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13 Incontinência Urinária

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Beatriz Rodrigues de Anchieta  •  Lara M. Q. Araújo

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Sua prevalência eleva-se com a idade e afeta mais mulheres que homens. Essa condição predispõe a quedas, infecções perineais, genitais e do trato urinário, além de provocar maceração da pele, o que facilita a formação de úlceras por pressão.

Pode ter como consequências isolamento social, prejuízo do sono, disfunção sexual, piora da qualidade de vida, surgimento de quadros depressivos e institucionalização precoce.

As seguintes perguntas podem ser feitas:

■ Você perde urina sem ter vontade (tem perda involuntária)?

■ Você perde urina quando tosse, espirra, ri ou faz exercícios?

■ Você perde urina antes de chegar ao banheiro?

■ Você usa absorventes, tecidos ou fraldas para reter urina?

Com base nessas respostas, deve-se avaliar:

■ Cognição e funcionalidade (incluindo mobilidade)

■ Depressão

■ Impacto da incontinência urinária na qualidade de vida

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11 Transtornos Neurocognitivos Maiores

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Ana Beatriz Galhardi Di Tommaso  •  Ianna Lacerda  •  Priscila Pinheiro  •  Wallena Cavalcante

Na avaliação de um paciente com suspeita de transtorno neurocognitivo maior ou demência, geralmente há reclamação de alteração em dois ou mais dos cinco domínios cognitivos (memória, praxia, humor/comportamento, visuoespacial e linguagem), embora a alteração na memória costume ser a queixa mais comum do paciente (subjetiva) ou do familiar (objetiva).

Em geral, a queixa subjetiva de memória sugere transtornos de humor. Já as queixas objetivas (ou de, pelo menos, dois dos cinco domínios) direcionam para demência instalada. Recentemente, constatou-se que alteração do comportamento também aponta para raciocínio clínico de demência provável. Inicialmente, deve-se lembrar de que existem alterações cognitivas próprias do envelhecimento, como:

■ Prejuízo na atenção e na função executiva

■ Alteração da percepção (declínio da circuitaria aferente)

■ Alteração da velocidade de processamento, da linguagem e da capacidade de decisão.

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35 Pneumonias

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Julyane Souto Lopes da Silva  •  Jane Érika Frazão Okazaki  •  Flavio Arbex

A pneumonia está associada a uma elevada morbimortalidade e é causa frequente de atendimento de emergência e internação hospitalar. A incidência de pneumonia adquirida na comunidade (PAC) aumenta com a idade: estima-se que, na população com mais de 65 anos, seja de 25 a 44 casos por 1.000 habitantes/ano, podendo chegar a 52 casos por 1.000 pessoas, se 85 anos ou mais.

Pneumonia que acomete o indivíduo fora do ambiente hospitalar ou surge nas primeiras 48 h após a admissão hospitalar

Essa classificação foi criada para identificar pacientes com risco aumentado de infecções multirresistentes, por exemplo, aqueles submetidos à terapia enteral ou parenteral, à terapia renal substitutiva, à quimioterapia, ou com curativos para tratamento de feridas até 30 dias antes de adquirir a infecção, hospitalizados nos últimos 90 dias por 2 ou mais dias, imunocomprometidos ou com imobilidade, que tenham tomado antibiótico nos últimos 90 dias ou que estejam usando agentes supressores da acidez gástrica, bem como os residentes de instituição de longa permanência. Os pacientes com infecções relacionadas com os serviços de saúde são mais idosos, apresentam mais comorbidades e infecções (pneumococos resistentes, estafilococos Gram-negativos e bactérias multirresistentes), têm com mais frequência pneumonia aspirativa e pior prognóstico do que os pacientes com PAC.

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6 Avaliação Social

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Marcia Regina Daga de Souza  •  Naira Dutra Lemos

A avaliação social pode ser definida como um instrumental técnico-operativo do assistente social com o objetivo de identificar a realidade do usuário e suas interações no contexto em que está inserido. Pode ser vista como uma das atribuições do profissional, o qual realiza estudos socioeconômicos por meio de entrevista social para fins de benefícios e serviços sociais.

O objetivo principal dessa entrevista é levantar dados para conhecimento do usuário e de suas demandas, além de reunir as condições efetivas para futuras intervenções. As demandas podem ser explícitas ou implícitas, cabendo ao profissional identificá-las. Uma entrevista bem-sucedida envolve:

■ Acolher o usuário

■ Formar vínculo com ele

■ Estabelecer um roteiro estruturado que atenda à área de atuação do profissional

■ Esclarecer para o usuário o objetivo desse procedimento

■ Informar sobre o caráter sigiloso envolvido no processo

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26 Insuficiência Cardíaca

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Lucas Porteiro Prospero  •  Egli Belinazzi Quadrado  •  Roberto Dischinger Miranda

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome caracterizada pelo prejuízo da função de bomba desempenhada pelo coração. Apresenta também dificuldade de manter débito cardíaco adequado e conforme as demandas teciduais. Pode decorrer de déficit contrátil, de relaxamento ou ambos. O déficit contrátil ocorre por morte ou disfunção dos miócitos; o de relaxamento se dá pelo remodelamento ventricular.

Em idosos, a IC com fração de ejeção preservada (diastólica) é tão frequente quanto a IC sistólica.

No envelhecimento, podem ocorrer:

■ Alteração do enchimento diastólico em virtude do retardo da recaptação de cálcio pelo retículo sarcoplasmático dos miócitos

■ Diminuição da complacência passiva do ventrículo esquerdo (VE) por hipertrofia dos miócitos, aumento do depósito de colágeno, amiloide e lipofuscina. Há maior dificuldade de enchimento ventricular, evento mais dependente da contração atrial

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Grupo A (308)
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Capítulo 60 - Pancreatite aguda

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Alessandro Bersch Osvaldt

Diego da Fonseca Mossmann

Mariana Blanck Zilio

Luiz Rohde

A pancreatite aguda (PA) é um processo inflamatório do pâncreas que, nas formas graves, pode envolver tecidos peripancreáticos, atingir órgãos distantes e causar a morte. Sua morbidade é alta, em torno de 25%, e a mortalidade geral situa-se entre 2 e 8%. Nos pacientes em que a PA é considerada leve (80-90% dos casos), a mortalidade não excede 2%, mas chega em 10 a 30% nos casos graves (10-20% dos pacientes). Esse grupo de pacientes deve receber os maiores esforços terapêuticos.

Sua incidência está aumentando em razão do uso rotineiro, em serviços de emergência, de dosagens de amilase em pacientes atendidos com queixas de dor abdominal, e devido à incidência crescente de colelitíase e obesidade na população em geral.

A função do pâncreas exócrino é produzir enzimas digestivas que clivam as proteínas (tripsina, quimiotripsina), os lipídeos (lipase) e os carboidratos (amilase) do bolo alimentar. Além dessas enzimas, são excretadas a fosfolipase A2 (que transforma a lecitina da bile em lisolecitina), as elastases e as ribonucleases. A amilase e a lipase são liberadas na sua forma ativa, e as enzimas proteolíticas – armazenadas em grânulos de zimogênio intracelular – são liberadas no sistema ductal como proenzimas e ativadas no duodeno pelas enterocinases.

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Capítulo 1 - Principais reconstruções digestivas

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Guilherme S. Mazzini

Santo Pascual Vitola

Luiz Rohde

Neste capítulo, são apresentadas, em figuras, algumas técnicas de reconstrução após ressecções digestivas, para dar início aos estudos em cirurgia do sistema digestório.

Na gastrectomia parcial, é ressecada a porção distal do estômago, e o trânsito é reconstituído por meio da anastomose de alguma porção do intestino delgado proximal com o remanescente gástrico.

Na gastrectomia à Billroth I (FIG. 1.1), o trânsito digestivo é reconstruído mediante anastomose do duodeno com o estômago junto à porção da grande curvatura, após sutura (fechamento) da parte do estômago não utilizada na anastomose.

FIGURA 1.1 Gastrectomia à Billroth I.

Fonte: Adaptada de Guilherme S. Mazzini.

Na gastrectomia à Billroth II tipo Reichel-Polya (FIG. 1.2), o duodeno é suturado (fechado) e o trânsito digestivo é reconstituído mediante anastomose das primeiras porções do jejuno com o estômago. O jejuno é levado ao andar supramesocólico através de abertura feita no mesocólon transverso (transmesocólica). A anastomose engloba toda a luz do estômago (boca oralis totalis). Pode ser isoperistáltica ou anisoperistáltica.

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Capítulo 77 - Tumores neuroendócrinos do pâncreas

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Alessandro Bersch Osvaldt

Mário Sérgio Borges da Costa

Luiz Rohde

Mariana Blanck Zilio

O sistema neuroendócrino está presente em quase todo o organismo. No tubo digestivo, é encontrado no apêndice cecal, no íleo, no reto e no pâncreas. As células neuroendócrinas do pâncreas derivam do endoderma embrionário e, quase sempre, estão localizadas nas ilhotas de Langerhans. Os tumores neuroendócrinos do pâncreas (TNEPs) originam-se dessas células e são nomeados de acordo com o hormônio produzido: insulinoma, gastrinoma, glucagonoma, somatostatinoma, vipoma, etc. São considerados tumores ectópicos ou paraendócrinos quando produzem hormônios não secretados normalmente pelo órgão onde estão assentados.

Os TNEPs são tumores raros, correspondendo de 1 a 2% dos tumores pancreáticos. Quando o TNEP não determina síndrome típica da hipersecreção hormonal, diz-se que ele é não funcionante (TNEP-NF) (75-85% dos TNEPs). No entanto, a maioria deles secreta pelo menos um peptídeo hormonal detectável na imuno-histoquímica. Ele não causa sintomas porque a quantidade na circulação sanguínea é insuficiente, porque não consegue exportar o hormônio para o meio extracelular ou porque libera o hormônio em forma inativa.1

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Capítulo 69 - Pólipos da vesícula biliar

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Mariana Blanck Zilio

Luiz Rohde

Alessandro Bersch Osvaldt

Pólipos são projeções da parede da vesícula biliar em direção à luz do órgão, envolvendo, obrigatoriamente, sua mucosa. São frequentemente detectados na ultrassonografia (US) do abdome, com prevalência de 0,3 a 9,5%.

Podem ser divididos em pseudopólipos – cerca de 70% dos casos – e pólipos verdadeiros – 30% dos casos. Na maioria das vezes, porém, não é possível fazer essa diferenciação apenas pelos exames de imagem, sendo necessária a histologia.

Os pseudopólipos não apresentam risco de malignidade e são causados, em sua maioria, por colesterolose (depósitos de lipídeos). Outras causas de pseudopólipos incluem adenomiomatose focal e lesões inflamatórias. Os pólipos verdadeiros podem ser benignos ou malignos (Fig. 69.1). Os adenomas são os pólipos benignos mais frequentes. Outros incluem leiomiomas, lipomas, neurinelomas e hamartomas; porém, essas lesões são raras. A lesão maligna mais comum é o adenocarcinoma. Carcinoma escamoso, cistoadenoma mucinoso e metástases são raros.

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Capítulo 66 - Fístula biliar interna e íleo biliar

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Tatiana Falcão Eyff

Alessandro Bersch Osvaldt

Luiz Rohde

A comunicação anormal da árvore biliar com algum órgão interno é definida como fístula biliar interna. Quando essa comunicação ocorre para o exterior, está caracterizada uma fístula biliar externa ou biliocutânea. Essas fístulas, na maioria das vezes, surgem espontaneamente ou pós-trauma cirúrgico, sendo muito raros os casos congênitos.

Neste capítulo, serão discutidas as fístulas biliares internas.

A indicação cirúrgica nas fases mais precoces das colecistopatias e a maior eficácia no tratamento medicamentoso da úlcera péptica têm determinado diminuição na incidência de fístulas biliares internas.

Aproximadamente 90% das fístulas biliares internas espontâneas são decorrentes de litíase biliar, enquanto 6% são secundárias à doença ulcerosa péptica. Com menor frequência, podem ocorrer fístulas biliares decorrentes de neoplasias de vesícula, vias biliares, estômago e pâncreas. A doença de Crohn, a diverticulite de cólon e a tuberculose intestinal, embora descritas na literatura médica, são causas muito raras. Na literatura, há citação de incidências de 0,3 a 0,74% de fístulas nas cirurgias do trato biliar.

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