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7 Qualidade de Vida e Doenças Reumáticas

CARVALHO, Marco Antonio P.; LANNA, Cristina Costa Duarte; BERTOLO, Manoel Barros et al Grupo Gen ePub Criptografado

O termo “qualidade de vida” foi utilizado pela primeira vez após a Segunda Guerra Mundial para descrever as alterações na vida das pessoas, diante da possibilidade de adquirir mais bens materiais. Desde então, tem sido aplicado para descrever o estado de bem-estar e o grau de satisfação das pessoas com sua vida, sendo aplicado em diferentes contextos, como na sociologia e na saúde, e não apenas na economia.

Indicadores sociais e econômicos, como rendimentos, condições de trabalho, educação, moradia, produto interno bruto (PIB), índice de desenvolvimento humano (IDH), entre outros, vêm sendo utilizados como medidas objetivas do estado de bem-estar. Embora sejam importantes para avaliar desigualdades sociais, identificar áreas com prioridade de investimento e conduzir políticas públicas, a melhoria desses índices não implica necessariamente aumento da qualidade vida da população.

Dados de uma pesquisa revelaram que, apesar da melhora dos indicadores socioeconômicos observados entre os anos 1950 e 1970, o sentimento de felicidade declinou no mesmo período. Em outras palavras, embora tais indicadores sociais consigam influenciar a qualidade de vida de um indivíduo ou uma população, o grau de satisfação é também determinado por outros fatores, como o estado de saúde, a capacidade funcional e as experiências vivenciadas.

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Apêndice - Dez Hábitos Saudáveis Segundo a Medicina Tradicional Chinesa

ARANTES, Andrea Maciel Grupo Gen ePub Criptografado

De acordo com a medicina chinesa, as doenças podem ser causadas por três fatores, e o primeiro deles é a exposição inadequada aos fatores climáticos. Vento, frio ou calor em excesso causam danos à saúde; assim, andar descalço em ambientes frios, ficar exposto constantemente à corrente de ar frio como ar-condicionado ou mesmo se expor à chuva faz com que o corpo se resfrie muito rápido. O frio pode também causar contraturas, como o famoso torcicolo. Isso acontece porque a friagem penetra nos poros, impede a livre circulação de sangue e de energia e afeta o movimento, resultando em dor, que pode ser fixa ou migratória, ou simplesmente em um inchaço. Além de causar essas reações, a exposição prolongada ao frio lesa a capacidade de o próprio corpo se defender, enfraquecendo, consequentemente, as funções dos órgãos e do sistema imunológico. Portanto, cuide-se com sabedoria.

Parece repetitivo, mas a alimentação é mais do que importante. No organismo, o alimento se transforma em sangue e em nutrientes vitais para que o corpo possa ter energia suficiente a fim de realizar suas funções e manter a vida. Quando a alimentação é deficiente, o sangue tem dificuldade de realizar o transporte de oxigênio, nutrir os tecidos e regular o pH dos líquidos corporais. Além disso, sob o olhar da medicina tradicional chinesa, a mente é ligada ao coração, significando que o sangue (xue) também dá suporte à atividade mental. A tradição chinesa diz que, quando o sangue é abundante, o coração fica feliz e a mente fica em paz.

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14 Tornozelo e Pé

CARVALHO, Marco Antonio P.; LANNA, Cristina Costa Duarte; BERTOLO, Manoel Barros et al Grupo Gen ePub Criptografado

O pé está sujeito a artrites incapacitantes de diferentes causas e em diversos locais. Por isso, o tratamento de um pé reumatoide exige o entendimento exato da doença reumática e a compreensão da estrutura e da função do pé normal.

A artrite reumatoide afeta inicialmente o pé em 16% das vezes. Minaker e Little1 observaram que o pé doloroso era o único sintoma inicial em 28% dos casos, além de ocorrer em 90% destes em algum momento da evolução. Vainio2 constatou que, de 955 adultos com artrite reumatoide, 89% apresentavam sintomas nos pés. Outros autores descreveram o envolvimento dos pés, clínica ou radiograficamente, em até 100% dos casos.3

Assim, para tratar com sucesso tanto as alterações estáticas quanto as dinâmicas, é indispensável seguir uma rotina de avaliação do acometimento dos tornozelos e dos pés, seja na artrite reumatoide, seja em outras afecções articulares, antes de propor qualquer tratamento nos membros inferiores. Afinal, para o paciente, pouco valor terá poder movimentar perfeitamente o quadril ou o joelho, graças a uma prótese total, se não puder andar porque os pés o incomodam.

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1 Tecido Conjuntivo e Sistema Musculoesquelético

CARVALHO, Marco Antonio P.; LANNA, Cristina Costa Duarte; BERTOLO, Manoel Barros et al Grupo Gen ePub Criptografado

O conceito de “reumatismo” existe há cerca de 2.400 anos, quando do encontro do termo rheuma (do grego “fluido” ou “fluxo”) em parte da obra de Hipócrates (460 a.C. a 380 a.C.), considerado o “pai da medicina”. Nessa época, acreditava-se que, nos “reumatismos”, o rheuma, um líquido de composição alterada proveniente do cérebro, atingiria as articulações. As doenças, então, baseavam-se no adoecimento de quatro humores – sangue, muco (fleugma), bílis amarela e bílis negra –, provenientes, respectivamente, do coração, do sistema respiratório, do fígado e do baço. A predominância de cada um deles produziria diferentes tipos fisiológicos, isto é, o sanguíneo, o fleumático, o colérico e o melancólico.1

As doenças reumáticas afetam milhões de pessoas em todo o mundo, e, no Brasil, situam-se entre as principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho.2

Embora existam mais de 200 doenças reumáticas, reconhecidas e classificadas pelas principais associações médicas mundiais, em virtude de sua imprecisão, não se deve empregar o termo “reumatismo” na definição de diagnósticos, na comunicação entre profissionais ou na orientação de pacientes. Alguns casos acometem somente as articulações e outros apenas as estruturas periarticulares, classicamente conhecidas como “reumatismos de partes moles” (músculos, ligamentos, bursas e tendões).

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20 Nutrição nos Ciclos da Vida | Adultos e Idosos

CARDOSO, Marly Augusto; Scagliusi, Fernanda Baeza Grupo Gen ePub Criptografado

A idade adulta pode ser definida como aquela entre 20 e 59 anos de idade, compreendendo uma faixa etária extremamente ampla que abriga indivíduos com características e necessidades bastante diferentes. Os adultos mais jovens podem compartilhar características com os adolescentes, enquanto os adultos com idade mais avançada podem apresentar questões semelhantes aos idosos.

No Brasil, a população está inserida em um sistema capitalista, ao qual se atrelaram os processos de urbanização, globalização e de transição demográfica, epidemiológica e nutricional. O fato de que os adultos brasileiros apresentam prevalências bem maiores de excesso que de déficit de peso corporal é amplamente conhecido.

Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 e a série de levantamentos realizados anualmente pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) também mostraram alterações importantes no padrão de aquisição e consumo de alimentos e de atividade física na população adulta no Brasil, as quais podem ter impacto relevante no estado nutricional e de saúde desses indivíduos. Na última década, constatou-se redução nas quantidades anuais per capita adquiridas nos domicílios brasileiros de componentes culinários tradicionais, como arroz, feijão e farinhas. Por sua vez, houve importante aumento na quantidade anual per capita adquirida de alimentos ultraprocessados, com destaque para os refrigerantes, e maior participação do consumo alimentar fora do domicílio para a ingestão energética total de adultos. Ainda, menos de um terço dos indivíduos nessa faixa etária atingiu as recomendações diárias de consumo de frutas e hortaliças e metade dos adultos brasileiros foi considerada insuficientemente ativa, empenhando menos de 150 min semanais em atividades físicas nos âmbitos de lazer, trabalho e/ou deslocamento. Conforme discutido no Capítulo 15, esses diferentes aspectos do consumo alimentar são profundamente influenciados pelo ambiente alimentar, pela publicidade, pela mídia, pelas condições de vida e de trabalho, pelas normas sociais e pelas questões de gênero e identidade. Por fim, as informações autorreferidas colhidas entre indivíduos a partir dos 18 anos residentes nas capitais brasileiras no Vigitel Brasil 2016 indicaram avanço desde 2006 na ocorrência de condições de hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia, as quais estiveram, por um lado, diretamente relacionadas com o incremento de idade e, por outro, inversamente associadas à quantidade de anos de estudo.

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Grupo A (34)
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Medium 9788582715710

Capítulo 20. Manutenção de drenos

Alba Lucia Bottura Leite de Barros; Juliana de Lima Lopes; Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

20

20.1

Cássia Regina Vancini Campanharo

Tânia A. Moreira Domingues

Introdução

A cavidade abdominal é limitada em sua parte superior pelo diafragma e na inferior pela abertura superior da pelve. Nas partes anterior e laterais, sem limites precisos, é composta por várias camadas de diferentes espessuras de pele, tecido conectivo, gordura e músculos.1

O peritônio, extensa membrana serosa formada predominantemente por tecido conectivo, reveste o interior da parede abdominal e expande-se para cobrir a maior parte dos órgãos que contém; é composto por duas camadas – o peritônio parietal e o visceral.1

A utilização de sistemas de drenagem pode ocorrer também como uma prevenção de acúmulo de líquidos em local fechado, o que pode retardar o processo de cicatrização. Desde tempos remotos, diversos materiais já foram empregados para esse fim, como metais, ossos, vidro, gaze e borracha, por mecanismos de gravidade, capilaridade, sucção, entre outros.2,3

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Capítulo 17. Oxigenoterapia

Alba Lucia Bottura Leite de Barros; Juliana de Lima Lopes; Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

17

Graciana Maria de Moraes Coutinho

Ana Laura Oliveira Guedes

Introdução

O sistema respiratório compreende desde o nariz até os alvéolos pulmonares e visa garantir a realização das trocas gasosas em condições adequadas, em face da inalação constante de impurezas e de microrganismos presentes no meio ambiente.1

A prescrição de oxigênio deve respeitar indicações definidas e incluir especificações de dose, forma de administração, duração da terapia e monitoração da saturação.2

Definição

A oxigenoterapia é definida como a administração de oxigênio com finalidade terapêutica, em casos em que o paciente apresenta respiração ruidosa, taquipneia, ortopneia, cianose, batimentos das asas do nariz, queda da saturação de oxigênio, entre outros.3 As formas mais convencionais de administração de oxigênio dependem de máscaras faciais ou cânulas e dispositivos nasais.4

Consiste na oferta adequada de oxigênio (O2) complementar ao paciente com a finalidade de impedir ou tratar deficiência de oxigênio ou hipóxia. A American Association for Respiratory Care (AARC) cita como principais indicações de oxigenoterapia pacientes com pressão arterial de oxigênio (PaO2) menor do que 60 mmHg ou saturação periférica de oxigênio (SpO2) menor do que 90% em ar ambiente, ou SpO2 menor do que 88% durante a deambulação, exercícios ou sono em portadores de doença cardiorrespiratória.5

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Medium 9788536326184

181 Cirurgia da Unha

Bruce B. Duncan; Maria Inês Schmidt; Elsa R. J. Giugliani; Michael Schmidt Duncan; Camila Giugliani Grupo A ePub Criptografado

REFERÊNCIAS

PERFIL DE EVIDÊNCIAS

Guilherme Mazzini

Cleber Dario Pinto Kruel

Cleber Rosito Pinto Kruel

A unha é o anexo cutâneo que se superpõe à face dorsal das falanges distais com a função de proteger as sensíveis extremidades digitais, além de auxiliar na função de pinça e atuar como garra. Seu crescimento varia de 2 a 4 mm por mês, podendo ser afetado por distúrbios hormonais, nutricionais e por doenças sistêmicas.1

A FIGURA 181.1 descreve a anatomia do aparato ungueal. A unha pode ser dividida em matriz ungueal, que é a porção proximal, macia e responsável pela produção da lâmina ungueal, e o corpo ou lâmina ungueal, que é a lâmina córnea, rígida, semitransparente, produto da queratinização da matriz ungueal. A unidade ungueal é composta ainda pelas pregas ungueais proximal e laterais (a prega distal está presente apenas na falta da porção distal da lâmina), e pelo leito ungueal, que é constituído por epitélio finamente queratinizado, sobre o qual desliza a lâmina.

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Capítulo 3. Enfermagem baseada em evidências

Alba Lucia Bottura Leite de Barros; Juliana de Lima Lopes; Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

3

Dulce Aparecida Barbosa

Mônica Taminato

A tecnologia e o acesso a informações evoluem de forma muito acelerada, e a formação do profissional enfermeiro deve acompanhar esse desenvolvimento. Para isso, muitos desafios devem ser superados, e diversas competências e habilidades são necessárias para transpor as novas demandas do mercado de trabalho, que a academia e a sociedade propõem a esse profissional.

Outro grande desafio é formar profissionais com capacidade de divulgar em literatura indexada e avaliar o impacto das intervenções de enfermagem que contribuam de maneira preventiva, com redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida dos pacientes, dos familiares e dos sistemas de saúde.1

Profissionais da saúde, consumidores, pesquisadores e formuladores de políticas têm acesso à quantidade crescente de informação científica disponível. É improvável, contudo, que todos terão tempo e recursos para identificar e avaliar essas evidências e incorporá-las às decisões em saúde.2

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Capítulo 11. Higiene do paciente

Alba Lucia Bottura Leite de Barros; Juliana de Lima Lopes; Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

11

11.1

Juliana de Lima Lopes

Dalmo Machado

Monyque Evelyn dos Santos Silva

Viviane de Moraes Sptiz

Lídia Santiago Guandalini

Introdução

A higiene oral auxilia a manter o estado sadio da boca, dos dentes, das gengivas e dos lábios, removendo a placa bacteriana e o tártaro, massageando as gengivas e aliviando o desconforto causado por sabores e odores desagradáveis.1 Atua também na prevenção de infecções do aparelho respiratório,1 reduzindo a colonização da orofaringe por patógenos responsáveis pela pneumonia nosocomial, principalmente a associada à ventilação mecânica.2 A falta de higienização favorece o aparecimento e a manutenção das bactérias Gram-negativas na cavidade oral;3 assim, a higiene oral deve ser incentivada e realizada adequadamente, de forma comprometida e técnico-científica, garantindo a segurança do paciente.4

Para a realização da higiene oral, o enfermeiro deve conhecer e adotar técnicas e produtos para a execução do procedimento, que deverá ser compartilhado com toda a equipe de enfermagem. Além do mais, os enfermeiros devem elaborar protocolos exequíveis e promover treinamento para todos da equipe.5 Para pacientes em ventilação mecânica, o produto que deve ser indicado para a realização da higiene oral é o gliconato de clorexidina a 0,12%, 3 a 4 vezes ao dia. Ele reduz a ocorrência de pneumonias em 50% e é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).3,6

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