nosso curso, Marion estava muito cética. “Como a autocompaixão vai me ajudar? Eu tenho o costume de ser muito dura comigo mesma – isso é terrível, eu sei. Isso é o que me trouxe até onde estou hoje.

Por que eu deveria mudar? Eu posso mudar?

Como posso ter certeza de que essa é uma coisa segura a ser feita?”

Felizmente, Marion não tinha que confiar apenas na nossa palavra. Mais de mil estudos de pesquisa demonstraram os benefícios da autocompaixão na saúde mental e física.

As pessoas que são mais autocompassivas experimentam maior bem-estar:

MENOS

MAIS

Depressão

Ansiedade

Estresse

Vergonha

Felicidade

Satisfação na vida

Autoconfiança

Saúde física

Embora as pessoas variem naturalmente em termos do quanto são autocompassivas, também ocorre que a autocompaixão pode ser aprendida. Pesquisas mostraram que pessoas que fizeram o curso de MSC (o programa no qual este livro se baseia) aumentaram seus níveis de autocompaixão em uma média de 43%. A participação no curso também as ajudou a se tornarem mais conscientes e compassivas com os outros, a sentirem mais conectividade social, satisfação na vida e felicidade e perceberem menos deprimidas, ansiosas e estressadas. Os par-

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Capítulo 6. Mindfulness

Kristin Neff; Christopher Germer Grupo A PDF Criptografado

MINDFULNESS

Mindfulness (atenção plena) é o fundamento da autocompaixão. Precisamos sair do enredo do nosso sofrimento e nos voltarmos para a nossa dor conscientemente antes que possamos responder com bondade. Pode-se definir mindfulness como a “consciência da experiência no momento presente com aceitação”. Contudo, nenhuma definição capta adequadamente a natureza de mindfulness porque mindfulness envolve consciência pré-conceitual. Em outras palavras, quando estamos conscientes experimentamos o mundo diretamente, não apenas através das lentes do pensamento.

Pensamentos são representações – símbolos que representam a realidade, não a realidade em si. Você não pode cheirar, provar ou comer a palavra maçã. Quando nos situamos abaixo do nível do pensamento e fazemos contato direto com a experiência, somos capazes de entrar em contato com a natuNão podemos reza dinâmica da responder com realidade. Podemos compaixão ao abandonar a ideia de nosso próprio como achamos que a sofrimento até realidade “deve” ser que nos voltemos e nos abrirmos para para ele com o que ela é. Isso sigmindfulness. nifica que, quando estamos sofrendo, podemos deixar de lado o enredo do que está acontecendo e simplesmente “estar” com ele e com nós mesmos, com coragem e presença.

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