Roca (32)
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Capítulo 6 Sistema Digestório

FEITOSA, Francisco Leydson F. ROCA PDF Criptografado

6

Sistema Digestório

Seção A | Considerações Preliminares

Francisco Leydson F. Feitosa

Seção B | Semiologia do Sistema

Digestório de Ruminantes

Francisco Leydson F. Feitosa

Seção C | Semiologia do Sistema

Digestório de Equinos

Luiz Cláudio Nogueira Mendes, Juliana Regina Peiró

Seção D | Semiologia do Sistema

Digestório de Cães e Gatos

Flávia Toledo, Pedro Luiz de Camargo

O pouco que sei devo‑o a minha ignorância.

(Sacha Guitry)

Seção A

Considerações Preliminares

Introdução

Aparelho ou sistema digestório é o nome dado ao conjunto de órgãos responsáveis pela captação, digestão e absorção de substâncias nutritivas. É constituí­do de um tubo digestivo (boca, esôfago, estômago – pré‑estô‑ magos e abomaso, em animais ruminantes –, alças intestinais, reto e ânus) e de órgãos anexos (glândulas salivares, pân­creas, fígado e ve­sícula biliar). A maior cavidade corporal é a abdominal, in­ter­me­diá­ria entre a torácica e a pélvica, separada anteriormente pelo dia‑ fragma e, em sentido caudal, pelas estruturas que cons‑ tituem a pelve.

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Capítulo 13 Semiologia da Pele

FEITOSA, Francisco Leydson F. ROCA PDF Criptografado

13

Semiologia da Pele

Ronaldo Lucas

O homem é o único animal que se ruboriza.

O pior é que tem motivos.

(Mark Twain)

Introdução

A pele é o maior órgão de um organismo – aquele que determina as formas, dá características às raças e man‑ tém o recobrimento piloso, tão nobre em algumas espé‑ cies que, por décadas, e ainda hoje, queremos usá‑las ou imitá‑las como vestimenta.

Trata‑se da barreira anatômica e fisiológica entre o organismo e o meio ambiente, promovendo proteção con‑ tra lesões físicas, quí­micas e microbiológicas. É sensível ao calor, ao frio, à dor, ao prurido e à pressão.

Justamente por ser um órgão tão exposto, o tegumento sofre várias agressões, refletindo na casuí­stica das clínicas e dos hospitais veterinários grande parte do atendimento destinado a casos de dermatologia. Dependendo do autor consultado, estima‑se que os casos de dermatologia em medicina veterinária, mormente na clínica de pequenos animais, representem 30 a 75% de todos os atendimentos, quer como queixa principal, quer secundária. Em nosso território, os levantamentos são escassos, porém aque‑ les pouco rea­li­zados revelam resultados semelhantes aos estrangeiros.

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Capítulo 1 Introdução à Semiologia

FEITOSA, Francisco Leydson F. ROCA PDF Criptografado

1

Introdução à

Semiologia

Francisco Leydson F. Feitosa

Introdução

A constante correlação entre as informações obtidas por anam­ne­se e exame físico meticuloso conduz, inva‑ riavelmente, à elaboração de hipóteses diagnósticas, tor‑ nando o dia a dia da prática médica um dos exercícios mentais mais estimulantes. Desse modo, a rotina clínica diá­ria é essencialmente uma atividade que depende da habilidade e do raciocínio, sendo, cada diagnóstico, um desafio, um problema a ser solucionado. A semiologia

é a parte da medicina que estuda os métodos de exame clínico, pesquisa os sintomas e os interpreta, reunindo, assim, os elementos necessários para construir o diag‑ nóstico e presumir a evolução da enfermidade. A palavra semiologia provém do grego, sēmeîon (sintomas/sinais) e logía (ciên­cia/estudo).

Subdivisão da semiologia

As pessoas se esquecem do que ouvem; lembram‑se do que leem; porém, só aprendem, de fato, aquilo que fazem.

(Adão Roberto da Silva)

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Capítulo 11 Sistema Nervoso

FEITOSA, Francisco Leydson F. ROCA PDF Criptografado

11

Sistema Nervoso

Seção A | Semiologia do Sistema

Nervoso de Pequenos Animais

Mary Marcondes

Seção B | Semiologia do Sistema

Nervoso de Grandes Animais

Alexandre Secorun Borges

Seção C | Exames Complementares

Mary Marcondes

O alvo é mais amplo do que o céu.

(Emily Dickinson)

Seção A

Semiologia do Sistema Nervoso de Pequenos Animais

Introdução

De todos os sistemas do organismo, o sistema nervoso

é, muitas vezes, o menos compreendido pela maioria dos clínicos. Para que seja possível rea­li­zar corretamente o exame neurológico, bem como sua interpretação, é neces‑ sário conhecer a estrutura e o funcionamento de tal sis‑ tema. Sem o conhecimento das bases anatomofuncionais, ainda que elementares, não é possível trilhar o caminho da semiologia e da clínica neurológica; além disso, o diagnós‑ tico topográfico é de fundamental importância em neuro‑ logia, seja para fins clínicos ou para o tratamento cirúrgico de algumas enfermidades.

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Capítulo 7 Sistema Circulatório

FEITOSA, Francisco Leydson F. ROCA PDF Criptografado

7

Sistema Circulatório

Seção A | Semiologia do Sistema

Circulatório de Equinos e Ruminantes

Daniel Mendes Netto

Seção B | Semiologia do Sistema

Circulatório de Cães e Gatos

Aparecido Antonio Camacho, Carlos Jose Mucha

Há uma qualidade pior do que a dureza do coração: é a moleza da cabeça.

(Theodore Roosevelt)

Feitosa 07.indd 207

Seção A

Semiologia do Sistema Circulatório de Equinos e Ruminantes

Introdução

Neste capítulo, serão abordados os meios e os méto‑ dos semiológicos utilizados para examinar um paciente equino ou ruminante, manifestando sinais sugestivos de doen­ça do sistema circulatório, bem como os cuidados necessários à rea­li­zação de um completo e acurado exame semiológico desse sistema que pertence a uma á­ rea ainda pouco conhecida por muitos clínicos autônomos, mas já bastante desenvolvida e aperfeiçoada no Brasil e no mundo: a cardiologia veterinária de animais de grande porte. Serão apresentadas as noções básicas e, para melhor compreensão e aprofundamento, será necessária a con‑ sulta a livros especializados em cardiologia de equinos e ruminantes.

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Manole (44)
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2. Considerações clínicas na reabilitação do paciente com acidente vascular encefálico

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

2

Considerações clínicas na reabilitação do paciente com acidente vascular encefálico

Milene S. Ferreira

“O corpo é a unidade máxima de representação do ser humano e por isso adquire importância para toda vida e cultura. Para viver é necessária a mediação do corpo, que é o primeiro dos objetos culturais, o portador dos comportamentos. Vive-se com o corpo. Toda percepção exterior é imediatamente sinônima de certa percepção do corpo, como toda percepção do corpo se explicita na linguagem da percepção exterior.”

(Merleau-Ponty, 1971)

INTRODUÇÃO

O acidente vascular encefálico (AVE) é caracterizado por um déficit neurológico súbito causado após uma perda não traumática resultante de uma oclusão ou ruptura de um vaso sanguíneo cerebral.

Pode ser de etiologia aterosclerótica ou tromboembólica, e os fatores de risco ainda estão em fase de estudo. Além dos fatores de risco já conhecidos, como hipertensão, diabetes melito, dislipidemias, tabagismo, etilismo, obesidade, arritmias, idade, raça negra, história familiar, ataque isquêmico transitório, trombofilias e sedentarismo, outros vêm sendo associados à ocorrência do AVE, como fatores ambientais (como poluição) e emocionais (como depressão). Aproximadamente 80% dos eventos vasculares cerebrais são isquêmicos e o restante é considerado hemorrágico.

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26. Terapia Cuevas Medek Exercises: método dinâmico de estimulação cinética

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

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Terapia Cuevas Medek Exercises: método dinâmico de estimulação cinética

Claudia Akemi Yamauti Rizzo

Renata Marques

“O maior erro que você pode cometer na vida é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.”

(Elbert Hubbard)

INTRODUÇÃO

Paralisia cerebral

A paralisia cerebral (encefalopatia crônica não progressiva) é um dos diagnósticos médicos mais frequentes no âmbito da pediatria neurológica. Em razão disso, são imprescindíveis a renovação e a ampliação constante dos horizontes médicos, visando a um único objetivo: o progresso do paciente. A seguir, apresenta-se um método, em crescente desenvolvimento e ampliação no Brasil, assegurado pelos 30 anos de existência e prática clínica.

Cuevas Medek Exercises

O método Cuevas Medek Exercises (CME) é uma abordagem fisioterapêutica utilizada para o tratamento de crianças que apresentam alguma alteração no desenvolvimento motor.

O CME foi idealizado por Ramón Cuevas, fisioterapeuta chileno, durante a década de 1970. A criação desse método surgiu da necessidade de estimular de maneira mais objetiva o aparecimento de respostas motoras automáticas na criança com atraso motor. A nomenclatura atual é conhecida mundialmente como Cuevas Medek

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7. Terapia ocupacional na atividade da vida diária

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

7

Terapia ocupacional na atividade da vida diária

Maria Silvia Valerio Pirrello

Rosa Elvira da Cunha Oliveira

Rosemeire Zanchin

Sandra Regina de Almeida Pacini

“A participação em atividades diárias é vital para todo ser humano. Através dela, ele adquire habilidades e competência, relaciona-se consigo mesmo e com o mundo a sua volta. Através dela encontra motivo e significado para a vida.”

(AOTA, 2002)

INTRODUÇÃO

A terapia ocupacional é uma ciência da saúde e uma profissão de nível superior que utiliza diversas atividades para restaurar, fortalecer e desenvolver a capacidade funcional da pessoa com deficiência. É um processo de tratamento que se destina a pessoas de qualquer idade, que tenham dificuldades na realização das atividades cotidianas, no qual o terapeuta ocupacional utiliza a atividade como recurso técnico.

Essa atividade é considerada, nesse processo, como um instrumento que pode viabilizar expressão, espontaneidade e conhecimento das potencialidades e das limitações dos pacientes durante suas ações.

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15. Equoterapia

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

15

Equoterapia

Divaina Alves Batista

Gustavo Mauro Witzel Machado

INTRODUÇÃO

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que usa o cavalo em uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, como promotor do desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais.

No Brasil, o uso do cavalo como mediador terapêutico e educacional foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina em 1997 e sua prática está regulamentada desde 1989, com a criação da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil – www.equoterapia.org.br).

As denominações utilizadas pela Ande-Brasil são as seguintes:

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Mediador: profissionais que usam o cavalo como instrumento terapêutico.

Praticantes: as pessoas submetidas a essa terapia.

Auxiliares guias: profissionais que conduzem o animal.

A modalidade de equoterapia é indicada para os distúrbios de movimento como os que ocorrem em hemiplegia, diplegia, quadriplegia, ataxia, atetose e hipotonia

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16. Estimulação elétrica funcional

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

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Estimulação elétrica funcional

Vanessa Costa Monteiro

INTRODUÇÃO

A estimulação elétrica funcional (EEF) baseia-se na aplicação de uma corrente elétrica capaz de causar uma contração muscular que ocorre por meio da estimulação intramuscular do ramo do nervo, que supre o músculo ou grupo muscular.

Na reabilitação ortopédica, já é uma técnica amplamente difundida, utilizada principalmente no pós-operatório. Os primeiros estudos sobre neurologia foram rea­ lizados nas décadas de 1980 e 1990, nos quais a aplicação da eletroestimulação em tibial anterior era destinada à melhora da força, ao controle dos dorsiflexores e ao aumento da amplitude de movimento de dorsiflexão.

Na maioria desses estudos, utilizava-se estimulação elétrica neuromuscular estática que não era associada a alguma atividade funcional. Porém, atualmente, sabe-se da importância do treinamento funcional e da prática de repetição de tarefas para aprendizado motor. Por isso, a maioria dos estudos utiliza EEF associada às mais diversas tarefas. Uma das precursoras a publicar estudos sobre estimulação elétrica associada a atividades funcionais e mostrar a importância de estimular também músculos espásticos foi Judy Carmick. Em seus relatos de caso com crianças hemiparéticas portadoras de paralisia cerebral, a autora mostra bons resultados aplicando EEF em dorsi e plantiflexores para melhora da marcha. A autora ressalta a importância do uso da EEF em plantiflexores, pois esse grupo muscular é fundamental na manutenção do equilíbrio em pé e na marcha.

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Grupo Gen (12105)
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3 - O ritual da consulta médica

PORTO, Celmo Celeno Grupo Gen PDF Criptografado

3

O ritual da consulta médica

Os rituais, inerentes a todas as sociedades humanas, assumem diversas formas e desempenham importantes funções. A consulta médica é um momento ritualístico, por excelência, e não pode deixar de ser considerado como tal.

Os rituais coletivos são de fácil reconhecimento. Os mais comuns são os religiosos, os esportivos, os musicais, os turísticos e os políticos. Em todos eles, os componentes simbólicos são sempre explorados ao máximo, porque, embora não façam parte do conteú­do do que está sendo ritualizado – solenidade religiosa, comício político, show artístico, disputa esportiva –, eles reforçam o objeto central – a oração, a música, o jogo, a doutrinação. Daí­, a grande importância do componente simbólico dos rituais. As mesmas orações em voz baixa em uma capela silenciosa repercutem de modo diferente nos participantes do que as realizadas em uma catedral repleta de luzes, música, vestes coloridas e cânticos.

Os elementos simbólicos observados nos rituais são os mais variados – roupas, gestos, palavras, sons, músicas, aromas, luzes.

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92 - A formação do médico não é apenas técnica

PORTO, Celmo Celeno Grupo Gen PDF Criptografado

92

A formação do médico não é apenas técnica

Professor Porto, o livro Cartas aos Estudantes de Medicina deveria ser considerado paradidático e obrigatório nas escolas de medicina.

Todo estudante do segundo grau não deve ler Dom Casmurro? Pois é, então todo estudante de medicina deveria ler o livro Cartas. A oportunidade que eu tive de lê-lo também pode ser de todo e qualquer estudante que lê casos como “o paciente que não aguentava mais viver com o coração amarrado” ou “o oncologista que se relacionava com o tumor, e não com o paciente”. Para aqueles que estão começando, ler os capítulos da parte O Estudante de Medicina ajuda a controlar as expectativas e superar grandes medos (par­ticular­mente, me fez repensar sobre o modo de se rea­li­zar uma anam­ne­se!). Para aqueles que desejam entrar no curso ou que estejam naquele perío­do em que há tantas tarefas da faculdade que sua vida parece entrar em burnout, ler O que é ser médico? funciona como uma bússola, apontando a direção em que devemos ir. E para aqueles que já estão quase se formando, ler “Nem luta nem fuga” como mecanismo de doen­ça ou de morte é um verdadeiro reaprendizado sobre o que se viu no curso.

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89 - Não foi o senhor que escolheu a medicina, a medicina que o escolheu

PORTO, Celmo Celeno Grupo Gen PDF Criptografado

89

Não foi o senhor que escolheu a medicina, a medicina que o escolheu

Gostei muito dos assuntos que o senhor abordou em Cartas, e a forma como o fez. No prefácio do livro descobri que essas cartas foram escritas ao longo do tempo, sobre o “lado humano da medicina”. Concluí que é realmente inspirador ver o profissional que o senhor é, pois duas coisas sempre me encantaram na vida: a medicina e a literatura. Seu livro me inspirou a escrever cada vez mais sobre os enfrentamentos que passei desde que escolhi ser médico e, quem sabe, um dia reuni-los em um livro.

Gostaria que soubesse que com a leitura de algumas cartas concluí que não foi o senhor que escolheu a medicina, mas, na verdade, a medicina que o escolheu e que o senhor faz parte das pessoas que me inspiram a ser um ser humano que sempre buscará aprendizados e virtudes ao longo da vida.

Marília de Souza Penido

Porto_Cartas-Parte-09 - final.indd 289

26-02-2018 15:33:21

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85 - As cartas não poderiam ficar em suas gavetas

PORTO, Celmo Celeno Grupo Gen PDF Criptografado

85

As cartas não poderiam ficar em suas gavetas

Apenas agora nas férias (em que temos um descanso das atividades acadêmicas) consegui começar a ler suas cartas, e entendo que realmente elas não podiam ficar em suas gavetas, tinham de ser publicadas!

Tornar-se médico é a carta com a qual mais me identifiquei. Isso porque, desde que decidi pela medicina, tenho me perguntado

“como se torna médica?”. No vestibular, o pensamento de tornarme médica ao entrar na faculdade e concluir o curso era o que me dominava. Logo nos primeiros anos, quando se entende um pouco da dimensão da medicina e de como tudo é amplo, veio o pensamento de que tornar-se médico de verdade acontecia apenas depois da residência, pois uma especialização é necessária (“ora, é impossível saber de tudo, e um médico de verdade deve ser especialista em algo”, pensava). Iniciei o internato no segundo semestre de 2015. Comecei a rotina na Santa Casa de Belo Horizonte, rodeada de residentes e preceptores. Uns incríveis, outros medianos e alguns que me fizeram ter a noção de que a especialização também não torna ningué­m médico de verdade! Quantos cardiologistas, neurologistas, hematologistas, pediatras, cirur­giões passaram pelo meu

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76 - Nossos pacientes são nossos maiores mestres

PORTO, Celmo Celeno Grupo Gen PDF Criptografado

76

Nossos pacientes são nossos maiores mestres

Meu nome é Elaine, sou aluna do terceiro ano de medicina. Acabei de ler a carta Os primeiros encontros com o paciente, escrita como prefácio da quarta edição do livro Exame Clínico, e logo resolvi respondê-la.

Sou de uma família muito humilde: meu pai trabalha na roça

(capina) para um médico e minha mãe é faxineira. Com todo esforço, eles mantêm meus estudos. Levei muitos anos para ser aprovada em uma universidade federal, pois vim de escola pública e nunca pude pagar um pré-vestibular; contudo, o amor pela medicina me ajudou a superar todas as barreiras e hoje, já no terceiro ano, vejo que valeu a pena – faria tudo de novo!

Gostaria de dizer que a medicina é a mais linda oportunidade de servir e ajudar o próximo. Nela temos a graça de lidar com o ser humano no momento de maior fragilidade dele: na doen­ça. Sei que aprendemos muito em nossos livros, com nossos professores, mestres e doutores, mas são nossos pacientes, principalmente aqueles com baixa escolaridade e mais pobres, nossos maiores mestres. São eles que nos ensinam, no dia a dia, as virtudes de um grande médico.

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Grupo A (61)
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Caso 23 - Síndrome da dor patelofemoral

Jason Brumitt, Erin E. Jobst Grupo A PDF Criptografado

Síndrome da dor patelofemoral

Robert C. Manske

CASO 23

Uma adolescente de 16 anos, jogadora de vôlei competitivo, com uma história de dor e edema intermitentes na face anterior do joelho direito, é encaminhada

à fisioterapia para avaliação e tratamento. Há seis semanas, ela fez uma cirurgia de desbridamento de coxim gorduroso e tem comparecido às sessões de fisioterapia desde então, em outra instituição ambulatorial. Cada vez que ela retorna ao vôlei, a dor e o edema reaparecem. As atividades necessárias para a prática desse esporte incluem correr, fazer cortadas, saltar e pivotar; todas essas atividades aumentam a dor. Durante os 2 anos anteriores à cirurgia, a dor era na face medial do joelho. Entretanto, desde a cirurgia, ela sente dor tanto na face medial como na face externa do joelho. Nas últimas 4 semanas, tem sentido dor e edema semelhantes aos que tinha antes da operação. Seja com o aumento da prática ou da frequência do jogo, a dor no joelho anterior aumenta até 8, em uma escala visual analógica (EVA) de dor que vai de 1 a 10.

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Caso 1 - Impacto subacromial

Jason Brumitt, Erin E. Jobst Grupo A PDF Criptografado

Impacto subacromial

Christy Schuckman

CASO 1

Um homem destro com 18 anos de idade, segundo prescrição de um ortopedista, procura uma clínica de fisioterapia para avaliação e tratamento de impacto subacromial no ombro direito. Diz ter começado a sentir dores no ombro, há umas quatro semanas, e atribui essa condição ao fato de ter jogado tênis três vezes na semana anterior depois de um inverno inteiro sem praticar esse esporte. A dor no ombro aumenta quando ele estende o braço para a frente, tenta levar a mão às costas, levanta qualquer tipo de peso com o braço direito ou joga tênis. Além disso, o paciente relata que não consegue enfiar o cinto na presilha na parte de trás, nem enfiar a camisa dentro da calça nas costas, embora fizesse esses movimentos antes sem nenhuma dificuldade. A única posição que alivia a dor nas costas é deixar o braço na lateral do corpo. O médico receitou-lhe medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, e isso ajudou a reduzir a intensidade da dor. O raio X (tirado pelo médico no consultório) das articulações glenoumeral e acromioclavicular deu negativo para anormalidades

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Caso 15 - Lombar: hérnia de disco – abordagem da técnica de energia muscular

Jason Brumitt, Erin E. Jobst Grupo A PDF Criptografado

Lombar: hérnia de disco – abordagem da técnica de energia muscular

Jason Brumitt

Melissa Murray

Jandra Mueller

CASO 15

Um homem de 36 anos, trabalhador da construção civil, procurou, por conta própria, uma clínica de fisioterapia com a queixa de dor lombar e de dor que se irradiava da parte posterior do quadril esquerdo do quadril até a lateral do pé. A dor havia surgido três semanas antes, durante um projeto de manutenção residencial. Tudo começou quando ele se preparava para erguer um aparelho de ar condicionado. O paciente relatou que se inclinou para pegar o aparelho, sentiu uma dor intensa e penetrante e caiu imediatamente no chão. Em seguida, precisou de ajuda da esposa para entrar em casa. Permaneceu deitado durante as primeiras 24 horas após o acidente, na posição pronada, no sofá ou na própria cama. Ele disse ainda que, nos últimos três dias, tinha conseguido caminhar e ficar de pé por períodos breves. Entretanto, o nível de dor atual está no grau

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Caso 34 - Fibromialgia

Jason Brumitt, Erin E. Jobst Grupo A PDF Criptografado

Fibromialgia

Jason Brumitt

CASO 34

Um médico clínico geral encaminhou uma mulher de 45 anos à fisioterapia com o diagnóstico de dor nas costas. A paciente relata que sente dor nas costas, mas também sente dor “em todo o corpo”. Além da dor, ela apresenta fadiga, dificuldade para dormir, memória ruim e cefaleias frequentes. Sua dor “nunca parece melhorar” e “fica pior com atividade prolongada”. Os sintomas começaram há cerca de quatro anos, depois que caiu dos degraus de uma escada. As radiografias da coluna torácica e lombar foram negativas para fraturas ou anormalidades ósseas que pudessem contribuir para seus sintomas. Intervenções prévias de fisioterapia (calor úmido, massagem, ultrassom, alongamento) não melhoraram seus sintomas. Sua história de saúde é significativa para síndrome do intestino irritável e dor abdominal (ambas começaram dois anos atrás). Ela trabalha como repórter de tribunal e descreve seu estilo de vida como sedentário. Com base na história da paciente, suspeita-se que ela pode ter a síndrome fibromiálgica (SFM).

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Lista por condição de saúde (ordem alfabética)

Jason Brumitt, Erin E. Jobst Grupo A PDF Criptografado

486

CASOS CLÍNICOS EM FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA

LISTA POR CONDIÇÃO DE SAÚDE (ORDEM ALFABÉTICA)

Nº CASO

6

7

5

17

8

14

11

19

12

13

4

33

34

30

21

1

3

29

27

25

26

28

15

18

16

20

9

2

23

22

31

24

32

10

TÓPICO

Capsulite adesiva – diagnóstico

Capsulite adesiva – tratamento

Cirurgia reparadora do manguito rotador: quatro semanas de reabilitação

Coluna lombar: hérnia de disco – abordagem de diagnóstico e terapia mecânica (McKenzie)

Dor crônica cervical

Dor lombar: manipulação

Epicondilalgia lateral

Epifisiólise proximal do fêmur (EPF)

Espondilolistese degenerativa

Espondilolistese em um atleta jovem

Estabilização cirúrgica para instabilidade do ombro: reabilitação para retorno ao esporte

Fascite plantar

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Grupo A (8960)
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Capítulo 5. Nervosismo no trânsito

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

5

NERVOSISMO NO TRÂNSITO

Ficar nervoso no trânsito é quase inevitável. As duas situações mais comuns em que as pessoas perdem a calma ocorrem em contextos opostos. Quando o trânsito está muito congestionado, reduzindo a mobilidade e criando a sensação de enclausuramento, o sistema de alerta do nosso organismo tende a ficar mais ativo, nos deixando propensos a ter reações de luta ou fuga. É nesses momentos que uma batida boba ou um esbarrão no retrovisor podem ser o estopim de uma reação agressiva súbita, não raramente desproporcional à gravidade do acontecimento. Como são grandes as chances de que a outra pessoa envolvida também esteja estressada, ao se sentir ameaçada ela também pode se tornar hostil, criando o cenário para as lamentáveis brigas de trânsito, por vezes bastante violentas.

No entanto, também ocorre o fenômeno inverso: quando a fluidez do tráfego é maior, como no início do dia, as brigas decorrem geralmente de uma escalada de violência. Após uma ultrapassagem que alguém julga indevida, uma fechada ou qualquer atitude que seja encarada como provocação, um dos motoristas tenta tirar satisfação e reparar a injustiça da qual se julga vítima. Se a reação do outro envolvido for também de hostilidade, pode ter início uma cadeia crescente de atos de agressão de parte a parte que tem ainda mais chance de culminar em violência física.

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Capítulo 10. Faça uma mulher feliz: mande-a trabalhar (e lave você a louça)

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

10

FAÇA UMA MULHER FELIZ:

MANDE-A TRABALHAR

(E LAVE VOCÊ A LOUÇA)

Você se sente mais feliz no trabalho ou em casa? A resposta depende: se você é mulher, provavelmente é mais feliz... no trabalho! Pois é. Acaba de ser publicado o resultado de um experimento que traz mais informações para enriquecer – e complicar – o debate sobre o até hoje mal equacionado balanço entre carreira e família que desafia a sociedade, em particular as mulheres.

No final da década de 1990, a socióloga Arlie Russell Hochschild publicou um livro apontando uma transformação social que borrava os limites entre trabalho e casa, com as pessoas dedicando progressivamente mais energia a seus empregos do que a seus familiares. E isso apesar de continuarem dizendo que a família era prioridade. Não era só o meio que empurrava nessa direção, mas os próprios indivíduos começavam a se sentir mais seguros, competentes e valorizados nas empresas do que nas suas casas.

Pois bem, cientistas norte-americanos convidaram 122 pessoas para medir, ao longo dos dias, seus níveis de felicidade e estresse não apenas de forma subjetiva, perguntando como eles estavam se sentindo, mas medindo as taxas de cortisol, um hormônio que sobe quando estamos biologicamente estressados. Os resultados foram que, a não ser em situa­

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Capítulo 26. Psicopata é você!

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

26

PSICOPATA É VOCÊ!

Depois dos best-sellers Seu chefe é um psicopata, Seu amigo é um psicopata e do campeão de vendas Seu ex-marido é um psicopata, chegou a hora de falar a verdade: psicopatas somos todos. Ou podemos nos comportar como um.

Nos últimos dias, temos visto vários sinais de como as pessoas comuns podem agir com desprezo pelos outros, ao menos no mundo virtual. Como

é que pessoas tranquilas, que não fazem mal a ninguém no mundo real, entram nessas escaladas de agressividade nas redes sociais, cometendo até mesmo crimes que não fariam em outras situações?

Você já deve ter visto alguém limpando o nariz dentro do carro, tranquilamente tirando “caquinhas” até de repente dar de cara com outra pessoa.

Esse momento de constrangimento, que leva o sujeito a inutilmente tentar disfarçar a nojeira, acontece porque o olhar do outro é um potente freio para nossos comportamentos menos louváveis.

Eis o grande problema do mundo virtual: a falta do olhar alheio. Nosso cérebro está adaptado para interagir face a face com os outros. Nesse tipo de conversa, recebemos uma série de informações em tempo real, se estamos agradando, se a pessoa está brava, triste ou feliz e, assim, ajustamos o conteúdo e também a forma do nosso discurso de forma automática e inconsciente. Isso não apenas porque queremos agradar, mas também

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Capítulo 33. Quer ser sexy? Use a criatividade

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

33

QUER SER SEXY?

USE A CRIATIVIDADE

A década de 1980 será vista no futuro como o momento em que se iniciou uma mudança revolucionária na história dos relacionamentos – a ascensão dos nerds. A revolução dos computadores pessoais é sem dúvida a maior responsável pelo fenômeno, que, se teve seu início na década de 1970, foi vislumbrado pouco tempo depois, em 1984. O filme A vingança dos nerds mostrava um grupo de alunos do curso de ciências da computação que, após sofrer muito bullying, contra todas as probabilidades invertia a cadeia alimentar do campus universitário e acabava recebendo mais prestígio e badalação do que os atletas e descolados. Virada semelhante se deu na sociedade, que os elevou da categoria de párias nos anos 1970 a necessários nos anos 1990. Em 1996, o documentário O triunfo dos nerds não deixa dúvidas de que o dinheiro e, consequentemente, o poder estavam mudando de mãos.

No entanto, a vida deles ficou mais fácil não só porque a tecnologia criou empregos bem remunerados que só eles conseguiam – tornando-os mais ricos e, como decorrência, mais sexy. Ficou também mais fácil descobrir pessoas que compartilham dos mesmos interesses, por mais específicos que sejam, e assim encontrar possíveis pretendentes. A tecnologia veio

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Capítulo 27. Os pelados e suas razões

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

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OS PELADOS E SUAS RAZÕES

Há alguns anos, a cidade de Porto Alegre (RS) passou por uma fase em que várias pessoas saíram correndo nuas pelas ruas. A primeira foi uma mulher, detida por estar correndo nua num parque da cidade. Na sequência, mais três casos foram flagrados, no que parecia configurar uma tendência. Das quatro pessoas, duas mulheres foram abordadas e levadas – adivinhe para onde? – ao psiquiatra. Ambas teriam problemas, segundo informações de familiares e amigos, o que explicaria o comportamento.

Tenho dúvidas se a mera presença de problemas explica o fenômeno como um todo. A psiquiatria (bem-feita), como qualquer ramo da medi­ cina (bem-feita) se esforça para diferenciar o que é ou não doença. No caso da pressão alta, para ficar num exemplo clínico, uma vez detectada a média dos valores de pressão arterial da população – 120 x 80 milímetros de mercúrio, o famoso “doze por oito” – descobrem-se quais as taxas que trazem mais risco de complicações para o organismo e, voila, definimos uma doença: “hipertensão arterial”. Vá tentar fazer isso no caso da psiquia­ tria: estabelecer o comportamento médio, descobrir quando os desvios dessa média se tornam prejudiciais e, então, determinar o que é doença.

Parece bem mais complicado. E é.

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