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Introdução

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

Introdução

Aloisio Ruscheinsky

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: EM DEFESA DA SOCIEDADE E DO MEIO AMBIENTE

A diversidade com que se enfoca, neste livro, a questão da educação ambiental permite propor e firmar a defesa da multiplicidade. A abordagem da educação ambiental vem adquirindo, por meio de investigações, o contorno de uma nova e crescente presença entre as áreas e as linhas de pesquisa dentro do campo da educação. Além do mais, a área do meio ambiente conquista e assume a possibilidade de se somar como mais um enfoque epistemológico, incorporando, de forma decisiva, as contribuições das ciências humanas.

A diversidade de abordagens remete ao relacionamento complexo entre dimensões como economia e cultura, natureza e sociedade, bem-estar e utopia, meio ambiente e mudança cultural.

A ideia de primeiro gerar estabilidade e desenvolvimento econômico para depois realizar a distribuição se revelou uma falácia na história da modernidade. De forma similar, ocorre primeiro a destruição ou a submissão da natureza para despontar ou se dar conta do aniquilamento de aspectos fundamentais relativos ao meio ambiente; ou, ainda, com o pressuposto de afirmar em primeiro lugar a abundância de bens que cercam nosso cotidiano preenchendo nosso vazio ou nosso bem-estar, para depois despertar para o meio ambiente em degradação.

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Capítulo 9 - Do treinamento à capacitação: a integração da educação ambiental ao setor produtivo

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Do treinamento à capacitação a integração da educação ambiental ao setor produtivo

Dione Kitzmann e Milton L. Asmus

Apesar das diferenças inerentes aos seus contextos de ação, é possível traçar um paralelo entre as atividades de educação ambiental exercidas nas escolas e comunidades e aquelas de treinamento e capacitação1 de empresas e indústrias, à medida que todas atuam sobre o mesmo sujeito (ser humano) e buscam transformar as mesmas variáveis (conhecimentos, habilidades e atitudes).

A educação ambiental é definida como um conjunto de processos a partir dos quais os indivíduos e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências (Art. 1o da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA). Segundo Guimarães (2007), a educação ambiental é a busca da transformação de valores e atitudes pela construção de novos hábitos e conhecimentos. Para Edwards (1994), na educação ambiental o conhecimento é a educação sobre o ambiente, enquanto os valores e as atitudes positivas são uma educação para o ambiente.

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Capítulo 8 - Agroecologia e reforma agrária: integração possível, educação necessária

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Agroecologia e reforma agrária integração possível, educação necessária

Aloisio Ruscheinsky e Sérgio Hiandui Nunes de Vargas

Seria uma insensatez negar os benefícios que a vertiginosa evolução das tecnologias propiciou ao ser humano no deslocar-se mais rápido, viver mais tempo, comunicar-se instantaneamente, entre outras proezas. No entanto, é necessário analisar a quem dominantemente esse progresso serve, quais os riscos e custos de natureza social, ambiental e de sobrevivência da espécie que ele está provocando; e que catástrofes futuras ele pode ocasionar aos direitos dos homens. É preciso determinar quem escolhe a direção desse progresso e com que objetivos, especialmente quando as direções desse progresso têm aumentado a exclusão social, a concentração de renda e os riscos ambientais. (Gilberto Dupas)

O objetivo principal do capítulo é examinar a atribuição que a agricultura ecológica pode ocupar na consolidação da qualidade de vida, além de esclarecer a conotação que os nichos da produção orgânica vem assumindo. Ao mesmo tempo, enuncia as vantagens para o meio ambiente e para os pequenos agricultores que esta apresentaria em relação aos métodos tradicionais e convencionais de cultivo. Questões atuais estão intimamente relacionadas tais como as redes ambientalistas, os recursos hídricos, os projetos de economia solidária, a biodiversidade, a agroecologia, a justiça socioambiental e os direitos humanos.

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Capítulo 7 - Experimentos educacionais: eventos heurísticos transdisciplinares em educação ambiental

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Experimentos educacionais eventos heurísticos transdisciplinares em educação ambiental

Cleusa Helena Peralta Castell

PELO CAMINHO DA ARTE

A experiência com o ensino das artes tem me provocado uma inquietação singular: compreender a alma humana em sua sede de autoidentificação e em sua necessidade de protagonizar a criação em todos os níveis. Essa inquietação levou-me muito cedo a perceber que, a despeito dos limites cuidadosamente construídos das áreas de conhecimento, a criação humana nunca conheceu limites, fartando-se de tanto transgredir as normas das fronteiras das disciplinas e das áreas de conhecimento convencionais. De certa forma, isso pode explicar minha familiaridade com a transdisciplinaridade no campo da educação.

Por seu caráter transgressor, especialmente na modernidade, as artes se estigmatizaram em relação aos demais âmbitos do conhecimento, tornando-se um tanto enigmáticas, de um lado herméticas, estranhas; de outro, permissivas. Os artistas – esses extraterrestres – sempre lançaram seus manifestos contra todas as ordens instituídas, cada vez que a norma culta de alguma congregação econômica, política ou cultural se atrevesse a lançar suas doutrinas, pois, desde que a humanidade se reconhece como ente cultural, o sentido maior das artes sempre foi o da liberdade de criação. É triste lembrar o êxodo dos artistas, sempre os primeiros a serem perseguidos quando dos golpes das ditaduras.

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Capítulo 6 - Visão sistêmica e educação ambiental: conflitos entre o velho e o novo paradigma

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Visão sistêmica e educação ambiental conflitos entre o velho e o novo paradigma

Ivane Almeida Duvoisin e Aloisio Ruscheinsky*

Este capítulo traz uma reflexão sobre o sistema educativo no sentido de se repensar maneiras mais adequadas para acompanhar as mudanças velozes da contemporaneidade. Constitui-se de uma reflexão crítica sobre a forma como têm sido conduzidas as diversas reformas educacionais no Brasil e da emergência de uma visão sistêmica e mais complexa, que considere as influências das tecnologias da informação e da comunicação, das visões de mundo e das concepções epistemológicas do fazer pedagógico do professor.

Levando em conta o desenvolvimento histórico da Educação Ambiental

(EA) e de forma atenta às recomendações dos inúmeros fóruns, redes sociais, listas de discussão e pesquisas realizadas, até então, sobre as desvantagens da excessiva fragmentação das disciplinas acadêmicas, inicia-se esta reflexão sobre os velhos e os novos paradigmas e sobre a importância de uma visão sistêmica a nortear as práticas pedagógicas. À medida que o ser humano foi se distanciando da natureza e passou a encará-la como uma gama de recursos disponíveis a serem transformados em bens consumíveis, começaram a surgir os problemas socioambientais ameaçando a sobrevivência do nosso planeta.

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Capítulo 5 - A educação ambiental a partir de Paulo Freire

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A educação ambiental a partir de Paulo Freire

Aloisio Ruscheinsky e Adriane Lobo Costa

Autotransformação e transformação social eram vistas por Che assim como por

Freire como mutuamente constitutivas, dialeticamente reiniciando atos que resultam em prática revolucionária – a criação do novo ser socialista para uma revolução permanente. Ambos lutaram tão determinadamente para manter viva a transformação do sistema mundial capitalista e, por meio dessa luta, a transformação do coração humano. (Peter McLaren)

Este capítulo tem como objetivo apontar para a relevância da educação ambiental para uma cultura afeita à sustentabilidade socioambiental e para uma ambientalização dos conflitos no campo ou “ecologização” dos processos produtivos do setor da agricultura familiar. Para a elaboração da nossa proposta, as contribuições do pedagogo brasileiro

Paulo Freire nos pareceram fundamentais, visando descolonizar o imaginário político e cultural da qualidade de vida e a mudança do que é a qualidade do produto para consumo a partir da educação ambiental. Diante disso, a reflexão enfrenta o desafio de compreender os condicionantes de um novo saber-fazer em questões relativas à gestão do próprio conhecimento.

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Capítulo 4 - As rimas da ecopedagogia: perspectiva ambientalista e crítica social

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As rimas da ecopedagogia perspectiva ambientalista e crítica social

Aloisio Ruscheinsky

Refundamentar a educação em uma base epistemológica, cultura política, estética, crítica social e ética ambiental. (Ruscheinsky)

A educação ambiental de maneira fecunda e em suas múltiplas abordagens se encontra na busca de fundamentos metodológicos para as práticas socioambientais e as decisões estratégicas para uma perspectiva ambientalista. Na diversidade das denominações localizamos os intuitos e ênfases que venham a dar conta das angústias cotidianas e do imaginário de educação ambiental. Nossa reflexão compreende que uma ótica teórica e metodológica fundamenta o âmbito das práticas socioambientais e reciprocamente. Ao suscitar explicitação e fundamentação dessas práticas, iluminando-as e conduzindo-as, este alicerce teórico se conjuga com um processo de inovação.

O objetivo deste capítulo é destacar as contribuições metodológicas para cotejar, encantar e arrebatar a ótica da ecopedagogia1 como um movimento social, político e pedagógico. Essa iniciativa se constitui em um debate que se situa ainda nos seus primórdios, assim como uma mudança cultural que produza efeitos a partir de uma consciência ecológica. Para vislumbrar o que se entende pelo termo ecopedagogia parece relevante trazer ao debate os fragmentos possíveis de serem destacados.

Ao longo da exposição se apontará que, por suas delimitações teóricas e nexos com as práticas socioambientais, a ecopedagogia não se ca-

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Capítulo 3 - Política Nacional de Educação Ambiental e Construção da Cidadania: revendo os desafios contemporâneos

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Política Nacional de Educação

Ambiental e Construção da Cidadania revendo os desafios contemporâneos

Carlos Hiroo Saito

A educação ambiental no Brasil, após anos de luta dos ambientalistas, começou a ter um certo reconhecimento no cenário nacional na década de

1990, cujo ápice foi a promulgação da Lei 9.795, em 27 de abril de 1999, instituindo a Política Nacional de Educação Ambiental. Isso não significa, no entanto, a sua consolidação ou a assunção de sua centralidade; apenas se trata do seu reconhecimento político. Menos ainda há consenso sobre sua compreensão, natureza ou princípio.

O objetivo deste capítulo é, justamente, contextualizar o texto aprovado da Política Nacional de Educação Ambiental, nos planos histórico e sociopolítico nacionais, assim como destacar aqueles princípios e objetivos presentes nas letras da lei, voltados à construção da cidadania, suas consequências sociais e os fundamentos teórico-metodológicos necessários para sua plena execução.

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Capítulo 2 - Querer-poder e os desafios socioambientais do século XXI

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Querer-poder e os desafios socioambientais do século XXI

Sirio Lopez Velasco

Gostaria de ser o autor da frase que motiva essas reflexões, mas infelizmente não é o caso; tive a oportunidade de lê-la no início de 2001 em um espaço muito singular: um banheiro de um centro universitário na

Holanda! E ela dizia aproximadamente o seguinte: “A questão é saber se podemos tudo aquilo que queremos e se queremos tudo aquilo que podemos.” Em meu entendimento, boa parte dos desafios socioambientais do século XXI é pensável e deve ser pensada a partir dessa sentença, merecedora de completa atenção por parte da educação ambiental em todas as suas formas.

CARACTERIZAÇÃO DO ªMEIO AMBIENTE"

Já em 1977, a Conferência Intergovernamental sobre Educação

Ambiental da ONU (realizada em Tbilisi, Geórgia, parte da então URSS; ver Resoluções da mesma em Dias, 1993, p. 63) assinalava que “o conceito de meio ambiente abarca uma série de elementos naturais, criados pelo homem, e sociais”, e que “os elementos sociais constituem um conjunto de valores culturais, morais e individuais, assim como de relações interpessoais na esfera do trabalho e das atividades de tempo livre” (Recomendação no 2). Assim afirmava-se claramente uma ótica não biologicista do “meio ambiente” ao se dar a esse conceito um perfil nitidamente socioambiental.

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Capítulo 1 - Estética da Carta da Terra: pelo prazer de (na tensividade) com-viver com a diversidade!

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Estética da Carta da Terra pelo prazer de (na tensividade) com-viver com a diversidade!

Luiz Augusto Passos e Michèle Sato

Quero ficar aqui, junto de ti, não me rechaces.

Não estarei afastado de ti quando se fechem os teus olhos; quando teu coração se detenha no último estertor da agonia, então quero tomar-te entre meus braços e colocar-te no meu seio.

(Johann Sebastian Bach)

Não há como negar a dimensão política da educação ambiental. E, exatamente por seu caráter transformador, ela também encerra outras dimensões que ultrapassariam seu enfoque e suas relações como ciência da criação e da arte e se deteria na íntima vivência dela, na experiência sensorial ou emocional do cotidiano das pessoas. É nesse contexto que queremos discutir a estética da educação ambiental, especificamente inserida no discurso da Carta da Terra (CT). Não queremos dar atenção aos grandes acontecimentos ruidosos, mas sublinhar a pluralidade silenciosa dos sentidos de cada acontecimento (Nietzsche, 1995). Indo mais além, também queremos trazer nossas críticas ao movimento da Carta da Terra, reconhecedores de que a melhor defesa ainda se concentra na autocrítica.

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Capítulo 14 - A educação ambiental na transição paradigmática e os contextos formativos

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A educação ambiental na transição paradigmática e os contextos formativos

Martha Tristão e Aloisio Ruscheinsky

A abordagem a propósito das transmutações paradigmáticas será interdisciplinar, apropriando-se de contribuições das ciências sociais, da psicologia social e da história. Ao tratar da transição de paradigmas, toma-se cuidado para que essa ênfase não seja posta na contingência e nas controvérsias de aderir a uma ótica evolucionista ou abordagem dualista ou linear.

Diversas são as possibilidades, entre elas: da ótica normativa e prescritiva da educação à ótica analítica, do diagnóstico da complexidade e da crítica; da perspectiva da especialização disciplinar à abordagem interdisciplinar, transdisciplinar e multidisciplinar; da sala de aula, do conteúdo convencional e da centralidade da informação no professor à reinvenção do processo da educação em face das novas tecnologias de informação; da elegia à ciência e à tecnologia como fio condutor da vida social às distintas abordagens e valorização dos diversos saberes; do evolucionismo e racionalismo ao relativismo e ao construtivismo; do momento epistemológico fundado na reflexão sobre a sociedade nacional às novas configurações e os movimentos de uma realidade multinacional, transnacional, mundial ou propriamente global; da naturalização e inevitabilidade ou da neutralidade da ciência e determinismo tecnológico à noção de construção social, do protagonismo das forças políticas, das relações sociais e da politização; do antropocentrismo ao holismo; da agricultura convencional à agroecologia; da livre criação e da pesquisa com compromisso social às exigências de produtividade, das competências e da excelência acadêmica.

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Capítulo 13 - Paradigma da cultura de consumo: novas linguagens decorrentes e implicações para o campo da educação ambiental

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Paradigma da cultura de consumo novas linguagens decorrentes e implicações para o campo da educação ambiental

Aloisio Ruscheinsky

Este capítulo põe o desafio de investigar linguagens, discursos, visões de mundo decorrentes de uma cultura de consumo e que implicam influências na construção das práticas educativas. A partir das ciências sociais, aborda diferentes linguagens presentes em uma sociedade e que por sua vez incidem seja sobre as práticas do sistema de ensino em particular, seja sobre as práticas socioambientais. Portanto, a reflexão se insere na temática dos fundamentos para compreender as possibilidades e os obstáculos sociais no campo da educação socioambiental. Muito ao contrário de uma visão da generalização ou homogeneidade de práticas de consumo, as desigualdades nesse âmbito continuam persistentes e insidiosas. Todavia, o imaginário de consumo, mesmo com suas diferenciações de sonho de consumo, campeia em todos os setores sociais.

As diferentes linguagens correspondem a circunstâncias históricas datadas e ao mesmo tempo possuem uma autonomia relativa dos respectivos contextos, o que redobra a relevância de uma abordagem a partir das ciências sociais. O objetivo é destacar as linguagens recorrentes das desigualdades e do consumo e suas implicações para o novo campo do conhecimento, o da educação socioambiental. Igualmente atenta aos mecanismos e às mediações entre os sujeitos e suas práticas discursivas em meio aos conflitos pelos bens naturais, entendendo assim os desafios de um processo de mudança social com contribuição da educação socioambiental.

Convém alertar para a complexidade no entrecruzamento de diferentes linguagens no campo da cultura de consumo, da educação socioambiental na sociedade da informação e da instrumentalização da pro-

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Capítulo 12 - Os desafios contemporâneos da Política de Educação Ambiental: dilemas e escolhas na produção do material didático

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Os desafios contemporâneos da

Política de Educação Ambiental dilemas e escolhas na produção do material didático

Carlos Hiroo Saito

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem o intuito de refletir sobre dilemas e escolhas suscitadas ao longo da elaboração de material didático e como na prática intelectual tentamos responder aos mesmos. Em outras palavras, este texto visa ilustrar como implementamos na prática os cinco desafios contemporâneos para a Política Nacional de Educação Ambiental descritos no Capítulo 3 deste livro (busca de uma sociedade democrática e socialmente justa, desvelamento das condições de opressão social, prática de uma ação transformadora intencional, necessidade de contínua busca do conhecimento, instrumentalização científico-tecnológica para resolução desses conflitos socioambientais). Comentaremos brevemente o processo de produção do material didático Probio-EA, nos aspectos ainda não detalhados em artigo anterior (Saito et al., 2008) que apresentou suas bases teórico-metodológicas.

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Capítulo 11 - As dimensões e os desafios da educação ambiental na contemporaneidade

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As dimensões e os desafios da educação ambiental na contemporaneidade

Martha Tristão

A educação ambiental entendida, de modo geral, como uma prática social transformadora, comprometida com a justiça ambiental e com o respeito às diferenças culturais e biológicas, enfrenta alguns desafios nesse início de século. Pretendemos tecer alguns comentários e destacar aqueles que vêm adquirindo mais visibilidade nas sociedades contemporâneas.

O momento atual suscita uma articulação dos princípios teóricos filosóficos da educação ambiental de forma contextualizada e congruente com o pensamento contemporâneo. O respeito às diversidades cultural, social e biológica é o fio condutor das relações estabelecidas com o contexto contemporâneo, seja esse momento de transição paradigmático considerado uma nova fase do modernismo, seja uma outra realidade denominada pós-modernidade ou modernidade tardia.

Falar sobre os desafios da educação de modo geral é falar, também, sobre os desafios do educador ou da educadora. Compete a nós, educadores, discutir com seriedade os valores éticos que sustentarão a educação deste século. Serão preocupações e interesses eminentemente econômicos, visando à manutenção da lógica insustentável de mercado, ou, aproveitando o momento de transição paradigmática na sociedade contemporânea, poderemos promover valores conectados com a produção de saberes sustentáveis em uma relação local/global? Necessitamos de profissionais que compreendam a complexidade dos problemas ambientais globais e que busquem soluções locais de modo dialógico e contextual.

Diante das interlocuções estabelecidas com a literatura a essas indagações com que o mundo contemporâneo nos desafia, torna-se extre-

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Capítulo 10 - Histórias em quadrinhos: recursos da educação ambiental formal e informal

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Histórias em quadrinhos recursos da educação ambiental formal e informal

Nágila Caporlíngua Giesta

A ocupação humana dos espaços, ainda que em processos naturais, tem provocado impactos e degradação da Terra. Os modos de vida nos ambientes urbanos e rurais, a opção pela exploração de espécies e o caráter de atividades mais valorizadas nos meios econômicos e de produção tendem a promover perdas inestimáveis de qualidade de vida pelas populações.

A educação ambiental, diante dessa situação, tem sido apontada como uma possiblidade de análise e reflexão, visando a transformações em modos de ser e estar no mundo. No entanto, ainda que seja recomendada em conferências nacionais e internacionais, tanto da área ambiental como da educacional, prescrita pela Constituição e defendida como prioridade de governos em distintos âmbitos, as ações ainda carecem de características transformadoras e inerentes a processos de conscientização constante.

Iniciativas de educação ambiental são identificadas nas escolas e na comunidade, porém a repercussão e a abrangência são irrisórias frente à demanda. No Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande – FURG, por exemplo, trabalhos acadêmicos, teses e dissertações versam sobre problemas ambientais e apontam propostas que levem a mudanças de atitudes em relação ao meio e ao tratamento desse assunto na educação escolarizada ou não.

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