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Capítulo 1. O que é aprendizagem invertida e por que usá-la?

Robert Talbert Grupo A PDF Criptografado

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O que é aprendizagem invertida e por que usá-la?

Quando meu pai era jovem e trabalhava em um curso de engenharia elétrica na

Texas Tech University, na década de 1950, não havia discussão sobre a forma como suas disciplinas acadêmicas eram organizadas e executadas. Os estudantes iam para a aula em horários fixos durante a semana e em locais fixos. Na aula, um professor especializado fazia uma exposição sobre um tópico em engenharia elétrica, física ou matemática. Os alunos tomavam notas e, possivelmente, faziam perguntas. Então, a aula terminava, e os alunos voltavam para seus dormitórios para trabalhar nos problemas e elaborar projetos. Depois, o ciclo se repetia. Pode ter havido algumas variações entre as disciplinas na universidade, mas as semelhanças no design e no ensino dessas disciplinas segundo esse modelo ultrapassavam muito as diferenças.

Essa educação lhe foi muito útil durante a faculdade e nas duas primeiras décadas de sua carreira como engenheiro. Ele trabalhou para a General Motors e, em determinado momento, foi contratado pela NASA, para ajudar a projetar os sistemas elétricos e de orientação para as naves espaciais Gemini e Apollo. Sua formação lhe serviu muito bem, porque, apesar de ter de mudar de um local de emprego para outro e passar da General Motors para a NASA e depois voltar, ele basicamente continuava fazendo a mesma coisa em seu trabalho: projetar sistemas elétricos para veículos. Após seu período na NASA e na General Motors, ele e minha mãe

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Capitulo 15 - A experiência do grupo acadêmico de robótica ITAndroids

Rodrigo Barbosa e Silva, Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

Felipe Celso Reis Pinheiro, Júlio César Ferreira Filho, Luckeciano Carvalho Melo, Marcos R. O. A. Maximo

Proveniente do latim competitione, a palavra competição é em geral associada a uma disputa entre duas ou mais pessoas na execução de uma atividade predeterminada, na qual os critérios de vitória estão associados a quão próximo da perfeição foi o desempenho dos competidores. No âmbito da robótica autônoma, foco da ITAndroids, esse conceito é utilizado para a execução das tarefas sem interferência humana no momento de sua realização, isto é, por protótipos robóticos programados. A Figura 15.1 apresenta os robôs humanoides desenvolvidos pelo time, denominados “Chape”, utilizados na categoria Humanoid KidSize na RoboCup 2018.

Figura 15.1 Robôs “Chape” – Categoria Humanoid KidSize na RoboCup 2018.

Diante disso, nota-se que competições de robótica, assim como olimpíadas científicas, envolvem diversas áreas do conhecimento técnico, como, por exemplo, mecânica, engenharia de software, eletrônica aplicada, processamento de sinais, controle e inteligência artificial (IA). Contudo, há dois aspectos diferenciais nas competições de robótica que as colocam em um paradigma totalmente distinto das olimpíadas científicas, além de caracterizá-las como atividade mais própria de engenheiros: gerenciamento de projetos e gestão de pessoas.

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Capítulo 2. Investigação em robótica na educação brasileira: o que dizem as dissertações e teses

Rodrigo Barbosa e Silva, Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

o que dizem as dissertações e teses

Flavio Rodrigues Campos, Gláucio Carlos Libardoni

O histórico da robótica na educação brasileira apresenta como marco inicial a interação de profissionais brasileiros com profissionais do exterior para o conhecimento de tipos de materiais e para a compreensão de suas potencialidades no ensino. Conforme D’Abreu (2014), esses primeiros passos foram dados por algumas universidades brasileiras na década de 1980. Para tanto, os primeiros projetos em robótica estavam atrelados ao sistema Lego-Logo.[NT] Segundo Valente (1999), foi criado, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1983, o grupo de pesquisa chamado Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied), que desenvolveu diversas pesquisas relacionadas com o uso do Logo na educação. O Projeto Logo da Unicamp foi o primeiro de sua natureza a ser implantado no Brasil. Seu objetivo inicial foi introduzir a linguagem Logo de programação e adequá-la à realidade brasileira (Valente, 1999).

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Capítulo 11 - O Iluminismo está de volta e provoca o fim da Era da Informação e o advento da Era da Experiência

Rui Fava Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 11

O Iluminismo está de volta e provoca o fim da Era da

Informação e o advento da Era da Experiência

Na era da experiência, as pessoas não são vistas como um perfil de hábitos consolidados, as pessoas são o que fazem, o que vivem, o que experimentam.

Karina Israel

Certo dia, conversando com meu filho geração Z, que havia acabado de chegar da faculdade, fui surpreendido com a seguinte pergunta: "Pai, por que eu preciso de professor?".

Ficou axiomático com esse questionamento como a tecnologia metamorfoseou o modelo mental dessa nova geração. Na verdade, ele estava declinando os sistemas de ensino e de aprendizagem concebidos, criados e vigentes há centenas de anos.

Hoje, meu filho vivencia um cenário em que tudo que precisa aprender está a um clique de seu mobile equipment. Por outro lado, o modelo educacional presente foi baseado em um processo linear, mecânico, de transmissão, sem possibilidade de questionamento dos dogmas apresentados pelo professor, conteúdos que estimulam a memorização de dados e fatos, sistema que não mais é válido para esse mundo no qual a inteligência artificial está armazenando e disponibilizando todas as informações imperativas no momento em que precisamos.

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Capítulo 1. Trabalho em grupo como estratégia pedagógica

Elizabeth G. Cohen, Rachel A. Lotan Artmed PDF Criptografado

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Trabalho em grupo como estratégia pedagógica

“As crianças aprendem falando e trabalhando juntas? Gostaria que alguém tivesse me mostrado como de fato eu poderia implementar isso na minha sala de aula” foi o comentário de uma professora do 3º ano que tentava trabalhar com as crianças em estações, mas sem conseguir bons resultados. Você já notou que aprende mais sobre conceitos e ideias quando fala com alguém sobre eles, explica ou discute com outras pessoas, mais do que quando ouve uma palestra ou lê um livro? Apesar de muitos de nós, adultos, entendermos isso, é frequente encontrarmos salas de aula que não reservam tempo suficiente para que os alunos conversem e trabalhem juntos. Este

é um livro para professores que querem saber como esse princípio da aprendizagem funciona com os alunos de todas as idades. Se um professor quer construir uma aprendizagem ativa, então o trabalho em grupo, planejado intencionalmente, é uma ferramenta poderosa, que oferece oportunidades simultâneas para todos.

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