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Capítulo 10 - Epílogo: o Futuro da Mudança de Mentes

Howard Gardner Grupo A PDF Criptografado

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Epílogo: o Futuro da Mudança de Mentes

De todas as espécies da Terra, nós, os seres humanos, somos os únicos que se especializam em mudanças mentais voluntárias: mudamos as mentes alheias, mudamos a nossa própria mente. Criamos, inclusive, várias tecnologias que nos permitem ampliar o alcance da mudança mental: poderosos artefatos mecânicos como implementos para a escrita, televisões e computadores, além de instrumentos humanos igualmente poderosos como as estratégias de ensino, os currículos e os testes que associamos às escolas. Nas próximas décadas, a mudança de mentes vai continuar e, com toda probabilidade, se acelerar.

Acredito que novas formas de mudança mental surgirão em três áreas – que chamarei de wetware, dryware e goodware.

WETWARE

Chegamos a este mundo com muitos reflexos e tendências, mas o conhecimento que começamos a construir baseia-se nas experiências que vivemos.

Cada organismo precisa construir o seu entendimento do mundo a partir do zero. Se todos os rostos que encontrarmos tiverem apenas um olho, veremos o mundo como ciclópico; se a única língua que escutarmos for o esperanto, é essa língua que falaremos; se todas as superfícies forem ásperas (ou macias ou um tabuleiro híbrido de aspereza e maciez), é essa a textura que aprenderemos a sentir. E já que todo esse conhecimento recentemente adquirido é armazenado no cérebro, as áreas corticais e subcorticais responsáveis por essas percepções se tornariam as nossas janelas para o mundo.

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Medium 9788536319414

3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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Medium 9788536322865

1 - Educação e aprendizagem no século XXI

César Coll, Carles Monereo Grupo A PDF Criptografado

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Educação e aprendizagem no século XXI

Novas ferramentas, novos cenários, novas finalidades

César Coll e Carles Monereo

Tecnologia, sociedade e educação: uma encruzilhada de influências

As forças da mudança

Tentar entender e valorizar o impacto educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) considerando apenas sua influência sobre as variá­veis psicológicas do aprendiz que opera com um computador e que se relaciona, por seu intermédio, com os conteúdos e tarefas de aprendizagem, com seus colegas ou com seu professor, seria, do nosso ponto de vista, uma abordagem tendenciosa e míope da questão. O impacto das TIC na educação é, na verdade, um aspecto particular de um fenômeno muito mais amplo, relacionado com o papel dessas tecnologias na sociedade atual. Como já assinalaram,

em 1994, os autores de um relatório encomendado pela Comunidade Europeia,1 estamos assistindo já há algumas décadas ao surgimento de uma nova forma de organização econômica, social, política e cultural, identificada como Sociedade da Informação (SI), que comporta novas maneiras de trabalhar, de comunicar-se, de relacionar-se, de aprender, de pensar e, em suma, de viver. O fato significativo é que essa nova sociedade se sustenta, em grande medida, no desenvolvimento espetacular das TIC durante a segunda metade do século XX. Como consequência desse desenvolvimento, estaríamos, nas palavras de Castells (2000, p. 60), diante de um “novo paradigma tecnológico, organizado em torno das tecnologias da informação” e associado a profundas transformações sociais, econômicas e culturais.

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Medium 9788577260379

Capítulo 7: Abordagens sociocognitiva e comportamental

John W. Santrock Grupo A PDF Criptografado

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C A P Í T U L O

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Abordagens sociocognitiva e comportamental

Aprender é um prazer natural.

—Aristóteles

Filósofo grego, século 4 a.C.

Objetivos de aprendizagem

Tópicos do capítulo

O que é aprendizagem?

1

Definir aprendizagem e descrever cinco abordagens para estudá-la.

2

Comparar condicionamento clássico e condicionamento operante.

3

Aplicar a análise do comportamento na educação

4

2

Resumir as abordagens sociocognitivas da aprendizagem

O que é aprendizagem e o que não é

Abordagens da aprendizagem

Abordagens comportamentais da aprendizagem

Condicionamento clássico

Condicionamento operante

Análise do comportamento aplicada na educação

O que é análise do comportamento aplicada?

Aumentando a ocorrência de comportamentos desejáveis

Diminuindo a ocorrência de comportamentos indesejáveis

Avaliando o condicionamento operante e a análise do comportamento aplicada

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Medium 9788563899828

Capítulo 13. Ensino, aprendizagem e pesquisa

Fernando Becker Grupo A PDF Criptografado

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Ensino, aprendizagem e pesquisa

A aprendizagem é possível apenas quando há uma assimilação ativa. É essa atividade de parte do sujeito que me parece omitida no esquema estímulo-resposta. A formulação que proponho coloca ênfase na ideia da autorregulação, na assimilação. Toda ênfase é colocada na atividade do próprio sujeito, e penso que sem essa atividade não há possível didática ou pedagogia que transforme significativamente o sujeito. (Piaget, 1972b)

Piaget afirma que o conhecimento nasce, origina-se (genética) no ser humano individual, no sujeito particular, por sucessivas construções e não por repetições ou por insight.

A explicação da gênese do conhecimento por repetição implica aceitar que o ser humano ao nascer é tabula rasa e tudo o que nele acontece, em termos cognitivos, é devido à estimulação; isto é, devido à repetição de estímulos ou à influência do meio sobre um sujeito passivo. No (neo)behaviorismo ele será interpretado como reforço, respondente (behaviorismo clássico) e operante (neo­ behaviorismo). Acredita-se que o meio – físico, social – exerce pressão espontânea sobre o sujeito e, de forma direta e unilate­ral, o determina. Tudo o que o sujeito fizer pouco ou nenhum significado terá perante essa pressão; a ação do sujeito tem apenas a função de internalização dos estímulos.

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