79 capítulos
Medium 9788520438404

8. A sustentabilidade como objeto para o jornalismo

BUENO, Wilson da Costa Editora Manole PDF Criptografado

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A  sustentabilidade  como  objeto   para  o  jornalismo

Reges  Schwaab

INTRODUÇÃO

Desde   o   final   do   século   XX,   a   emergência   da   questão   ambiental  se  dá  no  contexto  de  uma  idade  mídia,  nos  termos  de  

Rubim  (2000),  ou  seja,  da  forte  incidência  da  comunicação  na   sociabilidade   e   das   modalidades   de   sua   conexão   com   a   contemporaneidade.   Além   disso,   como   pensa   Schmidt   (2003),   houve  uma  paulatina  politização  da  questão  ambiental,  ocasionada  por  duas  razões.  A  mais  imediata  é  que  não  é  possível  conhecer   as   representações   do   ambiente   “sem   integrar   nelas   o   próprio   discurso   que   as   tornou   tão   politicamente   relevantes   que  passaram  a  merecer  atenção”  (Schmidt,  2003,  p.  393).  Ainda  segundo  a  autora  portuguesa,  o  registro  político  do  discurso   ambiental   organizou   outros   referentes   que   acabaram   por   formar  o  âmbito  global  do  tema,  que  reflete  sua  acolhida  nas  esferas  política  e  empresarial,  por  exemplo,  inclusive  como  resultado   da   atuação   social   de   movimentos   em   prol   do   verde   e   das   evidências   científicas   acerca   da   degradação   ambiental,   suas   causas  e  consequências.  

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Medium 9788520443958

17. Internalizando a inter/transdisciplinaridade: experiência do Programa de Pós-graduação em Educação Agrícola da UFRRJ

Arlindo Philippi Jr; Valdir Fernandes; Roberto C. S. Pacheco Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

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Internalizando a inter/ transdisciplinaridade

Akiko Santos | Letras, UFRRJ

Ana Cristina Souza dos Santos | Química, UFRRJ

INTRODUÇÃO

Este capítulo versa sobre a forma como a inter/transdisciplinaridade se insti‑ tucionaliza e internaliza por meio do Programa de Pós‑graduação em Educação

Agrícola (PPGEA), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), cujo principal público‑alvo são docentes e técnico‑administrativos em ativi‑ dade na rede dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs).

Os mestrandos do PPGEA provêm de várias unidades escolares de diversas regiões do país. O Programa funciona na modalidade de alternância forman‑ do centros regionais itinerantes para as aulas presenciais, aproveitando‑se a própria estrutura física dos IFs. Até o momento, formaram‑se centros regionais nos seguintes institutos: IF do Amazonas (Campi Coari, Maués e Tabatinga);

IF do Amapá; IF do Roraima (Campus Boa Vista); IF do Rondônia (Campi

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Medium 9788520434802

16. Quem é candidato a fascista?

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

16.

Quem é candidato a fascista?

A

no de 1958, Hanna Schmitz (Kate Winslet) volta para casa após mais um dia exaustivo de trabalho. Caminha rápido pelo escuro corredor que leva para a escada de sua quitinete, mas não sem perceber que havia pisado em uma poça de vômito. Ela se volta e vê em um banco no corredor o adolescente que ali havia parado por se sentir mal no caminho entre a escola e sua casa. Hanna limpa o chão e, em seguida, acolhe-o.

Cuida dele. O garoto, meses depois, ao melhorar de saúde, volta ao local para agradecer. Seu nome é Michael Berg (David Kross), um bom e culto menino de classe média alta. Inicia-se ali entre eles um romance de verão. Algo fantástico e sedutor para ele, uma vez que Hanna não é só uma linda mulher, mas também mais velha, e, curiosamente, tinha uma estranha sensibilidade docemente infantil. O que Hanna mais gosta é de sexo e de ouvir Michael ler livros para ela. Com ela, Michael ganha confiança em todas as suas atividades e torna-se homem rapidamente.

Todavia, um dia após uma promoção no serviço de ajudante de

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Medium 9788520443958

7. Interdisciplinaridade nas FAPs: internalização da prática no Sistema Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa e Inovação

Arlindo Philippi Jr; Valdir Fernandes; Roberto C. S. Pacheco Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

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Interdisciplinaridade nas FAPs

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Gilberto Montibeller Filho | Economista, UFSC e Fapesc

Sergio Luiz Gargioni | Engenheiro mecânico, UFSC e Fapesc

INTRODUÇÃO

O objetivo do presente capítulo é estudar o advento e institucionalização da multi e interdisciplinaridade (ID) no Sistema Nacional de Fundações Estaduais de Amparo à Ciência, Tecnologia e Inovação ou Fundações de Amparo

à Pesquisa (FAPs).

Os procedimentos metodológicos para a finalidade definida podem ser assim sumarizados: é feita revisão acerca da noção de multidisciplinaridade e

ID, nos limites necessários para a compreensão de como o presente trabalho assume o conceito. A partir disso, são apontados os componentes de operacionalização do conceito, considerando os principais elementos ou dimensões constitutivos da ID, em levantamento baseado em publicações atualizadas.

Com a base conceitual e operacional definida, são procedidos os levantamentos de programas e projetos selecionados por seu potencial de ID, no

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Medium 9788520434802

8. Brinquedoteca

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

8.

Brinquedoteca

A

s normalistas das décadas de 1950 e 1960 construíam vários brinquedos e, entre esses, os que elas adoravam fazer eram os fantoches – os bonecos para o “teatrinho”. Usava-se todo tipo de material para as roupinhas e, para a cabeça, criava-se uma máscara a partir de jornal, pano ou gesso caseiro.

Na hora de pintar os rostos, então, era uma delícia! Para ser professora naquela época, era necessário ser quase uma artista?

É verdade!

A criação do brinquedo pela normalista estava associada a duas atividades bem construídas na filosofia da educação voltada para a formação de professores daqueles anos.

Primeiro, ela deveria ministrar sua“aula prática”e, em geral, todas gostavam de fazê-lo por meio da apresentação do “teatrinho” para as crianças. Um biombo com um tipo de janelinha e cortina era o palco. Não havia criança que não vibrasse com aquilo e não havia lição moral que não se pudesse apresentar

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As lições de Paulo Freire

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