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Medium 9788536320809

Estudos de caso-controle: razões de chances, regressão logística

Rafael Perera Grupo A PDF Criptografado

Estudos de caso-controle: razões de chances, regressão logística

Questão: quais são os efeitos da penicilina parenteral em crianças com doença meningocócica (DM), antes da admissão hospitalar, na prevenção de morbidade e mortalidade?

Harnden et al. Br Med J. 2006;332(7553).

Foram coletados dados sobre morte e sobre complicações nos sobreviventes.

Os efeitos da penicilina e de outros fatores foram considerados com ajustamento de razões de chances brutas feito por regressão logística.

Estudo de caso-controle: os dados foram coletados pela identificação de crianças que morreram por doença meningocócica (DM) (casos) e pela seleção de crianças de idade e localização (controles) semelhantes que sobreviveram a uma infecção meningocócica. Na média, 1 em 10 crianças com DM morreram, enquanto o número de controles por caso foi de aproximadamente

4 para 1. Uma das razões para esse delineamento foi para que houvesse

“casos” em número suficiente no estudo; essa estratégia é usada particularmente quando a condição clínica é rara.

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Medium 9788536324845

Capítulo 6.7 - Bursite Trocantérica

Sizinio H. Hebert Grupo A PDF Criptografado

6 MEMBROS INFERIORES

CAPÍTULO 6.7

BURSITE

TROCANTÉRICA

MARCUS VINÍCIUS CRESTANI

MARCO AURÉLIO TELÖKEN

PAULO DAVID FORTIS GUSMÃO

A bursite trocantérica é caracterizada pela presença de dor crônica e intermitente localizada na região lateral do quadril e exacerbada pela palpação do grande trocanter e por movimentos como a rotação externa e a abdução.

O termo bursite sugere que a inflamação da bolsa (anteriormente bursa) seja a principal responsável pelos sintomas. No entanto, estudos recentes utilizando exames de imagem como a ultrassonografia e a ressonância magnética, além de achados histológicos, refutam essa afirmação ao comprovarem que a maioria dos pacientes apresenta de fato anormalidades nos tendões dos músculos glúteo médio e mínimo, com poucas evidências da presença de bursite propriamente dita.

Dessa forma, o termo síndrome dolorosa do grande trocanter (SDGT) vem sendo cada vez mais utilizado por caracterizar melhor essa condição, englobando os casos de bursite trocantérica e as patologias dos tendões dos glúteos médio e mínimo.

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Medium 9788536311135

8. Distúrbios Emocionais ou Comportamentais

Smith, Deborah Deutsch Grupo A PDF Criptografado

8

Distúrbios

Emocionais ou

Comportamentais

VISÃO PESSOAL

Ivory Tower vai à escola

Tom Catron é um psicólogo clínico infantil, o qual passou cerca de 20 anos trabalhando com crianças que apresentavam problemas emocionais e comportamentais em sala de aula. Ele foi o pioneiro no desenvolvimento de programas para professores e famílias.

É professor de psiquiatria, psicologia e pediatria na Vanderbilt University e diretor dos centros Vanderbilt Community Mental Health

Center e Center for Psychotherapy Research and Policy.

É raro uma criança ou um adolescente encaminhado para nossa clínica de serviços para saúde mental não ter dificuldades na escola. Isso não é uma surpresa, já que as crianças passam a maior parte do tempo envolvidas com os estudos.

Lembro-me do meu primeiro caso: era um aluno da terceira série do ensino fundamental, trazido por seus pais para avaliação e tratamento. Os pais receberam muitas reclamações da escola com respeito à desatenção, à distração e ao rendimento escolar insatisfatório do menino. Tive sorte, já que a professora retornou minha ligação telefônica naquela mesma tarde. Ela estava totalmente segura quanto ao seu julgamento em relação ao aluno. Marquei uma entrevista com a professora e observei a criança na sala de aula. Fiquei bastante apreensivo por ir até a escola sem saber o que me esperava. Temi que a professora ficasse ressentida com minha presença e tentativa de ajudar (eu era o “sabe-tudo” da Ivory Tower University). Achava que a professora talvez tivesse rótulos ou uma opinião cristalizada em relação a esse aluno, o que criaria obstáculos para uma intervenção baseada na escola. Além disso, temi por não ter uma pista de como lidar com os problemas do aluno.

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Medium 9788565848428

Capítulo 3 | Domínio tecnológico: saberes e fazeres na educação a distância

Patricia A. Behar, Alexandra Lorandi Macedo, Ana Carolina Ribeiro Ribeiro, Cláudia Zank, Cristina Alba Wildt Torrezzan, Daisy Schneider, Fátima Weber Rosas, Ketia Kellen Araújo de Silva, Leticia Rocha Machado, Liane Margarida Rockenbach Tarouco Grupo A PDF Criptografado

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Domínio tecnológico saberes e fazeres na educação a distância

Leticia Rocha Machado, Magalí Teresinha Longhi,

Patricia Alejandra Behar

INTRODUÇÃO

A educação a distância (EAD), nos seus primórdios, fez uso das tecnologias representadas pelo correio postal, rádio e televisão. Esses recursos tecnológicos se tornaram ícones das transformações ocorridas nas estruturas econômica, social, política e cultural da sociedade nos últimos três séculos.

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) mediadas pelo computador passaram a ser utilizadas no âmbito da educação como apoio às atividades docentes, sobretudo na apresentação dos conteúdos de aprendizagem. Sabe-se, contudo, que as tecnologias digitais têm potencialidades para além da exposição de conteúdos. Estas conferem um papel mais ativo, em que por meio da interação e interatividade, a colaboração e cooperação são favorecidas. Dessa forma, convém assinalar que “[...] a incorporação das

TIC nas salas de aula abre caminho para a inovação pedagógica e didática e para a busca de novas vias que visam melhorar o ensino e promover a aprendizagem [...]” (Coll; Illera, 2010, p. 288). Também é importante salientar que “[...] a ubiquidade das TIC, presentes em praticamente todos os âmbitos de atividade das pessoas, multiplica as possibilidades e os contextos de aprendizagem muito além das paredes da escola [...]” (Coll; Illera, 2010, p. 288).

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Medium 9788563899958

Estratégia 15 - Frases possíveis

Barbara Moss, Virginia S. Loh Grupo A PDF Criptografado

Estratégia 15

Frases possíveis

3a série do ensino fundamental – 3o ano do ensino médio

Começando

Ganhando prática

Vocabulário

Compreensão

Escrita

O QUE É ISSO?

Frases Possíveis (Moore e Moore, 1986) apresenta novos vocábulos aos alunos antes de eles lerem um texto ao mesmo tempo em que os envolve na tarefa de prever o conteúdo do texto. Por meio dessas experiências, os alunos desenvolvem disposição cognitiva para a leitura, que também aumenta seu interesse no texto a ser lido.

QUAL O SEU PROPÓSITO?

Frases Possíveis é uma estratégia criada para apresentar vocabulário desconhecido aos alunos antes de lerem um texto. Ela não apenas apresenta esse novo vocabulário antes da leitura, como também ajuda os alunos a ativarem seu conhecimento prévio acerca de palavras desconhecidas vendo-as no contexto e em relação a outras palavras na passagem. Essa estratégia é útil para a maioria das séries, podendo ser usada com quase todo tipo de material expositivo.

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Medium 9788584291694

Capíutlo 16. Maria Peregrina: a escola do encontro

Flavio Rodrigues Campos, Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

MARIA PEREGRINA: a escola do encontro

Mildren Lopes Wada Duque

A INSPIRAÇÃO

Alguns jovens educadores, inspirados por Paulo Freire, sonharam em construir um modelo de escola cujo ambiente educativo pudesse realmente educar para a vida. Assim, aproveitando seus talentos artísticos, começaram a ensinar crianças e adolescentes em condições de vulnerabilidade, com o objetivo de transformá-los, despertando-lhes um sentido de vida e criando oportunidades de participação cidadã na sociedade.

Foi Paulo Freire (1967) quem ensinou a esses jovens que a educação é um ato de amor, logo, um ato de coragem. E, desse modo, foram encorajados a sair da habitualidade e a propor uma educação transformadora e libertadora que levasse o cidadão a pensar e a transformar a sua realidade.

A prática pedagógica foi baseada na vida singular de cada um. Os estudantes se inseriam em um ambiente em que cada história de vida era conhecida e respeitada e, a partir disso, traçava-se uma proposta de aprendizagem, organizada pelo discente e seu tutor.

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Medium 9788573074260

Referências Bibliográficas

Antoni Zabala Grupo A PDF Criptografado

24 / ANTONI ZABALA

BREVE RESUMO DO LIVRO

A finalidade deste livro consiste em oferecer determinados instrumentos que nos ajudem a interpretar o que acontece na aula, conhecer melhor o que pode se fazer e o que foge a nossas possibilidades; saber que medidas podemos tomar para recuperar o que funciona e generalizá-lo, assim como para revisar o que não está tão claro. Talvez o caminho que proponho não seja o mais simples nem o mais direto, porque tenta fundamentar e proporcionar critérios e argumentos para conhecer e analisar o que fazemos; só se o conhecemos podemos compartilhá-lo e melhorá-lo para oferecer um ensino de qualidade capaz de promover a aprendizagem de nossos alunos.

Após dois capítulos dedicados a descrever e discernir a utilidade dos referenciais que podem contribuir para a análise da prática educativa, o livro enfoca as variáveis que tradicionalmente foram utilizadas para interpretá-la: as relações interativas (cap. 4); a organização social da aula, o tempo e o espaço (cap. 5); a organização dos conteúdos

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Medium 9788536313696

5. A Filosofia como Razão Dinâmica: A idéia de uma filosofia científica

Havi Carel Grupo A PDF Criptografado

ESTADO DA ARTE

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

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A FILOSOFIA COMO

RAZÃO DINÂMICA

A idéia de uma filosofia científica

Michael Friedman

A filosofia científica – no sentido de uma tentativa de revolucionar a filosofia como um todo e como uma disciplina sob a orientação dessa idéia – é um fenômeno característico do século XX, mas, como tantos outros aspectos da cultura do século XX, tem raízes profundas no século

XIX. Em particular, a idéia de uma filosofia científica surgiu na segunda metade do século XIX, como uma reação intelectual autoconsciente contra o que era então percebido como os excessos “especulativos” e

“metafísicos” do idealismo alemão pós-kantiano . Nesse contexto, vários cientistas naturais e matemáticos do final do século XIX, defrontados com problemas radicalmente novos no interior dos fundamentos intelectuais em mutação de suas próprias disciplinas, voltaram-se à filosofia em busca de recursos conceituais. Repelindo a metafísica especulativa do idealismo pós-kantiano, olharam para o que acreditavam ser direções filosoficamente mais sadias – parcialmente em direção ao filosofar mais sóbrio e orientado cientificamente do próprio Kant, e parcialmente em direção a um retorno paralelo à posição antimetafísica outrora representada pelo empirismo britânico. Mas os pensadores científicos em questão, do final do século XIX – principalmente Hermann von Helmholtz, Ernst Mach e

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Medium 9788536302096

Capítulo 15. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo

César Coll, Álvaro Marchesi, Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo

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ROSA BLANCO

A educação escolar tem como objetivo fundamental promover, de forma intencional, o desenvolvimento de certas capacidades e a apropriação de determinados conteúdos da cultura, necessários para que os alunos possam ser membros ativos em seu âmbito sociocultural de referência. Para atingir o objetivo indicado, a escola deve conseguir o difícil equilíbrio de oferecer uma resposta educativa, tanto compreensiva quanto diversificada, proporcionando uma cultura comum a todos os alunos, que evite a discriminação e a desigualdade de oportunidades e, ao mesmo tempo, que respeite suas características e suas necessidades individuais.

Existem necessidades educativas comuns, compartilhadas por todos os alunos, relacionadas às aprendizagens essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e sua socialização, que se expressam no currículo escolar. Nem todos os alunos, porém, enfrentam com a mesma bagagem e da mesma forma as aprendizagens estabelecidas nele, visto que têm capacidades, interesses, ritmos, motivações e experiências diferentes que medeiam seu processo de aprendizagem. O conceito de diversidade remete-nos ao fato de que todos os alunos têm necessidades educativas individuais próprias e específicas para ter acesso às experiências de aprendizagem necessárias à sua socialização, cuja satisfação requer uma atenção psicológica individualizada. Nem toda necessidade individual, porém, é especial. Algumas necessidades individuais podem ser atendidas pelo trabalho individual que o professor realiza na

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Medium 9788573074260

As Sequências de Ensino/ Aprendizagem ou Didáticas

Antoni Zabala Grupo A PDF Criptografado

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As seqüências didáticas e as seqüências de conteúdo

AS SEQÜÊNCIAS DE ENSINO/

APRENDIZAGEM OU DIDÁTICAS

Das diferentes variáveis que configuram as propostas metodológicas, analisaremos primeiro a que é determinada pela série ordenada e articulada de atividades que formam as unidades didáticas. Situamos esta variável em primeiro lugar porque é a mais fácil de reconhecer como elemento diferenciador das diversas metodologias ou formas de ensinar.

Os tipos de atividades, mas sobretudo sua maneira de se articular, são um dos traços diferenciais que determinam a especificidade de muitas propostas didáticas. Evidentemente, a exposição de um tema, a observação, o debate, as provas, os exercícios, as aplicações, etc., podem ter um caráter ou outro segundo o papel que se atribui, em cada caso, aos professores e alunos, à dinâmica grupal, aos materiais utilizados, etc. Mas o primeiro elemento que identifica um método é o tipo de ordem em que se propõem as atividades. Deste modo, pode se realizar uma primeira classificação entre métodos expositivos ou manipulativos, por recepção ou por descoberta, indutivos ou dedutivos, etc. A maneira de situar algumas atividades em relação às outras, e não apenas o tipo de tarefa, é um critério que permite realizar algumas identificações ou caracterizações preliminares da forma de ensinar. Em qualquer caso, e como já dissemos no primeiro capítulo, o parcelamento da prática educativa em diversos componentes tem certo grau de artificialidade, unicamente explicável pela dificuldade que representa encontrar um sistema interpretativo que permita, ao mesmo tempo, o estudo conjunto e interrelacionado de todas as variáveis que incidem nos processos educativos.

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Medium 9788573078046

Capítulo 1 - A Nova Cultura da Aprendizagem

Juan Ignácio Pozo Grupo A PDF Criptografado

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A Nova Cultura da Aprendizagem

Enfim, ele se envolveu tanto na leitura, que passava os dias e as noites lendo; e assim, por dormir pouco e ler muito, lhe secou o cérebro de tal maneira que veio a perder o juízo. Sua fantasia se encheu de tudo aquilo que lia nos livros, tanto de encantamentos como de duelos, batalhas, desafios, feridas, galanteios, amores, tormentas e disparates impossíveis; e se assentou de tal modo na imaginação que todas aquelas invenções sonhadas eram verdadeiras, que para ele não havia outra história mais certa no mundo.

MIGUEL DE CERVANTES, Dom Quixote de la Mancha

Uma coisa lamento: não saber o que vai acontecer. Abandonar o mundo em pleno movimento, como no meio de um folhetim. Eu acho que esta curiosidade pelo que ocorra depois da morte não existia antigamente, ou existia menos, num mundo que mal mudava. Uma confissão: apesar do meu ódio pela informação, gostaria de poder me levantar de entre os mortos a cada dez anos, ir até uma banca e comprar vários jornais. Não pediria mais nada.

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Medium 9788536327402

15. Síntese de RNA Dependente de DNA

Michael Cox Grupo A PDF Criptografado

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Síntese de RNA

Dependente de DNA

Momento de descoberta

No início da década de 1980, ficou claro que deveriam existir proteínas especializadas na síntese precisa e regulada de mRNAs para determinados genes em células de mamíferos. Entretanto, ninguém havia sido capaz de identificar tais “fatores de transcrição” ou determinar como esse processo de ativação da transcrição atuava.

A descoberta em meu laboratório ocorreu quando constatamos que extratos de células humanas continham um fator capaz de discriminar entre dois moldes e de alguma forma programar a enzima que lê o DNA para escolher o promotor adequado e igRobert Tjian [Fonte: Bonnie Azab/UC norar todos os outros. Mas como?

Berkeley.]

Decidimos usar um pequeno pedaço da sequência de DNA do promotor ativo como “isca” para pescar proteínas que se ligam de maneira seletiva a este sítio. O desafio foi purificar essa atividade entre outras ~3.000 proteínas ligadoras de DNA presentes no extrato de células humanas! Após meses de luta com este problema, lembro-me muito bem de estar entrando no laboratório e ouvindo meus colaboradores, Jim

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Medium 9788584290642

Capítulo 17 - O atelier: uma conversa com Vea Vecchi

Carolyn Edwards, Lella Gandini, George Forman Grupo A PDF Criptografado

17

O atelier: uma conversa com Vea Vecchi1

Lella Gandini

��������ͩͯ

elier: A Conversation

Gandini: Por favor, conte sobre como with VeaoVecchi atelier começou.

Vecchi: Na década de 1960, Loris

Malaguzzi introduziu um atelier em cada

Lella Gandini pré-escola em Reggio Emilia, junto com um professor com formação em artes.

Essa era uma escolha incomum, mas col us how the atelier began. rajosa,introduced já que,annaquela

1960s, Loris Malaguzzi atelier intoépoca, every bem como representava declaração forte io Emilia, along hoje, with a teacher with an art uma background. oice but a brave one, for then, asda now,importância it represented a atribuída à e tangível ment of the importance attributed toàimagination, creativ-à expressiviimaginação, criatividade, aesthetics in the educational processes of development dade e à estética nos processos educacioAs Malaguzzi said: nais do desenvolvimento e da construção become part of a complex design and, at the same time, an de conhecimento. Como Malaguzzi dizia: ng, or better, for digging with one’s own hands and one’s

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Medium 9788536313627

Capítulo 1. O esquema da reprodução: da escola ao sistema de classes sociais

Anne Van Haecht Grupo A PDF Criptografado

Sociologia da educação

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O esquema da reprodução: da escola ao sistema de classes sociais

No mundo francófono, a teoria da reprodução de Bourdieu e Passeron

é certamente a mais conhecida. Ela leva a uma teoria geral da cultura, ganhando sentido em uma sociologia das classes sociais mais sofisticada que aquela desenvolvida pelos sociólogos marxistas (Baudelot e Establet,

1971).

Os trabalhos de Bourdieu e de Passeron inspiram-se em várias grandes tradições – durkheimiana – weberiana e marxista e tentam, senão conciliá-las, ao menos tirar de cada uma as contribuições essenciais. Aliás, aí está a dificuldade de criticar a sociologia desses autores que acertaram em mostrar que não subestimam nenhuma das contribuições importantes de cada uma dessas correntes de pesquisa.

De maneira bastante sintética, podemos encontrar em Bourdieu e

Passeron, para cada uma das três grandes tradições abordadas, as seguintes influências:

– Tradição durkheimiana: ruptura com o senso comum, confronto da teoria com a empiria, afirmação de um método sociológico específico (para Durkheim: “é preciso tratar dos fatos sociais como coisas”, “o social explica-se pelo social”).

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Medium 9788536305097

2. Métodos de pesquisa em psicologia do desenvolvimento: o que é relevante considerar?

Maria A. Dessen Grupo A PDF Criptografado

A CIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

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Métodos de pesquisa em psicologia do desenvolvimento: o que é relevante considerar?

Denise de Souza Fleith

Áderson Luiz Costa Junior

Como podemos conhecer o processo de desenvolvimento humano e as variáveis intervenientes sobre a maturação biológica, a personalidade, a aprendizagem, a inteligência, de modo a construir um corpo consistente de conhecimento aplicável às diversas áreas da psicologia? Qualquer resposta aceitável passará pelo caminho da pesquisa científica, que consiste em um conjunto de procedimentos formais, sistemáticos e controlados, com o objetivo de obter respostas para questões em um determinado campo de conhecimento. Em psicologia do desenvolvimento, por exemplo, o conhecimento atual constitui os produtos dinâmicos, mutáveis, de mais de um século de pesquisas científicas (Markoni e Lakatos, 1985).

O objetivo deste capítulo é discutir alguns princípios básicos que o pesquisador em psicologia do desenvolvimento deve considerar para a geração e a compreensão do conhecimento científico. Inicialmente, são apresentadas informações sobre a variabilidade de métodos de pesquisa disponíveis em psicologia do desenvolvimento. A seguir, discute-se o que é necessário saber para compreender o conhecimento nessa área. Nessa mesma seção, encontra-se uma breve discussão sobre o conceito e a função das teorias, bem como uma análise das diferenças entre os métodos de pesquisa quantitativo e qualitativo, desfazendo mitos acerca de cada um. A seção seguinte retrata algumas questões práticas envolvidas no planejamento

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