160 capítulos
Medium 9788536304281

Apêndice

Howard Gardner Grupo A PDF Criptografado

Apêndice

UMA ESTRUTURA PARA ANALISAR CASOS DE MUDANÇA MENTAL

Neste roteiro, aplico a estrutura analítica apresentada nos três primeiros capítulos aos principais casos discutidos no restante do livro. O roteiro pode ser lido independentemente, mas será mais bem compreendido em conjunção com o texto relacionado.

Legenda

Tipo de idéia: Conceito/história/teoria/habilidade (veja o Capítulo 1)

Conteúdo desejado: A mudança mental que está sendo buscada

Contraconteúdo: A(s) idéia(s) que se opõe(m) ao conteúdo desejado

Tipo de audiência/arena: Grande/pequena; diversa (heterogênea)/uniforme

(homogênea)

Formato: Inteligências, meios, sistemas simbólicos pelos quais o conteúdo é transmitido

Alavancas de mudança/fatores relacionados ao ponto crucial de mudança: As mais apropriadas das sete alavancas, e considerações que determinam se foi atingido o ponto crucial para a mudança, em que a balança começa a pender para o outro lado

CAPÍTULO 1

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Medium 9788536322865

1 - Educação e aprendizagem no século XXI

César Coll, Carles Monereo Grupo A PDF Criptografado

1

Educação e aprendizagem no século XXI

Novas ferramentas, novos cenários, novas finalidades

César Coll e Carles Monereo

Tecnologia, sociedade e educação: uma encruzilhada de influências

As forças da mudança

Tentar entender e valorizar o impacto educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) considerando apenas sua influência sobre as variá­veis psicológicas do aprendiz que opera com um computador e que se relaciona, por seu intermédio, com os conteúdos e tarefas de aprendizagem, com seus colegas ou com seu professor, seria, do nosso ponto de vista, uma abordagem tendenciosa e míope da questão. O impacto das TIC na educação é, na verdade, um aspecto particular de um fenômeno muito mais amplo, relacionado com o papel dessas tecnologias na sociedade atual. Como já assinalaram,

em 1994, os autores de um relatório encomendado pela Comunidade Europeia,1 estamos assistindo já há algumas décadas ao surgimento de uma nova forma de organização econômica, social, política e cultural, identificada como Sociedade da Informação (SI), que comporta novas maneiras de trabalhar, de comunicar-se, de relacionar-se, de aprender, de pensar e, em suma, de viver. O fato significativo é que essa nova sociedade se sustenta, em grande medida, no desenvolvimento espetacular das TIC durante a segunda metade do século XX. Como consequência desse desenvolvimento, estaríamos, nas palavras de Castells (2000, p. 60), diante de um “novo paradigma tecnológico, organizado em torno das tecnologias da informação” e associado a profundas transformações sociais, econômicas e culturais.

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Medium 9788536302270

Capítulo 22. O desenvolvimento da personalidade na idade adulta e na velhice

César Coll, Álvaro Marchesi, Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

404

COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

O desenvolvimento da personalidade na idade adulta e na velhice

22

ALFREDO FIERRO

O ESTUDO DA PERSONALIDADE ADULTA

A vida adulta ocupa a maior parte da existência humana, aproximadamente dois terços da duração média total. Seu início pode ocorrer em algum momento cronológico, por exemplo, aos 25 anos, mas isso é muito convencional. A rigor, o momento de início é variável e impreciso. O final da juventude e a transição para a idade adulta não vêm marcados por algum acontecimento tão claro e universal como a puberdade, que marca o início da adolescência. A entrada na vida adulta ocorre por meio de um processo menos perceptível e mais dilatado do que a entrada na adolescência. Existem vários índices nessa entrada que assinalam que uma pessoa já é adulta. Na sociedade ocidental, e até há pouco tempo, o casamento, ou seja, o fato de abandonar a casa dos pais para formar um lar e uma família própria, era um desses índices. Para o homem era também o momento do primeiro emprego que, geralmente, permanecia quase o mesmo para o resto de sua vida. Já para a mulher, o casamento significava transformar-se em dona-de-casa, o que equivalia à dona e senhora, se outras pessoas dessem conta das tarefas domésticas; caso contrário, transformavam-se em domésticas dentro da própria casa e até mesmo na de outras pessoas, em trabalhos complementares.

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Medium 9788536322865

4 - O aluno em ambientes virtuais

César Coll, Carles Monereo Grupo A PDF Criptografado

4

O aluno em ambientes virtuais

Condições, perfil e competências

Carles Monereo e Juan Ignacio Pozo

Contextualização do tema

Abismo entre gerações ou abismo sociocognitivo?

Segundo Manuel Castells (2000), os agitados tempos em que vivemos, com suas mudanças na organização social, nas relações interpessoais e suas novas formas de gerenciar socialmente o conhecimento, representam, mais do que uma época de mudanças, uma verdadeira mudança de época. No caso da educação, a solução não pode ser sentir saudades dos tempos passados, da velha escola, muito menos, como alguns pretendem, fazer o possível para que ela volte. Mas também não basta fazer pequenos ajustes, colocar band-aids em nossas aulas e em nossos hábitos docentes, introduzindo os computadores e alguma outra tecnologia para continuar­ desenvolvendo os mesmos currículos. As­ sim como ocorre com a aprendizagem individual, chega um momento em que o acúmulo de pequenos ajustes nas formas culturais para aprender e ensinar não é mais suficiente e é necessário fazer uma verdadeira reestruturação, uma mudança radical das estruturas e hábitos anteriores.

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Medium 9788536302287

Capítulo 18. O ensino e a aprendizagem da alfabetização: uma perspectiva psicológica

César Coll, Álvaro Marchesi, Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

18

O ensino e a aprendizagem da alfabetização: uma perspectiva psicológica

ISABEL SOLÉ E ANA TEBEROSKY

INTRODUÇÃO

A descrição dos processos de aprendizagem da leitura e da escrita mudou radicalmente a partir da década de 1980. Essa mudança provocou a progressiva substituição de posições que os consideravam como um compêndio de habilidades e de subhabilidades por outras que acentuam sua complexidade e sua globalidade, como processos que implicam várias dimensões e que põem em jogo não apenas aspectos cognitivos, mas também emocionais, culturais e sociais. Durante essas últimas décadas, interessaram-se por seu estudo pesquisadores não só de diferentes disciplinas, como também de diferentes orientações dentro de uma mesma disciplina.

Este capítulo apresenta, de forma necessariamente sintética, uma revisão dos estudos sobre a leitura e a escrita da perspectiva psicológica, revisão que coincide com as orientações mais importantes da própria psicologia. As conhecidas perspectivas behavioristas, cognitivas e construtivistas da psicologia também são representadas nos estudos sobre a alfabetização, proporcionando explicações peculiares e enfatizando diversos aspectos do processo. No primeiro item, descrevem-se as concepções que têm sobre a aprendizagem inicial da leitura e da escrita, assinalando os dados que cada uma proporciona, os aspectos que enfatiza e as limitações consideradas mais relevantes. O segundo item aborda de forma integrada os processos de leitura e de escrita posteriores à alfabetização inicial, acentuando, de uma óptica

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