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6. - As abordagens do processo ensino-aprendizagem e o professor

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C a p í t ul o 6

As abordagens do processo ensino-aprendizagem e o professor

Com o objetivo de fornecer informações adicionais referentes à pesquisa realizada, este capítulo contém, num primeiro momento, reflexões pertinentes às análises feitas nos capítulos um a cinco deste livro e, num segundo momento, as relativas às opções teóricas declaradas e práticas manifestas dos professores que participaram da pesquisa em questão.

A partir das análises relativas às abordagens do processo ensinoaprendizagem, pode-se constatar alguns aspectos metateóricos que definem seus elementos idiossincráticos. Um deles é a já reiterada multidimensionalidade do fenômeno educacional, considerada em nível teórico. Outro refere-se à possibilidade de se analisar as interpretações do fenômeno educacional em seus pressupostos, decorrências e/ou implicações principais.

Algumas linhas teóricas, porém, parecem desconsiderar alguns aspectos pressupostos e/ou implicações do processo ensino-aprendizagem, que só puderam ser caracterizados por inferência, o que se constitui numa das dificuldades deste tipo de trabalho.

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1. - Abordagem tradicional

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C a p ít u lo 1

Abordagem tradicional

1.1 Características gerais

Considera-se aqui uma abordagem do processo ensino-aprendizagem que não se fundamenta implícita ou explicitamente em teorias empiricamente validadas, mas numa prática educativa e na sua transmissão através dos anos. Esse tipo de abordagem inclui tendências e manifestações diversas.

Não se pretende esgotar completamente os significados da abordagem, tampouco fazer um estudo histórico desse tipo de ensino e suas tendências no Brasil, mas sim tentar caracterizá-lo em suas diferentes manifestações, buscando apreender as implicações dele decorrentes para a ação pedagógica do professor. Trata-se de uma concepção e uma prática educacionais que persistiram no tempo, em suas diferentes formas, e que passaram a fornecer um quadro referencial para todas as demais abordagens que a ela se seguiram.

Englobam-se, portanto, considerações de vários autores defensores de posições diferentes em relação ao ensino tradicional, procurando caracterizá-lo tanto em seus aspectos considerados positivos, quanto negativos. Esses aspectos tornar-se-ão mais bem explicitados no decorrer das categorias que aqui serão ponderadas.

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Introdução

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Introdução

Há várias formas de se conceber o fenômeno educativo. Por sua própria natureza, não é uma realidade acabada que se dá a conhecer de forma única e precisa em seus múltiplos aspectos. É um fenômeno humano, histórico e multidimensional. Nele estão presentes tanto a dimensão humana quanto a técnica, a cognitiva, a emocional, a sociopolítica e cultural. Não se trata de mera justaposição das referidas dimensões, mas, sim, da aceitação de suas múltiplas implicações e relações.

Diferentes formas de aproximação do fenômeno educativo podem ser consideradas como mediações historicamente possíveis, que permitem explicá-lo, se não em sua totalidade, pelo menos em alguns de seus aspectos; por isso, devem ser elas analisadas, contextualizadas e discutidas criticamente.

De acordo com determinada teoria/proposta ou abordagem do processo ensino-aprendizagem, privilegia-se um ou outro aspecto do fenômeno educacional. Podem-se verificar, dessa forma, vários tipos de reducionismo: numa abordagem humanista, por exemplo, a relação interpessoal é o centro, e a dimensão humana passa a ser o núcleo do processo ensino-aprendizagem; numa abordagem comportamentalista, a dimensão técnica é privilegiada, ou seja, os aspectos objetivos, mensuráveis e controláveis do processo são enfatizados em detrimento dos demais. Apesar, no entanto, de constituírem formas de reducionismo, essas propostas são explicativas de determinados

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2. - Abordagem comportamentalista

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Abordagem comportamentalista

2.1 Características gerais

Essa abordagem se caracteriza pelo primado do objeto (empirismo). O conhecimento é uma “descoberta” e é nova para o indivíduo que a faz. O que foi descoberto, porém, já se encontrava presente na realidade exterior. Considera-se o organismo sujeito às contingências do meio, sendo o conhecimento uma cópia de algo que simplesmente

é dado no mundo externo.

Os comportamentalistas ou behavioristas, assim como os denominados instrumentalistas e os positivistas lógicos, consideram a experiência ou a experimentação planejada como a base do conhecimento.

Evidencia-se, pois, sua origem empirista, ou seja, a consideração de que o conhecimento é o resultado direto da experiência.

Para os positivistas lógicos, enquadrados nesse tipo de abordagem, o conhecimento consiste na forma de se ordenar as experiências e os eventos do universo, colocando-os em códigos simbólicos. Para os comportamentalistas, a ciência consiste numa tentativa de descobrir a ordem na natureza e nos eventos. Pretendem demonstrar que certos acontecimentos se relacionam sucessivamente uns com os outros.

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4. - Abordagem cognitivista

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Abordagem cognitivista

4.1 Características gerais

O termo “cognitivista” se refere a psicólogos que investigam os denominados “processos centrais” do indivíduo, dificilmente observáveis, tais como: organização do conhecimento, processamento de informações, estilos de pensamento ou estilos cognitivos, comportamentos relativos à tomada de decisões etc.

Uma abordagem cognitivista implica, entre outros aspectos, se estudar cientificamente a aprendizagem como sendo mais que um produto do ambiente, das pessoas ou de fatores que são externos ao aluno.

Existe ênfase em processos cognitivos e na investigação científica separada dos problemas sociais contemporâneos. As emoções são consideradas em suas articulações com o conhecimento.

Consideram-se aqui formas pelas quais as pessoas lidam com os estímulos ambientais, organizam dados, sentem e resolvem problemas, adquirem conceitos e empregam símbolos verbais. Embora se note preocupação com relações sociais, a ênfase dada é na capacidade do aluno de integrar informações e processá-las.

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