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Capítulo 3. Modelos de aprendizagem invertida

Robert Talbert Grupo A PDF Criptografado

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Modelos de aprendizagem invertida

Nos capítulos anteriores, demos uma boa olhada no que define a aprendizagem invertida, como e por que ela foi inventada e as estruturas teóricas que podemos usar para entendê-la. Embora esse corpo de conhecimento por si só forme um caso convincente para considerar os ambientes de aprendizagem invertida, é ainda mais convincente ver exemplos da sua utilização, especialmente por professores comuns de faculdade e universidade de diferentes áreas e contextos institucionais que operam nas mesmas condições que a maioria de nós.

Neste capítulo, examinaremos vários estudos de caso de implementações de aprendizagem invertida e faremos as perguntas a seguir a cada um deles.

•• Qual é o contexto dessa disciplina?

•• Por que a aprendizagem invertida foi empregada nessa disciplina?

•• O que os alunos fazem quando participam dessa disciplina? O que o professor faz quando participa dela?

•• Por que essa implementação particular se encaixa em nossa definição de

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Capítulo 7. Variações sobre um tema

Robert Talbert Grupo A PDF Criptografado

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Variações sobre um tema

Como já aprendemos sobre a história e as bases teóricas para a aprendizagem invertida e como já vimos como planejar disciplinas com experiências de aprendizagem invertida em mente, uma coisa deve estar clara: a aprendizagem invertida não é apenas uma coisa ou uma maneira de conduzir uma disciplina. Ao contrário, ela é uma “grande tenda” sob a qual podem se acomodar muitas diferentes disciplinas, tipos institucionais, demografia de alunos e métodos pedagógicos. Ela está em casa, tanto nas disciplinas STEM (em inglês, ciência, tecnologia, engenharia e matemática) quanto nas ciências sociais e humanas, artes plásticas e estudos pré-profissionais e vocacionais. Ela se adapta igualmente bem a turmas pequenas e grandes, a seminários avançados e a disciplinas introdutórias, para nichos especializados e de educação geral mais ampla. Ela é uma plataforma universal que pode ser usada e adaptada a praticamente qualquer situação.

Mesmo assim, quando em geral refletimos sobre a aprendizagem invertida, tendemos a ter em mente um determinado tipo de ambiente, isto é, uma turma que se reúne presencialmente em um horário fixo em uma sala de aula e que com frequência usa alta tecnologia e, portanto, tem livre acesso a ela. Muitas descrições da “sala de aula invertida” tomam essa situação particular como um pressuposto e desenvolvem todo um modelo pedagógico em torno dela.

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Capítulo 5 - Estratégias para escolas gestores e pais

Jonathan Bergmann Grupo A PDF Criptografado

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Estratégias para escolas, gestores e pais

O dever de casa não é uma dificuldade apenas para professores e alunos; causa impacto nos pais, nos gestores e no clima da escola inteira. É bom ver iniciativas de professores individuais invertendo suas aulas e tornando-as mais significativas e eficazes, mas como podemos alavancar a aprendizagem invertida? Como uma escola vai envolver os pais e como as lideranças podem criar modelos para essa abordagem? Quais sistemas precisam estar em vigor para que ela tenha um impacto máximo?

ELABORANDO UM NOVO TIPO DE POLÍTICA

PARA O DEVER DE CASA

Costumava participar do comitê sobre dever de casa nas escolas em que trabalhei. Em uma delas, eu me recordo de uma tumultuada reunião cujo objetivo era determinar o número de minutos de dever de casa para cada criança em cada ano escolar e em cada disciplina. A reunião foi contenciosa, pois cada professor tentava justificar por que precisava passar mais dever de casa do que os outros. Ao cabo do encontro, cada matéria e ano escolar tinha um número de minutos de dever de casa que poderia ser passado. Isso foi perturbador de várias formas. Os professores com vozes mais altas puderam passar mais tarefas, e aqueles que eram tímidos, menos. As necessidades dos professores foram colocadas em primeiro plano, e a boa pedagogia não foi uma parte da conversa.

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Exemplos de vídeos

Jonathan Bergmann Grupo A PDF Criptografado

Apêndices   75

EXEMPLOS DE VÍDEOS

Embora seja preferível que os professores criem seus próprios vídeos invertidos, é útil conferir uma variedade de outros vídeos como guia. A seguir, você encontra observações e links para vídeos invertidos de excelente qualidade

(conteúdo em inglês).

MATÉRIA/

NÍVEL DE ENSINO

OBSERVAÇÕES

LINK

Todas/todos

Como Jon tem atuado como curador e recebido, durante vários anos, canais de aulas invertidas de professores mundo afora, a videoteca de aulas invertidas contém mais de

100 canais de vídeo.

bit.ly/flipvid1

Todas/3º ano do ensino fundamental

O site de Randy Brown, MrRBrown.org que tem mais de 500 vídeos que ele usa para inverter suas aulas do

3º ano do ensino fundamental.

Ciências/ensino médio

Paul Andersen criou centenas de vídeos de alta qualidade sobre ciências.

bozemanscience.com

Física/ensino médio

Jonathan Thomas-Palmer criou vídeos invertidos de excelente qualidade. Obs.: não fique intimidado pelos vídeos (como a maioria dos vídeos invertidos, os custos de produção são baixos, o que não altera em nada a sua eficiência e eficácia).

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B. O importante e o urgente: Inimigos mortais!

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

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B. O importante e o urgente: inimigos mortais!

Falemos do venerado conflito entre o importante e o urgente. Algumas coisas são mais importantes, isto é, se não as fizermos, as consequências negativas serão mais sérias.

Outras coisas são urgentes, pois na prática, há pressões para que sejam logo feitas.

À primeira vista, são ideias irmãs e aliadas.

Na prática, o urgente é o maior inimigo do importante.

O urgente clama, os interessados reclamam, os prazos estão vencendo! São sempre tarefas tangíveis e concretas: atender o telefone, lidar com a crise ou cuidar do encanamento entupido. Sabemos que alguém vai cobrar ou coisa boa não vai resultar.

O problema é que, de urgente em urgente, o tempo vai se escoando. Ao fim e ao cabo, fazemos o urgente. Mas e o importante?

Limpar o carro antes de encontrar a namorada é urgente. Trocar o óleo é importante, embora não seja urgente. Porém, se não for trocado, funde o motor!

Para a nossa carreira futura, entender bem estatística é mais importante do que lavar o carro, ir ao aniversário do amigo ou aproveitar aquela liquidação para comprar a camisa sonhada. Porém, o importante costuma não ser urgente. Portanto, é empurrado para o futuro, pela sucessão dos urgentes. Acaba não sendo feito. Daí a regra de estabelecer prioridades claras e um planejamento realista do tempo.

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