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B. O importante e o urgente: Inimigos mortais!

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B. O importante e o urgente: inimigos mortais!

Falemos do venerado conflito entre o importante e o urgente. Algumas coisas são mais importantes, isto é, se não as fizermos, as consequências negativas serão mais sérias.

Outras coisas são urgentes, pois na prática, há pressões para que sejam logo feitas.

À primeira vista, são ideias irmãs e aliadas.

Na prática, o urgente é o maior inimigo do importante.

O urgente clama, os interessados reclamam, os prazos estão vencendo! São sempre tarefas tangíveis e concretas: atender o telefone, lidar com a crise ou cuidar do encanamento entupido. Sabemos que alguém vai cobrar ou coisa boa não vai resultar.

O problema é que, de urgente em urgente, o tempo vai se escoando. Ao fim e ao cabo, fazemos o urgente. Mas e o importante?

Limpar o carro antes de encontrar a namorada é urgente. Trocar o óleo é importante, embora não seja urgente. Porém, se não for trocado, funde o motor!

Para a nossa carreira futura, entender bem estatística é mais importante do que lavar o carro, ir ao aniversário do amigo ou aproveitar aquela liquidação para comprar a camisa sonhada. Porém, o importante costuma não ser urgente. Portanto, é empurrado para o futuro, pela sucessão dos urgentes. Acaba não sendo feito. Daí a regra de estabelecer prioridades claras e um planejamento realista do tempo.

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B. Se acho interessante, aprendo, Se acho chato, não

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B. Se acho interessante, aprendo,

Se acho chato, não

Nos últimos anos, cresce a quantidade de estudos mostrando facetas interessantes do processo de aprendizagem, bem como técnicas úteis para aprender. De fato, esse é o nosso tema. Nesta seção, falaremos de algo que fica pairando no ar, acima dessas técnicas. Mas, nem por isso, é alguma coisa diáfana e difícil de entender. Pelo contrário, pode parecer até óbvio demais.

Já está quase tudo dito no título.

Aprendo mais e melhor sobre os assuntos que me interessam.

Quando torço o nariz para algum outro tema, mau sinal, terei dificuldades para aprender. Em geral, levo mais tempo e a lição não desce goela abaixo. Se gosto de física e detesto química, esta será mais árdua.

Os estudos sobre o impacto do interesse sobre o aprendizado mostraram vários resultados bem úteis.

Quando tenho interesse:

(1)

Meu raciocínio se torna mais claro

(2)

Compreendo o assunto com mais profundidade

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C. Os paradoxos do ensino passivo e ativo

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As paixões e os ódios mesclam-se com o processo de criação. E, voltando ao início desta seção, emoção e interesse são primos em primeiro grau.

pratique!

Revire sua memória e tente identificar as seguintes situações:

1. Encontre um assunto que você estuda com prazer, porque gosta.

Reflita sobre essa preferência: de onde vem seu interesse?

2. Você se lembra de algum assunto em que seu interesse foi despertado por alguma pessoa em particular (professor, amigo, conhecido)? Como isso aconteceu? Quanto tempo levou para que houvesse o “contágio”?

3. Escolha um assunto que lhe pareça particularmente desinteressante. Busque pessoas e eventos que deram origem a esse assunto na internet. Por que tal assunto se justifica no currículo da escola?

4. Após esse exercício, avalie se o assunto continua tão desinteressante quanto antes.

c. Os paradoxos do ensino passivo e ativo

Há um século, a ideia de que o ensino pode ser ativo ou passivo ganhou vida, associada a John Dewey, um respeitado educador americano. Mas, somente nas últimas décadas, quando as grandes e pequenas ideias passaram a ser colocadas no banco de provas,

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C. Memória ruim? Então, lista boa

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38 pratique!

Faça um exame mental do que você precisará fazer durante o próximo mês. Mais exatamente, estabeleça o seu plano de uso do tempo:

Coloque em ordem decrescente de importância o que você precisa fazer.

Decida quando cada coisa precisa ser feita.

Programe o seu “tempo protegido” – que será dedicado àquelas tarefas que não podem ser feitas em meio a interrupções.

Identifique aquelas outras tarefas que serão eliminadas ou postergadas. Lembre-se: definir prioridades é, antes de tudo, decidir o que não dá para ser feito, e, portanto, será sacrificado.

C. Memória ruim? Então, lista boa

O nosso cérebro é excelente para pensar, para criar, para imaginar, para resolver problemas e para muitas outras coisas. No entanto, é péssimo para se lembrar do que precisa ser feito. Durante o chope com os amigos, subitamente, nos lembramos de que

é preciso ligar para o colega que sugeriu ótimas referências para o trabalho de fim de ano. Em meio à leitura do livro de trigonometria, nos lembramos de que não há mais camisas limpas no armário. Ou então, é a lembrança da conta vencida que surge no meio da aula.

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C. Como fazer anotações e resumos

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E se o livro não for seu? Uma alternativa é usar aquelas notas gomadas na margem

( Post-it). O papelzinho pode ter setas, apontando para as frases mais importantes ou conter comentários apropriados.

No fundo, sublinhar corresponde à mesma operação intelectual de selecionar as ideias mais importantes da aula. É o resultado da busca ativa das sentenças que melhor sumariam as ideias apresentadas. E é por isso que funciona.

pratique!

Escolha duas aulas da mesma matéria. Em uma delas, tome nota, tão bem quanto você sabe. Em outra, leve um gravador e registre o que o professor diz.

Tente rever as notas manuscritas e, também, a gravação. Dedique o mesmo tempo para ambas as alternativas. Depois disso, responda perguntas sobre o texto. Se não existem, pense nas seguintes: Quais as ideias centrais da exposição? Qual posição o professor defende?

Você percebe diferenças no nível de aprendizado?

C. Como fazer anotações e resumos

Na seção anterior, tentamos convencê-lo de que anotar é uma boa ideia. Aqui, passamos a mostrar técnicas úteis para isso.

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