19 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520459850

09. Derrubar o mito de pais ou criança perfeitos

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

9

Stephanie, de 15 anos, chega em casa após um longo dia de aula e prática de esportes. Assim que ela entra e tira a mochila, sua mãe começa a enchê-la de perguntas: “Como foi o seu dia? Como foram os exercícios? Você tem muito dever de casa hoje à noite?”

Stephanie responde “Tudo bem! Apenas me deixe em paz”, e se dirige para o seu quarto, onde bate a porta e se joga na cama, exausta.

A mãe vai atrás dela: “Não fale assim comigo, mocinha! Eu fiz apenas uma simples pergunta.”

Essa cena parece familiar?

Sonhos da criança perfeita

Muitos pais fantasiam sobre ter o “filho perfeito”. Alguns pais que trabalham em período integral sentem que precisam se esforçar mais para “tornar” seus filhos perfeitos, para compensar o fato de não ficarem em casa com eles o dia inteiro. Queremos garantir a você que isso é um mito. Em um de nossos workshops, quando perguntamos aos pais sobre suas expectativas de perfeição, uma mãe fez uma observação profunda: “Percebo que espero que meu filho seja perfeito, embora eu não seja.”

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

16. Disciplina Positiva na vida profissional

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

16

Amy quer arrancar os cabelos de tanta frustração! Ela fez questão de chegar mais cedo porque sabe que a primeira coisa que seu chefe, Steven, quer fazer é enviar todos os cartões de Boas Festas dos pacientes. Ela preparou todos os envelopes e cartões para assinatura na noite anterior, e eles estão prontos para o envio. Ela até selou todos os envelopes. Ao se aproximar de sua mesa, ela vê que suas coisas foram reorganizadas de um modo diferente, o que significa que Steven, como sempre faz, sentou-se em sua mesa depois que ela foi embora. Como ele não percebia o quanto isso era invasivo? Não apenas isso, mas ele pegou um dos envelopes, em que, reconhecidamente, o selo estava um pouquinho torto, circulou o selo com um marcador vermelho e escreveu no envelope: “Isso é inaceitável, Amy!” Amy sente raiva e desânimo. Com um pequenino em casa consumindo muita energia, Amy sente que seu local de trabalho precisa ser acolhedor e positivo. Ela ama seus outros colegas, mas... bem, é improvável que este seja seu último emprego, então por que aceitar esses maus-tratos?

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

02. O modelo de encorajamento

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

2

Um garotinho encontra um adorável casulo em seu jardim. Ele o observa atentamente todos os dias desde que soube que há uma borboleta dentro dele. Um dia ele consegue ver pequenas rachaduras na superfície do casulo enquanto a borboleta está começando a sair. Animado e querendo ser útil, o garotinho descasca delicadamente as camadas do casulo para libertar a borboleta. A borboleta tenta abrir as asas, mas não tem força, pois não teve a oportunidade de desenvolver seus músculos rompendo o casulo. A pequena borboleta morre nas mãos do menino.

A Disciplina Positiva oferece a solução

Inúmeras vezes, vemos como o amor equivocado dos pais leva à superproteção e ao bloqueio da habilidade das crianças de desenvolverem a resiliência e a motivação interna que precisam para serem membros felizes, contribuidores e bem ajustados em suas comunidades. “Então”, você pergunta, “devo permitir que meu filho sofra quando posso ajudar a aliviar suas dificuldades?” Bem, na verdade, o verdadeiro sofrimento ocorre quando as crianças crescem sem desenvolver um senso de capacidade, confiança e a alegria de contribuir. Alfred Adler ensinou: “Todo ser humano se esforça para ser importante, mas as pessoas sempre cometem erros se não reconhecem que a sua importância reside na sua contribuição para a vida dos outros.”

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

15. A vida de casal não acaba com a chegada do bebê

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

15

Simon e Sarah nos contam como as pressões decorrentes do trabalho e dos filhos chegaram ao limite e levaram a um colapso no relacionamento. Simon se lembra de uma conversa específica: “Não quero trabalhar em nosso relacionamento! Eu já tenho que trabalhar demais no meu emprego!” Simon se lembra de sentir-se cansado. Sarah havia sugerido mais uma vez que eles deveriam fazer um curso de casais para “se aproximar”. Certamente os relacionamentos eram bons ou ruins – eles funcionavam ou não. Não era o bastante que ele trabalhasse sessenta horas por semana e ainda encontrasse tempo para levar as crianças ao tênis e ao teatro aos sábados? Sarah, por outro lado, sentia-se desanimada: “Por que você não consegue ver que parte do problema é exatamente isso – você parece não perceber que, com tão pouco tempo para nós, precisamos de ajuda para reacender a chama?”

Criar um relacionamento saudável e duradouro

Para criar bem-estar duradouro na vida, a chave é ver e aplicar ferramentas e atitudes semelhantes em todos os relacionamentos e situações. A mágica da Disciplina Positiva é que ela é aplicável a todas as relações humanas. Os princípios que discutiremos neste capítulo se aplicam não apenas aos nossos parceiros, mas também a todos os nossos relacionamentos próximos. Nossa perspectiva para este capítulo se volta para parceiros que moram e criam os filhos juntos. Se sua vida parece diferente, veja se alguma coisa aqui ressoa em você e pode ajudá-lo a dar sentido aos relacionamentos passados, e talvez prepará-lo para o seu próximo. Ao longo deste capítulo, encorajamos você a refletir também sobre como esses comportamentos se refletem em sua vida profissional.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

Apêndice 1: Resolução de problemas

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

Os vinte maiores desafios e as ferramentas para corrigi-los

Nesta seção, listaremos os vinte maiores desafios (sem ordem específica de importância) dos pais com seus filhos que surgem de maneira mais frequente em nosso trabalho com pais de todo o mundo. Se você não encontrar seu desafio listado aqui, procure um semelhante, ou volte e revise os cinco critérios da Disciplina Positiva no Capítulo 2 e pense em como você pode aplicá-los na criação dos seus filhos. O quadro dos objetivos equivocados, reproduzido no Apêndice 2, também é uma ferramenta abrangente muito boa para você consultar regularmente, a fim de reavaliar desafios e progresso. É importante lembrar que não existe uma ferramenta que funcione para todas as crianças em todas as situações. É por isso que oferecemos tantas ferramentas da Disciplina Positiva.

Todas as ferramentas atendem aos cinco critérios da Disciplina Positiva. Além disso, existem alguns princípios fundamentais que sustentam esses critérios. Antes de se envolver em qualquer tipo de ação corretiva, pergunte a si mesmo se o comportamento que pretende ter se baseia nesses princípios: “Estou sendo gentil e firme? Lembre-se de conectar antes de corrigir. Essa solução estimulará a cooperação? Estou buscando uma solução em curto prazo ou uma que exija treinamento e que assegure benefícios em longo prazo? Compreendi plenamente a crença do meu filho por trás do comportamento?” Há muitas possibilidades de ajudar as crianças a se sentirem melhor para que ajam melhor. As ferramentas da Disciplina Positiva não são técnicas, mas sim ferramentas baseadas em princípios. As técnicas são muito limitadas e geralmente não funcionam em longo prazo. Um princípio é mais amplo e profundo e há muitas maneiras de aplicá-lo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

06. Dinâmica geracional e como a tecnologia afeta a parentalidade

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

6

“Só mais cinco minutos!” Janine grita de dentro do seu quarto, que está com a porta trancada. Sua mãe está irritada. Essa é a terceira vez que pediu a Janine para desligar o notebook e se preparar para dormir. “Eu juro que ainda estou fazendo meu dever de casa, mãe.” A mãe já ouviu isso antes. Janine está no segundo ano do ensino médio e é uma estudante igual a tantas outras. Ela participa de muitas atividades esportivas depois da escola e tem uma vida social agitada. Por causa de todos os seus compromissos, ela precisa se esforçar muito para dar conta de seus trabalhos escolares, e sua mãe se preocupa com a sua dificuldade em conseguir dormir o suficiente durante a semana. Recentemente sua mãe notou que Janine tem ficado acordada cada vez até mais tarde. Janine diz que está ocupada fazendo o dever de casa, mas, quando a mãe vai conferir, encontra a garota navegando na internet, conversando com amigos on-line e assistindo a vídeos do YouTube. “Eu não entendo a obsessão dela por estar on-line. Parece uma perda de tempo!” A mãe reclama com sua melhor amiga, que simplesmente concorda. Certamente não era assim quando elas estavam crescendo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

10. Ajudar as crianças a prosperar

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

10

Jane compartilhou: “Em nossa família, tínhamos o que chamamos de síndrome de três semanas do plano de tarefas domésticas. Na reunião de família, criávamos juntos uma rotina de tarefas que as crianças seguiriam com entusiasmo por uma semana. Elas seguiam o plano sem entusiasmo por mais uma semana. Na terceira semana, havia reclamação e ranger de dentes sobre o plano de tarefas. Então, de volta à programação das tarefas. Nós, então, elaborávamos outro plano, que seguiria um padrão semelhante de três semanas.” Isso significa que o quadro de rotina não estava funcionando? Longe disso! Como Jane diz: “Eu me sentia muito melhor nessa síndrome de três semanas do que nas batalhas diárias em que costumava me envolver. Não sei o que teríamos feito sem as reuniões de família.”

Reuniões de família

Estresse, desorganização, frustração e raiva – fazem parte da sua rotina matinal? Fazer com que crianças sonolentas e não cooperativas saiam de casa a tempo pela manhã pode testar a paciência de qualquer pai, mas é especialmente difícil quando ambos os pais também precisam sair de casa ao mesmo tempo para trabalhar. E por que essas mesmas crianças sonolentas estão bem acordadas e cheias de energia depois de um dia inteiro de trabalho e bem na hora de dormir? Você já murmurou: “Deve haver uma maneira melhor?” Bem, existe. Imagine o seguinte: seus filhos acordam sozinhos, se vestem sozinhos, se revezam para preparar o café da manhã (incluindo o seu) e pegam seus lanches (que deixaram preparados na noite anterior) na geladeira. Eles então pegam seu material escolar e roupas de ginástica (no local onde eles mesmos deixaram arrumados na noite anterior) e lhe dão um beijo enquanto saem para a escola com tempo de sobra. Parece bom? Essa poderia ser sua casa – ou algo bem parecido com isso.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

07. Criação de filhos eficaz versus ineficaz

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

7

Durante um encontro do grupo de pais, Stan compartilhou uma história de sua infância, quando ele colou em uma prova da quinta série: “Eu fui estúpido o suficiente para escrever algumas respostas na palma da minha mão. A professora me viu abrir a mão para encontrar uma resposta. Ela pegou minha prova e o rasgou, na frente da turma toda. Recebi um F no teste e fui publicamente chamado de trapaceiro. A professora contou aos meus pais, e meu pai me deu uma surra e me colocou de castigo por um mês. Nunca mais trapaceei, e certamente mereci a nota F. Então, sim, eu fui punido quando era criança, mas acho que fiquei bem.” É esse “bem” que queremos para nossos filhos, ou podemos fazer melhor?

Estilos parentais

Como você aprende a ser um pai ou mãe melhor? Afinal, o bebê vem sem um manual de treinamento. No Capítulo 6, aprendemos que a maioria de nós faz uma das duas coisas: (1) criamos nossos filhos como fomos criados, ou (2) criamos nossos filhos de maneira oposta à que fomos criados porque não nos sentimos bem sobre como fomos educados. Nesta seção, vamos rever os quatro tipos de estilo parental mais utilizados (a maioria dos pais é formada por alguma combinação dos quatro tipos).

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

12. Descobrir seus pontos fortes e seus desafios

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

12

Fiona administra um próspero negócio de eventos. Quando sua melhor amiga, Miranda, perguntou se Fiona atenderia à comemoração de bodas de ouro do casamento dos pais dela por um preço reduzido, Fiona ficou feliz em dizer sim. Ela sabia que a família de Miranda não tinha muito dinheiro. Philippa, uma conhecida de Fiona e Miranda, ouviu falar da generosidade de Fiona e perguntou se ela poderia produzir seu casamento pelo mesmo preço reduzido. Fiona se sentiu na obrigação de concordar, embora soubesse que Philippa não tinha poucos recursos. Então os problemas começaram. Philippa era extremamente exigente e queria mudanças de cardápio de última hora, informações sobre a equipe, sobre o serviço etc. Ela até esperava que Fiona assumisse a responsabilidade pelas flores. Fiona se sentiu incrivelmente sobrecarregada, tentando fazer malabarismos com a festa dos pais de Miranda e todas as demandas do casamento de Philippa. Ambos os eventos foram programados para o verão, no meio de sua estação mais movimentada! Fiona, que amava prestar um serviço excelente, lutava para comunicar suas fronteiras e limites a Philippa. Ela se sentia cada vez mais explorada, o tempo todo preocupada por não fazer um bom trabalho para sua querida amiga Miranda.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

11. Compreender o cérebro

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

11

Louise chega em casa depois de um longo dia ensinando na escola onde trabalha e vai direto para a cozinha preparar o jantar para sua família. Ela gosta de cozinhar e está ansiosa pelo jantar em família com seus filhos e marido, no qual podem compartilhar sobre o dia agitado de todos. Mas, assim que eles se sentam para comer, começam as queixas e brigas. Kelly, de 9 anos, começa a reclamar da refeição, sobre não gostar disso ou daquilo, e “por que eles sempre têm que comer frango?” Emma, de 13 anos, começa a reclamar de Kelly por ser tão exigente e estar sempre choramingando. Frank teve outro dia estressante no tribunal e ignora todo mundo. Louise está se sentindo desvalorizada. Enquanto as queixas e brigas continuam, ela sente o sangue ferver. Ela perde o controle e grita: “Se você não gosta do que cozinhei, pode ir para o seu quarto com fome. E nem pense em sobremesa! Frank, você pode, por favor, falar alguma coisa para as meninas?” Frank engole o último pedaço e entra em seu escritório para ter um pouco de paz e sossego. Kelly começa a chorar, e Emma continua a chamá-la de bebê. Louise manda as duas meninas para seus quartos enquanto limpa a mesa, tentando se acalmar.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

Apêndice 2: Quadro dos objetivos equivocados

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

O objetivo da criança é:

Se o pai ou mãe se sente:

E tende a reagir:

E se a resposta da criança é:

A crença por trás do comportamento da criança é:

Como os adultos podem contribuir:

Mensagem codificada:

Atenção indevida (para manter os outros ocupados ou conseguir alguma vantagem especial)

Aborrecido

Irritado

Preocupado

Culpado

Lembrando

Adulando

Fazendo coisas pela criança que ela poderia fazer por si mesma

Interrompe o mau comportamento por um tempo, mas depois o retoma ou assume outro comportamento irritante.

Para o comportamento quando recebe atenção individual.

Eu pertenço (sou aceito) somente quando estou sendo percebido ou consigo alguma vantagem especial.

Sinto que sou importante somente quando mantenho você ocupado comigo.

“Eu não tenho fé em você para lidar com a frustração.”

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

13. Bem-estar

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

13

Josh, pai de duas crianças pequenas, diz: “Eu estava em ótima forma antes de termos filhos. Corria maratonas e fazia musculação três vezes por semana. Mas tudo mudou quando tive que conciliar as crianças e o trabalho. Eu odeio meu corpo agora e sinto falta de como me sentia bem física e emocionalmente por estar em boa forma.”

Muitos pais ocupados se sentem como o famoso hamster na roda – correndo o máximo possível para acompanhar o volume total de compromissos, tanto profissionalmente como em casa. Eles se sentem presos em um ciclo interminável de dever e responsabilidade. A busca da felicidade individual, no entanto, é uma meta digna e honrosa. Já ouviu tudo isso antes? Talvez. Esperamos, porém, que, ao perceber o impacto do seu bem-estar pessoal sobre seus filhos, isso ajude você a ter um pouco mais de motivação para tomar uma atitude.

Descubra onde você está fora de sincronia

É a pressão de ser 100% em todas as áreas que o desgasta? A vida moderna nos estimula a correr em um ritmo mais frenético do que nunca. Mas aqui está o ponto principal: se você não está feliz, ninguém está feliz. Sua infelicidade afeta todos com quem você se importa – seus filhos, seu parceiro, seus colegas de trabalho e seus amigos. Pessoas infelizes são pais e profissionais menos eficazes e não são boas companhias. As crianças sabem intuitivamente se você está feliz e aprecia a vida como pai ou mãe. Uma mãe ficou chocada ao perceber que sua agenda estressante e sobrecarregada estava ensinando ao filho que ser uma mãe que trabalha é ser infeliz. Ela o ouviu contar a um amigo: “Eu nunca vou ter filhos. É muito trabalho e parece ser uma eterna encheção.” Se você é um pai ou mãe que trabalha, é imperativo que encontre seu próprio caminho para buscar paz e refúgio da tensão e pressão em sua vida diária. É parte integrante do autocuidado sair da sua vida mundana regularmente para encontrar um ponto de vista mais amplo e iluminado. É isso que queremos dizer quando nos referimos a buscar crescimento espiritual ou pessoal. Muitas vezes estamos tão ocupados subindo a escada da vida que nem nos damos conta de que a nossa escada está apoiada na parede errada!

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

05. A agonia e o êxtase dos cuidados infantis

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

5

Camilla nos conta a história da primeira vez que deixou a filha na creche: “‘Tchau, mamãe!’ Meus lábios tremiam. Esse era o terceiro dia dela e eu me senti extremamente grata por ter tido a presença de espírito de tirar uma semana inteira de folga para ajudar Sophia a se acostumar com o novo ambiente. Minha linda menina de 3 anos já tinha saído correndo com um sorriso radiante para fazer novos amigos. Claramente, eu tinha um problema maior que o dela para lidar com o fim de nossos dias inteiros juntas, e em aceitar a nova realidade de voltar ao trabalho e da creche.”

Encontrar cuidados infantis de qualidade

Garantir boas creches ou escolas infantis é essencial para pais ocupados evitarem a culpa. A disponibilidade e o custo variam muito dependendo do país ou da comunidade em que você vive. No entanto, existem algumas perguntas universais a serem respondidas durante o processo de pesquisa que fornecerão maior clareza sobre suas escolhas.

As opções de cuidados infantis se enquadram em duas categorias principais: em sua casa e fora da sua casa. Se escolher cuidados infantis fora de casa, você pode preferir a estrutura e a experiência de uma creche ou escola infantil de qualidade, ou talvez se sinta atraído pelo ambiente familiar de uma casa particular. Em qualquer situação, existe uma enorme diferença entre cuidados infantis de qualidade e cuidados infantis ruins. Pense fora da caixa. Algumas famílias combinam cuidados infantis profissionais em alguns dias com outros dias em casas de avós ou de outros parentes. Finalmente, se você estiver empregado, verifique com seu chefe – pode haver sistemas de apoio aos pais na empresa. O que quer que você decida, comece cedo para, então, ter tempo de sobra para fazer sua pesquisa e se sentir satisfeito com sua escolha.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

04. Integração trabalho-vida

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

4

Anne se lembra de quando teve seu grito de alerta: “Anne, você pode vir ao meu escritório, por favor?” Ela não gostou do tom que percebeu na voz do sócio sênior. Não precisava de outro sermão! Ela havia acabado de desligar o telefone com o marido, Richard, que dissera com toda a clareza que, de agora em diante, ele precisava que ela buscasse a pequena Cindy, de 6 anos, na escola todas as quintas e sextas-feiras. O chefe de Richard estava pressionando-o muito, e ele não queria colocar sua carreira em segundo plano por mais tempo. Anne estava trabalhando oitenta horas por semana e acabara de entregar outro caso de sucesso para seu escritório de advocacia. Tudo bem, Richard não estava feliz, mas certamente os sócios seniores deveriam estar satisfeitos, Anne pensou.

“Anne, nós sabemos que você está fazendo um trabalho fantástico e conquistando sucesso para a empresa”, Penélope começou. “Mas nós temos recebido repetidas reclamações sobre seu relacionamento com a equipe júnior e, como resultado, tivemos duas demissões. Contratar e treinar juniores é muito caro, e a empresa simplesmente não pode perder sua reputação no mercado. Manter os melhores talentos em todos os níveis é uma prioridade, Anne, mas você está dificultando isso para nós. O sucesso não pode ser alcançado a qualquer preço!” Anne se lembra de ter ficado chocada. Em vez de ser admirada por toda a sua dedicação, ela estava sendo repreendida. Então, percebeu que também estava sendo muito exigente com seu marido. E como sua carga de trabalho estava afetando a filha deles? Ela estava disposta a pagar o preço de perder a família pelo sucesso no trabalho?

Ver todos os capítulos
Medium 9788520459850

03. Lidar com a culpa

Jane Nelsen, Kristina Bill, Joy Marchese Editora Manole ePub Criptografado

3

Karen chegou em casa tarde – de novo! Seu trabalho como executiva no banco era emocionante e preenchia todos os seus objetivos profissionais, mas significava chegar em casa tarde em muitas noites e preocupações sobre seu filho Laurence, de 5 anos, passar muito tempo com a babá. Laurence correu para a porta da frente assim que ouviu a mãe chegando. “Mamãe, mamãe, venha, eu preciso lhe mostrar o que Sue e eu encontramos no parque hoje!” Sue, a babá, estava na porta já calçando suas botas. Ela tinha planos para aquela noite, então Karen prometera a Sue que chegaria mais cedo. Sue começou a contar a Karen sobre as refeições de Laurence e o dever de casa enquanto Laurence puxava o casaco de Karen. Karen esbravejou: “Laurence, você não consegue ver que eu estou conversando? Vá para o seu quarto e espere por mim lá!” Os lábios de Laurence começaram a tremer e ele correu para o quarto. Karen ficou com o coração partido e furiosa consigo mesma por ter brigado com seu garotinho.

Ver todos os capítulos

Carregar mais