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5 - Maria Montessori: infância, educação e paz

Júlia Oliveira-Formosinho Grupo A PDF Criptografado

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Maria Montessori: infância, educação e paz

Joaquim Machado de Araújo

Alberto Filipe Araújo

Maria Montessori1 interessou-se pela pedagogia não em virtude de uma eventual vocação juvenil para o ensino, a carreira que então se abria às mulheres, mas pelo contato com crianças com deficiência mental na clínica psiquiátrica da universidade de Roma, logo após ter se tornado a primeira mulher médica da Itália em

1896. Representou, assim, o seu país nos congressos feministas de Berlim (1896) e

Londres (1900).

Como assistente na clínica psiquiátrica, competia-lhe visitar os asilos de loucos da cidade e selecionar os doentes para a clínica, entre os quais estavam as crianças com deficiência mental. Montessori percebe a necessidade de desabrochamento das suas qualidades e da sua integração social, de forma a encontrarem a dignidade de ser humano. Essa percepção leva-a a defender em 1898, no Congresso Pedagógico de Turim, que “as crianças deficientes não são delinqüentes, têm direito aos benefícios da instrução tanto ou mais que as crianças normais”, justificando o seu plano para a educação de crianças deficientes, que incluía a criação de escolas oficiais.

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Medium 9788584290482

Capítulo 8. Quando a inovação na sala de aula passa a ser um projeto de escola — Verônica Cannatá

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

VERÔNICA CANNATÁ

Este capítulo é um convite à reflexão sobre a importância do envolvimento da equipe de gestão na validação de mudanças significativas no ensino e na escola, seja a partir de um modelo sustentado, seja a partir de um modelo disruptivo. Mais precisamente, é uma tentativa de percurso pelos elementos e figuras representativos da gestão escolar e sua relação com a implantação de um modelo de ensino híbrido. O diretor, o coordenador, o professor, o aluno e o funcionário são agentes desse processo, e uma gestão pode ser democrática e eficaz se eles se integrarem e executarem suas ações em parceria.

Quando falamos em escola, para muitos, a palavra gestão está associada apenas à figura do diretor. Administrar, gerenciar, direcionar, organizar, gerir, decidir e escolher os caminhos e os investimentos da instituição são as atribuições desse profissional que vêm à mente.

Uma instituição educacional, seja ela pública ou privada, em seu sistema hierárquico, atribui poderes de atuação e gestão ao diretor; porém, é preciso levar em conta a contradição de sua função (PARO, 1991). Se a instituição é pública, a autonomia do diretor, a partir de parâmetros nacionais educacionais e administrativos, passa a ser atribuída à garantia da ordem, à execução de processos, à administração de recursos (muitas vezes escassos!), à validação de planejamentos e ao cumprimento de regimentos e estatutos previamente elaborados pelas Secretarias de Educação. O poder do diretor é limitado pelo poder do Estado.

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Medium 9788573077704

4. Temas de Saúde em Instituições de Educação Infantil

Craidy, Carmem Maria Grupo A PDF Criptografado

capítulo

4

Temas de Saúde em

Instituições de Educação Infantil

Cibeli de Souza Prates

Maíra Sanhudo de Oliveira

Saúde envolve a busca do equilíbrio físico, mental e social, bem como a relação do indivíduo com o seu ambiente. Saúde é movimento, ação. Por isso, falar sobre saúde nas Instituições de Educação Infantil implica promover ações de higiene, prevenção de doenças e de acidentes e a realização de atividades que busquem o crescimento e o desenvolvimento da criança em sua “totalidade”. Procuramos trabalhar “higiene” com a concepção de que além de prevenir a doença, também promove a saúde física e mental de cada indivíduo.

Considerando que a criança permanecerá grande parte do seu dia neste local, devemos proporcionar um ambiente saudável, conforme as condições existentes, para que esta criança também seja saudável.

Mas, o que seria uma criança saudável?

O conceito de “criança saudável” varia muito de acordo com as condições de vida e cultura das pessoas. Por exemplo, para as mães, em geral, se o filho dorme bem, se alimenta bem e brinca normalmente, ele é saudável. Outras podem avaliar o conceito de saudável através da disposição de ânimo, do estado de espírito, da interação e da aprendizagem de seu filho. Com isso, verificamos que esse conceito depende de pontos de vista e de valores, pois alguns o relacionam com a parte física, outros com a emocional ou simplesmente à ausência de queixas da criança.

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Medium 9788565848008

Capítulo 3. Teoria e prática na formação de professores

José Sérgio Fonseca de Carvalho Grupo A PDF Criptografado

Teoria e prática na formação de professores*

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INTRODUÇÃO

O

tema das relações entre teoria e prática na formação de professores é um caso particular de um problema amplo e complexo cujos esforços de elucidação remontam ao próprio início da tradição filosófica. Nesse sentido, basta lembrar as controvérsias – ainda hoje instigantes e inspiradoras – entre as posições de Platão e Aristóteles acerca do papel do conhecimento teórico da natureza do bem para a formação do homem bom ou virtuoso. O mal seria, como sugere Sócrates, resultante da ignorância do bem ou, ao contrário, um homem poderia saber o que é o bem e, a despeito disso, agir mal? Qual é a natureza das relações entre a capacidade de contemplação do bem, a formulação de uma teoria ética e o desenvolvimento de uma sabedoria prática, que se demonstra em decisões e atos cotidianos? Como se relacionariam, por exemplo, uma teoria da justiça e a capacidade de ser justo ou de tomar uma decisão justa? Em outras palavras: como se relacionam o saber proposicional, que caracteriza qualquer teoria, e o saber fazer que se manifesta em uma prática seja ela ética ou docente?

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Medium 9788536319162

Capítulo 20 - Vivemos em uma cultura mundial compartilhada?

Sharon R. Mazzarella; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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VIVEMOS EM UMA CULTURA

MUNDIAL COMPARTILHADA?

Katalin Lustyik

Aproximadamente um terço da população mundial é composta de pessoas com menos de 18 anos. Enquanto estes 2 bilhões de jovens representam metade da população em muitos países em desenvolvimento na Ásia e na África, eles significam menos de um quarto na maioria dos países do oeste europeu.

Para todos eles, as mídias são a fonte primária de entretenimento e informação, o que serve de muitas maneiras para moldar e definir suas vidas. Os jovens, em muitas partes do mundo, passam grande quantidade do seu tempo livre em frente às telas da televisão e do computador, divertindo-se com jogos parecidos, vestindo (ou sonhando em vestir) roupas parecidas e cantarolando canções populares parecidas. Isso significa que os adolescentes americanos, europeus e asiáticos de hoje são mais parecidos uns com os outros do que foi a geração dos seus pais e avós?

A globalização das tecnologias e serviços das mídias é um fator-chave na influência sobre as vidas, atitudes e perspectivas dos jovens por todo o mundo. Como assinala Joseph Man Chan (2005, p. 24), “não há dúvida de que as culturas ficam mais conectadas à medida que seu desenvolvimento se torna cada vez mais integrado globalmente”. Isso sugere que, à medida que se intensifica o intercâmbio cultural, os jovens de hoje vivem em uma “cultura mundial compartilhada” (Lemish et al., p. 540). Mas como é que os próprios jovens se sentem sobre isto?

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