Manole (44)
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Medium 9788520431733

10. Criando manuais para ensino de massagem para bebês

Cláudia Marchetti V. da Cruz Manole PDF Criptografado

10

Criando manuais para ensino de massagem para bebês

C

omo vimos ao longo deste livro, a massagem para bebês é um recurso terapêutico de baixo custo e que produz uma série de efeitos fisiológicos e comportamentais benéficos para a saúde da criança e do cuidador e que, quando bem orientada, pode ser aprendida e aplicada por leigos2,9,19-22,54,82-84,91-97.

No Ocidente, em geral, o conhecimento das técnicas de massagem e seus efeitos estão restritos a alguns profissionais da área de saúde. O público leigo tem acesso parcial a esse conhecimento por meio da literatura informal que descreve, frequentemente, manobras diversificadas e detalhadas, sem uma sequência padronizada por segmentos corporais ou tipos de manobras e sem informações adequadas sobre os efeitos provocados pela massagem. O conhecimento sobre massagem para bebês, na maioria das vezes, fica restrito

à técnica Shantala, e o conhecimento dos efeitos, ao relaxamento.

Foi baseado nessa realidade que, em 2005, começamos a pensar na possibilidade de disponibilizarmos o conteúdo referente à massagem para bebês e criarmos programas de educação na área de saúde, abordando esse tema junto

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Medium 9788520431733

6. Efeitos fisiológicos da massagem

Cláudia Marchetti V. da Cruz Manole PDF Criptografado

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Efeitos fisiológicos da massagem

O

s efeitos fisiológicos produzidos pela massagem foram estudados primeiramente em adultos. Ao longo dos anos, as pesquisas buscaram diminuir as controvérsias sobre os efeitos fisiológicos produzidos pela massagem, mas, ainda assim, parte delas persiste.

Acredita-se que os efeitos da massagem em bebês são semelhantes àqueles provenientes da massagem realizada em adultos, porém os estudos são escassos e ainda mais controversos.

Os efeitos fisiológicos produzidos pelas manobras geram as propriedades terapêuticas da massagem, parte delas induzida pelos efeitos mecânicos, ou seja, as forças associadas à compressão, à tração, ao alongamento, à pressão e fricção que vão afetar os tecidos excitáveis (aqueles que respondem rapidamente ao estímulo mecânico, como as células e fibras nervosas, fibras musculares, células dos órgãos abdominais e glândulas) e não excitáveis (como ossos, ligamentos, cartilagens) do corpo4,36. No entanto, não é correto afirmar que os tecidos não excitáveis são aqueles que não respondem ao estímulo mecânico. Eles respondem, mas apresentam uma resposta tardia.

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Medium 9788520432488

2. Considerações clínicas na reabilitação do paciente com acidente vascular encefálico

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

2

Considerações clínicas na reabilitação do paciente com acidente vascular encefálico

Milene S. Ferreira

“O corpo é a unidade máxima de representação do ser humano e por isso adquire importância para toda vida e cultura. Para viver é necessária a mediação do corpo, que é o primeiro dos objetos culturais, o portador dos comportamentos. Vive-se com o corpo. Toda percepção exterior é imediatamente sinônima de certa percepção do corpo, como toda percepção do corpo se explicita na linguagem da percepção exterior.”

(Merleau-Ponty, 1971)

INTRODUÇÃO

O acidente vascular encefálico (AVE) é caracterizado por um déficit neurológico súbito causado após uma perda não traumática resultante de uma oclusão ou ruptura de um vaso sanguíneo cerebral.

Pode ser de etiologia aterosclerótica ou tromboembólica, e os fatores de risco ainda estão em fase de estudo. Além dos fatores de risco já conhecidos, como hipertensão, diabetes melito, dislipidemias, tabagismo, etilismo, obesidade, arritmias, idade, raça negra, história familiar, ataque isquêmico transitório, trombofilias e sedentarismo, outros vêm sendo associados à ocorrência do AVE, como fatores ambientais (como poluição) e emocionais (como depressão). Aproximadamente 80% dos eventos vasculares cerebrais são isquêmicos e o restante é considerado hemorrágico.

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Medium 9788520432488

26. Terapia Cuevas Medek Exercises: método dinâmico de estimulação cinética

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

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Terapia Cuevas Medek Exercises: método dinâmico de estimulação cinética

Claudia Akemi Yamauti Rizzo

Renata Marques

“O maior erro que você pode cometer na vida é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.”

(Elbert Hubbard)

INTRODUÇÃO

Paralisia cerebral

A paralisia cerebral (encefalopatia crônica não progressiva) é um dos diagnósticos médicos mais frequentes no âmbito da pediatria neurológica. Em razão disso, são imprescindíveis a renovação e a ampliação constante dos horizontes médicos, visando a um único objetivo: o progresso do paciente. A seguir, apresenta-se um método, em crescente desenvolvimento e ampliação no Brasil, assegurado pelos 30 anos de existência e prática clínica.

Cuevas Medek Exercises

O método Cuevas Medek Exercises (CME) é uma abordagem fisioterapêutica utilizada para o tratamento de crianças que apresentam alguma alteração no desenvolvimento motor.

O CME foi idealizado por Ramón Cuevas, fisioterapeuta chileno, durante a década de 1970. A criação desse método surgiu da necessidade de estimular de maneira mais objetiva o aparecimento de respostas motoras automáticas na criança com atraso motor. A nomenclatura atual é conhecida mundialmente como Cuevas Medek

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Medium 9788520432488

7. Terapia ocupacional na atividade da vida diária

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

7

Terapia ocupacional na atividade da vida diária

Maria Silvia Valerio Pirrello

Rosa Elvira da Cunha Oliveira

Rosemeire Zanchin

Sandra Regina de Almeida Pacini

“A participação em atividades diárias é vital para todo ser humano. Através dela, ele adquire habilidades e competência, relaciona-se consigo mesmo e com o mundo a sua volta. Através dela encontra motivo e significado para a vida.”

(AOTA, 2002)

INTRODUÇÃO

A terapia ocupacional é uma ciência da saúde e uma profissão de nível superior que utiliza diversas atividades para restaurar, fortalecer e desenvolver a capacidade funcional da pessoa com deficiência. É um processo de tratamento que se destina a pessoas de qualquer idade, que tenham dificuldades na realização das atividades cotidianas, no qual o terapeuta ocupacional utiliza a atividade como recurso técnico.

Essa atividade é considerada, nesse processo, como um instrumento que pode viabilizar expressão, espontaneidade e conhecimento das potencialidades e das limitações dos pacientes durante suas ações.

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Grupo Gen (10054)
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Medium 9788527733786

Apêndice

Michael Schünke, Erik Schulte, Udo Schumacher Grupo Gen ePub Criptografado

Referências

Abboud B. Anatomie topographique et vascularisation artérielle de parathyroides. Presse Med 1996; 25: 1156–61

Anschütz F. Die körperliche Untersuchung. 3. Aufl. Heidelberg: Springer; 1978

Barr ML, Kiernan JA. The Human Nervous System. 5th ed. Philadelphia: JB Lippincott; 1988

Bähr M, Frotscher M. Duus’ Neurologisch-topische Diagnostik. 8. Aufl. Stuttgart: Thieme; 2003

Bear MF, Connors BW, Paradiso MA. Neuroscience. Exploring the Brain. 2. Aufl. Baltimore: Williams u. Wilkins; 2000

Becker W, Naumann HH, Pfaltz CR. Hals-Nasen-Ohren-Heilkunde. 2. Aufl. Stuttgart: Thieme; 1983

Becker W, Naumann HH, Pfaltz CR. Ear, Nose and Throat Diseases. 2. Aufl. Stuttgart: Thieme; 1994

Berghaus A, Rettinger G, Böhme G. Hals-Nasen-Ohren-Heilkunde. Duale Reihe. Stuttgart: Thieme; 1996

Bossy JG, Ferratier R. Studies of the spinal cord of Galago senegalensis, compared to that in man. J Comp Neurol 1968 Mar; 132(3): 485–98. PubMed PMID: 5657526

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Medium 9788527733786

SNS: Glossário e Resumo

Michael Schünke, Erik Schulte, Udo Schumacher Grupo Gen ePub Criptografado
Medium 9788527733786

Abdome e Pelve

Michael Schünke, Erik Schulte, Udo Schumacher Grupo Gen ePub Criptografado
Medium 9788527735193

Parte 3 Recomendações Nutricionais

Luciana Rossi, Fabiana Poltronieri Grupo Gen ePub Criptografado
Medium 9788527734226

39 | Reconstrução Facial como Procedimento de Identificação

Jorge Paulete Vanrell Grupo Gen ePub Criptografado

É necessário parafrasear, até como uma justa homenagem, um dos mais insignes representantes dessa arte na América Latina – Mestre Rodríguez Cuenca –, segundo quem “a identificação de pessoas desaparecidas, em paragens ermas, solitárias e, por vezes, remotas, sem que se encontrem documentos que possibilitem sua identificação, requer, muitas vezes, a reconstrução do rosto a partir da única fonte de informação de que se dispõe: o crânio”.

Atualmente, os laboratórios que levam a cabo investigações sobre a reconstrução facial desenvolvem estudos sobre a espessura dos tecidos moles nos distintos pontos cefalométricos, utilizando desde agulhas de punção de cadáveres,1,2 inicialmente, até técnicas de ressonância magnética (RM), mais recentemente.3

Este texto não pretende ser um tratado de antropologia nem ensinar toda uma tecnologia que pode levar muito tempo para ser aprendida e dominada. Tampouco pretende ofuscar o leitor com procedimentos altamente sofisticados e que, com raras exceções, serão inacessíveis para a maioria dos pesquisadores. Seguindo a filosofia adotada em outras partes da obra, visamos oferecer os procedimentos básicos e passíveis de serem efetivados em laboratórios mesmo com equipamentos mínimos mas que permitem chegar aos resultados almejados. Quiçá com menos tecnologia, mas com maior participação do engenho humano, aquilo que nenhuma máquina conseguirá oferecer.

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Grupo A (61)
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Medium 9788580554212

Caso 34 - Fibromialgia

Jason Brumitt, Erin E. Jobst Grupo A PDF Criptografado

Fibromialgia

Jason Brumitt

CASO 34

Um médico clínico geral encaminhou uma mulher de 45 anos à fisioterapia com o diagnóstico de dor nas costas. A paciente relata que sente dor nas costas, mas também sente dor “em todo o corpo”. Além da dor, ela apresenta fadiga, dificuldade para dormir, memória ruim e cefaleias frequentes. Sua dor “nunca parece melhorar” e “fica pior com atividade prolongada”. Os sintomas começaram há cerca de quatro anos, depois que caiu dos degraus de uma escada. As radiografias da coluna torácica e lombar foram negativas para fraturas ou anormalidades ósseas que pudessem contribuir para seus sintomas. Intervenções prévias de fisioterapia (calor úmido, massagem, ultrassom, alongamento) não melhoraram seus sintomas. Sua história de saúde é significativa para síndrome do intestino irritável e dor abdominal (ambas começaram dois anos atrás). Ela trabalha como repórter de tribunal e descreve seu estilo de vida como sedentário. Com base na história da paciente, suspeita-se que ela pode ter a síndrome fibromiálgica (SFM).

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Medium 9788580554212

Caso 1 - Impacto subacromial

Jason Brumitt, Erin E. Jobst Grupo A PDF Criptografado

Impacto subacromial

Christy Schuckman

CASO 1

Um homem destro com 18 anos de idade, segundo prescrição de um ortopedista, procura uma clínica de fisioterapia para avaliação e tratamento de impacto subacromial no ombro direito. Diz ter começado a sentir dores no ombro, há umas quatro semanas, e atribui essa condição ao fato de ter jogado tênis três vezes na semana anterior depois de um inverno inteiro sem praticar esse esporte. A dor no ombro aumenta quando ele estende o braço para a frente, tenta levar a mão às costas, levanta qualquer tipo de peso com o braço direito ou joga tênis. Além disso, o paciente relata que não consegue enfiar o cinto na presilha na parte de trás, nem enfiar a camisa dentro da calça nas costas, embora fizesse esses movimentos antes sem nenhuma dificuldade. A única posição que alivia a dor nas costas é deixar o braço na lateral do corpo. O médico receitou-lhe medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, e isso ajudou a reduzir a intensidade da dor. O raio X (tirado pelo médico no consultório) das articulações glenoumeral e acromioclavicular deu negativo para anormalidades

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Medium 9788565852845

Capítulo 10 - Pomadas, cremes e géis

Loyd V. Allen Jr., Nicholas G. Popovich, Howard C. Ansel Grupo A PDF Criptografado

SEÇÃO IV

FORMAS FARMACÊUTICAS SEMISSÓLIDAS

E SISTEMAS TRANSDÉRMICOS

CAPÍTULO

10 Pomadas, cremes e géis

OBJETIVOS

Após ler este capítulo, o estudante deverá ser capaz de:

1. Diferenciar entre os vários tipos de bases de pomadas, segundo suas propriedades químicas e físicas.

2. Listar os critérios para a seleção de uma base de pomada para tratar uma patologia tópica.

3. Descrever os métodos para incorporar ingredientes ativos em uma base de pomada.

4. Explicar a diferença entre uma pomada, um creme e um gel.

5. Comparar e diferenciar uma base de pomada oftálmica e uma base de pomada tópica, para aplicação na pele.

6. Listar as vantagens e desvantagens de administrar fármacos pela via retal e pela via vaginal.

7. Listar as orientações que o farmacêutico deve fornecer ao paciente em relação a cada via de administração usada para a aplicação de produtos tópicos.

Pomadas, cremes e géis são formas farmacêuticas semissólidas destinadas à aplicação tópica. Elas podem ser aplicadas sobre a pele ou na superfície do olho, ou, ainda, utilizadas por via nasal, vaginal ou retal. A maioria delas é empregada conforme efeitos dos agentes terapêuticos que possui. As preparações não medicamentosas são utilizadas devido a seus efeitos físicos como protetoras ou lubrificantes.

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Medium 9788565852845

Capítulo 8 - Comprimidos

Loyd V. Allen Jr., Nicholas G. Popovich, Howard C. Ansel Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

OBJETIVOS

8

Comprimidos

Após ler este capítulo, o estudante será capaz de:

1. Diferenciar os vários tipos de comprimidos.

2. Comparar as vantagens e desvantagens dos vários tipos de comprimidos.

3. Listar as categorias de excipientes, com exemplos que são empregados na produção de comprimidos.

4. Informar os padrões de qualidade e as exigências farmacopeicas segundo a

United States Pharmacopeia (USP) para comprimidos.

5. Definir e diferenciar variação de peso de uniformidade de conteúdo.

6. Descrever técnicas apropriadas de inspeção, acondicionamento e armazenamento de comprimidos.

Comprimidos são formas farmacêuticas sólidas, geralmente preparadas com o auxílio de adjuvantes farmacêuticos. Eles podem variar em tamanho, forma, peso, dureza, espessura, características de desintegração e dissolução e outros aspectos, dependendo de sua finalidade de uso e seu método de fabricação. A maioria dos comprimidos é usada na administração oral de fármacos.

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Medium 9788565852845

Apêndice B - Glossário de termos farmacêuticos

Loyd V. Allen Jr., Nicholas G. Popovich, Howard C. Ansel Grupo A PDF Criptografado

APÊNDICE

B

Glossário de termos farmacêuticos

Adesivo: um sistema de liberação de fármaco que contém um adesivo em um dos lados, geralmente aplicado em um local externo do corpo. Seus ingredientes difundem-se passivamente ou são transportados de modo ativo de alguma porção do adesivo.

Adesivo transdérmico matricial: sistema transdérmico que usa uma matriz polimérica contendo um fármaco, destinada à liberação sistêmica através da pele; geralmente a pele é a membrana controladora da difusão do fármaco.

Adesivo transdérmico matricial: sistema transdérmico com reservatório do fármaco contido entre uma camada adesiva e uma membrana de controle da difusão; o reservatório de fármaco consiste geralmente em uma dispersão semissólida ou uma solução.

Aerossol: forma farmacêutica acondicionada sob pressão, que contém substâncias ativas liberadas sob atuação de um sistema de válvulas apropriado.

Água aromática: solução aquosa clara saturada (a menos que especificado de outro modo), com um ou mais óleos voláteis ou outras substâncias aromáticas ou voláteis.

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Grupo A (8098)
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Medium 9788582715963

15 - Emergências psiquiátricas em idosos

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

LEONARDO CAIXETA

YANLEY LUCIO NOGUEIRA

MARIANA LIMA CAETANO

ANDREY ROCHA ROCCA

A abordagem psiquiátrica em um serviço de emergência tem como objeti- vos:

•Conduzir uma avaliação médico-psiquiátrica adequada, mesmo que célere e com poucas informações.

•Identificar uma hipótese diagnóstica, mesmo que inicialmente a abordagem seja sindrômica.

•Fornecer tratamento de emergência, eliminar riscos e preservar a vida.

Todas essas metas devem ocorrer em um serviço devidamente estruturado e eficiente.1-3 Erros no pronto e correto reconhecimento das condições psiquiátricas de urgência em idosos podem resultar em graves consequências clínicas e até risco de morte, além de onerar sobremaneira o sistema de saúde, que despenderá preciosas quantias na tentativa de manejar as sequelas advindas de quadros psicopatológicos malconduzidos.4

A avaliação psicogeriátrica de urgência depende da interpretação correta da complexa interdependência dos sistemas funcionais envolvidos nas operações mentais. Não apenas funções do próprio sistema nervoso central (SNC) apoiam tais sistemas operacionais, mas também, e especialmente no caso dos idosos, a homeostase sistêmica constitui pano de fundo importante na orquestração perfeita dessas funções. Por exemplo, um idoso com infecção no trato urinário ou no aparelho respiratório (aparelhos orgânicos aparentemente sem conexões com funções mentais) pode sofrer intenso impacto em seu funcionamento cognitivo e comportamental por causa dessas doenças, podendo, inclusive, apresentar um quadro de delirium ou demência de rápida instalação.5 Os idosos, assim como as crianças, muitas vezes respondem de forma sistêmica a agravos locais que acometem sistemas ou aparelhos orgânicos “distantes” do SNC.

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Medium 9788582715963

17 - Emergências psiquiátricas na gestação, no puerpério e na amamentação

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

JOEL RENNÓ JR.

RENAN ROCHA

O médico deve estar sempre atento à possibilidade de gravidez ao longo da menacme – o período de vida reprodutiva entre a menarca e a menopausa. Ocorre que cerca de 50% das gestações são não desejadas ou não planejadas, o que diminui a percepção a respeito de uma possível gravidez. Durante o período perinatal, a mulher pode apresentar manifestações psiquiátricas agudas e, portanto, buscar atendimento emergencial. Diante dessa paciente, o médico necessita atuar de modo particularmente cuidadoso e a partir das evidências científicas mais atuais e seguras. Este capítulo auxiliará o profissional nas abordagens e condutas de emergência psiquiátrica para a grávida, a puérpera e a lactante.

Cada mulher responde de maneira singular às transformações fisiológicas, afetivas e sociais perinatais. O estresse materno e as exacerbações psiquiátricas podem acontecer relacionados a vários fatores: poucos recursos materiais, alta demanda ocupacional, responsabilidades domésticas intensas, relações familiares conflituosas e complicações obstétricas e puerperais. As reações da gestante estão vinculadas a alterações metabólicas, sobretudo no eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal, que de modo peculiar podem influenciar o feto.

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Medium 9788582715963

3 - Aspectos ético-legais nas emergências psiquiátricas

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

SERGIO TAMAI

O que caracteriza uma emergência médica é a necessidade de uma intervenção terapêutica imediata. Na psiquiatria, os quadros de alterações do estado mental se apresentam como um risco significativo, para o paciente ou para terceiros, tais como tentativas de suicídio, risco de suicídio ou de homicídio, abuso de substâncias psicoativas, risco de exposição social, automutilações, prejuízo da crítica, do juízo e incapacidade de autocuidados.

O psiquiatra que trabalha em serviços de emergência se defronta em sua prática clínica com variados problemas éticos e legais. Neste capítulo, são abordadas algumas das questões éticas mais comuns, além da regulamentação legal pertinente.

Este tema é pouco abordado, embora seja relevante, principalmente quando se refere às condições de trabalho, muitas vezes desfavoráveis ao exercício ético e pleno da medicina. O Código de Ética Médica (CEM),1 em seu capítulo segundo, estabelece em incisos o que é direito do médico:

III – Apontar falhas em normas, contratos e práticas internas das instituições em que trabalhe quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou a terceiros, devendo comunicá-las ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição e à Comissão de Ética da Instituição, quando houver.

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Medium 9788582715963

14 - Emergências psiquiátricas em crianças e adolescentes

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

ANDRÉ LUIZ SCHUH TEIXEIRA DA ROSA

FELLIPE MATOS MELO CAMPOS

THIAGO GATTI PIANCA

CHRISTIAN KIELING

Os serviços de emergência psiquiátrica são frequentemente procurados em situações em que crianças e adolescentes requerem cuidado imediato e específico. Nos Estados Unidos, a demanda por esse tipo de atendimento vem aumentando: em 2001, 4,4% das visitas a emergências ocorriam por ­problemas de saúde mental em jovens; em 2011, essa proporção chegou a 7%.1 Não existem dados atualizados disponíveis sobre essa utilização no Brasil.

Há muitas semelhanças no tratamento dos quadros mais comuns apresentados por pacientes crianças e adolescentes, em relação aos mesmos quadros, quando apresentados por adultos. Entretanto, existem algumas diferenças importantes na avaliação e no manejo, as quais são enfatizadas ao longo deste capítulo. De forma geral, recomenda-se que serviços de emergência que atendem um número alto de pacientes nessas condições (acima de 2.000/ano) devem considerar a implementação de programas específicos para atendimento de jovens.2

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Medium 9788582715710

Capítulo 17. Oxigenoterapia

Alba Lucia Bottura Leite de Barros, Juliana de Lima Lopes, Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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Graciana Maria de Moraes Coutinho

Ana Laura Oliveira Guedes

Introdução

O sistema respiratório compreende desde o nariz até os alvéolos pulmonares e visa garantir a realização das trocas gasosas em condições adequadas, em face da inalação constante de impurezas e de microrganismos presentes no meio ambiente.1

A prescrição de oxigênio deve respeitar indicações definidas e incluir especificações de dose, forma de administração, duração da terapia e monitoração da saturação.2

Definição

A oxigenoterapia é definida como a administração de oxigênio com finalidade terapêutica, em casos em que o paciente apresenta respiração ruidosa, taquipneia, ortopneia, cianose, batimentos das asas do nariz, queda da saturação de oxigênio, entre outros.3 As formas mais convencionais de administração de oxigênio dependem de máscaras faciais ou cânulas e dispositivos nasais.4

Consiste na oferta adequada de oxigênio (O2) complementar ao paciente com a finalidade de impedir ou tratar deficiência de oxigênio ou hipóxia. A American Association for Respiratory Care (AARC) cita como principais indicações de oxigenoterapia pacientes com pressão arterial de oxigênio (PaO2) menor do que 60 mmHg ou saturação periférica de oxigênio (SpO2) menor do que 90% em ar ambiente, ou SpO2 menor do que 88% durante a deambulação, exercícios ou sono em portadores de doença cardiorrespiratória.5

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Editora Saraiva (44)
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Medium 9788576140047

Capítulo 17 - A Importância Legal dos Registros de Enfermagem

MOTTA, Ana Leticia Carnevalli Editora Saraiva PDF Criptografado

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A Importância Legal dos

Registros de Enfermagem

No capítulo anterior vimos os itens indispensáveis a serem anotados pelos profissionais da enfermagem durante o período em que o paciente permanece sob os seus cuidados. As anotações são fundamentais para que se possa conhecer o que está ocorrendo com o paciente durante o período de internação, quais os cuidados e intervenções executadas, tempo de permanência hospitalar, nesessidades, características e evolução.

Os dados registrados são internos, sendo um norte para os profissionais de saúde envolvidos no atendimento. As anotações são registros importantes, mas devido às exigências do mercado atual da saúde, esses registros têm de representar mais do que um meio de comunicação interna. Eles devem fornecer uma base de dados completa e amparada ao que determina a lei.

Os registros de enfermagem devem ser feitos no prontuário do paciente, sendo este um documento com valor legal tanto para o paciente, família, profissionais envolvidos e instituição de saúde. É dever do profissional de saúde registrar de forma clara, legível e com identificação do executante todos os cuidados prestados ao paciente, pois esse registro, em um futuro, poderá ser seu argumento “escrito” para até mesmo uma defesa em processos nos casos de denúncias.

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Medium 9788576140047

Capítulo 5 - Rotinas do Serviço de Enfermagem

MOTTA, Ana Leticia Carnevalli Editora Saraiva PDF Criptografado

5

Rotinas do Serviço de Enfermagem

As rotinas se caracterizam por um conjunto de ações ordenadas que fazem parte de um processo a ser desenvolvido pela execução de ações repetidas, realizadas com frequência. A palavra rotina é definida (13) como: “caminho já trilhado e sabido; hábito de fazer as mesmas coisas ou sempre da mesma maneira; prática constante...”.

Neste capítulo são descritos modelos de rotinas de execução de ações e procedimentos de enfermagem em algumas unidades hospitalares, a fim de sugerir uma sequência no desenvolvimento das atividades realizadas pela enfermagem.

5.1 Rotinas das Unidades de Internação do

Paciente Clínico e Cirúrgico

5.1.1 Rotina de Admissão do Paciente Clínico

 Receber o paciente na unidade de internação e apresentar-se como enfermeiro responsável pela unidade de internação hospitalar.

 Conferir o prontuário quanto ao nome completo do paciente, número do leito, registro hospitalar.

 Conferir o preenchimento completo dos cabeçalhos dos impressos.

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Medium 9788576140047

Capítulo 7 - Técnica para Verificação de Sinais Vitais

MOTTA, Ana Leticia Carnevalli Editora Saraiva PDF Criptografado

7

Técnica para Verificação de Sinais Vitais

7.1 Temperatura

A temperatura indica o nível de calor a que chega o corpo. A temperatura normal do corpo é mantida pelo equilíbrio entre a produção e eliminação de calor. O calor é gerado por processo metabólico e é distribuído no organismo pelo sangue por meio dos vasos sanguíneos.

O organismo perde calor por radiação e condutibilidade da pele, por evaporação do suor, por evaporação pulmonar, pelo ar inspirado, pela urina, pelas fezes e pela saliva.

Há alguns fatores que alteram a temperatura:

7.1.1 Fatores Fisiológicos

Método de verificação:

 axilar

 bucal

 retal

Hora da verificação:

 mais baixa pela manhã

 mais alta ao anoitecer

 eleva-se mediante a atividade física e o processo digestivo

94

Normas, Rotinas e Técnicas de Enfermagem

9788576140047_NORMAS_ROTINAS_E_TECNICAS_DE_ENFERMAGEM_MIOLO.pdf 94

07/05/2018 14:04:18

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Medium 9788576140047

Capítulo 10 - Dispositivo para Incontinência Urinária

MOTTA, Ana Leticia Carnevalli Editora Saraiva PDF Criptografado

10

Dispositivo para

Incontinência Urinária

10.1 Técnica de Colocação de Dispositivo para

Incontinência Urinária Masculina

Quanto menor for o tempo de uso da sonda vesical melhor é para o paciente, pois são reduzidos os riscos de infecção. Por isso é sempre indicado nos casos em que, ao retirar a sonda, se o paciente apresentar incontinência urinária, deve ser colocado um dispositivo para incontinência que também pode ser usado em casos em que o paciente não tem controle sobre o ato de urinar, como, por exemplo, alguns idosos.

::

Material

 01 unidade de dispositivo para incontinência urinária (tem o formato de um preservativo conectado a um frasco de drenagem)

 20 cm de fita adesiva

 01 par de luvas de procedimento

Técnica

 Lavar as mãos.

 Colocar o material em uma bandeja.

 Orientar o paciente quanto ao procedimento.

120

Normas, Rotinas e Técnicas de Enfermagem

9788576140047_NORMAS_ROTINAS_E_TECNICAS_DE_ENFERMAGEM_MIOLO.pdf 120

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Medium 9788536512136

Apêndice C. Modelo de Registro Diário da Umidade dos Ambientes

GARÓGALO, Denise de Abreu; CARVALHO, Cristianne Hecht Mendes de Editora Saraiva PDF Criptografado

C

Apêndice

Modelo de Registro

Diário da Umidade dos Ambientes

Controle de umidade do ambiente do setor ____________ Faixa: 40 a 60%

Data

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Umid. (%)

Mín.

Umid. (%)

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Controle de umidade do ambiente do setor ____________ Faixa: 40 a 60%

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09:00

15:00

09:00

15:00

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Operações Básicas de Laboratório de Manipulação – Boas Práticas

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