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7. Reforma, conhecimento pedagógico e administração social da individualidade: a educação escolar como efeito do poder

Francisco Imbernón, Lilia Bartolome, Ramon Flecha, José Gimeno Sacristán, Henry Giroux, Donaldo Macedo, Peter McLaren, Tomas S. Popkewitz, Luis Rigol, Marina Subirats, Iolanda Tortajado Grupo A PDF Criptografado

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Reforma, conhecimento pedagógico e administração social da individualidade: a educação escolar como efeito do poder

Thomas S. Popkewitz

Wisconsin-Madison University

Uma das preocupações dos educadores e dos pesquisadores é a de pensar nas reformas educativas como atividades de princípios que proporcionem as mudanças necessárias para acomodar o sistema educativo de um país aos objetivos nacionais e aos compromissos sociais adquiridos1. Qualquer que seja a posição ideológica, considerou-se a educação como uma atividade de princípios com a qual se pode promover, entre outras coisas, a justiça, a eqüidade, a formação de cidadãos democráticos ou a de trabalhadores mais precisos e competentes. Minha discussão sobre a questão da reforma vai por caminhos muito diferentes dos anteriores. Nela adoto a posição segundo a qual a reforma (e a escolarização) é um problema de administração social2 e que essa administração pretende constituir (e reconstituir) a alma do indivíduo. Na modernidade, o problema liberal da administração social é “fazer” o indivíduo em prol da liberdade, com um significado do termo liberdade construído através de conceitos, tais como os de automotivação, autorealização, capacitação pessoal e voz. Todavia, a liberdade pretendida não é um princípio absoluto sobre a emancipação individual ou coletiva que existe como tal, fora de uma forma específica de sociedade e de sociabilidade, mas uma “liberdade” construída socialmente dentro das

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8. A escola crítico-democrática: uma matéria pendente no limiar do século XXI

Francisco Imbernón, Lilia Bartolome, Ramon Flecha, José Gimeno Sacristán, Henry Giroux, Donaldo Macedo, Peter McLaren, Tomas S. Popkewitz, Luis Rigol, Marina Subirats, Iolanda Tortajado Grupo A PDF Criptografado

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A escola crítico-democrática: uma matéria pendente no limiar do século XXI

Luis Rigal

Universidad Nacional de Jujuy (Buenos Aires)

Na história se faz o que se pode e não o que se gostaria de fazer.

Uma das grandes tarefas políticas que se deve observar é a perseguição constante de tornar possível amanhã o impossível de hoje.

(Paulo Freire, 1992)

FIM DE SÉCULO, INÍCIO DE SÉCULO: CELEBRAÇÕES E PREOCUPAÇÕES

Levantar o olhar

O início do século convoca à celebração de uma aposta no futuro e à reflexão sobre o tempo ido nos diversos âmbitos da vida da humanidade.

Porém, fundamentalmente, leva a iludir-se com projetos distintos dos vigentes.

Naturalmente, e também miticamente, há nessa situação algo de passagem, de necessidade de olhar de maneira simultânea para trás em busca de chaves que permitam calibrar o presente e levantar o olhar, tratando de esboçar e, se fosse possível, de definir um horizonte do futuro.

Este momento de corte e de passagem no mundo da cultura e, portanto, da educação pode ser caracterizado como momento de crise. E remete-nos ao sentido que Gramsci atribuía-lhe: momento no qual o velho está agonizando, ou morto, e o novo ainda não acabou de nascer. Momento, portanto, de incerteza (a morte do velho também aniquila as já velhas certezas) e de fragmentação (o vigente está em pedaços e não se sabe como recompô-lo).

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6. Pedagogia revolucionária em tempos pós-revolucionários: repensar a economia política da educação crítica

Francisco Imbernón, Lilia Bartolome, Ramon Flecha, José Gimeno Sacristán, Henry Giroux, Donaldo Macedo, Peter McLaren, Tomas S. Popkewitz, Luis Rigol, Marina Subirats, Iolanda Tortajado Grupo A PDF Criptografado

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Pedagogia revolucionária em tempos pós-revolucionários: repensar a economia política da educação crítica

Peter McLaren

Faculdade de Educação e Estudos sobre a

Informação da California University (Los Angeles)

A globalização (do trabalho e do capital), acompanhada pela inovação tecnológica e sua promessa de igualdade e garantia “paramística” de um consumismo fácil e ilimitado, causou mudanças materiais nas práticas culturais e na proliferação de novas contradições entre capitalismo e trabalho; frente a elas, os educadores e as educadoras progressistas que trabalham nas escolas, ao invés de saberem reagir satisfatoriamente (McLaren, 1995; McLaren e

Farahmanpur, 1996), têm dificuldades para responder.

O fenômeno atual da globalização foi descrito pela economia (Adda,

1996, p.62) como a canibalização do social e do político e como “o grande fim da explosão da modernidade ocidental” (Engelhard, 1993, citado em

Benoist, 19961). O capitalismo cleptocrático anda livre, roubando os pobres para dar ao ricos. O bem-estar social para os oprimidos foi substituído por subvenções ao capital por parte do governo em forma de empresariado mundial. A ideologia destes tempos está legitimando uma supressão traumática dos ganhos laborais.

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9. A educação do século XXI: a urgência de uma educação moral

Francisco Imbernón, Lilia Bartolome, Ramon Flecha, José Gimeno Sacristán, Henry Giroux, Donaldo Macedo, Peter McLaren, Tomas S. Popkewitz, Luis Rigol, Marina Subirats, Iolanda Tortajado Grupo A PDF Criptografado

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A educação do século XXI: a urgência de uma educação moral

Marina Subirats

Universitat Autònoma de Barcelona

Ao longo do século XX, o conceito de educação mudou muito, pois os sistemas educativos tiveram de adaptar-se a demandas sociais que nem sequer eram previsíveis no século XIX. No entanto, a educação continua tendo um forte componente artesanal, não tanto pelo fato de exigir a interação e, por isso, uma forte dedicação de trabalho humano que não pode ser substituído por trabalho mecânico, mas porque o “produto” da educação ainda é escassamente planejado. De que tipo de conhecimentos necessitam as novas gerações? De que tipo de atitudes, aptidões, habilidades, disposições, valores? Ainda que tais perguntas sejam às vezes formuladas, raramente são levadas em conta na elaboração dos currículos. A produção de personalidades capazes de viver em sociedade, que é a finalidade da educação, continua sendo pensada como resultado casual de um conjunto de circunstâncias complexas e, geralmente, incontroláveis. Os modelos culturais que precisam ser transmitidos baseiam-se ainda em uma concepção da pessoa culta herdada do Renascimento e, evidentemente, impossível de alcançar em nossos dias. Os conteúdos curriculares são, muitas vezes, fruto de pactos corporativos e escalões acadêmicos: como se pode prescindir da matemática? Ficaria esquecida a história? Seria escandaloso que não se aprendesse inglês! E assim, sucessivamente, partindo-se da idéia de que, de qualquer forma, a personalidade humana desenvolve-se por si mesma e de que a função da educação é dar instrumentos para o acesso a saberes relativamente codificados.

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3. Pedagogia crítica como projeto de profecia exemplar: cultura e política no novo milênio

Francisco Imbernón, Lilia Bartolome, Ramon Flecha, José Gimeno Sacristán, Henry Giroux, Donaldo Macedo, Peter McLaren, Tomas S. Popkewitz, Luis Rigol, Marina Subirats, Iolanda Tortajado Grupo A PDF Criptografado

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Pedagogia crítica como projeto de profecia exemplar: cultura e política no novo milênio

Henry Giroux

State University of Pennsilvania

Estes são tempos difíceis para educadores e educadoras e defensores e defensoras da educação democrática nos Estados Unidos. Pressionados pelas crescentes forças do profissionalismo e pelas guerras culturais, os futuros professores e professoras encontram-se em uma encruzilhada ideológica quanto às responsabilidades cívicas e políticas que assumem ao se considerarem não só professores críticos comprometidos, mas também teóricos culturais. Quanto mais é pedido a eles que se definam, por meio de uma linguagem corporativa ou de um discurso que tire a política do domínio da cultura ou da esfera do social, mais e mais estão sendo pressionados para que se tornem ou escravos de um poder corporativo, ou especialistas não-comprometidos irmanados com a essência de um profissionalismo acadêmico renascente e degradante. Essas duas posturas requerem maior explicação.

Conforme a defesa direitista das associações de escolas profissionais, estas deveriam ser entendidas como um bem privado mais do que como um bem público; estarem unidas aos ditames do mercado e serem dirigidas como qualquer outro negócio. Para muitas pessoas partidárias de tal opinião, as escolas deveriam ser entregues a corporações com capacidade de gerar benefícios (exercendo controle absoluto sobre sua organização, seu currículo e suas práticas escolares), ou organizar-se por meio de estratégias que favorecessem a escolha escolar, as provas e as escolas privadas.

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